sábado, 29 de junho de 2013

Saiu a lista dos aprovados para a oficina da Universidade Livre de Teatro Vila Velha

A oficina é nos dias 3, 4 e 5 de julho. Lembrando que o valor da inscrição é de R$ 50,00. O pagamento será feito no primeiro dia de trabalho, às 8h. A orientação é que os participantes usem roupas leves e de cor branca, além da pontualidade. 

Sejam muito bem-vindos!

Ana Caroline 
Andréia Fábia
Antônio Gustavo Bezerra Lacerda 
Antônio Vieira
Apoena Serrat 
Barbara Bela Vieira Portugal
Cesar Costa Querino 
Daniel Ventim Araújo 
Eduardo Coutinho
Emilie Delmondes
Flora Da Conceição Penha
Franklin Albuquerque 
Giza Vasconcelos 
Iracema Oliveira 
Jaime Almeida da Cunha 
João Raphael Lucas Mendes
Maria Goretti Teixeira Gomes 
Marcia Ribeiro
Mirian Martins Sampaio 
Paulo Cezar Viana de Albuquerque 
Rafael Nunes Correia 
Patt de Carvalho 
Reinaldo Bruno Santos Nascimento
Taiwo Pimentel 
Tereza Cristina Vieira Santos 
Sonia Maria dos Santos

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Resposta da Secult ao convite do Teatro Vila Velha para o debate sobre política cultural e sustentabilidade

Convidada pelo Teatro Vila Velha para discutir e refletir sobre a sustentabilidade dos espaços culturais não governamentais, a SECRETARIA DE CULTURA DA BAHIA respondeu: 

"O Secretário Albino Rubim agradece o convite e o parabeniza pela iniciativa. Devido a compromissos com a agenda da programação Cultura em Campo, que, na mesma data e horário terá apresentação da Orkestra Rumpillez e Neojibá, o Secretário não poderá comparecer ao evento."


Ou seja: estarão impedidos de comparecer, exatamente porque estarão nos eventos a 1 real e de graça que ameaçam a continuidade dos teatros e instituições que dependem também do público pagante para sobreviver.

Esperamos não ser uma voz isolada, porque o que propomos discutir afeta a produção artística de uma maneira geral. 

Atenciosamente, 

Teatro Vila Velha


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Carta Convite enviada a Secretaria de Cultura e Conselho Estadual de Cultura da Bahia, aos gestores de teatros e equipamentos culturais e ao público interessado em teatro e políticas culturais

Salvador, 26 de junho de 2013


Caros amigos e caras amigas,

A UNIVERSIDADE LIVRE DE TEATRO VILA VELHA vem, desde o início do ano, trabalhando na construção de respostas para uma grande questão: que teatro conseguirá representar e dialogar com o publico no Século XXI?  

E desde então tem apresentado seus EXPERIMENTOS mensais. São debates públicos, conferências, seminários, palestras, ensaios cênicos, mostras de resultados, projetos em processo.

No dia 28 de junho de 2013, às 20 h, vai ser apresentado o EXPERIMENTO 3 – FRANKENSTEIN E SEUS MITOS INTERNOS. Um estudo cênico sobre os mitos que estão na base do romance de Mary Shelley: Prometeu, Lúcifer e o Golen.

Neste EXPERIMENTO 3, vamos abrir o debate sobre política e gestão cultural, desta vez com o tema A sustentabilidade dos espaços culturais não governamentais, discutindo a política de formação de plateia baseada na redução de preço dos ingressos e entrada franca. Isso é viável, é eficaz, trará resultados? Ou fragiliza a economia de uma atividade produtiva que pode vir a ter sustentabilidade? Qual é o papel do Estado no cenário contemporâneo: produzir ou fomentar? 

Certos de que é do interesse dessa entidade incentivar e colaborar com o aprofundamento destas reflexões, que implicam na construção de uma política de Estado, contamos com sua valiosa presença e contribuição.


Marcio Meirelles
Pelo Teatro Vila Velha

terça-feira, 25 de junho de 2013

Marcio Meirrelles: "tive de pular muitas poças de lama"

Matéria publicada no Terra Magazine (Bob Fernandes), escrita por Deolinda Vilhena, de Salvador (BA), e publicada em 28 de janeiro de 2011.


Há momentos na vida em que invejo o poder divino da onipresença…Segunda-feira passada foi um desses dias…Márcio Meirelles passava o cargo de Secretário da Cultura da Bahia ao professor Albino Rubim em cerimônia no Palácio Rio Branco, em Salvador. E eu não pude estar lá para abraçar meu amigo, dizer-lhe do orgulho que tinha do trabalho por ele realizado como secretário de uma pasta pobre, inexistente na maioria das vezes quando não existe voluntarismo político, e mais, dizer-lhe da minha alegria por saber que a partir de agora vamos nos ver mais vezes e quem sabe realizar alguns sonhos juntos.

Quis a vida que acompanhasse bem de perto e desde setembro de 2008 os caminhos de Márcio à frente da SECULT. Deus e o mundo sabem das minhas divergências com as políticas adotadas pelo PT e pelo modo petista de ser, sou PSDB de carteirinha e pequeno burguesa assumida, mas nem eu nos meus piores dias de ira contra o PT consegui entender o massacre imposto por parte da própria classe artística baiana a um deles. Porque Márcio esteve secretário por quatro anos, mas é artista desde sempre.

Márcio teve a honra de ser o primeiro secretário de cultura da Bahia, a pasta não existia, foi criada na primeira gestão de Jaques Wagner, isso em si é motivo de festa. E mais, Márcio ousou desacatar a ordem pré-estabelecida pelos senhores de engenho e pelos coronéis ainda em atividade no nosso Brasil ou pelas viúvas dos mesmos.

O lugar da cultura ainda é bastante obscuro para os políticos desse Brasil, a prova? Na transmissão do cargo o Governador Jaques Wagner não estava presente. Não sei se ele esteve na posse de Márcio quando foi implantada a Secretaria de Cultura. Mas essas ausências me dão a exata noção do peso que a cultura tem na história desse país…Transcrevo aqui trechos do discurso final de Márcio Meirelles e espero que o tempo dê a ele seu merecido lugar no panteão da história da cultura baiana.

“Naquele janeiro de 2007 chovia e tinha muita lama na vila Nova Esperança, mas sete secretários e a primeira dama estavam naquela comunidade onde o Estado nunca esteve, a não ser através da polícia. No dia seguinte um jornal estampava, na primeira página, uma foto onde eu, no ar, pulava uma poça de lama. Foi o que fiz muitas vezes durante a gestão. Tive que pular muitas poças de lama. (…) Coloquei o capital simbólico de meus 35 anos de vida pública como trabalhador da cultura a um projeto político, no qual acredito e continuo engajado, onde quer que eu esteja, trabalhando para que continue a dar certo. Acredito porque este sempre foi também o meu projeto político, como artista: descentralizar, democratizar o acesso, construir redes, sistemas, ouvir, trabalhar coletivamente. (…) Para isso deslocamos o olhar para os 26 territórios de identidade, para os 417 municípios, para os 14 milhões de cidadãos baianos, todos eles produtores culturais, todos com direito constitucional de acesso à cultura, como à educação e à saúde. Não é possível se pensar em políticas públicas para a Cultura cujo centro sejam os artistas e não os cidadãos. É como se Educação tivesse como meta atender aos professores e a Saúde aos médicos. Todos eles – professores, médicos, artistas – são agentes das políticas do Estado para promover o desenvolvimento e bem estar da população. E não pode ser de outra forma.

Albino, a Secretaria da Cultura, tem três grandes desafios, neste segundo mandato do governador Jaques Wagner: aproximar-se mais da Educação, para que a musculatura desenvolvida pela produção cultural baiana tenha eco e retorno; preparar o estado para que o legado da copa, no campo da engenharia do espetáculo, seja estruturante para nossa economia; e consolidar muito do que foi feito, começando pela aprovação da Lei Orgânica da Cultura, que está na Casa Civil, e a seguir, cuidando da reestruturação da secretaria para que ela esteja apta a atender de fato à Cultura baiana em todas as suas dimensões. Isso, como a reurbaização da Rocinha, não foi possível fazer.

Cabe a você agora levar adiante essa jovem secretaria, de apenas quatro anos, Albino. É pública a minha admiração pelo seu pensamento, sua competência e seu trabalho. Como é público o meu respeito e carinho à sua pessoa. Conte comigo como amigo e peão, no que for preciso. (…) É engraçado: agora volto para o meu lugar de artista, de onde nunca saí, e saio do lugar de político, coisa que um artista não deixa nunca de ser.”.

Depende do artista Márcio, depende do artista…nem todo mundo é Mnouchkine:) No mais tô contando os dias para gente tomar um champagne dos bons para comemorar a vida…me aguarde!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O Monumento do Teatro Baiano

Por conta das movimentações – Copa das Confederações, São João, feriado municipal, bloqueio das vias para realização dos jogos e as manifestações, o Experimento 3 teve sua apresentação adiada para a próxima quinta-feira, 27/06.

Os atores seguiram com os ensaios a todo o vapor. O de hoje, 19/06, foi baseado nas trocas com Jean-Jacques Lemêtre, do Théâtre du Soleil durante sua passagem por Salvador, em Maio.

Os atores treinaram passos fugindo do código binário. Segundo Jean-Jacques, a América Latina tem sua divisão sonora em dois tempos. Tendo como exemplos: papai, mamãe, etc. e que isso influencia no andar. “As pessoas não aprendem a andar” – ele disse. Esse aprendizado foi exercitado hoje, testando os três tempos.

Para completar as atividades da Livre, os participantes receberam a visita de Yumara Rodrigues, atriz baiana com mais de 50 anos de carreira. Com um documentário biográfico baseado na sua história, ela afirmou “é preciso ter raça pra ter coragem”.

Chamada por Marcio Meirelles de “O Monumento do Teatro Baiano”, Yumara visitou a LIVRE para fazer uma foto com o diretor e ficou para uma conversa com os atores.

Para os que estão interessados em participar da Universidade Livre de Teatro Vila Velha, as inscrições foram prorrogadas. Veja mais. 

O Experimento 3 - Frankenstein e Seus Mitos Internos da LIVRE acontece no dia 27.06 | qui | 20h | r$15 e r$ 7,50.


Fique atento e Vá ao Vila, Velho.

domingo, 16 de junho de 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Com pocket show musical, o fotógrafo João Milet Meirelles, o diretor teatral Marcio Meirelles e a Santo Design apresentam pela primeira vez ao público baiano o livro “Bença”

A obra condensa um outro discurso sobre o espetáculo de mesmo nome, encenado pelo Bando de Teatro Olodum, refletindo o tempo, a tradição e a ancestralidade. 


A edição traz anexo o texto completo da peça, imagens do ensaio e de sessões do espetáculo, que rendeu ao coreógrafo Zebrinha o Prêmio Braskem de Teatro 2010 e também o de Profissional do Ano. “Bença”, montagem do Bando de Teatro Olodum, é resultado de dois anos de pesquisa do projeto “Respeito aos Mais Velhos”, patrocinado àquela época pelo edital de manutenção de grupo cultural da Petrobrás, o que permitiu um intenso laboratório sobre as questões que norteiam o tema.   

No espetáculo, dirigido por Marcio Meirelles, os saberes de mestres como Makota Valdina, Bule-Bule e Cacau do Pandeiro se cruzam, através das linguagens da dança, da música e do audiovisual, para falar do tempo, da memória cultural do povo negro e de sua ancestralidade. O lançamento do livro, com fotografias de João Milet Meirelles e design da “Santo Design”,  é nesta sexta-feira (14/06), às 19h, com pocket show de Ronei Jorge, Jarbas Bittencourt e do próprio fotógrafo, que também é músico. 



Quer saber mais sobre o livro "Bença", sobre o processo criativo do fotógrafo João Milet Meirelles e outras nuances da fotografia para teatro? Leia abaixo a entrevista.

Teatro Vila Velha – O que o lançamento do livro "Bença" representa nessa etapa de sua carreira? 

João Milet Meirelles - As fotos feitas sobre o espetáculo Bença, do Bando de Teatro Olodum marcam um ponto de pesquisa de imagem que venho desenvolvendo desde as minhas primeiras crises criativas, quando eu procurava algum objeto, foco. Eu me perguntava o que seria meu trabalho autoral, e mais, se eu tinha um. As várias respostas caminhavam para alguns pontos em comum: as fotografias de cena que eu fazia, muitas vezes apareciam para mim como uma terceira obra, que não era o próprio espetáculo, nem o registro dele, mas também obras fotográficas derivadas e de certa forma independentes.

TVV - O livro é uma transposição dessas ideias?

JMM - O livro soma esses interesses, essas pesquisas. É a experiência de “Bença” em outro formato, que não é a peça de teatro nem um catálogo de fotos, mas um livro que cruza fotografia e texto. Foi natural que, com a ideia do livro de fotos, houvesse o texto relacionado. O design é fundamental para a existência disso, então a Santo Design se tornou também autora da obra. Virei um espectador do trabalho de montagem do livro. Fui assistindo ao processo que criou relações de diagramação, edição, montagem; assim como criei minhas relações de composição, corte, cores, momentos. Esse livro propõe a experiência de “Bença”, pede a bença, dá a bença e faz uma homenagem ao tempo, aos velhos e à tradição.

TVV – O que diferencia essa obra de apenas um registro ou catálogo do espetáculo? 

JMM - Quando fotografei pela primeira vez um ensaio, ainda não tinha tomado consciência do que aquilo traria para mim. Não entendi bem o que se passava. Eram fragmentos com muitas pausas, sem figurino fixo, sem música ou luz. Apesar disso, me impactei com as fotos. Fiquei empolgado com o resultado que acabou tomando conta do programa da peça. Percebi que as pessoas que viam o programa antes já criavam a estética do espetáculo na cabeça. De cara isso já quebrava com a relação de registro. As fotos influenciavam o espectador antes mesmo de o espetáculo existir completamente. Eram fotos do futuro. 

TVV – O que mudou entre o ensaio e a experiência da estreia?

JMM - Foi na estreia que eu soube desse efeito das imagens sobre as pessoas, foi na estreia que fotografei de fato o espetáculo pela primeira vez. Aí, sim, pude entender o que “Bença” motivou. A meia hora inicial da peça envolvia quem entrava lá num "ninho" em que o tempo era rei e acomodava quem estava de fato naquele ambiente. Era um novo Marcio Meirelles, dirigindo um novo Bando, numa nova montagem, de um novo teatro, falando sobre o tempo, o respeito aos mais velhos e a tradição. O cruzamento de linguagens e a relação temporal que sempre me motivou como músico e fotógrafo, ofícios que escolhi para a minha vida, completamente ligados à relações de tempo.

TVV - Você já consegue observar as marcas do seu trabalho em relação à textura, enquadramentos, simetria e outros planos ou perspectivas?

JMM - Não procuro ter algum estilo nem jeito certo de fazer. Gosto de perceber as mudanças que vão acontecendo no meu jeito de criar foto e música. Acho que o fato de exercer esses dois ofícios me dá estímulos muito diversos. Vem ficando cada vez mais misturado e transversal. Daí, consigo olhar para as fotos de “Bença” e me perceber lá, mas vejo outros trabalhos meus bem diferentes, inclusive na linguagem, e consigo me perceber igualmente. 

TVV - Essa intimidade com o Bando de Teatro Olodum contribuiu de que forma para o registro de Bença?

JMM – Isso influenciou demais na forma de fotografar a peça pronta. Sendo o Bando, tinha um "se sentir em casa". Pude voltar lá outras vezes e me sentir livre para brincar com ângulos, retratos, discursos.

TVV - Que técnicas você utiliza? Você manipula as imagens em Bença?

JMM - Fotografei “Bença” com uma digital. E o digital pede uma "relação" que também é digital. Esse processo da pós-produção faz parte do discurso fotográfico. A foto começa na ideia e termina quando eu exporto o arquivo manipulado. Todas as escolhas estão dentro de conceitos que vou criando para dar força ao trabalho. Trabalho nas cores, níveis de contraste e corte das fotos.

TVV - De que maneira você explora os contrastes entre luz, formas e cores? 

JMM - Em “Bença” gostei de explorar o alto contraste, principalmente no preto e branco. Misturei cor com PB, mas sempre sem saturação nas cores. Gosto de ir junto com o que sinto do espetáculo que fotografo. No caso de “Bença”, fui com a cor do espetáculo - preto, branco, marrom e azul. Inicialmente, de uma forma bem intuitiva, depois, vendo onde eu estava indo, comecei a conceituar mais isso. Percebi que ali tinha muito do meu respeito e reverência à tradição fotográfica na Bahia, mas de um jeito bem particular. 

TVV - Que particularidades você identifica na fotografia para teatro? 

JMM - Fotografar teatro é fotografar um discurso, que está em forma de cena. É uma linguagem olhando outra linguagem. Gosto de caminhar junto com o discurso que está sendo proposto. Às vezes, é possível romper isso ou brincar com isso. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Encontro do Fórum de Performance Negra

Divulgação: Jorge Washington

O Encontro promovido pelo Fórum de Performance Negra realizado na sexta-feira dia 07/06 reuniu representantes e artistas do movimento Negro na capital baiana. Contou com a presença do Presidente da Fundação Cultural Palmares Hilton Cobra que ressaltou o compromisso com a as comunidades quilombolas, terreiros, e a comunidade negra. 


Divulgação: Jorge Washington

O evento foi marcado para construção de um manifesto contra a ação de suspensão dos editais voltados para cultura negra. Estiveram presentes representantes da SEPPIR, CEAFRO, BANDO DE TEATRO OLODUM, CDCN, SEPROMI, CONEN, CCPI, além de artistas, pesquisadores e professores que defendem os editais.

A Livre

Foto do experimento 1 - Marcio Meirelles

O Teatro, essencialmente, é uma arte viva, dinâmica e transformadora. Uma linguagem em experimentação constante. São muitos os meios de diálogo e de reinvenção. Incorporado nesse sistema, o Teatro Vila Velha sempre explora todas essas possibilidades, estabelecendo conexões com as diversas ciências e campos do saber.

Dessas reflexões críticas sobre o papel, a atuação e a forma como essas práticas interferem na configuração social, política, econômica e, principalmente, cultural, surgem os fundamentos para os vários programas e atividades desenvolvidos por esse organismo intenso de idéias e questionamentos, a exemplo da recém criada Universidade Livre de Teatro Vila Velha (ULTVV), coordenada por Marcio Meirelles e que se conecta com as idéias do artista visual e ativista político-cultural alemão Joseph Beuys (1921-1986), Zé Celso (Teatro Oficina) e outros artistas e coletivos que pensam a arte como ferramenta política de transformação.

A partir dessa proposta de Universidade Livre, O Vila se reinventa, continuamente, deslocando a construção dos processos artísticos para lugares em que os integrantes desse grupo exercem plena e conscientemente toda a autonomia criativa e de gestão.

Essa consciência se instala por meio de ações multidisciplinares, transversais e poéticas, nos quais os participantes entram em contato com conhecimentos de iluminação, sonorização, cenografia, produção, processos em rede, comunicação e muitos outros que tenham o objetivo de construção de um saber pleno sobre a função de todos os atores e componentes estéticos envolvidos neste sistema.

Venha conhecer!

Encontros: segunda a sábado, 9 às 13h
Sala João Augusto | Teatro Vila Velha, Avenida sete, s/n, Passeio Público

Valor: R$ 200 mensal + 20 horas de Tempo, moeda social do Teatro Vila Velha.

A Livre no Facebook
Blog, moeda social, tarefas e mais em Corais.org/livre
Contato: 71 3083-4600/4611 

domingo, 9 de junho de 2013

Promoção “Sou fiel ao Vila, velho!”

Esta ação integra um projeto de conclusão de curso da graduação em Comunicação e Marketing da UNIFACS.

(Clique na imagem para ampliá-la)

Regulamento: 

1. A participação é voluntária e gratuita. Qualquer pessoa física residente no Brasil pode participar, desde que se considere fiel ao Teatro Vila Velha e adquira na bilheteria do teatro o ingresso no valor da "inteira".

2. O cartão fidelidade só será retirado mediante a aquisição de, no mínimo, 1 ingresso. 

3. Promoção válida apenas para compra de ingressos da categoria "inteira". 

4. O participante deve preencher o cartão com NOME e RG, pois esse cartão é pessoal e intransferível.

5. Não se trata de sorteio, para atingir a premiação é preciso apresentar o cartão fidelidade a cada nova compra. A pessoa que vender o ingresso assinará no campo específico. Após 4 assinaturas o comprador ganhará 50% de desconto na aquisição do quinto ingresso.

6. Só poderá ser assinado o cartão mediante a apresentação de um documento original com foto para confirmação do portador descrito no mesmo.

7. Promoção válida até 31/08/2013. Ou seja, o ingresso com desconto só poderá ser retirado até esta data.

8. Os cartões são limitados a 100 unidades e serão entregues mediante a compra do ingresso no valor da inteira. Cada pessoa poderá portar apenas uma única unidade desse cartão.

Garanta já o seu!

Mais informações pelo telefone (71) 3083-4600.







A sua chance de entrar para a Universidade Livre de Teatro Vila Velha


LIVRE - aos amigos (e amigos de amigos) que desejam fazer teatro, uma dica: a partir do dia 25 de junho, terça-feira, será iniciado o Experimento 4 da Universidade Livre de Teatro Vila Velha. Para este Experimento, será feita uma convocatória, permitindo a entrada de novos integrantes na Livre. Esse período será probatório e definirá a participação na montagem de "Frankenstein", com direção de Marcio Meirelles.

Mais informações sobre a Livre em http://corais.org/livre e pelo telefone 3083-4600. 
www.teatrovilavelha.com.br 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Carta aberta, pesquisa do site nexo, entrevista na Band News e mais

Quando o Teatro Vila Velha questiona a prática de venda de ingressos a R$ 1,00, por meio de Carta Aberta (http://www.teatrovilavelha.com.br/noticias-gerais/786-carta-aberta-ao-governador-ao-secretario-de-cultura-e-ao-conselho-de-cultura-do-estado-da-bahia-), estamos justamente querendo despertar no público, produtores e Estado a importância do pagamento do ingresso como um meio para uma formação de plateia mais efetiva.


Esta pesquisa (http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/bahia-nao-convence-empresariado-a-investir-em-cultura-via-lei-rouanet/?cHash=c47fb252c2d1e4ec135a6f18ab3dee0d) trata da dependência dos patrocinadores. Se o grande público tivesse o hábito de consumir produtos culturais que não possuem forte apelo de massa e pagasse por isso, não veríamos tantas entidades com problemas para a sua sobrevivência.

O teatro recebe recursos do Governo do Estado e da Petrobras para a sua manutenção, o que subsidia o valor do ingresso. Mas a conta não fecha, o Vila ainda precisa arrecadar com a bilheteria e alugar as suas salas de espetáculo e ensaio para fechar as contas mensais, como disse a Coordenadora Geral, Gina Leite, em entrevista para Band News (Escute a entrevista:http://soundcloud.com/teatro-vila-velha/entrevista-band-news-carta.) 


O público para nós é o que importa. Queremos viver dos produtos exibidos no teatro, assim como a padaria vive da venda do pão.. 


Leiam e vamos debater!








O fotógrafo João Milet Meirelles lança o livro "Bença", com imagens da peça homônima, encenada pelo Bando de Teatro Olodum


Nota publicada no Jornal Correio

O fotógrafo João Milet Meirelles lança o livro "Bença", com imagens da peça homônima, encenada pelo Bando de Teatro Olodum, com direção de Márcio Meirelles. A edição reúne fotos de ensaios e apresentações espetáculo-instalação, que cruza teatro, dança, vídeo e música para falar do tempo e da memória cultural do povo negro e sua ancestralidade. O lançamento do livro acontece no dia 14/06 (sexta-feira), às 19h, no Cabaré dos Novos Teatro Vila Velha.

Para chegar ao conjunto de imagens de "Bença", João fotografou cinco sessões e um ensaio. "As fotos de têm uma potência especial. Acho que nelas está contido o discurso da peça: uma reverencia ao tempo, aos mais velhos e ao respeito. Identifico-me muito com esse tema e discurso, então fazer um livro é dizer tudo isso em outro suporte, se apropriar e amplificar esse discurso", comenta o João, que tem um amplo currículo como fotógrafo de artes cênicas.

O livro traz, em anexo, o texto completo da peça – que foi apresentada com sucesso no âmbito do FIT - Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte, ano passado. Com linguagem não linear, "Bença" reúne fragmentos de diálogos, que ganham performance nas músicas executadas ao vivo e nas coreografias, assinadas por Zebrinha e que lhe garantiram o Prêmio Braskem de Teatro 2010 de Profissional do Ano.

João Milet Meirelles – Formado em Composição (pela UFBA); Áudio e Acústica (IAV); Livre Improvisação (ECA/USP). Fotógrafo autodidata. Trabalhou como fotógrafo e músico em diversas peças teatrais e de dança com grupos importantes da cena cultural de Salvador como o Bando de Teatro Olodum, A Outra Cia de Teatro, Cia Viladança, Dimenti, Cia Novos Novos, dentre outros além de grupos internacionais como o coreógrafo Tadashi Endo (Japão), Euro-Japan Theatre Organization (Japão) e Science Friction (Canadá). Participou das exposições: "Dança das Muitas" no Teatro Vila Velha, ao lado da fotografa Ingrid Klinkby e da ilustradora Vânia Medeiros; "Entre Centros" na galeria do ICEIA, ao lado de Marcondes Dourado, Caetano Dias, Gaio, dentre outros; "Oferecer à Sombra Um Calor" no cinema Sala de Arte XIV; "(A)s" e "Univoracidades", com o antigo grupo 4 Sobre Tema; Sua mais recente exposição individual foi "Bença".

Valor do Livro: R$ 50
14/06 | sex | 19h | Sala Principal

terça-feira, 4 de junho de 2013

Grupo Os Insênicos estreia o espetáculo Balada de amor


Balada de Amor é uma criação coletiva dirigida em parceria pelas atrizes Renata Berenstein e Laili Flórez, com o acompanhamento da psicóloga Milena Marinho. O espetáculo apresenta o trançado de três narrativas distintas: a entrada inusitada de uma noiva em fuga em um bar de videokê, as peripécias de atrapalhados “vendedores de amor” e depoimentos dos atores sobre suas próprias histórias. “É a mistura da ficção e da realidade que faz do espetáculo um experiência única. A possibilidade de acompanhar o desenvolvimento de uma história e ao mesmo tempo conhecer parte dessas pessoas tão especiais que a interpretam” anuncia a diretora Renata Berenstein.

Humor, poesia e drama perpassam todo o espetáculo que incorpora a estética e a musicalidade do brega.  A diretora Laili Flórez destaca “O diferencial dessa vez é não enfatizar a questão do transtorno mental, mas sim as relações amorosas vivenciadas pelos personagens e pelos próprios atores. Utilizamos o riso e a emoção como um convite para que a plateia veja uma temática tão universal como o amor sob os olhos do grupo. A ideia é aproximar o público do elenco pois, no fundo, todos fazemos as nossas loucuras de amor.”

5, 12, 19 e 26/06 | qua | 20hR$ 20 e 10 | Cabaré dos Novos

sábado, 1 de junho de 2013

Bando de Teatro Olodum encontra a arte do Butoh, uma experiência corporal e gestual inédita na carreira do grupo

Um espetáculo único, numa simbiose entre a cultura oriental e as nossas origens afrobrasileiras. Sexta e sábado, 20h. Domingo, 19h. Na sala principal do Teatro Vila Velha.  
                                                            
(clique na imagem para ampliá-la)
Teatro Vila Velha
Atarde On Line/Cênicas/01-06-2013

Bando de Teatro Olodum em curta temporada do espetáculo "Dô"

Em cartaz na sala principal do Teatro Vila Velha. Sexta e sábado, 20h. Domingo, 19h. Só até o dia 09/06.

Dô_Bando de Teatro Olodum_Tadashi Endo_Teatro Vila Velha

Fonte: Caderno 2 Mais/ Agenda/Jornal Atarde - 01/06/2013

As impressões de Cláudio Varela, um dos participantes da Universidade Livre de Teatro Vila Velha, sobre o espetáculo "Dô"

A mais recente montagem do Bando de Teatro Olodum é dirigida pelo bailarino e coreógrafo japonês Tadashi Endo, um dos mestres do Butoh atualmente


Universidade Livre de Teatro Vila Velha
       Cláudio Varela

Dô. Quanta coisa pode caber em apenas duas letras. 

Este espetáculo te deixa de olhos fixos. Em cada movimento. Cada símbolo. A tensão. A sutileza. O sorrisão. As lágrimas. As cores. A luz. A escuridão. A musica. As bolas coloridas. A força. O ator sendo ele mesmo. Os corpos falando mais do que o texto. As formas. A conquista. O prazer. Elementos da cultura japonesa. Elementos da cultura Afro-baiana. Tudo isso e muito mais está lá.

A luz e a escuridão geram uma ansiedade gostosa em saber o que vai acontecer e que sensações isso irá te despertar. E são tantas. Da perseverança da caminhada inicial a alegria infantil de brincar com as bolas coloridas. Dô desperta muitas sensações. E esse é seu grande mérito. É um espetáculo pra ser sentido e não só visto.

Dô é dança, é teatro, é expressão e movimento. O trabalho dos atores com a utilização da tecnica japonesa "Butô" fica muito claro pra mim que fiz uma oficina com Tadashi Endo pela Universidade Livre, e foi bom ver que a contenção e a explosão podem caminhar juntas em harmonia.

E terminar ouvindo Virginia Rodrigues cantando "Elegibô" com lindas imagens dos atores nos quatro cantos de Salvador não poderia ser melhor. Sai emocionado. Fico muito feliz que em saber que o Bando pode muito mais. 

Parabéns ao Bando de Teatro Oludum. Parabéns a Tadashi Endo.