quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Noite de Blues no Teatro Vila Velha



Fabien Liquori


Ontem à noite, o blues deu o tom na Sala Principal do Teatro Vila Velha. Com concepção e direção de Ossimar Franco, o espetáculo cênico-musical Eu Sou o Blues... emocionou o público que lotou o teatro para acompanhar a apresentação. Oriundo das oficinas de canto-coral e violão da Fundação Pierre Verger, o musical nasceu de forma despretensiosa. “O espetáculo nasceu por acaso, dentro das oficinas. Claro que nós tínhamos o objetivo de apresentar o gênero para os jovens da comunidade, mas tudo foi acontecendo naturalmente”, revelou Ossimar, 38 anos.

Com repertório variado, que contava a história do blues, os artistas apresentaram clássicos do gênero como Hoochie Coochie Man, At Last, Boomerangue Blues, Bete Balanço e canções autorais como Eu Sou o Blues e O Tempo é Rei, O Céu é Blues . Unindo performances de dança, canto e teatro, o espetáculo surpreendeu pela criatividade e inovação. Um dos momentos mais bonitos foi quando os artistas tocaram Blues da Piedade, conhecida canção gravada por Cazuza, ocasião em que a teatralidade ficou ainda mais evidente.
Durante o espetáculo, cada ator personificava o blues, falando em primeira pessoa e exclamando frases poéticas. Na plateia, era fácil identificar pais, amigos e familiares olhando orgulhosos para os jovens que se apresentavam no palco. Jovens como a estudante Bruna Lima, de 15 anos, que integra o projeto formado por pessoas do Engenho Velho de Brotas e que ficou satisfeita ao término da apresentação. “Foi bom fazer parte do projeto. Conheci coisas diferentes, que completaram a minha vida. Amo blues e fiquei muito feliz. Todo mundo gostou! Isso enche a gente de alegria”, afirmou. Muita gente compartilhou da mesma opinião de Bruna, a exemplo da garçonete Leila Pinho, de 35 anos. “Achei maravilhoso! Nunca tinha assistido um espetáculo desse, falando sobre o blues”.

O show teve ainda a participação especial de Álvaro Assmar, precursor do blues na Bahia. “Fiquei tão feliz em participar do espetáculo. Foi muito gratificante pra mim”. Álvaro cantou Crazy for You, um clássico de seu repertório.

Texto: Raulino Júnior
Foto: Divulgação

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Espetáculo “Fábulas Fabulosas” encerra Festival Vilerê



A 7ª edição do Vilerê, o mês da criança no Vila, chegou ao fim com a apresentação do espetáculo "Fábulas Fabulosas", da Cabriola Companhia de Teatro. Estrelada por Etiene Bouças e Heraldo Souza (diretor da montagem), a peça foi, em resumo, uma brincadeira de contação de história. Para cada narrativa apresentada, os atores utilizavam elementos que contribuíam para estimular, ainda mais, a criatividade dos pequenos. “Nosso espetáculo serve para estimular a criatividade das crianças. Não subestimamos a inteligência delas”, declarou Heraldo Souza, 42 anos. Desenhos feitos em cartolina, livro mágico e cantigas como "Flor, minha Flor" e "Marcha Soldado" ajudaram a contar as histórias, que, em geral, traziam mensagens educativas.

Segundo Heraldo, participar do Vilerê já era uma vontade antiga. “É nossa primeira vez no Vilerê e eu já vinha namorando isso há um tempão. É muito importante participar desse festival, principalmente pela importância que o Vila Velha tem”, disse.

Além de espetáculos teatrais, a 7ª edição do Vilerê contou ainda com shows de música e exibição de curtas-metragens. Filmes como "A Bruxinha Lili" e "Calango" fizeram a alegria das crianças, bem como o show do grupo Canela Fina e a apresentação da peça "Paparutas". Em 2013, tem mais!

Texto: Raulino Júnior

Resumo da programação - de 29/1o a 04/11

Última semana de Muvuca!


Eu Sou o Blues | Teatro | O Que Cabe Neste Palco | Direção: Ossimar Machado Franco | 30/10 | ter | 20h | R$ 20 e 10 | Sala Principal

Trânsito da Literatura para a Cena Teatral | Palestra | Ministrada pela professora do Instituto de Letras da UFBA, a Drª Maria de Fátima Ribeiro | 31/10 | qua | 15h | Gratuito | Sala Principal

Encontro de Escolas de Capoeira e Militância Cultural | Evento | 03/11 | sáb | 10h | Gratuito | Sala Principal

Muvuca | Dança | Núcleo Vila Dança | Direção: Cristina Castro | 02 a 04/11 | sex a dom | 20h | R$ 10 e 5 | Sala Principal (Última semana)

Veja a programação completa no site do Vila!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Novidades da casa - de 26/10 a 02/11


Hoje o elenco de "Dô", nova montagem do Bando de Teatro Olodum, filmou os solos que serão projetados durante o espetáculo. Cada ator ficou livre tanto para a escolha do local, como na montagem da coreografia apresentada, que conta com a bela voz de Virgínia Rodrigues na música "História de Ifá". Os responsáveis pelas imagens foram Rafael e Rogério do Estúdio do Vila com direção de Marcio Meirelles.

A Outra Cia de Teatro realizou, nesta última semana, a primeira etapa do projeto Travessias Poéticas (contemplado pela FUNARTE com o Edital Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro 2010), criado em parceria com o Grupo Peleja (PE), Grupo Matula Teatro e Eduardo Okamoto (SP). A partir da próxima terça-feira, A Outra começa a etapa Salvador deste projeto com atividades que acontecerão no Teatro Vila Velha e Teatro Martim Gonçalves:
- Apresentação dos espetáculo Mar Me Quer, d'A Outra Companhia de Teatro (dias 30 e 31/10, as 20h), Gaiola de Moscas, com o Grupo Peleja (dias 01 e 02/11, as 20h) e Chuva Pasmada, com o Grupo Matula Teatro e Eduardo Okamoto (dias 03 e 04/11, as 20h) - no Teatro Martim Gonçalves
- Oficina "Jogo e Corpo na Cena" com o Grupo Peleja, nos dias 29 e 31/10, das 09 as 12h, no Teatro Vila Velha
- Palestra "Trânsito da Literatura para a Cena Teatral", com a Profª Drª Maria de Fátima Ribeiro, no dia 31/10, as 15h, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha
- Encontro de intercâmbio entre A Outra Companhia de Teatro, o Grupo Matula Teatro e o Eduardo Okamoto, nos dias 02 e 04/11, no Teatro Vila Velha, ao longo do dia.

Paralelamente, A Outra segue as entrevistas com artistas e grupos criando perfis para o Memorial Brasil de Artes Cênicas.

O Núcleo Viladança segue com as apresentações do espetáculo "Muvuca", de sexta a domingo, na Sala Principal do Teatro Vila Velha. A montagem fica em cartaz até 04/11.

Muvuca recebe adolescentes do município de Dom Macedo Costa



O Teatro Vila Velha recebe hoje, 26/10, cerca de 50 adolescentes do município Dom Macedo Costa para assistir o espetáculo de dança "Muvuca", às 20h, na Sala Principal. Os adolescentes fazem parte do programa ProJovem Adolescente, que é um dos quatro eixos do Programa Nacional de Inclusão de Jovens, lançado em setembro de 2007 pela Presidência da República, destinada a jovens de 15 a 17 anos pertencentes a famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família ou em situação de risco social.

O ProJovem Adolescente integra serviço e transferência de renda, exigindo esforço de integração de todos os gestores (municipais, estaduais e federal) com objetivos de fortalecer a família, os vínculos familiares e sociais. O projeto é realizado pela Secretaria de Assistência Social / Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) de Dom Macedo Costa que desenvolve este trabalho em conjuto com o Governo Municipal com a finalidade de atuar numa gestão coletiva das Políticas Sociais, garantindo a participação popular com a mobilização dos setores organizados da sociedade, estimulando a interação e responsabilidade no processo de transformação da realidade social.


Muvuca
O espetáculo propõe uma pesquisa sobre a hibridação e o pluralismo cultural, atravessando fronteiras poéticas com os movimentos do corpo. O roteiro dramatúrgico de “Muvuca”, criado por Cristina Castro e Sérgio Rivero, passeia pela investigação sobre diversidade e discursos provenientes da produção poética em um contexto intercultural. São misturas sonoras, movimentações e tecnologias que flexibilizam e contribuem para uma reflexão sobre identidade brasileira.


26/10 a 04/11 | sex a dom | 20h
R$ 10 e 5
Sala Principal


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Encontro de Compositores recebe nesta quinta Edil Pacheco um dos grandes nomes do samba nacional


Nesta quinta-feira, 25/10, acontece mais um Encontro de Compositores no Cabaré dos Novos, a partir das 20h. Desta vez os anfitriões Arnaldo Almeida, Manuela Rodrigues, Sandra Simões, Ronei Jorge, Jarbas Bittencourt, Dão, Pietro Leal, Deco Simões, Thiago Kalu e Carlinhos Cor das Águas, receberão o compositor maragogipense, referência do samba em todo o Brasil, Edil Pacheco.

Com mais de 250 composições gravadas por diversos artistas, entre eles, Luís Vieira, Baby do Brasil, Moraes Moreira, Leci Brandão, Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar, Virginia Rodrigues, Elza Soares e Luiz Caldas, e uma carreira iniciada na década de 60, Edil Pacheco estará no Encontro de Compositores para apresentar algumas de suas canções e contar um pouco de sua trajetória.



O Encontro de Compositores é realizado desde agosto de 2010 e já faz parte da agenda cultural baiana. Reunindo dez compositores de perfis bem diferentes, o evento é marcado pela diversidade musical e pela proximidade entre o público e os artistas, que são posicionados em volta da plateia. Num clima intimista e descontraído, os compositores contam histórias e curiosidades sobre seus processos criativos e fazem intervenções nas canções dos colegas. Uns cantam juntos, outros simulam instrumentos de percussão e solos de sopro com a boca e, assim, os improvisos coletivos fazem com que cada noite do encontro seja singular.

25/10 | qui | 20h
R$ 30 e 15
Cabaré dos Novos
*Lista Amiga: aqui

É no palco que a Muvuca acontece


Corpos entrelaçados, burburinhos intermináveis, música instrumental de ritmos variados, um pouco de barroco, um toque de romantismo, sincronia, percussão, racionalidade, emoção, ousadia, leveza e harmonia. Esses são apenas alguns elementos presentes em Muvuca, novo espetáculo do Núcleo Viladança, que estreou dia 19/10, no Teatro Vila Velha. Nenhuma palavra ou expressão conseguirá traduzir, fielmente, o que Bárbara Brabará, Leandro Oliveira, Leonardo Muniz, Mariana Gottschalk e Sérgio Diaz apresentaram no palco. Contudo, uma palavra define a reação do público: satisfação.

Brincando com os vários significados da palavra “muvuca” e deixando a cena aberta para que o espectador estabeleça um sentido, o espetáculo, dirigido e coreografado por Cristina Castro, que assina também a dramaturgia junto com Sérgio Rivero, coloca o contato como protagonista do cotidiano das pessoas. O contato é o ponto forte da montagem. O contato com os outros, com o mundo, com os problemas e com as falhas dos seres humanos. Muvuca é simples, sem ser óbvio. Sofisticado, sem ser pedante.

Os intérpretes-criadores, como os dançarinos são tratados pela equipe de Muvuca, estão intensos no palco. A técnica precisa e a sincronia dinamizam a peça e mostram toda a segurança dos artistas, donos do espaço. A coreografia se mostra tão natural que nem parece que houve longos períodos de ensaio. Tudo contribui para o sucesso de Muvuca: o desenho de luz de Pedro Dultra, a trilha sonora de João Milet Meirelles e Roberto Barreto, as projeções de vídeo de Amaranta César e Danilo Scaldaferri. A entrega de todos os artistas se reflete no espetáculo. A muvuca dos bastidores foi para o palco, harmoniosa.

E a montagem toca em questões sociais importantes. Através da coreografia, metaforicamente, é possível deduzir a competição presente numa sociedade capitalista, as pedras que estão no caminho de todo mundo e o esforço de cada pessoa para se livrar delas, as estratégias de fuga dos problemas. Enfim, Muvuca é a representação do mundo atual.

“Para criar a dramaturgia, partimos de questionamentos sobre a palavra ‘muvuca’, sobre o que ela inspirava nas pessoas. O espetáculo mostra como se dá o processo de comunicação entre os seres humanos. As cores são bem marcantes em Muvuca, uma vez que cada uma tem um significado. Para compor o trabalho, muita leitura foi feita: Manoel de Barros, Matty Brown, Clarice Lispector, dentre outros”, afirma Sérgio Rivero, 49 anos.

Cristina Castro, 49 anos, revelou que o processo de produção foi muito tranquilo e que o maior desafio foi unir todas as linguagens que permeiam a montagem. “O Núcleo Viladança tem 14 anos e, durante todo esse tempo, posso afirmar que o processo de concepção de Muvuca foi o mais tranquilo. Isso se deu porque a equipe é muito harmoniosa. O processo de pesquisa foi muito rico, com leituras e experimentações. As projeções e as músicas foram feitas de modo artesanal. Eu queria trazer a música da Bahia para o espetáculo, mas com uma concepção diferente. E, embora Salvador seja uma cidade cheia de muvucas, uma pesquisa encomendada por nós revelou que, quando ouvem a palavra ‘muvuca’, os baianos associam muito mais à muvuca virtual do que à física. O maior desafio para nós foi fazer com que todas as linguagens presentes na peça dialogassem”.

O dançarino Leonardo Muniz, 25 anos, avaliou a estreia: “Foi a tradução daquilo que a gente produziu. No palco, a muvuca foi organizada”.

A temporada de Muvuca se estende até o dia 4 de novembro, sempre de sexta a domingo, às 20h, na Sala principal do Teatro Vila Velha. O ingresso custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). As reservas podem ser feitas pelo telefone 3083-4600. Uma apresentação especial será feita, no dia 29 de outubro, às 15h, no intuito de formar plateia. No site www.projetomuvuca.com.br você pode obter mais informações e saber curiosidades do espetáculo.

Texto: Raulino Júnior
Fotos: João Milet Meirelles

Resultado da seleção para Oficina de Teatro com o Grupo Peleja (PE)


Integrando a programação da mostra de artes cênicas TRAVESSIAS POÉTICAS, com espetáculos e atividades de três grupos teatrais do Brasil, com espetáculos baseados em obras do moçambicano Mia Couto, acontecerá a Oficina "Jogo e Corpo na Cena", com o Grupo Peleja.

Para a atividade que acontecerá nos dias 29 e 31/10, das 09h às 12h, no Teatro Vila Velha, inscreveram-se 41 pessoas, as quais foram contatadas através de e-mail com o intuito de solicitar mais informações para uma breve seleção. Destes, foram selecionados 18 participantes para a atividade e mais 06 suplentes, conforme lista abaixo:

Lista de Selecionados

  1. Adson Da Silva Brito
  2. Andréia Fábia Santos
  3. Ariana Dos Santos Gomes
  4. Danilo Lima De Souza
  5. Deko Alves
  6. Felícia De Castro
  7. Joseane Reis Varjão De Almeida
  8. Lisiane Ornelas
  9. Lorena Pio De Carvalho
  10. Maria Teresa Fabião Da Silva Pinto
  11. Polis Nunes
  12. Priscila Sodré
  13. Raimon Alves
  14. Roberta Gonçalves De Arruda
  15. Rychelmy Imbiriba Veiga
  16. Saulo Santos Oliveira
  17. Uarlen Becker
  18. Veridiana Andrade Neves


Lista de Suplentes

  1. Cristina Rodrigues Dos Santos
  2. Tammy Pessoa Vidal
  3. Maurício Almeida
  4. Maria Damares H Dos Reis
  5. Edielma Ferreira Gomes
  6. Luis Carlos Teixeira De Sales Junior


Aos selecionados, solicitamos que respondam ao e-mail aoutra@gmail.com confirmando sua participação na Oficina até o dia 25/10 (quinta-feira), caso contrário, sua vaga será preenchida por outra pessoa.

Aos suplentes, solicitamos que aguardem até o dia 26/10 (sexta-feira), quando teremos retorno dos selecionados e poderemos prever a inserção de mais alguém na turma. Lembramos que atenderemos aos suplentes de acordo com a ordem acima apontada.

Qualquer informação, é só entrar em contato com A Outra Companhia de Teatro que assina a produção local da mostra que acontece em Alagoinhas e Salvador entre os dias 22 de outubro e 04 de novembro.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Cascadura apresenta Aleluia no Teatro Vila Velha


Foto de @PitiCanela

Ontem à noite, o Teatro Vila Velha recebeu o rock percussivo e tradicional da banda Cascadura. No show, que fez parte do projeto Vila da Música, a banda de Fábio Cascadura (voz e guitarra), Thiago Trad (bateria), Cadinho (contrabaixo e voz), Du Txai (guitarra e voz) e Nielton Marinho (percussão) mostrou músicas consagradas em seus 20 anos de carreira, completados em 2012, e apresentou o CD Aleluia. O novo trabalho (um álbum duplo, com 22 canções) tem como temática principal a própria Salvador e foi produzido com a participação de artistas renomados da música brasileira, como Nando Reis, Orkestra Rumpilezz, Pitty e Ronei Jorge, só para citar alguns nomes.

Foto de @EricaSaraiva

Durante o espetáculo, as novas canções da Cascadura foram recebidas com euforia pela plateia. Músicas como O rei do olhar, A mulher de roxo e Colombo arrancaram aplausos do público, que, a todo instante, arriscava performances de air guitar. De trabalhos anteriores, figuraram hits como 12 de outubro e Ele, o super-herói. Mauro Pithon, vocalista da banda de rock Bestiário, fez uma participação especial no show e cantou Cabeça de nêgo, que também é uma das faixas de Aleluia.

O cantor e compositor Márcio Mello, 45 anos, autor de sucessos como Nobre Vagabundo (do repertório de Daniela Mercury) e Esnoba (gravada pela banda Moinho, de Emanuelle Araújo), foi prestigiar o show da Cascadura no Vila e fez elogios à banda: “A Cascadura é uma das bandas que eu mais gosto. Ela se diferencia por fazer um rock com sotaque baiano. O CD está incrível!”.

Foto @PitiCanela
Para Fábio Cascadura, 42 anos, apresentar Aleluia na Sala Principal do Teatro Vila Velha foi uma grande realização. “Pra gente, é uma realização tremenda tocar no Vila. Pela mística que esse lugar tem e pelo fato de o teatro ter sido sede de movimentos culturais importantes para a história do Brasil. O Vila era um objetivo antigo. Espero que essa seja a primeira de muitas outras oportunidades”, pontuou.

Texto: Raulino Júnior

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Cia de Ibotirama-BA visita o Teatro Vila Velha



O Teatro Vila Velha recebeu hoje pela manhã a visita da Cia de Teatro Mistura, da cidade de Ibotirama, território do Velho Chico. O grupo surgiu há quatro anos e está em Salvador para apresentar o espetáculo "A chegada de Lampião no céu e no inferno" na 3° edição do Festival de Teatro Amador da Bahia - FETA, que acontece no Centro Cultural Ensaio, no Garcia.

O espetáculo já está em cartaz há dois anos e tem direção de Gilberto Morais e coreografia de Jurandir Miranda.

Marcio Meirelles é convidado para participar do Projeto de Teatro Infanto-Juvenil da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI)




O Diretor Artístico do Teatro Vila Velha, Marcio Meirelles, foi convidado pela Funarte para participar do Projeto de Teatro Infanto-Juvenil que integra as ações desenvolvidas no Programa de Arte/Educação, Cultura e Cidadania da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). 

A reunião acontecerá no Rio de Janeiro entre os dias 23 e 26 de outubro de 2012, com estimativa de 60 participantes, entre eles representantes dos Ministérios da Educação e Cultura dos países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

A V Reunião Interministerial de Arte/Educação de Países Ibero-americanos tem o propósito de reforçar a relação existente entre arte, cultura e educação nos países ibero-americanos e promover o Programa Metas Educativas 2021: Arte/Educação, Cultura e Cidadania da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

O Projeto de Teatro Infanto-Juvenil está em elaboração e será apresentado pelo Secretário-Geral da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), Senhor Álvaro Marchesi. A Funarte, para colaborar na formulação do Projeto, indicou 10 Diretores de Teatros do Brasil,  para participar da  Reunião com 10 outros Diretores de Teatro Infanto-juvenil dos países ibero-americanos, no dia 23 de outubro das 11 às 18 horas.

O objetivo do Projeto é propiciar a criação de uma Rede Ibero-americana de Teatros pela Educação permitindo o contato entre todos os teatros interessados em participar no Projeto, de modo que possam intercambiar experiências e propor linhas de atuação que permitam alcançar os objetivos propostos. Também se oferecerá assessoramento para que aqueles teatros que não contem com um gabinete ou departamento pedagógico e estejam interessados em criá-lo e colocá-lo em funcionamento. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Gente inocente no Vila

O Teatro Vila Velha recebeu hoje pela manhã os alunos da Escola Gente Inocente, de Madre de Deus, para uma sessão do espetáculo "Fábulas Fabulosas", da Cabriola Cia de Teatro. Ao todo foram 65 crianças que assistiram e acompanharam, com palmas e cantando, o espetáculo.

"Fábulas Fabulosas" será apresentada no último final de semana do Vilerê, nos dias 27 e 28/10, às 16h, no Cabaré dos Novos.

Espetáculo
Um macaco lutando por sua banana; Um leão preso na armadilha de um caçador; As aventuras de um velho para vender seu burro e a mais tradicional de todas as fábulas: A Cigarra e a Formiga. Esse é o clima da peça “Fábulas Fabulosas” apresentada pela Cabriola Cia de Teatro, sob a direção de Heraldo Souza.

Fundindo os elementos do lúdico e do pedagógico, as histórias protagonizadas por animais que possuem características humanas, ao mesmo tempo que distraem o espectador, ilustram experiências e vivências próprias dos seres humanos. Desta maneira, a aparência de entretenimento camufla a proposta didática presente na peça. O texto segue a estrutura da literatura de cordel. E para contar as histórias, os atores Etiene Bouças e Heraldo Souza, utilizam técnicas de origami, máscaras, fantoche e danças folclóricas como “Cavalo Piancó” que imitando o trote da um cavalo manco.

Este é o terceiro trabalho do Projeto de Incentivo a Leitura e Contação de Histórias criado pela Cabriola Cia de Teatro e o oitavo do seu repertório que atende aos objetivos de produzir uma informação ampla e abrangente, disponibilizando conteúdos artísticos, permitindo o deleite estético e promovendo uma diversidade cultural através da oferta de programação diversificada, educativa e cultural a todas as faixas de público.

27 e 28/10 | sáb e dom | 16h
R$ 30 e 15
Cabaré dos Novos

Parabéns, Bando!


O Bando de Teatro Olodum completa 22 anos hoje, 17 de outubro. O grupo está a todo vapor e segue preparando o Festival A Cena Tá Preta (9 a 18/11) e a estreia do novo espetáculo, (30/11 a 16/12). 

Fotos dos espetáculos do Bando: aqui

Bando de Teatro Olodum
Elenco de atores negros que se agrupou em colaboração com o Grupo Cultural Olodum, tendo à frente os diretores Marcio Meirelles e Chica Carelli. O Bando estreou no Vila três anos após a sua formação com o espetáculo “Bai Bai Pelô” em 1994. Hoje conta com 25 componentes, todos oriundos de oficinas e seleções promovidas regularmente. Com uma linguagem própria e contemporânea, o Bando já produziu cerca de 26 espetáculos de teatro - além de atuações no cinema e na TV - e ganhou expressão nacional.?

http://bandodeteatro.blogspot.com.br/

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Teatro feito por várias mãos


Lulu Pugliese, Fabio Ferreira e Daniel Guerra

Imagine sair de casa para ir ao teatro e, chegando lá, perceber que você também será um dos responsáveis pelo andamento da peça? Parece loucura? Mas não é. É mais ou menos isso que o projeto O quinto criador: o público propõe. “Faço doutorado na UFBA e estou estudando a relação do espectador com a obra de arte, a recepção. No meu caso, a ênfase é no teatro. No exterior, tem muita gente trabalhando dessa forma. Ou seja, tirando o espectador do lugar de passividade. Aqui ele também cria a cena”, revelou a coordenadora artística do projeto, Cristiane Barreto, 37 anos. A dinâmica d’O quinto criador é bem curiosa: o elenco é fixo, o diretor e o dramaturgo são convidados. A cada espetáculo, o dramaturgo sugere dois temas e o público elege aquele que quer ver no palco. Daí, através das sugestões dos espectadores, os atores desenvolvem a cena. O diretor organiza o jogo teatral diante do público. Certamente, não há fazer teatral mais coletivo.

Estreia
Integrando o projeto O Que Cabe Neste Palco, do Teatro Vila Velha, O quinto criador: o público estreou ontem, no Cabaré dos Novos. O diretor convidado foi Daniel Guerra e Aldri Anunciação, o dramaturgo. A trilha sonora ficou por conta de Adriana Prates. Os temas propostos por Aldri foram : 1) O dia em que os rios e os mares sumiram; e 2) Eu moro em uma faixa de pedestre. O público escolheu o 2º e os atores Bruno de Sousa, Gabriel Camões, Fábio Ferreira, Igor Epifânio, Milena Flick e Lulu Pugliese tiveram a incumbência de representar as ações sugeridas pela plateia.

Quem assistiu ao espetáculo, se deparou com uma aula de teatro típica, cheia de metalinguagens e repetições para se chegar à perfeição. As experimentações e dramaturgia não linear conferiram um caráter de confusão à peça e trouxeram graça à apresentação. Mas nem todo mundo riu. O professor de teatro, Júnior Lopes, 31 anos, fez severas críticas ao espetáculo. “Eu não gostei. Achei o tema ruim. Nada motivador. A ideia de o público criar ficou meio solta e foi constrangedor. Acho que é válido como proposta teatral para ver o quanto o público participa do processo de criação. Mas não teve dinâmica e faltou algo mais definido. Não entendi a presença do dramaturgo e o diretor estava atuando mais que os atores”.

Para o diretor Daniel Guerra, 25 anos, a experiência foi válida. “Foi lindo e divertido. Eu conheci atores abertos e generosos, dispostos a se arriscar”. Aldri Anunciação, 39, encarou como um bom desafio participar do projeto. “Achei uma loucura desafiadora. Foi interessante escrever durante o processo de criação dos atores. Foi bastante desafiador”. Igor Epifânio, 32 anos, afirmou que, apesar de ter tido um momento de crise, tudo deu certo no final. “Eu achei bacana. Me senti, realmente, jogando, colhendo informações com o público. Aqui era um lugar para o público propor. Houve momentos de crise, em que a plateia ficou meio sem entender a lógica. É claro que se tivéssemos de apresentar novamente, muita coisa seria modificada. Mas a gente conseguiu chegar no objetivo”.

Hoje tem mais
O projeto O quinto criador: o público vai até o dia 23 de outubro, sempre às segundas e terças-feiras, às 20h, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha. O ingresso custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). As reservas podem ser feitas pelo telefone 3083-4600. Mais informações sobre O quinto criador: o público estão neste link: www.oquintocriadoropublico.blogspot.com.br. Hoje, a dramaturgia fica por conta de Thais Alves, que propôs os temas “Toda forma de amor vale a pena − amores líquidos” e “Sociedade da espetacularização ou espetacularidade”. E aí, qual tema você escolhe?

Texto: Raulino Júnior
Foto: Alessandra Novhais

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Canela Fina abre a 7ª edição do Vilerê



Canela Fina

Um clima infantil tomou conta do Vila nesse final de semana, durante a estreia da 7ª edição do Vilerê, projeto dedicado às crianças. O grupo Canela Fina fez show no Cabaré dos Novos e abriu oficialmente o evento. Formado por Angelita Broock (vocal, flauta e pandeiro), Carla Suzart (baixo e vocal), Kamile Levek (guitarra e vocal) e Tiago Carvalho (bateria, percussão e vocal), o Canela Fina apresentou um espetáculo em que contava a história de Pepe, um menino que tinha como sonho chegar até o espaço sideral. Enquanto se esforçava para alcançar o seu objetivo, ele encontrava obstáculos que serviam de mote para as canções.

O repertório, com arranjos de rock, samba, arrocha, reggae e samba-reggae, foi predominantemente formado por canções do grupo, a exemplo de Sabiá, Pequeno Astronauta e Espaço Sideral. Mas clássicos do cancioneiro infantil também estiveram presentes no show, como Peixe Vivo, O Sapo Não Lava o Pé e Caranguejo. O trabalho cênico do  Canela Fina ficou evidente durante todo o espetáculo e era comum ver crianças e adultos hipnotizados com o que estavam assistindo. O advogado Leôncio Dacal, 39 anos, destacou a pluralidade de ritmos apresentada pelo grupo como um diferencial na música voltada para crianças. “O show foi bom porque as crianças puderam conhecer vários ritmos. Geralmente, a música infantil tem um padrão e eles se diferenciam por misturar tudo”. A filha de Leôncio, a estudante Júlia Mello, de 9 anos, resumiu: “O show foi legal e divertido. Gostei de tudo!”.


4 perguntas para o Canela Fina
O grupo Canela Fina foi fundado em 2010 e todos os componentes são professores e pesquisadores. Depois do show, Tiago Carvalho e Kamile Levek conversaram com o Blog do Vila. Confira o bate-papo:

1) Qual o maior desafio em fazer música para as crianças?

Kamile: Não tem desafio nenhum. O que a gente faz no palco vem das experiências adquiridas em sala de aula. Nós experimentamos várias linguagens e trabalhamos com vários estilos musicais, sem nenhum tipo de preconceito.

2) Quais são as principais influências de vocês no cancioneiro infantil?

Tiago: O cancioneiro popular infantil nos influencia muito. O grupo Palavra Cantada é uma grande influência para nós. Contudo, todo tipo de música auxilia o nosso trabalho, não só a infantil.

3) Alguns artistas que não tinham trabalhos voltados para as crianças resolveram lançar projetos com foco no público infantil, como Adriana Calcanhoto, Arnaldo Antunes, Pato Fu e, aqui na Bahia, Ivete Sangalo e Saulo Fernandes. Quais desses trabalhos mais chamaram a atenção de vocês?

Tiago: Um trabalho que eu gostei muito foi o de Adriana Calcanhoto (Adriana Partimpim). O álbum tem arranjos interessantes.

Kamile: Eu gostei do trabalho do Pato Fu.

4) O Vilerê, o mês da criança no Vila, chega a sua 7ª edição com uma programação variada. Como é participar de um projeto como esse?

Kamile: É ótimo! Ainda mais acontecendo no mês da criança. O Vilerê oferece várias coisas e a gente ficou feliz em fazer a abertura da edição de 2012.

Tiago: O Vilerê é um projeto abrangente e é uma honra fazer parte dele.


Vilerê
O Festival Vilerê é um projeto do Teatro Vila Velha para comemorar o mês das crianças. De 13 a 28 de outubro, os pequenos vão contar com uma programação repleta de oficinas, espetáculos e mostra de cinema. Mais informações sobre o Vilerê estão neste link: http://www.teatrovilavelha.com.br/noticias-gerais/576.

Texto: Raulino Júnior

Resumo da semana - 15 a 21 de outubro

A semana está bem intensa no Vila. Confira a programação que envolve palestra, dança, teatro, música e audiovisual.
  • Memória em 5' | Festival Nacional 5 Minutos | 15 a 19/10 | seg a sex | 13 às 14h | Gratuito | Cabaré dos Novos
  • Palestra “Direitos Autorais e Criação Artística” | Com Pedro Vilhena | Data: 15/10 | seg | 19h | Sala João Augusto | Gratuito | Sujeito à lotação

O quinto criador: O público | Foto Alessandra Nohvais
  • Estreia |O quinto criador: O público | O Que Cabe Neste Palco | Direção: Cristiane Barreto | 15 a 23/10 | seg e ter | 20h | R$ 20 e 10 | Cabaré dos Novos
  • Quarteto de clarinetes | 17/10 | qua | 20h | R$ 10 e 5 | Sala Principal
  • "Aleluia" Cascadura | Vila da Música | 18/10 | qui | 20h | R$ 30 e 15 | Sala Principal
Muvuca | Foto João Milet Meirelles
  • Estreia | Muvuca | Núcleo Viladança | 19/10 a 04/11 | sex a dom | 20h | R$ 10 e 5 | Sala Principal
  • Vilerê, o mês da criança no Vila | Festival 5 minutinhos | Paparutas | Cia Novos Novos |Teatro infantojuvenil | 20 e 21/10 | sáb e dom | 16h | R$ 30 e 15 | Sala Principal
  • Interações ambientais - a exposição | Realização: Dezeo-Ito e Pensamento Tropical | Gratuito | Foyer

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Tema de trabalho


A estudante de graduação em Letras da UFBA, Michele Paixão de Jesus, apresentará no XIII SEMPPG E XXXI SEMEP, evento científico da UFBA, no dia 17/10 às 14h15, o trabalho "A Crítica Textual e a Pesquisa em fontes Primárias: estudos filológicos em textos teatrais do Acervo do Teatro Vila Velha", orientado pelo Prof. Arivaldo Sacramento de Souza.

Durante um ano Michele foi voluntária do Nós, Por Exemplo – Centro de Documentação e Memória, realizando o trabalho de organização de parte da documentação presente neste acervo.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mais um livro pro Acervo do Vila!


O Nós, Por Exemplo - Centro de Documentação e Memória do Teatro Vila Velha recebeu este mês mais um livro para compor o seu acervo. Fruto de pesquisa desenvolvida na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e na Universidade Federal da Bahia (UFBA), o livro "Edição e estudo de textos teatrais censurados na Bahia: a Filologia em diálogo com a Literatura, a História e o Teatro – Volume 1", organizado por Rosa Borges dos Santos, traz textos teatrais, selecionados entre 2006 e 2009, disponíveis em diversos acervos soteropolitanos.

Para seus estudos, foi realizada uma sequência com as seguintes atividades: transcrição, pesquisa de fontes em jornais e entrevistas qualitativas. Assim, esta obra apresenta mais do que a análise de textos teatrais, ela contribui com a história do teatro da Bahia e com o estudo dos fatos históricos, sociais e culturais de um determinado período na sociedade baiana.

O livro está estruturado em quatro capítulos: Filologia e Literatura, de Rosa Borges dos Santos; A edição de textos, de Débora de Souza, Fabiana Correia e Ludmila de Jesus; Do arquivo filológico para a filologia do arquivo, de Arivaldo de Souza, Eduardo Matos e Isabela Almeida; e História e Teatro, de Luís César Souza e Williane Corôa.  

Informações adicionais:
ISBN: 978-85-232-0937-5
Número de páginas: 157
Ano: 2012
Formato: 19,2 x 23,4 cm

História do Teatro Baiano


No último dia 03/10, o Teatro Vila Velha entrevistou a Sra. Maria Manso, 88 anos, para falar sobre a produção artística do cenógrafo baiano, e seu tio, Miguel Calombrero (1913-1969). Amigo da Sociedade Teatro dos Novos (STN), grupo fundador do Vila, Calombrero teve papel importante na história do grupo, emprestando nos anos 60 o galpão da casa de sua família, na Vitória, para ensaios e armazenagem de cenários e figurinos dos espetáculos.

Em sua casa, Maria Manso, sobrinha de Calombrero, preserva parte da produção desse artista. Entre os documentos estão: esboços, desenhos de cenários e figurinos, textos teatrais, quadros, fotos de espetáculos que guardam a memória e contam parte da história do Teatro Baiano. Em entrevista ela afirmou que pretende doar esses documentos para museus ou locais que preservem a história de seu tio e sua produção no cenário artístico baiano.

Com nome de batismo de Miguel Dias Santos, Calombrero fez curso de Desenho e Pintura na Escola de Belas Artes de Salvador e do Rio de Janeiro e foi aluno de Emídio de Magalhães (cursos particulares), Luciana Petrucelli (história do Traje/ Escola de Teatro da UFBA) e Gianni Ratto (cenografia / Escola de Teatro UFBA).

Em parceria com Roberto Viana adaptou para o teatro a peça infantil “A Gata Borralheira”, encenada pelo Teatro de Equipe, em 1967, no Teatro Castro Alves. Em 1968, encenou no Teatro Vila Velha a peça “As Três Marrecas”, um musical infantil de Pedro Karr. Entre o atores desse espetáculo estavam Jurandy Ferreira, Olga Maimone e Mário Gusmão. Em 1969 foi escolhido pela crítica teatral como o melhor cenógrafo e, nesse mesmo ano, a cenografia baiana se despedia de Miguel Calombrero, morto aos 56 anos por uma crise cardíaca.



segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Grupo Motus encerra programação do Fiac no Vila




Com uma mistura de música, teatro e dança, o grupo italiano Motus encerrou a programação do 5º Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Fiac Bahia) com o espetáculo Alexis. Una Tragedia Greca, ontem à noite, no Teatro Vila Velha. Usando os recursos da tecnologia e elementos do teatro físico, a peça teve como mote o assassinato de Alexandros Grigoropoulos (Alexis). Em 2008, com apenas 15 anos, Alexis foi morto pela polícia no distrito central de Exárchia, em Atenas, na Grécia. No palco, os atores Vladimir Aleksiv, Silvia Calderoni, Alexandra Sarantopoulou e Massimiliano Rassu mostraram uma atuação repleta de metalinguagem. O texto foi assinado por Enrico Casagrande e Daniela Nicolò. Daniela também dirigiu o espetáculo.

A 5ª edição do Fiac movimentou a cena cultural de Salvador entre os dias 28 de setembro e 7 de outubro. O evento teve em sua programação espetáculos de teatro, dança e atividades formativas. “O Fiac é uma iniciativa interessante porque atende a todos os públicos, do infantil ao adulto. Os preços dos espetáculos foram bem acessíveis e o fato de oferecer oficinas foi um diferencial”, elogiou o ator e professor de teatro, André Cardoso, 19 anos.

Texto: Raulino Júnior
Foto: Pierre Borasci

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Novidades da casa - de 05 a 12/10


Mar Me Quer - A Outra Cia de Teatro 

Após uma temporada de dois meses em São Paulo, A Outra já está de volta a Salvador trabalhando a todo vapor na produção do Seminário Memorial Brasil de Artes Cênicas: Etapa Bahia. O evento, que acontece no dia 17 de outubro no Teatro Martim Gonçalves, terá a participação de artistas e pesquisadores da capital e do interior discutindo a produção das artes cênicas baianas. Para maiores informações acesse o Blog d´A Outra. O grupo também segue nos preparativos da etapa baiana do projeto Travessias Poéticas, que reunirá três grupos brasileiros numa mostra de espetáculos baseados na obra de Mia Couto em Alagoinhas e Salvador no final de outubro. Para saber detalhes visite o blog do projeto.  

A Cia. Novos Novos participa este mês do Vilerê, o mês da criança no Vila, com apresentações do espetáculo Paparutas nos dias 20 e 21/10, sáb e dom, às 16h. Além disso, a Cia. se preprara para o lançamento de mais um livro sobre o grupo!

O Núcleo Viladança segue com a preparação de "Muvuca", sua nova montagem, que tem estreia dia 19 de outubro, aqui no Vila. Para criar a coreografia, a diretora Cristina Castro trabalhou com a elaboração de diferentes contos, ou seja, várias histórias curtas que buscam investigar o encontro e a conexão. São quadros que trabalham as emoções das cores e as fronteiras poéticas que revelam a identidade humana: azul, amarelo, vermelho, branco e preto.

O Bando de Teatro Olodum segue ensaiando o novo espetáculo “Dô”, palavra japonesa que significa “movimento”, é uma criação conjunta do Bando com o mestre do Butoh (estilo de dança-teatro japonês), Tadashi Endo, e estreia no dia 30/11, na Sala Principal do Teatro Vila Velha. O espetáculo trata da transformação da história individual, da identidade, em energia e será um diálogo entre a contenção da arte japonesa e a explosão de energia afro-baiana. O grupo também está em fase final de produção do o Festival A Cena Tá Preta, que acontece de 9 a 18/11 no Teatro Vila Velha. 

Inscrições encerradas para Oficina Jogo e Corpo na Cena com o grupo Peleja (PE)



Estão encerradas as inscrições para a oficina Jogo e Corpo na Cena, com o grupo Peleja (PE). O curso acontece nos dias 29 e 31 de outubro, das 09 às 12 horas, aqui no Teatro Vila Velha.

A oficina foi bastante procurada, e em virtude disso, será feita uma seleção dos candidatos inscritos. Em breve anunciaremos os participantes selecionados para as 18 vagas através do Blog d’A Outra e do Blog do Vila.

A oficina integra o projeto Travessias Poéticas, uma mostra de grupos brasileiros com espetáculos baseados na obra do escritor moçambicano, Mia Couto. Realizado pel’A Outra Companhia de Teatro (BA), o Grupo Peleja (PE), e o Grupo Matula em parceria com o ator Eduardo Okamoto (SP), o projeto visita seis cidades, de três estados brasileiros apresentando três espetáculos: “Mar Me Quer”, “Gaiola de Moscas” e “Chuva Pasmada”, realizando oficinas e intercâmbios entre os grupos.

Na Bahia o projeto acontece em Alagoinhas e Salvador entre 23 de outubro e 04 de novembro. Para mais informações acesse:  http://travessiaspoeticas.wordpress.com/


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O jogo teatral do grupo Motus


O grupo italiano Motus apresentou, ontem, na Sala Principal do Teatro Vila Velha, o espetáculo Too Late! [Antigone] Contest #2 (Tarde Demais! [Antígona] Concurso #2), dentro da programação do 5º Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Fiac Bahia). A peça é um jogo teatral cujo texto é centrado na tragédia Antígona, do dramaturgo grego Sófocles. As performances feitas pelos atores Silvia Calderoni e Vladimir Aleksic são bastante impressionantes e mostram a força da expressão corporal dos artistas. Logo no começo da montagem, por exemplo, chama a atenção o cachorro representado por Silvia. A atriz também se destaca quando, sentada num cadeira giratória, faz uma apresentação de balé. Too Late! apresenta trechos metalinguísticos, questionando o próprio fazer teatral da contemporaneidade.

Língua não é empecilho
Para quem não domina o idioma italiano, isso não é nenhum empecilho para não ver o espetáculo, uma vez que a produção conta com legendas. O industriário e estudante de direito da UNEB, Cláudio França, de 38 anos, chamou a atenção para isso: “Eu gostei do espetáculo. A língua não foi um empecilho, porque tinha tradução. A peça é um pouco densa e as cenas mudam de forma muito rápida. Tenho um pensamento mais cartesiano e, às vezes, não consigo acompanhar as ações. As viradas incomodam um pouco, porque faz com que a gente não entenda. Mas o teatro tem essa função questionadora. Não é porque você não entendeu que a peça é ruim. Eu entendi como uma brincadeira entre os atores”, avaliou. Para a historiadora e estudante de museologia da UFBA, Priscila Póvoas, 26 anos, o espetáculo não surpreendeu tanto. “Houve alguns problemas técnicos com o microfone e com as legendas, mas depois o pessoal resolveu. É uma peça que não tem linearidade. Não foi cansativa, mas também não foi surpreendente”.

Para quem quiser conferir, Too Late! [Antigone] Contest #2 será reapresentada hoje, às 19h, no Teatro Vila Velha. O ingresso custa R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). As reservas podem ser feitas pelo telefone 3083-4600. As informações sobre o Fiac Bahia estão no site oficial do evento: www.fiacbahia.com.br

Texto: Raulino Júnior

Frankenstein vem aí!



"Drácula" acabou de sair de cartaz e o diretor Marcio Meirelles já embarcou no universo de mais um monstro! "Frankenstein", da autora Mary Shelley, é a segunda peça da trilogia dos monstros do encenador, que será encerrada com a adaptação de "O Médico e o Monstro" (Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde).

O projeto de "Frankenstein - A TRILOGIA DOS MONSTROS 2.0" está pronto e em fase de captação de recursos. Em breve será feita uma oficina para a seleção dos atores e quem tiver interesse deve ficar ligado na página do Facebook do projeto onde já constam algumas referências sobre o tema.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Monografia sobre o Teatro Vila Velha é entregue ao Nós, Por Exemplo


O Nós, Por Exemplo - Centro de Documentação e Memória do Teatro Vila Velha recebeu hoje, 03/10, a monografia "Gestão de equipamento cultural: Estudo de caso do Teatro Vila Velha" da Coordenadora Geral do Vila, Gina Leite.

O trabalho de conclusão elaborado por Gina foi aprovado pela Coordenação Acadêmica do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - SENAC Bahia para a obtenção da Especialização EAD em Gestão Cultural no curso de Pós-Graduação lato sensu.

A monografia, que tem como objetivo principal propor melhorias no sistema de gestão através da modernização dos processos financeiros, pode ser consultado no Acervo do Vila mediante agendamento de visita.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Considerações sobre o teatro baiano em dois finais de semana*


Nos dois últimos finais de semana, me dei à oportunidade de conferir algumas peças que estão em cartaz, na certeza de que, para apurar meu senso crítico como estudante de comunicação eu deveria mergulhar mais fundo na programação cultural da cidade – seja para compreender este universo ou para decifrar como eu preciso me posicionar nele – optei em ficar atento a especificamente seis espetáculos diferentes (dois destes, integrantes da programação do FIAC) e o resultado que vi em cada um deles me deixou bastante otimista sobre meus entendimentos, ainda prematuros, acerca do teatro baiano atual e futuro. Minhas escolhas foram: Los Catedrásticos – Nova Mente (Teatro ISBA) / Drácula (Teatro Vila Velha) / Sargento Getúlio (Teatro Molière) / O Sumiço da Santa (Teatro ACBEU) / Áfricas (Teatro Vila Velha) / 7 Conto (Teatro Jorge Amado), em cada peça, é perceptível uma força diferente, uma sintonia própria que, no conjunto, revela um teatro de várias expressões e sentidos, um teatro com a cara da Bahia e que merece ser aplaudido (cada vez mais) pelos seus conterrâneos.

Do multimidiático "Drácula" de Meirelles ao tradicional e conciso "Sargento Getúlio" de Gil Vicente é revigorante saber como o teatro baiano está encarando de frente, e com ousadia, todas as dificuldades e limitações impostas e enfrentadas pelo atual cenário cultural em que encontra-se a cidade no momento. Promessas eleitoreiras estão aos montes por aí para reafirmar que a cultura é um dos pontos chaves para o desenvolvimento da cidade, mas na prática, o que se vê são companhias e produtoras de espetáculos sem grandes reconhecimentos (mas batalhando pela visibilidade do seu espaço) e se esforçando ao máximo para se manter em atividade, estando assim, encurraladas por editais, patrocínios e pelos lucros da bilheteria, nesta pressão organizacional faz-se necessário pesquisar, criar e apresentar, a todo o momento, novas montagens de espetáculos atrativas para convencer e conquistar a atenção tanto da comissão julgadora dos editais, quanto dos patrocinadores, da crítica e, sobretudo, do público, o que exige um esforço cada vez maior das produções e artistas na construção e realização de cada peça. 

Tamanha engrenagem dos bastidores de uma produção passa totalmente despercebida durante as apresentações de cada espetáculo (que duram em média 01 hora), o que permite, talvez, o indelicado pedido de cortesias daqueles camaradas que podem tranquilamente pagar pelo espetáculo, mas preferem dispensar o ato pelo arcaico “status” de que “sou convidado do artista, ou então, amigo da produção”, talvez, estes discursos egocêntricos – dos quais, confesso ter também compartilhado ao assistir um destes espetáculos como convidado – ainda não tenham percebido o tamanho da carência de incentivo que envolve o teatro e não enxerga a cultura como investimento e despesa, tal como fazemos quando vamos ao restaurante e pagamos a conta sem contestar o valor atribuído, o que vem a ser uma contradição, pois a cultura também nos alimenta. Além disto, pude observar o quanto a falta de educação de alguns espectadores ainda persiste em intervir durante as apresentações, nestes momentos, presenciei artistas renomados exigindo respeito de uma minoria que se fazia ali presente, confesso que não sei com qual intenção.

Dentre os assistidos, “Los Catedrásticos – Nova Mente” se destaca pela sintonia entre os atores e pela relação estabelecida com a platéia durante o espetáculo, o que torna as interpretações em torno do repertório de pagodes bem elaboradas e executadas, sendo as mesmas calorosamente recebidas com os aplausos da plateia. “Drácula” se destaca pelo diferencial que traz aos palcos, e neste caso, literalmente, pois tanto a organização do palco e a interação de personagens – como o Drácula (onipresente) e o Dr. Van Helsing (deslocado) – quanto à persistente inserção do audiovisual na montagem (recurso usado por Meirelles também em “Bença” e “O Olho de Deus – O avesso dos retalhos”) dá um novo ritmo à narrativa complexa e chega a ser um trunfo harmônico que (eu) acho que Meirelles não conseguia emplacar com tanta sutileza em suas montagens predecessoras.

Para “Sargento Getúlio” o destaque é centrado tão somente na interpretação sublime de Carlos Betão que comprova ao público o porquê do reconhecimento nos Prêmios Braskem de Teatro de “Melhor Ator” e “Melhor Espetáculo” de 2011, sendo tal atuação devidamente refinada pela direção precisa de Gil Vicente Tavares. Neste ponto, é curioso o conflito saudável de gerações e propostas para o futuro do teatro, pois Meirelles (sendo mais velho que Gil Vicente) aposta na renovação de como vemos o teatro, na modernização de uma esfera secular, enquanto Gil parece apostar na tradição, na singularidade da obra centrada no ator e nas suas explorações cênicas exigidas em cada montagem. Creio ser uma grata oportunidade, poder acompanhar em tão pouco tempo experiências diferentes, me confrontar com ambas as propostas e contemplá-las num mesmo nível, isto permite analisar que o teatro dá margem para que as produções percorram mais de um caminho sem se desgastar ou entrar em conflito entre si.

Por outro lado, creio que “O Sumiço da Santa” se destaque pelo texto popular e tradicional, trazendo para o palco um renomado elenco, cada ator soube defender seus personagens com precisão e personalidades singulares (já que alguns atores, interpretaram mais de um personagem no decorrer da narrativa), a surpresa da apresentação fica com os destaques na atuação dos jovens Deilton José (com seu coroinha impagável) e Laís Machado (que “encarna” uma Dona Canô irreverente), ambos os atores roubavam a cena a cada instante que apareciam no palco. “Áfricas”, por sua vez, tem por destaque o diálogo com as crianças sem abrir mão de entreter também os adultos, todo o encanto lúdico dos contos africanos retratados em cena era de uma sensibilidade ímpar que através das danças, músicas e figurinos conseguiu cativar a atenção do público (que lotou o teatro neste domingo – 30/09), e por fim, embora não menos importante, fui prestigiar a (também lotada) sessão de “7 Conto – A Comédia” do excelente Luís Miranda, que levou para os palcos críticas sociais com uma abordagem bem humorada de causos do cotidiano, o texto é muito bem construído e a atuação do comediante justifica o sucesso em que se encontra o espetáculo.

No fim das contas, é visível o quanto o teatro baiano está se dedicando para comprovar que o investimento dado por cada setor está sendo bem usado. Do ingresso (em média R$30 - inteira) ao patrocínio, tudo está sistematicamente comprometido e destinado para dar fôlego às temporadas e custear as despesas de uma equipe de profissionais que merece ser mais valorizada e respeitada socialmente, neste contexto, a chegada de mais uma edição do FIAC ajuda (e muito) a girar a engrenagem cultural e constrói uma dinâmica saudável para o sustento da arte na cidade, convidando um público cada vez menos inclinado às artes cênicas para romper as barreiras e prestigiar o teatro local e de outros estados e países. Parafraseando o célebre Euclides, podemos também afirmar que "O teatro baiano é, antes de tudo, um forte" e é por esta força que quero me guiar e seguir em frente, mesmo que eu perceba que na próxima esquina tudo se mostre diferente. Salve, salve o teatro baiano e vamos prestigiá-lo mais e mais!!!

*Texto: Leandro Souza
Graduando de Produção Cultural - Facom/UFBA