segunda-feira, 30 de junho de 2008

Projeto seleciona atores e atrizes negros

extraído de Plug Cultura


A ONG Grupo Outra Metade, em parceria com o Centro Cultural Plataforma, abre inscrições para seleção de atores e atrizes com idade entre 15 e 25 anos e morador(a) de bairros do Subúrbio Ferroviário ou Região Metropolitana de Salvador. Não é necessário ser profissional de teatro, mas é importante que os candidatos tenham alguma experiência na área e em música ou dança. Serão selecionados apenas 15 candidatos, que passarão por uma avaliação.

Os interessados devem dirigir-se até o Centro Cultural Plataforma munido de RG e preencher a Ficha de Inscrição entre os dias 08 a 18 de julho. A seleção ocorrerá nos dias 24 e 25 de julho e terá uma comissão de avaliadores.

O Projeto Teatro Negro no Subúrbio vai preparar adolescentes e jovens moradores desta região para montagem de espetáculo de teatro com temática totalmente ligada à Negritude, Afro-decendência e Eliminação do Racismo. Um dos requisitos que contará ponto na seleção é que os candidatos devem estar estudando ou ter concluído o ensino médio e ter disponibilidade para ensaios às terças-feiras e sábados, em espaços do Subúrbio.

Além da montagem do mais novo espetáculo de teatro do Grupo Outra Metade, o Projeto Teatro Negro no Subúrbio tem como objetivo estimular a produção teatral, a formação intelectual e promover discussões em torno do enfrentamento do racismo no Brasil. Está previsto para Novembro a esteia do espetáculo.

Serviço
O quê: Projeto Teatro Negro no Subúrbio / Seleção de atores e atrizes para montagem de espetáculo de Teatro Negro.
Quando: de 08 a 18 de Julho (inscrição) e 24 e 25 (seleção).
Onde: Centro Cultural Plataforma.
Contato: 3398-4769 CCP / 8896-2827 Jorge Ravinny
E-mails: centroculturalplataforma@gmail.com / ong.outrametade@gmail.com


TV POR ASSINATURA

Regras iguais, pede Fórum

Por FNDC em 24/6/2008

Reproduzido do boletim e-Fórum nº 210, de 21/6/2008, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

O programa Expressão Nacional, da TV Câmara, promoveu, no dia 17 de junho, um debate sobre o PL 29, em tramitação na Câmara dos Deputados, que trata da regulação para a TV por assinatura e permite a entrada das companhias telefônicas no setor. Participaram do programa: o relator do projeto, deputado Jorge Bittar (PT-RJ); o deputado Jorginho Maluly (DEM-SP), da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara; Alexandre Annenberg, presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA); Celso Augusto Schröder, coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); José Fernandes Pauletti, Presidente da Associação Brasileira de Telefonia (Abrafix). O vídeo do debate está disponível no portal da TV Câmara. Para assisti-lo na íntegra, clique aqui.

Em debate na TV Câmara, na terça-feira (17/6), com parlamentares e representantes de entidades do setor, o coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), jornalista Celso Schröder, defendeu a equiparação das regras para a entrada das empresas de telecomunicação (telefônicas) no mercado de prestação de serviços em TV por assinatura.

Para o FNDC, em posição já defendida publicamente (ver aqui), o texto que pretende unificar a legislação de TV por assinatura no Brasil – o PL 29/2007 – em debate há meses, avança no tratamento à produção de conteúdo nacional, mas pode significar uma série de retrocessos do ponto de vista do que já foi ganho em políticas públicas para o setor.

No debate da TV Câmara, Celso Schröder enfatizou o enorme esforço do deputado relator do PL 29, Jorge Bittar (PT/RJ), em fazer uma negociação entre duas grandes "modalidades" que disputarão o setor de TV por assinatura – as operadoras que já exploram o serviço (a cabo, DTH e MMDS) e as empresas de telecomunicação. "É desejável que as teles entrem no negócio, porque elas significam a convergência, a possibilidade de universalização do serviço. Por outro lado, elas não podem entrar como telefonia, porque a legislação que as regula não é a mesma legislação que regula a radiodifusão", lembrou o jornalista.

O dirigente do FNDC afirmou que a capacidade de concorrência das teles é absolutamente desigual em relação à radiodifusão, e, por isso, é necessário tornar o serviço equânime. Destacou ainda que, por enquanto, as telefônicas não entram no conteúdo, "mas não é verdade que esse negócio fabuloso que é o conteúdo vai deixar de interessar a essas empresas. É obvio e legítimo que façam isso", frisou, justificando, porsteriormente, que não é possível enfrentar um monopólio constituindo um outro. "Se as teles têm a primazia de ter sua estrutura montada publicamente, com a legislação de rede pública, e vão atuar no setor privado, têm uma enorme vantagem sobre a radiodifusão. É uma desigualdade", avaliou Schröder.

Uma só voz

De acordo com o Fórum, a nomenclatura utilizada para o setor apresenta problemas. "Às vezes falamos de infra-estrutura, às vezes falamos de conteúdo, às vezes de telecomunicações, às vezes de comunicações", explica, apontando a falta de um tratamento uníssono no PL 29, por uma razão, segundo Schröder, óbvia. "Essas matérias (os projetos de lei apensados ao PL 29) têm origem em um segmento comercial e empresarial do Brasil que começa com o senador Maguito Vilela, quando este apresenta uma demanda dos radiodifusores, que era de operar, excluir a entrada das teles a partir de um projeto de lei artificial, do meu ponto de vista, porque a tecnologia está impondo a convergência".

De outro lado, lembrou o dirigente do Fórum, aparece o deputado Paulo Bornhausen, que impõe o contrário."O problema é que estamos fazendo a regulação sob um foco e respingando sobre todo o resto. Não estamos atuando sobre a radiodifusão de uma maneira geral", disse Schröder, que apontou ainda para uma fuga ao debate a partir da Constituinte e, principalmente na escolha da TV digital. "Agora está estourando no nosso colo", salientou.

Controle público, rede pública e única

Uma das criticas que o FNDC faz ao projeto – e que são poucas, pontuais, porque o PL 29 tem o apoio do Fórum de uma maneira geral, lembrou o jornalista no debate – é da perda de dois princípios fundamentais: um deles é a idéia da rede pública e única, prevista na lei do cabo. O outro princípio, uma idéia cara ao FNDC e uma das suas primeiras conquistas, é a idéia do controle público "que nós conseguimos de alguma maneira implementar com o Conselho de Comunicação Social", afirmou o coordenador-geral.

Dica do Vila

Oficina de

Dança Criativa



Improvisação e técnica de dança moderna (Laban)

através do método Creative Dance.


Crianças – início em 07 de Julho - no Garcia

R$ 35,00 – 2 vezes por semana – manhã e tarde


Adultos – início em 05 de Julho – em Piatã

R$ 55,00 – aos sábados – das 14:00 as 16:00h.


Mais informações e inscrições

pelo e-mail:

dancacriativa@gmail.com


Fale com a educadora: (71) 3235-6868 / 8197-0833

Daniela - licenciada em Dança pela UFBA

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Bê-a-Bá no Pelô

Amanhã, às 11h, o pessoal do Grupo Oficcina Multimédia sai do Campo Grande em direção ao Pelourinho para divulgar a peça Bê-a-Bá Brasil. Eles vão usar as máscaras do espetáculo e prometem muito bom humor nas ruas para anunciar as últimas apresentações em Salvador.


Foto: Guto Muniz



Pra quem ainda não viu e quem quiser ver de novo, Bê-a-Bá Brasil está em cartaz no Vila sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Os ingressos custam 12 e 6 reais.

Grupo Oficcina Multimédia no Fala Vila

Em sua última semana na cidade, o Grupo Oficcina Multimédia – GOM promove hoje, às 19h, uma mesa-redonda para apresentar técnicas e resultados artísticos dentro do tema "Teatro Multimeios".

O GOM apresenta ao público e aos artistas baianos os princípios da estética multilinguagem que caracteriza seus espetáculos nestes 30 anos de existência. Com cenários móveis, utilizados e reconfigurados pelos próprios atores em cena, o grupo realiza montagens dinâmicas, marcadas pela criatividade no uso de materiais e elementos cênicos para acrescentar outros sentidos e significados ao que está sendo encenado.

Quem marca presença na platéia para fomentar o debate é a Miniusina de Criação, grupo formado por jovens profissionais de design, arquitetura e artes plásticas que vêm se destacando na elaboração de cenários e figurinos para teatro e dança em Salvador.

Apareça!

O quê: Fala Vila: Teatro Multimeios
Participante: Grupo Oficcina Multimédia (MG)
Quando: 25/06/2008 (quarta-feira), 19h
Onde: Cabaré do Teatro Vila Velha
Entrada franca

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Tito vai-se embora...

Mais uma despedida no NUCOM. Desta vez, nosso amigo Tito Ferradans é que tá se mandando, 11 meses depois de aportar no Vila. E não é só do teatro que ele se despede: em julho, ele parte de mala e cuia pra São Paulo, montado num "pau-de-arara", em busca de vida melhor, como milhões de outros nordestinos. (rsrsrsrs)

Boa Sorte pra você, Tito! Que seu caminho seja sempre iluminado!

E, quando vier a Salvador, não se esqueça:

- Venha ao Vila, Velho!!!



Adiós, muchacho!

Ensaio do Bando



O Bando de Teatro Olodum - grupo residente do Vila - segue firme nos ensaios para o seriado "Ó paí, ó", a ser exibido pela rede Globo. As gravações começaram hoje, 20/06, e vão até o mês de agosto. Daqui da Bahia, além dos atores do Bando, participam Frank Menezes e Ricardo Bittencourt. De renome nacional , temos Lázaro Ramos - que já integrou o grupo residente do Vila e participou do filme, Matheus Natchergale e Stênio Garcia. A série conta ainda com a participação especial de Preta Gil.

Ontem à tarde, o Bando ensaiou com o coreógrafo Zebrinha e a presença de Lázaro Ramos.





Zebrinha colocou a galera pra suar



Brás e Val em: "Olhares fatais"



Pisada no pé não vale!



O mestre dá as ordens



Onde está Wally?

sem comentários...




O Blog do Vila recebe, em média, 136 visitas por dia (dados de hoje!) e essas mesmas pessoas/computadores abrem a página cerca de 193 vezes (page views). É uma boa média, né?!

Então, eu pergunto:

- Cadê os comentários de vocês??!!!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Aquecimento pra Bê-a-Bá


Olha o "videozim" da peça dos "mineirim" que 'tão aqui no Vila.





Começa amanhã! Não perca!

ESTRÉIA BÊ-A-BÁ BRASIL

O Grupo Oficcina Multimédia estréia nesta sexta-feira a peça Bê-a-Bá Brasil: Memória, Sonho e Fantasia, que questiona a existência de um Brasil brasileiro.

Neste fim de semana, alunos e funcionários do Goethe-Institut (ICBA), Instituto Cervantes, Aliança Francesa e funcionários públicos têm direito a pagar meia-entrada. É só trazer comprovante de matrícula, contracheque, crachá ou cartão de ponto na bilheteria. Aproveitem a promoção!

A galera do GOM já está preparando o cenário para a estréia. Dá uma olhada nas fotos:



As turmas do GOM e do Vila envolvidas na arrumação


Os meninos não poupam esforços para deixar tudo impecável!


Enquanto isso, Joseph K. descansa. Afinal, vida de boneco-ator é difícil!!!


Bê-a-Bá Brasil – Memória, Sonho e Fantasia

Quando: sextas e sábados, às 20h | domingos, às 19h
Onde: Teatro Vila Velha - 71 3083-4600
Ingressos: R$12 (inteira) e R$6 (meia)
Temporada: De 20 a 29 de junho de 2008

+info: www.oficcinamultimedia.com.br

Presenças VIPs

Nas apresentações desta semana, Da ponta da língua à ponta do pé recebeu alguns convidados especiais.

Victor, de 4 anos, trouxe seus amigos dinossauros, que tiveram uma cadeira reservada só para eles! O danado sabe o nome e o tipo de alimentação de cada um dos bichos! Olha só:



Tem até uma girafa pré-histórica!


O espetáculo recebeu também o seu espectador mais novo desses quatro anos em que está em cena. Nícolas, de 2 meses, veio no colo da mãe, ficou quietinho o tempo inteiro e adorou as luzes e as roupas coloridas dos dançarinos.


A cara do pai!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Arte contra a violência

Eis o desdobramento do artigo de Lázaro Ramos no A Tarde de ontem: uma matéria inteirinha hoje sobre a questão, com depoimentos de integrantes do Bando de Teatro Olodum.

Segue abaixo imagem e texto da matéria no jornal.



Arte pode ser saída contra a violência

DANILE REBOUÇAS
dreboucas@grupoatarde.com.br
Colaborou Juracy dos Anjos

“Não consegui crer que, nas ruas onde eu fui criado e podia brincar, as pessoas não tenham mais o direito de pôr o rosto na janela de suas casas...”. O toque de recolher ao qual o ator e apresentador Lázaro Ramos se referiu, ontem, em artigo publicado em A TARDE atinge o bairro da Federação, onde moram familiares.

Criado na Federação, Lázaro é ex-integrante do Bando de Teatro Olodum e um dos protagonistas do filme Ó Paí Ó, que retrata, entre outras coisas, a violência na capital baiana. O filme, que agora vai virar série de TV, tem no elenco, além de Lázaro, outras atores do Bando que também conhecem e convivem de perto com esta realidade, mas que buscaram, na arte, uma alternativa de vida de não-violência, como é o caso do ator Jorge Washington, 44 anos, morador da Liberdade.

Ele afirma que “a violência está na porta de casa, todo mundo vê. O Estado só chega com repressão, faltam políticas públicas, referências políticas. O lazer, a saúde estão em segundo plano”. Jorge ressalta, ainda, que a sociedade também tem papel importante nesse processo. Ao se referir ao filme Ó Pai Ó, onde atua como Matias, Jorge o classifica como “atemporal, a história de 1992, que é universal e está inserida no contexto da violência”.

Para Fábio de Santana, 24, morador do Alto do Cabrito, a violência “reflete o desequilíbrio que a sociedade está enfrentando”. E alerta: “A violência não está somente nos bairros periféricos, mas em todos os bairros de Salvador, mas quem sofre mais são os moradores da periferia, que não têm acesso à educação, à saúde e moradia dignas”. Além disso, ele afirma que somente reforçar o policiamento não garante a segurança da população.

AMIGOS MORTOS – Érico Brás, 29, é morador de Fazenda Coutos e, mesmo trabalhando constantemente com o tema em apresentações, acha complicado falar da violência. “Infelizmente, não vejo uma saída imediata, demora para vermos resultados do poder público nessas comunidades”, justifica. Brás relata que alguns de seus amigos de infância já morreram, e outros, ele considera que estão em risco, por também estarem envolvidos no mundo das drogas. “Vivo essa realidade aqui no bairro, o tráfico domina, e adolescentes não têm outras opções, caem nas drogas, abrem concorrência de pontos, e começa uma disputa”, destaca.

A intérprete da baiana de acarajé no filme Ó Paí Ó, Rejane Maia, diz que uma forma de melhorar é investir em educação, arte e cursos profissionalizantes para a juventude. Ela desenvolve um projeto social para adolescentes e jovens, desde o ano 2000, na comunidade onde mora (Ogunjá). “Houve um crescimento de violência que a gente não sabe o porquê. Eu acho que investir em educação e na arte é um bom caminho para mudar esta realidade, principalmente para os jovens”, conclui a atriz.

Rítmica corporal


Os atores residentes do Vila participaram ontem à tarde de um mini-curso de rítmica corporal, oferecido por Ione Medeiros, diretora do Grupo Oficcina Multimédia. Dá uma olhada nas fotos:


Ione dá as instruções...


... e os atores se concentram nos exercícios!

A Bahia e o Bloomsday

Na segunda-feira, dia 16, o Grupo Oficcina Multimédia, de Belo Horizonte, comemorou em Salvador o Bloomsday. Em posts anteriores, o assunto está bem explicado e a programação que eles prepararam está listada em detalhes. Agora chegou a hora de saber como é que foi o evento - um verdadeiro acontecimento pelas ruas do centro de Salvador. O melhor: nas palavras da diretora da companhia, Ione Medeiros. As fotos são de Richard Zaira!





Ficamos perplexos com a participação das pessoas daqui. Realmente o desfile das noivas superou nossas expectativas. Saímos do Teatro Vila Velha em três táxis, carregando nove noivas, apenas uma delas era uma mulher que por sinal foi confundida com um travesti! Dentro dos táxis, que seguiram juntos, um atrás do outro, as noivas já chamavam a atenção, alguns se espantavam, ouvíamos os comentários mais engraçados: "Casamento de gays?".




Na Praça da Piedade, ponto de partida do percurso, desceram as noivas às 17 horas quando muitos colégios liberam os seus alunos. A praça estava cheia de homens, mulheres, crianças, gente de todas as idades. A garotada adorava, batiam palmas, carregavam a cauda do vestido das noivas, numa alegria típica dos baianos. Contratamos um carrinho de café que tem um equipamento de som e ele acompanhava o movimento das noivas com um texto de um fragmento de Joyce, que gravamos sobre a música, "Claire de Lune", de Debussy. O som, muito alto, não era de muito boa qualidade, mas isto já estava previsto.



Uma das noivas vestia uma capa preta que cobria todo o seu corpo, atrás colado na capa, um cartaz com o texto ‘A noiva estava de preto’, numa homenagem ao filme de Truffaut. Por baixo da capa ele (porque era um homem) vestia apenas uma cueca e sobre seu corpo escrevemos o mesmo texto do cartaz com tinta preta. Ele ficava coberto de preto muito tempo, e de repente surpreendia as pessoas abrindo a capa e mostrando seu corpo quase nu.



Nesta performance, a regra era buscar a interação com o espaço e a comunidade, nada foi pré-estabelecido além do próprio cortejo. As noivas sentavam no colo das estátuas, corriam pelo gramado distribuindo panfletos com textos de Joyce e divulgando o espetáculo "Bê-a-ba BRASIL", tudo isto ao som de Debussy.



Uma das noivas vestia um cinto feito de bananas que foram disputadas pelos passantes, mendigos e pivetes que conseguiram duas delas e saíram felizes. Saímos da Piedade com um cortejo de pessoas que nos seguiu pela Av. Sete de Setembro, antes parando em grupo na porta de uma igreja que celebrava a missa da tarde. Juntaram todas na porta como se esperassem a sua vez de entrar.



Algumas pessoas que assistiam à missa se levantaram para tirar fotos, o padre de longe ficou na maior expectativa. Ouvimos do público: ‘Isto só podia acontecer na Bahia!’. Seguimos pela rua, as noivas entravam nas lojas,andavam no meio das pessoas, nos ônibus, todos acenavam, gritavam, soltavam piadas, batiam palmas, nunca vi tanta participação. No final da Sete de Setembro, as noivas invadiram a rua e saíram correndo no meio dos carros. Não pedimos nenhuma liberação oficial, apenas invadimos as ruas. Como já estava escuro, o farol dos carros que vinham em direção a elas, servia como iluminação, tudo isto acompanhado do carrinho de café tocando "Claire de Lune" sobre o texto de Joyce: “A pobre Isa, está sentada tão sentida , sentilando...’.



Chegamos na Praça do Campo grande e ali o grande acontecimento foi a entrada das noivas numa fonte iluminada nas cores rosa, azul, branco, que iam se alternando, tudo um tanto brega! O público em volta delirava. Mais uma vez, não tínhamos autorização para isto e deixamos a fonte a pedido de um segurança. Já no final do percurso, o dono do carrinho de café trocou Debussy por músicas da mais nova moda baiana, o estilo ‘Arrocha’. As noivas com roupas molhadas, tiravam o público para dançar. Isto sem contar todas as ações das noivas no Campo Grande, que deitavam no chão e nos bancos da praça, ou acompanhavam os corredores de cooper que se exercitavam naquele momento, ou se sentavam juntas no meio fio, de frente para o ponto de ônibus e diante de uma fila enorme de pessoas abriam um livro de Joyce e liam textos para o público.



As comemorações continuaram no café do Vila, com exibição de vídeos feitos pelo grupo sobre textos de Joyce. Depois, lemos fragmentos de seus textos e abrimos espaço para que o público também os lesse. Encerramos com o concurso de melhor leitura da palavra trovão. O ganhador foi Ney Wendell, diretor de teatro e coordenador da área teatral na Fundação Cultural do Estado da Bahia. Ele foi premiado com um livro do GOM além de dois ingressos para assistir Bê-á-bá BRASIL. Terminado o Bloomsday, lançamos o nosso livro com exibição em vídeo dos espetáculos montados a partir de 1998 até 2007. A receptividade foi enorme. Em fevereiro deste mesmo ano já havíamos lançado o livro em São Paulo (no TUSP) e depois o distribuímos pelas principais instituições culturais da cidade entre elas o MASP, o Instituto Moreira Salles e o Centro Cultural São Paulo. Aqui em Salvador estamos promovendo, então, o terceiro lançamento do livro que também será distribuído pelos Centros Culturais e bibliotecas mais importantes da cidade.
Nesta semana entraremos novamente em cartaz desta vez com Bê-á-bá BRASIL aqui no Vila no dia 20 de junho até o dia 29 do mesmo mês, quando retornaremos para BH.



De tudo isto, o que mais nos encantou foi a receptividade e a alegria do povo baiano. Foi gratificante a realização do Bloomsday em Salvador. Estamos todos muito felizes.

Um grande abraço,

Ione


Pessoal do GOM, que tal fazer o Bloomsday 2009 em Salvador de novo?!!


Valeu, criançada!

As apresentações de Da ponta da língua à ponta do pé para a Rede Municipal de Ensino foram um sucesso! Em seis dias, 2.400 crianças assistiram ao espetáculo e se encantaram com a história da Isadora e do Zé! Com isso, "Da ponta", que é recomendado pela UNESCO, supera o número de 37.000 espectadores em 4 anos de existência.

O projeto chega ao fim hoje à tarde, mas o Vila não vê a hora de trazer essa garotada de novo pra encher o teatro de alegria!


A meninada à espera do espetáculo


Platéia cheia!!!


Cia Viladança arrasando em cena!

terça-feira, 17 de junho de 2008


Segue o texto do ator Lázaro Ramos, publicado hoje no jornal A Tarde.

Toque de recolher, medo e indignação

Lázaro Ramos, Especial para A TARDE

Cheguei aqui em Salvador há quatro dias. Vim para filmar Ó Paí Ó, que agora está tendo um desdobramento, virando série para ser exibida na TV. Só no domingo consegui ir visitar uma parte da minha família que mora na Federação. Ao chegar lá, às 19 horas, percebi que a rua estava vazia. Imaginei ser o vazio normal e soturno dos fins de domingo, que nos prepara para começar a semana. Ao chegar em casa, alguns dos meus parentes e vizinhos estavam lá, assistindo televisão. Começaram a me contar as novidades. Lá para as tantas perguntei por que eles estavam em casa e fui surpreendido como que por um soco, com a informação de que era por causa do “toque de recolher”.

Não entendi. Não consegui crer que, nas ruas onde eu fui criado e podia brincar, até pelo menos 23 horas com tranqüilidade, as pessoas não tenham mais o direito de pôr o rosto na janela de suas casas a uma hora daquelas. Não consigo crer que vários assassinatos de policiais, traficantes e inocentes estejam se tornando uma constante.

Conflito armado! Aqui, eu abro parênteses para dizer que, mesmo morando no Rio, ouvi falar de alguns casos de violência ocorridos nesta região de Salvador. As histórias me mobilizaram e entristeceram, mas pensei que eram casos isolados como os que acontecem esporadicamente em todas as grandes capitais. Infelizmente, ouvi a frase que mais me amedrontava: “Isto aqui está parecendo alguns lugares do Rio”.

Moro no Rio de Janeiro há oito anos. Gosto muito, sou bem tratado. Reconheço todas as suas qualidades, geográficas, de oportunidades, de luta das pessoas para resolver os problemas que a história carioca gerou.

Mas, nunca me acostumei com a idéia de que, em algumas localidades, havia toque de recolher, e a idéia de que o tráfico de drogas e conflitos armados causavam tantos danos a várias vidas, estejam elas envolvidas ou não com o crime.

Recentemente, fiz uma novela que, da maneira que o autor pôde ou quis, discutia a vida numa comunidade. De forma não explícita, percebíamos códigos que uma comunidade como aquela criava para sobreviver.

A equipe técnica do programa que dirijo e apresento (E spelho, Canal Brasil) é toda composta por ex-alunos formados pela Central Única das Favelas (Cufa) – organização que busca dar uma outra alternativa para os jovens dessas comunidades, seja profissionalmente, seja no campo do referencial. No primeiro momento, incorporei esses jovens ao programa como uma atitude política. Depois, isso virou uma necessidade profissional: são competentes e agarraram a oportunidade com unhas e dentes. Ou seja, o tema não está longe da minha vida.

Mas não há como chegar e ver o Garcia, a Federação, o Calabar e tantos outros bairros passando por essa situação, e não ter um sentimento como o que estou tendo agora.

Então, como primeiro passo, escrevo.

Escrevo para falar com meus conterrâneos. Escrevo para falar aos envolvidos nessa situação; sejam aqueles que estão envolvidos no tráfico e matam seu irmão; sejam os policiais que estão enfrentando essa situação, que é uma bomba-relógio; sejam os que perderam seus entes queridos. E, principalmente, para falar às autoridades e a todo aquele que não sabe o que está acontecendo, ou aquele que, como eu, sabe dessas situações e, de alguma maneira, está protegido com a falsa distância. Falsa, porque essa situação está muito próxima de nós, por mais que não percebamos tudo isso mais claramente.

Agora me vêm a mente várias perguntas: o que eu posso fazer? O que eu vou fazer? No que se transforma o personagem que estou fazendo no Ó Paí Ó? Qual o sentido da arte? Como o Estado vai intervir nisso? O que nós faremos para acabar com esse absurdo? Por que o morador da mesma cidade, uma cidade cheia de questões para serem resolvidas, mata o outro desse jeito? Qual a alternativa que vamos dar às nossas crianças e adolescentes? Pergunto, também, o que as autoridades farão para conter essa situação? Esta pequena reflexão é um desabafo, esperançoso de que nosso esforço coletivo e emergencial vá mudar esse quadro.

Tenho esperança. Na conversa com a minha família e vizinhos, o tom em que eles falavam ainda não continha o conforto e a acomodação. Eu vi desconforto, medo e, principalmente, inadequação à realidade como esta.

Não merecemos isso.

Ainda tenho esperança de ver, nesta mesma rua que passei minha infância, outras crianças brincando – e tendo outra alternativa que não o medo e a ilusão de que o seu futuro não pode ser melhor. O Futuro pode ser melhor, sim! P.S.: ao sair da casa da minha família, uma viatura passou por mim em alta velocidade, os policiais com armas em punho.

Bem no lugar onde antes eu me escondia para não ser encontrado, pois estava brincando com meus amigos...

Novos Editais para a Cultura Baiana

Parceria entre Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda vai viabilizar pelo menos 38 produções inéditas através de recursos do Fundo de Cultura



segunda-feira, 16 de junho de 2008

Santo Antônio no Vila



A edição 2008 da reza de Santo Antônio no Vila foi super animada! Com a presença da comunidade vizinha, público do Teatro, jovens e adultos vindos do bairro de cajazeiras especialmente para a festa e ainda o "Amigo do Vila" Alamiro Santos - da Clínica IRPOS, e Dora Caino, do Departamento de Relações Institucionais da Oi - um de nossos patrocinadores.

Confira as fotos! Ano que vem tem mais!


O homenageado em seu altar principal




Lígia Aguiar há 10 anos faz o altar do Santo na festa do Vila



Marísia Motta - a organizadora (no meio) : dez anos de devoção!



Olhos atentos para não embaralhar o latim



Depois da reza o povo caiu no forró!

Oficinas no TCA


O Núcleo de Teatro do Teatro Castro Alves vai estender ao público externo as bem sucedidas oficinas realizadas com o elenco do espetáculo “Policarpo Quaresma”, que acaba de estrear na Sala do Coro do TCA, sob a direção de Luiz Marfuz. As oficinas de Mímica Corporal Dramática (MCD), com George Mascarenhas; Dança Afro-brasileira (Marilza Oliveira); Canto Popular (Marcelo Jardim) e Teatro Griô – Contador de histórias (Rafael Morais) têm carga horária de 32 horas/aula e serão desenvolvidas a partir de 01 de julho, na Sala de Ensaios do TCA, podendo participar atores e estudantes de teatro com idade mínima de 18 anos. As inscrições gratuitas serão feitas no período de 18 a 30 de junho, no Núcleo de Produção do TCA, de segunda a sexta, das 14 às 18 horas. Informações pelos telefones (71) 3117-4881/4882 e no site www.tca.ba.gov.br

Consulta sobre o Prêmio Myriam Muniz

Funarte disponibiliza minuta de edital do Prêmio Myriam Muniz 2008/2009 para consulta pública

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) disponibiliza para consulta pública a Minuta de Proposta para Edital do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008/2009, com o objetivo de garantir a transparência na elaboração das políticas culturais da instituição. As sugestões serão recebidas até às 22h do dia 21 de junho de 2008. Para participar, faça o download da Minuta (abaixo) e, após efetuar a análise do texto, envie seus comentários e sugestões de alteração para teatro@funarte.gov.br, informando seu nome, ocupação na área do teatro, endereço, telefone para contato e e-mail.

O Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008/2009 prevê um investimento de R$ 7 milhões para o setor, com patrocínio da Petrobras. Foi criado com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de atividades de teatro adulto, teatro para a infância e juventude, teatro de bonecos e teatro de rua. Na edição 2007/2008, uma comissão composta de quatorze membros, representando as cinco regiões, julgou os mais de mil projetos inscritos e distribuiu 166 prêmios.

Com o objetivo de democratizar o processo de elaboração das diretrizes norteadoras de uma política cultural que atenda aos anseios e reais necessidades da comunidade, a Funarte conclama artistas, produtores, entidades e outros profissionais ligados ao
teatro a apresentarem propostas a serem incorporadas à redação final do Edital do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008/2009, para a definição de linhas de atuação, critérios de avaliação, segmentos a serem contemplados e alocação dos recursos disponíveis.

O edital contempla projetos de manutenção de grupos, projetos para montagem de espetáculos, de pesquisa, de oficinas gratuitas de capacitação profissional, seminários, palestras, workshops e afins, entre outros.

Fundação Nacional de Artes - Funarte
www.funarte.gov.br
Assessoria de Comunicação Social
Telefone: (21) 2279-8056 e (21) 2279-8065

É hoje - Bloomsday!


Hoje é o Bloomsday! Dia de celebrar o escritor James Joyce e sua obra.

As comemorações iniciam às 17h, na concentração para o desfile que vai da Piedade ao Campo Grande e de lá para o Vila. Todos, de preferência, vestidos de noiva! Participe!

Veja logo abaixo o
post com a descrição detalhada do evento e algumas fotos do ano passado, em Belo Horizonte.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Bloomsday em Salvador

Na segunda-feira, dia 16, o Grupo Oficcina Multimédia (GOM), de Belo Horizonte, aproveita sua estadia em Salvador e realiza uma série de ações em comemoração ao Bloomsday – data dedicada mundialmente ao escritor irlandês James Joyce. O grupo prepara um evento especial, com direito a cortejo performático no centro da cidade, a partir das 17h, da Praça da Piedade até o Campo Grande. De lá eles seguem para o Cabaré dos Novos, no Vila, onde mais atividades marcam o dia e o lançamento do livro "Grupo Oficcina Multimédia- 30 anos de integração das artes no teatro", às 19h.

Toda a programação é aberta ao público. Homens e mulheres podem (e devem!) participar do cortejo em traje de noiva branco. O desfile faz parte da performance “As Noivas de Joyce”, uma referência à personagem Molly Bloom, do romance Ulisses, do escritor.

Nas fotos abaixo, as "noivas" se divertem no desfile feito pelo grupo no ano passado, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Em 2007, eles comemoraram o centenário do Bloomsday. As imagens são de Laura Mourão.



Concentração para o desfile



"banho de noiva"



As "noivas" sempre choram...


Confira a programação e não deixe de vir!
  • 17h - Performance: As Noivas de Joyce - Desfile de noivas – homens ou mulheres – com saída da Praça da Piedade em direção ao Campo Grande;
  • 19h - Lançamento do livro "Grupo Oficcina Multimédia- 30 anos de integração das artes no teatro" - Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha;
  • Mostra de vídeos produzidos pelo Grupo Oficina Multimédia com inspiração na obra de James Joyce e sobre as atividades nos 30 anos de história do grupo;
  • Leitura de textos de James Joyce – Trechos selecionados serão lidos pelos artistas do GOM e pelo público;
  • Concurso de leitura da palavra-trovão - Palavra de 100 letras constituída de vários idiomas com o mesmo significado: trovão. O primeiro colocado do concurso receberá um livro do Grupo e um convite para o espetáculo Bê-a-bá BRASIL; o segundo receberá um par de convites e o terceiro receberá um convite individual.


quarta-feira, 11 de junho de 2008

Festival Internacional de Artes Cênicas



Estão abertas as inscrições para o Iº Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia - FIAC Bahia.

O Festival, coloca a Bahia na rota das grandes produções, trazendo a experimentação, a provocação, a investigação para os palcos baianos.

Para se inscrever acesse o site www.fiacbahia.com.br, leia as condições e preencha a ficha de inscrição.

O Festival acontecerá no período de 24 a 31 de outubro de 2008 e as inscrições estarão abertas até 12 de julho.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Da Ponta da língua à Ponta do Pé


A partir de amanhã, 10 de junho (terça-feira), a Cia Viladança entra numa maratona de seis dias de apresentação de “Da Ponta da Língua à Ponta do Pé”, com duas exibições diárias gratuitas - 12, ao todo. A peça é remontada em parceria com a Secretaria de Educação do Município e tem a platéia reservada para 2400 crianças da rede pública de ensino. São grupos de 200 alunos, que vão conhecer a história da dança contada de forma lúdica, numa peça com toques de comédia romântica em que os dançarinos também cantam e interpretam.

Com esta série de apresentações, o espetáculo – que é um dos de maior sucesso da companhia – ultrapassa a casa dos 37.700 espectadores! Respaldado pela Unesco, “Da Ponta da Língua à Ponta do Pé” tem direção de Cristina Castro, que também trabalhou no texto junto com João Sanches, a partir da pesquisa histórica de Lúcia Matos.

O conjunto de encenações faz parte do projeto “Dinamização das Atividades da Cia Viladança”, patrocinado pelo Fundo de Cultura - programa de Fomento à Cultura do Governo do Estado da Bahia.

Teatro nos shoppings

Notícia extraída do Correio da Bahia, 07/06/2008. Coluna "Informe da Bahia":

A líder do PCdoB na Câmara de Salvador, vereadora Aladilce Souza, apresentou projeto que torna obrigatória a construção de, no mínimo, uma sala de teatro com foyer para exposições de artes nos shoppings centers em Salvador. Os shoppings já existentes, segundo a comunista, terão um prazo de três anos para se adaptarem à nova legislação. Como acontece em outras capitais do país, o projeto determina que a sala tenha capacidade mínima para 450 pessoas e seja equipada com luz e som dentro dos padrões do segmento.

Que tal a turma das artes cênicas se organizar para pedir uma tramitação rápida para esse projeto? Bom pra todo mundo!



sexta-feira, 6 de junho de 2008

Amores de Maria


Às 9h30 da manhã deste sábado, 07 de junho, Ricardo Fagundes e suas alunas da oficina “O Corpo em Cena” servem um café da manhã no Cabaré dos Novos para apresentar o resultado do trabalho, que recebeu o nome “Amores de Maria”. Desde o dia 3 de maio, as seis mulheres que compõem o grupo têm aulas de interpretação com o diretor. No sábado, cada uma delas entra em cena com um texto de autor conhecido, como Chico Buarque e Aloísio de Azevedo, em uma esquete elaborada por si mesma e direção de Ricardo. O elenco é composto por Indaiá Oliveira, Jaqueline Moraes, Juliana Leite, Larissa Silva, Valquíria Santana e Marta Torres. A entrada é franca.

A Acusação

Veja um recorte da montagem que estréia hoje à noite. 20h (sex e sab), 19h (dom). R$ 12,00/6,00.



"A Acusação" estréia hoje!


Estréia hoje à noite, às 20 horas, o espetáculo "A Acusação", do Grupo Oficcina Multimédia (GOM), que marca a chegada dessa trupe mineira para a temporada de um mês no Vila.

Inspirada na obra "O Processo", de Fraz Kafka, a peça integra atores, bonecos, vídeo, material cênico e texto em torno de Josef K., um homem comum, que, detido injustamente, vê-se de um dia para o outro engolido pelas malhas da justiça.

O período em que o Grupo se estabelece no Teatro vai ser dividido entre duas montagens: esta que inicia hoje e vai até o dia 15 de junho e "Bê-a-bá BRASIL, do dia 20 a 29.

O GOM traz ainda na bagagem o lançamento do livro "Grupo Oficcina Multimédia - 30 anos de Integração das Artes no Teatro", que acontece dia 16 (uma segunda-feira), às 19h. A entrada é franca e o evento comemora o Bloomsday - dia internacional do escritor irlandês James Joyce.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ó pa Regina...


Olha que bacana o depoimento de Regina Casé sobre a peça Ó paí, ó!, que o Bando de Teatro Olodum apresenta hoje em Recife:




A apresentação de hoje é a segunda pelo Festival Teatro Brasileiro - Cena Baiana em Pernambuco, do qual já participou a Cia. Viladança. Acontece às 20h, no Teatro Santa Isabel.

Conversas Plugadas - Philip Boulay


O projeto "Conversas Plugadas", do Teatro Castro Alves, recebe em sua primeira edição de 2008, o diretor francês de teatro Philip Boulay. Autor de montagens inspiradas em textos de autores clássicos como Molière e Alfred de Musset e contemporâneos como os textos de Bernard-Marie Koltès, Boulay foi professor da Escola Superior de Arte Dramática de Helsinque (Finlândia) e desde 2000 dirige numerosos ateliês na França e em outros países. Boulay já apresentou espetáculos em mais de 15 países e está na Bahia para coordenar oficinas para atores que serão escolhidos para a montagem dos textos de Bernard-Marie Koltès intitulados Combate de Negro e de Cães e Tabataba em 2009 durante o Ano da França no Brasil. Essa edição do "Conversas Plugadas" é uma realização do TCA em parceria com a Aliança Francesa.

Sala do Coro do TCA - Dia 10 de junho (terça-feira)
Horário: 19h
Entrada Franca

fonte: Informativo TCA

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Inscrições para Pontos de Cultura até dia 30/06



As inscrições para o Edital Pontos de Cultura foram prorrogadas até o dia 30 de junho. Agora não é mais necessário apresentar contrapartida econômica para ter acesso aos recursos.

Já aconteceram duas Oficinas de Capacitação Edital Pontos de Cultura transmitidas pela Rede Educação do Instituto Anísio Teixeira. Os técnicos da Secult responderam às dúvidas dos participantes e deram orientações para a inscrição do Edital. Em breve, estaremos disponibilizando o recurso audiovisual na internet.

Realizado através de convênio com o Ministério da Cultura, o Edital Pontos de Cultura vai selecionar 150 novos Pontos de Cultura na Bahia. Cada um receberá R$60 mil por ano, durante três anos, para impulsionar ações culturais em suas comunidades. No primeiro ano, R$ 25 mil serão destinados à compra de um kit multimídia com computador, mini-estúdio para gravação de CD, câmera digital, ilha de edição, entre outros equipamentos. A idéia é criar uma rede de pontos de cultura em todo o país através da inclusão digital, o que vai envolver um investimento total de R$27 milhões.

Para participar, é preciso atuar há dois anos na área de cultura e apresentar CNPJ. Podem se inscrever grupos de capoeira, hip-hop, teatro, música, dança, circo, cultura popular, círculos de leitura, cineclubes, rádios comunitárias, entre muitos outros. Os documentos e os manuais do Edital Pontos de Cultura estão disponíveis nos órgãos municipais de Cultura.


SERVIÇO
Inscrições para o Edital Pontos de Cultura: até 30/06 - 17h.

Mais informações:
(71) 3116-4077 ou 4089
www.cultura.ba.gov.br/pontosdecultura

Fonte: Secult - ascom@cultura.ba.gov.br

terça-feira, 3 de junho de 2008

Sua vez de participar!


Logo mais, às 15 horas, tem início o debate sobre a proposta de
Lei de Fomento às Artes Cênicas no Estado da Bahia, no Plenarinho da Assembléia Legislativa, com a presença confirmada do Secretário de Cultura.

A discussão é importantíssima para quem atua no meio e é a partir dela que se pode garantir melhores condições de produção e trabalho para o teatro, a dança e o circo na Bahia.

NÃO FALTE!

Às 14h sai um buzu do Campo Grande (da frente do antigo Clube Cruz Vermelha), especialmente para levar os interessados ao debate. Após a discussão ele retorna ao mesmo local. Não tem desculpa pra não ir, né?!

É sua chance de participar das decisões!

Ó pa Recife, ó!

O Bando de Teatro Olodum embarca hoje para a terra do frevo, onde vai apresentar Ó Pai, ó!. A peça será encenada nos dias 04 e 05 de junho (quarta e quinta), no Teatro Santa Isabel, pelo Festival de Teatro Brasileiro – Cena Baiana em Pernambuco. Tem tudo pra fazer um sucesso arretado entre o público pernambucano!



Atores do Bando em "Ó Paí ó!"

E por falar em Bando, até o dia 20 de junho acontecem os encontros da oficina de dança e interpretação para atores profissionais. As aulas começaram no dia 9 de abril, após seleção, e serão finalizadas com uma apresentação gratuita da peça Bai Bai Pelô, no palco principal do Vila. Quem quiser conferir o talento da turma, pode chegar! Os ensaios são abertos, às segundas, quartas e sextas, das 9h às 12h.

Vai rolar...







O Vila Velha torce pela recuperação de Maria Carolina Guedes Queiroz, a artista que se acidentou durante apresentação no passeio público na última sexta.


Lamentamos o triste acidente quando soubemos, mas preferimos agora pensar positivo pela sua melhora e esperar que ela possa retomar logo suas atividades.

Ficam nossos desejos de saúde e força!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Você Sabia...

... que o Teatro Vila Velha disponibiliza as peças do seu acervo de figurino para empréstimo?

As roupas e acessórios fazem parte do arquivo do Vila e estão divididas entre elementos de montagens antigas e doações.

Para a retirada das peças é necessário preencher um formulário com dados pessoais e assinar termo de compromisso e responsabilidade no uso do material.

Vamo' aproveitar!!

O que é cenografia?

Esse é o tema da oficina que o Centro Técnico do Teatro Castro Alves vai promover de 4 a 8 de junho, com carga horária de 20 horas e inscrições gratuitas. A oficina traz a Salvador a inglesa Pamela Howard, uma das mais conceituadas profissionais das artes cênicas na Europa e Estados Unidos, autora do livro “Whats is scenography?”, publicado em diversos idiomas. Além de cenógrafa e escritora, Pamela Howard é diretora teatral, curadora de exposições, produtora de eventos e professora emérita da University of The Arts London. As inscrições serão feitas até 2 de junho, no Núcleo de Produção do TCA, no turno vespertino, mediante a apresentação de currículo do interessado. A relação dos aprovados para as 20 vagas disponíveis será divulgada no dia 3 de junho, na portaria do TCA, das 15 às 18 horas. Mais informações pelos telefones (71) 3117-4881 e (71)3117- 4882, e no site www.tca.ba.gov.br.

A Oficina de Cenografia, bem como outras já oferecidas pelo Centro Técnico, tem como objetivo a requalificação de profissionais que estão inseridos no mercado de trabalho, em sua maioria autodidatas que atuam em áreas como cenografia, iluminação, figurino, adereços, maquiagem etc. As oficinas são de curta duração, priorizando principalmente o aperfeiçoamento técnico, reconhecendo e validando o conhecimento e a maestria de cada participante.

“TCA Técnico” - Um dos principais projetos da atual gestão do Teatro Castro Alves é a requalificação de seu Centro Técnico, transformando-o em um centro de referência, irradiador de idéias e de mão de obra qualificada para a Bahia e o Brasil, informa a coordenadora Renata Mota. A primeira fase aconteceu no ano passado, e incluiu o conserto de equipamentos, reciclagem de material, reorganização e registro do acervo de cenografia, adereços e guarda-roupa, com cerca de 5 mil figurinos, permitindo a catalogação de todo esse acervo, que será disponibilizado na internet, facilitando a busca e permitindo o aluguel e empréstimos. Já este ano, com as metas e diretrizes do teatro sob o selo “TCA Técnico”, tem início uma nova fase de capacitação e a atualização de profissionais internos e externos, através de cursos, oficinas, visitas e intercâmbio, cumprindo assim a função de requalificá-los para as atividades exigidas pelas produções e montagens artísticas.