segunda-feira, 28 de abril de 2008

Mensagem 2008 do Dia Internacional da Dança


A UNESCO acaba de divulgar sua mensagem oficial de celebração ao Dia Internacional da Dança, comemorado em 29 de abril. A data foi instituída em 1982 e comemora o aniversário de Jean-Georges Noverre (1727-1810), criador do ballet moderno. Todos os anos, nesta data, a UNESCO circula pelo mundo uma mensagem escrita por alguma personalidade da dança. A proposta do Dia Internacional da Dança e da Mensagem é aproximar as pessoas da Dança, celebrar esta forma de arte, revelá-la em sua universalidade, rompendo as barreiras políticas, culturais e étnicas, e promover a paz e a amizade entre as pessoas através de uma linguagem comum: a Dança.

Em 2008, a mensagem foi escrita pela dançarina e coreógrafa sul-africana Gladys Faith Agulhas, do Agulhas Theatre Works, de Johannesburg.

Confira mais informações em: http://www.iti-worldwide.org


Mensagem 2008 do Dia Internacional da Dança
Por Gladys Faith AGULHAS

O espírito da Dança Não tem cor, Não tem uma forma ou tamanho seletivo
Mas Abrange o Poder da Unidade, Força
E Beleza encontrada entre nós.

Cada Alma Dançante, Jovem, Velha, pessoa vivendo com uma dEFICIÊNCIA
Cria e transforma idéias na Arte em movimento que muda a vida.
A dança é o espelho que reflete o impossível feito possível.
Para todos tocarem, ouvirem, sentirem e experimentarem.

Sons dos nossos corações e alma são nosso ritmo,
Cada movimento que fazemos revela a história da humanidade.
É o elemento onde o Espírito Humano pode alcançar a Liberdade fundamental.

A qualquer momento que nossas mãos se juntam, algo bonito acontece,
O que a Alma lembra, o corpo retrata através de movimentos.
A Dança é assim a força de cura que todos podem acessar,
Você é meus olhos e eu sou os seus pés.

Celebrem o DIA INTERNACIONAL DA DANÇA,
Usem sua Paixão pela Dança para curarem-se uns aos outros,
Unifiquem sua comunidade de dança,
E mais importante - seja o Melhor que pode ser no Seu Direito,
Nós podemos nos unir através do Poder e Espírito da Dança.

GLADYS FAITH AGULHAS

Da Ponta da Língua encerra Mês da Dança no Vila



O Dia Internacional da Dança, comemorado AMANHÃ, 29 de abril, marca o encerramento das atividades do Mês da Dança no Vila, que terá apresentação especial do espetáculo Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, às 16h. Com sua montagem infanto-juvenil, a companhia Viladança, que neste mês completou uma década de existência, celebra a data e a realização do projeto pelo segundo ano consecutivo, que atraiu artistas, especialistas e um público de cerca de 2 mil pessoas em torno da dança neste mês de abril. Envolvido em um trabalho constante de formação de platéia, o espetáculo Da Ponta da Língua à Ponta do Pé terá na platéia crianças de escolas e instituições públicas.

A realização do Mês da Dança no Vila, pelo segundo ano consecutivo, estabeleceu um espaço de visibilidade e debate sobre a dança em suas variadas vertentes no contexto contemporâneo. De 4 a 29 de abril, o Teatro Vila Velha está sendo palco para apresentações de espetáculos, vídeos e debates entre realizadores, artistas e produtores que vêm atuando em diversos estados e segmentos, proporcionando um raro ambiente de intercâmbio para a dança em Salvador e em nível nacional.

Ao longo das atividades, no palco, nos bastidores e na platéia, o cruzamento entre agentes culturais diversos está contribuindo para fomentar as possibilidades criativas e o desenvolvimento da linguagem em âmbito local e regional. Ao mesmo tempo, a programação se insere na ampliação do leque de opções de lazer, cultura e entretenimento da cidade, com variedade de atrações e preços acessíveis, combinados com promoções.

Dentro da perspectiva de promover a arte entre segmentos da população que têm pouco ou nenhum acesso a apresentações profissionais de dança, o Mês da Dança no Vila proporcionou a ida de cerca de 400 pessoas ao teatro. Este público convidado incluiu internos do sistema prisional e seus filhos, crianças e adolescentes das instituições ligadas ao FUNDAC (CASE Cia, Brotas e Salvador) e acolhidos por abrigos da cidade ligados ao Município (Secretaria de Desenvolvimento Social).

Da Ponta da Língua

O musical, criado em 2004, é uma lúdica homenagem à dança e aos profissionais envolvidos por ela. Direcionado a crianças e adolescentes, o espetáculo passeia pela história da dança ocidental, apresentando várias épocas até chegar ao estágio atual. Em clima de flashback, do alto de seus dez anos de atividades ininterruptas, a Companhia Viladança, à frente do Núcleo de Dança do Teatro Vila Velha, finaliza mais um de seus projetos multidisciplinares.

Dados do Mês da Dança no Vila

Número de apresentações - 22
Público geral - 1.700 (até o dia 23/04, expectativa de + 500 até dia 29)
Público nas mesas-redondas (4 no total) - 200
Público convidado formação de platéia - 400
Dançarinos participantes da Mostra Casa Aberta - 45 artistas

SERVIÇO
Quando: 29/04, às 16h
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Onde: Palco Principal do Teatro Vila Velha
Duração: 60 minutos

HOJE - Entre risos e batons!



Entrando na reta final, o Mês da Dança no Vila apresenta HOJE (28/05), às 20h, o espetáculo Entre Risos e Batons, do grupo Tran Chan. A partir da experimentação utilizando a dança como linguagem, o clown enquanto técnica para a exploração do cômico no movimento e o circo como ponto de partida para inspirar a criação das coreografias, Entre Risos e Batons apresenta um painel de acontecimentos, reflexões e questionamentos em torno do universo feminino.

Criado para abordar a força, a graça e a delicadeza da mulher, das dores e delícias da feminilidade, a montagem faz um retrato da mulher sob a ótica do senso comum, que traça um perfil no qual a mulher é vista como capaz de fazer mil coisas ao mesmo tempo, aquela que tem o casamento como um importante objetivo, a que põe a vaidade acima de tudo. Ao mesmo tempo, essa mulher é forte e frágil, tendo a sensibilidade como marca e, que encara de frente o desafio da maternidade, que se entrega de corpo e alma, oferecendo seu amor sem limite.

O espetáculo procura dar ao público uma nova oportunidade para observar atentamente as mulheres – que encarnam figuras de mães, filhas, esposas, namoradas, irmãs, colegas e etc. Tudo isso feito com muito humor, marcado pelo riso e a poesia da alma ingênua do palhaço, dando um sabor diferente à elegância e destreza da dança.

FICHA TÉCNICA:

Direção Coreográfica: João Lima
Intérpretes/Criadoras: Cyça López, Karina Ferro, Lulú Pugliesi, Leila Gomes, Sissi De Melo
Cenografia / Figurino: Zuarte Jr
Fotografias: Gao Maiolino
Produção: Silvana Hart

SERVIÇO

Quando: Dia 28/04, às 20h
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Onde: Palco Principal do Teatro Vila Velha
Duração: 60 minutos

Selecionados para Oficina de Roteiro


O Ponto de Cultura Teatro Vila Velha divulga o resultado da Seleção para a oficina de Roteiro que será realizada durante no período de 06/05 a 04/06 de 2008, sempre as segundas, terças e quartas, das 14h às 17h.

Pedimos aos selecionados que mande um e-mail para o endereço pontodecultura@teatrovilavelha.com.br confirmando a sua participação.

SELECIONADOS:

Alexander Marcone Oliveira
Ana Alice do Nascimento Luciano de Sena Andrade
Ana Paula de Oliveira Nobre
Ângelo Willian do Rosário Ferreira
Bruno Marcos Rufino da Cruz Santana
Cintia Fortuna Sousa
Claudia Mariana Cardoso
Diana Barbosa Santos
Diana Roseane de Oliveira Silva
Diogo Pereira da Silva
Elisandra de Lisboa Barbosa
Fabíola Sousa Coelho dos Santos
Gabriel Nascimento dos Santos
João Ricardo dos Santos Roque
José Alan Cavalcanti de Brito
Julio Cesar de Sousa Meneses
Letícia Ribeiro da Silva
Rosana Maria Neves
Rosely Aguera Tranjan
Tiala Cristina Mendes dos Santos

sexta-feira, 25 de abril de 2008

IMPROVILAÇÃO

Uma noite para o improviso dentro da programação do mês da dança no Vila 2008

Ontem aconteceu mais uma sessão do projeto IMPROVILAÇÃO, encontro que reune artistas de diversas linguagens para livre improvisação. Dessa vez, sob a coordenação da dançarina Daniela Guimarães, o Teatro Vila Velha transformou o espaço do Cabaré dos Novos e agregou a música ao vivo, de Fábio Luna, as projeções dos VJs Ana Pi e Luciano (Crazy Monkey), o trabalho da DJ Alessandra Nohvais, além da super iluminação de Rogério Mendonça e a performance de 29 dançarinos, entre eles a Cia Ormeo, a Cia Viladança e artistas da cidades. O público lotou o Cabaré e pôde asssitir ao espetaculo de diferentes ângulos, com direito a almofadas no chão e cadeiras dentro da cena. Cristina Castro e Sérgio Andrade estavam lá para conferir. Foi uma noite de divertidas surpresas e altas viagens estéticas!!!!









Diário de bordo – A Outra Companhia de Teatro Reduzindo Distâncias


Dia 01 – 23-04

Foi dada a largada.

Começou nesta quarta-feira, dia 23, por volta das 16 horas, a maratona do projeto A Outra Companhia de Teatro Reduzindo Distâncias.

O ônibus levando A Outra Companhia, seus cenários, figurinos e quilos de equipamento partiu de Salvador rumo à Vitória (ES) na tarde de quarta para uma jornada de 20 horas de estrada e expectativas.

Logo que o carro deixou a capital baiana, o grupo se dividiu em tarefas que objetivavam uma coisa: fazer o tempo passar. A idéia era transformar as intermináveis 20 horas de estrada em diversão.

Para isso, uma parte do elenco preferiu conversar, outra parte se entregou, ou pelo menos tentou embarcar em leituras, e o grupo mais animado disputou uma partida de baralho. A animação foi tanta que em pouco tempo todas as atenções estavam voltadas para o jogo.

Por volta das 19:30 o ônibus parou em Capão, no município de Lages, para que o grupo jantasse. A refeição aconteceu sem anormalidades e às 20:20 da noite o A Outra Móvel já estava de volta à estrada.

Depois do jantar, os jogadores de plantão mergulharam numa jogatina de conhecimentos gerais. Ganhava quem acertasse mais questões de variedades com a mesma letra. Resultado: o jogo terminou sem ganhador declarado. Depois de algum tempo os jogadores começaram a adormecer.

Mais ou menos às 21:30 o carro parou num ponto de apoio em Gandu, mas a parada foi relâmpago e durou pouco mais de 10 minutos. Às 21:40 já estávamos de volta a estrada. Enquanto alguns brincavam, outros liam, AC Costa, ator e iluminador dos espetáculos na turnê, fazia companhia a sr. Edvaldo, o motorista no primeiro trecho da viagem. Depois de Gandu, a estrada começou a ficar perigosa devido a grande quantidade de curvas, então, AC deu uma de co-piloto e garantiu que o motor não adormecesse.

Chegamos a Itabuna às 23:30 e demos tchau a sr. Edvaldo, e exatamente às 23:54, sr. Carlos, pilotou o "busu".

Com ele entramos no segundo dia de viagem. Na madrugada, passamos por diversas cidades até pararmos em Ubaitaba, às 03:40. Daí pra frente, sr. Carlos pisou fundo, o dia amanheceu e às 06:44 chegamos a São Mateus, já em território Capixaba.

Lá tomamos café e daí em diante sr. Antônio assumiu o volante. Suas informações sobre saída de emergência e procedimentos de segurança no início assustaram o grupo, pois ainda faltava cerca de 04 horas de viagem, mas, logo tudo virou piada e às 08:00 começou a última parte do percurso.

Com o dia claro, conseguimos visualizar com precisão a geografia do Espírito Santo e notamos poucas diferenças com o interior do nosso estado.

Por volta de 12:30 chegamos em Vitória. Muito cansados, mas certos de que agora o trabalho começa de verdade. De tarde, uma parte do grupo, Luiz Antônio, Vinício, Lorena, Inácio, AC e Jr foram conhecer o Theatro Carlos Gomes e resolver pendências para os espetáculos. A outra parte do grupo foi liberada e foi conhecer a cidade. Nossa casa pelos próximos cinco dias.

Esperamos que dê tudo certo. Muito Axé pra gente!

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A Outra Companhia de Teatro

Acompanhe a viagem d'A Outra no blog www.aoutranaestrada.blogspot.com

Mostra de Oficina de Teatro


A turma da Oficina de Teatro ministrada por Iara Colina fará uma mostra no próximo domingo (27/04), às 10h, no Cabaré dos Novos. Os alunos vão apresentar um pouco do que aprenderam nos dois meses de aulas. A entrada é gratuita. Vem ver!

quinta-feira, 24 de abril de 2008



Itai Erdal dá palestra sobre Iluminação Cênica



O Mês da Dança no Vila trouxe ontem (23/04), o premiado iluminador canadense Itai Erdal que fez uma palestra sobre Iluminação em Artes Cênicas. Itai é responsável pela luz do espetáculo que a companhia canadense Science Friction vai apresentar no Vila amanhã e sábado (25 e 25/04). Além disso, ele já fez diversas criações de luz para companhias de dança e teatro de Toronto, Vancouver, Montreal, Londres Tel Aviv e Nova Iorque.


A palestra contou com a presença de profissionais de iluminação artistas, diretores e técnicos baianos, como Marcelo Mafuz, Irma Vidal, Pedro, Gil Vicente, Ana São José, Pedro Morais, Marcos Marmund, João Meirelles, Talis Castro, Cia Viladança, CTN e Brad Timmins - cineasta e criador de um dos filmes que serão exibidos amanhã na apresentação do Science Friction. A palestra foi traduzida pela dançarina Mônica Proença, que se apresentará junto com o Science Friction no palco do Vila.

Na foto: Itai Erdal, Mônica Proença, Marcelo Mafuz, Irma Vidal e Pedro.

Blog da CTN


A Companhia Teatro dos Novos acabou de lançar um blog na rede. O www.oolharinventa.blogspot.com está desvendando os bastidores da preparação para o espetáculo “O Olhar inventa o mundo”, que tem lançamento marcado para o dia 08 de maio. Vale à pena conferir!

Vumbora!


A Outra Companhia de Teatro arrumou as malas e partiu ontem rumo a seis cidades do Nordeste (Juazeiro – BA, Petrolina – PE, Aracaju – SE, Maceió – AL, Vitória da Conquista – BA e Picos – PI) e duas cidades do Sudeste (Vitória – ES e Almenara – MG). Com o projeto “A Outra Companhia Reduzindo Distâncias”, o grupo vai apresentar dois espetáculos: Arlequim – servidor de dois patrões e Debaixo D’água Em cima D’areia. A companhia retorna à capital baiana no dia 25 de maio.


HOJE!!!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Redemoinho entrega projeto de lei ao MinC

FOLHA DE SÃO PAULO Sábado, 19 de abril de 2008.

O Redemoinho, movimento nacional de grupos de teatro, entregou anteontem ao ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, projeto de uma lei federal de fomento inspirada no município de São Paulo, onde companhias e espetáculos recebem subsídios diretamente.Embora seus criadores o vejam como "terceira voz" na polêmica entre governo e produtores, o projeto se afina com o ministério, que aponta distorções no uso da Lei Rouanet por empresários teatrais.

Sem orçamento, pra que novas leis?

JORNAL ESTADO DE SAO PAULO Sábado, 19 de Abril de 2008

É a questão lembrada pelo secretário Juca Ferreira, do Ministério da Cultura, após encontro com membros do Redemoinho

Beth Néspoli

Mais um passo foi dado na quinta-feira na mobilização dos artistas em prol de políticas públicas para o teatro. Pela manhã, cinco representantes do movimento Redemoinho, que une 70 grupos teatrais de diferentes Estados, entregaram em mãos do secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC), Juca Ferreira, um anteprojeto de lei de fomento às artes cênicas. O encontro durou cerca de hora e meia, tempo gasto para explicar as linhas gerais da lei baseada em recursos federais da ordem de R$ 100 milhões anuais para manutenção de grupos, produção e circulação de espetáculos em todo o país.

''Foi importante esse encontro porque o debate até agora estava muito polarizado entre a APTR (Associação de Produtores Teatrais do Rio, com 140 membros) e o MinC'', diz o mineiro Marcelo Bones, membro do conselho do Redemoinho. ''A reunião de hoje sedimenta a existência de uma terceira voz nesse debate.'' No dia 18 de março, representantes da APTR, da Cooperativa Paulista de Teatro (integrada por 800 grupos de São Paulo) e do Redemoinho participaram de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado, ocasião em que foram entregues dois anteprojetos de lei, o do Redemoinho, por meio do Senador Eduardo Suplicy, e outro elaborado pela APTR, baseado em renúncia fiscal.

''O Redemoinho se coloca como um movimento social, de gente ligada ao fazer teatral, que tem propostas concretas e vai fazer pressão para que o Ministério também apresente as suas'', diz Bones. Após o encontro, Juca Ferreira falou ao Estado. Ressaltou que seria leviano fazer qualquer avaliação do anteprojeto recebido, pois não tivera tempo de lê-lo e claramente acenou com uma outra proposta. ''Depois de quase cinco anos de debates, o MinC está maduro para propor uma política cultural.'' Mas foi enfático na argumentação de que nada será possível se o orçamento do Ministério não for ampliado.

Aprovar leis para diferentes segmentos do teatro serviria para desonerar a demanda pela Lei Rouanet?

Não se pode acreditar que haverá uma lei para o tipo de teatro da APTR, outra para o Redemoinho. Cabe ao Estado criar política cultural. Para isso, precisamos conquistar no Brasil o reconhecimento da necessidade de investimento oficial na Cultura, ou seja, através de orçamento, para que possamos ter um desenvolvimento cultural satisfatório. Senão, fica uma situação irnsustentável, a gente elabora o arcabouço legal mas não tem a substância que vai dar vida a esse arcabouço.

O que o senhor diz é que não se pode ter política pública sem orçamento?

Esse é o primeiro assunto que deveria ser discutido. Os argumentos dos representantes do Redemoinho são sutentáveis e partem de constatações muito próximas das que nós chegamos depois de quase seis anos de experiência no Ministério. A diversidade de manifestações artísticas e processos estruturais no Brasil exige uma política que não se baseie em apenas um mecanismo. Mas eu estou chamando atenção para um mecanismo estratégico e incontornável que é o orçamento do Ministério. Não podemos ter recursos reduzidos se entendemos que a Cultura não é a cereja do bolo, mas uma dimensão importante da condição humana e fundamental para preparar o Brasil para o século 21. O Ministério está preparando, e está maduro para botar na rua, uma proposta de política cultural que atenda à diversidade das manifestações.

Proposta possível com o orçamento que se tem?

Não, não. Vou repetir. Com esse orçamento não dá para sustentar nenhuma política de financiamento, fomento e estímulo à produção cultural. O que propomos é que haja reconhecimento de que é urgente alterá-lo. Como metodologia não basta investir nos mecanimos regulatários e legais, é preciso pensar na Cultura como componente fundamental na construção do Brasil que a gente quer. Temos de ter um conjunto complexo de mecanismos, inclusive de mercado. Mas a Lei Rouanet, do jeito que está, estrangula essa possibilidade. Quem vai querer correr riscos por mais positivos que sejam os indicadores de retorno, se há dinheiro de graça nas condições que a lei possibilita? A Rouanet tem limites estruturais. É um instrumento de parceria entre área pública e privada. A empresa adere na medida em que reconhece a possibilidade de retorno de imagem. É legítimo. Mas cria limitação. Quem quer investir num dos melhores parques arqueológicos do mundo, tanto no rigor científico do trabalho desenvolvido quanto na abrangência das descobertas, no Piauí? Ninguém quer por mais que isso seja relevante para a cultura mundial e para a preservação da memória da presença do homem no planeta.

Do jeito que o senhor fala, a Lei Rouanet estrangula o mercado e só atende à produção que já interessaria ao patrocínio privado. Parece um discurso para sua extinção?

Não. O problema é que a espetacularização da notícia e da informação leva a transformar tudo numa partida de futebol, com torcidas contra ou a favor. Nós estamos tornando tudo mais complexo . Quem pede a extinção subestima o impacto da ausência de R$ 1 bilhão para a Cultura. Se existirem recursos suficientes de outra ordem, se o Estado cumprir plenamente seu papel, poderíamos reformar a lei para atender sua área vocacional. Entendeu que não é necessariamente uma extinção?

É possível aumentar o orçamento já que tudo depende disso?

Está tramitando um PEC na Câmara - mecanismo legislativo de emenda à constituição - que determina um percentual mínimo de 2% para o orçamento da Cultura. Isso significa quadruplicá-lo. E não é nada. Os que esgrimam contra essa idéia falam que estamos em fase de geração de superávit, de contenção de custos. Mas não estamos propondo aumentar custos. Queremos que seja dado 2% do bolo orçamentário para a Cultura por compreender que a cultura tem importancia no conjunto das políticas públicas. Com 2% e não os 0,2% que encontramos, ou 0,5% que temos hoje, podemos elevar o patamar das políticas públicas, qualificar o processo educativo levando a cultura para a sala de aula, investir na segurança dos museus, na renovação de acervo. Não reduziremos os índices de violência sem inclusão, não adianta botar polícia na rua - só através da intervenção cultural é possível despertar o desejo de incorporação. Há toda uma complexidade a ser encarada e o Brasil está atrasado. Por isso, eu não participo desse fla flu de quem é contra ou a favor da Rouanet. Isso é para quem tem interesse econômico na lei. Para nós que temos responsabilidade com o interesse público, a vista tem de atingir horizonte muito mais amplo.

Debaixo d'Água em Plataforma




Na última quinta-feira, dia 17, A Outra Companhia de Teatro apresentou no Centro Cultural de Plataforma o espetáculo Debaixo D'água Em cima D'areia.
Com a platéia repleta de alunos da rede pública de ensino, o grupo fez a única apresentação da peça em Salvador antes de viajar na próxima quarta-feira, dia 23, pelo projeto A Outra Companhia de Teatro Reduzindo Distâncias financiado pelo Programa OI de Patrocínios Culturais Incentivados através do FAZCULTURA.
O espetáculo que foi remontado especialmente para a turnê conta a história de Moisés (personagem vivido por Luiz Antônio Jr.), um aventureiro que guiado por sonhos e por um mapa entregue por sue pai no leito de morte, resolve sair em expedição em busca de um tesouro (uma imagem). Nessa viagem Moisés chega até uma comunidade à beira mar onde conhece diversas figuras e se encontra com um mítico mundo do candomblé.


O elenco é formado por: AC Costa, Camilla Sarno, Dailton Silva, Eddy Veríssimo, Inácio D'eus, Jeferson Dantas, Luiz Antônio Jr., Manuela Santiago e Roquildes Junior.

Agora a próxima apresentação do espetáculo acontece no dia 27 de abril no Theatro Carlos Gomes em Vitória (ES). Até lá!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Da Ponta da Língua tem platéia especial

Da Ponta da língua à ponta do pé esta trazendo uma platéia especialissíma ao Vila. O espetáculo está sendo apresentado todos domingos de abril, às 16h, dentro da programação do Mês da dança no Vila. Ontem, dia 20, a Cia Viladança recebeu na sua platéia convidados ilustres.
Dá só uma olhada:

Alunos do Projeto ILê Axè Oxumaré, Professora Taís e Andrea Gama ( produtora da Cia Viladança e do Mês da dança no Vila)


Rose Lima (assesora artística do Teatro Castro Alves) e Cristina Castro (diretora da Cia Viladança e criadora do espetáculo Da Ponta da Língua a Ponta do Pé)

No domingo passado tivemos a presença de crianças do Abrigo Eucy Freire, Unidade Pelourinho (FUNDAC) e do Bagunçaço. Ao final, teremos a participação de 300 crianças e adolescentes das unidades do FUNDAC, CRAS - Centro de Referëncia da Assistëncia Social, CREAS - Centro de Referëncia Especial de Assistëncia Social, PET - Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e Abrigos de Salvador, ligadas à Secretaria de Desenvolvimento Social do Município.

Bahia . Dança . Canadá


Ontem a companhia canadense Science Friction iniciou seu workshop dentro da programação do Mês da dança no Vila. Ao todo, 20 dançarinos da cidade tiveram a primeira aula com Shannon Moreno e Farley Johansson e a preciosa contribuição de Mônica Proença. Em pleno feriadão, o pessoal suava a camisa na troca de experiências artísticas.

O workshop acontece até dia 23, das 14 s 16h, na sala João Augusto.
E dia 25 e 26 (sexta e sábado), tem espetáculo da Cia Science Friction, às 21h, no palco principal do Vila.

Vale a pena conferir!!!!!!
Fonte: http://www.atarde.com.br/muito/bastidores/index.jsf?post=866623


sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ensaio aberto de " O olhar inventa o mundo"



Foto: Márcio Lima

Por conta das comemorações do aniversário de reinauguração do Teatro Vila Velha, o ensaio aberto do espetáculo O olhar inventa o mundo, que seria no dia 23 de abril , foi transferido para o dia 05 de maio. A Companhia Teatro dos Novos traz a montagem, que tem estréia marcada para 08 de maio. O espetáculo é uma adaptação para o teatro do livro homônimo de poemas em prosa da escritora Cacilda Povoas e a direção é de Felipe de Assis.
Aguardem a programação completa do aniversário do Novo Vila!

O negócio da cultura

SÉRGIO DE CARVALHO e MARCO ANTONIO RODRIGUES
A idéia da Lei Rouanet parece boa, mas contém um movimento nefasto: verbas públicas passam a ser regidas pela vontade privada
Folha de São Paulo, 16 de abril de 2008.

O DEBATE sobre a extinção da Lei Rouanet tem mobilizado setores importantes da sociedade brasileira. Parte da classe artística, secretários de governo e jornalistas têm assumido o ponto de vista "reformar, sim, acabar, nunca!".
De fato, a Lei Rouanet tem se mostrado uma força miraculosa em seus 17 anos de vida. Basta dizer que mudou a paisagem da avenida Paulista, em São Paulo, ao fazer surgir uma dezena de centros culturais. Curiosamente, instituições com nomes de bancos, que elogiam o espírito abnegado da instituição financeira. Seu nascimento está ligado à caneta do presidente Collor de Mello, em 1991. Tinha, então, um nobre objetivo pré-iluminista: incentivar o mecenato. Só que a aristocracia do passado contratava diversão com recursos do próprio bolso. Já a Lei Rouanet está mais afinada com a cartilha liberal-conservadora de sua época: "O Estado deve intervir o mínimo, a sociedade deve se autogerir, mas, para isso, é preciso uma ajudazinha".
Todo o poder miraculoso da lei tem a ver com seu mecanismo simples: ela autoriza que empresas direcionem valores que seriam pagos como impostos para a produção cultural.
A idéia parece boa, mas contém um movimento nefasto: verbas públicas passam a ser regidas pela vontade privada das corporações, aquelas com lucro suficiente para se valer da renúncia fiscal e investir na área. Assim, os diretores de marketing dos conglomerados adquirem mais poder de interferir na paisagem cultural do que o próprio ministro da Cultura. E exercem tal poder segundo os critérios do marketing empresarial. O estímulo aos agentes privados resulta em privatismo. Diante da grandeza do fundo social mobilizado desde 1991 (da ordem de R$ 1 bilhão só no ano de 2007), é possível compreender a gritaria das últimas semanas.
Por trás da defesa da Lei Rouanet, há maciços interesses. Não só os das instituições patrocinadoras, que aprenderam a produzir seus eventos culturais, mas os da arte de índole comercial (feita para o agrado fácil), que ganha duas vezes -na produção e na circulação-, na medida em que os ingressos seguem caríssimos. Os maiores lucros, contudo, ficam com os intermediários. De um lado, as empresas de comunicação, cujos anúncios pagos constituem gigantesca fonte de renda, em média 30% dos orçamentos. De outro, a casta dos "captadores de recursos", gente que embolsou de 10% a 20% do bilhão do ano passado apenas por ter acesso ao cafezinho das diretorias de empresas. Como não há julgamento da relevância cultural na atribuição dos certificados que habilitam o patrocínio, a lei miraculosa abriu as portas dos nossos teatros às megaproduções internacionais, que ganham mais aqui do que em seus países de origem.
O caso do Cirque du Soleil, com seus R$ 9 milhões de dinheiro público e ingressos a R$ 200, está longe de ser exceção. Ao contrário, é a norma de um sistema em que o Estado se exime de julgar a qualidade em nome do ideal liberal de tratar os agentes desiguais como iguais e "conter o aparelhamento político da cultura".
O pressuposto filosófico do debate foi revelado pelo secretário da Cultura de São Paulo, João Sayad: "Antigamente, numa era religiosa, o natural era a coisa criada por Deus. Hoje, o natural é o que dá lucro". Ao defender o subsídio contra o mercado excludente, assume a impotência do Estado e endossa a idéia de naturalidade (portanto, imutabilidade) do império do capital sobre qualquer coisa que já se chamou "vida". Uma reforma da Lei Rouanet incapaz de impedir o controle privado de recursos públicos não faz sentido. O Estado pode estimular a generosidade humanista dos empresários com renúncia fiscal, mas não pode deixar de regular a distribuição do fundo social com regras claras de concorrência pública. Não parece óbvio? Então, por que não enfrentar o debate sobre valores culturais? Por que contribuir para a universalização da lógica mercantil? O "aparelhamento político da cultura" pode ser questionado em público. O desejo unilateral de um gerente de marketing, não.
Num passado recente, o governo Lula sacrificou seus membros para não enfrentar a tropa de elite da mídia eletrônica. Estava em questão a exigência de "contrapartida social" no patrocínio das estatais. Sua disposição conciliatória pode, de novo, impedir uma transformação maior, rumo a uma cultura livre, pensada como direito de todos. Mas qualquer mudança exige, no mínimo, considerar a hipótese de que a realidade e o mercado não são uma coisa só.

SÉRGIO DE CARVALHO, 41, é diretor da Companhia do Latão e professor de dramaturgia da USP.
MARCO ANTONIO RODRIGUES, 52, é diretor e um dos fundadores do Folias, companhia teatral.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Qual o corpo da violência?

A pergunta permeia a mesa-redonda que acontece hoje, no Teatro Vila Velha

Correio da Bahia, 17/04/08
Joceval Santana

Trezentos presos tiraram suas camisas, seguraram-nas fora das celas e saudaram os seus companheiros de regime fechado, que chegavam de uma apresentação de dança num importante teatro da cidade. O detalhe: eram eles os bailarinos. “Foi a passagem da chacota para o respeito”, lembra a dançarina e psicóloga Myrna Maracajá, 32 anos, responsável pelo espetáculo e pela área de dança de uma iniciativa desenvolvida com presidiários na capital João Pessoa, Paraíba. Hoje, sua mãe, Eneida, que idealizou o projeto, cruza episódios e reflexões na mesa-redonda Corpo, Violência e Arte, que acontece no Teatro Vila Velha (Passeio Público/Campo Grande), às 19h, com entrada franca.

Ao seu lado, vai estar a bailarina baiana Márcia Mignac, 37 anos, que fala sobre sua experiência com jovens que sofreram abuso sexual, tendo como base a dança do ventre. A discussão integra o Mês da Dança no Vila, promovido pelo Viladança, e que se soma a uma vasta programação na cidade, envolvendo apresentações, debates, workshops e intervenções em alguns espaços. A mesa-redonda de hoje é uma iniciativa mais que legítima. É necessária. Afinal, convivemos com índices de violência em níveis catastróficos, iguais – quando não superiores – a de países em conflito. O tema, portanto, penetra nos espetáculos, impõe ações artístico-políticas e reflexões.

Márcia Mignac, por exemplo, diz que “estamos construindo um espaço de conhecimento”. Ela passou seis anos ensinando dança do ventre a adolescentes (12 a 18 anos) vítimas de violência sexual. Agora, como bolsista da Fapesb, revisita as jovens, colhendo depoimentos para a sua dissertação de mestrado na Escola de Dança da Ufba e, quem sabe, dar continuidade ao trabalho, suspenso em 2006. Um trabalho pioneiro e, sob certo viés, subversivo. Primeiro porque usa uma forma de expressão de caráter sensual e, mais além, vista como sexista, à medida que praticada por mulheres para agradar aos homens. Não seria estranho aplicar a dança do ventre a jovens abusadas sexualmente?

“Não trabalhamos com a objetização da mulher. A dança entra como uma forma de reorganização das informações que estão na região dos quadris. É uma intervenção sobre outra intervenção, cuja intenção é rever a convivência (com o abuso)”, propõe Mignac, com 15 anos de dança do ventre. Ela também aponta que sua iniciativa vai de encontro a outras terapias que separam mente e corpo e se concentram mais na superação psicológica do trauma. “Entendemos o corpo como lugar de ressignificação. De atualização e reorganização da violência sofrida”, compara a dançarina.

A iniciativa subverte, portanto, a própria idéia de superação. “A ‘reparação’ não vai acontecer nunca. Elas vão aprender a rever as imposições da violência”, acredita a pesquisadora. E os depoimentos reiteram. A adolescente M.N., que participou do projeto, deu seu testemunho este ano: “A dança trabalha o abuso, esse registro que tinha dentro de mim, que não era legal. Faz com que eu aprenda a cuidar disso. Aprenda a conviver com isso no meu corpo, porque é uma coisa que eu não vou esquecer nunca. Eu vou superar. Eu vou superar desse jeito, aprendendo a conviver. O corpo modifica com a dança”.

Atrás das grades – Para a paraibana Myrna Maracajá, o projeto Cultura no Presídio ajudou muitos detentos a entender que eles fazem parte de uma conjuntura e abandonar o pensamento de que são ruins ou maus “por natureza”. Há dez anos – e atualmente suspensa, adivinhe, por falta de verba –, a iniciativa desenvolve trabalhos nas áreas de artes visuais, teatro, literatura, música e dança com presos em João Pessoa. E a dança ocupa um espaço singular. “São corpos que vivem num espaço prisional, disciplinar, rígido, que sofrem castigo e punições”, contextualiza Myrna.

Ela ainda destaca que a rigidez vem reforçada pelo conhecido machismo paraibano, que limita as formas de expressão gestual e de toque. Por isso, decidiu trabalhar com o dia-a-dia dos próprios presidiários, no que chamou de “dança do existencial”. “Toda a movimentação é baseada na existência deles, no que eles têm a dizer”, explica. A mãe e mentora, Eneida Maracajá, lembra que “ser preso é não ter voz ativa”, verbal ou não-verbal. O depoimento de um preso registrado na produção literária do projeto compara a cela a uma sepultura e ele mesmo, a um morto-vivo.


Assim, a mesa-redonda Corpo, Violência e Arte discute os efeitos no corpo de atos de coação em dois lados de uma mesma moeda – e, por extensão, a sombra deles no nosso cotidiano. Aliás, uma boa maneira de dar continuidade à reflexão é assistir ao espetáculo José Ulisses da Silva, que o Viladança apresenta amanhã, às 21h, no mesmo lugar. A criação de Cristina Castro faz uma releitura contemporânea da Odisséia, de Homero, e leva o herói Ulisses para as ruas. Chama atenção, na coreografia, um “discurso” que enfatiza a prontidão dos corpos, em episódios onde a violência sobretudo – mas, também, a possibilidade do afeto – pode vir de qualquer lado.


http://www.correiodabahia.com.br/folhadabahia/noticia_impressao.asp?codigo=151765

Oficina de Roteiro


O Ponto de Cultura Teatro Vila Velha abre inscrições para a Oficina de Roteiro. As aulas serão ministradas por Reinofy Duarte, roteirista premiado pelo Fundo de Cultura do Estado da Bahia, em 2007. A contrapartida dada pelo professor ao Estado tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de roteiros para longas-metragens. Através desta ação, jovens afro-descendentes a partir de 14 anos que tenham concluído o ensino fundamental e oriundos de escolas públicas terão a oportunidade de conhecer e abordar desde a estrutura formal ao conhecimento da estrutura narrativa de um roteiro, tomando como referência a terminologia adotada na bibliografia tradicional.

A oficina é gratuita, terá 20 vagas e acontecerá de 06 Maio a 04 de Junho, às segundas, terças e quartas-feiras, das 14 às 17h, com duração de 40h. Ao final, os alunos apresentarão os seus trabalhos desenvolvidos em sinopse, argumento e roteiro, além de caracterização dos personagens e de locação: o conceito de necessário na descrição e na narração. As inscrições poderão ser feitas no próprio Vila, de 22 a 25 de abril, das 14 as 18h. Para se inscrever, é preciso apresentar RG e uma foto 3x4.

Mais informações: (71) 3083-4600 /
pontodecultura@teatrovilavelha.com.br.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Os dois novos filhos de Débora estão pra nascer!

CONVITE




Oi, galera do Vila!!!
Estou com muitas saudades de vocês!!
Quero fazer um convite a todos!!

Esta semana, na sexta-feira, é a minha formatura! Gostaria muito que vocês estivessem presentes neste encerramento de mais uma etapa da minha vida. Conheci pessoas maravilhosas aí e levarei vocês sempre comigo, na lembrança! Aprendi muita coisa no Vila e agradeço pela maravilhosa companhia que vocês foram durante o ano que passei trabalhando e me divertindo aí!

A solenidade vai acontecer no Teatro Iemanjá, no Centro de Convenções, às 19h!
Sei que está em cima da hora, mas é porque eu me esqueci de pedir para colocar no blog, quando estive aí! Como também sou da comissão, tenho várias coisas para resolver e esta semana está sendo pura correria!

Um abraço apertado em todo mundo!
Beijos da ex-ex-ex-estagiária... agora quase jornalista,
Sheila de Andrade, vulgo Sheilinha!

Redemoinho terá reunião com Juca Ferreira



Amanhã, dia 17/04, o Secretário Executivo do MINC, Juca Ferreira, receberá, em Brasília, integrantes do Movimento Redemoinho - que reúne mais de 60 grupos de teatro de todo o país. Na reunião, o Redemoinho apresentará a Lei Federal Programa de Fomento ao Teatro Brasileiro, já apresentada ao senado federal, através do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). A Bahia, que será a sede do próximo Encontro Nacional do Movimento Redemoinho, também estará presente na reunião com Juca Ferreira, representada por Gordo Neto, do Teatro Vila Velha.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Editais Funceb

Banco Capital lança edital para Projeto de Arte e Cultura


Acaba de ser lançado o edital para o Projeto de Arte e Cultura Banco Capital, nas categorias Literatura e Artes Plásticas. A intenção é incentivar a produção de livros e exposições, contribuindo para promover artistas e escritores baianos ou residentes há mais de um ano na Bahia.

As inscrições estão abertas até o dia 16 de maio. Os regulamentos estão disponíveis no site www.bancocapital.com.br. Informações também através do telefone (71) 2104 1002, das 12 às 18h.

Este é o 7º ano do projeto do Banco Capital, que já realizou nove exposições e publicou 19 livros. Todos com investimento direto do Banco, sem utilizar mecanismos de incentivo fiscal.

Novidade no edital de ARTES PLÁSTICAS
A novidade este ano do Projeto de Arte e Cultura Banco Capital na categoria Artes Plásticas é que, além do patrocínio total à exposição e a veiculação da obra do artista nos talões de cheque durante um ano, o Banco vai destinar R$ 2.000,00 para aquisição de uma tela do artista vencedor e ainda vai emitir um crédito de R$ 1,500,00 em uma loja de material, como ajuda de custo para a produção das obras.

Patrocínio de livro de contos no edital de LITERATURA
O Projeto de Arte e Cultura Banco Capital na categoria Literatura patrocina este ano a publicação de um livro de contos. Para concorrer, os escritores devem apresentar projeto com o máximo de 12 contos, total de 50 páginas de ofício, de forma que o livro, depois de diagramado, não ultrapasse 100 páginas.

Como participar do PROJETO DE ARTE E CULTURA
Para participar do Projeto de Arte e Cultura Banco Capital os interessados devem preencher a ficha de inscrição (com regulamento no verso), disponível no site www.bancocapital.com.br e na agência do Banco Capital (Av. Estados Unidos, 258, Comércio). Também está disponibilizada na Livraria Siciliano do Iguatemi, na Escola de Inglês Ebec (Pituba e Canela), na Loja Gabarito (Largo 2 de Julho) e na Galeria Prova do Artista (Rio Vermelho).

DEBAIXO D’ÁGUA EM PLATAFORMA




O espetáculo Debaixo D’água Em cima D’areia será encenado na próxima quinta-feira, dia 17, às 20 horas, no Centro Cultural de Plataforma. Segunda montagem d’A Outra Companhia, a peça se passa numa pequena comunidade à beira-mar protegida por Mamãe, a rainha das águas, onde uma série de acontecimentos estranhos passam a ocorrer a partir do desaparecimento dos objetos sagrados do terreiro. O texto marcado pelo realismo-fantástico foi construído a partir de improvisações do elenco e tem como base o imaginário popular baiano e elementos do candomblé.


Esta é a única oportunidade de ver a peça que viaja no próximo dia 23 de abril junto com Arlequim – servidor de dois patrões para oito estados. Os espetáculos de repertório grupo vão ser apresentados em Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Piauí, Minas Gerais e Espírito Santo pelo projeto A Outra Companhia de Teatro Reduzindo Distâncias patrocinado pelo Oi Futuro.
Então, não percam!

SERVIÇO:
O QUE? Debaixo D’água Em cima D’areia
QUANDO? 17 de abril, às 20 horas
ONDE? Centro Cultural de Plataforma
QUANTO? Entrada franca
MAIORES INFORMAÇÕES: (71) 3083-4617 / aoutra@teatrovilavelha.com.br

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A Outra lança Blog


Atenção internautas de plantão! Já está no ar o Blog d'A Outra.

http://aoutranaestrada.blogspot.com é um canal direto de comunicação d'A Outra Companhia com o mundo.

O blog será o diário de bordo do projeto A Outra Companhia de Teatro Reduzindo Distâncias. Através dele, você acompanhará o cotidiano dos 25 dias de viagem por 08 cidades, curiosidades sobre os artistas, sobre as oficinas e os intercâmbios, além dos espetáculos Arlequim – servidor de dois patrões e Debaixo D'água Em cima D'areia que serão apresentados em teatros e praças públicas.

Então fique ligado no aoutranaestrada.blogspot.com .

Minos



O estudante do 7º semestre de Dança na Universidade Federal da Bahia, Carlos Couto, de 24 anos, estreou na Coletânea Casa Aberta com a instalação “Minos”. A instalação fez parte de uma pesquisa em videodança e constitui uma reflexão sobre o espaço cênico, utilizando um labirinto como metáfora dos conflitos humanos. Na instalação, televisões rodeadas por espelhos exibiam vídeos nos quais os intérpretes foram filmados vivenciando situações extremas de fobias humanas, como ficar debaixo d’água, ficar de cabeça para baixo e correr. O autor utilizou as situações para traçar um panorama do desespero. “O labirinto te ludibria”, diz Carlos. O projeto “Minos” tem três etapas. O primeiro foi a filmagem, a segunda, a instalação e a terceira será uma montagem, que só está dependendo de captação de recursos. “Adorei participar da Coletânea Casa Aberta. É muito bom que o Vila dê oportunidade para novos artistas e para a dança”, comemorou.

Coletânea de diversidades



Foto: João Meirelles.


“O Mês da Dança no Vila e a Coletânea Casa Aberta, em particular, são fundamentais para a comunidade de Salvador. O Vila consegue ser interdisciplinar e especializado ao mesmo tempo, e assim é o Mês da Dança e o Casa Aberta. O Mês da Dança é o retrato do Vila: pluralidade com qualidade. Acadêmicos (como eu) dançam, e dançarinas (como Márcia Mignac, também professora) dão palestras. O corpo é o foco que atravessa e conecta todas as tendências e espaços, inclusive questionando porque festivais nacionais (como o Panorama Rio) não incluem companhias baianas (palestra com curadoras de festivais nacionais), ou nós não sabemos sobre as companhias de lá: as fronteiras de nosso próprio país são questionadas. Também as fronteiras da normalidade (prisioneiros que dançam são o debate de Corpo, Arte e Violência), e da dança como terapia (com Márcia Mignac falando de seu trabalho de dança do ventre com mulheres vítimas de estupro). Da dança de rua (hip hop) à dança do ventre, vídeos inéditos e grupos internacionais que vão causar frison e fricção (Science Friction), o Mês da Dança é Inter e Trans e, por isso mesmo, é dança por excelência, pois dança é troca, entre corpo e espaço, entre diferentes partes do corpo, entre multiplicidades de um todo, a partir de então, integrado.

Foi um prazer e uma honra dividir esse espaço das artes no Casa Aberta: dança contemporânea (onde destacam-se o iluminador agora dançarino e coreógrafo Rivaldo, literalmente iluminado; Ex-Passos de Lyria Moraes com Claudionor sobre pernas-de-pau, extrapolando qualquer possibilidade de equilíbrio até suscitar o uso de muletas, a deficiência física como dança, e o corpo como um navegador eterno - pernas-de-pau como remos ao final, lindamente surreal e poético; e o ponto tambem "literalmente" ALTO da noite: Janahina Santos dançando ao som de Márcia Castro em Despedidas, de Ricardo Fagundes, quando abrem-se as portas do fundo acima do palco e o vazio iluminado invade a todos, a natureza mais aguda do corpo - o desejo, a necessidade do outro/ausente - vira cena concreta), performances, instalações, dança-teatro, dança de rua no palco (que galera incrível!! A energia deles pulsava pelos corredores próximo ao camarim!!), eventos acontecendo em diferentes locais do Vila, envolvendo e surpreendendo o público, e dando oportunidade a grupos e coreógrafos independentes que têm pouca visibilidade no cenário local. A Bahia PRECISA deste espaço. OBRIGADA CRISTINA CASTRO, OBRIGADA VILA!!!

A primeira vez que dancei na Bahia foi no Vila, no Cabaré, no famoso Baila Vila, e de lá para cá tenho acompanhado o crescimento da dança no Vila, em especial o VilaDança, com sua abertura para a mistura de linguagens, e até quando eles brilharam no Brasil Move Berlin (tive essa sorte!!). E Casa Aberta tem esse sabor também. Ricardo Fagundes é um coordenador brilhante, consegue organizar todas essas diferenças (mais de 50 pessoas em 2 dias de pauta!), na hora, e com muito charme (dança, coreografa, acompanha a luz de todas as coreografias, conversa com cada um com atenção total, capta todos os detalhes). As duas noites foram assim: pessoas como Maitê, Marcelo e Janahina, que brilham no palco, coreografam para os demais, e dão apoio técnico sempre que preciso. O Vila tem essa equipe junta, gente querida que faz do trabalho um prazer, profissionalismo (direto e forte) com uma suavidade fluida (leve e livre). Os bastidores eram tão interessantes que não dava vontade de ir embora. Uma equipe de coração. Gente passando e se cuidando, cuidando do outro, fazendo tudo para as 2 noites serem perfeitas, e foram!


Sobre Corpo Estranho - Nasci com uma costela extra, de cerca de 10cm, que sai do meio da coluna cervical, pressiona a saída de um nervo, e empurra todo o lado direito do meu corpo mais para baixo (inclusive rodando ligeiramente as demais costelas e entortando a clavícula de modo visível), além de meia costela extra na mesma altura, do lado esquerdo. Por isso tenho dores permanentes em toda a região cervical, até as mãos, e toda a coluna, e só durmo com os braços totalmente abertos para cima, como um pássaro.

Através do trabalho com os Fundamentos Bartenieff desde 1993, venho organizando meu corpo dentro de sua própria harmonia, melhorando significativamente em termos de dores e tensões desnecessárias. O interessante é que as pessoas sempre pensam que sou bailarina, pelo meu biotipo. No Programa de Dança e Dança-Educação da Universidade de New York, onde cursei o mestrado e doutorado (1990-1995), às vezes até me perguntavam se eu era a professora de balé. Mas a história do meu corpo é bem diferente, e é o que podemos ver em Corpo Estranho. Estranho àquela imagem de dançarina, à imagem aceita como humana no cotidiano.

Em inglês, o termo se traduz para Foreign Body ou Corpo Estrangeiro, com implicações culturais. Afinal, o corpo do balé, como qualquer outra imagem corporal, tem sua origem em um con-texto histórico-cultural específico. Por isso a opção de músicas fragmentadas, trechos de shows ao vivo de latinos residentes nos Estados Unidos, ou de noticiários da rádio latina de New York. Tendo nascido em Anápolis, Goiás, vivido vinte anos em Brasília, três em São Paulo, cinco em New York, um em Berlim e outro ainda em Roma, resido há cerca de dez anos em Salvador, e a esta altura "todo lugar parece estranho e familiar" (trecho de um poema que escrevi na Índia, em 2003, onde fui estudar dança indiana; elemento também presente em Corpo Estranho, especialmente nas mãos).

Inicialmente explorei essas assimetrias anatômicas e culturais do meu corpo durante improvisações filmadas, não de modo consciente e dirigido, mas a partir das sensações de desconforto e necessidades do corpo. Aos poucos, posições bem curiosas e inusitadas foram surgindo, e uma desembocando em outra, como hieróglifos iluminados em pedaços, contando estórias em um idioma ao mesmo tempo desconhecido e familiar. Diferente da minha preferência por peso leve e ênfase vertical, meus movimentos são em maioria fortes e com ênfase horizontal, desafiando minha auto-imagem e identidade.

A cena solo desenvolveu-se posteriormente em um quinteto de uma hora com projeção de vídeo, que estreou no Quarta que Dança, Espaço Xis, 04/06/2001, com Ricardo Fagundes, Ana São José, Ieda Cerqueira, Samara Martins, e eu.

A cena solo (apresentada no CASA ABERTA) foi montada como numa edição de vídeo. Assisti à filmagem das improvisações várias vezes, enquanto refazia, analisava e registrava cada movimento através da Análise Laban de Movimento, reorganizando-os em uma seqüência concentrada em dez minutos. Ao final, ao realizar os movimentos, vi emergir deles uma imagem curiosa, meio pássaro meio réptil, com movimentos próximos ao solo, mas tentando voar. Certo dia, encontrei uma foto e informação que pareciam encaixar-se perfeitamente nesta "Estranha Forma de Vida" (título de resenha sobre o espetáculo; JOCEVAL SANTANA 2001). Tratava-se de um fóssil de cento e cinquenta milhões de anos atrás, o primeiro pássaro de que se tem notícia, meio pássaro meio réptil, descoberto em 1860:

Este era um pássaro realmente muito estranho... [com] uma longa cauda óssea... O cientista que o descobriu chamou-o de Archaeopteryx, um nome baseado em duas palavras gregas significando "asa antiga". (ATTENBOROUGH 1998, 14).

Neste fóssil, a cabeça do pássaro está curvada abaixo das asas, como que escondida, efeito que está presente em quase todo movimento de Corpo Estranho. A foto do fóssil acabou virando símbolo da peça, e hoje incorpora também a obra solo UEBERGANG (transição/baldeação, 2003), de 80 minutos, que inclui meu solo de Corpo Estranho entre uma série de outras cenas, personagens e vídeos”.


Ciane Fernandes,
que apresentou as performances “Veneza” e “Corpo Estranho”
na Coletânea Casa Aberta, no Mês da Dança no Vila.


13 de abril - aniversário da Cia Viladança


Ontem, dia 13 de abril, a Cia Viladança completou 10 anos de história. Fazendo as contas são 3.560 dias de trabalho constante.
O local da comemoração, claro, que foi no palco do Vila, e a cia brilhou como sempre. O espetaculo escolhido foi Da Ponta da Língua à Ponta do Pé e o público aplaudiu e vibrou com a dança nesse dia tão especial.
Na plateia, muita gente linda, crianças do Abrigo Elci Freire, da Fundação da Criança e do Adolescente - FUNDAC e do Bagunçaço.



A Cia recebeu também a visita de Ana Castro - da Embaixada da Espanha, Asier Zabaleta , coreógrafo espanhol e da TV LATA, projeto do Grupo Cultural Bagunçaço de Alagados, que entrevistou a a equipe do Viladança para produção de um clip que estará disponível daqui a alguns dias no site:http://www.tvlata.org/, vale a pena conferir.





Parabéns Viladança, voces merecem!!!!!!!!!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Vídeos no Mês da Dança no Vila


Venha assistir Entre tantos, um audiovisual que incorpora princípios da dança contemporânea – improviso, assimetria, fluidez, registro de percursos etc. O material foi realizado a partir do acompanhamento dos artistas, ensaios, apresentações e entrevistas durante a Mostra Rumos Itaú Cultural Dança em março de 2007, em São Paulo.

Direção: Ricardo Carioba, Nelson Enohata e Sonia Sobral.
Quando: 13, 20 e 27 de abril, às 19h
Onde: Cabaré dos Novos
Exibição antes dos espetáculos
Apoio: Rumos Itaú Cultural
Duração: 31min

O Mês da Dança no Vila ainda exibe:

Movimento Expressivo – Klauss Vianna

A partir de depoimentos de artistas como de José Celso Martinez Corrêa, Marco Nanini, entre outros, apresenta a trajetória do bailarino, coreógrafo e professor Klauss Vianna (1928-1992), que influenciou toda uma geração da dança e do teatro brasileiros com seu trabalho de consciência corporal.
Direção: Inês Bogea e Sergio Roizemblit
Exibição antes dos espetáculos
Onde: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha
Duração: 14 minutos

Maria Duschenes – o Espaço do Movimento
Resgata a trajetória de Maria Duschenes, personalidade que chegou ao Brasil no entre guerras, com idéias novas e informações para partilhar, gerando um movimento de transformação da dança local. “Com a dança a gente fala com o mundo”, gostava de dizer.
Direção: Inês Bogea e Sergio Roizemblit
Exibição antes dos espetáculos
Onde: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha
Duração: 17 minutos

Receita de Agostinho para um mundo melhor - videodança

A partir da metáfora de uma receita culinária, aborda a constante necessidade humana de re-elaborar-se, a partir de pensamentos e ações, em busca de identidade.
Direção: Daniela Guimarães
Pesquisa de Roteiro: Daniela Guimarães e Mauro Pianta
Quando: Dia 22/04, às 19h
Entrada Franca
Onde: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha

INSCRIÇÕES NO VILA!


Projeto Tomaladacá

O Vila inscreve grupos artísticos de comunidades para o Projeto Tomaladacá. Durante o ano, o projeto vai desenvolver atividades de intercambio artístico e técnico entre grupos de teatro e dança oriundos de comunidades, escolas, sindicatos e associações de bairros da cidade de Salvador e do interior do estado da Bahia. Todas as ações são intermediadas por profissionais do Vila e artistas dos seus grupos residentes (Bando de Teatro Olodum, Companhia Teatro dos Novos, Companhia Novos Novos, Companhia Viladança, A Outra Companhia de Teatro e Grupo Vilavox). O projeto, que surgiu em 1999, permite que os integrantes dos grupos dialoguem sobre seus processos de criação e os resultados a que chegam. Desse modo, os artistas discutem sobre as escolhas estéticas e técnicas de seus trabalhos, o que permite que eles estejam sempre se aprimorando. As inscrições acontecerão de 14 a 25 de Abril, no Teatro Vila Velha, das 14h as 17h. Mais informações com Érico Brás - (71) 3083-4607/ 8706-3436/ tomaladaca.teatrovilavelha@gmail.com.

Oficina "O corpo encena"

O ator e dançarino Ricardo Fagundes vai ministrar a oficina “O corpo encena” durante o mês de maio, aqui no Vila. O objetivo da oficina é investigar os caminhos que os artistas percorrem desde o treinamento até a cena. “O corpo, que é considerado estrutura una e múltipla ao mesmo tempo, composto por estruturas físicas, emocionais e produtor de imagens, é o foco desta investigação. Trataremos do essencial, do necessário para se vivenciar uma situação e levá-la à cena”, explica Fagundes. As aulas acontecerão aos sábados e domingos, durante todo o mês de maio. As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 15 de abril, das 14h às 18h, no Teatro. Mais informações com o próprio Ricardo, através do telefone (71) 9146-1985 ou pelo e-mail ricardofagundes@hotmail.com.

HOJE E AMANHÃ!



quinta-feira, 10 de abril de 2008

Viladança no Soterópolis - Domingo!


Domingo (13/04), às 18h, o programa Soterópolis, da TVE, vai reprisar a matéria especial sobre os 10 anos da Companhia Viladança.

Vamos assistir!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Dança, Rivaldo!



O coordenador da equipe técnica do Teatro Vila Velha, Rivaldo Rio, vai assumir uma posição diferente, durante a Coletânea Casa Aberta, amanhã (09/04), às 20h. Rivaldo é ator profissional e iluminador, mas sempre está nos bastidores, resolvendo questões de iluminação e som dos espetáculos alheios. Dessa vez, ele será o centro das atrações, no centro do palco principal do Vila, apresentando a coreografia “Refle-tor”, de sua autoria, que não é encenada há cinco anos. A performance foi um presente da equipe técnica para o Vila em um de seus aniversários. Quem vai ganhar o presente, agora, é o público do Mês da Dança no Vila!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Recados de Mestres


Olá Cristina,

Passaram-se 48 horas e eu ainda continuo tocado pelo conjundo da sua obra... Aroeira é tudo de bom!!

A Musica, Milton dispensa comentarios. Ah" se ele tirasse mais frequentemente "do arco da velha" pérolas como aquela.

O figurino como uma segunda pele. Lá está, sem interferir em nada, mas pronto pra desmpenhar seu papel. com uma sutileza e funcionalidade nos seus minimos detalhes.

A Luz, traduz todas as cores de uma alma lavada. Lavada com sensibilidade, com simplicidade, traduzindo imagens indiziveis... Linda.

A Sua Dança nos deixa em estado de suspensão, esperando sempre o inesperado. Assisti Aroeira três vezes e fui surpreendido trezentas.

O Cenário - S-I-M-P-L-E-S-M-E-N-T-E...

E os Dançarinos... é como se fossem um só corpo, um só coração pulsando e respirando juntos, prontos, respondendo a estimulos com uma enorme dignidade e profundeza. Fora do comum... precisão, tão simples assim.

Obrigado por compartilhar tanta beleza, obrigado por seres daqui, obrigado pela generosidade.

Paz,

Elisio Pitta


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A Dança é energia, que passa pela criatura humana, tornando-a capaz de criar, manter ou destruir. Com inteligência podemos lidar com essas fases aproveitando o que de melhor ela nos ensina. É importante que tenhamos um tempo dedicado a isso como o mês da dança, para que possamos dar margem a um desenvolvimento mental, emocional e físico em relação aquilo que em certo momento se tornou paixão.

Carlos Morais

COLETÂNEA CASA ABERTA

Teatro Vila Velha abre espaço para a dança independente



Fotos: Erivan Morais, João Meirelles, Márcio Lima, MC.

Nos dias 08 e 09 de abril (terça e quarta-feira), às 20h, o Teatro Vila Velha abre suas portas para que o público conheça novos trabalhos da dança na Bahia. Nestas duas noites, artistas e grupos independentes, com coreografias de até 15 minutos, ganham espaço no projeto Coletânea Casa Aberta, que integra o Mês da Dança no Vila. O objetivo do projeto é dar visibilidade a variedade de trabalhos que estão sendo desenvolvidos na dança local, criando um espaço alternativo onde artistas e mês da dança, juntos viabilizam a sua realização.

"Num mesmo palco, numa mesma noite, num mesmo evento, num mesmo sonho... O Teatro Vila Velha abre as portas para artistas da dança darem visibilidade a novos trabalhos", comenta Ricardo Fagundes, coordenador da Coletânea.

Nos dois dias a mostra engloba mais de 40 profissionais de Salvador, cada dia doze trabalhos distintos serão apresentados ao público, entre solos, duos e grupos nos mais diversos estilos: Dança Contemporânea, Dança-Teatro, Hip Hop, Balé Clássico, Capoeira, performances, entre outros gêneros.

SERVIÇO
O que: Coletânea Casa Aberta
Onde: Palco Principal do Teatro Vila Velha
Quando: Dias 08 e 09/04/2008, às 20h
Ingressos: R$ 10 e 5 (meia)

Aprovados Oficina de Performance Negra


Atenção, galera! Segue abaixo a lista de aprovados na audição para a Oficina de Performance Negra do Bando de Teatro Olodum! Agora é só comparecer para a aula de abertura, no dia 09 de abril (quarta-feira), às 9h, aqui no Vila.

1. ALBERT DE SOUZA VIEIRA
2. ALESSANDRA CONSTANTINO
3. AMÓS HEBER DOS SANTOS
4. ANDREIA FLÁVIA SANTOS
5. CABRIELA NERY MATOS
6. CARLOS OLIVEIRA SANTOS JÚNIOR
7. DANILO AMORIM NOVAIS
8. DARLAN OLIVEIRA DA SILVA
9. DEISE GABRIELE DE SOUSA SANTOS
10. DEYSE MARIA CONCEIÇÃO RAMOS
11. EDDY WILSON DÓREA RIBEIRO SANTOS
12. EDELZUITA DO CARMO DOS SANTOS
13. ELAINE SANTANA DE SOUZA
14. EMILLIE HAPA DO ESPIRITO SANTO
15. ÉRICA MARTINS DE MIRANDA RIBEIRO
16. FRANCLIN CORREIA DA ROCHA
17. GABRIELA DOS SANTOS VIANNA
18. GENI CAPINAN DAS VIRGENS
19. GILDASIO SANTOS DE SOUZA
20. GUILHERME JOSÉ DA SILVA JÚNIOR
21. JAILTOM SOUZA DE MORAIS
22. LEANDRA DA CONCEIÇÃO SOUSA
23. LIZ NOVAIS PINHEIRO
24. LUCAS LEOMIR DA HORA COUTO
25. LUCIANA DOS SANTOS FERNANDES
26. LUCICLEIDE DOS SANTOS NASCIMENTO CASTRO
27. MARCOS AURÉLIO DA SILVA
28. MARCUS VINICIUS DESIDÉRIO RAMOS
29. MAURICIO SILVA MENDES
30. NOAN SOUZA SANTOS
31. ROBERTA MAIANA BARBOSA DOS SANTOS
32. RODOLFO MIRANDA BASTOS SILVA
33. ROSECLEIDE SALES VIANA
34. RUTH MARINHO SANTIAGO
35. SAULO JAIR DA SILVA VIANA
36. SUHELEN DA SILVA MENEZES
37. TOMAZ SANTOS DE ALMEIDA
38. VALDINEI BATISTA DOS SANTOS
39. VINICIUS SENA DOS SANTOS

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Internos do sistema penitenciário assistem abertura do Mês da Dança no Vila


A noite de abertura do Mês da Dança no Vila, HOJE, dia 04 de abril, é reservada para convidados muito especiais. Numa iniciativa inédita do Núcleo de Dança do Teatro Vila Velha, um total de 100 internos do sistema penitenciário (divididos entre homens e mulheres), assistirão à apresentação do espetáculo Aroeira – com quantos nós se faz uma árvore, da Cia Viladança. A ação será viabilizada através de uma parceria com Secretaria da Justiça, Cidadania e dos Direitos Humanos (SJCDH) e Secretaria Especial dos Direitos Humanos (ligada à Presidência da República), com participação da Secretaria de Segurança Pública e da Secretaria do Desenvolvimento Social.

"Prosseguimos com nosso trabalho de formação de platéia", explica Cristina Castro, diretora da Cia Viladança e do Núcleo de Dança do Vila Velha. Nas temporadas de outros espetáculos, a companhia já convidou platéias especiais, como idosos, crianças e adultos que nunca tinham ido ao teatro, vendedores de cafezinho, cabelereiros, entre outros grupos.

Dentro desta programação, em que haverá também uma mesa-redonda aberta ao público abordando o tema Corpo, Violência e Arte, é um momento oportuno para levar ao teatro pessoas envolvidas em conflito com a lei, expandindo o universo da platéia para a arte. Escolhemos apresentar Aroeira para receber este público especial, porque trata-se de um dos nossos espetáculos mais singelos", comenta Cristina Castro.

A platéia especial contará ainda com a presença de autoridades civis e militares, além de artistas ligados ao Teatro Vila Velha.

INFORMAÇÕES E PROMOÇÕES:
www.teatrovilavelha.com.br/mesdadanca

A Outra Companhia de Teatro faz ensaio aberto em Plataforma



Depois da temporada d’O Pique dos Índios ou A Espingarda de Caramuru¸ A Outra Companhia de Teatro continua trabalhando.

No próximo sábado, dia 05 de abril, a partir das 15h00, o grupo faz um ensaio aberto do espetáculo Arlequim – servidor de dois patrões, na Praça São Brás, em frente ao Centro Cultural Plataforma.

A peça que está sendo adaptada para a linguagem de rua conta a história de Arlequim, um rapaz ao mesmo tempo atrapalhado e muito esperto. Ele ganha a vida prestando serviços pessoais a ricos cavalheiros e, para melhorar sua renda, resolve servir a dois patrões ao mesmo tempo, sem que um saiba do outro. O que ele não sabe é que Frederico, um de seus patrões, é na verdade a jovem Beatriz, que se passa por seu falecido irmão para administrar seus negócios. E para tornar tudo ainda mais intrincado, o seu outro patrão, Florindo, foi o responsável pela morte de Frederico e tem uma história de amor com Beatriz. No meio do serviço, entre intrigas e promessas de casamento desfeitas, as trapalhadas de Arlequim acabam por promover o re-encontro do casal.

A atividade é a primeira de uma série de três ensaios abertos do espetáculo em praças de Salvador. Em breve divulgaremos as outras praças.

Então, não deixem de conferir! Arlequim - Servidor de Dois Patrões, em Plataforma!

Serviço:

O quê: Arlequim Servidor de dois patrões (Rua)
Texto: Carlo Goldoni
Direção: Vinício Oliveira Oliveira
Elenco: A Outra Companhia de Teatro
Dias: 05 de abril de 2008
Horário: 15:00 horas
Onde: Praça São Brás (em frente ao Centro Cultural Plataforma)

Canadá no Mês da Dança no Vila


A Embaixada do Canadá gostaria de felicitar a Cia. Viladança pelos dez anos de existência e também o Teatro Vila Velha, de Salvador, pela realização do Mês da Dança no Vila.

No Canadá, a arte é um importante instrumento de inclusão e integração social e é incentivada com vistas a desenvolver as diversas linguagens e o intercâmbio cultural entre pessoas de diferentes origens. A dança é um importante canal de interação, rompendo barreiras lingüísticas e transmitindo mensagens universais expressas em gestos, movimentos e ritmos ousados, encantadores, inovadores ou simplesmente mágicos.

Celebrando o Dia Internacional da Dança (dia 29 de abril), instituído pela UNESCO, a Embaixada do Canadá tem a satisfação de ver presente no Mês da Dança no Vila o grupo canadense Science Friction, formado por jovens artistas que utilizam temas do cotidiano para propor questionamentos sobre as relações humanas.

Assessoria Cultural
Embaixada do Canadá


O grupo canadense Science Friction estará apresentando espetáculo durante o Mês da dança no Vila nos dias 25 e 26, sexta e sábado, as 21 h. E promovendo workshop gratuito para profissionais da dança, nos dias, 21, 22 e 23 , segunda , terça e quarta, das 14 as 16:00h. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no tel. 8201.0258.

Vilavox: passado, presente e futuro


Mês de março passou, as águas ainda tão aí, e o Vilavox está a todo vapor. O grupo estreou um de seus projetos para o ano: “Leitura em Vox Alta”. A idéia é pôr em foco a dramaturgia brasileira, realizando leituras dramáticas seguidas de debates com a platéia e convidados acerca dos temas levantados pelas peças.

No dia 11, apresentou A Resistência, texto de Maria Adelaide Amaral, direção de Gordo Neto e contou com os artistas/jornalistas Jussilene Santana e Edson Rodrigues, além de alunos da faculdade da cidade. No dia 25, outro texto do chamado “teatro de resistência” (marcante na década de 70 em plena ditadura militar) dessa vez com a direção de Cláudio Machado, o texto escolhido foi Muro de Arrimo, de Carlos Queiroz Telles. E mais convidados especiais: Fernando Fulco no papel principal e um bate-papo com César Vieira (Adibal Pivetta) do Teatro União e Olho Vivo que falou um pouco sobre o trabalho de mais de 40 anos de seu grupo e distribuiu o livro de sua autoria que conta essa história: Em busca de um teatro popular.


Mas como “quem diz ‘sou’, não é”, deixemos que quem veio, fale sobre o que viu. Perguntamos: O que você acha da iniciativa do Grupo Vilavox, em realizar mensalmente leituras dramáticas de textos teatrais representativos da história do teatro Brasileiro (décadas de 40 a 80), seguidas de discussão, sob as temáticas abordadas nos textos? E responderam:


“Acho ótimo, por que é importante esse resgate da dramaturgia nacional para a classe artística e publico em geral. Essas leituras prestam um serviço importante, na medida em que proporcionam que o público conheça o trabalho anterior do ator, pela busca de referências, além de propiciar uma discussão a cerca da temática do texto com o público.” Talis Castro (BA), Ator e produtor Cultural.



“Acho que conversas, debates, discussões sobre teatro são sempre bem vindas, principalmente quando acompanhadas do produto em si (cena teatral), isso faz juntar teoria e prática, coisa que fora da Escola de Teatro acontece muito pouco.”Jacyan Castilho (RJ), Atriz, Diretora e Profª. Drª. da Escola de Teatro da UFBA.



“Não é comum em Salvador esse tipo de leitura, leitura de textos dramáticos, seguida de discussões temáticas. É muito importante essa vertente literária, a questão política então, é muito pertinente, pois não retrata a resistência de uma época, anos 60 e 70, e sim expressa as lutas cotidianas atuais. Lutamos hoje por igualdade de gênero, por melhores condições de vida e trabalho, pela igualdade racial, pela não homofobia e tantas outras lutas, que mesmo isoladas resistem. E juntar essas duas coisas é muito bom, porque nos leva a refletir sobre as temáticas no coletivo. É sempre válido esse tipo de iniciativa.” Sâmara Rocha (BA), Graduanda em artes Cênicas da UFBA.



“Acho interessante, é uma forma de aproximar o público do VILAVOX e do teatro. Em peças nós vemos o trabalho do ator, mas não temos a oportunidade de interagir com a pessoa além do artista. Acho o projeto bacana pela possibilidade de interação com o elenco e por estar participando dessa etapa de construção do Grupo.” Letícia Chaves (PE), Psicóloga.


“Eu acho importante por que são textos que não tivemos muito acesso. Só quem tem mais de 50 anos de idade conhece esses textos, Asdrúbal, Teatro União e Olho Vivo, Sebastião Magali...O bacana é que esses textos sejam rediscutidos. Acho louvável e importante a iniciativa, esse relembrar de textos do final dos anos 60 e 70 e o reconhecimento desses autores, que tiveram a coragem de fazer esses textos apesar da absurda repressão da época. Isso faz com que não esqueçamos que essa época existiu, para nunca mais querermos tê-la de novo.” Fernando Fulco, (BA) Ator.



“Acho muito importante, por que essa tradução da nossa dramaturgia é pequena, é difícil o público normal ter acesso a essa seleção. A escolha e feita sobre o que o grupo considera importante e isso facilita ao espectador a compreender. Também é importante como exercício dramático, de ator, em todos os sentidos.” Luis Fernando Lobo (RJ), Diretor do Grupo de Teatro Ensaio Aberto.



“Acho interessante, por que faz um resgate da leitura artística, são textos antigos e é uma oportunidade para quem não conhece de ler esses textos. Os convidados são pertinentes por que trazem pontos de discussão sobre a dramaturgia do texto e sobre as temáticas ligadas a época.” Líria Morays (BA) ,Dançarina, Coreógrafa e Profª. de Dança.


“É de grande importância a leitura por que parte desses textos foram montados e fizeram sucesso, mais nunca mais foram revistos, é uma oportunidade para a classe teatral e o público conhecer essas obras. É um importante caminho para a recuperação da memória do teatro nacional, é trazer a público o conhecimento desses textos. Essa técnica nós também utilizamos no TUOV, sempre funcionou e tivemos uma resposta muito boa.” César Vieira (SP), Diretor do Grupo de Teatro União e Olho Vivo - TUOV.


Essa semana o grupo deu início ao seu próximo espetáculo: Labirintos, com direção de Patrick Campbell e estréia prevista para agosto. Pra antes disso o grupo promete ainda mais leituras, e uma surpresa para maio, aniversário do teatro e do grupo. Agora é só aguardar.