terça-feira, 31 de julho de 2012

Hoje é dia de comemorar!


48 anos em movimento

O Teatro Vila Velha completa, hoje, 48 anos. São muitas histórias e projetos realizados, mas este ano comemoramos também com o que vem pela frente!


Ainda para 2012 o Teatro Vila Velha anuncia três estreias de grande importância. Drácula, um resultado da residênca artística do Supernova Teatro e que tem direção de Marcio Meirelles, Muvuca, espetáculo da coreografa Cristina Castro, que volta a assinar nova direção depois de quatro anos e Butô Brasileiro, montagem do Bando de Teatro Olodum num processo colaborativo com o mestre do Butô Tadashi Endo.

Outras boas novas chegam dos projetos. A Outra Cia. de Teatro foi contemplada no edital Programa de Cultura Banco do Nordeste/BNDES Edição 2012 com três projetos: Troca-troca, intercâmbio com grupos de outros estados; Na Beira Mar, de difusão do Mar Me Quer em localidades ribeirinhas ; Outras Cenas, de circulação dos espetáculos Remendo Remendó e Colcha de Retalhos. O grupo segue em agosto para São Paulo, onde inicia residência integrando o projeto Nova Cena Nordestina, ganhador do edital de Ocupação da Sala Carlos Miranda/ FUNARTE, uma parceria com o grupo potiguar Clowns de Shakespeare e os pernambucanos do Magiluth. A Cia. apresenta na terra da garoa os espetáculos Mar Me Quer e Remendo Remendó, além de ministrar oficina, fazer intercâmbio com grupos locais, e promover duas mesas sobre o teatro de grupo dentro e fora do eixo Rio-São Paulo. Como essa turma não pára, a companhia está a pleno vapor para criação do Memorial Brasil de Artes Cênicas, um espaço virtual criado para o registro e a memória das artes cênicas no Brasil. É uma construção a longo prazo, mas já estão registrados nomes como Chica Carelli, Cristina Castro, Sônia Robatto, Gideon Rosa, Vavá Botelho, Fábio Espírito Santo e muitos outros.


O Programa Vila da Música segue movimentando a cena musical baiana. Este ano, com patrocínio da Oi através do FAZCULTURA e apoio da Oi Futuro, o programa segue com fôlego para trazer artistas que se destacam, é o caso de Junio Barreto, que vem pela primeira vez para Salvador e é uma aposta nacional da nova MPB.
Aproveite e faça parte desta história!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Resumo da programação - semana de 30/07 a 05/08



Beleza, segredos do maluco | Música |  30/07 | seg | 20h | R$ 20 e 10 | Cabaré dos Novos


Baseado na obra de Raul Seixas, o show acontece a partir das 20h e vai contar com os alunos de canto do Projeto Voz e Criatividade sob a direção e orientação do Professor Marcelo Jardim




Tabuleiro Musiquim | Vila da Música | 02/08 | qui | 20h | R$ 20 e 10 | Sala Principal

A identidade da Tabuleiro está presente nas letras que traduzem o cotidiano regional, sua sensualidade, samba, religiosidade e brejeirice.




Breve [outono-inverno] | Companhia Teatro da Queda | 04 a 26/08 | sáb e dom | 18h | 
R$ 20 e 10 | Cabaré dos Novos 


Os atores mergulham no universo da palavra escrita e propõem um jogo com a plateia através de cartas.

Grupo mineiro encerrou programação do projeto Habite-se



O Grupo Teatro Invertido (MG) apresentou o espetáculo Proibido Retornar no Teatro Vila Velha, encerrando a programação do projeto Habite-se. Ao contar a história de um homem que sai de sua cidade para buscar melhores oportunidades numa metrópole, a peça surpreendeu o público pelo apuro dos recursos cênicos utilizados e também pelo desempenho dos atores Robson Vieira, Kelly Crifer, Leonardo Lessa e Rita Maia. Cheia de metáforas, a montagem traz os próprios personagens contando suas histórias, em 3ª pessoa, e coloca o público para participar de maneira efetiva das ações. Isso, por sinal, justifica o nome do grupo. “A gente quer tirar o espectador desse lugar passivo e inverter um pouco a situação”, explica a atriz Rita Maia, 38 anos.

Humor

O drama Proibido Retornar foi escrito por todo o grupo e tem direção coletiva. Apesar de mostrar as dificuldades e humilhações que um migrante enfrenta ao tentar a vida numa cidade grande, o humor tem forte presença no espetáculo. Num dado momento da peça, ao receber um cartão de crédito, Moacir, o protagonista, exclama: “Ó, mãe, tô virando gente!” e faz a plateia cair no riso. Porém, a peleja de Moacir não é bem-sucedida. A cidade grande o humilha e acaba com seus sonhos. Moacir vira mendigo e enlouquece.

Proibido Retornar foi a última ação do projeto Habite-se que, durante dez dias, trouxe ao Teatro Vila Velha grupos de diferentes estados do Brasil com o objetivo de apresentar seus espetáculos e trocar experiências com grupos da Bahia. A programação contou ainda com oficinas e com o debate Encontro de (In) Formação Política.


Texto: Raulino Júnior

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Grupo Magiluth apresenta “1 Torto” e “O canto de Gregório” no Vila




O grupo pernambucano Magiluth apresentou os espetáculos 1 Torto e O canto de Gregório ontem à noite, no Teatro Vila Velha, dentro do projeto Habite-se. Com texto e atuação de Giordano Castro, sonoplastia de Pedro Vilela e direção de Pedro Wagner, o monólogo 1 Torto revela o ser humano com suas manias, costumes, erros e acertos. Durante todo o espetáculo, vê-se um homem se mostrando e pedindo a ajuda da plateia, como se quisesse se entender. Sendo uma espécie de jogo dramático que, como todo jogo, exige a participação das pessoas, a peça é uma brincadeira do fazer teatral. O ator explica o cenário, as marcações, a função dos objetos cênicos e repete o texto, como se estivesse num ensaio. Abre precedente também para dizer que está nervoso e que vai precisar muito da plateia, o que sinaliza o caráter interativo da montagem. 1 Torto mostra o ser humano tal qual ele é: inquieto, inseguro, cheio de defeitos, carente  de atenção e que, por tudo isso, é um torto. “O intuito do espetáculo é o de entender os sentimentos e mensurar aquilo que se sente. Tenho certeza que as pessoas se identificaram com muita coisa que foi colocada aqui”, afirmou Giordano Castro, 26 anos.

Questões filosóficas

O canto de Gregório traz discussões filosóficas sobre o que é a bondade e apresenta um homem lutando com a própria consciência para entender por que assassinou um cidadão. Escrito por Paulo Santoro e com elenco formado por Everaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres e Pedro Wagner (Gregório), o espetáculo do Grupo Magiluth surpreende pela técnica e pela interpretação dos atores. Pedro Vilela assina a direção, a iluminação e a trilha sonora.  O grupo utiliza brinquedos como objetos cênicos e os espectadores participam das ações. Com texto bastante hermético, é preciso ter atenção redobrada ao assistir à peça.  “É uma história fechada, abstrata e subjetiva. Retrata as confusões de uma pessoa e o ator que faz Gregório consegue mostrar isso muito bem, já que tem uma boa expressão facial e corporal. O espetáculo faz refletir muito sobre o que é a bondade”, opina o professor da Faculdade Vasco da Gama, Rodrigo Ferreira, 25 anos. Tanto 1 Torto quanto O canto de Gregório podem ser conferidos hoje, mais uma vez, no Teatro Vila Velha1 Torto, às 18h e O canto de Gregório, às 20h. O ingresso custa R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). As reservas podem ser feitas através do telefone 3083-4600. Mais informações sobre o projeto Habite-se estão no site www.teatrovilavelha.com.br.
Por que MAGILUTH


O nome do grupo pernambucano nasceu de uma situação inusitada, como conta Giordano: “Em 2004, quando a gente surgiu, participamos de um festival de teatro e tivemos que escolher um nome para o grupo na hora da inscrição. Daí, pegamos as primeiras sílabas dos nomes dos componentes e o batizamos de Magiluth. MA (de Marcelo), GI (de Giordano), LU (de Luciano) e TH (de Thiago)”. Marcelo Oliveira e Thiago Liberdade não fazem mais parte do grupo, mas os meninos decidiram manter o nome. O Magiluth aindaconta com Mário Sérgio Cabral no elenco.


Texto: Raulino Júnior

terça-feira, 24 de julho de 2012

Nos caminhos de Diamantina


Foto Rafael Grilo

Marcio Meirelles, diretor do Teatro Vila Velha, esteve em Diamantina, Minas Gerais, para ministrar oficina de PERFORMANCE NEGRA E NOVAS TECNOLOGIAS no festival de inverno de lá. 

Marcio entrevistou pessoas idosas, captando imagens de vídeo para os atores contracenarem com essas imagens, da mesma forma como foi o processo de construção do espetáculo Bença. 

Durante o Festival. Marcio encontrou com Zezé Mota, que ficou marcada pela sua atuação como Chica da Silva no filme homônimo de 1976, dirigido por Cacá Diegues. 


Grupo Magiluth apresenta dois espetáculos dentro da programação do Habite-se


O Canto de Gregório

Acontecem hoje e amanhã, no Teatro Vila Velha, as apresentações dos espetáculos "Um torto" e "O Canto de Gregório", ambos encenados pelo Grupo Magiluth (Pernambuco).


“Um Torto” pode ser um grito de desespero, uma declaração de amor ou simplesmente uma conversa entre amigos. O texto de Giordano Castro dialoga com um reality show, a partir do momento que o público é exposto às reflexões e aos conflitos do personagem. As questões emocionais são tratadas de forma essencialmente pessoal e o ator se dirige diretamente ao público convidando-o a participar daquele momento.

Quarto trabalho do grupo de teatro independente pernambucano Magiluth, “O Canto de Gregório” (2011) tem autoria do paulista Paulo Santoro e foi criado no núcleo de dramaturgia do CPT-SESC, coordenado por Antunes Filho. Na peça, o público é conduzido à cabeça branca e tortuosa do personagem Gregório, homem que chega, com sua “dúvida sistemática”, às últimas consequências do delírio e a uma única verdade: a de que todos nós, como Gregório, habitamos a incerteza.


As apresentações dos espetáculos integram o Projeto Habite-se, que promove uma serie de espetáculos e atividades no Teatro Vila Velha entre os dias 20 e 29 de julho.

MAGILUTH (Recife/PE)


Composto por alunos oriundos do curso de Artes Cênicas da UFPE, o Grupo Magiluth surgiu em 2004 a partir de um trabalho de conclusão de disciplina. Após três anos de experimentos, os alunos/atores do Magiluth optam por se profissionalizar, seguindo os moldes do teatro de grupo. Dessa forma, o núcleo de atores do grupo, movidos por um mesmo objetivo e ideal, realiza um trabalho em continuidade.


O grupo montou trabalhos com características diversas: “Corra” - trabalho de pesquisa e experimentação da linguagem cênica que envolve o conceito do ator-narrador para falar do Efeito Borboleta, vertente da Teoria do Caos. “Ato” - experimentação da arte do clown que une conceito, técnica e poesia inspirados na linguagem cênica de Beckett para falar das relações de poder. “1 Torto” – Trabalho de pesquisa combinando novas propostas do teatro contemporâneo, discutindo um tema sentimental num Reality Show. “O Canto de Gregório” – trabalho de montagem do texto de Paulo Santoro numa perspectiva de confinamento dos atores e publico em um espaço branco e claustrofóbico, metáfora do pensamento recorrente de Gregório. 


Um torto e O Canto de Gregório
24 e 25/07 | ter e qua | 18h e 20h
R$ 20 e 10 (cada)
Sala Principal

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sala de Espera aposta no realismo para discutir temas polêmicos


Foto Thiago Sabino

A peça Sala de Espera, do grupo brasiliense Teatro do Concreto (DF), deu seguimento às apresentações do projeto Habite-se na noite desse domingo, no Teatro Vila Velha. Dirigido por Nei Cirqueira, com iluminação assinada por Higor Felipe, trilha sonora do DJ Quizzik (www.soundcloud.com/quizzik) e com Francis Wilker e Marcelo Alves no elenco, o espetáculo tem como mote o amor entre dois homens e a presença da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) na relação. Tendo a interação como a chave do negócio, a montagem discute homossexualidade, discriminação, preconceito e AIDS de forma simples e realista. O público é, o tempo todo, estimulado a participar da peça.  Isso fica evidente logo no começo de Sala de Espera, em que os personagens estão numa balada e a plateia, sem saber, percebe que também faz parte da festa. Os atores conversam com as pessoas, narram histórias e convidam a galera para se divertir na noite. Por sinal, o espetáculo ganha muita riqueza com essa forma diferente de recepção. Depois de participar da balada, o público é convidado a entrar num espaço que é, de fato, uma sala de espera. Lá, a peça se desenrola.



Boa abordagem

O espetáculo mostra, com bastante descontração, o que possivelmente se passa na vida de um aidético: as angústias, as limitações na saúde, a incerteza de fazer planos e a proximidade da morte. “Tudo foi muito bem abordado. A depressão por causa da possibilidade de morte, em decorrência da doença, e a questão afetiva também. O fato de um parceiro não abandonar o outro nesse momento é muito importante”, analisou o psicólogo Sérgio Barreto, 35 anos.  O namorado de Sérgio, Zaqueu Machado, 47 anos, estudante de Letras da Universidade Aberta de Portugal, também considerou positiva a forma como o grupo tratou dos temas. “Eles focaram muito bem a AIDS e os preconceitos que as pessoas têm em relação à doença. A questão afetiva, da mesma forma, foi bem abordada”, avaliou.

Quem não pôde assistir Sala de Espera ontem, ainda tem mais uma chance. Hoje, às 20h, terá reapresentação do espetáculo no palco principal do Teatro Vila Velha. O ingresso custa R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). As reservas podem ser feitas através do telefone 3083-4600. Todas as informações sobre o projeto Habite-se estão no site www.teatrovilavelha.com.br.



Texto: Raulino Júnior

sábado, 21 de julho de 2012

Um mar de angústia




O espetáculo A Mar Aberto, do Coletivo Artístico Atores à Deriva (RN), abriu a programação do projeto Habite-se no Teatro Vila Velha. Escrito e dirigido por Henrique Fontes, o drama tem inspiração no livro de Guimarães Rosa Grande Sertão: veredas, clássico da literatura nacional. “A referência está, principalmente, na paixão de Riobaldo por Diadorim. Contudo, no romance, o jagunço descobre que Diadorim é mulher, isso não acontece com o pescador da minha história. Também utilizo algumas expressões da linguagem roseana no texto”, esclarece Fontes, 37 anos.



Amar fechado

A peça trata da angústia de um pescador para conter o seu desejo, que é a paixão por outro pescador, mais jovem. O nome do espetáculo traz uma ambiguidade que já denuncia o desfecho do drama: A mar aberto, que pode ser uma referência à expressão “amar aberto”. Ou seja, amar de forma aberta, de acordo com a verdade de sentimentos, vivendo o próprio desejo, sem se esconder. Contrapondo-se, nesse sentido, à expressão “amar fechado”, que é exatamente o contrário.



José Hermílio, vivido por Doc Câmara, tenta o tempo todo se desviar das rotas que insistem em querer levá-lo para os braços de Júlio (João Victor). O público acompanha essa luta do personagem e se surpreende com a veracidade com que as ações são postas. Tudo contribui para inserir a plateia na história: o cenário e o figurino (feitos por Thiago Vieira), a trilha sonora (de Danúbio Gomes), a iluminação (de Daniel Rocha) e os efeitos cênicos, que são muito bem colocados pelo diretor. A equipe de produção usa todas as possibilidades cênicas que o palco pode dar e isso torna o espetáculo primoroso. A atriz e assistente social Lúcia Nascimento, 57 anos, reconhece: “Eu gostei da peça e da maneira como as cenas são conduzidas. Achei o enredo interessante. Os efeitos cênicos dão a impressão de que os atores estão mesmo no mar. Foram simples, mas ricos”.  No elenco, além de João Victor e Doc Câmara, estão Alex Cordeiro (Batista), Bruno Coringa (Aurelino) e Paulo Lima (Misael).



Para o jovem ator João Victor, de 24 anos de idade e 14 de carreira, a abordagem da homossexualidade no espetáculo serve para que as pessoas busquem seus desejos, independentemente de quais sejam. “Para mim, é supernormal discutir essa temática, uma vez que convivo com muitas pessoas que são homossexuais. O tema ainda choca a sociedade, mas vejo que as coisas estão começando a mudar. A gente cumpre um papel de levar à plateia a mensagem de ir atrás de seus desejos. Se rola o desejo, por que esconder? É humano da mesma forma. A peça discute isso de uma forma poética, sem agressividade”.



Habite-se

O projeto Habite-se, produzido pela A Outra Companhia de Teatro com o apoio do Teatro Vila Velha, tem o intuito de realizar um intercâmbio cultural entre grupos de teatro de diferentes lugares do Brasil. Até o dia 29 de julho, o Vila será palco de espetáculos, oficinas e uma mesa-redonda. “Acredito que essa troca de conhecimento é importante para a construção do próprio conhecimento, porque ajuda a significar e ressignificar”, opinou a pedagoga Priscila Uzêda, 27 anos, sobre o projeto. A programação completa e mais informações sobre o Habite-se podem ser conferidas no site www.teatrovilavelha.com.br.


Texto: Raulino Junior


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tomaladacá anuncia datas de agosto e planeja oficinas gratuitas


No último encontro do Tomaládacá aconteceu a apresentação do Grupo Boca de Cena, que apresentou um fragmento da peça do texto de Plinio Marcos "Onde as Maquinas Param". O grupo desenvolve o trabalho no Bairro da Massaranduba - Alagados.

No próximo encontro, no dia 28 de julho, ocorrerá a apresentação dos grupos Dispersos e Atentos, CETAS (Alagoinhas) e Metamoforse.

O Tomaladacá aproveita para anunciar que em agosto acontecem oficinas gratuitas para os grupos. As datas ainda estão sendo fechadas, mas fiquem atentos. Os encontros de agosto acontecem nos dias 11 e 25.

O Tomaladacá vem desenvolvendo, ao longo do ano, diversas atividades de intercâmbio artístico e técnico entre os grupos selecionados, os profissionais do Vila Velha e os artistas dos grupos residentes no teatro. Dessa forma, o projeto permite a apresentação desses grupos comunitários em mostras especiais, otimizando o potencial criativo e técnico através de oficinas, workshops, debates, seminários e palestras, aumentando a qualificação de seus participantes e incluindo-os como estagiários na área técnica e de produção.

O projeto fortalece ainda os grupos em suas comunidades, através de articulações com as associações de bairro ou pessoalmente, para que passem a vir assistir não apenas às suas apresentações, mas aos outros espetáculos do teatro, através de bônus ou da troca de desenhos ou textos, produzidos por eles, por ingressos.

Podem participar do projeto grupos artísticos amadores e em formação oriundos de comunidades, escolas, sindicatos e associações de bairros, terreiros e outros, de Salvador e do interior do estado. Os interessados em participar do Tomaládacá devem preencher o formulário de inscrição: http://ow.ly/9pR4M e confirmar presença através do e-mail: tvv.tomaladaca@gmail.com Não é necessário ter participado dos encontros anteriores para participar dos próximos.

O projeto conta com o apoio do PROCULTURA/FUNARTE pelo edital PROGRAMAÇÃO DE ESPAÇOS CÊNICOS, o Teatro Vila Velha tem patrocínio da PETROBRAS e conta com apoio do FUNDO DE CULTURA DO ESTADO DA BAHIA no programa APOIO ÀS AÇÕES CONTINUADAS DE INSTITUIÇÕES CULTURAIS. O Teatro Vila Velha é reconhecido pelo MINC como PONTO DE CULTURA e recebeu a medalha do MÉRITO CULTURAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA em 2009, pelos 45 anos de serviços à cultura nacional.

Suinga de todos os ritmos


Foto Nathalia Miranda


A banda Suinga, atração do Vila da Música dessa quinta-feira, mostrou ao público por que é considerada uma inovação dentro do mercado de música da Bahia.  Com repertório totalmente autoral, a banda consegue ser um pouco de tudo aquilo que carrega o título de música baiana e, ao mesmo tempo, mostrar-se original.  Formada por Diego Fox (voz), Dinho Castilho (baixo), Igor Galindo (bateria) e contando com três guitarristas (Marceleza de Castilho, que também auxilia nos vocais, Sílvio de Carvalho e Dimazz), a Suinga já gravou um EP e vê seus videoclipes virarem moda na internet minutos após a publicação. Quase sempre comparada aos Novos Baianos (grupo formado na segunda metade do século XX por Moraes Moreira, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi e Luiz Galvão), a banda afirma que tem outras influências, além das do grupo de Acabou Chorare. “Fomos buscar a estética do nosso trabalho, a questão do figurino, nos Novos Baianos e nos Doces Bárbaros. Mas, por outro lado, temos influência também de Chiclete com Banana, de Asa de Águia, de Luiz Caldas, enfim, de toda a música baiana produzida na década de 80”, explica o vocalista Diego Fox, 30 anos.

O suingue da Suinga

Com um nome sugestivo que, segundo Fox, “a escolha foi por ser um nome óbvio, que ninguém usava, principalmente se tratando de Bahia”, a Suinga levou todo o seu suingue para o show no Vila. O público presente suingou e até pediu bis quando os meninos, alegando ser a última música do show, cantaram Sorvete de cajá . Diante dos pedidos de “mais um”, eles não resistiram e retornaram ao palco, encerrando a apresentação com Miniminina.

Mostrando um verdadeiro caldeirão de ritmos, a
 Suinga apresentou canções cujos arranjos flertavam com pagode, arrocha, forró, frevo, lambada e, claro, axé music. A cada música, a plateia ainda se divertia com as dancinhas inusitadas de Diego Fox. Por sinal, a descontração é uma tônica da banda, que se zoa o tempo todo. Talvez por isso, o público que estava meio tímido no início do show, se sentiu à vontade e, cerca de 20 minutos depois do início do espetáculo, já avançava para frente do palco, tornando a distância entre os artistas bem menor. Antes de cantar Tonho Miserê, uma espécie de pagodão da Suinga, Diego brincou: “Vamos, agora, fazer um esquema tipo ‘camisa colorida’”, numa referência às festas “de camisa” que se popularizaram na Bahia e que sempre têm uma banda de pagode baiano como carro-chefe. Mas o repertório também abria espaço para baladas românticas, como a inédita Donna.

Para o estudante de análise de sistema do Instituto Federal da Bahia (IFBA), Enilton Rastele, de 22 anos, o grande atrativo da 
Suinga está mesmo no ritmo. “Gosto muito do som deles, principalmente do ritmo. Eles conseguem ser divertidos, fugindo da tradição que a gente tem aqui. Não ofendem ninguém. A banda é boa” finalizou. De fato, a Suinga traz uma identidade rítmica que é plural.


Texto: Raulino Júnior

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Coletivos e independentes

matéria publicada no jornal Correio
Começa no dia 20, sexta, as apresentações do projeto Habite-se. O projeto marca o encontro de 4 importantes coletivos da atual cena brasileira, que trarão uma programação composta de duas oficinas, dez apresentações de cinco espetáculos diferentes e uma mesa-redonda, ao longo de dez dias.

Formado pelo Coletivo Atores à Deriva (RN), Grupo Magiluth (PE), Grupo Teatro Invertido (MG) e Grupo de Teatro do Concreto (DF), o projeto Habite-se ocupará os palcos do Vila com o espetáculo “A Mar Aberto”, do potiguar Atores à Deriva, “O Canto de Gregório” e “Um Torto”, duas peças dos pernambucanos do Magiluth, “Sala de Espera”, do Teatro do Concreto, de Brasília, e “Proibido Retornar”, do Teatro Invertido, de Mina Gerais, dando uma mostra do teatro contemporâneo produzido no Brasil.
Compondo a programação, os grupos oferecerão oficinas abertas a preços populares, quando serão apresentados os seus processos criativos, além de realizarem no dia 27/07 a mesa Encontro de (In) Formação Política, para discutir o teatro de grupo e políticas públicas e promover o lançamento de dois livros sobre os processos dos coletivos.
O projeto Habite-se conta com o apoio do Teatro Vila Velha através do projeto O Que Cabe Neste Palco e tem produção d´A Outra Cia de Teatro.

Reconhecimento para A Outra Cia de Teatro


Matéria no jornal A Tarde destacando a conquista d'A Outra Cia de Teatro

O trabalho de grupo desenvolvido pel'AOutra Cia de Teatro já é reconhecido no meio artístico há algum tempo. A turma tem um repertório com mais de 10 espetáculos, produzidos por eles. A Cia constantemente participa de festivais por todo o Brasil e tem, nos resultados dos editais, um reconhecimento que dá fôlego para tantas ideias.


A matéria acima, publicada no Jornal A Tarde, destaca os projetos do grupo que ganharam o edital Programa de Cultura Banco do Nordeste/BNDES Edição 2012. O mais legal é saber que ótimos projetos vão acontecer, como o Troca-troca, que promove intercâmbio com grupos de outros estados, Na Beira Mar, que vai levar o espetáculo Mar Me Quer para localidades ribeirinhas, e Outras Cenas, que vai permitir a continuidade da circulação de Remendo Remendó e agora do outro infantil, Colcha de Retalhos. 


Parabéns e vida longa!

Casa cheia para prestigiar o Grupo Performático Quilombo



A Sala Principal do Teatro Vila Velha ficou lotada na noite de ontem.  O responsável por essa proeza foi o Grupo Performático Quilombo. Com muita versatilidade e mostrando as raízes da cultura afrodescendente, o grupo fez um show que revelava um notório trabalho de pesquisa. Com linha de frente formada por Antonio Soares, Denise Correia, Lucy Castro, Lázaro Machado, Emillie Lapa, Ricardo Correia, Daniel Silva, Tiago Dantas, Dainho Xequerê e Márcia Andrade, o grupo tem como identidade fazer a fusão de música, teatro, poesia, dança, artes plásticas e hip hop em suas apresentações. Dirigido por Luís Bandeira, que caprichou na estética do cenário e na preocupação cênica, o espetáculo foi bem recebido pelo público, que cantava e interagia a cada comando dos artistas.



Cancioneiro da Bahia

Durante o show, o Grupo Performático Quilombo fez uma viagem musical em que destacou autores renomados do cancioneiro baiano, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gerônimo e Moraes Moreira. Algumas canções foram declamadas, a exemplo de O Cidadão, de Moraes e Um trem para as estrelas, de Gil e Cazuza. Trechos do poema Navio Negreiro, de Castro Alves, também figuraram na apresentação.
Dentre os convidados do show, a banda Afro Men, formada por Jonatas Fernandes e Maurício Faísca, foi a primeira a entrar no palco. A segunda convidada, Aline Souza, já chegou brincando com a plateia e fez todo mundo soltar a voz ao cantar Não deixe o samba morrer, consagrada na interpetação de Alcione. Márcia Short, uma das atrações mais esperadas, correspondeu às expectativas do público e mostrou sua força como intérprete ao cantar Respeitem meus cabelos, brancos (Chico César) e Coração de bola (Timbalada). “É muito gratificante saber que estamos ocupando espaços que são nossos. É uma alegria ver o movimento da arte se fazendo, dando oportunidade a talentos fantásticos”, declarou a cantora. Magary Lord, que também faria uma participação no show, não compareceu. O artista plástico Denissena fez intervenção artística durante o espetáculo.

Noite inesquecível

O público que prestigiou o show ficou satisfeito com a apresentação. O auxiliar contábil Marcos Miranda, de 27 anos, elogiou o trabalho do grupo: “O show foi excelente! Sobretudo porque é gratificante ver a cultura negra em cima do palco”. A cantora do Grupo Performático Quilombo, Lucy Castro, 23 anos, falou sobre a importância do projeto O que cabe neste placo, do Vila. “O show foi maravilhoso! Esse projeto do Vila é importante porque dá oportunidade para grupos novos mostrarem os seus trabalhos. Como o Vila já tem uma tradição de cultura negra, estrear aqui foi mais que uma honra”. A sua colega de banda, Denise Correia, 39 anos, completou: “Cantar no Vila é uma emoção muito grande devido a tudo que o teatro representa. Foi emocionante ver a casa cheia, prestigiando um grupo que está começando. É uma noite que vai ficar na história da minha vida”, revelou. 


Texto e foto: Raulino Júnior

terça-feira, 17 de julho de 2012

O mais clássico dos vampiros


O Jornal A Tarde, de hoje, destacou a próxima montagem de Marcio Meirelles, o espetáculo Drácula, que usará recursos tecnológicos e tem assinatura do Supernova Teatro na realização. 



Drácula é baseado em um dos mais célebres romances de horror de todos os tempos: o homônimo Drácula, de Bram Stoker (1897), e marcado pelas interfaces entre o teatro, a tecnologia e as novas mídias.


A ideia de montar uma versão teatral para Drácula tem origem em 1978, com o grupo “Avelãz y Avestruz”, liderado por Marcio Meirelles. Esta será uma montagem inédita e inovadora. Aqui, o lugar do protagonista será revisitado: não haverá ator interpretando o Conde Drácula, mas sim um discurso de projeções que percorrerão toda a sala de espetáculos, com imagens, palavras e sons, e essas projeções contracenarão os atores. 




A matéria também relembrou clássicas montagens de Drácula no cinema, quadrinhos e televisão.


A estreia do espetáculo será no dia 10 de agosto, aqui no Teatro Vila Velha.

Lázaro Ramos confere montagem de Paparutas


Nota no Jornal Correio
Lázaro Ramos esteve aqui no domingo, 15/07, com toda a sua família, para prestigiar a montagem de Paparutas. O Texto é de sua autoria e está sendo encenado pela Companhia Novos Novos, com direção de Débora Landim.



Taís Araújo e parte do elenco de Paparutas

Foi uma farra nos bastidores!!!! 


Família Paparutas

O ator postou em seu twitter "Domingo chorei de emoção em Salvador no @TeatroVilaVelha ao assistir a montagem do meu texto Paparutas da Companhia Novos Novos. Obrigado!"

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Resumo da programação da semana - 16 a 22/07


Grupo Performático Quilombo | O Que Cabe Neste Palco | 17/07 | ter | 20h | R$ 20 e 10 | Sala Principal


III Projeção Sonora do MAB | 18/07 | qua | 20h | Gratuito | Cabaré dos Novos


Suinga | Vila da Música | 19/07 | qui | 20h | R$ 20 e 10 | Sala Principal

Habite-se | Coletivo Artístico Atores à Deriva (Natal) | 20 e 21/07 | sex e sáb | 20h | R$ 20 e 10 | Sala Principal


Paparutas | | Teatro infantojuvenil | Cia. Novos Novos | 14 a 29/07 | sáb | 16h | dom | 11 e 16h | R$ 20 e 10 | Sala Principal

Sala de espera | Habite-se | Grupo de Teatro do Concreto (Brasília) |  22 e 23/07 | dom e seg | 20h | R$ 20 e 10 | Sala Principal

Paparutas invadem o Teatro Vila Velha



O espetáculo infantojuvenil Paparutas, nova montagem da Companhia Novos Novos, atraiu muitas crianças para o Teatro Vila Velha neste domingo. Com texto de Lázaro Ramos e direção de Débora Landim, a peça mostra, de uma forma lúdica, o universo das Paparutas, tradição da Ilha do Pati, localizada em São Francisco do Conde. 23 atores participam da história, que mistura teatro, dança e música. A coreografia foi feita por Lulu Pagliese, a direção musical é de Ray Gouveia e os figurinos de Marísia Motta, que está em cena no papel da mãe de Lucas (personagem que conduz a narrativa).

Alguns pais fizeram questão de levar os filhos para prestigiar o espetáculo, a exemplo da turismóloga Rejane Mira, 39 anos, que levou a filha Nina Rosa, de três anos de idade. “Eu conheço as Paparutas lá da Ilha do Pati. A música do grupo me emociona. Sou professora e já orientei um trabalho sobre as Paparutas como manifestação cultural. Lázaro Ramos é uma pessoa que eu gosto muito. Sempre tento mostrar à minha filha coisas da nossa terra, espetáculos que unem entretenimento e cultura. É claro que mostro outras coisas também, mas por que ir ver ‘O Mágico de Oz’ se temos ‘Paparutas’?”, indaga.

Desafio


Para a diretora Débora Landim, 41 anos, o grande desafio da montagem foi o de fazer a transposição de um texto feito para ser representado por adultos para a linguagem infantojuvenil. “O texto do Lázaro foi criado para adultos e não para crianças falarem. Então, o meu maior desafio foi adaptar isso, uma vez que o texto tinha frases muito longas”. De acordo com a diretora, ao escrever o texto, Lázaro quis apenas apresentar a manifestação cultural das Paparutas para o público e não contar a história da tradição. “Ele usa as Paparutas como pano de fundo para contar a história. Estamos trabalhando com a tradição e com a contemporaneidade”.


“Achei bem legal”


No espetáculo, o menino Lucas começa a escrever uma história em que as ações se confundem com a realidade. Nesse sentido, ele entra numa grande aventura e conhece pessoas bem diferentes das que convive. O cenário, assinado por Maurício Pedrosa, traz uma árvore grande e frondosa, que já serve de convite para as crianças entrarem no clima da peça.

O público-alvo fez críticas positivas em relação ao espetáculo. “Achei bom, porque tem vários personagens e tem dança”, disse a estudante Iasmin Santana, de 10 anos. O estudante Gustavo Lima, de 13 anos, concordou com Iasmin. “Achei bem legal! É interativo e tem músicas dançantes”.

Ficou curioso para assistir à montagem e saber o que são Paparutas? A peça estará em cartaz até o dia 29 de julho, aos sábados (16h) e domingos (11h e 16h). O ingresso custa R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). As reservas podem ser feitas através do telefone 3083-4600. Agende-se


Texto: Raulino Júnior
Foto: Renato Jackson

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Novidades da Casa - de 14 a 20/07




Após um final de semana de muitas emoções com a estreia de Paparutas, a Cia. Novos Novos segue ensaindo para as apresentações da temporada que vai até 29 de julho, sábados (16hr) e domingos (11hr e 16hr). Em breve mais novidades!!!

A Outra Companhia entrevista para o Memorial Brasil de Artes Cênicas Luiz Santana (figurinista e maquiador) e Paulo Cunha (diretor e professor da Escola de Teatro). Além disso, estamos remontando Mar Me Quer para a ocupação da FUNARTE - SP que faremos nos meses de agosto e setembro, integrando o projeto Nova Cena Nordestina - Remendo Remendó também será apresentado lá!




Cia. Teatro da Queda está ensaiando o espetáculo "Breve Outono-Inverno" e estão em processo de criação da performance [instante.tempo].

Núcleo Viladança segue com as inscrições para as oficinas de dança, as aulas começam em 06/08 e acontecem às segundas e quartas em dois horários, 15 às 16h e 16 às 17h. Mais informações: nucleoviladanca@gmail.com.

Núcleo Supernova Teatro está com uma rotina intensa de ensaios para a montagem de "Drácula". É possível acompanhar todo o processo de criação através do site: http://materialdracula.com/ . Esta semana eles trabalham com a Doc Doma 
Doc Doma e a Santo Design estão trabalhando conosco.

Vendo 147 comemorou aniversário do álbum "Godofredo" no Vila


Vendo 147 já com a nova formação


A banda Vendo 147 fez show no Vila da Música para comemorar um ano do lançamento do álbum Godofredo e aproveitou a ocasião para apresentar seus novos integrantes. Originalmente formada por Glauco Neves, Dimmy (o “Demolidor”), Caio Parish, Pedro Itan e Duardo Costa, a Vendo se reformulou neste ano. Pedro e Duardo saíram da banda e Enio Nogueira e Bruno Balbi entraram para compor o quinteto de rock instrumental de Salvador.  De acordo com Enio, que assume, junto com Bruno, as guitarras da banda, a novidade não será apenas na composição, mas também no som que o grupo vai fazer. “A gente quer mostrar novas possibilidades com a entrada de novos integrantes”. Bruno afirmou que é uma grande realização entrar numa banda da qual ele já era fã. “Antes de entrar, eu já era grande fã. Fazer parte daVendo é uma alegria enorme para mim. Os caras são superprofissionais e talentosos. Estou nervoso e muito ansioso para o show. É como se fosse tocar pela primeira vez”, declarou. E o que, de fato, eles vão trazer de novo para a banda? “Eu vou trazer a minha influência de rock, jazz, blues e MPB. É uma miscelânea, com muita baianidade”, comentou Bruno, de 23 anos. Enio, de 33 anos, foi taxativo: “Vou trazer meu jeito de tocar guitarra, minha experiência”. Tanto Enio quanto Bruno, que já fazem parte de outras bandas (Enio, da Maloca; e Bruno, da Tabuleiro Musiquim), vão conciliar os trabalhos com a Vendo 147.



Vocal pra quê?

O show A Experiência Godofredo, apresentado ontem no Vila Velha, mostrou que a Vendo 147 consegue entreter o público apenas com sua música instrumental, o que não é muito comum em se tratando de uma banda de rock. O percussionista da Velotroz, Felipe Castro, 19 anos, que estava presente no show, elogiou o diferencial proposto pelaVendo. “Eu acho muito bom porque, de uma vez só, eles tocam em dois pontos importantes: o rock e a música instrumental. Não ter vocalista imprime uma nova cara para a banda, que é muito legal. Eu estou gostando de ver desse jeito”. No repertório, músicas como Aurora,VingadorPataMar AbertoRoda e Godofredo fizeram o público curtir um rock instrumental da pesada.

No final do espetáculo, os novos integrantes, Bruno e Enio, falaram sobre a experiência de estrear na banda. “Não tenho o que falar! Foi fantástico!”, entusiasmou-se Bruno. “Foi massa! A galera compareceu e curtiu o som. É sempre um prazer tocar no Vila, velho. A gente se sente na história da música baiana”, filosofou Enio. Os fãs também gostaram, a exemplo da comunicóloga Marina Moreno, 30 anos. “Eu gostei bastante. Os guitarristas novos deram uma suingada a mais”.



Curiosidade

Vendo 147 foi fundada em 2009, por Glauco Neves. Segundo ele, o nome da banda foi sugerido por um amigo que, na ocasião, queria vender um carro. “O meu amigo colocou o Fiat 147 dele à venda e pôs nos classificados o anúncio: ‘Vendo 147’. Eu estava no processo de criação da banda, ele sugeriu o nome, eu gostei e assim ficou”.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Novidades da Casa - de 06 a 13/07


Paparutas - Foto Renato Jackson

E chega o grande!!! A Cia. Novos Novos estreia amanhã (7) o espetáculo Paparutas! A Cia segue com a temporada que vai até o dia 29 de julho, sábados às 16hr e domigos às 11hr e 16hr!! Vem ver!

Amanhã, A Outra Companhia entrevista para o Memorial Brasil de Artes Cênicas a dramaturga, atriz e fundadora do Teatro Vila Velha, Sonia Robatto, e a coreógrafa, dançarina, diretora artística e curadora do VIVADANÇA Festival Internacional Cristina Castro. Em breve o grupo disponibilizará os perfis delas no site. E para conferir quem já está por lá é só acessar:  http://www.memorialdeartescenicas.com.br/site/ . Além disso, essa semana o grupo segue ensaiando Mar Me Quer, que estréia em em agosto na Sala Carlos Miranda, na FUNARTE de São Paulo, e intensifica a produção do projeto Habite-se, que acontece no final do mês aqui no Vila através d'O que cabe nesse palco.

Leitura Dramática no Quilombo Rio dos Macacos
Bando de Teatro Olodum fará leitura dramática de Candaces a Reconstrução do Fogo para garantir a permanência da Comunidade de Rio do Macaco em seu território. O ato ocorrerá no domingo 8 de julho, às 10h, em frente a entrada do posto de gasolina “Inema”, Aratu, Simões Filho. O espetáculo tem texto de Márcio Meirelles com a colaboração de: Companhia Comuns, e pesquisa feita por Débora Almeida, Gustavo Mello e Rodrigo dos Santos, e é baseado em pesquisa histórica e cultural sobre mulheres negras contemporâneas a antigas guerreiras africanas.

Cia. Teatro da Queda está ensaiando o espetáculo "Breve Outono-Inverno" e estão em processo de criação da performance [instante.tempo].

Inscrições abertas para oficina de Dança do Núcleo Viladança

O Núcleo Viladança anuncia o início das inscrições para as oficinas de dança, as aulas começam em 06/08 e acontecem às segundas e quartas em dois horários, 15 às 16h e 16 às 17h. Mais informações: nucleoviladanca@gmail.com.


O Núcleo Supernova Teatro segue com uma rotina intensa de ensaios para a montagem de "Drácula, de Marcio Meirelles". É possível acompanhar todo o processo de criação através do site: http://materialdracula.com/ 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tomaladacá anuncia novas datas



O Tomaladacá segue a todo vapor. No último encontro, que aconteceu no dia 30 de junho, estiveram presentes os grupos Beje Eró, Boca de Cena, Caras, CETA (Araças), Dispersos e Atentos, Metamorfose e mais alguns visitantes.





O Grupo CETAS apresentou um pedaço do espetáculo A Rua da Vida - Codinomes Vagabundos.


Os próximos encontros já estão marcados, dias 14 e 28 de julho, sempre aos sábados, 9h. Apareça!



SOBRE O PROJETO: 
O projeto TOMALADACÁ iniciou em 1999 com a montagem do espetáculo Sonho de uma noite de verão. Na ocasião, foram feitos encontros com outros grupos da cidade  e desde então o Teatro Vila Velha vem apoiando grupos de teatro e dança dos subúrbios de Salvador e municípios próximos promovendo o intercâmbio entre esses grupos e os residentes do teatro.
O projeto permite a apresentação desses grupos comunitários em mostras especiais; a otimização do potencial criativo e técnico através de oficinas, workshops, debates, seminários e palestras; a qualificação de seus participantes incluindo-os como estagiários na área técnica e de produção. O projeto fortalece ainda os grupos em suas comunidades, através de articulações com as associações de bairro ou pessoalmente, para que passem a vir assistir não apenas às suas apresentações, mas aos outros espetáculos do teatro, através de bônus ou da troca de desenhos ou textos, produzidos por eles, por ingressos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Encontro de Bambas


Foto Lígia Rizério
O Encontro de Compositores da última quinta-feira, 28 de junho, teve como convidados os sambistas Nelson Rufino e Du Marques. Num clima intimista que já é uma peculiaridade do projeto, o público ouviu canções e se divertiu com a irreverência dos anfitriões (Sandra Simões, Pietro Leal, Dão, Arnaldo Almeida, Manuela Rodrigues, Deco Simões, Tiago Kalu e Carlinhos Cor das Águas). O evento, além de ser um espaço para os artistas mostrarem músicas inéditas, contribui para a valorização dos compositores.

Os convidados
O cantor e compositor Nelson Rufino, 69 anos, foi reverenciado pelo público e homenageado por Sandra Simões, que cantou “Coisas de amor”, uma composição dele. Ao assumir os vocais, o convidado apresentou o próprio cancioneiro e arrebatou a plateia ao cantar “Verdade”, um grande sucesso seu em parceria com Carlinhos Santana, que ganhou notoriedade na voz de Zeca Pagodinho. “Eu viajo muito, por todo o Brasil e até para o exterior, mas nunca vi um movimento como esse em outro lugar. Esse movimento tem que ser prestigiado. Fiquei deveras emocionado”, falou um embasbacado Rufino sobre o convite para participar do Encontro de Compositores.
O cantor e compositor Du Marques, 34 anos, também elogiou a iniciativa. “Um projeto como esse é fundamental para a cena baiana. É um espaço para que os compositores exponham a sua música e para que o público reflita sobre o panorama musical do estado”.
Texto: Raulino Júnior