sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Bolsa Interações Estéticas - Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2012


A FUNARTE abriu, em agosto, inscrições para a Bolsa Interações Estéticas - Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2012. O Teatro Vila Velha, como Ponto de Cultura, está aberto para grupos de teatro, música, dança, artes visuais e multi--linguagem, que queiram participar de uma residência artística. Serão contemplados pela bolsa da FUNARTE 50 projetos de residências artísticas em Pontos de Cultura. O objetivo do Prêmio é apoiar projetos por meio do intercâmbio cultural e estético em rede, através de iniciativas de residências, que promovam mobilidade, a experimentação artística e a reflexão crítica.

A inscrição da Bolsa Interações Estéticas - Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2012 vai até esta quarta-feira (03/10).

http://www.funarte.gov.br/edital/bolsa-interacoes-esteticas-%E2%80%93-residencias-artisticas-em-pontos-de-cultura-2012/

Interessados em enviar projetos para o Teatro Vila Velha devem entrar em contato através do 3083-4616 e do e-mail pauta@teatrovilavelha.com.br.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Mallu de verdade

Foto: @juliacomunica

Dona de um jeito muito peculiar e cheia de simplicidade, Mallu Magalhães apresentou, ontem à noite, na Sala Principal do Teatro Vila Velha, o show de Pitanga, seu trabalho mais recente. Muito à vontade (a cantora se apresentou de chinelos), ela mostrou por que é alvo de tanto burburinho, para o bem e para o mal, entre os críticos de música e entre as pessoas que acompanham a sua trajetória. Mallu é diferente. A começar pelo próprio show, que parece muito mais um ensaio, com direito a erros e testes. No meio da música Wake up in the morning, dos Rolling Stones, a cantora percebeu que havia feito algo errado e não titubeou: “Eu fiz tudo errado. Não tem problema, eu faço tudo de novo”. Imprecisa, a todo o momento Mallu olhava o roteiro do show, meio que sem norte. O que, tradicionalmente, os artistas fazem no final de um espetáculo, Mallu se diferencia por fazer no início: a apresentação da banda – Rafael Miranda (bateria), Davi Bernardo (guitarra, teclado, escaleta e vibrafone), Thiago Consorti (baixo) e Rodolfo Guilherme (flugel, percussão e trompete) – e dos técnicos. Ao se referir ao técnico de luz, ela soltou: “Como é mesmo o nome do senhor, moço?”, mostrando-se espontânea, traço marcante de sua personalidade e presente durante o show. O fato é que a cantora não estava preocupada em fazer cena. Ela foi para o palco e mostrou a própria verdade. E ponto.

Foto: @nanydac
O Marcelo veio
Cantando como quem fala e sem fazer nenhum esforço, Mallu abriu o show com a canção Cena e fez questão de agradecer aos fãs, que lotaram o Teatro Vila Velha. “Muito obrigada a vocês que vieram. Foi uma surpresa saber que os ingressos foram vendidos tão rapidamente. Estou toda exibida”, brincou. No repertório, figuraram Olha só, moreno, Por que você faz assim comigo?, Lonely, Ô Ana e Highly sensitive. Velha e louca e Sambinha bom foram acompanhadas com entusiasmo pela plateia. A cantora também apresentou sucessos como Soul Mate, Te acho tão bonito e Compromisso , do 2º CD.

Um dos momentos mais esperados do show foi o da participação de Marcelo Camelo, namorado de Mallu. “Agora é o seguinte: vou chamar uma pessoa aqui. A gente não sabe o que vai cantar. Com vocês, o maravilhoso, incrível, melhor do mundo: Marcelo Camelo”, anunciou. Juntos, cantaram A outra, do repertório dele.

 
Foto: @nanydac

Durante todo o espetáculo, Mallu foi elogiada pelos fãs e ganhou alguns presentes. O estudante de odontologia da UFBA, Danilo Azevedo, 22 anos, que não conhecia muito o trabalho da cantora, saiu entusiasmado do show. “Eu conhecia apenas duas músicas da Mallu. Ela é engraçada, divertida, descontraída e muito espontânea. O show foi muito bacana”, elogiou.


Foto: @julyggc 


Foto: @mauriciocaires


Foto: @nanydac


Texto: Raulino Júnior

Mais sobre o show: Ibahia 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fila para Mallu


Com ingressos esgotados no último dia 17/09, o show da cantora Mallu Magalhães, que acontece hoje, às 20h, aqui no Vila, tem gerado bastante frisson entre os fãs. Prova disso é a fila que começa a se formar desde o início da tarde de hoje.


Mateus Tourinho e Everton Assis, 16 e 18 anos respectivamente, são os primeiros da fila e estão super empolgados em poder assistir ao show dela. Mateus contou que conhece o trabalhdo de Mallu desde o lançamento do primeiro álbum. "Ela me ganhou numa apresentação no programa do Faustão quando não soube responder sobre a relação entre ela e Marcelo Camelo", conta. "Ela tem uma leveza, uma pureza tão angelical", finaliza.

Os meninos contaram que conheceram Mallu ontem no lançamento de uma marca de roupa no Shopping Salvador e ficaram encantados com a simplicidade e o carinho dela com os fã. "A gente achou que ela chegaria pelo subsolo do shopping, cercada de seguranças, mas não. Quando vimos, ela estava subindo a escada rolante e veio em direção a loja sorrindo. Nem acreditei!", disse Everton que ganhou da cantora a garrafa de água que ela estava bebendo com um pedido: colocar uma flor na garrafa, transformando-a em um vaso. "E eu tenho certeza que ele vai fazer isso", disse Mateus para Everton.

Pitanga
Pela primeira vez no Teatro Vila Velha, a cantora Mallu Magalhães apresenta a turnê de "Pitanga", seu mais novo álbum, no dia 26 de setembro, às 20h. O show integra a programação do projeto Vila da Música e vai contar com canções como "Velha e Louca", “Cena”, “Olha só, moreno”, entre outras.

De acordo com a crítica, este terceiro álbum é marcado pelo amadurecimento pessoal, profissional e musical de Mallu, além de sua participação nos instrumentos, como bateria, piano e guitarra, nunca antes explorados pela cantora.

Com composições próprias em português e inglês, o álbum foi produzido por Marcelo Camelo e co-produzido por Victor Rice e contou com a participação de músicos como Kassin, André Lima (teclados), François (trombone), Josué (flauta), Daniel D’Alcantara (flugel horn) e Maurício Takara em duas baterias.

O Vila da Música conta com o patrocínio da Oi através do Faz Cultura e tem apoio do Oi Futuro.

A “Muvuca” dos corpos - O novo espetáculo do Viladança


O homem nasce cercado por pessoas que celebram a sua vinda ao mundo. O indivíduo não vive só, tampouco deseja envelhecer sozinho. A humanidade se desenvolveu devido a conflitos de opiniões, ideias que se repeliram ou que juntas construíram muralhas. De certo, é sobre este encontro de pessoas que se trata a abordagem do novo espetáculo do Núcleo Viladança. 

Exposição de pensamentos, modos de vida, religiões, sexualidades, raças, oposições políticas, pontos de vista, formas de se expressar, preferências e conceitos. Tudo isso são características humanas que ficam mais nítidas quando há aproximação entre os povos, onde o contraste se torna visível. É esta muvuca que possibilita a troca de conhecimentos, o partilhar de experiências e a exposição de pensamentos. Nas últimas décadas, o avanço tecnológico facilitou a comunicação, diminuiu as fronteiros geográficas colocando todos os seres humanos em janelas vizinhas. Através de uma discagem ou conexão continentes navegam até estarem lado a lado. Este contínuo diálogo teve como causa a diversidade cultural como um dos temas principais nas discussões da contemporaneidade. Indo além do encontro, refletindo sobre os efeitos deste impacto e as conseqüências desta colisão. O projeto Muvuca propõe um novo ângulo de visão, um olhar estrangeiro sobre as relações do homem com o universo. Um convite para ver a natureza em seu abstrato, liberar a imaginação, enxergar as notas musicais. Ouvir o silêncio, as ondas do mar, o eco, fluir ao desconhecido. Deixar florescer as percepções, sentir o cheiro do vento, do nascer do sol, transgredir a racionalização. Provar o sabor da chuva, da lágrima, da saudade, ter uma mente insaciada por descobertas. Tocar o sol, as nuvens, os ossos, visitar o inabitável.

De início a diretora e coreógrafa, Cristina Castro, discorreu um artigo como produto bruto. Coube junto a seus dançarinos a tarefa de lapidar a obra prima. Reunidos, fizeram sessões de experimentações corporais. O grupo teve como base o Contato Improvisação, embora o projeto final não seja algo improvisado. Cada movimento é estudado, elaborado, conectado a um desdobramento, toda estrutura performática será delimitada em tempo e espaço. Durante estes experimentos descobriram que existiam movimentos com uma mesma linearidade. Separados em grupos, lembravam determinados objetos que, foram denominados por uma cor, como os movimentos referentes ao mar intitulados de azul.

A montagem será dividida em quatro blocos, cada um representará uma cor. O primeiro bloco será o branco, o qual revela a luz e não os dançarinos, o ponto de partida, o sair do nada, a primeira conexão, a folha de papel. As outras cores serão o azul (o organismo), o vermelho (os espaços) e o amarelo (o deslocamento).

O espetáculo usará projeção de vídeos em três telas móveis para construir a dramaturgia da peça, contribuir com a dança e interferir nas cenas. As telas são elementos decisivos para situar o ambiente. A execução da música neste projeto não é uma trilha sonora, mas a musicalidade da matéria. Os corpos dos dançarinos fluem ao ritmo dos sons, a uma extrema conexão entre a ação e o que se ouve. As cores possuem vibrações, estão contidas no instrumental reproduzido. O toque de um encontro ou repulsão de uma despedida é marcado por uma batida musical.

Para Cristina Castro, Muvuca é um espetáculo para o público experimentar e não entender. Por ser uma obra subjetiva e sugestiva, se assemelha a uma pintura. Seus traços e cores despertam emoções no espectador que, ativa uma experiência sensorial, ele deve se permitir a contaminação para questionar que sensações lhe provocam. O planeta está em movimento, tal como a montagem cênica é efêmera, não está localizada em um ponto fixo, por ser abstrata, tudo pode acontecer. O mais próximo do que seria o projeto são as mudanças que ocorrem dentro de um organismo.

Observar, caminhar, encontrar, cumprimentar, ter o primeiro toque, interagir e reagir. A causa, o efeito, encontros e desencontros, estímulos, mudanças, construções e desconstruções, a intenção, os estados de espírito, tempos, impulsos, variação de tons, texturas. Fluir conforme a música, ajustar o tempo no espaço, buscar a profundidade. A luta, as barreiras, a perda, a despedida, os caminhos, as direções. O atrito é o que puxa e repulsa, o movimento de desfaz como algo natural da reação, os dançarinos devem permitir que isso ocorra. O apoio, os contrapontos, a sustentação, a confiança, a harmonia e a sincronia. A plástica, as formas, o deslizar, o navegar, o viajar. Entrar no outro, ir até onde os corpos permitirem, o entrelace, chegar ao limite e depois dizer adeus. O Muvuca não se define, não se limita. Não está fora, mas está dentro. É a aura, a alma, a vida, o âmago de cada ser vivo.

Texto: Rafael Samaia
Foto: Flickr do Viladança

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Promoção Mallu Magalhães no Vila da Música!


O Vila da Música e o Teatro Vila Velha prepararam uma surpresa para os fãs de Mallu Magalhães! Separamos dois ingressos para o show desta quarta e vamos sortear um no Twitter e outro no Facebook do Vila da Música!

Quer concorrer? Então curta a fan page e siga o Vila da Música!

Pela primeira vez no Teatro Vila Velha, a cantora Mallu Magalhães apresenta a turnê de "Pitanga", seu mais novo álbum, no dia 26 de setembro, às 20h. O show integra a programação do projeto Vila da Música e vai contar com canções como "Velha e Louca", “Cena”, “Moreno do Cabelo Enroladinho”, entre outras. De acordo com a crítica, este terceiro álbum é marcado pelo amadurecimento pessoal, profissional e musical de Mallu, além de sua participação nos instrumentos, como bateria, piano e guitarra, nunca antes explorados pela cantora.

O sorteio será realizado dia 26/09 (quarta), às 14h.

Para participar da promoção no Facebook é necessário curtir a Fan Page do Vila da Música. Regras no Facebook. No Twitter, é preciso ser seguidor do @VilaDaMusicatvv e dar RT (retweet) na seguinte mensagem:

O @VilaDaMusicaTVV vai me levar pro show da Mallu Magalhães nesta quarta no @TeatroVilaVelha! http://kingo.to/1bJP #VilaDaMúsica

Sobre o RT:

- Vale qualquer tipo (copiando/colando, RT pelo botão, RT por comentário), desde que não modifiquem a mensagem e o link!

Regulamento:

1. A participação é voluntária e gratuita. Qualquer pessoa física residente no Brasil pode participar desde que tenha uma conta no Twitter/Facebook e a mesma não seja protegida.

2. O participante deve ser seguidor do @VilaDaMusicatvv e também deve dar RT (retweet) na mensagem com o link da promoção. (Não edite!)

3. O vencedor será escolhido por meio de sorteio realizado pelo Sorteie.me. E o resultado será anunciado no Twitter e no Facebook do Vila da Música.

4. Divulgado o resultado, o vencedor será contactado via DM (Mensagem Direta) no Twitter e Mensagem no Facebook. Caso não responda até as 17hs do dia 26/09 (quarta) perderá o prêmio.

Boa sorte!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Novidades da casa - de 21 a 28/09


O Núcleo Supernova encerra neste fim de semana a temporada de "Drácula", espetáculo dirigido por Marcio Meirelles, baseado em um dos mais célebres romances de horror de todos os tempos: o homônimo Drácula, de Bram Stoker (1897), e marcado pelas interfaces entre o teatro, a tecnologia e as novas mídias. Na próxima semana, os atores Luisa Proserpio e Ciro Sales embarcam para o Rio de Janeiro e participam do Festival de Cinema do Rio. Os atores estão no elenco do filme "A Coleção Invisível", dirigido por Attal, inspirado no conto do escritor austríaco Stefan Zweig, e que concorre ao troféu Redentor. O filme conta a história de um jovem que herda um antiquário cheio de dívidas do pai, o que determina uma grande mudança em sua vida.

Roquildes Jr. conta, diretamente de São Paulo, o que anda acontecendo com A Outra Cia de Teatro: "Essa semana fomos até Campinas para finalizar a etapa paulista do projeto Travessias Poéticas, que trata-se de uma mostra de artistas brasileiros que têm trabalhos sobre a obra de Mia Couto. Lá fizemos duas sessões de Mar Me Quer na sede do LUME Teatro. Foi fantástico. As duas apresentações estavam lotadas e ainda tivemos na platéia a presença de Carlos Simioni, fundador do grupo. Além disso, seguimos com a temporada de Mar Me Quer, às sexta e sábados, às 21 horas, e Remendo Remendó, aos domingos, às 16 horas, dando seguimento a ocupação da FUNARTE SP. E também estamos a todo vapor com os preparativos do seminário Memorial Brasil de Artes Cênicas - Etapa Bahia, que acontece no dia 17 de outubro, em Salvador".

O Núcleo Viladança está na reta final da preparação d e "Muvuca", sua nova montagem, que tem estreia prevista para o dia 12 de outubro, aqui no Vila. Ontem foi o dia em que os intérpretes-criadores Bárbara Barbará, Leandro de Oliveira, Leonardo Muniz, Mariana Gottschalk e Sérgio Diaz ensaiaram "Muvuca" pela primeira vez no palco! Para criar a coreografia, a diretora Cristina Castro trabalhou com a elaboração de diferentes contos, ou seja, várias histórias curtas que buscam investigar o encontro e a conexão. São quadros que trabalham as emoções das cores e as fronteiras poéticas que revelam a identidade humana: azul, amarelo, vermelho, branco e preto.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O Núcleo de Estudos Interdisciplinares Sobre a Mulher divulga inscrições para o curso de formação em gestão de políticas públicas em gênero e raça


O Núcleo de Estudos Interdisciplinares Sobre a Mulher (NEIM) da Universidade Federal da Bahia divulga a reabertura de inscrições para o curso de formação em gestão de políticas públicas em gênero e raça - modalidade extensão.

O objetivo do curso é formar profissionais aptos(as) a atuar no processo de elaboração, aplicação, monitoramento e avaliação de projetos e ações de forma a assegurar a transversalidade e a intersetorialidade de gênero e raça nas políticas públicas. A meta é que a Administração Pública desenvolva instrumentos para transformar a preocupação com a equidade de gênero e raça em ações permanentes e sistêmicas incorporadas à agenda pública. 

O período de inscrição é de 18 a 28 de setembro de 2012 e o curso é dirigido a servidores/as dos três níveis da administração pública, integrantes dos Conselhos de Direitos da Mulher, dos Fóruns Intergovernamentais de Promoção da Igualdade Racial, dos Conselhos de Juventude  e às/aos dirigentes de organismos não-governamentais ligados à temática de gênero e da igualdade Etnicorracial. O candidato precisa ser servidor(a) de um dos três níveis da administração pública (Federal, Estadual ou Municipal) ou ser integrante de conselhos de controle social ou organismos não governamentais que trabalhem com a temática de gênero e igualdade etnicorracial.

Mais informações:http://www.ppgneim.ffch.ufba.br/noticias/exibir/164

Inscrição: aqui

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Funcionamento do Teatro Vila Velha



O Teatro Vila Velha não concorda com a realização da Feira da Paróquia de Santana no Passeio Público e questiona a cobrança de ingresso para entrada a um parque público, utilizado todos os dias por centenas de pessoas que buscam um ambiente tranquilo e acolhedor, em favor de um interesse privado, prejudicando o acesso a uma instituição, que tem seu interesse público reconhecido pelo Estado e apoiado por este, inclusive financeiramente.

O Termo de Cessão de Bem Público consolidado entre o IPAC e a Paróquia do Santíssimo Sacramento de Santana para a realização da Feira da Paróquia de Santana, no período de 21 a 23 de setembro de 2012, interfere diretamente nas atividades do Teatro Vila Velha. Tal evento ocorrerá no Passeio Público, ÚNICA via de acesso à bilheteria e entrada principal do Teatro.

A acessibilidade de idosos e portadores de necessidades especiais ao Teatro Vila Velha fica comprometida, pois temos estacionamento reservado e rampas de acesso na entrada do teatro, que facilitam o deslocamento destas pessoas, que terão que atravessar obstáculos para chegarem ao Teatro. Caso aconteça alguma emergência no teatro, as saídas de emergência estarão bloqueadas por pessoas e estruturas da Feira.

O evento tem como proposta a realização de uma feira gastronômica, musical e filantrópica, que prevê cobrança de ingresso na entrada do Passeio Público, o qual, segundo a Paróquia do Santíssimo Sacramento de Santana, será revertido para suas obras sociais.

O Vila tem contrato com produções externas para a realização de apresentações nos dias da Feira e o bloqueio do acesso ao Passeio Público irá gerar prejuízos imensuráveis. É importante frisar que tais eventos já foram divulgados em meios de comunicação públicos e privados.

Diante desse panorama, faz-se necessário questionar qual o interesse público que justifica o apoio estatal a uma organização religiosa em detrimento de uma organização social, instalada e exercendo ordinariamente suas atividades em um mesmo espaço há 48 anos. Um Estado declaradamente laico, não deve privilegiar apenas o interesse à uma causa religiosa, quando há expresso prejuízo à maioria da população, exceto às de matrizes africanas pelo caráter de combate ao racismo.

O Teatro Vila Velha é um centro de cultura que há 48 anos presta um relevante serviço à sociedade baiana, tendo como um dos seus objetivos o desenvolvimento social através das artes. A experimentação, a discussão e a elaboração crítica sempre foram valores norteadores em suas realizações, que priorizam projetos tanto socialmente relevantes quanto artisticamente inovadores.

Funcionamento
A entrada de veículos no Passeio Público está fechada até o domingo, 23/09, devido aos preparativos e realização da Feira da Paróquia. A programação do teatro está mantida e o espectador deve informar na entrada do Passeio Público que está vindo para o teatro, para que não haja cobrança do ingresso da Feira.

No final de semana, teremos as últimas apresentações do espetáculo "Drácula", espetáculo do diretor Marcio Meirelles, baseado em um dos mais célebres romances de horror de todos os tempos: o homônimo Drácula, de Bram Stoker (1897), encontro do Tomaladacá e reunião do Movimento Desocupa.

A bilheteria do Teatro permanece no mesmo local e funciona de acordo com a programação.

Drácula
21 a 23/09 | sex a dom | 20h
R$ 30 e 15
Sala Principal

Encontro do Tomaladacá
22/09 | sáb | 9h
Aberto ao público

Reunião do Movimento Desocupa
22/09 | sáb | 9h
Aberto ao público

Corporação sanguinária - O Drácula da contemporaneidade



O novo espetáculo de Marcio Meirelles baseado no romance de horror de Bram Stoker (1897), Drácula, que teve sua reestreia no dia 14 deste mês no Teatro Vila Velha, tem como essência a grandeza do cenário que vincula o teatro e a tecnologia. Nenhum dos atores interpreta no palco o vampiro mais conhecido no mundo, entretanto, o Conde Drácula é visto, em alguns momentos na projeção, com imagens de filmes antigos.

Poderia ser mais uma edição do São Paulo Fashion Week ou a apresentação do show de um astro musical. Certamente, para quem não acompanhou sua montagem via Facebook, sem ter a mínima ideia de como seria o espaço cênico, teve um forte impacto. Dando a possibilidade de sentir-se membro de uma comissão ou de um evento para celebridades, o comprimento da passarela como extensão do palco trouxe uma nova dimensão de estrutura física para o público. Estando no lugar onde quase sempre é disposto para os espectadores, o palco em formato de grandes degraus, forrado por um tecido preto, causou estranhamento por fugir do convencional soteropolitano. E por estar em um nível mais elevado que a plateia, o público tem que assistir com uma visão de baixo para cima, este contra-plongée proporciona grandiosidade a obra.

Para colocar maior brilho aos olhos do público, a tela em 180° graus é um dos atrativos. A reprodução de vídeos foi utilizada para contextualizar o período histórico em que ocorre a cena, acompanhar a narrativa e dar ênfase a atmosfera. Vale mencionar que este elemento visual corresponde a esta fase atual, contemporânea, dando dinâmica e diversificando ao espetáculo.

A iluminação, um tanto estática, com focos de luz em pontos estratégicos onde os atores passam a maior parte do tempo, deixa a cargo da tela de vídeo a mudança da luz ambiente conforme as imagens nela são exibidas. A não ser pelo final da peça, quando a iluminação é essencial para determinar o seu desfecho, uma porta no fim da passarela é aberta, o que se pode ver é uma forte luz dos refletores como sinal de um amanhecer.

Referente aos elementos cênicos, enquanto ocorre a encenação os atores se revezam num banco para escrever na máquina de datilografar. O que dá a entender que estão escrevendo a história do livro Drácula, também utilizado em cena. Logo no início do espetáculo, um caixão preto com quatro rodas acentua a tragédia eminente. Empurrado de um lado para outro com a carga dramática do ator Rafael Medrado que, possui um olhar fixo e profundo capaz de intimidar e prender a atenção do público. Sua partitura em cima do caixão possuiu teor animalesco, são contorções corporais que empenham precisamente, demonstrando força e vitalidade. Outro elemento para uso da escrita é uma pena vermelha que fica presa a vestimenta da atriz Lis Luciddi que, ao escrever no vestido branco da atriz Luisa Prosérpio, remete a sua cor ao sangue pressuposto na história e no futuro da trama.

Cada ator fica na direção de um instrumento musical, eles revezam bateria, guitarra, contrabaixo e percussão.  Os acordes musicais denotam os sentimentos dos personagens ao serem tocados no clímax de uma emoção. Uma espécie de ilha de edição montada, em cima de uma mesa, faz parecer que Igor Epifânio é um DJ, o ator articula o texto com rítmica e agilidade, dando uma quebra na serenidade dos atos. Assim como a atriz Luisa Proserpio que, pela espontaneidade traz leveza à obra sendo sutil nos gestos, com uma doçura na voz e alegria ao sorrir. Juntamente com Ciro Sales formam o casal romântico da história que, entre desejos e renúncias provocam suspiros no público. Em contrapartida ao romantismo, Will Brandão com sua presença de palco traz um espírito revolucionário à cena, tendo expressão corporal e facial provocantes, que lembram o caráter vampiresco da obra.



O figurino é padronizado para todos os atores. Um delicado vestido branco transparente de tecido frágil com bordado e pregas. Acompanhado por um longo casaco preto de tecido grosso. A combinação resultada em um duelo entre o amor e o horror, a pureza e a brutalidade. Deveria haver um esforço para ter cuidado com o vestido, mas ele é usado com flexibilidade e beleza nos movimentos. Já o casaco deixa a sua marca de alinhamento, usado por ações bruscas que determinam o seu peso e vigor.

O espetáculo tem um grand finale, o salto de interpretação textual ao associar o Drácula da obra de Bram Stoker com o avanço econômico, o qual possui dentes afiados prontos para sugar a humanidade em nome do capitalismo. Desrespeita a ética provocando a destruição dos recursos naturais, agravando a desigualdade social e comprometendo a evolução humana. Uma crítica feroz as grandes corporações que concentram o poder em um grupo elitizado e um alerta para a sociedade de consumo. 

Texto: Rafael Sá Maia
Fotos: Tai Oliver



terça-feira, 18 de setembro de 2012

A arte genuína da Tribo Bóssambá


O Cabaré dos Novos, do Teatro Vila Velha, foi tomado por uma mistura de música, teatro, dança e poesia ontem à noite. O coletivo artístico Tribo Bossambá apresentou o projeto Botequim das Artes e comemorou um ano de atividade, carregando sua identidade fincada nas raízes da cultura negra e tendo a verdade artística como norte do trabalho.

“Definimos o nosso trabalho com muita verdade. O nome Tribo é pra dar essa ideia de coletividade, de consenso. Não existe ninguém acima de ninguém aqui, caminhamos sempre lado a lado”, declarou o vocalista e produtor do grupo Romero Mateus, 26 anos.

Além dele, compõem a Tribo Bóssambá Tiago Calixto (baixo), Wellington Grojão (violão), Emillie Lapa (percussão e back vocal), Eden Gordo (percussão); e os atores Heder Novaes, Shirlei Sanjeva, Adrielle Machado, Alana Ferreira e Marli Souza. A direção do espetáculo é de todo o grupo e a iluminação ficou a cargo de Edmundo Júnior.

Esquetes, bossa nova e samba
Com um nome que brinca com a expressão “Vumbora sambar?” e une bossa e samba, a Tribo Bóssambá fez um show, artisticamente, muito rico. O público pôde ver esquetes teatrais que falavam sobre relacionamentos amorosos, encontros e desencontros da vida e também o melhor do samba, com muita bossa, na voz forte e marcante de Romero Mateus.

A banda introduziu novos arranjos para clássicos da bossa nova e do samba. Romero declamava algumas letras e, ao mesmo tempo, começava a cantar, mostrando toda a criatividade presente na alma da Tribo. O repertório trouxe nomes de peso da Música Popular Brasileira, como Jorge Ben Jor, Vanessa da Matta, Seu Jorge, Tom Jobim, Tim Maia, Djavan, Claudio Zoli, Toquinho e Vinicius de Moraes. O grupo também apresentou canções próprias, como Menino Mateus, composta por Romero.

A estética diferenciada e a qualidade artística impossível de não constatar fazem da Tribo Bóssambá uma das maiores representações atuais da Bahia plural e talentosa. “É diferente de tudo o que a gente costuma ver na Bahia”, resumiu a professora Ludmila Silva, 29 anos.

Texto: Raulino Júnior
Foto: Lígia Rizério

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Drácula de Marcio Meirelles


A história do Conde Drácula de Bram Stoker é conhecida por todos, e já foi recriada e adaptada para o teatro e para o cinema diversas vezes. A adaptação de Marcio Meirelles para a peça Drácula enfrenta então os seguintes obstáculos: a responsabilidade de lidar com um dos romances ocidentais mais conhecidos e a dificuldade de contextualizar um romance do século XIX para o século XXI. A peça, em cartaz na Sala Principal do Teatro Vila Velha e realizada pela Supernova Teatro, estreou em 17 de agosto de 2012 e retornou para sua segunda temporada nessa sexta, 14 de setembro, e fica em cartaz até 23 de setembro.

A história é a mesma do romance de 1897: o excêntrico e vampiresco Conde Drácula causa terror e destruição na Londres do século XIX. Os seis personagens principais, com a ajuda do médico holândes Van Helsing, procuram exterminar a criatura. Assim como o romance, a peça decorre de forma epistolar, através de cartas e diários de bordo, o que permite ao espectador conhecer e compreender melhor os personagens. Cada ator da peça prioriza um personagem, mas não ficam presos, e permeiam por outras figuras do romance. O elenco, composto por Ciro Sales, Igor Epifânio, Lis Luciddi, Luisa Proserpio, Rafael Medrado e Will Brandão, além de Fernando Fulco como Van Helsing, dá conta do recado e a atuação é impecável. 


Um fato interessante é o personagem Van Helsing. Ele não se encontra sobre o palco, aos olhos do público, mas sim ao fundo e acima dos espectadores. A questão de um dos atores se encontrar longe da visão comum do público faz com que primeiro se pense que é uma voz em off , mas depois percebe-se que os atores no palco interagem com o ator suspenso. Esta ação diferente foge ao esperado e surpreende. É comum ver pessoas na plateia olhando para trás e mostrando aos outros o ator escondido. 

Drácula toma forma num palco aberto, onde há uma passarela e o público vê de perto os atores. A Sala Principal do Vila Velha permite uma infinidade de possibilidades na montagem de palco e a peça esbanja criatividade, fugindo ao padrão, muitas vezes clichê, de palco italiano.

Adaptar Drácula não é tarefa fácil e mais complicado ainda é adaptá-la de forma original, mas a peça de Meirelles usa e abusa de todos os recursos que lhe são possíveis.

 A musicalidade da peça é feita, quase que completamente, ao vivo, com instrumentos dispostos pelo palco e os próprios atores os tocando, o que garante um caráter intimista, criativo e, em algumas cenas, indispensável para a compreensão do enredo. A direção musical fica por conta de João Millet Meirelles. Além da sonoridade surpreendente, há algo ainda mais impressionante: nenhum ator interpreta o Conde Drácula. A não presença de Drácula no palco só o torna mais onipresente, caracterizando-o como uma imagem projetada da monstruosidade de nós mesmos. 

Apesar das singularidades já relatadas da peça, a mais fundamental e encantadora é a projeção de imagens num painel que circula o palco. As imagens estão sempre presentes e contextualizam o espectador no mundo sombrio e macabro dos personagens. Imagens da Londres do século XIX, do imperialismo britânico e seu capitalismo, de antigos Dráculas, de moscas e aranhas, de gráficos e desenhos, projetadas rapidamente ou em câmera lenta: tudo isso torna a peça uma experiência audiovisual imprescindível.

Texto: Marina Montenegro
Fotos: Tai Oliver

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O sertão da Sertanília



Som forte de tambor, samba de roda do recôncavo e música regional deram o tom do show comemorativo pelos dois anos da banda Sertanília, ontem à noite, na Sala Principal do Teatro Vila Velha. Formada em 2010 e composta por Aiace (vocal), Felipe Massumi (cello), Anderson Cunha e João Almir (viola e vocais), Mariana Marin, Raul Pitanga e Diogo Flórez (percussões), a banda alcançou um reconhecimento significativo do público e da crítica especializada. O show, que integrou o projeto Vila da Música, foi totalmente baseado no primeiro CD do grupo, Ancestral.

Alegrias e dificuldades
Durante o espetáculo, a Sertanília mostrou toda a influência que recebe da cultura sertaneja, bem como uma música centrada nas raízes dos povos formadores do Brasil. No repertório, canções que trazem um trabalho apurado de pesquisa e muita regionalidade, como Pombinha do Céu, Perfume de Flor, Incendeia e Canudos (que, no CD, tem a participação do cantor Xangai). A banda ainda apresentou Meus Buritizais Levados de Verdes, uma composição de Anderson Cunha baseada no livro Grande Sertão: veredas, de Guimarães Rosa.

Ao longo de dois anos de atividade, a banda, obviamente, teve muitas dificuldades e muitas alegrias. A cantora Aiace, 23 anos, elegeu o lançamento do CD como o momento mais alegre da caminhada do grupo. Por outro lado, a falta de espaços de show em Salvador é vista como a maior dificuldade pela vocalista. “O lançamento do nosso disco foi do jeito que a gente queria, não teve o dedo de ninguém e a casa estava lotada. Contudo, a precariedade dos espaços de show em Salvador é uma grande dificuldade para o nosso trabalho. Tocamos pouco aqui na cidade por esse motivo. A falta de espaços estruturados é um problema sério”, revelou.

Os fãs que compareceram ao show de aniversário da banda gostaram da festa. “Eu amei! Acho que eles são muito característicos, bem regional, bem sertão. É uma banda nova que tem tudo para crescer. Eu adoro o ritmo. Que eles não percam essa característica tão regional e tão raiz. Isso é o diferencial da banda”, elogiou a designer gráfico Daylane Rosário, 28 anos.

Quem quiser assistir ao show da Sertanília, tem outra oportunidade: a banda estará no II Encontro de Cantadores, no dia 20 de setembro, às 20h, no Largo Pedro Archanjo, Pelourinho. Então, agende-se!

Texto: Raulino Júnior
Foto: Lígia Rizério

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os voluntários chegaram!



O Vila recebeu hoje o primeiro grupo do Programa Formação de Jovens Voluntários para um bate-papo com os núcleos da casa. Cerca de vinte estudantes de diversas áreas compareceram e participaram de uma visita guiada pelo Teatro Vila Velha.

Gina Leite, Coordenadora Geral do Vila, fez as honras da casa e contou sobre a história do Teatro e como ele funciona. Também se juntaram ao grupo os coordenadores Heide Costa (Comunicação), Patrick Amaral (Administração), Maíse Xavier (Estúdio), Ludmila Antunes (Nós, Por Expemplo - Centro de Documentação e Memória) e Valdinéia Soriano (atriz e produtora do Bando de Teatro Olodum), que falaram sobre a história, as demandas e o funcionamento de cada setor.

Após as apresentações dos coordenadores, foi a vez dos estudantes falarem sobre experiências e expectativas acerca do trabalho voluntário. O grupo se mostrou bastante receptivo e empolgado com as possibilidades de trabalho.



Noite ensolarada no Teatro Vila Velha



“Gal Costa começou a carreira dela aqui, no Teatro Vila Velha. Neste show, Claudia Cunha faz uma homenagem a Gal, mas também a Gil, a Caetano, a Bethânia e a Tom Zé”, foi com essas palavras que o ator Jackson Costa abriu o show de Claudia Cunha, ontem à noite, na Sala Principal do Teatro Vila Velha. Logo em seguida, Jackson, que fez a direção artística do espetáculo, declamou o poema Revelação, de Paulo César Pinheiro, e deixou a cena livre para a intérprete.

Intitulado de Solar e homenageando a cantora Gal Costa, principalmente na fase tropicalista, o show de Claudia Cunha atraiu anônimos e famosos para o Vila. Acompanhada pelos músicos Jelber Oliveira (teclados e acordeon), Victor Brasil (bateria), Marcelo Rocha (contrabaixo) e Léo Brasileiro (violão e guitarra), Claudia apresentou um show repleto de emoção e de entrega, e foi muito aplaudida pela plateia.

Medo
Para fazer jus ao nome do show, Claudia entrou no palco cantando Luz do Sol, de Caetano Veloso, que foi gravada por Gal em 1982, no disco Minha Voz. Ainda no repertório, canções como Passarinho, Três da Madrugada, Arara, Olhos Verdes e Barato Total. Ao cantar Negro Amor, que foi uma das mais aplaudidas, a cantora revelou: “Selecionar o repertório foi bem difícil. Negro Amor é o meu medo, pois ela é muito definitiva na gravação de Gal. Fiquei meio receosa em cantá-la”. Uma voz da plateia tratou de acalmar Claudia: “Você arrebentou”, gritou o admirador.

Na música Baby, Claudia contou com as participações especiais de Tito Bahiense e de Sandra Simões.  Na ocasião, fazendo referência aos Doces Bárbaros, a anfitriã brincou: “Aqui é Caetano, Bethânia e Gal. Faltou o Gil, que sempre perde o voo” e fez a plateia gargalhar.

Prestígio
A estética tropicalista estava presente no figurino, no cabelo (solto e volumoso) e na postura de Claudia Cunha durante o show. Ao longo do espetáculo, ela conversava com a plateia e agradecia a presença de todos. Artistas e pessoas ligadas ao universo cultural foram prestigiar a cantora e saíram com uma ótima impressão após o show. A cantora Nara Gil, 46 anos, declarou: “Diva! Diva! Diva! Amei tudo: os arranjos, a concepção, o repertório. É Gal Costa, mas não é. É Claudia! Ela conseguiu imprimir a personalidade dela em músicas que foram eternizadas na voz de Gal”.

O radialista, produtor artístico e um dos idealizadores do projeto Música Falada, Andrezão Simões, 46 anos, ficou feliz em ver que os artistas baianos estão aceitando a figura do diretor em seus shows. “Fico feliz em ver que os artistas estão começando a aceitar a direção artística, que dá outra linguagem aos shows. Hoje, Claudia me fez lembrar o quanto Gal é importante e o quanto ela contribuiu para a canção brasileira. Claudia é um talento da música. O show foi primoroso”. A cantora Márcia Short, 44 anos, afirmou: “O show foi lindo, divino, maravilhoso! Um ótimo motivo para sair de casa”. Para a cantora Manuela Rodrigues, 33 anos, Claudia Cunha conseguiu mostrar um lado dela que poucos conhecem. “Eu sou suspeita em falar qualquer coisa, porque sou fã da Claudinha. Admiro como artista e como amiga. Esse show trouxe outro lado dela, uma Claudia mais aberta”.

O ator e apresentador do programa Soterópolis (TVE-BA), Ricardo Castro, 41 anos, destacou a coragem de Claudia Cunha em homenagear Gal Costa. “Eu acho de extrema coragem qualquer cantora brasileira mergulhar no repertório de Gal. Acho que Gal, assim como Elis, é uma esfinge: ou você decifra ou ela te devora. Eu acho Claudia Cunha uma grande e corajosa cantora. A banda que a acompanha é dos sonhos, incrível. Adorei! Mas acho que ela deveria ter escolhido o repertório mais jazzístico de Gal.” Outro artista que marcou presença no show foi o cantor e compositor J. Velloso, 51 anos. Ele fez críticas positivas em relação ao espetáculo: “Achei lindo! Adorei a ideia e a seleção de repertório. Adoro quando as coisas fogem do óbvio. Ela fez um show elegante”.

No final do show, Claudia foi ovacionada e recebeu os cumprimentos de amigos e admiradores. Emocionada, afirmou: “Estou transbordando de felicidade e de alegria. Feliz em ver tanta gente querida aqui. Acho que o Vila ficou pequeno para o Solar”.

Texto: Raulino Júnior
Fotos: Lígia Rizério

Veja mais fotos do show no perfil do Vila da Música.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Super-Heroi Lado a Lado*


Lázaro Ramos em cena na novela Lado a lado

Ontem estava em casa com minha família e às 18h corri pra frente da tv pra ver a mais uma estréia na telinha. Preparei a pipoca e tudo.Isso porque vi nas chamadas,durante a semana, muitas coisas que me chamaram a atenção nesse novo folhetim que foi ao ar.

Quando começou me deparei com situações que jamais tinha visto na televisão desde que nasci. Vi um cara bonito e elegante andando no meio das pessoas iguais a ele e demarcava espaço no local onde mostraria suas habilidades como barbeiro.Inteligente e encantador na arte de falar com os seus,agora,vizinhos e sagaz e humano quando se mostrou forte,consciente e conquistador com muita ginga.

A gente vibrava no sofá com os movimentos do Zé Maria.Viajei.Parecia com às vezes que eu me sentava à frente da tv preto e branco, pra assistir meu super herói favorito Japonês,e que me fazia acreditar que eu podia voar e derrubar 4 ou 5 adversário num contragolpe,também.Tudo isso na minha infância.E essa verossimilhança do Zé me encantou.

E quando ele tirou a mascara e se revelou o ser humano por traz da fantasia foi sublime e diferente demais.O artista que representava o Herói Ze Maria-Lázaro Ramos,pela primeira vez era Negro-Herói,parecia de fato com meu pai.E a mulher que provavelmente será sua "Maravilha Mulher"estava lá junto com seu pai.É uma família com possibilidade de crescer quando eles se juntarem.Vi religião de matriz africana,ao invés de Dogmas cristãos europeus como de costume.

Mais uma coisa me chamou à atenção: o modo como foi abordado e apresentado o Racismo. Era evidente o preconceito com os negros nas ações e reações dos brancos naquelas cenas.Vale ressaltar que o Super-Heroi,agora,sentado à mesa do restaurante mais caro do lugar,com sua futura senhora,sob o olhar do garçom e os demais clientes,envolvido por um silêncio ensurdecedor,fez questão de explicar para àqueles que "…esse é meu lugar,também.Estamos no século XX…"

Diferente de todos os outros, esse Herói não soltava raio laser,teias de aranha,balas de revolver…ele vestia-se de alegria,brincava de jogar capoeira e tinha noção de espaço,tempo e um nome parecido com dos meus tios ZÉ Carlos e Tia MARIA.

Tomara que as crianças e adultos tenham visto o que vi Lazaro Ramos,Camila Pitanga,Milton Gonçalves e Zezeh Barbosa sendo: SUPER HEROIS BRASILEIROS.

Avance Zé Maria!

Texto de Érico Brás*

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Maria da Graça

Em 1964 inaugurava o Teatro Vila Velha, e Maria da Graça, futuramente Gal Costa, apresentou-se com uma turma promissora, Bethânia, Gil, Tom Zé, Caetano e outros, era o show Nós, por exemplo, que reunia alguns dos futuros integrantes da Tropicália. O sucesso da apresentação levou-os à montagem de Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova e em 1966, com a participação de Pitti, Maria daGraça apresentou o show Depois do Carnaval. A artista foi para o Rio, mudou o nome e conquistou o Brasil. Por aqui no Vila ela se apresentou ainda com a turnê dos memoráveis shows Fa-Tal e Índia. 

Perfil de Fernando Fulco no jornal A Tarde


clique na imagem para ampliar

Em perfil publicado no jornal A Tarde de 10 de setembro, a jornalista Eduarda Uzeda destacou alguns importantes pontos da carreira do ator Fernando Fulco.

Fulco é ator desde 1975 e transita muito bem entre diferentes correntes das artes cênicas, já ganhou alguns prêmios de melhor ator e seu talento pode ser conferido no espetáculo Drácula (14 a 23/09). Confira na matéria o que dizem Maria Eugênia Millet, Chica Carelli, Marcio Meirelles, Luiz Marfuz e Gideon Rosa.

Matéria completa abaixo:



Muitos em um 

PERFIL O premiado ator Fernando Fulco há 37 anos mostra sua arte nos palcos baianos.
Respeitado pelos pares, esbanja talento

A história do teatro baiano de quase quatro décadas não pode ser dissociada da trajetória artística do ator Fernando Fulco, 58 anos. O intérprete, que há 37 anos vem brilhando nos palcos da cidade, atuou em várias frentes: do teatro militante ao de vanguarda; do clássico ao moderno; da cena alternativa à contemporânea.

Fulco também transitou, com o mesmo talento e versatilidade, por diferentes correntes das artes cênicas: do realismo ao expressionimo, da tragédiaaosurrealismo, do épico ao absurdo. 

Protagonista de várias peças, representou inesquecíveis personagens, como Baal, Macbeth, Fausto e Senhor Puntila (da obra O Senhor Puntila e o seu Criado Matti, de Bertoltd Brecht). Também imprimiu uma marca autoral em participações marcantes de peças, como Salomé, Album de Família, Mãe Coragem, Medeia, A Ópera dos Três Mil Reis e Fala Comigo Doce como a Chuva, só para citar algumas.

Repertório cênico
Este ricorepertório cênico-emocional, acumulado ao longo dos anos, é traduzido, em cena, numa atuação viva, precisa, vibrante, orgânica, mesmo quando o personagem é secundário na trama.

É o que acontece no espetáculo Drácula, que volta a cartaz a partir de sexta-feira, no Teatro Vila Velha. No papel de Van Helsing, cientista que combate o vampiro, Fulco prova que está em plena forma.

Experiência não lhe falta para encarar desafios. Ele participou dos antológicos grupos teatrais Amador, Amadeu(com Rogério Menezes e Nélia de Carvalho) e Avelãz y Avestruz (com Márcio Meirelles, Mária Eugênia Milet, Hebe Alves, dentre outros), sem falar na atuação, nos anos 80, do Circo Troca de Segredos, um trabalho mais alternativo.

Fulco, que trabalhou comdiferentes diretores, também foi versátil nos espaços teatrais: atuou tanto em espaço teatral convencional (palco italiano), como os de arena, semiarena, circo e rua.

O início
Nascido Fernando Borges Fulco, natural de Ilhéus, mas criado em Jequié, o intérprete veio para Salvador, em 1975, para trabalhar na área de contabilidade na Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (Sanbra). “Foi então que Rogério Menezes (jornalista e escritor) me convidou para trabalhar no grupo Amador Amadeu. Nunca tinha pensado em fazer teatro antes, mas acabei me apaixonando”, conta.

O primeiro prêmio veio com a montagem Os Saltimbancos, direção de Deolindo Checcucci. “No papel do jumento, recebi o Prêmio Martim Gonçalves de Ator Revelação”, recorda. Seguiram-se os prêmios Martim Gonçalves de Melhor Ator com os espetáculos Baal, Álbum de Família e Bent.

Cinema
No cinema, Fulco marcou presença nos longas SuperOutro Eu me Lembro, O Homem que não Dormia (Edgard Navarro), Central do Brasil(Walter Salles) e Cidade Baixa (Sérgio Machado), dentre outros.

“Fernando Fulco é intenso, sensível, intuitivo... ele fez esta opção difícil, de ser ator em Salvador, semse vender a apelos globais. É um ator radical,” afirma a diretora teatral Maria Eugênia Milet.

A atriz e diretora Chica Carelli depõe: “Fulco é um dos melhores atores da Bahia. Qualquer coisa que faz ou fale no
palco tem uma força muito grande”. O diretor Márcio Meirelles reforça: “Fulco é um dos melhores atores baianos que conheço. Ele tem uma qualidade específica dos bons atores: está possesso e consciente em cena”.

“Trabalhar com Fulco é um prazer e um privilégio. No palco, temumsilêncio que ensina, fascina..”, diz o ator Gideon Rosa. Já o diretor Luiz Marfuz lembra que “Fulco transita por diversas facetas do teatro baiano, em diferentes estéticas. É o símbolo do ator contemporâneo e imprime uma marca pessoa a tudo que faz”, finaliza.

Grupo Mapa Teatro encerra as atividades do Filte Bahia no Teatro Vila Velha



Com um quê de documentário, o Grupo Mapa Teatro encerrou as atividades do 5º Festival Latino Americano de Teatro (Filte Bahia), no Teatro Vila Velha, com a apresentação da peça Testigo de las Ruinas. Dirigido por Heidi Abderhalden (que assina o texto) e Rolf Abderhalden, o espetáculo usou os recursos das novas tecnologias para contar a história de destruição de um bairro da cidade de Bogotá. Nas projeções de vídeo, o público acompanhou as cenas de destruição do bairro e, ao mesmo tempo,a construção de um parque naquele lugar. Com performances impressionantes, Testigo de las Ruinas trouxe para o palco a única testemunha viva do acontecimento: a senhora Juana Ramírez. Através de um depoimento gravado, ela narrou os momentos de aflição pelos quais passou; enquanto isso, ao vivo, preparava uma iguaria típica da Colômbia. 

Quem assistiu, aprovou o espetáculo. "Eu gostei da peça e da projeção, que é algo totalmente inovador no teatro. Achei muito criativa, parece um documentário", afirmou a bancária Deise Souza, 24 anos. O uso de novas tecnologias no fazer teatral também agradou ao espectador de Testigo de las Ruinas. O funcionário público Milton Galindo, 35 anos, sintetizou: "Acho muito bom usar esses instrumentos. Essa intervenção de realidade com diversidade de mídia é, para mim, o futuro do fazer teatral". Com mais de 30 espetáculos na programação e contando ainda com um colóquio, o Filte Bahia movimentou a cena cultural de Salvador de 1º a 9 de setembro.

Texto: Raulino Júnior

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Marcio Meirelles abre seminário na UFRJ

Foto João Milet Meirelles
Na próxima quarta-feira, 12/09, às 18h, o diretor do Teatro Vila Velha, Marcio Meirelles, abre o Seminário “Cultura/Políticas Públicas: a conexão acadêmica”, que acontece na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Marcio trará sua experiência como gestor e abordará outras formas de olhar as políticas públicas na palestra “Poder sentar um pouco à beira da estrada”.

Sobre o seminário

A Escola de Comunicação (ECO/UFRJ), em parceria com a Escola de Música (EM/UFRJ), realiza o evento  nos dias 12, 13 e 14 de setembro. A abertura (12/9) será realizada na EM/UFRJ, às 18h, e a programação principal (13 e 14/9) acontece das 9h às 18h, no Salão Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura (FCC).

O seminário é fruto do projeto interinstitucional "Democratização Cultural e Políticas Públicas: um debate interdisciplinar", realizado entre a UFRJ (EM e ECO), o curso de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Faculdade de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes).

O evento pretende debater o papel da universidade em um momento no qual a natureza do conhecimento se transforma. Embora o tema das políticas culturais seja conhecido, a academia avançou pouco no exame de seu papel e de novas possibilidades, diante do atual quadro político e cultural.

Entre outros temas, o seminário abordará o impacto das novas políticas de inclusão e massificação da educação superior sobre o pensamento universitário brasileiro, além de rever a atual situação da academia, no âmbito das relações entre o Estado e a sociedade civil.

Mais informações: aqui

Um Hamlet diferente no palco do Vila



O Grupo Teatro de los Andes apresentou, ontem, na Sala Principal do Teatro Vila Velha, o espetáculo Hamlet de los Andes, integrando o Festival Latino Americano de Teatro (Filte Bahia), que se estenderá até o dia 9 de setembro, com mais de 30 espetáculos na programação, ocupando 19 espaços culturais da Bahia. O grupo boliviano, formado pelos atores Lucas Achirico, Gonzalo Callejas, Alice Guimarães, Helder Rivera e Giampaolo Nalli, pintou e bordou no palco do Vila, fazendo uma leitura divertida da tragédia escrita pelo dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616). O clássico shakespeariano foi encenado considerando o olhar de cada ator para a obra. O texto é Diego Aramburo e a direção é do Teatro de los Andes e de Diego.

Veteranos do teatro baiano

Além de atrair muita gente interessada em teatro e na dramaturgia de Shakespeare, Hamlet de los Andes foi vista também por veteranos do teatro baiano, como Carlos Betão e Aldri Anunciação. Eles falaram ao Blog do Vila sobre a apresentação do grupo boliviano. “Acho que o teatro de Shakespeare é vivo e paira no imaginário de todo mundo. Além de abrir portas para a criatividade. A peça foi contada de uma maneira original, diferenciada e surpreendente. Isso mostra o quanto o autor é universal e que a obra não se esgota, é atemporal”, declarou Betão, 52 anos. Para Aldri, 39 anos, o grupo soube se apropriar bem do clássico do dramaturgo inglês. “Achei o espetáculo bem interessante, principalmente considerando a atual situação política da Bolívia. A encenação foi forte e debochada. Eles fizeram um bom uso do clássico”.  Quem não pôde assistir ao espetáculo ontem, não tem motivos para se lamentar. Hamlet de los Andes será reapresentada hoje, às 21h, no Teatro Vila Velha. O ingresso custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). As reservas podem ser feitas pelo telefone 3083-4600. Mais informações sobre o Filte Bahia estão no site oficial do evento: www.filte.com.br

Texto: Raulino Júnior

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Setembro tá assim


 
Arte criada por Tai Oliver para o nosso material de divulgação de setembro. 

Em setembro recebemos dois festivais internacionais parceiros, o FILTE e o FIAC! Ambos chegam à quinta edição e trazem para a cidade uma diversidade artística com espetáculos e atividades diversas.

Drácula, montagem resultado do processo em residência do Supernova Teatro com direção de Marcio Meirelles, retoma na Sala Principal sua curta temporada.


Mallu Magalhães

O Vila da Música começa com clima feminino e tropicalista. A cantora Claudia Cunha faz homenagem a Gal Costa. A artista Mallu Magalhães mostra pela primeira vez em Salvador o seu CD Pitanga. Bastante elogiado pela crítica, ele marca o amadurecimento da jovem cantora. Outra voz feminina em setembro é a de Aiace, vocalista da Sertanília, banda que apresenta um trabalho autoral que faz referência direta ao sertão e à sua gente. As projeções do Música de Agora na Bahia e o Encontro de Compositores completam a programação do Projeto. 

Os grupos residentes seguem a pleno vapor produzindo novos projetos e montagens. O Núcleo Viladança finaliza os preparativos de Muvuca, para estreia em outubro. O Bando de Teatro Olodum recebe Tadashi Endo para concluir o espetáculo Butoh Brasileiro e A Outra Cia. de Teatro segue em residência na Funarte / SP onde realiza oficinas, espetáculos e promove debates.


Ricardo Fagundes

O Tomaladacá continua promovendo encontros entre grupos amadores e do subúrbio com artistas e grupos residentes do Vila e recebe neste sábado o artista Ricardo Fagundes, que apresenta o espetáculo Toma Jeito de Gente.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Novidades da Casa - de 1° a 07/09

Novidade d´A Outra Cia de Teatro em terras paulistanas! O ator e diretor Luiz Antônio Jr. foi indicado ao Muso do Teatro em agosto pelo Portal R7 conquistando o segundo lugar, com 33.7%. Luiz concorreu com atores como Vladimir Brichta, Valmir Martins e o ganhador Mario Sergio Cabral, do Grupo Magiluth, de Recife. A Outra está em São Paulo com o projeto Nova Cena Nordestina, onde apresentam os espetáculo "Mar Me Quer" e "Remendo Remendó".

O Núcleo Supernova apresentou no último final de semana o espetáculo "Alugo Minha Língua" no Teatro Martim Gonçalves, como parte da programação do FILTE Bahia. Já no dia 14/09, o Núcleo volta a cartaz com a montagem "Drácula", de Marcio Meirelles.

As férias da Cia. Novos Novos estão chegando ao fim! Dia 11/09 o elenco retoma as atividades com força total. Aguardem que vem mais "Paparutas" por ai!!

O Núcleo Viladança está em processo de montagem do espetáculo Muvuca com ensaios durante a semana. A montagem, dirigida por Cristina Castro, foi contemplada na Demanda Espontânea do Fundo de Cultura do estado da Bahia 2011 e tem o patrocínio da PETROBRAS, que mantém as atividades do núcleo desde 2010. Acompanhe todo o processo do Projeto Muvuca!

O Bando de Teatro Olodum foi selecionado para apresentar o espetáculo "Áfricas" na quinta edição do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Fiac), que acontece de 28/09 a 07/10. Além dos ensaios de "Áfricas", o grupo retoma os ensaios com Marcio Meirelles do espetáculo “Butô Brasileiro”, uma parceria entre o Bando e Tadashi Endo.