quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

MunDança em vídeo



Dança Livre - Canção do álbum MunDança de Larissa Luz

O disco 'MunDança' marca a nova fase da carreira de Larrissa Luz e foi lançado no Teatro Vila Velha, dentro do projeto Vila da Música. O show trouxe canções autorais do disco e versões de importantes artistas da música negra brasileira, como Gilberto Gil, Clara Nunes, Nação Zumbi, entre outros. Como citou Raulino Júnior em sua nota de cobertura, "O público pode conferir uma fina mistura de ritmos e instrumentos tradicionais com timbres e equipamentos eletrônicos. Com pleno domínio de palco e apresentando uma performance em que a linguagem teatral ficava explícita, a cantora mostrou ao público uma mistura de ritmos que revelava a sua raiz musical".

Vila indica: exposição “Memórias do Concilio de Trento: elementos de micro-história” do artista plástico italiano Flavio Marzadro


O artista plástico italiano Flavio Marzadro expõe em Salvador a mostra “Memórias do Concilio de Trento: elementos de micro-história”, que fica até março no Museu de Arte Sacra, bairro 2 de Julho, com entrada gratuita.

Nesta mostra, Flavio Marzadro recorta pedaços da história e retrata o Concílio de Trento como evento histórico. Com esta experiência, o artista faz ainda um mergulho em seus antepassados. Radicado no Brasil há pouco mais de três anos, Marzadro continua com fortes vínculos com Trento, sua região natal, situada no norte da Itália.

O artista Flavio Marzadro busca, segundo suas próprias palavras, “ver, ler, revelar e intervir poeticamente sobre os significados que estão nas coisas, artefatos da cultura material, que estão esquecidos, invisíveis, por hábito, preguiça ou cegueira social”.

As obras
A curadora Lêda Deborah e o artista Flavio Marzadro selecionaram 18 obras de arte que expressam, revelam e discutem fragmentos micro-históricos das memórias de uso do Concílio de Trento.

As obras de arte foram divididas em três grandes grupos: um primeiro formado por quadros bidimensionais em técnica mista, construídos a partir do artefato material pavimentação das igrejas do Concílio de Trento; um segundo grupo formado por baixo-relevo em gesso e cimento; e um terceiro de reflexão sobre o próprio processo de produção artística de Marzadro.

Informações da Tribuna da Bahia.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Entrevista com Lázaro Ramos


O ator e diretor Lázaro Ramos concedeu entrevista ao G1 Bahia e falou sobre o início da carreira, o personagem Zé Maria, que interpreta na novela das seis, Lado a Lado, da Tv Globo, sobre a carreira de diretor e os planos futuros. Confira um trecho abaixo:

Em conversa realizada na sexta-feira (22), em um hotel da capital baiana, Lázaro conta que começou no teatro por acaso. “Tinha um projeto itinerante aqui em Salvador e minhas primas estavam fazendo uma peça para apresentar no bairro da Federação. Meu primo Rogério fazia um menininho que conversava com as bruxas, e ele ficou doente. Concidentemente eu estava lá na hora e me colocaram para fazer a peça. Agora o detalhe: eu nunca tinha lido um texto de teatro, nunca tinha visto uma peça de teatro e já subi no palco para fazer aquilo e eu nem sabia o que eu estava fazendo, mas naquele momento eu já fiquei encantado. A partir daí eu tive um segundo momento, que foi com, Célia Felicidade, produtora da banda Ara Ketu, que me colocou para fazer uns esquetes na televisão. Aí depois profissionalmente com o Bando de Teatro Olodum, em 1993”.

Lázaro Ramos (Foto: Sandra Delgado / Divulgação)
Sobre o espetáculo que ele começou atuar profissionalmente, “Ò paí, ó”, do Bando, Lázaro diz que sente saudades. “Foi muito bacana ter tido esse projeto na televisão [a peça virou seriado na TV Globo], justamente por ele ter começado aqui em Salvador. Eu sou muito grato ao Bando por ter me formado enquanto artista, enquanto cidadão e pelos frutos que foram gerados”, conclui.

O ator revela ainda que o filme Madame Satã, dirigido por Karim Aïnouz em 2002 foi um pulo na carreira. “Eu nunca tinha feito um protagonista no cinema, é um personagem que não é simples de fazer, já que são vários desafios, e eu era muito inexperiente, muito jovem.  Eu tinha 21 anos de idade e o personagem tinha 32”, explica.

Matéria completa no site do G1 Bahia.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Hilton Cobra é o novo presidente da Fundação Cultural Palmares


“Assumo a direção da Fundação Cultural Palmares amparado pela minha experiência de artista e militante. A Palmares tem que ser célere no que se refere à solução definitiva das certificações das comunidades quilombolas; dar firme atenção às comunidades tradicionais de matriz africana e criar um plano de trabalho que possibilite a proximidade dos produtores e artistas negros nas esferas do poder econômico brasileiro”.  Hilton Cobra

Foi publicada hoje (26), no Diário Oficial da União, a nomeação de José Hilton Santos Almeida,como o novo presidente da Fundação Cultural Palmares, a convite da ministra da Cultura, Marta Suplicy.Representante do movimento negro, das comunidades de matriz africana e da classe artística, Cobrinha como também é conhecido, substitui Eloi Ferreira de Araujo, que ocupava o cargo desde março de 2011.

Hilton Cobra possui 25 anos dedicados às expressões culturais e artísticas. Como gestor pela direção do Centro Cultural José Bonifácio, da Prefeitura do Rio de Janeiro, entre 1993 e 2000, criou e produziu projetos como: “Nossas Yabás”, “Projeto Griot”, “Zumbi Rio – 300 Anos”, “Kilunge – Feira do Livro Afro-brasileiro” e “Fazendo Arte”.

No currículo, também traz importantes trabalhos como as criações de “Olonadé – A cena negra brasileira”, mostra de discussões sobre o fazer teatral e a busca de uma tábua estética, a partir da perspectiva das culturas de matriz africana, e daCia dos Comuns, que em 2001 surgiu no Rio de Janeiro, a partir da necessidade de se ampliar a presença de Companhias de Teatro Negro Contemporâneo, no cenário cultural brasileiro. Com a Comuns montou: “A Roda do Mundo”, de 2001, “Candances – A Reconstrução do Fogo”, de 2003, “Bakulo” – os bem lembrados, de 2005, e “Silêncio”, de 2007. Em 2008, encarnou o personagem de Lima Barreto, Policarpo Quaresma, na montagem homônima dirigida por Luiz Marfuz, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, em Salvador.  No mesmo ano, ganhou o Prêmio de melhor ator (curta) no Festival de Cinema de Brasília. 

Em Salvador, a Cia dos Comuns e o Bando de Teatro Olodum promoveram o“Fórum Nacional de Performance Negra”, encontro nacional de representantes de grupos e companhias de teatro e dança, artistas, pesquisadores e acadêmicos negros, que teve o objetivo de discutir mecanismos de financiamentos para a produção artística afro-brasileira.

Esteve sempre envolvido com o universo das artes, da cultura e com a defesa da igualdade racial. Seu mais recente projeto é a criação do “AKOBEN”,um movimento de âmbito nacional da classe artística negra que reivindica uma política cultural honesta, inclusiva e verdadeiramente democrática, desenvolvido em 2012.

José Hilton Santos Almeida,  Hilton Cobra, ou Cobrinha é ator, diretor teatral e produtor cultural,nasceu em Feira de Santana, na Bahia, em 25 de maio de 1956, dia dedicado ao Continente Africano.

Daqui: http://www.palmares.gov.br/2013/02/hilton-cobra-e-o-novo-presidente-da-fundacao-cultural-palmares/

Bando de Teatro Olodum apresenta "Áfricas" no Festival de Teatro de Curitiba


O Bando de Teatro Olodum participa no próximo mês, com o espetáculo "Áfricas", da Mostra Baiana, que integra a programação do Festival de Teatro de Curitiba, referência das artes cênicas do Brasil, na capital paranaense entre 26 de março e 7 de abril. Além do Bando, a Mostra, com curadoria do ator Wagner Moura, também terá 'Luz Negra' (Rino Carvalho), 'O Pássaro do Sol' (Olga Gómez), 'Pólvora e Poesia' (Fernando Guerreiro), 'Sargento Getúlio' (Gil Vicente Tavares), 'Seu Bomfim' (Fábio Vidal e Meran Vargens) e 'Siré Obá – A Festa do Rei' (Fernanda Júlia) representando o estado nesta ação que fará parte do FRINGE, mostra paralela do evento.

A ação faz parte do 'Programa de Difusão do Teatro da Bahia', realizado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), e tem o objetivo de promover a recente produção teatral baiana, estimular o seu intercâmbio e apresentar um panorama deste cenário com encenações de qualidade técnica e artística.

Premiado e nacionalmente reconhecido ator de teatro, cinema e televisão, Wagner Moura aceitou o convite de fazer a seleção dos participantes da Mostra Baiana, com a colaboração de Vadinha Moura. Os espetáculos foram escolhidos a partir do 'Kit de Difusão do Teatro da Bahia', que reúne informações sobre 28 montagens teatrais no intuito de ampliar a visibilidade delas nacional e internacionalmente. Este material inédito, que apresenta textos trilíngues (português, inglês e espanhol), imagens e vídeos, será lançado na abertura da Mostra Baiana no Festival de Teatro de Curitiba, onde curadores, produtores, artistas, representantes de diversos festivais de artes cênicas e imprensa especializada estarão presentes.

Áfricas
Primeiro espetáculo infanto-juvenil do Bando, Áfricas, dirigido por Chica Carelli, apresenta a riqueza cultural africana, da qual o Brasil é um dos principais herdeiros, por meio de sua história, seu povo, seus mitos e religiosidade. Neste espetáculo, as crianças e adolescentes encontram vários motivos para se orgulharem da herança africana. Descobrem que seus antepassados não foram apenas escravos e, sim, homens e mulheres nobres, guerreiros e detentores de uma vasta sabedoria ancestral.
Com delicadeza singular, a peça mostra não uma África com as imagens estereotipadas de animais selvagens, doenças e fome, e, sim, um continente complexo, formado por mais de 50 países e centenas de línguas e povos com histórias e culturas diferenciadas, além de um rico modo de se relacionar com o sagrado. Entre os contos selecionados pela diretora e elenco, está o mito da Criação, que narra a aventura de Oxalá, enviado por Olorum para criar o homem.

Um dos destaques do espetáculo, encenado pela primeira vez em 2007, é a união do canto e da dança, marca presente nas encenações do Bando. Por isso, a montagem é repleta de músicas compostas pelo diretor musical Jarbas Bittencourt e de danças coreografadas por Zebrinha. O cenário de Hélio Eichbauer e o figurino de Zuarte Junior completam a atmosfera mágica de Áfricas.

Hoje é dia de Encontro!



O Encontro de Compositores desta terça, 26/02, comemora o aniversário de Manuela Rodrigues, uma das integrantes do time fixo de compositores, que é composto também por Jarbas Bittencourt, Arnaldo de Almeida, Sandra Simões, Ronei Jorge, Dão, Pietro Leal, Thiago Kalu, Carlinhos Cor das Águas e Deco Simões, e recebe dois convidados: a cantora e compositora juazeireinse Josy Lélys e o compositor, cantor e produtor baiano J Veloso.


Projeto parceiro do Vila, que agora ocupa sempre a última terça-feira de cada mês, o Encontro permite uma integração entre público e artista, que tem a liberdade de explicar a origem de suas composições, contar sobre suas estórias, amores perdidos, questionamentos sobre a vida e por aí vai.

O evento, que completou 2 anos em agosto de 2012, agrada não apenas pela diversidade musical que é reflexo do perfil diferenciado de cada um dos dez compositores, mas também pela proximidade com o público, propiciada pela disposição espacial dos artistas na noite de apresentação. O clima intimista e descontraído é reafirmado pela liberdade que cada compositor tem de contar histórias e curiosidades sobre seu processo de composição, bem como de realizar intervenções nas apresentações dos colegas.


26/02 | ter | 20h
R$ 30 e 15
Cabaré dos Novos

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Grupo Novato está de volta com o chorinho no Teatro Vila Velha



Projeto Vila do Choro

O Grupo Novato está de volta com o tradicional chorinho na programação Teatro Vila Velha. O projeto Vila do Choro acontece na próxima segunda-feira (25/02), às 18h, no Cabaré dos Novos. Os ingressos custam R$ 5 (meia) e R$ 10 (inteira).

O Grupo Novato traz o melhor da música instrumental brasileira, em clássicos do chorinho executados por grandes instrumentistas baianos. O evento é capitaneado desde 2008 pelo Grupo Novato, que conta com bambas do cenário musical baiano, como Cacau do Pandeiro, Gilson Verde, Dudu Reis (Cavaquinho) e Victor Sales (7 cordas), Elisa Goritzki (Flauta), Gabriel Rosário (Bandolim) e Marcelo Rosário (7 cordas).

Grupo Novato

Surgiu do encontro de seus músicos na “Roda de Choro” do Teatro Vila Velha e se apresentou pela primeira vez em dezembro de 2006 no Mercado Cultural de Salvador. Desde então, se dedica ao estudo e à prática do Chorinho.
Em 2007 excursionou à Alemanha para o “Sommersprossen Festival”; apresentou-se em Kassel, Albstadt, Balingen, além da Escola Superior de Música e Artes Cênicas (Stuttgart) e na Escola Superior de Música (Karlsruhe), onde realizou também workshops.
Em 2008 apresentou-se no “Mês do Choro” no Pelourinho, na “Semana Nacional do Museu” (Salvador); fez turnê na Europa em Kassel (ALE) e Amsterdam (HO). Em 2009 foi contemplado no edital de Apoio à Circulação de Música no Estado da Bahia e no Nordeste.

Em agosto de 2012, com a proposta de construir uma integração inter-cultural, única, entre os sons chineses e a música instrumental brasileira a Companhia Taiwandesa "Mei Li De Dao", a partir de experiências já realizadas com artistas mundiais, convida, oportunamente, o Grupo Novato para realização de uma Turnê, “Choro sem Fronteiras”, em Taiwan, consolidando um encontro único recheado de Choro, expressão musical genuinamente brasileira.
As apresentações contaram com a participação de três músicos/instrumentos chineses: O Yangqin, Erhu (Violino Chinês) e do Kaval (Flauta turca) e percorreu as cidades de Tainan, Yunlin, Taipei, Nantou, Gaohsiung e na Mazu Island (Ilha de Matzu).
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Publicada em 22/02/2013 no site da Tribuna da Bahia

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Entrevista com Bridget Escolme no jornal A Tarde


A inglesa Bridget Escolme, que participa do Fórum Shakespeare no Teatro Vila Velha, concedeu entrevista ao jornal A Tarde e foi capa do Caderno 2 da edição de hoje. Na entrevista, Bridget falou sobre pesquisas desenvolvidas por ela sobre performance e audiência na produção de Shakespeare, o trabalho que desenvolverá com atores baianos e a atualidade do dramaturgo inglês. Primeira vez em Salvador, Bridget também falou sobre as primeiras impressões da cidade, como as cores e a arquitetura. Confira na edição impressa a entrevista completa.

Bridget Escolme é professora de Artes Dramáticas da Queen Mary, University of London e pesquisadora de história do teatro e produções contemporâneas, com foco em produções do início do período moderno e no estudo das relações entre práticas originais e contemporâneas de produção de espaço e de subjetividade. Seu trabalho publicado recentemente, “Talking to the Audience”, explora a relação entre a performance e a audiência na produção de Shakespeare; sua atual pesquisa é para o livro ‘Madness and Theatricality’, que explora como as convenções das performances contemporâneas reproduzem e revisitam figuras ‘loucas’ do passado teatral.

Sua pesquisa é sustentada pela prática teatral. Bridget publicou artigos sobre suas próprias produções teatrais em Shakespeare Survey (revista especializada) e trabalhou como dramaturga na West Yorkshire Playhouse, e como atriz em Edimburgo. Bridget é membro da International Shakespeare Association (Associação Internacional de Shakespeare) e do Architectural Advisory Committee (Comitê Conselheiro de Arquitetura) do Shakespeare’s Globe em Londres. Bridget é ainda membro-fundadora da rede Shakespeare in Performance, um seminário internacional para críticos de performances de obras Shakespearianas.

Fórum Shakespeare
O Fórum Shakespeare é um intercâmbio artístico e educativo entre o Brasil e o Reino Unido, que tem o objetivo de explorar, representar, repensar e celebrar o legado do Bardo inglês. Através do uso das artes teatrais e de textos clássicos do dramaturgo, o Fórum pretende inspirar artistas e plateias através de uma troca de experiências intensa, criativa e contemporânea; aprimorar conhecimentos; experimentar através da linguagem cênica; e criar um espaço inédito para o desenvolvimento técnico e artístico.


O Fórum Shakespeare é realizado através da parceria inédita entre a People’s Palace Projects, organização artística britânica, e o Teatro Vila Velha. Conta com o convênio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e faz parte do programa de artes Transform, do British Council.

Além das oficinas, o Fórum vai realizar diversos eventos gratuitos abertos para o público geral. Todos esses eventos serão transmitidos ao vivo por streaming pelo site do Teatro Vila Velha.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MinC Bahia promove oficina para o Prêmio Funarte Arte Negra

O Ministério da Cultura promove oficina de capacitação para Prêmio Funarte Arte Negra no dia 23/02, das 14 às 17h, no Museu de Arte Moderna da Bahia.


Até 25 de março, produtores, pesquisadores e criadores negros podem se inscrever em cinco editais do Ministério da Cultura (MinC), nas áreas de pesquisa, artes visuais, audiovisual, circo, dança, música, literatura e teatro. Com o objetivo de auxiliar o processo de inscrição dos produtores, a Representação Regional do MinC na Bahia e Sergipe realiza, no dia 23/02, Oficina de Capacitação para o Prêmio Funarte Arte Negra, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).  O encontro ocorre às 14h e terá a participação de Reinaldo Freire, representante da Fundação Nacional de Artes (Funarte) no Nordeste. A oficina é gratuita e não exige inscrição prévia. 

Os editais estão abertos a pessoas físicas que se autodeclaram negras e instituições envolvidas com a cultura negra. São prêmios profissionais, no total de R$ 9 milhões, garantidos nas cinco regiões do país, através de uma parceria do MinC e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Os recursos são disponibilizados por meio da Secretaria do Audiovisual, da Funarte e da Fundação Biblioteca Nacional (FNB).

Informações sobre os editais podem ser obtidas no site do MinC – http://www.cultura.gov.br/ – e diretamente na Representação Regional do Ministério da Cultura nos Estados da Bahia e Sergipe (Rua Ignácio Acioly, n. 06, Pelourinho), em horário comercial, ou pelos telefones (71) 3417-6918/6917.



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Secretária da Economia Criativa do Ministério da Cultura participa do Fórum Shakespeare no Teatro Vila Velha


Nesta segunda-feira, 18/02, o Teatro Vila Velha recebe a Secretária da Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, para participar da primeira edição na Bahia do Fórum Shakespeare. Junto com o economista Gustavo Franco, Cláudia ministrará a palestra ‘A Economia de Shakespeare – lições de sobrevivência do teatro elizabetano’, das 19 às 21h, na Sala Principal. A entrada é gratuita.

Cláudia Leitão possui graduação em Educação Artística - Licenciatura pela Universidade Estadual do Ceará (1986), graduação em Direito pela Universidade Federal do Ceará (1981), mestrado em Sociologia do Direito pela Universidade de São Paulo (1988) e doutorado em Sociologia - Université Paris Descartes (1993). Foi conselheira do programa cultura viva - Secretaria de Cidadania Cultural e outro (professor assistente) da Universidade Estadual do Ceará. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Administração de Empresas, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura, Ceará, políticas públicas, administração e gestão cultural. Foi conselheira do programa Cultura Viva - Secretaria de Cidadania Cultural e é professora assistente da Universidade Estadual do Ceará. Atualmente é Secretária da Economia Criativa do Ministério da Cultura.

O Fórum Shakespeare é um intercâmbio artístico e educativo entre o Brasil e o Reino Unido, que tem o objetivo de explorar, representar, repensar e celebrar o legado do Bardo inglês. Além de oficinas, o Fórum vai realizar diversos eventos gratuitos abertos para o público geral. Todos esses eventos serão transmitidos ao vivo por streaming pelo site do Teatro Vila Velha.

Segundo ano da Pipoca Indignada


O circuito Barra-Ondina também foi palco de protesto, na primeira noite do carnaval de Salvador, na quinta-feira de carnaval (07/02).


Os manifestantes do Bloco Pipoca Indignada saíram do Farol da Barra com cartazes e pararam em frente ao Camarote Salvador, em Ondina, para protestar contra o uso do espaço público da cidade pelos camarotes, além de temas relacionados ao meio ambiente.

Também participaram do protesto os integrantes do grupo Fundo da Folia, voluntários que mergulham nas praias da Barra, após o carnaval, para recolher latinhas remanescentes da festa que poluem as praias da cidade.

Marcos Mendes, geólogo, afirmou que o grupo é o mesmo que organizou o Desocupa Salvador, movimento que surgiu para protestar contra o uso de uma praça pública pelo Camarote Salvador, em 2012.

“O Camarote Salvador é o mais importante. Ele foi o estopim de toda a revolta”, respondeu Mendes, sobre a razão de os manifestantes pararem em frente ao camarote.  

Daqui: http://www.tribunadabahia.com.br/2013/02/07/bloco-pipoca-indignada-protesta-contra-uso-de-espaco-publico-por-camarotes

Confira cobertura da TVE, que teve Zeca de Abreu como repórter: http://www.carnaval.ba.gov.br/videos/curto-circuito-elisinha/

Adupé!



Com direção de Fernanda Júlia e Thiago Romero, “Adupé!”, palavra yorubana que quer dizer obrigado, é um show musical, uma celebração em homenagem e em agradecimento aos Orixás e estreou no sábado, às 20h. O espetáculo cênico musical traz em seu repertório músicas e cânticos do Candomblé em novos arranjos melódicos, buscando mesclar a tradição dos Orins (cantos sagrados do Candomblé) e a música contemporânea, brasileira, africana e latino americana. 

Em cena, os músicos Ricardo Costa, Spike, Cosme Lucian, Kinho Santos e no vocal o cantor e ator Thiago Romero convocam o público a dançarem e celebrarem a força e a pujança da herança ancestral africana presente nas cantigas dos Orixás.

O repertório do espetáculo segue a sequência do Xiré Obá (Cerimônia pública dos Candomblés brasileiros) saudando todas as divindades do panteão de Orixás cultuados no Brasil. Numa confluência de cantos de axé, músicas consagradas que exaltam a força do Candomblé e dos Orixás e texturas vocais e instrumentais o “Adupé!” é mais que um show, é uma convocação ao encontro com a ancestralidade afro brasileira.

23/02 e 02/03 | sáb | 20h
R$ 30 e 15 | Sala Principal

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Canções do Quarto Crescente

O grupo Pirigulino Babilake se apresentou na Sala Principal do Teatro Vila Velha no dia 10 de março de 2012, com o show ‘Quarto Crescente’, que integrou a programação do projeto Vila Música.

A banda apresentou canções do primeiro álbum, Rosa Fubá, músicas e poesias inéditas. O show teve direção de Jarbas Bittencourt e participação especial do grupo Sertanília e do violoncelista Felipe Massumi.

Confira dois vídeos


O Banho



Quarto crescente

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Economia criativa marca o mercado musical de Salvador


Iniciativas criativas  impulsionam a cenário local

    Encontro de Compositores - Foto Lígia Rizerio


Bens e serviços intangíveis que contam com o capital intelectual, conteúdo criativo e valor cultural e comercial caracterizam a nova economia: a da criatividade. A economia criativa é baseada na produção de cultura e da inteligência criativa, gerando fonte de renda.

De acordo com Minom Pinho, produtora cultural baiana e sócia-diretora da Casa Redonda Cultural, localizada em São Paulo, em  oficina Economia Criativa e Empreendedorismo Sociocultural Sustentável, realizada em Salvador,  é preciso entender que há uma nova economia baseada em um bem intangível, que é a criatividade. “E este é o momento de plantar as sementes, nesta imensa potencialidade de culturas intangíveis que é a Bahia. E os profissionais do ramo cultural têm que aproveitar esta mudança e pensar em redes de colaboração, que desenvolvam a economia e a cultura local”, ressalta Minom.

Para acompanhar esta mudança pela qual passam a economia e a cultura mundial e local, músicos, artistas e produtores musicais têm utilizado a criatividade para inovar em ações e projetos, que fomentam o desenvolvimento e propõem a reestruturação da cena musical em Salvador. Bandas como Rumpillez, Sanbone, Dão e a Caravanablack e Baiana System vêm ganhando destaque não só pela qualidade musical, mas pela criatividade e inovação que usam como diferencial. A mistura de ritmos, estilos e instrumentos garantem uma singularidade ao som produzido, que a cada show amplia o público apreciador.

Festivais e projetos independentes também têm movimentando a música na capital baiana. O Encontro de Compositores, que reúne compositores mensalmente no Cabaré dos Novos, no Teatro Vila Velha, é um bom exemplo, de como a criatividade e o pensar coletivamente geram oportunidades de crescimento individual e para o setor que os atores estão envolvidos.  De acordo com Jarbas Bittencourt, compositor, diretor musical e um dos idealizadores do projeto, o Encontro nasceu da necessidade de criar uma programação musical para o Cabaré dos Novos, espaço que tem vocação para shows pequenos, sem bandas, para reduzir os gastos e viabilizar a realização dos espetáculos sem patrocínio.


Jarbas Bittencourt em uma das edições do Encontro de Compositores | Crédito:Lica Ornelas
“É caro fazer show. Você que é artista solo já começa o projeto pagando, pois tem que contratar músicos, pagar estúdio, alugar uma pauta, contratar técnico de som. Então, tivemos a ideia de enxugar e esteticamente validar isso com um compositor apresentando suas canções da forma mais crua possível, da forma como ele faz as músicas”, comenta Jarbas. O Encontro é, sobretudo, um evento que gera negócios. Além de promover mais de 20 empregos diretos, funciona também como uma vitrine estratégica para os compositores, que cantam suas músicas para um público formado por músicos, com a intenção de despertar o interesse deles em gravar canções ali apresentadas.

Iniciativas como o Qualicultura, também tem promovido mecanismos para o fortalecimento do setor cultural na capital baiana. O projeto é uma ação da parceria entre o Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas do Estado da Bahia (Sebrae-BA) e a Secretaria de Cultura da Bahia (Secult)e visa impulsionar o potencial da produção cultural. Segundo a gestora do Qualicultura no Sebrae, Renata Souza, o objetivo do projeto é promover os segmentos da economia criativa, qualificando os empreendedores e estimulando a participação em editais de fomento à cultura.

de: Daniele Silva
Daqui: http://impressaodigital126.com.br/2013/02/04/economia-criativa-marca-o-mercado-musical-de-salvador/

Teatro Vila Velha recebe o Fórum Shakespeare


O Teatro Vila Velha recebe entre os dias 18 e 24 de fevereiro o Fórum Shakespeare, que será realizado pela primeira vez na Bahia. O evento vai receber os diretores da Royal Shakespeare Company (RSC), uma das mais influentes companhias teatrais do mundo, e professores da Queen Mary, University of London (QMUL), considerada a mais importante universidade britânica na pesquisa sobre Artes Dramáticas, para uma série de workshops e seminários sobre o universo shakespeariano.

O Fórum Shakespeare é um intercâmbio artístico e educativo entre o Brasil e o Reino Unido, que tem o objetivo de explorar, representar, repensar e celebrar o legado do Bardo inglês. Através do uso das artes teatrais e de textos clássicos do dramaturgo, o Fórum pretende inspirar artistas e plateias através de uma troca de experiências intensa, criativa e contemporânea; aprimorar conhecimentos; experimentar através da linguagem cênica; e criar um espaço inédito para o desenvolvimento técnico e artístico.

Durante uma semana acontecerá workshops artísticos e educativos gratuitos para 80 atores, diretores, professores e jovens alunos selecionados através de inscrições pela internet. As oficinas matinais para atores e diretos serão lideradas por Cicely Berry, lendária Diretora de Voz da Royal Shakespeare Company, que já foi professora de estrelas como Helen Hunt, ganhadora do Oscar, e Sean Connery, o eterno James Bond. Justin Audibert, Diretor da RSC, irá ministrar as oficinas atores e diretos no turno da tarde. Professora de Artes Dramáticas da QMUL, Bridget Escolme, irá coordenar workshops com jovens atores entre 16 e 25 anos, e Michael Corbidge, Preparador Sênior de Voz e Texto da RSC, irá liderar sessões com professores e educadores da rede de ensino.

Além das oficinas, o Fórum vai realizar diversos eventos gratuitos abertos para o público geral. Todos esses eventos serão transmitidos ao vivo por streaming pelo site do Teatro Vila Velha.

A realização do Fórum Shakespeare é feita através da parceria inédita entre a People’s Palace Projects, organização artística britânica, e o Teatro Vila Velha. Conta com o convênio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e faz parte do programa de artes Transform, do British Council.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Conheça a orquestra de pagode liderada por Hugo Sanbone*



Sanbone. Antes de “p” e “b” só se coloca “mê”, diriam os gramáticos e foneticistas ao acusarem erro na grafia da palavra. Mas o nome da Sanbone Pagode Orquestra é escrito assim mesmo, com “nê” antecedendo “b”. 

Criado em novembro de 2009, o grupo é composto por cerca de 25 músicos – uns fixos, outros nem tanto, comandados pelo maestro Hugo Sanbone. “Como todo mundo toca em outras bandas, já que a Sanbone Pagode Orquestra não se sustenta, a gente encontra a dificuldade de acertar as agendas, de conciliar. Por isso, há outros músicos parceiros que colaboram com a gente quando alguns desses 25 músicos faltam”, conta o maestro em entrevista ao Bahia Notícias. E é na origem do nome artístico de Hugo que reside a explicação do nome do grupo. Autodidata, o sergipano começou a tocar aos nove anos na orquestra infanto-juvenil Lourival Batista de Aracaju. O encontro com o pagode, inclusive, se deu na capital sergipana, mas foi em Salvador – para onde se mudou em 2000 – que a sua habilidade com a sanfona e com o trombone foi aperfeiçoada devido às diversas passagens por grupos de forró e pagode. Habilidade esta que originou o sobrenome Sanbone [san(fona) + (trom)bone]. Por isso o “nê” antes do “b”.

A partir dessas experiências Hugo passou a conhecer melhor a riqueza musical de Salvador, do Recôncavo e da Bahia, de modo geral. “Comecei a colher material para meus estudos e só depois comecei a compor. Nessa época eu ainda não tinha grupo, nem estava formatado em minha cabeça como ia juntar os músicos, mas já tinha definido como seria a música com qual iria querer trabalhar”, relembra.

Os inspiradores do grupo são muitos, mas bem diferentes. De um lado, os russos Stravinsky e Tchaikovsky e o austríaco Mozart. De outro, o trabalho de bandas como Harmonia do Samba e Psirico – da banda liderada por Márcio Victor, classificada por Hugo como “responsável por um dos trabalhos rítmicos mais ricos que o pagode da Bahia já teve”, o maestro destaca o projeto “Psirico Experimental”, no qual ele participa na confecção dos arranjos e nos metais. No entanto, todas essas referências se juntam na Sanbone na tentativa de adaptar o pagode, um dos gêneros musicais de maior sucesso na Bahia, à erudição de uma orquestra. A orquestra de pagode se propõe a aproximar as características de fácil assimilação e consumo do pagode, de uma abordagem mais qualitativa e elaborada deste ritmo. Segundo o maestro, a junção entre os dois estilos é muito tranquila, inclusive para os músicos na hora das apresentações. “É muito tranquilo, porque a nossa proposta é fazer uma música de qualidade, com qualidade, respeito e seriedade. Mas isso não quer dizer ser rabugento, nem sisudo, nem arrogante. A gente sabe que o universo da música popular é mais leve, a gente toca se divertindo. Na orquestra é um pouco diferente. Mas brincar não quer dizer que não seja uma coisa séria”, explica.

Todas as canções do repertório compostas pelo maestro Hugo Sanbone possuem duração que varia entre a sinfonia, com execuções mais extensas, e a música feita para tocar em rádios, com durações mais curtas. Assim, as músicas têm duração que vão de seis a dez minutos e todas levam o nome de sinfonia, como a Sinfonia Primeira de Pagode (canção vencedora do VII Festival de Música da Educadora FM de Salvador e do Festival Nacional das Rádios Públicas).

Para ele, o processo de composição é natural. “Como eu sempre gostei de estudar vários instrumentos, eu pude conhecer a essência de cada um, como cada um funciona e qual sonoridade tem. Isso facilitou muito o processo de composição de uma sinfonia completa, já que eu sempre pensei em montar um grupo grande, que tocasse muitos instrumentos”. Sem nunca ter estudado música formalmente, Sanbone pensa em entrar na Faculdade de Música ainda este ano, para estudar Composição.

Dentre os destaques da banda, estão a Sinfonia Profundo Oceano Azul e a Sinfonia Sétima de Pagode, que faz referência à Estação da Lapa. “Aquela movimentação que acontece na Lapa, vai e vem de pessoas, carros, ambulantes, ônibus, buzinas inspirou a composição da sinfonia. Inclusive, essa composição veio a pedido de um amigo que queria fazer um documentário sobre a Estação da Lapa. A sinfonia começa com o amanhecer na Lapa até o silêncio total da madrugada, aquela melancolia, pessoas solitárias dormindo na rua. No terceiro movimento a gente representa a diversão dos trabalhadores, dos estudantes, com o pagode mostrando como é o final de semana na Lapa”, explica. Tudo isso, no entanto, não é dito com uma palavra. Questionado sobre a suposta pobreza das letras de pagode, Sanbone é enfático. “Eu tenho uma opinião formada que na maioria das vezes eu prefiro me abster, mas, brevemente, acho que isso tem a ver com a escolha de cada um. A minha escolha é trabalhar o ouvinte. Há músicas que eu adoro as letras, por exemplo, as de Harmonia do Samba. Eu não condeno, mas também não apoio. Eu acho que o que eu posso fazer é dar minha contribuição”, conclui.

A Sanbone Pagode Orquestra começou bem em 2013. O grupo agora é residente do Teatro Vila Velha. Com o novo posto, mais ensaios abertos e shows poderão ser feitos; a previsão é de que aconteça, pelo menos, uma apresentação por mês. A Sanbone busca captar recursos e patrocínios para colocar em prática também o projeto-piloto de uma escola de educação musical, a qual culminará com a formação de uma orquestra juvenil.

*Matéria publicada no Bahia Notícias