sexta-feira, 29 de junho de 2012

Atividade Dramaturgia & Tecnologia (Pesquisa PET CINEMA)


Neste final de semana, os alunos e professores do grupo de pesquisa PET Cinema, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) – Cachoeira, estarão no Teatro Vila Velha realizando a atividade Dramaturgia & Tecnologia. Com o tema Cinema Expandido, os alunos irão assistir ao espetáculo “O Olho de Deus – O Avesso dos retalhos”, nos dias 30/06 e 1°/07, e, ao final do espetáculo do domingo, participarão de um bate papo com o diretor Marcio Meirelles sobre dramaturgia e tecnologia. Além de assistir a montagem, os alunos irão participar de outras duas atividades na Sala 2 do Vila. 

Os alunos fazem parte dos grupos de estudos dos professores Rita Lima, Guilherme Sarmiento e Adriano Oliveira (Cinema), e Carolina Fialho e Fernando Rabello (Artes Visuais) do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL). As temáticas de discussão girarão em torno de dramaturgia e tecnologia e também sobre o texto de Lev Manovich sobre estética de banco de dados, cinema e narrativa.

PET Cinema


O PET Cinema é um projeto de tutoria dos alunos do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, que tem como objetivo principal promover a cultura acadêmica, dentro de padrões de excelência articulando ações de ensino, extensão e pesquisa. Nosso programa tem uma vocação interdisciplinar, conjugando interesses de várias áreas do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), através da realização de ações envolvendo professores e alunos dos cursos de Cinema, Ciências Sociais, Artes Visuais e Serviço Social.


O Olho de Deus


O espetáculo de Marcio Meirelles e texto de Sonia Robatto, com colaboração de Marcio, usa e abusa da tecnologia na sua composição utilizando, pela primeira vez, os dois espaços do Teatro Vila Velha com recursos tecnológicos que criam duas visões de um mesmo espetáculo. A ação central do espetáculo é conduzida por duas senhoras muito religiosas Sinhá e Dos Anjos (Sonia Robatto e Chica Carelli), que estão num mundo fantasioso. O irmão João (Fernando Fulco), companheiro de memórias delas, é um senhor que esconde uma forte preocupação social. A realidade é apresentada no confronto dos personagens Calu (Neyde Moura), uma mulher madura que toma conta de tudo e de todos, e Maria (Anita Bueno), mulher jovem, politicamente revoltada. A personagem Filú (Marisia Motta) representa os outros, a sociedade, os vizinhos, o disse-me-disse.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O Olho de Deus – O Avesso dos Retalhos terá transmissão ao vivo amanhã


Na sexta-feira do seu último fim de semana em cartaz, dia 29, 
o espetáculo poderá ser assistido no blog da peça

No último fim de semana de exibição da peça O Olho de Deus – O Avesso dos Retalhos, uma novidade para quem não pode ir ao Teatro Vila Velha: o espetáculo terá transmissão ao vivo amanhã (29), a partir das 20h, no blog da peça.


O espetáculo de Marcio Meirelles e texto de Sonia Robatto, com colaboração de Marcio, usa e abusa da tecnologia na sua composição utilizando, pela primeira vez, os dois espaços do Teatro Vila Velha com recursos tecnológicos que criam duas visões de um mesmo espetáculo. Assim como no teatro, quem acompanhar a transmissão pelo blog poderá escolher onde quer ver a peça, no Cabaré ou no Palco Principal.


A peça conta com o patrocínio da CHESF e Ministério da Cultura através da Lei Rouanet e pode ser assistida sexta-feira e sábado, às 20hs, e domingo às 18h, até dia 1º de julho, no Teatro Vila Velha.

Sobre - A ação central do espetáculo é conduzida por duas senhoras muito religiosas Sinhá e Dos Anjos (Sonia Robatto e Chica Carelli), que estão num mundo fantasioso. O irmão João (Fernando Fulco), companheiro de memórias delas, é um senhor que esconde uma forte preocupação social. A realidade é apresentada no confronto dos personagens Calu (Neyde Moura), uma mulher madura que toma conta de tudo e de todos, e Maria (Anita Bueno), mulher jovem, politicamente revoltada. A personagem Filú (Marisia Motta) representa os outros, a sociedade, os vizinhos, o disse-me-disse.


Todos os personagens, com exceção de Maria, esperam a volta de Riquião, um jovem da família que desapareceu, misteriosamente, há muitos anos. A família coloca em Riquião a resolução de todos os problemas dos parentes, da cidade e do mundo. “Essa peça tem me acompanhado ao longo da vida, escrevia e parava. As pessoas assistirão exatamente isso: minhas memórias e meu olhar sobre a Bahia”, explicou a autora Sônia Robatto.

O Memorial Brasil de Artes Cênicas está com dois novos perfis!


Essa semana, A Outra Cia de Teatro criou mais dois perfis no Memorial Brasil de Artes Cênicas: um com o diretor e dramaturgo cearense, Walden Luiz, e outro com o Grupo Graxa de Teatro, da Paraíba. 


O Memorial é um espaço virtual criado pel'A Outra Companhia de Teatro para o registro e a memória das artes cênicas no Brasil, a partir de entrevistas e encontros com artistas, técnicos, produtores, grupos e gestores culturais de reconhecido mérito em seu estado e região.


Walden Luiz é ator, autor, diretor, figurinista e cenógrafo. Como ator estreou em 1962, no Conjunto Teatral Cearense, de J. Cabral, na peça "O Milagre de Santa Terezinha". Ingressou no Curso de Arte Dramática da UFC, em 1964, e a partir daí não parou mais. Entre os vários prêmios que recebeu, destaca-se o Trofèu Carlos Câmara, entregue pelas mãos de Marcus Miranda, de quem foi aluno e depois diretor. No cinema, trabalhou em filmes ao lado de Renato Aragão, Cláudia Ohana, Jose de Abreu, José Legoy, e foi dirigido por Daniel Filho, Tizuka Yamasaki, Bruno Barreto, Helder Martins, além da participação em vários curtas-metragens.


O Grupo Graxa de Teatro foi formado em 2005 pelos intergrantes da peça "Olga Benário Prestes", com direção de Fernando Teixeira. O Grupo tem como objetivo divulgar e democratizar estudos da pesquisa teatral e atoral e vem trabalhando ao longo dos anos com projetos de circulação levando seus espetáculos e filosofia para outros estados. 




O Memorial
Com o patrocínio do Banco do Nordeste, em parceria com o BNDES, através do Prêmio BNB de Cultura 2011, A Outra Companhia se debruça sobre a Cena Nordestina, contatando profissionais da região. Ao final deste primeiro período, serão construídos 60 perfis, com pessoas e grupos de todos os estados do Nordeste.


O espaço também é para publicação e reflexão sobre o fazer artístico e os acontecimentos culturais brasileiros, para difusão de peças e roteiros cênicos, e, para a troca de histórias e a conexão de idéias que fomentem a documentação e a difusão das artes cênicas no Brasil.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Novidades da casa - de 22 a 29/06


A Cia. Novos Novos, após um brevíssimo recesso junino, inicia a próxima semana ensaiando com força total o mais novo espetáculo, "Paparutas", que estréia dia 07 de julho! Fiquem ligados!

O Supernova Teatro está em processo de criação de Drácula, que tem estreia prevista para agosto. João Meirelles, diretor musical da peça, está cada vez mais presente nos ensaios. Acompanhe tudo através do www.materialdracula.com

Esta semana, A Outra Cia de Teatro finalizou as ações do Remendando a Bahia com a realização do workshop de arte-educação para professores da rede pública e artistas, em Alagoinhas. Agora, A Outra se dedica a dar continuidade ao Memorial Brasil de Artes Cênicas, além de retomar os ensaios de Mar Me Quer, que reestreia em agosto, em São Paulo, dentro do projeto Nova Cena Nordestina, ocupação da Sala Carlos Miranda (FUNARTE SP).

Na semana passada, o Bando de Teatro Olodum esteve em Belo Horizonte participando do Festival Internacional de Teatro de BH com o espetáculo "Bença". Na volta, o grupo contou no blog toda a experiência vivenciada. Outra grande novidade é que o Bando já começou a organizar o IV Festival Cena Tá Preta! As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site do festival.

Vila da Música Percussiva


Mais uma vez, o Vila da Música abriu espaço para o Música de Agora na Bahia (MAB), projeto que tem como intuito difundir a música de concerto contemporânea. A atração da última quinta (21/06) foi o Grupo de Percussão da UFBA, coordenado pelo professor Jorge Sacramento. 

Através de performances que englobavam até a linguagem teatral, os músicos conseguiram prender a atenção da plateia com peças como “Vagamente...”, de Flávio de Queiroz, “Frágil”, de Alexandre Espinheira e “Todo”, de Alex Pochat. Quem acompanhou o espetáculo, gostou muito do que viu. Ou melhor, do que ouviu. “É uma linguagem muito criativa. É uma riqueza de sons e de vibração. Eu gostei”, avaliou o músico João Souza, 50 anos.

Grupo de Percussão da UFBA
Jorge Sacramento, professor da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia e responsável pelo Grupo de Percussão, foi o mestre de cerimônia da noite. Antes de cada peça ser executada, ele pedia ao autor da obra que falasse sobre o processo de criação da música.

Oriundo de um festival de música denominado “Semana Santa”, que aconteceu na década de 60, o Grupo de Percussão da UFBA retomou suas atividades no início dos anos 90 a fim de mostrar a pluralidade musical do estado. “A gente quer mostrar para o mundo que a Bahia também tem isso”, alertou Sacramento.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Estão abertas as inscrições para o festival de arte negra A Cena Tá Preta – ano IV!


A Cena Tá Preta – Ano IV acontece este ano de 09 a 18/11 e irá selecionar doze espetáculos nacionais e/ou internacionais de teatro, dança e música, de temática e/ou estética negra, e dois textos de teatro inéditos com temática negra para realização de duas leituras dramáticas. As inscrições são válidas até dia 31 de julho de 2012. 

A “Cena Tá Preta” nasceu em 2003 com a intenção de fortalecer, estimular e divulgar a criação artística que tenha como base a cultura afro-brasileira. Ninguém melhor para produzi-la que o Bando de Teatro Olodum, juntamente com o Coletivo de Produtores Culturais do Subúrbio, em parceria com o Teatro Vila Velha. Com efeito, o Bando, grupo de teatro negro criado há 21 anos, vem sistematicamente desenvolvendo projetos de formação, reflexão e promoção da Cultura Afro-brasileira. O Coletivo de Produtores Culturais do Subúrbio vem se destacando no cenário cultural, desde 2009, quando foi lançado o Festival de Teatro do Subúrbio, atividade voltada para o intercâmbio entre companhia de comunidade e grupos de reconhecida importância artística.

O evento contará  com a participação de artistas nacionais e internacionais, profissionais e amadores, colocando assim em diálogo diferentes realidades, pensamentos, experiências de produção e criação, dramaturgias, o que sem dúvida contribuirá para a criação de novos caminhos, novas redes, novas soluções. O artista negro luta para afirmação da sua arte e conquista de novos espaços, e esse festival é mais um instrumento para fortalecê-lo nessa conquista.

O festival é uma realização do Bando De Teatro Olodum, Teatro Vila Velha e o Coletivo de Produtores Culturais do Subúrbio em convênio com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR.


Curadoria
A equipe de curadoria irá construir a grade de programação por meio da seleção dos espetáculos inscritos, e também pela indicação de espetáculos, textos, filmes e oficinas de relevância artística e cultural que irão contribuir para a visibilidade e reconhecimento do evento. A seleção será feita seguindo critérios de qualidade artística e importância dos temas abordados escolhendo atividades que possam fortalecer as artes negras. Fazem parte da equipe a diretora Fernanda Júlia, o ator e diretor Hilton Cobra, Lázaro Ramos, ator revelado 1994 no Bando de Teatro Olodum, Marcio Meirelles, diretor artístico do Teatro Vila Velha e Zebrinha, coordenador coreográfico do Bando. 

Mais informações: www.acenatapreta.com.br

terça-feira, 19 de junho de 2012

Erudito e popular se encontram em novos livros de Paulo Costa Lima

"Para entrar numa canção é preciso pedir licença. É preciso reconhecer que se está diante de um espaço diferenciado, um experimento de imaginação". É dessa forma, fazendo uma espécie de análise do imaginário, que o compositor e escritor Paulo Costa Lima mergulha nas construções rítmicas e semânticas de Águas de Março, de Tom Jobim, em um dos capítulos da obra "Música Popular e Outras Adjacências", a ser lançada no próximo dia 21 de junho, às 19h, no Teatro Vila Velha.

Para Paulo, “as canções são um desafio, pois nelas pretendo conjugar uma análise técnica da estrutura com a significação cultural". Ele acredita que o compositor compõe quando faz música e escreve textos, dimensões inerentes  ao ofício de inventar. Além de análise musical, a obra também oferece ao leitor, em linguagem simples e bem-humorada, crônicas e contos sobre aspectos da vida cultural, como o shopping, a indústria dos casamentos, os vícios na pós-modernidade, a violência e o machismo.


Teoria de prática do compor I
Ao mesmo tempo, Paulo Costa Lima também estará lançando o livro "Teoria e Prática do Compor I", no qual ele reflete sobre a invenção de música em nossos dias e analisa as contribuições de compositores baianos como Lindembergue Cardoso, Fernando Cerqueira e Jamary Oliveira, tanto para a música quanto para o ensino de composição. Outro aspecto contemplado na obra é a filosofia do compor e aspectos históricos da Escola de Música da Ufba (EMUS).

Atrações musicais
O lançamento, promovido pela Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA) e Oficina de Composição Agora (OCA), é aberto ao público e será seguido de apresentação do Duo Sacramento, composto pelo instrumentista e professor da Escola de Música da Ufba, Jorge Sacramento, e seu filho  - também é instrumentista - Akim Sacramento. Na oportunidade, os músicos vão executar o duo virtuosístico para percussão, Januário, composto por Paulo Costa Lima, que reencena os passos da canção de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Em seguida, o Núcleo de Percussão da Ufba (obras para voz e percussão) encerra a noite tocando canções de compositores baianos, tais como Paulo Rios Filho, Alex Pochat e Guillherme Bertissolo.

Música de Agora na Bahia (MAB)
O evento faz parte das atividades do Música de Agora na Bahia (MAB), que vai realizar mais 40 eventos, entre palestras, seminários e intervenções urbanas até o mês de dezembro, como uma realização da Oficina de Composição Agora (OCA), com patrocínio do Fundo de Cultura da Bahia. “Estou muito feliz pelo fato de o lançamento de meus livros acontecer em meio a este grande evento organizado por alunos e amigos, atuais ativistas da música contemporânea na Bahia”, conta Paulo Costa Lima.

Sobre Paulo Costa Lima - Compositor, escritor e professor da Escola da Música da Ufba, onde leciona Composição, Teoria, Análise e Metodologia da Pesquisa em Música. Bacharel em Composição pela University of Illinois at Champaign-Urbana (USA), onde também concluiu o Mestrado em Educação Musical. É Doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia e em Artes pela Universidade de São Paulo. Membro da Academia de Letras da Bahia, Diretor/criador da Pós-Graduação em Música da Ufba. Criador da Revista Art. Membro fundador da Oficina de Composição Agora (OCA).

Trabalhou com os compositores Herbert Brün e Ben Johnston, e os educadores Richard Colwell e Charles Leonard. Catálogo com cerca de 90 obras e aproximadamente 350 performances em mais de 15 países, incluindo apresentações em festivais no Carnegie Hall (1996), no Lincoln Center (2001), em Seattle (Orquestra Sinfônica de Seattle), na sala Rode Pompe (Bélgica), na KonzertHaus de Berlim (2004), em Campos de Jordão, na Sala Cecilia Meireles, Sala São Paulo, Teatro Brás Cubas (Santos), tendo merecido crítica do New York Times (Alex Ross) e do Deutscher Zeitung e verbete do Grove Dictionary of Music and Musicians (2001), a maior enciclopédia musical da atualidade.

Foi distinguido diversas vezes por prêmios e comissionamento de obras, a exemplo da Bolsa Vitae (1995) e da Série Criadores do Brasil-OSESP (2000). Já publicou 6 livros, 10 partituras, 20 gravações de obras e 30 artigos em periódicos nacionais e internacionais.

21/06 | qui | 19h
Entrada franca
Cabaré dos Novos

sexta-feira, 15 de junho de 2012

BaianaSystem agita o Vila da Música


A banda BaianaSystem foi a atração do Vila da Música desta semana. Com um som de ritmo marcante, a banda atraiu muita gente para a Sala Principal do Teatro Vila Velha. Pessoas como o mecânico de aeronave, Alisson Reis, 36 anos, que acompanha o grupo há algum tempo. “Eles têm originalidade. O som tem muitos elementos da música baiana, mas não é propriamente axé music”, analisa.


Na plateia do show, a presença de artistas já renomados do cenário baiano, como Ronei Jorge, Larissa Luz (que confirmou recentemente a sua saída do Ara Ketu) e o maestro Letieres Leite (Orkestra Rumpilezz). Ele falou ao Blog do Vila sobre a BaianaSystem: “O novo enfoque que eles dão à guitarra baiana é importante e serve para sair da mesmice. Acho que a banda foi visionária nesse sentido”.


Guitarra baiana
Com uma cenografia que é um show à parte, Russo Passapusso (vocal), Robertinho Barreto (guitarra), Marcelo Seco (baixo), Wilton Batata (percussão) e o DJ João Meirelles agitaram o público ao som das músicas Barra Avenida, Oxe, como era doce, Da Calçada pro Lobato (Pio-pio) e Terapia dos 1000 decibéis. No final do show, atendendo aos pedidos de “mais um” da plateia, a banda retornou ao palco e fez um repeteco de Terapia.


Formada há dois anos, a BaianaSystem se propõe a mostrar as diversas possiblidades sonoras da guitarra baiana. Por sinal, esse simbólico instrumento da cultura da Bahia foi escolhido com tema do Carnaval de Salvador de 2013. O guitarrista da banda, Robertinho Barreto, 40 anos, comemorou: "Vai ser muito bom. Acredito que vai ter espaço para a tradição e para a novidade”, pontuou. Para acompanhar as notícias sobre a BaianaSystem, acesse o site oficial da banda: www.baianasystem.com.


*Texto: Raulino Júnior
*Foto: Júlia Rizério

Documentário “Menino Joel” é exibido no Vila


O projeto A Cidade Que Queremos, parceria entre o Teatro Vila Velha e o Movimento Desocupa, exibiu, na última quarta-feira, no Cabaré dos Novos, o documentário “Menino Joel”, dirigido pelo cineasta Max Gaggino. Através de depoimentos de familiares e amigos, o documentário traça um perfil do menino Joel da Conceição Castro, que foi assassinado no Nordeste de Amaralina numa ação desastrosa de policiais militares. O filme mostra também a visão de especialistas sobre o caso, a repercussão que a tragédia teve na imprensa e faz refletir sobre a violência e o abuso de poder cometidos pelos homens de farda.

Com depoimentos fortes e chocantes, o documentário “Menino Joel” emociona e faz refletir sobre várias questões presentes no cotidiano de uma metrópole como Salvador. Ouvir a mãe de Joel (Mirian da Conceição) dizer que “o ventre sente falta do filho que gerou”, e o pai (Joel Castro “Mestre Ninha”) afirmar: “Não me calo porque eles (os policiais) já mataram uma parte de mim” é de impressionar e revoltar qualquer cidadão.


O cineasta e diretor do filme Max Gaggino, 27 anos, estava presente na exibição e falou sobre os motivos pelos quais resolveu contar a história. “Como cidadão, vi que algumas ações praticadas por policiais não podiam ser aceitas como normais. Convivi com pessoas do Nordeste de Amaralina que me contavam que os policiais as agrediam, eram violentos e elas, talvez por ignorância, não tomavam nenhuma atitude e ainda davam risada. Teve um dia que eu questionei: por que vocês estão rindo? Vocês não podem rir disso! Eles não podem fazer isso com vocês. Aí, elas deram risada de mim e falaram que lá era assim mesmo. Então, resolvi fazer o documentário para despertar as pessoas para este problema”.


O baiano Rodrigo Cavalcanti, 34 anos, produziu o documentário e endossa as palavras de Max. “A gente queria fazer um documentário de denúncia. O filme faz uma crítica à política e até hoje não conseguimos exibi-lo nos espaços que fazem parte da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT). É importante falar também que Joel só ganhou notoriedade porque ele foi garoto-propaganda do governo do estado. Milhares de Joéis morrem todos os dias por aí e ninguém fica sabendo”, lamentou.
Depois da exibição do documentário, aconteceu um bate-papo sobre as questões abordadas no filme e os espectadores falaram sobre as impressões que tiveram da obra.


Movimento Desocupa
O Movimento Desocupa é composto por pessoas da sociedade civil e tem como intuito refletir sobre os problemas de Salvador e, consequentemente, os do país. De acordo com Ícaro Vilaça, 24 anos, arquiteto e um dos integrantes da iniciativa, o movimento tem como principal objetivo manter viva a cidadania. “A cidade está numa situação de descalabro, de renúncia da cidadania. As ações do Desocupa contribuem para refletir sobre a cidade e para fazer valer a cidadania em caráter permanente”. 


A estudante de geografia da UFBA, Lorena Stephanie, 21 anos, acha importante iniciativas como essa, mas teme que só fique no âmbito da teoria. “A maioria só fica na teoria. Na prática, a galera sempre se volta a favor do poder dominante”, afirma. O estudante André Cerqueira, 21 anos, faz algumas ressalvas também: “Eu acho bacana e de suma importância, mas seria melhor se saísse desses espaços comuns, porque as pessoas sabem dos problemas, mas precisam participar das discussões também. Seria mais interessante levar os debates para Periperi, Cajazeiras, Nordeste de Amaralina. É muito mais objetivo e viável tentar mudar as coisas olhando no olho”.


*Texto: Raulino Júnior

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Jorge Washington, ator do Bando de Teatro Olodum, se casa no Teatro Vila Velha


O Teatro Vila Velha se encheu de encanto na noite de terça-feira (12/06) para celebrar a união matrimonial entre Jorge Washington e Renata Dias. A benção ecumênica aconteceu na Sala Principal do Vila e foi realizada por representantes de diversas religiões. Cerca de 200 convidados testemunharam esse momento especial, que colocou em evidência a convivência e a tolerância religiosa e emocionou a todos os presentes. Após a cerimônia, os noivos receberam os convidados no Cabaré dos Novos.

Nota sobre o casamento que saiu hoje na coluna de Telma Alvarenga no Correio*

Santo Antônio do Vila


Ontem, 13/06, foi dia de Santo Antônio e, como manda a tradição, foi realizado no foyer do teatro a reza ao padroeiro do Vila! Estiveram presentes Marísia Motta, Acy Meirelles e Sônia Robatto, além de devotos do Santo. 


Esse ano o altar foi produzido por Maurício Pedrosa e Marísia Motta, coordenadora do evento que mantém a tradição de homenagear o Santo com rezas, cânticos e muita alegria desde 1998.


Histórico


Oficialmente a primeira reza começou no ano da reinauguração, com o altar feito por alguns artistas que estavam em cartaz com a peça “Dom Quixote”. Antes disso, Marísia Motta, Márcio Meirelles, Tereza Araújo, Cristina Castro e Chica Carelli, rezavam com fé a fim de atingir o mesmo objetivo: conseguir patrocínios que pudessem viabilizar a manutenção do Teatro. A graça foi alcançada, e desde então, o Teatro Vila Velha conserva essa tradição.


Nos primeiros anos foram convidados vários artistas para criarem altares para a reza de Santo Antônio: Lígia Aguiar, Bel Borba, Flávio Lopes, Maurício Pedrosa, Roney George, Marísia Motta, Dinorah Oliveira e senhoras das comunidades Plataforma e Fazenda Grande I. Com o decorrer do tempo essa tarefa ficou sob a responsabilidade de Lígia Aguiar.







terça-feira, 12 de junho de 2012

Promoção BaianaSystem no Vila da Música!


O Vila da Música traz aos palcos do Teatro Vila Velha o som produzido pela guitarra baiana do BaianaSystem nesta quinta (14/06) e nós vamos sortear 2 pares de ingressos! Quer concorrer? Siga o @VilaDaMusicatvv no Twitter e/ou curta a fan page do Vila da Música no Facebook! 

Com dois anos de história, o grupo produz uma música urbana com influências das culturas brasileira, africana e jamaicana e já se apresentou em lugares como a Expo Shangai/China, o Festival de Inverno de Garanhuns, o Brasil Rural Contemporâneo 2010 de Brasília, o REC Beat de Pernambuco, o Festival UFSCAR de São Paulo e o Sesc/Prata da Casa.


O sorteio será realizado dia 14/06 (quinta), às 14h.


Para participar da promoção no Facebook é necessário curtir a Fan Page do Vila da Música. Regras no Facebook. No Twitter, é preciso ser seguidor do @VilaDaMusicatvv e dar RT (retweet) na seguinte mensagem:


Quinta é dia de dançar ao som da @BaianaSystem no @VilaDaMusicatvv! http://kingo.to/17f0


Sobre o RT:


- Vale qualquer tipo (copiando/colando, RT pelo botão, RT por comentário), desde que não modifiquem a mensagem e o link!


Regulamento:


1. A participação é voluntária e gratuita. Qualquer pessoa física residente no Brasil pode participar desde que tenha uma conta no Twitter e a mesma não seja protegida.


2. O participante deve ser seguidor do @VilaDaMusicatvv e também deve dar RT (retweet) na mensagem com o link da promoção. (Não edite!)


3. O vencedor será escolhido por meio de sorteio realizado pelo Sorteie.me. E o resultado será anunciado no Twitter do Vila.


4. Divulgado o resultado, o vencedor será contactado via DM (Mensagem Direta) no Twitter. Caso não responda até as 17hs do dia 14/06 (quinta) perderá o prêmio.


Boa Sorte! 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Resumo da programação - de 11 a 17/06


qua | Exibição do Doc. “Menino Joel” | A cidade que queremos | Teatro Vila Velha | Movimento Desocupa | 13/06 | 19h | Gratuito | Sala Principal




qui | BaianaSystem | Vila da Música | 14/06 | 20h | R$ 20 e 10 |Sala Principal


sex a dom | O Olho de Deus – O Avesso dos Retalhos | Teatro | Cia Teatro dos Novos | 15, 16 e 17/06 | sex e sáb - 20h | dom - 18h | R$ 20 e 10 | Sala Principal

Velotroz lança EP no Vila da Música


A banda Velotroz, formada por Giovani Cidreira (voz , violão e composição), Tássio Carneiro (guitarra, teclado e composição), Sílvio de Carvalho (guitarra), Caio Araújo (contrabaixo e composição), Maicon Charles (bateria) e Filipe Cerqueira (percussão), lançou o mais novo trabalho no projeto Vila da Música, do Teatro Vila Velha, na noite da última quinta-feira, 7 de junho. 


Intitulado de Espelho de Sharmene, o EP (Extended Play) foi produzido por Jorge Solovera e é composto por quatro músicas: "Louva Deus", "Do Amigo", "Moda de Samba" e "Trio Elétrico". O show atraiu muita gente jovem e pessoas ligadas ao universo musical, como o vocalista da banda Órbita Móbile, Augusto Roque, de 30 anos. Ele elogiou o trabalho desenvolvido pela Velotroz. “Eu gosto muito da banda, ela tem a centelha da novidade. As letras das músicas são interessantes e as temáticas são muito soteropolitanas”, avaliou.

O show
Além de cantar as músicas do novo EP, a banda lembrou sucessos da carreira como "Domingo não estou no parque", "Eu, robô", "O pato e a galinha" e "Anti-herói americano". O público estava muito receptivo e, algumas vezes, fazia coro nas canções. Após o show, o vocalista da Velotroz concedeu entrevista ao Blog do Vila. Confira:

Blog do Vila:  No que se diferencia este EP dos trabalhos anteriores da banda?
Giovani Cidreira: A principal diferença é que agora a gente pode cantar o que a gente quer. Antes, a gente queria enganar as pessoas, cantando aquilo que elas queriam ouvir, mas que não era a nossa verdade musical.

BV: Como as pessoas podem adquirir o EP?
GC: Estamos vendendo nos shows no valor de R$ 5, mas as pessoas podem fazer o download através do nosso site (http://www.myspace.com/velotroz). Está disponível também na MidiaLouca e no site Sebo do Futuro.

Orquestra Castro Alves em concerto no Vila


A noite de quarta-feira, 6 de junho, foi destinada para a música clássica na Sala Principal do Teatro Vila Velha. A Orquestra Castro Alves (OCA), que faz parte do NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), sob a regência de Yuri Azevedo e David Calderón, realizou um concerto no qual apresentou peças de Frédéric Chopin (Prelúdio), Alberto Ginastera (Suíte Estância), Franz Peter Schubert (Sinfônia Inacabada), Manuel Artés (Chamambo), dentre outros. E, ao contrário do que muita gente possa pensar, o espetáculo foi muito disputado pelo público. O carteiro Levi Carvalho, 28 anos, justificou a sua presença e a de sua família: “Eu gosto desse tipo de música e foi uma boa oportunidade para trazer os meus sobrinhos e mostrar a eles a música clássica”, declarou.

Orquestra de palmas
Antes da apresentação, o clima era de muita ansiedade entre os músicos. “Eu estou ansioso porque o repertório é difícil, tem que ter concentração; mas estamos aqui para dar o melhor e tocar em conjunto”, confidenciou o violinista e aprendiz de luthier, Samuel Júnior, 20 anos.  De fato, os artistas não deixaram o nervosismo fazer parte da apresentação e mostraram que estavam afinados. A plateia também fazia o próprio espetáculo, aplaudindo as apresentações e dialogando com os músicos, criando, dessa forma, uma espécie de orquestra de palmas. Ao ser questionado sobre a experiência de tocar no Vila e o sobre o concerto, o regente Yuri Azevedo, 20 anos, resumiu: “Eu fiquei feliz”.


Texto: Raulino Cerqueira 
Foto: NEOJIBA

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Festinha de São João encerrando as aulas de ballet

Na tarde de hoje, as mães da Oficina de Dança para Crianças promoveram uma pequena confraternização no Passeio Público. Como amanhã é o dia da mostra que encerrará esse semestre de atividades, cada uma trouxe um pratinho de salgado, doce, bolo... outras trouxeram uma bebida... e a festa foi geral! Olha só a farra que foi!




A Oficina de Dança para Crianças é promovida pelo Núcleo Viladança com o patrocínio da PETROBRAS! Este semestre foram mais de 40 crianças que amanhã estarão no palco apresentando o resultado! É ás 11h, aqui no Teatro Vila Velha! Venham!

Novidades da Casa - de 08 a 14/07


Na próxima semana, A Outra Companhia vai à Alagoinhas para realizar a última etapa do projeto Remendando a Bahia. Após passar por dez cidades, o grupo realiza duas apresentações de "Remendo Remendó" no dia 12 de junho, às 10 e 15 horas, na Biblioteca Municipal Maria Feijó, e nos dias seguintes ministra oficinas voltadas para estudantes da rede pública de ensino e um workshop de arte-educação para professores.  


A Cia. Teatro da Queda está ensaiando o espetáculo "Breve Outono-Inverno" e estão em processo de criação da performance [instante.tempo].


O Bando de Teatro Olodum viaja no dia 13/06 para Belo Horizonte onde apresentam o espetáculo "Bença" no 11º Festival internacional de Teatro Palco e Rua. As apresentações serão na Escola de Samba Cidade Jardim, nos dia 15, às 20h, 16 e 17, às 18h. Jarbas Bittencourt dará uma oficina de música para cena e Marcio Meirelles, que conheceu o espaço quando foi para BH com o Festival VIVADANÇA, também dará uma oficina de teatro tecnológico.


A Cia. Novos Novos continua na corrida criativa para a estréia no dia 7 de julho do espetáculo Paparutas. Semana passada eles receberam alguns dos objetos de cena elaborados pelo cenógrafo Maurício Pedrosa. 


A Cia. Teatro dos Novos segue em cartaz com o espetáculo "O Olho de Deus - O Avesso dos Retalhos" sexta e sábado às 20h e domingo às 18h.


O Núcleo Supernova Teatro segue com uma rotina intensa de ensaios para a montagem de "Drácula, de Marcio Meirelles". É possível acompanhar todo o processo de criação através do site: http://materialdracula.com/

O teatro baiano perde uma de suas estrelas



É com pesar que informamos o falecimento da grande atriz Carmen Bittencourt, uma das fundadoras do Teatro Vila Velha. Carmen faleceu ontem (07/06), às 3h da manhã de falência múltipla dos órgãos, aos 94 anos de idade. O enterro foi realizado ontem mesmo, às 16h30, no cemitério Campo Santo. 


Carmen Bittencourt tem uma história de vida muito rica e importante para o teatro baiano. Juntamente com Carlos Petrovich, Echio Reis, Othon Bastos, Sônia Robatto, Tereza Sá e o diretor artístico João Augusto, ela interrompeu o curso da Escola de Teatro na UFBA, em 1959, três meses antes de se formar, por divergir da linha de ensinamento da Escola, e criou a Sociedade Teatro dos Novos.  


O intenso trabalho cultural do Teatro dos Novos levou o Governo do Estado a ceder, a título precário, um espaço no Passeio Público, atrás do Palácio da Aclamação para a construção da sua sede. Assim, em 1964, no dia 31 de julho, depois de uma maratona em busca de financiamentos para aquele arrojado projeto junto aos Governos Estadual e Municipal, empresários e toda a sociedade baiana - muitos bingos e livros de ouro depois - finalmente é inaugurado o Teatro Vila Velha.


Carmen teve papel fundamental no grupo, cuidando da sua administração e do registro de suas ações. Hoje, boa parte do acervo documental que constitui o Nós por exemplo – Centro de Documentação e Memória do Teatro Vila Velha é fruto de sua organização e dedicação ao Vila.


Além do Teatro dos Novos, Carmen trabalhou na seguradora Aliança da Bahia e também como assessora do Provedor José Vicente Tourinho na Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim, onde se aposentou em 1980.  


Em sua trajetória artística, Carmen atuou em espetáculos como Almanjarra (1957), Auto do Nascimento (1959), O Beijo no Asfalto (1961), Eles Não Usam Blequetai (1964), Estórias de Gil Vicente (1966), A Morte de Quincas Berro D’Água (1972), A Casa de Bernarda Alba (1973), Branca de Neve e os 7 Anões (1973) e Salvador em Salvador (2003/04). Também atuou nos seguintes filmes: Moleques de Rua, direção de Álvaro Guimarães (1963) e Entre o amor e o Cangaço, direção de Aurélio Teixeira (1965).


Em 1973 recebeu o Título de “MELHOR ATRIZ” pelo conjunto de seu trabalho. A maioria das peças foi dirigida por João Augusto, mas muitas outras tiveram a direção de Échio Reis, Haroldo Cardoso, Othon Bastos, Manoel Lopes, Mecena Sales, Péricles Cunha, Petrovich.


Mario Gusmão, Sonia Robatto, Carmen Bittencourt (centro) e Echio Reis em 
ELES NÃO USAM BLEQUETAI (1964) 

Fotos: Acervo do Vila

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Uma Costura de Memórias*


O Olho de Deus- O Avesso dos Retalhos, novo espetáculo da Companhia Teatro dos Novos, está despertando a curiosidade do público. Isso acontece porque a peça é apresentada em dois espaços do Teatro Vila Velha: no Palco Principal e no Cabaré dos Novos. 


Com o auxílio da tecnologia, Márcio Meirelles (diretor e colaborador da dramaturgia) e Sônia Robatto (autora) contam uma história triste, mas com muita identidade real. A montagem, que trata da vida de uma família decadente da aristocracia baiana, conta com nomes tarimbados do teatro baiano no elenco: Chica Carelli (Dos Anjos), Fernando Fulco (João), Sonia Robatto (Sinhá), Anita Bueno (Maria), Neyde Moura (Calú) e Marísia Motta (Filú). 


A história é costurada com críticas aos avanços sociais, com alguns aspectos importantes da história do Brasil e com as memórias dos personagens, que se apresentam tecendo as próprias vidas e entrelaçando sentimentos, angústias e descobertas.

Aprovação
O público que foi ao Vila conferir o espetáculo aprovou a história contada. Um bom exemplo é o do professor e sindicalista Augusto Sousa, 46 anos. “Adorei a peça. Ela trabalha com temas do cotidiano e mostra como cada personagem desenrola o seu mundo”. A esposa de Augusto, a auxiliar administrativa Vilma Sousa, 48 anos, completou: “A história é um retalho que, quando costurado, vai compondo a própria história da família. As histórias não estão separadas”. 


A temporada de O Olho de Deus- O Avesso dos Retalhos vai até o dia 1º de julho. Sexta e sábado, às 20h e domingo, às 18h. O ingresso custa R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). As reservas podem ser feitas através do telefone 3083-4600.


*Texto: Raulino Santos Cerqueira Júnior
Foto: João Milet Meirelles

terça-feira, 5 de junho de 2012

Cabeça de Nós Todos leva sua musicalidade para o Encontro de Compositores*


O Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha ficou lotado na noite da última quinta-feira (31/05). Tudo isso porque um público amante de música foi conferir mais uma edição do projeto Encontro de Compositores, que teve como convidado especial o grupo Cabeça de Nós Todos.

Formado por compositores, cantores e músicos da cena baiana, o Cabeça de Nós Todos faz pesquisas e experimentações musicais. Dentre os componentes da banda, estiveram no evento Aila Menezes, Deco Simões, Leonardo Reis, Marcelo Rocha, Mikael Mutti e Sérgio Rocha. Juntos, eles cantaram Sabe de uma coisa, Carteira de estudante e Alma feminina, que fazem parte do próprio repertório.

Os integrantes do Cabeça de Nós Todos não escondiam a satisfação em participar do Encontro. A cantora Aila Menezes, de 24 anos, sintetizou: “Eu fico muito feliz em ser baiana e em fazer parte de movimentos como esse”. Sérgio Rocha, de 40 anos, que é multifacetado no universo musical e lançou recentemente o novo Babado Novo, também descreveu a experiência: “Estou emocionado de felicidade, de afirmação e de ratificação de que a Bahia exporta o remédio da alma: a música. A ficha ainda não caiu”.

Cantos e contos
Como é de praxe no Encontro de Compositores, o público ouviu muita música e também muitas histórias. A cada acorde dos anfitriões (Jarbas Bittencourt, Arnaldo Almeida, Manuela Rodrigues, Sandra Simões, Ronei Jorge e Carlinhos Cor das Águas), uma história era contada sobre os motivos que originaram as canções.

A estudante de arquitetura da UFBA, Ruhana Falcão, de 21 anos, que nunca tinha participado do projeto, aprovou o formato. “Achei muito bom. Ouvia falar, mas nunca tive a oportunidade de vir. Pretendo conferir outras vezes porque o nível musical é excelente”, elogiou. O professor de ioga Thomas Korosec, de 43 anos, falou sobre a importância de iniciativas como o Encontro para quem é criador de músicas. “Os compositores não são lembrados como deveriam ser. Só o cantor é valorizado. Este evento serve para mudar isso”.

Com a palavra, os compositores
Antes de começar o show do Cabeça de Nós Todos, o compositor e tecladista Mikael Mutti, de 37 anos, filosofou: “A música não nasce quando a gente faz, nasce quando a gente mostra para alguém. O compositor tem essa necessidade”. E, pelo visto, ele estava certo. Muitos compositores foram prestigiar o evento a fim de participar em outra ocasião e poder mostrar suas próprias músicas. O compositor e percussionista Adson Tapajós, de 43 anos, parceiro de Zeca Brasileiro e Sérgio Rocha em sucessos como Cai fora, Amor à prova, Fulano in sala, Canudinho e Água, todas consagradas na voz de Claudia Leitte, endossa a opinião de Mikael. “É bom demais existir um evento como o Encontro de Compositores, porque tem compositor que nunca foi gravado e pode mostrar o seu trabalho”.

Zeca Brasileiro, 40 anos, compositor e músico, chamou a atenção para outro ponto. “Acho o projeto importante porque valoriza o compositor”. Para Jarbas Bittencourt, 40 anos, compositor e um dos idealizadores do Encontro, o projeto se destaca por apresentar a música de uma forma menos acabada. “Aqui, os compositores têm a oportunidade de mostrar o processo de produção da música, que é algo diferente e que muita gente se interessa”, avaliou.

*Texto: Raulino Santos Cerqueira Júnior
*Fotos: Lígia Rizério

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