sexta-feira, 30 de agosto de 2013

TVE Revista entrevista atores do espetáculo Espelho para Cegos

Reportagem sobre a estreia do espetáculo Espelho para Cegos exibida em 17/08/2013. TVE Bahia. 

Na matéria, a atriz Anita Bueno (Companhia Teatro dos Novos) e o ator Vinicius Bustani (universidade LIVRE de teatro vila velha) falam sobre a peça inédita, na Bahia, que tem textos do dramaturgo romeno Matéi Visniec, direção de Marcio Meirelles e co-direção de Bertho Filho. A montagem volta a cartaz em outubro, de sexta a domingo, nos dias 18, 19, 20, 25, 26, 27/10 | Sex e Sáb: 20h | Dom: 19h
R$ 30 e 15 | Sala Principal. 
Elenco: Anita Bueno, Kadu Lima, Lucílio Bernardes, Roberto Nascimento, Sonia Robatto, Tiago Querino, Vinicius Bustani, Yan Brito e Zeca de Abreu.
Participação em vídeo: Neyde Moura, atriz indicada ao Prêmio Braskem de Teatro 2012.
Direção: Marcio Meirelles.
Co-direção: Bertho Filho.
Realização: Companhia Teatro dos Novos. Projeto de extensão da universidade LIVRE.





Teatro Vila Velha abre a sexta edição do Festival Latino Americano de Teatro da Bahia

Hoje, às 20h, o Teatro Vila Velha abre a sexta edição do FILTE com um dos grandes mestres das Artes Cênicas no Brasil, o ator e diretor Cacá Carvalho. O artista traz as peças da sua aclamada Trilogia Pirandello para a sala principal, neste fim de semana. Os monólogos O Homem com a Flor na Boca,  A Poltrona Escura e umnenhumcemmil, inédito em Salvador, são baseados em textos do dramaturgo italiano Luigi Pirandello e têm direção de Roberto Bacci. Venham conferir!


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Segundo episódio NO AR: Estúdio Móvel entrevista o diretor teatral Marcio Meirelles - parte 2


Entrevista do diretor teatral Marcio Meirelles para o Estúdio Móvel, programa veiculado em rede nacional pela TV Brasil. Num encontro com a apresentadora Liliane Reis, no Rio de Janeiro, o artista fala da sua trajetória, do Bando de Teatro Olodum, do sucesso da peça "Ó Paí Ó", adaptada para o cinema e para a televisão, com os atores Lázaro Ramos e Wagner Moura no elenco; e a conversa segue pela literatura de Jorge Amado, Pelourinho, juventude baiana, a revitalização do Vila e da proposta do programa de formação em artes cênicas da Universidade Livre de Teatro Vila Velha.



No ar: Estúdio Móvel entrevista o diretor teatral Marcio Meirelles - parte 1


Entrevista do diretor teatral Marcio Meirelles para o Estúdio Móvel, programa veiculado em rede nacional pela TV Brasil. Num encontro com a apresentadora Liliane Reis, no Rio de Janeiro, o artista fala da sua trajetória, do Bando de Teatro Olodum, do sucesso da peça "Ó Paí Ó", adaptada para o cinema e para a televisão, com os atores Lázaro Ramos e Wagner Moura no elenco; e a conversa segue pela literatura de Jorge Amado, Pelourinho, juventude baiana, a revitalização do Vila e da proposta do programa de formação em artes cênicas da Universidade Livre de Teatro Vila Velha.




Núcleo Viladança: reunião de pais da oficina gratuita de dança para crianças

Com a proposta de gerar maior integração e troca de informações entre os familiares, Ângela Andrade, diretora geral do Teatro Vila Velha, e Cristina Castro, diretora do Núcleo Viladança, se reuniram nesta quinta-feira (29/08) com os pais dos alunos das oficinas de dança para crianças, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha.  
Com duração de três meses (de agosto até novembro), o objetivo da oficina é promover a consciência corporal e desenvolver um trabalho lúdico de iniciação artística. 
Para essa e outras atividades, o Núcleo Viladança conta com o patrocínio da Petrobras.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Abertura do FILTE no Teatro Vila Velha é destaque do Caderno 2

Nesta sexta-feira, 20h, o Teatro Vila Velha abre o Festival Latinoamericano de Teatro com o espetáculo O Homem com a Flor na Boca, interpretado pelo ator Cacá Carvalho. A abertura foi destaque do Caderno 2 do Jornal A Tarde. O espetáculo integra a Trilogia Pirandello, que traz ainda os monólogos A Poltrona Escura e umnenhumcemmil, inédito em Salvador. As peças são baseadas em textos do dramaturgo italiano Luigi Pirandello e têm direção de Roberto Bacci.




O Vila recebe ainda os espetáculos Pais e Filhos, da Mundana Companhia (SP), Leonce e Lena, Répétér e o infantil João Botão, do Grupo Teatro Máquina (CE), além das montagens baianas A ConferênciaO Quinto Criador, Qualquer Coisa a Gente Inventa  e Das Tripas, Coração.

Você pode conferir a programação completa do FILTE, que acontece também em outros espaços de Salvador, no site www.filte.com.br.



terça-feira, 27 de agosto de 2013

Integrantes da LIVRE participam de oficina de construção de berimbaus

Na tarde desta terça-feira, integrantes da universidade LIVRE de teatro vila velha participaram de uma oficina de construção de berimbaus no Passeio Público. O encontro foi conduzido por mestre Satélite, mestre Kleber e pelo professor Mamolengo, o também ator do Bando de Teatro Olodum Leno Sacramento.



"Quando você faz o berimbau, você tem mais amor àquele instrumento. É diferente de quando você compra. Quando eu faço um berimbau eu gosto tanto dele que, quando o pessoal quebra, eu choro", conta o mestre Satélite.



"Aprender a fazer berimbau é conhecer mais da Capoeira. Foi importante conhecer o processo e a história do instrumento, não basta só aprender a jogar", diz Mônica Leite, participante da LIVRE.



A oficina é mais uma das atividades de extensão da LIVRE, que já incorpora a Capoeira no trabalho de preparação dos atores.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A coreógrafa e diretora do Núcleo Viladança, Cristina Castro, está na Espanha, onde participa da décima edição da Feira de Teatro de Castilla e León

A artista acompanha em Ciudad Rodrigo uma mostra de mais de 40 espetáculos, entre 20 e 24 de agosto. Neste período, 38 empresas e profissionais se reúnem em meio a uma extensa programação de atividades complementares. 


Esta é a segunda vez que a diretora do Núcleo Viladança e criadora do VIVADANÇA Festival Internacional participa de um intercâmbio no país. Antes, ela viajou a convite da Fundación Carolina, num grupo que reuniu pessoas de diversas partes do mundo, renomadas em vários campos do saber. 

Para Castro, esta é uma oportunidade de conhecer tendências, estabelecer diálogos e firmar parcerias. 

Na foto, ela está acompanhada de Tulani, diretora do Favelacult Gestion Cultural (à esq), e das gestoras culturais Vadinha Moura e Rosa Villas Boas, diretora do Teatro SESI, em Salvador. 

Para mais informações sobre a feira, clique aqui

Rede Bahia Revista é gravado no Teatro Vila Velha

Veja o programa neste domingo, logo após a série Revenge, na TV Bahia. Esta edição especial sobre teatro foi gravada na sala principal, onde os apresentadores Acácia Lirya e Dalton Soares contam um pouco da história do Teatro Vila Velha.



O programa CBN Bate-Papo entrevista os atores Sonia Robatto e Tiago Querino sobre a peça Espelho para Cegos

Ouça a entrevista da atriz, escritora e fundadora do Vila, Sonia Robatto, e do ator Tiago Querino (universidade LIVRE de teatro vila velha) para o programa CBN Bate-Papo, onde falam sobre ESPELHO PARA CEGOS, peça inédita na Bahia que encerra sua curtíssima temporada neste final de semana. Sexta e sábado, 20h. Domingo, 19h. 


Alunos de Candeias visitam o Vila e assitem ao espetáculo Dança das Palavras

O Vila recebeu hoje à tarde a visita de estudantes do Centro Educacional São Lázaro, do município de Candeias, para assistir ao espetáculo Dança das Palavras. A visita faz parte de um trabalho conjunto entre as disciplinas Língua Portuguesa e Artes do oitavo e nono anos. 
Contemplado este ano pelo Programa de Projetos em Residência 2013, o trabalho faz mais uma sessão hoje à noite, 20h, no Cabaré dos Novos.


Entre risadas e expressões de curiosidade, o grupo acompanhou, por meio da dança, como a palavra faz parte do nosso dia-a-dia. Das cinquenta crianças presentes, quinze estavam entrando pela primeira vez em um teatro.

 
"Foi muito divertido, quero voltar", diz Maria Vitória, 12 anos.


Sérgio Henrique, 14, disse que achou "massa" porque a peça fez ele dar muita risada.
 
Já Vinícius França, 13, que veio ao teatro pela segunda vez, falou da importância das atividades extra classe: "Assim, a gente aprende sobre arte".



Dança das Palavras | Dança
21/08 | qua | 20h | R$ 30 e 15 | Cabaré dos Novos

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O Vila indica: Jarbas Bitencourt em "Do Casamento Burguês ao Amor Barato"

Nosso garoto prodígio, músico, arranjador, cantor e grande compositor Jarbas Bittencourt, no show autoral "Do Casamento Burguês ao Amor Barato", um passeio pelas criações musicais do artista para o teatro baiano. Nesta sexta feira, 20h, no Espaço Xisto Bahia. Apreciem, curtam e espalhem por aí. Apresentação única. ingressos: R$ 20 e 10. 

Jarbas Bittencourt

Ex-coordenador técnico do Vila, o iluminador Pedro Dultra é destaque no jornal A Tarde

Mestre em Artes Cênicas pela Ufba e contemplado com o Prêmio Braskem de Teatro pelo espetáculo "Protocolo Lunar", o artista integrou a nossa equipe entre 2012 e 2013. 
Leia o perfil completo clicando aqui









Programa de Projetos em Residência 2013 do Vila apresenta Dança das Palavras



Nesta quarta-feira, 21 de agosto, 20h, o grupo JAVA apresenta o projeto em residência Dança das Palavras no Cabaré dos Novos. O espetáculo, criado e interpretado por Jean Souza e JK Santos, trata sobre a palavra e a sua relação com o pensamento, a produção de conhecimento, o corpo e a dança. Jean Souza fala um pouco sobre o projeto e sobre como a palavra aparece no espetáculo.

Qual a proposta do espetáculo Dança das Palavras?

Jean Souza -  É um espetáculo de dança contemporânea que brinca com a palavra, a imagem e a produção de conhecimento. Ele surgiu no ambiente acadêmico e é também uma homenagem à academia. O nosso questionamento é sobre a relação da palavra com o movimento, de que forma ela é posta em cena.

Como a palavra aparece no espetáculo?

Jean Souza - Aparece visualmente, através de projeções no palco e da interação dos dançarinos com essas projeções. A palavra surge ainda verbalizada e nos movimentos do elenco. Há uma cena que se chama “Procurando a Palavra”. Nela, há apenas silêncio e movimento e se busca em que parte do corpo a palavra reverbera. Qual a sua melhor palavra numa briga? Qual a melhor palavra numa entrevista para que você seja contratado? Você vai procurar a melhor palavra e seu corpo vai se organizar para isso: sentar, cruzar a perna, olhar nos olhos, esperar o outro falar, calar, respirar pra responder. A gente brinca com isso também.

Como você vê o projeto em residência do Teatro Vila Velha?

Jean Souza - É uma oportunidade muito boa para artistas que estão começando. O Vila tem 49 anos e a gente tem apenas dois, três anos... É muito importante para a nossa experiência, para o currículo. Eu fiz muitas oficinas aqui no teatro. A primeira foi em 2005 e voltar para cá com um espetáculo profissional é maravilhoso. Essa casa é muito importante pra gente.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Destaque no jornal A Tarde de hoje,Companhia Teatro dos Novos estreia nesta sexta, 16/08, 20h, peça do romeno Matei Visniec.

Com sua obra traduzida em mais de 20 línguas, o autor é considerado um dos mais impactantes dramaturgos da atualidade. 
Dias 16, 17, 18, 23, 24, 25/08 | Sex e Sáb: 20h | Dom: 19h
R$ 30 e 15 | Sala Principal

Clique na imagem para ampliá-la.



terça-feira, 13 de agosto de 2013

O diretor teatral Marcio Meirelles grava na Band o programa Entrevista Coletiva

Veja aqui na íntegra o bate-papo com a jornalista Silvana Oliveira, no qual a artista fala sobre políticas culturais, formação de plateia, 49 anos de Vila, Universidade Livre de Teatro Vila Velha, Teatro dos Novos, Bando de Teatro Olodum e muitos outros assuntos interessantes. 
O programa foi ao ar na madrugada da última segunda-feira, 12/08, 1h30. Abaixo o primeiro bloco e os links para os demais. 




2º Bloco Entrevista Coletiva Band / Marcio Meirelles / link

3º Bloco Entrevista Coletiva Band / Marcio Meirelles / link

4º Bloco Entrevista Coletiva Band / Marcio Meirelles / link




domingo, 11 de agosto de 2013

Giza Vasconcelos, integrante da universidade LIVRE de teatro vila velha, comenta o Experimento 4 - Poéticas da Ausência

Queria começar agradecendo a Martin Domecq por toda dedicação, paciência e boa vontade nesse experimento. Trabalhar com um tema assim tão delicado e cheio de lembranças foi bastante intrigante para mim. Me colocar presente para falar de ausências, mexer tão íntimo no medo que todos nós temos, que é o medo de se sentir vazio, seja na falta de um lugar social adequado, no desapego de um amor passado ou na aceitação da morte de um ente querido. A ausência faz parte dos detalhes mais escondidos e é um processo que temos que passar durante toda a vida, mas que nunca nos acostumamos a sentir. A energia de ontem ainda esta em mim. Os movimentos com o elástico branco ainda estão pulsando aqui... Vão continuar presentes, pra que eu sempre pense nesse experimento com a sintonia de um corpo que compomos.

sábado, 10 de agosto de 2013

Reportagem da Televisão São-Tomense destaca oficina de seleção de atores orientada pelo diretor teatral Marcio Meirelles na África



Convidado pela “Cena Lusófona”, Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, o processo de seleção foi feito por meio da terceira oficina de interpretação, entre 8 e 31 de julho, no âmbito do projeto P-STAGE – IV Estágio Internacional de Actores. Co-organizada pelo Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé (CIT São Tomé) e destinada a atores e atrizes com mais de 18 anos, a oficina teve duração de quatro semanas e como resultado a apresentação do Experimento "A Terra dos Homens", no dia 31 de julho, data que coincidiu com os 49 anos do Teatro Vila Velha. Ressaltando que o aniversário também foi comemorado com muita música e dança no Salão Cultural Dona Alda Espírito Santo, no Liceu Nacional de São Tomé e Príncipe. Entre os presentes estavam representantes da comunidade teatral do país, a embaixadora, o Secretário da Embaixada de Portugal em São Tomé, o Ministro da Educação, Formação e Cultura e o Diretor-Geral da Cultura de São Tomé. .

No total, foram 30 atores da comunidade teatral de São Tomé inscritos no processo, de companhias e grupos diversos, como “Gente de dor alegre”, “Os criativos”, “Os parodiantes da ilha”, “Fôlô-Blâge”, “Caravana africana” e “Légi Téla”. Do grupo de formandos, serão selecionados dois atores ou atrizes para integrar o elenco internacional da produção “As Orações de Mansata”, do escritor guineense Abdulai Sila.
 
O intercâmbio promovido pelo projeto P-STAGE – Portuguese-Speaking Theatre Actors Gather Energies (IV Estágio Internacional de Atores Lusófonos) é uma parceria entre a Cena Lusófona, a AD (Guiné-Bissau) e o Elinga Teatro (Angola), tendo como associados o CIT São Tomé, a Sol – Movimento de Cena (Salvador, Brasil), A Escola da Noite, a Companhia de Teatro de Braga (Portugal) e o Theatro Circo de Braga (Portugal).
A ação também teve apoio do Edital de Mobilidade Artística e Cultural da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Universidade Livre de Teatro Vila Velha apresenta Experimento 4 - Poéticas da Ausência


Nesta sexta, 09 de agosto, 20h, a Universidade Livre de Teatro Vila Velha apresenta "Experimento 4 - Poéticas da Ausência". O grupo continua dissecando o romance gótico “Frankenstein”, da escritora inglesa Mary Shelley (1797-1851). No trabalho, o diretor Marcio Meirelles e o diretor argentino Martin Domecq propõem a discussão e a reflexão sobre as diversas representações da ausência, suas ambiguidades  contradições e simbologias. Incorporado nesse sistema, as conexões com as diversas ciências, campos do saber e o debate sobre a vida política e cultural do país, no qual todas essas inquietações se transformam em material cênico.

Martin Domecq fala sobre o processo de trabalho com os participantes da LIVRE e sobre o que o público pode esperar do experimento.


Teatro Vila Velha - O que é o experimento da Universidade Livre?

Martin Domecq - Durante o experimento, o que se mostra é um trabalho em processo, não uma peça acabada. É um processo de busca, de pesquisa, que vem sendo feito ao longo de um mês de trabalho. Mas há alguns elementos que estão sempre presentes nos experimentos: todos os atores estão o tempo todo no palco e sempre há um componente musical, rítmico. Há também um momento onde se escuta a voz dos participantes sobre alguma questão que está próxima de nós, como aconteceu no último experimento sobre o Movimento Passe Livre. Há ainda um espaço de diálogo com o público, quando se abre o microfone e o público pode responder, falar, questionar. Márcio tem essa marca de saber escutar, fazer com que a palavra circule, e ele coloca isso no experimento. Isso é muito interessante, é lindo para o teatro.

Teatro Vila Velha - Como surgiu o tema e como a ausência vai ser abordada no trabalho?

Martin Domecq - A primeira questão que levantou esse experimento foi a constatação de que a ausência faz parte do trabalho do ator, ela está no palco. Mas como vamos trabalhar com isso? Como vamos transmitir essa ausência, fazê-la visível, utilizá-la para construir uma cena? Esse foi o problema trabalhado. Para isso, utilizamos a noção de figura. Poderíamos ter trabalhado a memória emotiva ou algo relacionado à estrutura dramática. Mas essa é uma questão técnica. No experimento falamos dos sentidos de ausência, e é isso que as pessoas vão ver. Os participantes da LIVRE tiveram a liberdade de construir as cenas, então as ausências que estão no experimento são as ausências válidas para eles. Mas as ausências que valem para eles são as que valem para a gente, em geral.

Minha proposta é que tentemos sempre trabalhar essas questões com a energia do grupo, que não fiquemos isolados. Por isso a minha insistência em estarmos sempre juntos em cena e no formato da roda, que está presente durante todo o experimento. Nossa cultura nos ensina que, quando você tem uma dor, você tem que isolá-la, escondê-la. Aqui, o teatro está buscando trabalhar junto e nunca negar o que aconteceu, mas trabalhar isso com o apoio do outro. 

Teatro Vila Velha - O que o público que vier ao teatro vai encontrar?

Martin Domecq  - Vai encontrar as suas próprias ausências trabalhadas por atores. Porque quando os atores estão propondo de forma autêntica coisas que são importantes para eles, e eles são soteropolitanos, de gerações diferentes, são coisas que valem para o público. O experimento trata de como o tema da ausência transita por nossas vidas e como se pode assumi-lo. Em várias situações do experimento se mostra como as pessoas não se deixam abater pela ausência, e a transformam em música, em dança, em grito.

Atores do Bando de Teatro Olodum ensaiam espetáculo em São Tomé e Príncipe

Ridson Reis e Elane Nascimento, atores do Bando de Teatro Olodum, ensaiam em São Tomé e Príncipe, na África, o espetáculo "As Orações de Mansata". A montagem, baseada no texto do escritor guineense Abdulai Sila, é dirigida por Augusto Barros e faz parte do P-STAGE – IV Estágio Internacional de Atores Lusófonos. O intercâmbio tem apoio do  Edital de Mobilidade Artística e Cultural da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Por Eduardo Coutinho


Elenco (da esq. para dir.): Rogério Boane, Igor Lebreaud, Paulo Figueira, Miguel Miguel Magalhaes, Ella Nasimento, Solange Sá, Jorge Quintino Biague, Marleny Musa, Emílio Lucombo, Wilson de Sousa ("Pepelinho"), Amador Fernandes, António Augusto Barros, Trindade da Costa, Ridson Reis. (foto: Sofia Lobo) 
Depois de um mês de trabalho em São Tomé e Príncipe, o grupo vai a Coimbra, em Portugal, onde estreia a peça. O espetáculo vai circular pela África, Brasil e Portugal. Durante a preparação para o espetáculo, serão trabalhadas artes marciais como Tai Chi Chuan, Capoeira, além da Commedia Dell'Arte. O diretor acredita que essas técnicas são essenciais para qualquer montagem e para o currículo de todo ator. Cada intérprete vai ministrar durante o processo pequenas oficinas como forma de troca de conhecimento com o grupo.


Ridson conta que desde que entrou no Bando, em 2006, teve poucas oportunidades de fazer intercâmbios como este, com exceção do trabalho com o bailarino e coreógrafo japonês, Tadashi Endo, que dirigiu o espetáculo Dô, em 2012.

“Vou trabalhar com um diretor de outro país, com atores de vários lugares diferentes e um texto que me atrai muito. Conhecer a África sempre foi um sonho meu, que sempre senti falta de ver textos de autores africanos encenados no Brasil”, conta Ridson.

É a terceira vez que o Bando participa de intercâmbio realizado pela Cena Lusófona. Em 2000, membros do grupo integraram o espetáculo “Quem come quem” e em 2002 participaram da Oficina Municipal de Teatro. A associação foi fundada em 1995 em Coimbra com o objetivo de realizar intercâmbio teatral entre países de língua portuguesa.


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Universidade Livre organiza memória gráfica do "Nós, Por Exemplo - Centro de Documentação e Memória"

Cesar Rasec, integrante da universidade LIVRE de teatro vila velha, faz inventário dos cartazes do "Nós, Por Exemplo - Centro de documentação e Memória do Vila".  Na foto, destaque para o cartaz do espetáculo "Um Bruxo Cigano", de Márcio Meirelles, apresentado no Teatro Castro Alves em 1975.




sábado, 3 de agosto de 2013

Diário de Bordo: o dia final (décimo quarto dia) - o diretor teatral Marcio Meirelles faz um balanço das oficinas em São Tomé

Convidado pela “Cena Lusófona”, Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, o artista conduziu uma seleção de atores na África, juntamente com António Augusto Barros (diretor da associação), para a montagem de espetáculo com estreia em Portugal. 



o dia final

o fechamento do círculo
a despedida de um momento
o q fica?
essa é a pergunta angustiante q sempre me faço
fui útil? deixo alguma coisa q vai ajudar esses atores a seguirem em frente?
como vão usar as ferramentas q usamos em seu trabalho
depois?
como serão seus processos depois deste?
e os meus?
estar no continente africano
em um país insular como são tomé
q muitos de nós brasileiros desconhecemos por completo
neste mito mama áfrica e coordenar uma oficina de teatro para atores
oficina de improvisação de construção dramatúrgica
mas principalmente
oficina de repensamento de teatro
é alguma coisa q ainda n processei
enfrentar os mitos sempre é uma tarefa hercúlea
um trabalho mítico tb
daí chegar ao humano ao comum
ao simples ao cotidiano é duro
uma meta da oficina era tb revelar os atores e seu potencial
para barros poder escolher 2 q vão integrar o elenco de
as orações de mansata
- inspirada em macbeth -
q vai montar em coimbra
vim pra cá c a idéia de trabalhar algumas cenas da peça de shakespeare
através dos ritmos nacionais
falar c tambores
como fizemos na universidade LIVRE de teatro vila velha
em nosso experimento FRANKENSPEARE/SHAKESTEIN
mas percebi q ganharia mto mais trabalhando a partir
da memória do q fiz para construir o BANDO DE TEATRO OLODUM
provocar os atores para usarem memória e imaginação
imaginação e memória
e irem descobrindo um método próprio de trabalhar
com a criação de respirações e ritmos q montem
um quebra cabeças
peça por peça até tornar visíveis os “vizinhos”
n EU mas alguém mto próximo de quem conheço os hábitos
mas de quem guardo uma certa distância
q me permite observar sem envolvimento
só observar e representar
n falei de “vizinhos” uma atriz
– no exercício do caminhar montar e observar o outro –
é q falou na avaliação “é como estar vendo meus vizinhos”
gostei do conceito
construímos vizinhos através dos quais podemos falar de nossa comunidade
familiar territorial setorial social política
e esses vizinhos começam a se relacionar
são criados parentescos e ações surgem daí
costura-se as ações c o fio de uma ideia
surgida delas mesmas ou trazida de um desejo de falar sobre alguma coisa
ou da necessidade de q alguma coisa específica seja falada
hj aqui para podermos lidar c ela
os personagens essas coisas q o ator maneja para falar
como um músico maneja seu instrumento
são “vizinhos”
foi bom ter mudado de rota e em vez de revisitar uma vez mais o velho bill
tenha trabalhado c as ferramentas da improvisação
é o teatro q a maioria dos grupos aqui faz
improvisado a partir de guiões
então em 12 dias de trabalho foi mais efetivo
exercitar o uso dessas ferramentas
e as possibilidades q ela dá de serem criadas dramaturgias
na avaliação final foi importante ouvir q na oficina
aprenderam q qdo se trata de teatro trata-se de muitas outras coisas
foi o mais importante
os agradecimentos as mudanças radicais na vida de cada um
os depoimentos sobre descobrimentos e epifanias
são contaminados pela emoção da apresentação
da adrenalina produzida pelo encontro c o público
o fato de terem louvado minha paciência
é uma ilusão n sou paciente
aguentei os atrasos e faltas de alguns para ter mais prazer
no trabalho c o mínimo de tensões
além de saber q é preciso negociar c a vida real compromissos e culturas
e o fato de q eles viraram um grupo único
quebrando as barreiras entre os grupos aos quais pertencem
e nos quais se isolam dos outros
apesar de ser verdade temo ser uma verdade passageira
temporária
q dura enqto dura a oficina
é bom mas vai se dissolver no cotidiano
o desejo de constituir um fórum ou associação de teatro
me anima
é um desejo e os desejos cobram realizações
pode ser
será difícil
como tudo nestas áfricas
mas n impossível
como qualquer coisa nestas áfricas

1o/08/2013

escrito em 3/07/2013










Nelson Maca escreve artigo sobre "Áfricas" no jornal Correio 24horas

O poeta, professor e membro do Conselho Estadual de Cultura fazendo faz uma reflexão crítica, sensível e muito lúcida sobre os temas abordados no espetáculo infanto-juvenil do Bando de Teatro Olodum.





quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Diário de Bordo: décimo terceiro dia de oficina com o diretor teatral Marcio Meirelles e experimento "A Terra dos Homens" em São Tomé

Convidado pela “Cena Lusófona”, Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, o artista conduz na África, juntamente com António Augusto Barros (diretor da associação), uma seleção de atores para a montagem de um espetáculo com estreia em Portugal. 

Dia 13



demora do ministro da cultura
atores e atrizes sentados em seus lugares depois do último ensaio
a embaixadora de Portugal chega e sai rápido
sem entrar na sala onde estamos
por fim desiste-se de esperar pelo ministro e começamos
fala de barros
a cena lusófona apresenta o projeto P-STAGE
o ministro chega
amador (flasquim) e alice falam como participantes
rápidas palavras sobre o processo
falo sobre a importância pra mim desta troca de saberes
de manuseios de ferramentas q tivemos e de como s tomé se mostrou
p mim pelo teatro e a riqueza q são esses atores e essa cultura
peço ao ministro q cuide deles
falo dos 49 anos do teatro vila velha hj e da comemoração transatlântica
q será apresentarmos o experimento no mesmo dia
falo q o vila nasceu como espaço de liberdade 4 meses depois do golpe militar
q instalou a ditadura no brasil e da importância deste espaço [teatro] na bahia
no brasil
desde então
apresentamos o experimento

Diário de Bordo: décimo primeiro e segundo dias de oficina com o diretor teatral Marcio Meirelles em São Tomé

Convidado pela “Cena Lusófona”, Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, o artista conduz na África, juntamente com António Augusto Barros (diretor da associação), uma seleção de atores para a montagem de um espetáculo com estreia em Portugal. 

Dias 11 e 12



os últimos 2 dias são memórias de um processo quase sequencial
organizamos e edito as cenas
em casa penso e coloco no papel sequencias q experimentamos
faço cortes e intercalo situações
crio 3 blocos
no primeiro a gravidez adolescente e o caso do medroso
o jovem lutador q engravida a adolescente é filho do sr bondoso
o desempregado q teme a noite
no segundo a questão da divisão das terras herdadas
e do marido q apanha da mulher
se intercalam
questões de família a serem resolvidas
no terceiro a mãe q perdeu o filho e o djambi q revela cada um sem máscara
cada ator/atriz recebe uma cópia do guião
experimentamos
intercalo as cenas c ritmos
e c as canções q eles trouxeram
reedito alguns cortes q n deram mto certo
ouço sugestões e experimento
umas aceito outras n
no penúltimo dia um novo final me surpreende
qdo a mãe “montada” começa a dizer o q deveria
interrompo e peço q o espírito diga q o filho dela está perdido
assim como todas as crianças africanas
se n cuidarmos delas
e peço q todos cantem a canção da unidade africana
q um dos atores trouxe para o seu personagem
a vibração e alegria são intensas
é emocionante
no dia seguinte é a apresentação

29 e 30/07/2013

escrito em 1o/08/2013

Diário de Bordo: décimo dia de oficina com o diretor teatral Marcio Meirelles em São Tomé

Convidado pela “Cena Lusófona”, Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, o artista conduz na África, juntamente com António Augusto Barros (diretor da associação), uma seleção de atores para a montagem de um espetáculo com estreia em Portugal. 



Dia 10

este foi um dia especial
criada no lugar da cena q n deu certo sobre as drogas
a cena da adolescente grávida precisa estofo
peço a cada grupo q vá retrabalhar suas cenas
incluindo canções
pensando em ritmos
incorporando pensamentos e reflexões feitas em grupo ou a sós
fico com o grupo da gravidez
me dou conta q um dos problemas desse grupo foi a inconstância
dos seus participantes no trabalho
com várias faltas e mtos atrasos
mas trabalhamos
me dou conta tb q unicefs e ongs
q usam o teatro como ferramenta pedagógica
imprimiram aqui como no novo teatro amador feito nos subúrbios e comunidades brasileiras
um teor didático-social-prop
sem a grandeza dos dramaturgos q repensaram a estética do teatro no século XX
a partir da necessidade de comunicar às massas idéias políticas e revolucionárias
nem a grandeza de um anchieta ao incorporar as estruturas das tradições e ritos indígenas no seu teatro catequético colonizador
não há uma preocupação estética maior nesse “teatro inclusivo/didático”
a preocupação é moral e comportamental
há a ignorância qto a certeza de q só uma experiência estética profunda
é transformadora
há uma tentativa de passar ideias e preceitos e condutas somente pelas palavras
colocadas em roteiros pobres e ingênuos
isso se reflete nas cenas propostas
nas resoluções mágicas para problemas mto complexos
como o prazer  q provém das drogas e suas consequências
como o prazer advindo do desejo sexual e suas consequências
como refrear o delírio e o orgasmo c palavras apaziguadoras?
é preciso assumir q os atos humanos têm consequências
todo e qualquer
mas n dizer ao adolescente
explodindo de tesão e de ânsia de experiências radicais
q refreie tudo evite ou tome precauções?
como se precaver contra o desejo?
as estratégias serão outras para evitar um caminho sem volta
e devemos evitar os caminhos sem volta
ou apenas saber q eles existem e optar por seguir ou parar?
Trabalhamos uma meia hora sobre a cena da família envolvida
c a gravidez precoce
e n avança
percebo q os personagens são frágeis bidimensionais
e resolvo instalar o caos
chamo os outros grupos q trabalham sozinhos suas cenas
e acrescento a cada personagem uma relação c outro
filhos mães amantes primos amigos cúmplices aparecem
digo q eles são isso ou aquilo de alguém
q seu parente ou relativo está c um problema e ele precisa ajudar a resolver
e os mando para a sala de ensaio
o ruído aumenta
o caos se estabelece
os personagens interagem e se atropelam
novas relações e revelações surgem como coelhos numa horta
muito barulho por causas a ganhar
de repente a cena do djambi se refaz
mas o jovem lutador é q é montado
e começa a denunciar a verdade de cada personagem ali presente
e o ator é “montado” tb
sai da sala c outro ator o conduzindo
começa a andar pelo campo grande pátio do liceu
vou junto tento conversar ele começa a pedir q n o levem q ele quer ficar ali
me dizem “é assim às vezes a gente tem a memória leve
e o djambi toma conta é preciso ter cuidado”
ele grita avança outros chegam
conduzem-no de volta à sala
ele pede para todos saírem ninguém sai
alguns riem
uns duvidam outros vão ajudar executam procedimentos rituais
para tirar o espírito dele
ele pede q um outro ator se aproxime
“só quero meu amigo venha cá”
anda de mãos dadas c ele pela sala e pede
“vá lá fora traga 7 folhas de fruteira secas”
ordem executada folhas entregues “sete”
ajoelha-se esfrega as folhas na cabeça cai volta a si
“se fosse de verdade vc ia ficar a noite inteira servindo ele – traga vinho traga isso traga aquilo”
retomamos o ensaio
apresentam as novas cenas surgidas
arruma-se o caos
até onde o mergulho leva um ator para dentro do teatro?

26/07/2013

escrito em 10/07/2013

Diário de Bordo: nono dia de oficina com o diretor teatral Marcio Meirelles em São Tomé

Convidado pela “Cena Lusófona”, Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, o artista conduz na África, juntamente com António Augusto Barros (diretor da associação), uma seleção de atores para a montagem de um espetáculo com estreia em Portugal. 



Dia 9

arrumamos as cenas
o grupo q fez a cena das drogas vai propor uma nova
atores q n vieram no primeiro dia
em q as cenas foram criadas ou seja n participaram do processo completo
onde cada um primeiro apresentou seu personagem
fez o diálogo c um outro
e depois foi escolhido para o “time” q faria a cena
formariam um grupo novo fruto do acaso do atraso e da ausência
resolvo propor q se juntem na cena da droga e façam a nova cena juntos
assim como agreguei um novo ator atrasado a outro grupo
então temos 4 cenas de 4 atores uma de 5 e um grupo com 7

o grupo de 7 propõe uma cena sobre gravidez na adolescência
e problemas familiares entre pai autoritário
e mãe responsável única pela educação dos filhos
e um filho q quer ser repista
tem ainda um professor responsável pela moral
um lutador q engravida a menina e n assume
e um repista amigo do filho q combate o sistema
mas depois se rende ao rico pai do amigo q propõe à dupla
a gravação de um cd e apresentação num show

no grupo de 5 atores temos uma cena
onde um comerciante pouco escrupuloso
joga cartas c um amigo pescador e
sabendo das dificuldades financeiras deste
oferece um empréstimo no intuito de tomar seu barco e seu trabalho
enquanto duas senhoras discutem seus problemas
um pássaro q n deixa uma delas dormir
e uma questão de divisão e invasão de terras n deixa a outra
nisto chega uma mulher ferida no braço
as outras duas pedem ajuda ao pescador q salva a ferida
o comerciante volta p cobrar a dívida

·      uma mulher tem terras q estão sendo invadidas
pede ajuda a amigas para encontrar alguém pra trabalhar como guarda
e vigiar a roça durante a noite
contrata um senhor indicado por uma delas
mas este tem medo de escuro e da noite
e se esconde
qdo ela chega vê q levaram tudo
demite o novo empregado e cansada de tudo resolve ser dançarina

·      um trabalhador rural planta e vê depois sua colheita roubada
enqto sua mulher tenta educar sua filha
q quer ser dançarina de kuduro e seduz um polícia pedófilo
o pai chega e diz q estão sem colheita e sem dinheiro
a mulher tenta punir o polícia q n ajuda a resolver o problema do roubo
pq é polícia de cidade

·      uma mulher sabe q seu marido tem uma namorada
discutem e ele diz q tem cinco mulheres pq é homem e pode
ela bate nele como costuma fazer
o filho tenta apartar a briga e chama o vizinho
um militar aposentado q tb tenta
tenta colocar os dois pra marchar
o filho q vai participar de um concurso de dança
bota todos a dançar

·      uma senhora perdeu o filho e está desesperada
cobiçada por dois senhores q n se importam c o problema dela
ela encontra um atleta q diz ter visto o filho indo pro mar
c um pescador
ela desmaia e cuidam dela até ela voltar a si e sair em busca do filho
os 3 homens discutem a incompetência deles em conquista-la

 são situações ingênuas às vezes absurdas costuradas
c pedaços de personagens e relações construídas ao caminhar
imaginar coisas produzir ritmos relações c olhares
situações criadas c diálogos mudos
um acúmulo de elementos deram nestas cenas
q representam de alguma forma um momento daquele coletivo humano
pq surgiram essas cenas? esses assuntos?
o q no momento da história deste lugar fez esses atores

se voltarem para esses temas
este o segredo – o q temos p falar o q nos faz falar pq e p quem falar?
discutimos isso de várias formas
vamos conversando e reformulando cada cena
proponho ao grupo da mãe desesperada pela perda do filho
q o atleta sugira q ele foi enfeitiçado
ela se dá conta de q há bruxaria envolvida no desaparecimento
e cai tb em transe
há uma cerimônia de djambi e ela “montada” tem a revelação
de onde ele está e sai a procura no final
esta sugestão veio de uma conversa c barros
ele me disse q nos primeiros dias antes da minha chegada
provocou o relato de casos de bruxaria
elemento presente no espetáculo as orações de mansata
produto final do projeto q ele vai dirigir em coimbra
c atores de 5 países lusófonos portugal brasil angola guiné bissau e s tomé
todos trabalham suas cenas e reapresentam
há sensíveis mudanças em cada uma delas
a tarefa continua a ser pensar refletir propor
o q falamos qdo estamos representando esses personagens
q são como nossos vizinhos?
o q nos dizem nossos vizinhos e q vamos dizer p eles?
bjs e obrigado