segunda-feira, 31 de maio de 2010

Saudades

Wilson Melo interpretou Quincas Berro d'Água em montagem no Vila,
sob direção de João Augusto


O Teatro Vila Velha deixa aqui sua homenagem ao ator Wilson Melo, que nos deixou na manhã deste sábado. Ator com mais de cem peças e vinte filmes no currículo - encarnou duas vezes no teatro o personagem Quincas Berro d'Água - Wilson deixa saudades não apenas pelo talento, mas pelo companheirismo e energia que imprimiu em todas as suas relações.

O Bando é da Carelli!

Este é o título da chamada para a entrevista com Chica Carelli feita pelo jornal O Menelick - 2º ato / por Nayara de Deus.

"Chica Carelli é hoje a dama de ferro por de trás das coxias do Teatro Negro Brasileiro.
O rótulo, apesar de confrontar a doce figura da atriz e diretora teatral, sintetiza bem a importância da mulher que - desde o surgimento do Teatro Experimental do Negro (TEN), em 1944, e do Teatro do Oprimido, de Augusto Boal - ousou oferecer ao país uma dramaturgia voltada ao diálogo para as minorias e a valorização de grupos étnicos notadamente marginalizados pela sociedade, neste caso, os negros."

Para ler a entrevista completa, clique aqui.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Novos Novos realiza bazar

A Companhia de Teatro Novos Novos, um dos grupos residentes no Teatro Vila Velha, está em fase de preparativos para o seu segundo bazar, e todo mundo pode dar uma força. Basta trazer, até o dia 1/6, objetos usados em bom estado de uso - roupas, bijouterias, livros, CDs - dos quais você quer se desfazer. O bazar acontece no dia 6/6, das 10h às 15h, no Cabaré dos Novos. Quem quiser colaborar, pode deixar os objetos guardados na sala 2.

Bando brilha no julgamento do processo de anistia de Glauber Rocha

Momento da participação do Bando no julgamento


Atualmente em processo de conclusão do espetáculo "Bença", o Bando de Teatro Olodum deu um tempo nos ensaios da nova peça para participar de um momento importante da história do país: o grupo realizou um ato, misto de homenagem e mestre de cerimônia, do julgamento do processo de anistia de Glauber Rocha, realizado na última quarta, no Teatro Vila Velha.

Com texto de Cláudio Simões e direção musical de Jarbas Bittencourt, a participação no julgamento intensificou o processo criativo do espetáculo, na opinião dos atores e atrizes. "'Bença' trata do respeito aos mais velhos. Se estivesse vivo, Glauber teria 71 anos. A mãe dele tem 91 anos e é um exemplo de força", comenta Auristela Sá, atriz do Bando.

Bando de Teatro Olodum leva Cabaré à Camaçari

O Bando, em foto de Márcio Lima


Numa iniciativa apresentada pela Petrobras, o Bando de Teatro Olodum, grupo baiano formado exclusivamente por atores negros, leva para Camaçari, nos dias 29 e 30 de maio, o espetáculo de maior sucesso do grupo: Cabaré da RRRRRaça. As apresentações serão realizadas no Teatro Cidade do Saber, na rua do Telégrafo, s/n, Bairro do Natal, às 20 horas no sábado e às 19 horas no domingo. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). A ação faz parte das comemorações dos 20 anos de trajetória do Bando nos palcos baianos.

O Cabaré da RRRRRaça é uma revista musical que aborda questões atuais como presença do negro na mídia, identidade racial, religião, abolição da escravatura – 13 de maio, cotas nas universidades, mito do negro como objeto sexual e situações de discriminação no dia-a-dia, entre outras. Tudo isso de forma bem humorada e recheada por números de música ao vivo e dança. O Cabaré já foi visto por mais de 40 mil pessoas ao longo de seus 12 anos em cartaz, em mais de 240 apresentações em diversas cidades brasileiras, além de Portugal e Angola.

Serviço
Local: Teatro Cidade do Saber, Rua do Telégrafo, s/n, Bairro do Natal.
Telefone: (71) 3644 1631
Capacidade: 568 lugares
Temporada: Dias 29/05 (sábado), às 20 horas; e 30/05 (domingo), às 19 horas
Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Duração: 1h e 30 min

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Justiça

"Eu sofri muito, mas agora estou feliz. Muito obrigada. Vamos continuar nos lembrando de Glauber com toda a sua genialidade e com todos os seus defeitos. Que ele, onde estiver, participe desta festa"

As palavras são de dona Lúcia Rocha, mãe de Glauber Rocha, que acaba de ser declarado anistiado político pós-mortem. A família, representada no julgamento que acaba de se encerrar no Teatro Vila Velha pela mãe, filhos e viúva, recebeu o pedido de desculpas oficial do estado, representado pelo presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão. A família também passa a ter direito a indenização continuada, no valor de R$ 2 mil por mês.

A decisão foi tomada por unanimidade dos votos dos conselheiros Luciana Aguiar, Prudente de Melo e Ana Guedes. Foi testemunha o Ministro da Cultura Juca Ferreira.

Baile Esquema Novo dos Enamorados 12 de junho

Sábado dia 12 de junho é dia dos namorados e tem Baile temático com tudo diferente. Ou quase tudo. O Baile que é a sua discoteca de música brasileira, terá na linha de frente os mesmos dois zagueiros não-convocados por Dunga, os também DJs, camilofróes e el Cabong. Teremos samba, rock, samba-rock, frevo, forró e batucada, isso também permanece. Vai ser uma festa animada com sorrisos de boca inteira, nisso também não mexemos. Mas o resto mudou. Excepcionalmente e especialmente, o Baile acontecerá no palco principal do Teatro Vila Velha, no Campo Grande, devido à reforma do nosso lar original. O estacionamento é amplo, a cerveja é Skol e infelizmente não aceitaremos nenhum cartão. Começará quase pontualmente às 23h, custará 12 reais, sem consumação mínima.

Esta edição do Baile, que segundo consta, é a de número 34, não é apenas um Baile. Fechamos duas parcerias legais. Este Baile é a festa de promoção do espetáculo Os Enamorados, que está em cartaz no Teatro Vila Velha durante o mês de junho. E é também a festa de encerramento do projeto Interação e Conectividade, do Grupo Dimenti, o que é muito bom, pois já é garantia de um bom número de amigos e gente louca para se divertir. No Teatro Vila Velha, as regras são outras e algumas coisas é preciso saber. A mais importante delas é que não trabalharemos com cartões. É só dinheiro. A compra de bebidas será feita através de ficha. A cerveja vai ser Skol em lata e as bebidas quentes vão comparecer. Não vai poder fumar como já não pode em qualquer lugar, e teremos som em apenas uma pista maior. Vai ser um Baile bem diferente, e por isso mesmo, imperdível.

el Cabong e camilofróes mantém a pegada e a qualidade que seguram a festa há quase 3 anos, com variações entre novo, clássico e antiguidades, tanto do samba, como do rock, do xote e de gêneros menos classificáveis. Teremos momentos especiais de amor e de dançar juntinho para você que levar o seu namorado ou sua namorada para dançar e ser feliz, mas a noite também vai ser para quem quer esquecer que é dia dos namorados e simplesmente dançar até o pé começar a reclamar.

Então vamos revisar: Baile Esquema Novo dos Enamorados e do Interação e Conectividade, especialmente no palco do Teatro Vila Velha, no Campo Grande, às 23h, mais barato, 12 reais, com cerveja Skol, sem aceitar cartão - só dinheiro, com estacionamento e muito amor. Outro clima, outro espaço, novas aventuras, esperamos você, que esse Baile vai ser pra namorar.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Você lembra?


Edvana Carvalho (Edvana, deixe seu e-mail nos comentários para podermos fazer contato com você!) faturou o primeiro prêmio, e uma nova edição da promoção já está no ar. Agora é a vez de compartilhar lembranças sobre Áfricas, primeiro espetáculo infanto-juvenil do Bando de Teatro Olodum.

Áfricas leva para a cena a diversidade de histórias, povos, mitos e religiosidades do continente africano, em uma bela tentativa de suprir a escassez de referênciais africanos no imaginário infantil, povoado de fábulas e personagens europeus.

(Pra quem não lembra, a brincadeira é a seguinte: vamos publicar no blog do Vila a foto de um espetáculo do Bando de Teatro Olodum. Você olha a foto e posta, nos comentários do blog, uma história relacionada à peça. Pode ser um "causo", uma história de bastidor ou uma lembrança de como o espetáculo mexeu com você e sua forma de ver o mundo. A melhor história da quinzena fatura uma camiseta. Tá bom, ou não tá?)

E aí, do que você lembra?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Julgamento no Vila

Na próxima quarta-feira, 26 de maio, acontece o julgamento do processo de anistia política do cineasta Glauber Rocha, resultado de processo iniciado por sua filha, Paloma Rocha, em maio de 2006. O evento é aberto ao público e acontece no Teatro Vila Velha, às 15h. Está prevista a realização de um ato pelo Bando de Teatro Olodum.

Lembrando: Na próxima quarta, 26 de Maio de 2010, às 15h - Sala Principal do Teatro Vila Velha

Entrada franca - As senhas serão distribuídas a partir das 14h de quarta. Garanta a sua!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Tá rindo de quê?

Ontem tivemos palestra da Outra Cia de Teatro e Vanda Machado, escritora e doutora em educação, participou. Lembramos que em 2005 ela escreveu um texto sobre Divorciadas, evangélicas e vegetarianas, espetáculo da CTN, grupo Residente do Vila. Como as meninas estão em cartaz no Teatro Jorge Amado, vale a pena a nova postagem.

"Fazer rir é arte especialmente difícil, mais ainda se a provocação é fazer rir de si mesmo – rir com a finura de espírito dos que não temem a auto-ironia e o ridículo da condição humana. Chorar de rir diante da compreensão súbita do drama bufo que protagonizamos numa sociedade de Divorciadas, Vegetarianas e Evangélicas.

Tivemos Um dia de cão, poderíamos dizer com todo exagero que nos é peculiar, bem ao estilo do clássico hollywoodiano do diretor Sidney Lumet, estrelado em 1975 por Al Pacino e John Cazale. A decisão por findá-lo num teatro, assistindo a uma comédia, pareceu-nos a terapêutica recomendada para uma tranqüila noite de sono, após o estresse do trânsito, dos celulares insistentes, das tarefas por realizar e do relógio que não nos dava tréguas. Durante o dia nos falamos por várias vezes quase como uma promessa.

Três atrizes. Duas anônimas na platéia. O espetáculo burlesco exibia sem pudores a nossa vida tão ordinária. Gargalhávamos e igualmente gargalhavam todos os presentes, dir-se-ia, às bandeiras despregadas. Tão ordinária... por isso o inevitável contágio do riso - somos tão demasiadamente iguais e diferentes! E já não nos parece pouco modesto afirmar que éramos muitas no palco: pudicas, contidas, peruas, apaixonadas, sensuais, desmedidas, tolas... Mulheres. Éramos uma multidão na platéia.

Cumprimentamos as atrizes, Iara Colina, Vivianne Laert e Mariana Freire, agradecendo-lhes ter nos emprestado o espelho – artefacto invariavelmente presente nas bolsas femininas. Já não ríamos, refletíamos de renovadas perspectivas. Maravilhosas!!! Maravilhadas. À mirada caleidoscópica nos mostrava as mil máscaras que ocultamos ou deixamos à vista – brincávamos com a forma como as recriávamos com batons, blushs, lápis, gloss, bases e tantos badulaques que nos ajudam a caretear.

O depois foi revirar a bolsa, meio atabalhoadas, à semelhança de uma das personagens, à procura de moedas para o guardador de carros. Bolsas que guardam muitas bolsinhas e segredos, importantes bilhetinhos e canhotos de contas (claro que não vamos publicizar, aqui, os nossos absurdos paradoxalmente tão recônditos quanto flagrantes. O conteúdo das bolsas é sempre um mistério e uma aventura, assim como algumas máscaras femininas). A bolsa de Glória nos cabia inteirinhas. Um jeito e desejos que matamos todos os dias.Um tempo de espera como a divorciada, ou um tempo de pudores e comedimentos que sufocam e destrambelham na primeira oportunidade, como a evangélica e a vegetariana. E continuamos a nos indagar: estamos rindo de quê? Estamos rindo de quem?"

Vanda Machado, Ana Rita Ferraz

22 de janeiro de 2005

Dia das Mães no Cabaré dos Novos


Como todo dia é dia das mães, ainda tá valendo: este mês, os pequerruchos que vieram participar da atividade de formação de platéia promovida pelo Vila aproveitaram para comemorar no palco do Cabaré dos Novos o Dia das Mães. Olha só a cara dos bonitinhos - alguém tem alguma dúvida de que foi bom?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Última chamada para ver a Trup Errante

Só tem mais um fim de semana, hein?!


Última oportunidade para conferir as montagens da Trup Errante para A Dona da História e Pararupara – brincando de montar. Este fim de semana, o grupo de Petrolina realiza suas últimas apresentações no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha.

A Dona da História - Duas mulheres - uma com 20 anos, outra com 50 - conversam sobre suas vidas, trocam conselhos, discutem escolhas, traçam possibilidades novas para as suas histórias. Detalhe: as duas são a mesma pessoa. E agora? É a mais velha que conversa com a lembrança de quem foi ou é a mais nova que se imagina daqui a 30 anos? Quem é a dona dessa história? Texto de João Falcão com direção de Thom Galiano. Sábado e domingo, às 18h. Ingressos: R$ 16 (inteira).

Pararupara – brincando de montar – O espetáculo conta as peripécias de um bando de palhaços que resolve montar uma peça de teatro. Diante das peripécias inventadas por esses palhaços, as crianças da platéia precisam intervir para salvá-los. Texto de Sylvia Orthof com direção de Thom Galiano. Sábado e domingo, às 16h. Ingressos: R$ 16 (inteira)

Promoção Casadinha: a promoção vale também para o último fim de semana. O ingresso para as duas peças custa R$ 20 (inteira).

África: o fantástico e o mítico de suas lendas

Os aspectos fantásticos e míticos das narrativas de origem africana serão os assuntos debatidos na edição de maio do Fala Vila, um bate-papo com especialistas promovido pelos grupos residentes do Teatro Vila Velha. O encontro acontece em 19 de maio (quarta-feira), às 19h, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha. A entrada é franca.

No encontro deste mês, estarão presentes a escritora e doutora em educação Vanda Machado; a professora do Instituto de Letras da UFBA e especialista em literaturas africanas de países de língua portuguesa Fátima Ribeiro; a professora, pedagoga e contista Maria Luísa Passos, e o doutor em história pela USP e professor do programa de pós-graduação do CEAO – UFBA Valdemir Zamparoni.

Os especialistas vão discutir aspectos fantásticos e míticos das narrativas africanas pelo viés da literatura, da oralidade e da tradição pensando nas formas de apropriação dessas narrativas pela cultura brasileira, as influências e interferências dessa tradição na construção do nosso imaginário.

O Fala Vila de Maio é uma das ações do projeto Mar Me Quer, realizado pel’A Outra Companhia de Teatro, grupo artístico residente do Teatro Vila Velha. A estréia de Mar Me Quer está prevista para agosto, no Teatro Vila Velha.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Promoção PARARUPARA / DONA DA HISTÓRIA

Últimos dias para assistir as montagens do infantil Pararupara e A Dona da História no Teatro Vila Velha
Aproveite a promoção e assista aos 2 espetáculos pelo preço de um! / R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira)


Pararupara - infantil - 16 horas - (Trup Errante)
15 e 16 / 22 e 23 de maio

Em cena, uma trupe de palhaços resolve montar uma peça de teatro – Zé Vagão da Roda Fina e sua mãe Locomotiva – e, como era de se esperar, não conseguem tal empreitada sem que haja muitas peripécias e confusões


A Dona da História - Livre - 18 horas (Trup Errante e Pé nu Palco grupo de teatro)
Vencedor do Prêmio APACEPE 2010 de Melhor Espetáculo (Juri Popular) e Atriz Revelação
15 e 16 / 22 e 23 de maio

Uma história, duas atrizes, a mesma mulher. Uma no passado e a outra no futuro. E elas conversam, trocam conselhos, discutem escolhas, traçam possibilidades novas para as “suas histórias”. Texto - João Falcão

O nosso Pelô

Estamos acompanhando a conversa sobre o Pelourinho e torcemos pra que ela se reverbere. O Pelourinho é patrimônio da nossa cidade, mas o que vemos ali é apenas a casca, o conteúdo são as pessoas que dependem do comércio na região e as que moram por ali. Vale lembrar que não podemos nos restringir apenas ao Pelourinho. Temos que pensar no Centro Antigo (http://centroantigo.blogspot.com/) como um todo. A revitalização precisa ser feita no entorno.

Pois bem, Caetano publicou (http://bit.ly/9lmGxl), não sem razão, uma vontade de ter um novo pelourinho. Criticou o governo e a Secretaria de Cultura. Mas o pelourinho é nosso, da nossa cidade. É segurança, educação, turismo, cultura, direitos humanos, economia, etc. Então não podemos responsabilizar uma figura e um órgão apenas pelos acontecimentos.

O Secretario respondeu (http://tinyurl.com/26z5ppv) e a comunidade está se manifestando através dos comentários. O interessante é perceber que a maioria entende que o trabalho de base é mais importante que simplesmente um enfeite. Veja o que o Subprefeito do Pelourinho, José Augusto Leal, falou muito antes dessa conversa toda: http://alemdocarmo.com/node/24

“ ...Gastou-se muito em investimentos de infraestrutura urbana, restauro de igrejas e do patrimônio. Deve-se cuidar das pessoas, transformar o Pelourinho em algo agradável para a gente da terra. Transformá-lo em ambiente saudável, de convivência plena, para que qualquer pessoa, inclusive as que cheguem de fora, aproveite e usufrua do mesmo jeito. É preciso governança. Antes de ser patrimônio da humanidade, deve ser visto como patrimônio do povo de Salvador. Independente de partido político, é responsabilidade de todos os cidadãos.”

O que vale então, torcer contra ou ao favor? O que você acha?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Simples Rap'ortagem em Cena no Cabaré

A mistura de rap com axé não poderia ter sido melhor - olha aí um trecho do show Simples Rap'ortagem em Cena, com Jorge Hilton e Preto Du recepcionando Saulo Fernandes, da Banda Eva e Peu Meurray.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Resultado da seleção para oficinas do Ponto de Cultura

Saiu!

RELAÇÃO DOS ALUNOS SELECIONADOS PARA A OFICINA DE EDIÇÃO DE VÍDEO DO PONTO DE CULTURA TEATRO VILA VELHA

01. Andréia Pereira de Jesus
02. Carine Araújo
03. Danilo dos Santos Silva
04. Felipe Corrêa Guaré
05. Hebert Andrade
06. Ibson Alexandrino Araújo
07. Inácio Lima Santana
08. Israel Ribeiro da Conceição
09. Jean Silva Alves
10. Joana Rizério
11. Laise Pereira Palagani
12. Leandro Medeiros Santos
13. Priscila Hernandes
14. Priscila Pimentel Marcelino Marques
15. Rebeca Cristina Ferreira Bastos
16. Rodrigo Lacerda Oliveira
17. Roquildes Santos Junior
18. Thais Béu De Souza Novais Araújo
19. Valdinei Matos de Jesus
20. Vanessa Prazeres Barbosa Ferreira

RELAÇÃO DOS ALUNOS SELECIONADOS PARA A OFICINA DE VÍDEO DO PONTO DE CULTURA TEATRO VILA VELHA

1. André Luiz Saback Cohin
2. Andréia Cristina Bispo Conceição
3. Andréia Moro Maranho
4. Bruna Spoladore
5. Daiane da Silva Lima
6. Danila de Jesus
7. Diniz José Vieira
8. Gustavo Vitória Teixeira
9. Ivana Silva Figueredo
10. Larissa Magalhães Fagundes
11. Leila Carina Bezerra
12. Levi dos Santos Oliveira
13. Luiz Alberto Gonsalves dos Santos Paixão
14. Márcio Luis Andrade Santos
15. Marcos Cesar Barbosa Cordeiro
16. Matheus Silva Lins
17. Mauricio Araújo Santos
18. Nti Uirá Nunes Duarte
19. Núbia Rosália de Souza Ramos
20. Paulo César Alcântara Bittencourt
21. Paulo Roberto dos Santos Apolonio
22. Rafael Mendes Lucas
23. Rebeca Carapiá
24. Rogerio Vilaronga
25. Silvanele Brito de Jesus
26. Thais Teixeira de Matos
27. Tiago Lima
28. Vanessa de Santana Coelho Falcão
29. Victor Aede Rocha Amaro
30. Vladimir Santos Oliveira

Desculpem o atraso, tivemos alguns problemas com a internet.

Equipe do Vila

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fim de semana com palhaço, brincadeira e picolé

As atrizes Naiara Maria e Brisa Rodrigues em Pararupara


Ana Fernanda Souza - Nucom Teatro Vila Velha


Parafraseando o poeta, me arrisco - quem não gosta de palhaço, bom sujeito não deve ser. Afinal, a magia desses artistas chega a ser hipnótica: basta avistar um nariz vermelho pra brotar aquele sorrisão no meio da cara...

Neste fim de semana, o Cabaré dos Novos do Vila abriga um bando de palhaços que resolve montar uma peça de teatro (imaginem o tamanho da confusão...) em Pararupara - brincando de montar, o infantil que o grupo de Teatro Trup Errante, de Petrolina, apresenta por aqui em curtíssima temporada. O texto é de Sylvia Orthof.

É claro que, diante das peripécias inventadas por esses palhaços, as crianças da platéia precisam intervir para salvá-los. Traga seu filho, sobrinho, vizinho e a sua criança interior. Na saída, compre um picolé com seu Luciano (picolezeiro oficial do Passeio Público). Vocês merecem.

Vem ver: Pararupara - brincando de montar,com o Grupo de Teatro Trup Errante. Sábados e domingos, às 16h, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha. R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia). Até 23 de Maio.

Vem ver de Casadinha: Pararupara - brincando de montar, às 16h e A dona da história, às 18h. Sábados e domingos, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha. R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Até 23 de Maio.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rap com Axé no Cabaré (ih, rimou!)


Saulo Fernandes é um dos convidados especiais do show Simples Rap’ortagem em Cena, que a banda de rap apresenta nas noites de quinta (13 e 27 de maio), às 20h, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha. Com nova formação – Preto Du veio se juntar ao já veterano Jorge Hilton nos vocais este ano – a banda conta ainda com DJ Bandido nas pick-ups, b-boys (dançarinos de break) e bailarinos do grupo Filó. Esta semana, o show conta ainda com a presença do músico Peu Meurray.

Vale a pena lembrar que este mês, só haverá mais uma chance de conferir o trabalho da Simples no palco do Cabaré - dia 27 a dupla faz novo show, desta vez contando com as presenças ilustres de Banda Didá e Cortejo Afro.

Bom humor - Fiel à raiz do Hip Hop como música de protesto, a Simples Rap’ortagem tempera com bom humor a reflexão sobre temas sérios. Um exemplo é a discussão dos direitos das mulheres protagonizada pelos personagens MC Eduarda (na verdade, Preto Du caracterizado) e o machista MC Bengala (interpretado por Jorge Hilton):

MC Bengala diz:
“Jorge Hilton é um metido, Preto Du não impressiona E você deve ser mais uma feminista sapatona”

MC Eduarda rebate:
“O meu sapato grande tá no armário Feito na medida pra dar chute na sua bunda de otário”


Serviço

O quê: Simples Rap’ortagem em Cena
Quando: 13 e 27 de maio (quintas), 20h
Onde: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha
Ingresso: R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia)

terça-feira, 11 de maio de 2010

‘Uma vez, nada mais’: teatro mudo que deu o que falar

A premiada Aícha Marques em ação
como a costureira sonhadora de Uma vez, nada mais

E Uma Vez, Nada Mais volta ao palco do Vila Velha – desta vez, com dois prêmios na bagagem: o Braskem, nas categorias melhor espetáculo de 2009 (chique!) e melhor atriz para Aícha Marques. No palco, duas mulheres: de um lado, a costureira humilde e sonhadora, cujo amor não é correspondido. Do outro, sua cliente, uma noiva glamurosa prestes a concretizar sua felicidade. Aos poucos, elas descobrem que tem mais em comum do que pensam, compondo uma divertida “tragédia amorosa”.

Para contar esta história, a diretora Hebe Alves se valeu da estética do cinema mudo, idéia que surgiu em 1990, durante o VI Curso Livre da Escola de Teatro da UFBA. “Sob minha orientação, elas iniciaram a prática das variações de ritmo e outras qualidades de movimento, entrando no universo da ‘câmera rápida’ em oposição à ‘câmera lenta’, recursos narrativos próprios da arte cinematográfica, para utilizá-los na composição de seus desempenhos e na elaboração da cena teatral”, comenta a diretora.

A montagem traz também referências ao universo das novelas brasileiras, das dublagens, da chanchada, do melodrama. Concebidos por Zuarte Júnior, o figurino e cenário em preto e branco evocam nostalgia e saudade. A música, sob assinatura cuidadosa de Brian Knave, é quase um terceiro ator no palco. A equipe de criadores ainda conta com nomes experientes como Fábio Espírito Santo e Fernanda Mascarenhas no desenho de luz e Marie Thauront, na maquiagem.

Vem ver: Uma vez, nada mais. De sexta a domingo, às 20h, no Palco Principal do Teatro Vila Velha. Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Comédia Romântica no palco do Cabaré

Cátia Cardoso e Raphaela de Paula em foto de Leonardo Carvalho

Duas mulheres - uma com 20 anos, outra com 50 - conversam sobre suas vidas, trocam conselhos, discutem escolhas, traçam possibilidades novas para as suas histórias. Detalhe: as duas são a mesma pessoa. E agora? É a mais velha que conversa com a lembrança de quem foi ou é a mais nova que se imagina daqui a 30 anos? Quem é a dona dessa história?

O texto de João Falcão dá esse nó na cabeça da platéia. A Dona da História já virou filme (protagonizado por Marieta Severo e Débora Falabella e com direção de Daniel Filho). Vale a pena conferir a delicada encenação que a Trup Errante, de Petrolina, dá ao texto, em cartaz no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha. A direção é de Thom Galiano.

Logo na chegada, o público ganha uma flor, feita em fita, usada em um dos muitos momentos de interação entre atrizes e platéia. No palco, Cátia Cardoso e Raphaela de Paula desfiam os dramas da protagonista (que são um pouco os dramas de todos nós): o que seria da minha vida se, na hora "h", eu tivesse tomado outra decisão? Faz rir, e faz pensar.

Vem ver: A Dona da História, com a Trup Errante. Sábados e domingos, às 18h, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha. Entradas R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia).

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Você lembra?


Bastou uma semana: a primeira história (engraçadíssima, por sinal) sobre o espetáculo ‘Zumbi’ já está no ar, de autoria de Edvana Carvalho. Cadê a sua? Não seja canguinha: clica aí no botão dos comentários e conta pra gente.

(Pra quem não lembra, a brincadeira é a seguinte: quinzenalmente, vamos publicar no blog do Vila a foto de um espetáculo do Bando de Teatro Olodum. Você olha a foto e posta, nos comentários do blog, uma história relacionada à peça. Pode ser um "causo", uma história de bastidor ou uma lembrança de como o espetáculo mexeu com você e sua forma de ver o mundo. A melhor história da quinzena fatura uma camiseta. Tá bom, ou não tá?)

Pra começar, a imagem é essa aí - foto de Isabel Gouvêa de uma cena de Zumbi. E aí, você lembra? Conta pra gente.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Oficinas gratuitas de produção e edição de vídeo no Vila

Estão abertas inscrições para as oficinas audiovisuais gratuitas do Ponto de Cultura - Teatro Vila Velha. Vou dizer de novo: OFICINAS AUDIOVISUAIS GRATUITAS. São duas. Uma de vídeo, que envolve desenvolvimento de roteiro, operação de câmera, produção, pós-produção e finalização, e uma outra de edição de vídeo, que apresenta as possibilidades de edição não-linear o Final Cut Pro.

Saber vídeo é muito interessante. Desde a popularização de sites como Vimeo, Youtube e outros já há alguns anos, qualquer pessoa tem pelo menos um canal de escoamento dos seus trabalhos já garantido. Assim, já tem para quem mostrar. Sejam clipes, curtas, pequenos documentários, reportagens, propagandas, etc. É uma área em expansão do ponto de vista artístico, comercial e de difusão de informação em geral. Já mencionei que as oficinas são GRATUITAS?

Então vamos ao que interessa: inscreva-se enviando currículo e carta de intenção (quero fazer este curso porque...) para estudiodovila@gmail.com até o dia 10 de Maio. As vagas são limitadas, e como o curso é GRATUITO, a seleção será feita com base em currículo e carta de intenção. As aulas acontecerão às terças e quintas, de 20 de maio a 20 de agosto. As aulas de vídeo das 9 às 12h e as de edição de vídeo das 14 às 17h.

Dúvidas e mais informações, liga para o Estúdio do Vila, 3083-4613, ou manda por e-mail. De novo: estudiodovila@gmail.com

Vila D'água - Umbulante #10

quarta-feira, 5 de maio de 2010

É hoje!

Na história do Vila, o 5 de Maio é um dia pra lá de especial - foi hoje que, há 12 anos, o Teatro Vila Velha foi reinaugurado.

Oi, mas ele não tinha 45 anos?

E tem. Mas essa história não se deu sem sobressaltos.

Em 79, com a morte do prof. João Augusto, o Vila começou a passar por dificuldades. Um dos sintomas do período foi a paralisação das atividades, materializada na deterioração do prédio e dos equipamentos e no esvaziamento da experimentação, da formação, do protesto e da festa.

A retomada de fôlego se dá quando a Sociedade Teatro dos Novos firma convênio com a Organização Não-Governamental Sol Movimento da Cena, que passa a gerir o espaço - numa estrutura de grupos de trabalho subordinados a um Colegiado. A grande reconstrução foi em 1998, com a estréia de Um tal de Don Quixote e, de lá pra cá, foram 4.168 ações artísticas, para um público de 415.584 cidadãos do mundo.

E o sonho não morre... parabéns, Teatro Vila Velha!

Olha aí, Dunga!


Fim do VIVADANÇA, o pessoal da técnica e da produção resolveu descansar... jogando bola!! O "baba", disputado minuto a minuto, terminou em 6 a 5 para a turma da produção.