quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Marcio Meirelles participa do III Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio no âmbito das artes cênicas


Marcio Meirelles, Diretor Artístico do Teatro Vila Velha, participa de 30/11 a 02/12, do III Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio no âmbito das artes cênicas na cidade de Santiago de Compostela, Galiza (Espanha). O encontro tem como objetivo aprofundar a troca de experiências e de informações entre os diversos agentes envolvidos e dinamizar um espaço de encontro regular entre criadores e programadores artísticos e os principais responsáveis institucionais dos oito países de língua portuguesa e da Galiza.

Durante o encontro será oficialmente apresentado o projeto P-STAGE – IV Estágio Internacional de Atores Lusófonos, um projeto de formação, criação artística e circulação de espetáculos desenvolvido em parceria entre Portugal, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Brasil e Galiza, com o apoio do programa ACP Cultures. O Teatro Vila Velha e o Bando de Teatro Olodum participam do projeto.

Para a edição de 2012 foram definidos dois temas principais, que orientarão as duas mesas-redondas: “A empresa e a cultura” – que analisará as potencialidades das parcerias entre empresas privadas, agentes artísticos e Estados no financiamento e na concretização de projetos culturais no espaço lusófono – e “O ensino artístico” – que discutirá o atual panorama do ensino das artes cênicas do espaço da CPLP e da Galiza e as potencialidades que ele abre ao nível do intercâmbio e da mobilidade de artistas, docentes e alunos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

“Vinte Mil Léguas Submarinas” no palco do Teatro Vila Velha


As noites de sexta, sábado e domingo, no Teatro Vila Velha, foram marcadas pela apresentação do espetáculo Vinte Mil Léguas Submarinas, da Companhia Italiana Teatro Potlach. Com direção de Pino Di Buduo e elenco formado por Daniela Regnoli, Nathalie Mentha, Paolo Summaria, Gaudi Tione Fanelli e Gabriel Delfino Marques, a montagem fez um releitura do clássico livro do escritor francês Júlio Verne. A obra foi lançada em 1869 e Verne é considerado por muitos como o pai da ficção científica.


Não por acaso, o grupo italiano usou recursos tecnológicos na apresentação. A peça trouxe uma linguagem híbrida, em que se misturavam a arte do circo com interfaces entre tecnologia e teatro de rua, além de muita música. O economista Elias Santos, 32 anos, achou a apresentação muito diferente. “Eu gostei. Eles misturam tudo. A estrutura é bem incomum”, afirmou.

Texto: Raulino Júnior

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Novidades da casa - de 23 a 30/11



Neste sábado, 24/11, acontece a Mostra da Oficina de Balé para Crianças do Núcleo Viladança. As aulas aconteceram no segundo semestre desse ano aqui no Vila com a professora Janahina Cavalcante. A mostra começa às 11h e tem entrada gratuita!

O Mestre do Buthô, Tadashi Endo, chega a Salvador nesta segunda e retoma com o Bando de Teatro Olodum os ensaios finais do novo espetáculo do grupo, "Dô", que estreia dia 30/11 aqui no Vila. Já no dia 29/11, o diretor Marcio Meirelles viaja para Portugal para participar do III Encontro Internacional de Políticas de Intercambio no Ámbito das Artes Escénicas.

A Outra Cia de Teatro entrevistou nesta semana o ator, cenógrafo e figurinista, Hamilton Lima, e a atriz, professora e diretora da Cia Novos Novos, Débora Landim, para o Memorial Brasil de Artes Cênicas (http://www.memorialdeartescenicas.com.br/). Na próxima semana, continuaremos a todo vapor entrevistando mais artistas baianos, além de seguir com os planejamentos de 2013. 

O Conselho Artístico do Vila se reuniu para selecionar projetos para o programa de projetos em residência. 37 propostas foram enviadas, envolvendo teatro, dança, música, exposição e multilinguagens, e agora os pré-selecionados serão chamados para entrevistas. Veja mais aqui.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Teatro Vila Velha recebe companhia italiana neste final de semana

Vinte mil léguas submarinas
A companhia italiana Teatro Potlach apresenta de 23 a 25 de novembro, sexta a domingo, no Teatro Vila Velha, o espetáculo “Vinte mil léguas submarinas”, inspirado no famoso romance de Júlio Verne. A criação conjuga técnicas narrativas (próprias do teatro dramático) a técnicas de cenografia digital, para reconstruir o efeito imagético das páginas do romance. A natureza, o mundo das descobertas científicas e das suas aplicações, das incursões nos campos da consciência e do meio-ambiente, representam um fértil campo para invenções dramatúrgicas e de composições.

Os dois cientistas protagonistas, Nemo e Aronax, enfrentam os mistérios da aventura até uma dramática separação. Na reelaboração do Teatro Potlach, “Vinte mil léguas submarinas” realiza, assim, uma síntese original entre o romance de Verne, como protótipo da narrativa de ficção científica, técnicas e modalidades contemporâneas de narrações teatrais que retratam e atualizam os nós da relação entre o homem e a natureza.

O espetáculo é um projeto artístico multidisciplinar do qual participam todos os setores técnicos e artísticos do Teatro Potlach, em um constante trabalho de equipe que prevê a experimentação de novas linguagens artísticas, em um encontro entre teatro, música, cenografia digital e videoarte. As novas tecnologias, no campo das cenografias digitais, são combinadas, graças aos seus componentes interativos, com as ações dos atores, a tal ponto de fazer parte da partitura dramatúrgica.

São debatidas temáticas ligadas ao meio-ambiente, à ecologia e às problemáticas existenciais importantes do ponto de vista social. Para a realização deste projeto, trabalha uma equipe artística e técnica de primeira qualidade, junto a um jovem grupo de operadores de videoarte, vanguarda no campo de pesquisa digital. O aspecto dramatúrgico que levou a uma nova escrita de texto foi feito pelo diretor do Teatro Potlach, Pino Di Buduo, em colaboração com teóricos e estudiosos do teatro, como Raimondo Guarino Stefano Geraci, docentes de História do Teatro da Università degli Studi di Roma Tre.

Equipe
Um dos destaques do espetáculo, a cenografia foi criada por Luca Ruzza, cenógrafo e docente da Università degli Studi di Roma La Sapienza, que conduziu pesquisas nos campos mais avançados da cenografia digital e que, neste projeto, fez um estudo específico sobre a profundidade dos espaços e a criação de imagens coerentes com a ideia da pesquisa. Para realização do projeto, participaram atores de  grande importância artística, tais quais: Daniela Regnoli, Nathalie Mentha e Maurizio Stammati que, com o Teatro Potlach, apresentaram espetáculos em todo o mundo (Alemanha, França, Dinamarca, Espanha, Inglaterra, México, Brasil), Paolo Summaria, e ainda jovens atores de diferentes nacionalidades como Zsofia Gulyas, Gaudi Tione Fanelli e Gabriel Delfino Marques, distintos pela grande preparação técnica, adquirida em atividade contínua de estudo com importantes pedagogos italianos e  internacionais.

Stefano Di Buduo e Momchil Alexiev, jovens pesquisadores de vídeo designer do Aesop Studio, Mahnaz Esmaeili e Salvatore Passato do Mop Studio, juntos a um staff técnico coordenado por Luca Ruzza trabalharam para a criação de espaços e imagens que interagissem com os atores.


Ventimila Leghe Sotto I Mari from Teatro Potlach on Vimeo.



23 a 25/11 | sex a dom | 20h
R$ 30 e 15
Sala Principal


Nós, por exemplo - Centro de Documentação e Memória


Elenco de "Eles não usam Bleque tai"

A Cia. Teatro dos Novos montou, para a inauguração do Teatro Vila Velha em 1964, o espetáculo Eles não usam Black Tie, de Gianfransceco Guarnieri. O Texto, de 1958, é um marco no teatro brasileiro por colocar em evidência o negro operário e morador do morro e suas relações de amor, solidariedade e esperança. A montagem dos Novos foi dedicada aos habitantes dos Alagados. A versão apresentou 40 personagens e contou com a participação da Batucada da Escola de Samba Juventude do Garcia.

Pesquisadores podem ter acesso ao vasto acervo que envolve fotos, catálogos, cartas, notícias, textos teatrais e cartazes. Agende sua visita: 3083-4617.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Selecionados para a oficina de produção do Núcleo Viladança


Integrando o projeto MUVUCA, o Núcleo Viladança promove a Oficina de Produção Cultural com Luiz Antônio Jr. A atividade que acontecerá aos sábados e domingos, do dia 24/11 a 16/12, nos horários das 9h às 12h e das 14h às 17h, recebeu 178 inscrições. Foram selecionados 32 participantes e 12 suplentes, que serão contatados de acordo com a ordem de publicação a seguir, mediante desistência dos selecionados.

IMPORTANTE! Todos os selecionados devem confirmar sua participação na atividade até às 18h do dia 21/11/2012, através do e-mail muvucaproducao@gmail.com. Caso contrário, a participação do candidato será anulada. Os suplentes serão convocados ainda no dia 21/11/2012, através de contato telefônico.

O Viladança agradece a todos os inscritos e espera encontrá-los em outras oportunidades! Certamente, promoveremos mais oficinas nessa área!

O projeto MUVUCA conta com o apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia (Demanda Espontânea 2011) e o patrocínio da Petrobras para a manutenção de atividades do Núcleo Viladança.


SELECIONADOS:
Almir Nascimento da Silva 
Bruno Conceição Satos 
Catarina Rosa Campos 
Denilson dos Santos Silva
Edilene Soares dos Santos Brito
Emílio Souza Santos 
Fabiana Santos Milhas 
Flávia Gaudêncio
Flávia Santana Paranaguá 
Geovane Novais dos Santos 
Gilvan Mendes Santana 
Heder Jesus dos Santos
Igor Tiago Gonçalves da Silva 
Ivana Cristina Santana
Janahina dos Santos Cavalcante 
Jonas Santos Nogueira 
Josenildes Neves 
Larissa Gomes Cerqueira 
Luciano Monteiro dos Santos Passos
Maíra Costa Vasques 
Marcus Vinicius Almeida Santos de Souza
Mileide Santos 
Rafael Alves Lyrio 
Raiara Rocha Azevedo 
Simone Braz Batista 
Talita Conceição Santos Silva
Tamara Lorena Carvalho Pereira 
Thiago Tarcisio Santos Costa 
Thiane de Freitas Lima 
Tiago Bastos Gomes Gurrite Ribeiro 
Vinícius Ribeiro Rodrigues da Silva 

SUPLENTES (por ordem de classificação): 
Guilherme José da Silva Junior 
Lorena Geambastiani Nascimento 
Emerson Alan Fernandes Correia 
Michel Terranova Chagas 
Irlan de Lima Carvalho
Romário Almeida Daltro 
Heide Pandini de Souza
Leandro Rocha Sousa
Ive Dias Farias 
Lara Freitas de Carvalho 
Edluzia Rodrigues Maia 
Selmara Melina da Silva Gomes 

Companhia de dança da África se apresenta no palco do Vila




Sair de casa sexta à noite para assistir a um espetáculo de dança? Sim! Foi isso que muita gente fez ontem, ao prestigiar o espetáculo Orobroy Stop!, da Companhia Horacio Macuacua, oriunda de Moçambique, África. A apresentação integrou o festival A Cena Tá Preta. Sonia Janeth, Mulapha e Domingos Bié corresponderam às expectativas do público e mostraram muita técnica no palco. Os artistas exploraram os sons do corpo e do chão, demonstrando leveza e, ao mesmo tempo, trejeitos de lutas marciais.

Durante todo o espetáculo, apesar de ter trechos que expressavam agonia, ansiedade e disputa, era visível a forte presença do humor na cena. Em vários momentos, os dançarinos conseguiram fazer a plateia rir. O professor argentino Maurício Flores, 43 anos, radicado no Brasil há 13, elogiou o que viu: “Achei muito legal a expressão da dor, da dificuldade do povo negro. Através da dança, se via a violência, no uso dos sons e nos gritos proferidos pelos atores. Achei tudo muito forte”, avaliou.

Texto: Raulino Júnior
Foto: Aguachery

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Novidades da casa - de 16 a 23/11


Após realizar a última etapa do projeto Travessias Poéticas, apresentando "Mar Me Quer" em Recife e Arcoverde esta semana, A Outra concentra agora suas atenções no Memorial Brasil de Artes Cênicas. Jé são quase 50 perfis no site. Se você ainda não conferiu o acervo, não perca tempo. Além disso, a Cia segue planejando 2013. Vem coisa nova por aí. Aguardem!

As aulas da Oficina de Dança para Crianças com a professora Janahina Cavalcante do Núcleo Viladança, segue com as aulas e terá sua mostra no dia 24/11, às 11h. O Núcleo acabou de encerrar a temporada do novo espetáculo MUVUCA com grande sucesso e vai oferecer a Oficina de Produção Cultural com Luiz Antônio Jr., atividade integra ainda o projeto de montagem do MUVUCA. As inscrições já estão encerradas.

O Bando de Teatro Olodum encerra neste final de semana a quarta edição do Festival A Cena Tá Preta, festival internacional de arte negra que integra teatro, dança, música, cinema, exposição e manifestação popular. Além disso, o Bando também segue com os ensaios do novo espetáculo do grupo, "Dô", que estreia dia 30/11 aqui no Vila.

Música Instrumental toma conta do festival “A Cena Tá Preta”


O Grito do Recôncavo
A música instrumental tomou conta do Teatro Vila Velha ontem à noite. Quem comandou a festa foi o grupo Transcendental, formado por Vinícius Freitas (sax), Márcio Pereira (violão), Mateus Aleluia (trompete), Jota Anderson (contrabaixo) e os percussionistas Reinaldo Boaventura, Gilvan e Luizinho Du Gêge. A apresentação, que integrou o festival A Cena Tá Preta, teve ótima receptividade do público, que aplaudiu efusivamente cada música executada.

Com um trabalho amplamente autoral, o grupo Transcendental, oriundo de Cachoeira, levou ao palco uma música de diversas sonoridades e de origem africana. “As nossas composições têm muita influência das filarmônicas e o nosso som tem temática afrobarroca, enfatizando a questão do sincretismo religioso”, afirmou Vinícius Freitas, 32 anos.


Quizumba

O festival A Cena Tá Preta segue até o dia 18 de novembro. Na programação de hoje, a peça infanto-juvenil Quizumba!, às 15h; o filme Vibração na Nossa Cabeça, às 18h, no Passeio Público e o espetáculo de dança Oroby Stop!, às 20h. Mais informações: www.acenatapreta.com.br. Programe-se!

Texto: Raulino Júnior
Fotos: Divulgação

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Teatro Vila Velha recebe Prêmio Economia Criativa


O Teatro Vila Velha foi um dos ganhadores do Prêmio Economia Criativa – Edital de Fomento a Iniciativas Empreendedoras e Inovadoras, publicado na edição da última terça-feira, 13 de novembro, do Diário Oficial da União – (Seção 1, páginas 15 a 19). Foram premiadas 150 iniciativas em duas modalidades: 100 na categoria Novos Modelos de Gestão de Empreendimentos e Negócios Criativos e 50 na categoria Formação para Competências Criativas.

O Vila foi premiado na categoria Novos Modelos de Gestão de Empreendimentos e Negócios Criativos pela modernização do sistema de gerenciamento financeiro com a implementação do JFinanças, um software de controle de despesas e receitas, previsão de fluxo de caixa, consultas e resumos financeiros, controle de cobrança, emissão de boletos, entre outras coisas.

Prêmio
Lançado em fevereiro deste ano pelo Ministério da Cultura (MinC), o Prêmio Economia Criativa reuniu, ainda, além do Edital de Fomento a Iniciativas Empreendedoras, o Edital de Apoio a Estudos e Pesquisas em Economia Criativa, cujo resultado final foi homologado no dia 8 de outubro. Somados, os dois editais premiaram 169 iniciativas, totalizando R$ 4,1 milhões em prêmios.

A secretária da Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, afirma que um dos fatores importantes do prêmio é que ele “sinaliza” para a sociedade que a Economia Criativa está inserida na pauta do governo federal. “É uma vitória dos setores criativos brasileiros”, comemora.

“Sem dúvida, o prêmio é um estímulo aos empreendimentos criativos brasileiros. Claro que não podemos viver de editais, precisamos de fomento e de marcos legais adequados, mas até bem pouco tempo não tínhamos essa discussão em nível institucional, como política de governo. O prêmio mostra que o país caminha para consolidar a Economia Criativa como um dos eixos para o seu desenvolvimento sustentável”, observa.

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2012/11/13/resultado-do-premio-economia-criativa/

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Faça parte da equipe do Teatro Vila Velha


O Teatro Vila Velha abre seleção para estágio de Web Designer. A carga horária é de 4h (14 às 18h) e a bolsa auxílio tem o valor de R$ 340 + transporte.

Conhecimento dos programas:

  • Illustrator
  • Photoshop
  • In Design
  • Dreamweaver
  • Flash


Enviar currículo + portfólio para: comunicacao@teatrovilavelha.com.br



Bemvindo Sequeira faz uma retrospectiva de seus 46 anos de carreira

O ator Bemvindo Sequeira está fazendo uma retrospectiva de seus 46 anos de carreira, dividindo-a por décadas, em seu blog. O post conta histórias de 1966 a 1976 através de fotos e depoimentos, como quando, em 1972, encenou aqui no Teatro Vila Velha o espetáculo "Quincas Berro D´água" de Jorge Amado, como "Curió" (foto).


Mais informações no Blog de Bemvindo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Espetáculo sobre Chico Rei se destaca no festival “A Cena Tá Preta”


Espetáculo Galanga, Chico Rei - Foto Irene Nóbrega

O público que acompanhou o espetáculo Galanga, Chico Rei!, ontem à noite, na Sala Principal do Teatro Vila Velha, testemunhou uma apresentação que já ficou marcada na história da 4ª edição do festival A Cena Tá Preta. Com o teatro lotado, a peça, interpretada por artistas e músicos oriundos de Minas Gerais, levou ao palco uma narrativa sobre Chico Rei, personagem folclórico da cultura mineira.

Os artistas misturaram música, dança e teatro para contar a história de Galanga, nome original de Chico Rei, nascido no reino do Congo. O texto, assinado por Paulo César Pinheiro, mostrava a riqueza da tradição oral. Pandeiros e tambores tiveram papel importante na montagem, trazendo percussão forte e afinada. A direção do espetáculo foi de João das Neves.

A qualidade técnica dos 12 atores que estavam em cena era muito fácil de constatar, bem como a satisfação deles com a oportunidade de integrar a programação do festival. “Fizemos um esforço danado para estar aqui. Estamos comemorando um ano de espetáculo e é uma alegria dividir essa história aqui em Salvador. Foi algo muito especial”, confessou o músico e ator Alysson Salvador, 32 anos.

A cantora, compositora e historiadora Juliana Ribeiro, 34 anos, ficou surpresa com tudo que viu no palco. “Efetivamente, foi uma surpresa! Foi muito maior do que qualquer expectativa que eu tinha. O corpo é o que diz e o que dita o ritmo da peça o tempo todo. Foi genial misturar dança, teatro e música”, entusiasmou-se.

A programação do festival A Cena Tá Preta segue até o dia 18 de novembro. Hoje, às 19h, terá o seminário “A identidade negra: o que é e para que serve”, com a participação do antropólogo Kabengele Munanga. Mais informações: www.acenatapreta.com.br.

Texto: Raulino Júnior.

Vila estreia 4ª edição do festival “A Cena Tá Preta”



Gêge Nagô - Foto Carine Araújo

A 4ª edição do Festival A Cena Tá Preta, uma promoção do Bando de Teatro Olodum em parceria com o  Teatro Vila Velha e os Produtores Culturais do Subúrbio, estreou no dia 9 de novembro, com show da banda cachoeirana Gêge Nagô. Antes de começar o espetáculo, Márcio Meirelles, diretor do Vila, saudou o público e falou sobre a importância do festival para uma cidade como Salvador. “O festival é uma discussão justa e necessária nessa cidade negra”. Para Chica Carelli, que também conversou com a plateia e é a coordenadora do evento, o festival tem como objetivo fortalecer a arte negra desenvolvida na Bahia. “O festival visa propiciar o debate sobre a criação de uma arte negra”, declarou. Segundo Chica, a 4ª edição de A Cena Tá Preta, é também uma homenagem ao cantor Gilberto Gil e ao ator africano Sotigui Kouyaté.


Gêge Nagô

O show da banda Gêge Nagô foi uma grande celebração para marcar o início do festival. Apresentando música regional de matriz africana, o grupo levou para o palco o que os adeptos do candomblé estão acostumados a ver nos terreiros. “Trazemos para o palco as músicas celebradas no axé. Participar desse festival, além de ser um reconhecimento, é um grito de liberdade”, afirmou Valmir Pereira, 47 anos, idealizador da banda. O público conferiu um som impossível de ficar parado, que evocava Iemanjá, Oxóssi e outros símbolos daquela religiosidade. O momento que mais balançou a plateia foi quando os músicos tocaram É D’oxum, imortalizada na voz de Gerônimo. Outro momento marcante se deu quando o grupo cantou sambas do recôncavo, promovendo uma roda de samba animadíssima, que contou com as presenças dos atores do Bando de Teatro Olodum, de pessoas envolvidas na produção do festival e de alguns espectadores. Para o artista plástico Cleriston Vieira, 37 anos, o festival é importante porque dá ênfase à cultura negra. “O evento mergulha na cultura negra que vem de nossos antepassados. Eu gostei do que vi no espetáculo: música e samba de raiz”, elogiou.

A Cena Tá Preta

Em sua 4ª edição, o festival A Cena Tá Preta traz uma programação repleta de espetáculos de dança e de teatro, seminários, exibição de filmes e oficinas. O evento, que vai até o dia 18 de novembro, tem como missão fortalecer a criação artística de identidade negra e é também uma celebração ao mês da Consciência Negra. Mais informações sobre o festival podem ser adquiridas através do site www.acenatapreta.com.br.

Texto: Raulino Júnior

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Novidades da casa - 09 a 16/11

Cena de "Malkia Zarité" da Cia Grito de Teatro de Santa Catarina (SC)

Com realização e produção do Bando de Teatro Olodum, começa hoje a quarta edição do Festival A Cena Tá Preta, festival internacional de arte negra que integra teatro, dança, música, cinema, exposição e manifestação popular. Além da realização do festival, o Bando também segue com os ensaios do novo espetáculo do grupo, "Dô", que estreia dia 30/11 aqui no Vila.

"Mar Me Quer" d´A Outra Cia de Teatro
A Outra Cia de Teatro está em Pernambuco realizando a última epata do projeto Travessias Poéticas. Hoje eles apresentam em Recife o espetáculo "Mar Me Quer" e na semana que vem na cidade de Arcoverde. Além disso, realizam um intercâmbio com o Grupo Peleja (PE), também pelo projeto que foi contemplado no Edital Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro 2010. Paralelamente, entrevistam artistas e grupos pernambucanos para compor perfis para o Memorial Brasil de Artes Cênicas.

O Viladança acabou de encerrar a temporada do novo espetáculo MUVUCA com grande sucesso! Agora, oferece a Oficina de Produção Cultural com Luiz Antônio Jr. que está com inscrições até o final dessa semana. Esta atividade integra ainda o projeto de montagem do MUVUCA. Também segue com as aulas da Oficina de Dança para Crianças que terá sua mostra no dia 24/11, as 11h.

MunDança: diversidade da música negra no palco do Vila


A cantora Larissa Luz apresentou ontem, no Teatro Vila Velha, o show de lançamento do seu primeiro trabalho solo, o CD MunDança. Acompanhada pelos músicos Tiago Aziz (baixo), Israel Jabá (teclados), Dedé Cara de Lápis (percussão), Pedro Itan (guitarra) e o DJ Mauro Telefunksoul, a intérprete fez um show bastante eclético, onde mostrou várias vertentes da música negra.

Com cenografia assinada por Duardo Costa, o palco que recebeu Larissa estava repleto de caixas de papelão com o nome dela impresso. Obviamente, as caixas simulavam uma mudança e faziam referência direta ao sugestivo nome do CD da cantora. E Larissa entrou em cena decretando: “O nome do disco é MunDança e eu não quero ninguém sentado. Levanta todo mundo! Não começo com ninguém sentado”. A plateia, formada por admiradores, amigos e familiares (a mãe da artista, Regina Luz, e a avó, Maria Regina, estavam presentes no show) atendeu ao pedido e balançou ao som de Trança . “Que energia boa eu estou sentindo. Fico muito feliz em poder apresentar um disco que é tão eu”, declarou Larissa ao final da primeira música.

Com pleno domínio de palco e apresentando uma performance em que a linguagem teatral ficava explícita, a cantora mostrou ao público uma mistura de ritmos que revelava a sua raiz musical. Axé, hip hop, soul music, samba-reggae, MPB e pagode fizeram todo mundo dançar. A “mundança” aconteceu. Todos os arranjos tinham a música eletrônica como pano de fundo. Do novo CD, além de Trança, o público conferiu Filha de Oyá, Soultão Negro, Só Jah, Química e Descontrole. Antes de cantar Jambo, Larissa chamou ao palco a Sanbone Pagode Orquestra, do maestro Hugo San. A Sanbone participou da gravação da música no CD e surpreendeu a todos ao entrar pela plateia, mostrando o suingue do pagode baiano.

Apesar de ser o show oficial de lançamento de seu primeiro CD, Larissa não deixou de cantar músicas de outros artistas. Nesse sentido, foi ovacionada ao cantar Adão Negro, canção do grupo de reggae de mesmo nome capitaneado por Serginho (que, inclusive, estava na plateia). No bloco de samba-reggae, a artista cantou músicas do Ilê Aiyê e de Daniela Mercury. Ao falar do Ara Ketu, banda da qual fez parte até meados deste ano, Larissa demonstrou respeito: “Sou muito feliz por ter participado do Ara Ketu, um grupo que eu respeito muito. Eu trouxe muita coisa boa de lá também”, finalizou. De todo o show, duas performances se destacaram: Larissa cantando Respeitem Meus Cabelos, Brancos, de Chico César; e quando a artista tocou surdo durante a música Deus do Fogo e da Justiça.

A cantora do Olodum, Nadjane Souza, 31 anos, assistiu ao show de Larissa e achou a artista mais à vontade no palco. “Eu gostei de tudo. Ela está mais solta, mais despojada. A mistura de hip hop com coisas da Bahia ficou muito bacana. É a cara dela”, elogiou. “Acho bacana Larissa mostrar o quanto a música da Bahia é diversa. O show teve muito ritmo e diálogo com a música eletrônica. Tem o som daqui, mas muito misturado com a música do mundo”, declarou o cantor e guitarrista Enio (da Enio e a Maloca). O produtor artístico Andrezão Simões, 46 anos, falou sobre a riqueza musical de Larissa. “Adorei a atitude de Larissa e a riqueza musical que ela traz”, pontuou.

Texto: Raulino Júnior

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O Miss Brasil Gay premiou na noite da segunda-feira (5), no Teatro Vila Velha, em Salvador, a musa que irá representar o país.

foto genilson coutinho

A 18ª edição do concurso reuniu na capital baiana as 16 misses que conquistaram o Miss Gay em seu estado.

A campeã da noite foi a baiana Bianca Snydder que levou também o título de Miss Elegância, com o melhor vestido de noite. Antes de subir ao palco, ela falou sobre a responsabilidade de disputar o título. "É uma emoção muito grande, eu estou eufórica, estou louca para entrar. Estou louca para mostrar a minha feminilidade. Estou segura e vou mostrar o que eu sei", afirmou.

O segundo lugar ficou com a Miss Pernambuco, e a terceira colocada foi a miss Sergipe, que recebeu também o prêmio de melhor traje típico. A representante de São Paulo ficou com o título de Miss Simpatia.

A organizadora do evento, Bagagerrie Spilelberg falou sobre o concurso. "É um teatro de revista, com esses grandes atores que são transformistas, mostrando para a sociedade a beleza da nossa alma feminina. Em todos os palcos, nós enquanto homens estamos homenageando as mulheres", disse.

No palco, música, dança e performances. No camarim, as canditadas se preparavam e falaram sobre o desfile. "Todos esperam o brilho nos nossos vestidos, no nosso penteado, na nossa maquiagem. É aquela coisa bem formal, aquela coisa bem bonita, bem interessante. Todos estão aguardando por cada um dos candidatos que estão aqui", disse a miss Sergipe, Lana Guimarães.

O preparo pode levar horas. "Na montagem, eu começei por volta das 16h. Tem a preparação, a montagem do cabelo, a escolha das cores, porque eu mesmo monto, eu mesmo me produzo. Então dá muito trabalho fazer sozinho", afirmou a miss Pernambuco, Mita Lux.

A ansiedade vai aumentando. "Estou muito nervosa, muito ansiosa. Mas eu vou dar o meu melhor na passarela", falou, minutos antes de entrar ao palco a miss São Paulo, Jeniffer Del

http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/11/baiana-e-eleita-campea-na-18-edicao-do-concurso-miss-brasil-gay.html

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Resumo da programação - de 05 a 11/11

Larissa Luz no Vila da Música!

Miss Brasil Gay | Evento | 05/11 | seg | 20h | R$ 40,00 | Sala Principal

Larissa Luz | Vila da Música | 8/11 | qui | 20h | R$ 30 e 15 | Sala Principal

Origens | Música | Gêge Nagô (Cachoeira/BA) | Festival A Cena Tá Preta | 09/11 | sex | 20h | Gratuito | Sala Principal

Sete Ventos | Teatro | Débora Almeida (RJ) | Festival A Cena Tá Preta | 10/11 | sáb | 18h | Gratuito | Cabaré dos Novos

Malkia Zarité | Teatro | Cia Grito de Teatro de Santa Catarina (SC) | Festival A Cena Tá Preta | 10/11 | sáb | 20h | Gratuito | Sala Principal

Madrugada, Me Proteja! | Teatro | Grupo Iwá (BA) | Festival A Cena Tá Preta |11/11 | dom | 18h | Gratuito | Cabaré dos Novos

Galanga, Chico Rei! | Teatro | João das Neves (MG) | Festival A Cena Tá Preta | 11/11 | dom | 20h | Gratuito | Sala Principal

Confira a programação completa no site!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Concursos públicos na Bahia abordam temáticas da igualdade racial e de gênero*

Mulheres negras, de terreiro, e de outras diversidades demandam mais prioridade nas políticas públicas

Concursos públicos abertos recentemente pelo Governo do Estado abordam, entre os assuntos do conteúdo programático, as temáticas da promoção da igualdade racial e de gênero. A pauta será cobrada na seleção de candidatos ao cargo de soldado da Polícia Militar e no concurso aberto pela de Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), ambos com edital lançados no início deste mês, com inscrições ainda em curso.

Secretária Lúcia Barbosa destaca avanço da Bahia
na concepção de políticas de gênero e raça
Na relação dos assuntos contam o Estatuto da Igualdade Racial, a Convenção sobre eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher, a Lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, entre outros. Para a secretária de Políticas para as Mulheres, Lúcia Barbosa, a exigência destes conteúdos será fundamental para qualificar os servidores públicos na relação com a população negra e atendimento digno às demandas das mulheres baianas. “A Bahia demonstra que está avançando e não tolera possíveis práticas de racismo e machismo institucional. É um passo importante para garantirmos, na prática, um Estado laico, que respeita as diferenças e promove a igualdade para seu povo”.

*Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM