segunda-feira, 31 de março de 2008

Cia Viladança comemora trajetória de 10 anos



Aoreira marca abertura do Mês da Dança no Vila, dia 04 de abril, às 20h.



A Cia Viladança, primeiro e único grupo de dança residente do Vila Velha, comemora, no mês de abril, seu aniversário de 10 anos junto com a programação do Mês da Dança no Vila. Com uma rica trajetória, o grupo fundado pela coreógrafa Cristina Castro apresentará três de seus espetáculos na programação do evento - Aroeira, Da Ponta da Língua a Ponta do Pé e Ulisses. Uma celebração em grande estilo, para todo o grupo e para o público.
ACESSE PRAGRAMAÇÃO E PROMOÇÕES!!!

Oficina de Vídeo - Inscrições até quinta-feira!


A inscrições para a Oficina de Vídeo do Estúdio do Vila vão até QUINTA-FEIRA, dia 03 de abril. Corre que ainda dá tempo!

Informações: (71) 3083-4613

Aula Contemporânea de Acrobacia Aérea (para crianças)

no Espaço Freddy Ortiz
com Thiago Enoque Monitora: Sarah Corral

A aula tem como foco principal a conscientização corporal e investigação de princípios de movimentos com abordagem básica da técnica de acrobacia aérea em tecido.O processo da aula se divide em três partes:
1. Aquecimento: aborda um trabalho dinâmico de exploração corporal, investigando possibilidades de movimentos. Para isso serão utilizados como estratégias jogos, brincadeiras e também princípios de dança. (20 min.)
2. Familiarização com aparelho aéreo: no tecido, desenvolve-se a prática do aprendizado de formas e posturas básicas, através das quais serão experienciadas as possibilidades e caminhos de movimentação descobertas no decorrer do primeiro momento. (20 min)
3. Compensação corporal: este momento tem como prioridade distencionar e relaxar o corpo através do trabalho de alongamento, dando ênfase no ganho de flexibilidade. (10 min)
Obs: Todo o decorrer do trabalho é fundamentado em princípios corporais. A abordagem metodológica da aula visa construir não somente a prática acrobática, mas a conscientização corporal passando por correção da postura, fortalecimento corporal, auto-confiança, etc. Levando em consideração que tais princípios contribuem para um crescimento corporal melhor preparado para as atividades cotidianas.
A arte não tem foco de caráter artístico.

SERVIÇO:
Aula Contemporânea de Acrobacia Aérea (para crianças)
com Thiago Enoque
Início: 08/04
Dias: Terças e quintas das 16h às 16h50.
Local: Espaço Freddy OrtizRua da Paciência, 251 - Rio Vermelho.Fone: 3335-1052 (Responsável Pricila)
Mensalidade: R$80,00
VAGAS LIMITADAS

Oficina gratuita com atriz da CTN



Foto: Zelia Uchoa



A atriz Mariana Freire, integrante da Companhia Teatro dos Novos e que logo mais entra em cartaz com o solo Casa Número Nada, oferece uma oficina de teatro gratuita neste mês de abril. Direcionadas para pessoas a partir dos 15 anos, as aulas acontecem a partir do dia 19/04, no Espaço Xisto Bahia (Barris). As inscrições podem ser feitas pelos telefones: 71 3272-5137 / 9983-5395, nos dias 05, 06, 12 e 13 (sábados e domingos), das 9h às 12h. A atividade integra o projeto vencedor do Prêmio Manoel Lopes Pontes – Edital de Apoio à Montagens de Teatro, concedido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Serviço:

Inscrições: dias 05, 06, 12 e 13/04 (sábados e domingos), das 9h às 12h
Telefones: 71 3272-5137 / 9983-5395
Local das aulas: Espaço Xisto Bahia (Barris)
Data de início das aulas: 19/04/2008

sexta-feira, 28 de março de 2008

Asier Zabaleta apresenta trabalhos inéditos no Brasil



Foto: Isabelle Meister


Em abril, o coreógrafo e dançarino basco Asier Zabaleta aterrisa em Salvador para se apresentar pela primeira vez em solo brasileiro, durante o projeto Mês da Dança no Vila. Nascido no país basco Ezkio, Zabaleta é fundador e diretor da Companhia espanhola Ertza e já participou de diversas companhias espanholas, da criação de obras de dança-teatro e vários projetos paralelos, como filmes, exposições e improvisações. Das suas criações fazem parte, entre outros, o solo "EGO" (2003), vencedor do festival espanhol 10MASDANZA. Asier Zabaleta traz na bagagem para o Brasil o espetáculo EGO-TIK, no qual o intérprete-criador trava um diálogo consigo mesmo, entre sua performance ao vivo e sua própria imagem projetada em diversos monitores presentes em cena. As apresentações acontecem nos dias 11 e 12 de abril, através de uma parceria com o Instituto Cervantes e a Embaixada da Espanha.

Serviço
O Quê: EGO-TIK, de Asier Zabaleta (Espanha), no Mês da Dança no Vila
Quando: Dias 11 e 12, às 21h
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Onde: Palco Principal do Teatro Vila Velha
Duração: 60 minutos

Minc promove curso de capacitação de gestores culturais em Salvador


A Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura (SEFIC), do Minc, promove em Salvador nos dias 7 e 8 de abril curso dedicado a gestores, empreendedores e agentes culturais. O curso integra o Programa de Capacitação em Projetos Culturais e oferece aos participantes noções conceituais sobre elaboração e desenvolvimento de projetos culturais e sobre políticas públicas de cultura e economia da cultura, com foco nas experiências brasileiras.

No programa contempla orientações sobre fontes de financiamento existentes e também sobre o uso das Leis de Incentivo à Cultura. O curso está sendo realizado, em parceria com o Serviço Social da Indústria e o Banco do Nordeste em todas as capitais do Nordeste e em Salvador será ministrado na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia – FIEB, no Stiep.
As inscrições devem ser feitas com nome completo e número de RG enviadas para o e-mail curso.mincne@gmail.com, de 24 a 31 de março.

MANIFESTO DO MOVIMENTO REDEMOINHO LIDO EM VÁRIAS CIDADES DO BRASIL NO DIA 27 DE MARÇO DE 2008


Num momento em que tudo se passa como se não houvesse alternativa às formas de privatização e mercantilização da vida, coletivos teatrais de 11 estados do Brasil reúnem-se e se colocam a tarefa de afirmar a dimensão pública do seu teatro.

Em seu 4º. Encontro Anual, o Movimento Redemoinho reafirma a necessidade de criar condições sociais, políticas e econômicas para a construção de uma sociedade na qual a arte e a cultura sejam compreendidas como um direito universal.

Entendemos o teatro como elaboração, na esfera do simbólico, do nosso depoimento crítico sobre a experiência de viver numa sociedade em que a cultura é mercadoria a serviço da dominação. Isso exige, por parte do Estado, o reconhecimento do direito à cultura como exercício crítico da cidadania, ou seja, a negação dos valores da concorrência, da acumulação ou concentração de renda, do preconceito e da exclusão.

O Movimento Redemoinho, portanto, não reconhece a Lei Rouanet de Incentivo como uma política pública para a cultura. Privatizante, antidemocrática e excludente, a Lei Rouanet submete essa esfera da produção simbólica aos interesses mercantis de empresas que nada têm a ver com a idéia de cultura pública.

O Movimento Redemoinho reafirma a necessidade de uma política pública e de continuidade, que efetivamente garanta a circulação, a manutenção, a pesquisa e a criação teatral no Brasil, reafirmando a arte como campo de pensamento e de atuação pública, fundamental para o exercício da cidadania.

O Movimento Redemoinho propõe, então, a criação da LEI FEDERAL PROGRAMA DE FOMENTO AO TEATRO BRASILEIRO, como exemplo para a criação de uma nova política de Estado, e não de governo.

A partir desta data tornamos pública a ação do Movimento Redemoinho de buscar em todas as cidades estabelecer vínculo com os demais grupos teatrais e agentes culturais, percebendo as necessidades locais e agindo nas esferas municipal, estadual e federal.

Este ato é o marco de uma mobilização nacional, onde os grupos participantes do Movimento Redemoinho, articulados em suas regiões, estarão propondo ações que defendam a cultura como direito inalienável do Homem e, portanto, dever do Estado para com seus cidadãos

REDEMOINHO – MOVIMENTO BRASILEIRO DE ESPAÇOS DE CRIAÇÃO, COMPARTILHAMENTO E PESQUISA TEATRAL

quinta-feira, 27 de março de 2008

Ó Paí ó em Camaçari


Os personagens do Centro Histórico de Salvador que ganharam destaque nacional através da criação do Bando de Teatro Olodum farão uma visita à cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, neste final de semana. De 28 a 30 de março, o município, a cerca de 40 km da capital, receberá o espetáculo Ó Paí ó, sucesso nos palcos e nas telas de cinema, que será apresentado sexta e sábado, às 20h e domingo, às 19h, no Teatro Cidade do Saber (Rua dos Telégrafos, s/n--Bairro do Natal).

A peça tem direção de Márcio Meirelles e revela um dia na vida do Pelourinho Antigo e seus moradores às voltas com a famosa Terça da Benção e todos os problemas que atingem a localidade, como o extermínio de jovens e crianças. Ó Paí ó é uma radiografia do Centro Histórico de Salvador a partir do cotidiano de figuras marcantes, como a evangélica dona de um cortiço, donos de bares, taxistas, videntes, artistas amadores, travestis, entre outros.
Trilogia - A peça, dirigida por Márcio Meirelles, com texto do próprio diretor juntamente com os atores, integra a Trilogia do Pelô, seqüência de montagens cujo tema é o Centro Histórico de Salvador. As outras duas peças da Trilogia são Essa é a nossa Praia e Bai, Bai, Pelô, todas criadas através de improvisações com o elenco e das observações no dia-a-dia do Pelourinho.

A população de Camaçari poderá conferir o espetáculo que fez sucesso desde a sua estréia, em 1993, e que se tornou popularizado nacionalmente graças ao filme de Monique Gardemberg, estrelado por Lázaro Ramos e Bando de Teatro Olodum.

O sucesso nos palcos e a repercussão no cinema destacaram a companhia negra e a dramaturgia popular criada pelo grupo. O roteiro de Ó Paí ó está sendo adaptado para a tevê, através de uma série da TV Globo, com a presença dos atores e atrizes do Bando.

SERVIÇO:
O quê: espetáculo Ó Paí, Ó
Texto: Márcio Meirelles e Bando de Teatro Olodum
Direção: Márcio Meirelles
Onde: Teatro Cidade do Saber
Quando: Sexta-feira (28 de março); Sábado (29 de março) e Domingo (30 de março)
Horário: Sexta e Sábado, às 20h ; Domingo, às 19h
Ingressos: R$ 10(inteira) e R$ 5 (meia)
Ingressos à venda na bilheteria do teatro, nos dias do espetáculo, das 14h até o início da peça.
Censura: 16 anos
Informações: (71) 3644-2777 / teatrocidadedosaber@cidadedosaber.com.br

quarta-feira, 26 de março de 2008

Última semana de O Pique dos Índios


Depois de dez anos afastado dos palcos, o ator e professor da Escola de Teatro da Ufba, Armindo Bião, volta à cena baiana. Ele integra o elenco do espetáculo O Pique dos Índios ou A Espingarda de Caramuru, a quinta montagem d'A Outra Companhia de Teatro, que está em temporada até o dia 30 de março, de quinta a domingo, às 20 horas, no Teatro Vila Velha.

Na peça, Bião vive a professora de música e poetisa Dona Ambrosina, que mora na divertida pensão de Dona Henriqueta (vivida pela atriz Chica Carelli), onde convivem tipos diversos, como o extravagante cabeleireiro Tomás, a empregada doméstica mal humorada Marocas e Calixto, o marido gigolô de Dona Henriqueta,. O texto da peça é da atriz e dramaturga baiana, Haydil Linhares, que também está em cena no espetáculo.

Dedicado ao ensino acadêmico em universidades do Brasil e do exterior e sem realizar um trabalho como ator desde 1998, quando participou da montagem Hadda Gabler, Bião está comemorando a nova personagem. "Pesquiso a Maria Padilha, uma personagem de origem espanhola que era invocada por Carmem e na Umbanda é uma entidade que protege as mulheres com mal de amor. Então, foi muito bom poder casar a pesquisa com a personagem Ambrosina, uma mulher que perdeu o noivo a quatro meses do casamento e por isso sofre de amor" afirma.

O ator, que estreou justamente no Teatro Vila Velha em 1967 e que tem no currículo mais de 40 espetáculos, não contém a satisfação ao falar sobre o retorno ao palco que o lançou. "Fiquei muito feliz por poder casar a temporada com o meu calendário. Gostei muito de fazer uma peça aqui de novo e também de encenar um texto de Haydil", diz.

No espetáculo, Armindo Bião está sendo dirigido pelo seu ex-aluno, Vinicio de Oliveira Olivera. "Está sendo muito bom ser dirigido por Vinicio, que foi meu aluno. Estou adorando conhecer pessoas diferentes, ver gente nova trabalhando".

O espetáculo patrocinado pela FUNARTE através do Prêmio de Teatro Myrian Muniz 2007, fica em cartaz até o dia 30 de março. Ou seja, esta semana é a última semana para conferir as trapalhadas dos moradores d'O Pique dos Índios ou A Espingarda de Caramuru. Lembrando que na quinta-feira os ingressos custam apenas R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

SERVIÇO:

O QUE? O Pique dos Índios ou A Espingarda de Caramuru, com A Outra Companhia de Teatro.
QUANDO? De 06 a 30 de março – sempre de 5ª a domingo, às 20h.
ONDE? Palco principal do Teatro Vila Velha (Av. Sete de Setembro, s/nº. Passeio Público – Campo Grande)
QUANTO? Sexta a domingo R$20 (inteira) e R$10 (meia), na quinta R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
MAIS INFORMAÇÕES: (71) 3083-4617 / aoutra@teatrovilavelha.com.br

segunda-feira, 24 de março de 2008

Feijoada do Negão


Depois do sucesso da primeira edição, vem aí IIFeijoada do Negão! E você que está antenado já sabeque com o tempero do negão Jorge Washington não tempra ninguém: quem tá fora quer entrar, quem tá dentronão quer sair! Além daquele feijão de primeira, onegão mandou ver nas atrações. Confira aí: vai rolarvoz e violão de qualidade com Wilson Carvalho, omelhor do partido alto com a banda Cabelo Pixaim e osuingue pra lá de gostoso do Dj Bandido. Gostou? Entãose jogue e garanta logo seu ingresso. Melhor que tudoisso, só a energia da galera!

Quando? 06/04/08
Onde? Casa de Pedra - Final de Linha do Garcia
Vai rolar o quê? Wilson Carvalho, Cabelo Pixaim e DjBandido
Quanto? R$ 15,00 (individual) e R$ 25,00 (casadinha)
Alguma dúvida? Ligue pro negão Jorge Washington no 718878-4634

Situação Resolvida


Na último dia 13 de março de 2008, A Outra Companhia de Teatro (Baobá Produções Artísticas) recebeu o desembolso do Prêmio Myrian Muniz de Teatro 2007, patrocínio Petrobrás, via FUNARTE, pelo projeto O Pique dos Índios ou A Espingarda de Caramuru, ou Uma Homenagem a Haydil Linhares.



Dia 25, terça, 19h, no Cabaré Café do Vila, leitura de "Muro de Arrimo", de Carlos Queiroz Teles, com Fernando Fulco no elenco e o convidado especialíssimo Cesar Vieira (Adibal Pivetta) o advogado/autor do TUOV - Teatro União e Olho Vivo, grupo popular com mais de 40 anos de história, para um bate-papo depois da leitura.

Dia 26, quarta, 19h, no Cabaré Café do Vila, debate "Grupos Artísticos e sua relação com espaços públicos e privados", mais uma vez com César Vieira e também com os convidados Luiz Fernando Lobo(ensaio Aberto, RJ), Jairo Varjão(Associação Paulo Afonsina de Teatro e Dança) e Romualdo Lisboa(Casa dos Artistas de Ilhéus). Antes de iniciar o debate, entrega simbólica da proposta de "Lei de Fomento às Artes Cênicas no Estado da Bahia" ao poder público.

O debate "Grupos Artísticos e sua relação com espaços públicos e privados" poderá ser visto também no mesmo dia 26, às 14h, no Solar Boa Vista.

Produtores teatrais vão ao Senado


Ao discutir a proposta da Lei Geral do Teatro, o presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR), Eduardo Barata, declarou: 'Não queremos ficar dependentes do orçamento do governo, pois este a cada ano é modificado. Precisamos de um marco regulatório de Estado', disse ele, que participou ontem de reunião no Senado Federal, em Brasília, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).O presidente da Funarte, Celso Frateschi, questionou a idéia de que a produção teatral não pode ficar dependente do orçamento público. 'Será uma solução ficar à mercê do orçamento da iniciativa privada?', perguntou ele.Barata e a atriz Regina Duarte, que também esteve na reunião, estão entre os que acusam o Ministério da Cultura de não dispensar tratamento correto aos produtores teatrais.


(Agência Senado)

quinta-feira, 20 de março de 2008

A Outra a todo vapor!

Depois da estréia de O Pique dos Índios ou A Espingarda de Caramuru, em cartaz no Teatro Vila Velha, de quinta a domingo, às 20 horas, A Outra Companhia de Teatro não pára de trabalhar.

Nesta semana o grupo começou os ensaios de Debaixo d’água Em cima d’areia, sua segunda montagem, que estreou em 2005. Em abril, o espetáculo viaja junto com Arlequim – servidor de dois patrões para Vitória (ES), Maceió (AL), Aracaju (SE), Almenara (MG), Picos (PI), Petrolina (PE) e Vitória da Conquista e Juazeiro (BA). A turnê faz parte do projeto A Outra Companhia de Teatro Reduzindo Distâncias patrocinado pelo Programa OI de Patrocínios Culturais Incentivados através do FAZCULTURA. Além das apresentações de espetáculos do repertório da companhia, o projeto prevê ainda a realização intercâmbios com grupos artísticos das cidades visitadas e oficinas.

E por falar em oficina, paralelamente à temporada, aos ensaios e à produção da viagem, a Companhia inicia no próximo sábado a Oficina de Iniciação Teatral. O curso, que vai de 22 de março a 20 de abril, vai acontecer aos sábados e domingos, das 09 as 12 horas, no Teatro Vila Velha. As aulas serão ministradas por Luiz Antônio Jr., Indaiá Oliveira, Roquildes Junior e Eddy Veríssimo, atores do grupo. A oficina pretende trabalhar desde os exercícios básicos de iniciação teatral até o método de trabalho da companhia. Ainda há vagas! Maiores informações pelo tel.: 3083-4617 ou pelo e-mail: aoutra@gmail.com .

Não percam!

Festa frustrada

MinC e entidades questionam criação de lei calcada na Rouanet e defendida por associações de produtores e estrelas globais
(Sérgio Maggio - Da equipe do Correio Braziliense )



Ney Piacentini, da Cooperativa Paulista de Teatro: "proposta elitista"








Regina Duarte (com Cristovam Buarque): "teatro quer morar só"

Fotos: Paulo H.Caravalho/CB

A atriz Regina Duarte anunciou a audiência pública, ocorrida ontem no Senado, como uma festa que reunia a classe artística em torno de projeto de lei de incentivo para o teatro. Mas, àquela altura da confraternização, parte dos convidados já tinha azedado o que parecia ser mais um "chá das cinco" entre produtores culturais e estrelas de novela das oito. A começar pelo presidente da Funarte, Celso Frateschi, que, numa fala precisa etécnica, deu um choque de realidade no grupo de bem-intencionados senadores da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. "Não podemos propor o novo sem entender o velho", referiu-se à Lei Rouanet, que, sucateada, concentra hoje na Região Sudeste 80% dos recursos captados, promovendo o enriquecimento de empresários e a morte de companhias que fazem do teatro expressão de vida.

Do lado do plenário, o caldo havia entornado muito antes de os convidados chegarem à mesa. O presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, Ney Piacentini, acusava os colegas de covardes por não terem convidado o segmento combativo dos grupos para se sentar à roda de debate. Em mãos,tinha o documento discutido por representantes de companhias de norte a sul que propõe outra regra para o fomento do teatro brasileiro: a do fundo público de cultura. "Estou aqui representando 800 grupos e 4 mil sócios. Quero questionar a representatividade dessa mesa, comandada por associaçõesde produtores do Rio e de São Paulo. Eles querem criar mais uma lei sustentada pelo incentivo fiscal, o que só vai beneficiar espetáculos de apelo midiático (leia-se estrelados por atores globais) e de alto custo parao espectador. É uma proposta elitista", sentenciou.

As distorções da Lei Rouanet foram expostas em detalhes por Celso Frateschi. Ele forneceu números assustadores. Mostrou que espetáculos erguidos com dinheiro público têm ingressos cobrados em valores que chegam a um salário mínimo. E que o dinheiro investido nessa economia gerada pelo teatro não volta para a arte. Acaba no bolso dos empresários e produtores. Lembrou que, apesar dos lucros tirados na montagem de uma temporada geralmente curta, o mesmo investidor entra de novo na lei para pleitear a próxima produção, fazendo do Estado uma escora para enriquecimento próprio. "Eu pergunto: para que vamos criar uma lei semelhante à Rouanet? Para que montar um órgão paralelo ao que existe no Ministério da Cultura (MinC)?", questionou, referindo-se à proposta de montar uma Secretaria Nacional do Teatro.

O filho de Regina

O questionamento desmontou o que parecia articulado pelos entusiastas do projeto de lei. Regina Duarte, que se mostrou abismada com os números de Frateschi, recorreu à vida pessoal para manter-se convicta. Contou que o filho quer sair de casa sem motivo aparente. "Ele argumentou que não deseja mais ter um cotidiano misturado com a minha conta de luz. Quer um relacionamento de qualidade comigo. É assim que me sinto em relação a essa lei: o teatro quer sair de casa e morar sozinho. A relação com o MinC está burocratizada", desabafou a atriz, revelando que tem projeto emperrado no ministério. "Eles sequer atendem ao meu telefonema", bradou, o que gerou preocupação imediata no senador Eduardo Suplicy: a de o governo atual retaliar a militante do PSDB por conta do antológico relato "eu tenho medo", feito no programa eleitoral de José Serra, na eleição de 2002. A atriz riu ebalançou a cabeça negativamente, sinalizando que nada mais há a temer.

No plenário, o ator e diretor mineiro Marcelo Bones representava a Redemoinho, entidade que abriga os principais grupos de teatro do país. Veio também para discordar da lei proposta. "Somos 70 companhias. Temos clareza de que a lei de incentivo fiscal promove a má distribuição dos recursos." A proposta alternativa, encaminhada ao senador e presidente da comissão, Cristovam Buarque, pelas mãos de Eduardo Suplicy, prevê a criação de um fundo de fomento, desenvolvimento e acesso, com orçamento próprio e regras claras e democráticas. As verbas seriam distribuídas por regiões, evitando a concentração. "As posições claras e antagônicas desta mesa justificam a natureza de uma audiência pública. Teremos mais algumas e convidaremos outros segmentos para sentar e discutir o tema", ponderou Cristovam. A audiência foi acompanhada pelos atores Odilon Wagner e Beatriz Segall e pelo secretário do MinC, Sérgio Mamberti.

Visivelmente irritado, o presidente da Associação dos Produtores Teatrais do Rio de Janeiro, Eduardo Barata, foi taxativo com as posições oficiais doMinC. "Não somos burguesinhos em nossos escritórios tomando uísque. Somos trabalhadores do teatro. Empregamos pessoas e pagamos impostos", argumentou, reafirmando a necessidade de uma lei própria para o mercado. No discurso, citou a problemática da meia-entrada e disse em alto e bom som como faz para calcular o preço do ingresso. A matemática, que todos sabem na prática, é que o valor da meia é dado pela inteira. Mas falar isso, com todos os números, no Senado Federal, é uma afronta ao direito adquirido por estudantes e pessoas acima de 65 anos. É a triste lógica do mercado.

quarta-feira, 19 de março de 2008


Interessados em conhecer de perto o processo cênico do Bando de Teatro Olodum e a linguagem construída pela companhia ao longo da trajetória de 18 anos podem se inscrever até o dia 04 de abril para a Oficina de Performance Negra que o grupo oferecerá gratuitamente no Teatro Vila Velha. A oficina, que acontecerá em maio e junho, será composta por aulas de dança, canto, instrumentos e interpretação, sempre voltadas para a temática negra e popular desenvolvida pelo Bando de Teatro Olodum. Os inscritos passarão por uma audição nos dias 05 e 06 de abril. A Taxa de inscrição é de R$5,00 (cinco reais).

“Não é necessário ter nenhuma experiência teatral, apenas se identificar com a linguagem do Bando”, explica a diretora Chica Carelli, que destaca o interesse do grupo em conhecer novos talentos. “Essa oficina não tem o objetivo, necessariamente, de absorver novos integrantes para o Bando. Queremos, sim, formar atores com a nossa linguagem, desenvolvida com muitas experiências, trabalho, compromisso e dedicação à arte teatral”.

Desde a formação do grupo, em 1990, a dinâmica de oficinas faz parte do processo criativo do Bando de Teatro Olodum, sendo responsável por descobrir importantes talentos da companhia, como os atores Érico Brás e Lázaro Ramos. Além disso, nessas oficinas surgem temas para espetáculos e personagens marcantes como os moradores e freqüentadores do Pelourinho na Trilogia do Pelô, formada pelas peças Essa é a Nossa Praia, Ó Paí ó, e Bai bai, Pelô.

O coreógrafo do grupo Zebrinha estará coordenando as oficinas que também serão supervisionadas pelo Diretor Musical Jarbas Bittencourt e pela diretora Chica Carelli. Atualmente formado por 22 atores e atrizes afrodescendentes, alem dos músicos e técnicos, o Bando de Teatro Olodum é uma das mais consolidadas companhias de teatro do Brasil. Em 2007, o grupo recebeu o Prêmio Braskem de Melhor espetáculo adulto pela montagem Sonho de Uma Noite de Verão, e esse ano concorre ao Prêmio de Melhor espetáculo infantil, por Áfricas.

Ícone Central e Aglomerasons


Cell Dantas e Leno Sacramento, ambos do Bando de Teatro Olodum, vão fazer um encontro diferente fora do Vila e estão convocando todo mundo pra conferir. No dia 06 de abril, às 16h, as bandas de pop rock Ícone Central, de Cell, e Aglomerasons, de Leno, vão fazer um show juntas no Clube Portuguesa, em Castelo Branco. Vamos nessa!


Ícone Central


Aglomerasons

terça-feira, 18 de março de 2008

Vila comemora Mês da Dança


O Dia Internacional da Dança, 29 de abril, vai ganhar uma comemoração especial, pelo segundo ano consecutivo, no Teatro Vila Velha. O Mês da Dança no Vila vai combinar espetáculos, mesas-redondas, workshops e exibição de vídeos, durante todo o mês de abril. A segunda edição do projeto marca também a comemoração dos dez anos da Cia. Viladança, residente do Teatro. Na programação, estréias de espetáculos nacionais e destaque para as curtas temporadas de dois internacionais, vindos do Canadá (Science Friction) e da Espanha (Ego-Tik).


Curso de Iara adiado para terça que vem


Atenção, galera! O início do Curso de Teatro de Iara Colina foi adiado para a terça-feira da próxima semana, dia 25 de março. Enquanto isso, você ainda pode se inscrever pra participar. É só ligar para Iara e combinar com ela: (71) 9601-0203. Vem pro Vila, velho!

Gal e Margareth na platéia de Ciranda


A Companhia Novos Novos encerrou a temporada de Ciranda do Medo no último final de semana com convidadas ilustres na platéia. As cantoras Gal Costa e Margareth Menezes vieram conferir o espetáculo e, no final, foram dar um abraço nos nossos artistas mirins.




Fotos: Maíse Xavier

segunda-feira, 17 de março de 2008

Sérgio Souto e Grupo Étnico Musical



O Grupo Étnico Musical - antigo grupo do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia – apresenta-se no Teatro Vila Velha AMANHÃ, dia 18 de março, às 20h. Sob a regência do Maestro Sergio Souto, o grupo vive o desafio de investir numa carreira independente. Mais maduro e com um repertório bem eclético, o Grupo passeia por todas as origens musicais brasileiras. Começa sua viagem musical pela África cantado o Hino do Congresso Sul Africano. Depois, entra na América do Norte cantando o mais puro gospel. Em seguida, canta e encanta com uma salsa Caribenha bem solta e contagiante. Para finalizar deságua no Brasil cantando MPB e samba. Essa versatilidade permitiu que o Grupo alcançasse carreira internacional se apresentando no Carnival Center, MIAMI, Estados Unidos e na Quinta Esmeralda em Caracas, Venezuela. Sua formação diferenciada é outro registro do grupo, com baixo, guitarra, bateria, percussão, teclado e 24 vozes, o Grupo é um misto de coral e banda.


Serviço
O que: Show do Grupo Étnico Musical
Quando: 18 de março (terça-feira)
Horário: 20h
Onde: Palco principal do Teatro Vila Velha
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Informações: Bordereaux Produções e Projetos Culturais – (71) 9135-1958 / 9113-9132

Poesia ganha vida no teatro


Fotos: Yordan Bosco / Divulgação

Carne Viva
é o nome escolhido para batizar a primeira publicação da escritora baiana Lu Barros. A obra é uma coletânea de poesias escritas em diferentes "tempos" da vida e será apresentada ao cenário cultural baiano no próximo dia 19 de março (quarta-feira), no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha, às 19 horas. A intenção do evento é promover um agradável encontro com a arte, apresentando uma performance poética com a banda Traços e o grupo teatral Feito Nó.

Aos 33 anos, Lu Barros é nutricionista de formação e poetisa por paixão. Carne Viva é o resultado de suas inquietações com o fazer poético. No livro as poesias não têm uma cronologia definida, foram feitas em diversas fases de sua vida, inclusive nele estão as mais recentes. Outros ensaios, a exemplo de O Sonho de Hugo e de Um Vento Chamado Travesso, já foram feitos, mas nunca publicados.

A atuação "Feito Nó em Carne Viva – Uma Performance Poética", promete materializar os sentimentos dispensados na poesia de Lu Barros. Os arranjos e efeitos foram criados por Kal dos Santos e Rosella Cazzaniga especialmente para a apresentação. "Não consigo escrever sem música, minha poesia tem melodia própria. O leitor com certeza vai sentir isso, vai perceber esse mágico casamento entre música e poesia, elas estão unidas como um nó!", diz Lu Barros.

A equipe musical e teatral está afinada no compasso poético para os poemas e sentimentos de Carne Viva. "A intenção de performatizar o livro é dá vida aos poemas, mostrando que o que está escrito no papel pode ganhar milhares de interpretações", explica Moisés Rocha, diretor e produtor do evento.

O dia 19 de março foi minuciosamente escolhido para o lançamento de Carne Viva. Segundo o calendário lunar, nesta data a Lua estará saindo da fase crescente e entrando na fase cheia. "Acredito que a Lua me movimenta, tenho respeito por ela e não quero fazer nada minguando!", completa Barros.

O evento é dirigido e produzido por Moisés Rocha, que também está no elenco de Feito Nó, junto com Diva Kardoso, Karla Koimbra, Silvana França e Silvia Pimentel. A banda Traços é composta por Pitanga (violão), Berta (flauta), Márcia (voz), Gil Meireles (contrabaixo) e Dilton Borracha (bateria). Carne Viva estará disponível para compra no dia do evento e a entrada é franca.

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA ESCOLA


O CEAFRO-Programa de Educação e Profissionalização para Igualdade Racial e de Gênero do CEAO/UFBA, lança livro que traz os resultados de pesquisa sobre a educação das relações étnico-raciais na escola. A Pesquisa ouviu professores\as, alunos\as, pais\mães, funcionários\as e gestores\as de escolas públicas em três capitais brasileiras: Salvador, Belo Horizonte e São Paulo.

A pesquisa resulta da parceria entre Ação Educativa, CEAFRO, CERRT (Centro de Estudos das Relações deTrabalho e Desigualdades) e MIEIB (Movimento Interfóruns de Educação Infantil no Brasil), seu objetivo consiste em influenciar políticas públicas na área da educação, particularmente considerando a eqüidade étnico-racial.

Como parte do Lançamento, a Organização Vida Brasil e CEAFRO promovem uma Roda de Diálogos: Qualidade e Diversidade na Educação: quais os caminhos?, Onde o tema do livro será discutido com as professoras Patrícia Santana, Coordenadora da Pesquisa em Belo Horizonte, e Lícia Barbosa, coordenadora do Projeto Escola Plural: a diversidade está na sala\CEAFRO. A Roda será à tarde, das 14 às 18h, no mesmo dia e local do Lançamento.

DATA: 18 de março de 2008
HORÁRIO: 18h
LOCAL: Biblioteca Central, Barris

CONTATOS:
Marta Alencar 71 3322 2517 / 71 9928 8013
Maria Nazaré Mota de Lima 71 3322 2517 / 71 99036456
Vilma Reis 71 3322 2517 / 71 99943749

sexta-feira, 14 de março de 2008

A Outra na estrada e no palco


O diretor teatral Vinicio de Oliveira Oliveira, d’A Outra Companhia de Teatro, grupo residente do Teatro Vila Velha, viajou na última quinta- feira (13) para Natal (RN).

Na capital potiguar ele participa do projeto Balaio Teatral organizado pela Cia. Clowns de Shakespeare, patrocinado pela FUNARTE através do Prêmio de Teatro Myrian Muniz 2007.

O projeto, que propõe um intercâmbio cultural entre artistas do Nordeste, tem sua programação composta de bate-papos, oficinas e espetáculos teatrais. Neste fim de semana acontece a quinta etapa e última etapa do projeto, que vem contando com a participação de representantes de grupos teatrais de toda a região. Vinício participa, no dia 15 de março, do bate-papo O popular e o contemporâneo - diálogos possíveis.


O jovem diretor baiano, ganhador do Prêmio Braskem de Teatro 2004 na categoria Revelação pela direção de Arlequim – servidor de dois patrões vem se destacando na atual cena teatral baiana pelo seu trabalho de pesquisa de linguagem com A Outra Companhia de Teatro. A Companhia estreou no último dia 06 de março o espetáculo O Pique dos Índios ou A Espingarda de Caramuru, que está em cartaz de quinta a domingo às 20 horas no Teatro Vila Velha.


O Pique dos Índios ou a Espingarda de Caramuru está em cartaz de quinta a domingo, às 20h, no Palco Principal do Teatro Vila Velha.
Foto: João Meirelles.

Vamos votar!




No voto popular, do prêmio Braskem de Teatro 2007, o Vila concorre com dois espetáculos em cada categoria. Na infantil, Ciranda do Medo, da Cia Novos Novos, que tem direção de Débora Landim e texto de Sônia Robatto e Áfricas, do Bando de teatro Olodum, com direção e texto de Chica Carelli. Na categoria adulto, estão concorrendo A Geladeira, da Cia de Teatro dos Novos, um espetáculo com texto de Copi e direção de Thomas Quillardet e A Sacanagem da Outra, com texto elaborado pela própria A Outra Cia de Teatro e com direção de Vinício de Oliveira Oliveira.

Pra votar é fácil, basta acessar o site da Braskem, escolher seu espetáculo e votar! É importante estar atento, porque cada pessoa só pode votar em um único espetáculo em cada categoria. É o Vila no Braskem, vamos votar vilhavelhanos!





quinta-feira, 13 de março de 2008


Cia de Teatro de BragaPortugal

Seminário Novos caminhos para o intercambio BRASIL-PORTUGAL
Teatro Castro Alves
13 de março 2008 às 18:30h

Palestrantes internacionais.
Entidades de intercambio artístico.
Ampliação da rede de contatos.

PARTICIPE!

Informações 9199-8306 / 9979-2033 com Daniel

quarta-feira, 12 de março de 2008

Em março, a quinta no Vila é R$ 10


Atenção, todos!

No mês de março está em cartaz no Teatro Vila Velha, quinta a domingo, às 20 horas, o espetáculo O Pique dos Índios ou A Espingarda de Caramuru, de Haydil Linhares. A peça se passa na pensão de Dona Henriqueta Severo Penteado por onde circulam vários tipos: um cabeleireiro, um gigolô, uma empregada doméstica, um estudante compulsivo, uma hippie, uma viúva, uma poetisa-musicista e tantos outros.

A comédia traz fortes referências a década de 70 e do cenário dito “tropicalista” – expressão dos anseios de uma juventude que vivia um momento de mudança de valores ao mesmo tempo em que estavam sob o olhar da ditadura.

A quinta montagem d’A Outra Companhia de Teatro tem como convidados a própria Haydil, a atriz e diretora do Bando de Teatro Olodum, Chica Carelli, e o ator e professor da Escola de Teatro da Ufba, Armindo Bião. Compõe ainda o elenco: AC Costa, Amós Heber, Ava Soani, Érica Ribeiro, Jéferson Dantas, Manuela Santiago, Rita Carelli, Thaís Rissi, além de Camilo Fróes, Indaiá Oliveira, Luiz Antônio Jr. e Roquildes Junior, d’A Outra Companhia.

De sexta a domingo os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$10,00 (meia) e na quinta-feira tem uma super promoção, os ingressos custam a metade do preço: R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Aproveitem essa oportunidade de conferir o espetáculo pela metade do preço!

Pra dar vontade, confira um trechinho da peça:


Oficina de vídeo no Vila - Inscrições abertas!

Tá afim de virar videomaker? O Estúdio do Vila te dá uma ajudinha. Estão abertas as inscrições para a Oficina de Vídeo, que será ministrada por Maíse Xavier, responsável pelo setor de áudio-visual do Estúdio do Vila. E bota responsável nisso! Maíse trabalha há mais de 18 anos na área de vídeo e já realizou diversos trabalhos como roteirista, diretora, produtora e editora. As aulas vão acontecer de 05 abril a 29 de junho, aos sábados, sempre das 9h às 13h. A oficina vai abordar os processos técnicos de criação, produção e finalização de vídeo. Através de aulas expositivas e exercícios práticos, os alunos terão noções de criação de roteiros, iluminação, captação de áudio, produção, pós-produção e finalização de vídeo. As inscrições podem ser feitas no próprio Teatro, de segunda a sexta, de 10 a 31 de março. Mais informações pelos telefones (71) 3083-4613 e (71) 9933-2206.

Ao final das aulas, com a câmera na mão, os alunos vão fazer um vídeo, colocando em prática todo o conhecimento adquirido. A idéia é mostrar o grau de desempenho e de aprendizagem dos alunos. É mais ou menos como aconteceu na oficina do projeto Vila Verão, que rolou em janeiro. Você pode conferir o resultado logo abaixo. Dá uma olhada, se anima e vem pro Vila, Velho!


sexta-feira, 7 de março de 2008

CONVITE DE ADESÃO PARA O ATO DE 27 DE MARÇO E ELABORAÇÂO DE LEI DE FOMENTO ÀS ARTES CÊNICAS NO ESTADO DA BAHIA

O Redemoinho é um movimento que une coletivos teatrais de 11 estados do Brasil. Em seu último encontro, em dezembro de 2007, na cidade de Porto Alegre, os grupos se reuniram com a necessidade de afirmar a criação de condições sociais, políticas e econômicas para a construção de uma sociedade na qual a arte e a cultura sejam compreendidas como um direito universal.

Por isso o Movimento Redemoinho gostaria de convidá-los para participar de um grande ato público a ser realizado no dia 27 de março de 2008, dia do teatro, no qual estarão reunidos muitos setores de nossa sociedade, entendendo e afirmando a arte como campo de pensamento e de atuação pública, fundamental para o exercício da cidadania. A idéia é que nesse dia o teatro aconteça no ato público, e não nas salas de espetáculos.

No ato do dia 27 de março será lido um manifesto e será proposto o Prêmio Teatro Brasileiro (para todo o país) e a Lei de Fomento às Artes Cênicas no Estado da Bahia, como exemplos possíveis de política de Estado para a cultura.

Prêmio Teatro Brasileiro é um programa público a ser estabelecido em lei que destina recursos para: produção de espetáculos teatrais com relevância artística, circulação de espetáculos e/ou atividades teatrais com relevância artística e manutenção de núcleos artísticos com trabalho contínuo. Os recursos são descentralizados por região bem como o julgamento se dá também por região. Prêmio Teatro Brasileiro é um projeto de lei que atende artistas independentes, produtores teatrais e grupos de teatro.

A Lei de Fomento às Artes Cênicas no Estado da Bahia, baseada na Lei de Fomento ao Teatro do Município de São Paulo, prevê verba do estado destinada a trabalhos continuados de grupos artísticos nas áreas de teatro, dança e circo.

A organização deste ato, bem como as discussões acerca da Lei de Fomento às Artes Cênicas no Estado da Bahia estão acontecendo aos sábados, às 10h, no Teatro Gamboa.

Realização: REDEMOINHO – Movimento Brasileiro de Espaços de Criação, Compartilhamento e Pesquisa Teatral.

Barca portuguesa atraca no Teatro Vila Velha


A companhia portuguesa Companhia de Teatro de Braga, que tem 28 anos de carreira e 95 espetáculos apresentados em todo o mundo, chega a Salvador e traz na bagagem duas de suas peças. Doroteia, de Nelson Rodrigues, e Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, apresentam-se no palco principal do Teatro Vila Velha , nos dias 11 e 12 de março, respectivamente, às 20h, com entrada a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). A Companhia vem a Salvador como parte das comemorações pelo bicentenário da chegada da Família Real ao Brasil e se apresenta também em Camaçari. Serão realizadas, também, oficinas de teatro, franqueadas aos artistas locais, que culminarão em um seminário no dia 13 sobre Intercâmbio Brasil-Portugal. A idéia é promover um diálogo cultural que resulte na troca de experiências entre profissionais e amantes das artes cênicas desses dois países.


Dorotéia

A tragicomédia “Dorotéia”, de autoria de Nelson Rodrigues, é mais do que uma denúncia contra a Kultura e o Fundamentalismo (instalado nos poderes) que enaltecem a doença e o sofrimento. DOROTEIA mostra, através do sarcasmo mais brutal, a denúncia contra a culpabilização da sexualidade e contra o culto da apologia da morte. Acometida de uma fúria verdadeiramente báquica, unindo pela sátira, o trágico e o cómico, expõem-se até à medula a violência dos paradigmas do matriarcado, na sua vertente mais católica e mediterrânica.

É a imagem que permite ao espectador esquecer que está apenas a olhar para uma página impressa com sinais gráficos e passe a alucinar o próprio texto, como num sonho ou pesadelo. A partir do princípio da análise dos sonhos (Freud), permite-se a compreensão da imagem poética como semelhante à onírica. A recriação da imagem pelo espectador constitui, assim, um processo activo, permitindo a constituição de uma unidade orgânica (conteúdo/forma; emoção/razão). A Estética ultrapassou já a questão do Belo e hoje engloba como objecto de estudo todas as manifestações possíveis de criatividade: o feio, o grotesco, o exagero, o horror, o kitsch, etc.


SERVIÇO
Texto: Nelson Rodrigues
Direção: Rui Madeira
Cenografia: Alberto Péssimo
Figurino: Sílvia Alves
Elenco: Carlos Feio, Jaime Soares, Teresa Chaves, Rogério Boane, Rui Madeira, Solange Sá
Direção Musical: Manuel Leite
Vídeo: Frederico Bustorff e Nuno Mendonça
Sonoplastia: Nataliya Antonyuk
Técnicos: Fernando Gomes, Vicente Magalhães, Alfredo Rosário, Agostinho Araújo
Quando: 11 de março (Quarta-feira)
Horário: 20h
Onde: Palco Principal do Teatro Vila Velha
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)


Fotos: Manuel Correia

Auto da Barca do Inferno

Encenado por Rui Madeira, Carlos Feio, Jaime Soares, Rogério Boane, Solange Sá e Tereza Chaves, o célebre espetáculo “Auto da Barca do Inferno”, cujo texto é de Gil Vincente, fundamenta-se numa série de questões que constituem uma demanda da modernidade sobre o texto vicentino e o prazer do jogo teatral. Será que a maledicência, o orgulho, a usura, a concupiscência, a venalidade, a petulância, o fundamentalismo, a inveja, a mesquinhez, o falso moralismo cristão… têm entrada direta no Paraíso? Ou terão de passar pelo Purgatório? Ou vão diretamente ao Inferno? E a pé, de pulo ou vôo? Aliás, onde fica e como designamos o Lugar onde estamos? E que paraíso buscamos? Segundo Rui Madeira, diretor da Companhia e do espetáculo, esta é uma revisão da modernidade sobre o texto de Gil Vicente, um espetáculo sobre a nossa memória.

SERVIÇO
Texto: Gil Vicente
Direção: Rui Madeira
Elenco: Carlos Feio,Jaime Soares, Rogério Boane, Rui Madeira, Solange Sá e Tereza Chaves
Figurino: Silvia Alves
Desenho de Luz: Fred Rompante
Operador de Luz: Vicente Magalhães
Operador de Som: Pedro Pinto
Desenho de Som: Pedro Pinto
Ator estagiário: Alexandre Sá
Quando: 12 de março (Terça-feira)
Horário: 20h
Onde: Palco Principal do Teatro Vila Velha
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)


Oficinas de Teatro
A Oficina de prática teatral "Reorganizar o Caos - Os Sentidos do espetáculo: O Ator e a Palavra", ministrada por Rui Madeira, com duração de três dias, pretende mostrar uma abordagem metodológica à construção do espetáculo, Auto da Barca, com os atores participantes da oficina, a partir do texto, tal como o faz no seu trabalho de criação. Trata-se, portanto, de "informar/ experimentando" sobre a natureza e a prática da Companhia de Teatro de Braga e, logo, sobre a abordagem que faz ao texto dramático.

Data: 11 a 14/03/2008
Horário: Das 14h às 18h
Local: Teatro Castro Alves - Salvador
Valor: 01 kg de alimento não perecível

quinta-feira, 6 de março de 2008

Aberta temporada de leituras dramáticas no Vila



Compondo o mix da programação de março do Teatro Vila Velha, a Companhia de Teatro dos Novos e o Grupo Vilavox promovem leituras abertas ao público na próxima segunda-feira, dia 10, e terça-feira, dia 11, respectivamente. Com o texto “O olhar inventa o mundo”, adaptado do livro de poemas de Cacilda Povoas, a CTN sobe aos palcos para leitura do roteiro da peça que está em processo de construção e estreará no dia 1º de maio, no Vila. Já o Vilavox inaugura o período das Leituras em Vox Alta, que apresentarão mensalmente textos da dramaturgia brasileira, abordando as mais diversas linhas temáticas. A primeira delas, que acontecerá no dia 11 de março, versará sobre as relações entre teatro e política, com a leitura de A Resistência, de Maria Adelaide Amaral. Ainda em março, o grupo realizará outra leitura no dia 25.

O OLHAR INVENTA O MUNDO
CTN lê roteiro de peça que estreará em maio

A Companhia Teatro dos Novos promove leitura dramática do roteiro da peça “O Olhar Inventa o Mundo”, adaptada do livro de poemas homônimo de Cacilda Povoas, no próximo dia 10 de março (segunda-feira), às 20h. O espetáculo, que está em processo de construção, estreará no dia 1º de maio, no Teatro Vila Velha, fruto do Prêmio Manoel Lopes Pontes Montagem de Teatro, da Funceb. A peça terá direção de Felipe Assis, cenário de Igor Souza, figurino de Rino Carvalho e iluminação de Fábio Espírito Santo.

Sobre a montagem Cacilda escreve: “Tecida de desejo, de imaginário e de declarações, a peça O olhar inventa o mundo pretende ser um suplemento oferecido ao espectador para que dele se aproprie, acrescente, suprima e passe adiante.”

Este é mais um projeto da Companhia Teatro dos Novos que, aceitando o convite feito pelo diretor Felipe de Assis, agora quer divulgar autores locais como a poetisa e dramaturga soteropolitana Cacilda Povoas. Para mais informações sobre a Companhia Teatro dos Novos, visite a página http://www.teatrovilavelha.com.br/

Serviço:
O que: Leitura pública do roteiro do espetáculo O olhar inventa o mundo, uma adaptação do livro de poemas de Cacilda Povoas.
Quando: segunda, 10 de março de 2008, às 20h.
Onde: Teatro Vila Velha.
Elenco: Companhia Teatro dos Novos: Anita Bueno, Fernando Fulco, Hector Briones, Iara Colina, Mariana Freire, Mônica Mello, Neyde Moura, Rui Manthur, Sonia Robatto, Thiago Enoque e Vivianne Laert.
Direção: Felipe Assis
Entrada Franca
Informações: Cacilda Povoas (Produção) 9972-2983 / Hector Briones (Produção) 8137-4172

LEITURA EM VOX ALTA
Projeto percorre dramaturgia brasileira

O grupo VilaVox, residente do Teatro Vila Velha, abre nesta terça-feira, dia 11 de março, às 19h, o projeto Leitura em Vox Alta, que consiste em um exercício de reconhecimento a importantes textos da dramaturgia brasileira. O ciclo de leituras, elaborado pela pesquisadora Silvana Garcia, será aberto com a leitura de A Resistência, de Maria Adelaide Amaral. A leitura terá a direção de Gordo Neto e a entrada é franca.

O projeto Leitura em Vox Alta vai trazer ao longo de 2008, leituras comentadas sobre diversas linhas do Teatro Brasileiro, abrindo espaço para atores e público debaterem e discutirem os temas abordados pelos textos. A idéia é colocar a dramaturgia em maior foco, valorizando a compreensão e a reflexão do texto. A Resistência inaugura o projeto e a primeira etapa, onde as obras lidas têm forte conotação política – o chamado teatro brasileiro de resistência.
O ambinete de "A Resistência" é uma sala de redação de uma revista no final da década de 70. As relações entre editor e redatores, as condições de trabalho, a ameaça constante de demissões e a auto-censura são alguns dos temas pelos quais a peça passeia. Que relações poderiam ser feitas com o jornalismo de hoje, quase 30 anos depois? O jornalista e dramaturgo Edson Rodrigues e a jornalista e atriz Jussilene Santana são convidados para um bate-papo sobre o tema após a leitura.


O texto e a dramaturga - A Resistência é um texto escrito em 1979 e traz para a cena um dia numa redação de uma decadente revista de circulação nacional. Os personagens Léo, Luiz Raul, Bel, Maria Lucia, Marcos, Roberto e Goretti vivem o cotidiano de um jornalismo em tempos de declínio da ditadura, mas também de auto-censura. O mercado editorial do país já está mais competitivo, os modelos e formas antigas já não têm o mesmo espaço. O texto traz um olhar sobre o trabalho do jornalista, que convive com o dever de informar, mas cercado de contingências como o próprio mercado de trabalho, auto-censura, interesses do patrão X interesse público e stress. Mais do que uma obra sobre o universo jornalístico, A Resistência reflete sobre indústria cultura, relações de poder e de trabalho.

O texto é da dramaturga Maria Adelaide Amaral, autora de textos para o teatro como Tarsila, Mademoiselle Channel e diversas obras para a televisão brasileira como Queridos Amigos, atualmente exibida na Globo, além de outras minisséries de sucesso como A Muralha, a adaptação de Os Maias e as novelas A Próxima Vítima e Deus Nos Acuda, onde foi co-autora. Por dezesseis anos, a autora atuou na Editora Abril, uma das maiores do país, enquanto também já iniciava sua produção dramatúrgica. A escritora também é tradutora de peças de dramaturgos estrangeiros como Samuel Beckett e Ingmar Bergman.

O grupo - O Vilavox é um dos grupos residentes do Teatro Vila Velha, em Salvador, Bahia. Criado em 2001, já produziu quatro espetáculos, onde a música se aliava ao teatro e à pesquisa de movimentos, resultando sempre montagens com forte apelo rítmico. O primeiro foi Trilhas do Vila, por ocasião do lançamento do CD de mesmo nome, com trilhas sonoras compostas por Jarbas Bittencourt, diretor musical do grupo, para diversos espetáculos do Teatro Vila Velha.

O segundo foi Almanaque da Lua, onde, à maneira de um almanaque, eram apresentadas curiosidades, lendas e canções sobre a lua. No terceiro, Primeiro de Abril, o golpe militar de 64 foi apresentado numa colagem de fatos históricos, personagens reais e fictícias, uma banda de rock ao vivo e dezoito atores-cantores dando voz ao episódio político que até hoje influencia a vida da nação. Canteiros de Rosa uma homenagem a Guimarães é o quarto espetáculo do grupo, sempre contando com músicas originais de Jarbas Bittencourt. A palavra e o ritmo da prosa de Guimarães são a inspiração desse espetáculo que versa sobre a loucura, a diferença, o estar a margem, temas comuns à obra do autor mineiro.

Serviço:
O que: Projeto Leitura em Vox Alta
Quando: dias 11 e 25 de março, às 19h, Teatro Vila Velha
Onde: Teatro Vila Velha
Quem: Grupo VilaVox e convidados
Entrada Franca
Informações: Gordo Neto – (71) 3083-4612 / 8843-2137

quarta-feira, 5 de março de 2008

Desvendamos o mistério


Vamos desvendar o mistério pra vocês: a galera que o pessoal d’A Outra Companhia de Teatro estava procurando já foi encontrada e vai se reunir na próxima quinta-feira, dia 06 de março (quinta-feira), às 20h, no palco do Vila. É que todos eles fazem parte do elenco de O Pique dos Índios ou A Espingarda de Caramuru, a 5ª montagem d’A Outra Companhia de Teatro, que vai estrear através do Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz.

A peça, escrita e encenada na década de 70, revela o dia-a-dia de uma pensão na capital soteropolitana, por onde circulam vários tipos: um cabeleireiro, um gigolô, uma empregada doméstica, um estudante compulsivo, uma hippie, uma viúva, e tantos outros. A comédia é dirigida por Vinicio de Oliveira Oliveira e conta com coreografias de Jairson Bispo, direção de improvisação de Rita Carelli, direção musical de João Meirelles, cenário de Lorena Torres Peixoto, figurino e maquiagem de Luiz Santana e iluminação de Rivaldo Rio. O elenco é formado pelos artistas d´A outra Companhia de Teatro e tem como convidados os atores Haydill Linhares (autora da peça), Armindo Bião e Chica Carelli. Todas as músicas da trilha sonora são de autoria de Vinício de Oliveira Oliveira, Camilo Fróes e João Meirelles e foram compostas especialmente para o espetáculo.

Com muitas músicas, cores e performances, o espetáculo discute temas como a repressão, a exploração, a influência da mídia e a busca pela realização de sonhos, no universo contemporâneo.

O ingresso pra peça custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), mas fique ligado na super promoção: às quintas-feiras, você só paga R$ 10 (inteira) ou R$5 (meia). A peça fica em cartaz até o dia 30 de maio. Não perca!!!!

Ah! No meio da confusão, descobrimos que outra meliante está perdida por aí. Se você encontrá-la, já sabe o que fazer...


ECUM - Encontro Mundial das Artes Cênicas


O ECUM - Encontro Mundial das Artes Cênicas - Edição Especial 10 Anos vai acontecer agora em março, em Belo Horizonte, no interior de Minas Gerais e em São Paulo. O evento em propõe como tema central “Cena Emergente: Diálogos com o Futuro” e o foco será fomentar e discutir as novas direções, o papel dos novos realizadores, os limites dos novos pensamentos e mídias, o teatro e sua hibridez com as outras artes.

14 a 23 de março - Belo Horizonte
14 a 16 de março - Interior de Minas Gerais
24 a 29 de março - São Paulo

Informações:
ECUM CENTRAL DE PRODUÇÃO - Telefax: (31) 3344 9331/(31)3344-8442
CAIXA POSTAL 3011 Cep: 30.140-970 - Belo Horizonte / MG
ecum@veloxmail.com.br / www.ecum.com.br

terça-feira, 4 de março de 2008

Véu - uma poética do só




Neste final de semana, estréia o Sólo em processo: Véu - uma poética do só, que integra o projeto Atuantes em Sólos, coordenado por Fábio Vidal.O sólo em processo, criado pelo ator-criador-bailarino-autor-performer Luiz Antônio Jr. (que também integra A Outra Companhia de Teatro), será apresentado na sexta-feira (07/03) - na Casa do Benin, Pelourinho, ás 18h; e no sábado e no domingo (08 e 09/03) - no Espaço Xisto Bahia, ás 18h também.

Tomando como ponto de partida, os depoimentos e fotografias de mulheres afegãs, reunidos no livro Mulheres de Cabul, da fotógrafa inglesa Harriet Logan, assim como os relatos de mulheres brasileiras que foram agredidas e/ou violentadas sexualmente por seus cônjuges ou próximos, a encenação ressalta questões ligadas à violência doméstica, a repressão contra a mulher, à submissão feminina e o sistema patriarcal instituído socialmente, o confronto entre a fé e a dor, os sonhos e a realidade, a infância e a maturidade, trazendo, inclusive, dados estatísticos referentes a este universo para a cena.

O sólo propõe uma reflexão acerca da vida das mulheres dentro do contexto contemporâneo atual, ressaltando a violência contra o gênero feminino. Traz o universo imagético oriundo do feminino, contrastando com a musicalidade nonsense promovida pela sociedade globalizada, cruzando com o discurso universalizado das mulheres, corporificado num corpo masculino, outrora agredido, atuante na cena.

SERVIÇO:
O QUÊ? Sólo em processo Véu - uma poética do só, com o ator -performer Luiz Antônio Jr.
QUANDO? sexta-feira (07/03), sábado (08/03) e domingo (09/03)
ONDE? Casa do Benin, Pelourinho - apenas na sexta-feira / Espaço Xisto Bahia, Barris - no sábado e domingo
INFORMAÇÕES: Luiz Antônio Jr. (71) 8849-9308

A mais astuciosa e periculosa (e última da lista)




Se tiver alguma informação sobre ela, compareça ao Teatro Vila Velha, no próximo dia 06 de março (PRÓXIMA QUINTA-FEIRA), às 20h. Garantimos que sua identidade será mantida em sigilo.

Lei de Fomento com Acarajé


Informe do Movimento Redemoinho – Bahia

Reunidos no último dia 01 de março, das 9:00 às 12:00, no Teatro GamBOANOVA, grupos artísticos leram, discutiram, debateram e apresentaram esboço da proposta da "Lei de Fomento às Artes Cênicas no Estado da Bahia". Inspirada na Lei Nº13.279, de 08 de Janeiro de 2002, São Paulo, S.P.


A proposta de lei pode ser lida no blog http://www.redemoinhobahia.blogspot.com/ e também lá podem ser feitas sugestões e críticas através de comentários ou pelo e-mail falecomosoutros@gmail.com


No próximo dia 08, sábado, às 10:00h, haverá nova reunião no Teatro GamBOANOVA, para dar continuidade ao trabalho e para organizar ações de divulgação e de adesão de grupos e artistas ao projeto.


Esta proposta, iniciada pelo Movimento Redemoinho – que reúne mais de 50 grupos de teatro de todo o país – está se desdobrando em vários estados/municípios ao longo deste ano e contará, no dia 27 de março, com um ato público de abrangência nacional, levando às ruas e aos teatros o manifesto CARTA DE PORTO ALEGRE, redigida pelo movimento em dezembro de 2007, e que pede pela aprovação da LEI PROGRAMA DE FOMENTO AO TEATRO BRASILEIRO.


Mais Informações:
Gordo Neto
Grupo Vilavox
3083 4612/8843 2137

segunda-feira, 3 de março de 2008

O cerco está se fechando





Se tiver alguma informação sobre eles, compareça ao Teatro Vila Velha, no próximo dia 06 de março (PRÓXIMA QUINTA-FEIRA), às 20h. Garantimos que sua identidade será mantida em sigilo.

A democracia cubana e a ditadura da mídia


Chega a ser risível, e beira o ridículo, a forma como parte expressiva dos meios de comunicação tem se referido a Cuba, ao povo cubano e sua revolução, numa mescla de preconceito, desinformação e ódio de classe. Meia dúzia de famílias donas de rádios, jornais e tevês, que fizeram de suas redações o maior e mais impenetrável latifúndio do país, se arrogam no direito de pontificar sobre o que é ou não é democracia.

O motor de tamanho desserviço à objetividade dos fatos é encontrado facilmente não pela obviedade da gorda publicidade de bancos e transnacionais vinculados aos Estados Unidos nestas publicações, mas principalmente à completa submissão ideológica ao deus mercado e seus apóstolos: o neoliberalismo, o privatismo e a alienação.

O povo cubano enfrentou e derrotou a mais longa lista de provocações e agressões que se tem notícia, como o criminoso bloqueio econômico que impede até mesmo a recepção de medicamentos e marca-passos para suas crianças. De forma altiva, superando as maiores dificuldades, os cubanos souberam garantir e preservar imensos avanços na saúde e na educação públicas, conseguindo manter a sua soberania, há apenas 140 quilômetros do gigante do Norte.


Imaginem o Uruguai bloqueado pelo Brasil, Argentina e Estados Unidos. Uma pequena ilha impedida de comercializar com seus parceiros naturais, submetida ao garrote dos EUA e da Europa, e mesmo assim mantendo o bem-estar social da sua população. Por favor, se é para comparar padrão de vida, temos de ver a realidade dos países da região e não da Suíça. O bloqueio a Cuba é um crime contra a Humanidade, uma agressão sem precedentes movida para tentar impor um modo de vida e pensamento que não correspondem às aspirações de seu povo.

Foram tempos difíceis, onde tiveram de enfrentar da inoculação de pragas e vírus por aviões norte-americanos a lavouras e rebanhos, até bombas e intervenções terroristas patrocinadas pela CIA e pelo Departamento de Estado dos EUA. Sem falar nas centenas de tentativas comprovadas de assassinato de seu presidente e a várias lideranças do comando revolucionário.

Quantos países do mundo teriam suportado com tamanha fibra e destemor tantos crimes, chantagens e sabotagens? Mais de um milhão e meio de cubanos marcharam em Havana no Dia Internacional do Trabalhador, em comemoração às conquistas do socialismo, pela manutenção dos direitos e para respaldar a luta antiimperialista. Da mesma forma, a mídia se cala. Qual é o melhor termômetro para medir os avanços de um processo, do que o respaldo popular? Que autoridade moral tem os barões da mídia para fazer tábua rasa deste apoio massivo à revolução, das formas encontradas pelo povo cubano para se defender das constantes ameaças de um império que não hesita em bombardear, prender e assassinar opositores, que justifica a tortura, que mantém um campo de concentração em pleno século 21, que apóia o muro do apartheid de Israel contra os palestinos?

Durante anos, os manipuladores tentaram fazer crer que nada havia de independência na Ilha, a quem acusavam de ser um mero satélite da União Soviética. Os anos se passaram e a verdade falou mais alto, como o despreendimento dos cubanos empenhados na erradicação do analfabetismo na Nicarágua, na Venezuela e na Bolívia, ou de armas na mão contra os racistas em defesa de Angola. Cuba tem hoje mais médicos espalhados pelos países do que a Organização das Nações Unidas, reforçando com seus professores, esportistas e enfermeiros a constante batalha pela vida, pela cultura e pela integração dos povos. Abre suas universidades não apenas aos jovens pobres do Brasil, mas dos próprios Estados Unidos, numa comovente lição de esperança e solidariedade. Esta é a verdade que não quer calar, este é o fantasma que apavora as redações da reação.


João Antonio Felício é secretário nacional Sindical do PT e secretário de Relações Internacionais da CUT

Parabéns, Jeudy!


Tá na moda essa galera do Vila fazer sucesso em espaços acadêmicos. Dessa vez, quem comemora a defesa de dissertação no mestrado de Filosofia é Jeudy Aragão, administrador noturno. E ele mandou um recadinho pra gente:

Família Vila Velha,

Defendi a dissertação, fui aprovado e devo muito à vocês por esta conquista.

Obrigado, por tudo.
Por tornarem o nosso ambiente de trabalho em um ambiente de amizade e pelo constande desejo de sucesso neste trabalho que todos sabem o quanto é importante para mim.

Abraço, Jeudy

*****

Somos nós que agradecemos por poder contar com o seu profissionalismo, responsabilidade e dedicação. Parabéns!

Caros amigos do FÓRUM de Dança da Bahia,


Estive pensando mais sobre a questão da participação de funcionários públicos do estado em editais do estado (importante frisar que é bem regionalizada a questão, pq nada impede que esses servidores concorram aos editais federais, ou municipais até mesmo aos poucos, mas existentes, editais privados)...

Depois de ouvir a indagação de Fátima Suarez na última reunião, "- isso é um problema do Fórum?", as dúvidas aumentaram... numa conversa informal com uma amiga da dança (Içara), cheguei a conclusões que me parecem coerentes e gostaria de colocar para que todos reflitamos.

Ah! Isso aqui não é um artigo, nem tem pretensão nenhum de ser... portanto é uma linguagem informal mesmo, no fluxo e "frouxidão" da fala em meus pensamentos... o texto é realmente longo, mas é porque as questões são muitas. Peço uma certa paciência na leitura, até mesmo pela informalidade.

Acho importante, e resolvi trazer, tal discussão porque tenho visto muitos se manifestando arduosamente a favor da mudança da lei a qualquer custo. Parece que se criou um consenso que a solução é "mudar a lei e pronto!", "pq não outro jeito!", "nem conseqüência!" "e é melhor coisa!"

Todos os argumentos que não se alinham à tal interjeições são rapidamente contornados e o uníssono (ou silêncio) parece tornar.

Mas me vem algumas questões:

* A quem afeta a lei: funcionários Públicos ou artistas em geral?

* Não estamos tentando resolver um problema corriqueiro, factual, instantâneo, ou até vezes egóico para alguns, ao invés de podermos gerar uma discussão mais profunda sobre políticas públicas para arte?

Me parece que quanto a quem afeta, acredito ser o primeiro desses citados... por mais que o tal "Funcionário Público" seja artista, a lei é para os funcionários públicos, que podem ser: "Funcionário Público-artista-médico", "Funcionário Público-advogado-fisioterapeuta", "Funcionário Público-bordadeiras nas horas vagas"... ou seja, uma infinita classe multifacetada que assim como qualquer outra se desdobra em uma dízima periódica para sobreviver, ou para um prazer egóico, ou para terapia, (quem sabe? Porque não?). Daí, essa superabundância de funções e espaços pode ser para o Servidor Público como também para o "Jadineiro-pescador-velocista", "escritor-performer-cozinheiro", etc (poderia ficar aqui "hifando" ou "hifendenizando" infinitos, é até divertido...), todos profissionais, obtêm rendas de todas as funções citadas, respeitando os graus de contribuição, né?

Porque, da mesma forma foi dito nas infinitas reuniões que o "funcionário público-artista" tem como sua principal renda o funcionalismo público...

Mas reflitamos como tem funcionado ao que se tem chamado política pública para os artistas e pesquisadores de dança no nosso estado.

A grande maior parte do dinheiro destinado à dança vai para o BTCA e outra parte para a Escola de Dança da FUNCEB.Verbas Certas, Diretas.
Porém, o governo reconhece que esses não podem ser os únicos investimentos para área... o que faz? Cria os editais!
... destinados para apoiar os grupos, artistas solos e pesquisadores independentes do estado. Essa última categoria é algo bem recente, fruto da atual gestão, que tem como proposta o lançamento de editais específicos como o de "Apoio à Pesquisa e Projetos Artístico-Educativos em Dança" e "Memória da dança" (que ainda vai ser lançado), além do Fundo de Cultura q tb no ano passado reservou uma categoria para projetos do tipo.

Esses editais, para incentivar aqueles que não tem suporte do governo, prevêem a possibilidade desses profissionais com uma verba "X" para um projeto "Z" possa ter um mínimo de estrutura, divulgação, salários ou cachês, etc. num tempo "Y" de realização. Diferente do BTCA e da Escola de Dança, que recebem verbas por tem ilimitado (pelo menos até então, ou deveria ser assim, imagino...).

A luta é: que os funcionários, exceto os ligados diretamente aos cargos da Funceb que estão diretamente envolvidos com a elaboração dos editais (ou seja, aqueles que trabalham ali naquele predio px a Prefeitura), possam participar de editais de incentivo a cultura. Há uma luta tb para que os professores da Funceb possam tb participar.

Assim, essa mudança permite tb:

Que aquele funcionário da do BTCA, por exemplo, que já recebe um salário e adicionais provenientes de apresentações públicas (cachês), além de contar com uma equipe de produção, uma sala lindíssima super equipada, num teatro enorme, de um palco enorme, etc, possa participar de um edital para montagem Yanka Rudzka.

Ou seja, aquela verba (x) do edital, destinada para realização de um projeto de montagem (z) e num período (Y) de um artista solo ou grupo independente, que não sobrevive sem o edital público ou privado, vai agora também ser destinado para aquele que já recebe um apoio restrito somente a ele. Ou seja, é um desvio de verba quase, não? Pq a verba é para ser aplicada justamente naqueles que não tem "X" e quando realizam "z" ou é por edital ou por recursos próprios (seja lá como proponente ou mero convidado ou participante) pq são muito raros os grupos que conseguem sobreviver de mercado, vai retornar para aquele já contemplado por todos aqueles recursos garantidos pelo estado, já citados acima. Diria que mais do que um desvio, é uma inversão de propósitos do edital.

Mas digamos que sejam vetados os servidores do BTCA.

Pensemos agora nos professores da FUNCEB.

Esse professor que tem sala de aula, alunos, equipamentos, orientação pedagógica, e todo suporte para o funcionamento de uma escola técnica. Ele resolve então inscrever um projeto em "Apoio à Pesquisa e Projetos Artístico-Educativos em Dança", uma proposta de investigação sobre Ballet Clássico. Esse professor se tivesse concorrido ao edital do ano passado disputaria por exemplo com "Bolinha" também professor, mas que não recebe apoio do estado, e inscreveu um projeto de investigação em Ballet Clássico tb. O "Bolinha" que desenvolve suas aulas num espaço alugado e depende de um número de alunos suficientes para pagar o espaço e ainda tirar algum pro seu sustento. Ou então que está refém das academias e não consegue desenvolver suas aulas voltadas para uma postura mais investigativa ou independente pq no fim a dona da academia quer que no dia das mães os "tutus" estejam todos alinhadinhos e sorridentes, provocando lágrimas nos papais na platéia.

Bolinha e o Professor da Funceb vão concorrer juntos ao mesmo edital, sob os mesmos critérios, lembrando que Bolinha não tem outro verba para realizar sua pesquisa, nem mesmo sala, diferente do professor da Funceb que pode trabalhar junto a sua coordenação repensar a proposta de curso de formação da escola e se ainda assim chegarem a conclusão que no curso de formação técnica n e o espaço para uma pesquisa mais profíncua sobre o balé, pode-se pensar ainda na criação de um curso livre...

Caímos na mesma questão do bailarino BTCA q ganha o edital d montagem. O professor da Funceb receberá por duas vias. Um dinheiro que está destinado aos projetos estáveis do governo (como a Escola da FUNCEB) e o outro dinheiro, destinado para artistas e pesquisadores independentes, será desviado para sustentar outro projeto proposto por alguém que tem condições mínimas garantidas pelos projetos estáveis do governo.


Ah! Ainda tem aqueles que não são ligados a arte diretamente, mas estão na cadeia produtiva. Um contador, por exemplo.

Contador concursado do estado, é convidado para administrar as notas de um projeto fazcultura, ou do fundo de cultura. Mesma coisa, um projeto que poderia contratar empresas de contabilidade, ou até P.F mesmo, pode desviar a verba para uma pessoa que já tem sua função garantida pelo estado etc. etc. etc.

Aí podemos falar então agora daqueles que são artistas, mas trabalham na Uneb, por exemplo, Como coordenadora de pedagógica de um setor qqr. Ou ainda, o servente que varre o chão de uma repartição pública qualquer...

no primeiro caso, a as coordenadora (q podia ser uma professora)da universidade pode conseguir verbas para se montar um projeto de extensão junto a Universidade, iniciar um projeto artístico-pedagogico ou simplesmente artistico a ser desenvolvido com os funcionários e comunidade... ou quem sabe organizar palestras sobre a temática dança e educação, ou até mesmo para aqueles que possuem formação em dança e uma postura política ativa pode tentar mobililizar a universidade para início da discussão para criação de um curso de dança (sei que aqui é uma questão muito mais utópica e difícil), sei lá... o meio acadêmico é bem desdobrável nesse sentido.

Nesse caso posso falar por experiência (quase) própria. Eu iniciei meus estudos, de maneira mais assídua, em dança na UNEB num curso de extensão de dança de salão. Era um curso organizado pela "UATI/UNEB – universidade aberta à terceira idade" coordenado pela Profª Sonia Bamberg, que é coordenadora pedagógica concursada da unidade de extensão, formada em pedagogia. Porém, toda a família da Prof. Sonia era de bailarinos, não diferente, ela também já tinha um trabalho de anos com a dança de salão. A professora, funcionária publica, com recursos estruturais públicos, ainda assim conseguiu aliar suas práticas. Primeiramente abriu um curso voltado apenas para a comunidade da terceira idade e um trabalho com crianças da comunidade. Depois abriu-se vagas para funcionários e professores da Uneb em outra turma. O curso foi se expandindo, pessoas da comunidade do cabula começaram a procurar, inclusive jovens (como eu aos 17anos)... e estão lá até hj. Um espaço de formação, alguns antigos colegas da dança de salão na uneb hj estão na Escola de Dança da Ufba, e maioria iniciaram lá nesse curso da Uneb, com a prof concursada em pedagogia.

****Outras aulas de dança são ministradas na UATI como dança do ventre, dança moderna, etc.

Quanto ao servente que varre o chão... uma questão de escolha realmente. Escolha aqui não é que ele tenha idealizado sempre isso na vida - ser varredor -portanto ele escolheu... .N.Ã.O. Sabemos das leis da sobrevivência etc, mas ainda assim, ser funcionário público foi uma opção. Ele poderia tentar ser servente em uma empresa privada e poder concorrer ao edital da Funceb. Ou melhor, poderia fazer como eu que tento sobreviver de arte sem ser funcionário público, ou como tantos outros artistas, alguns com formação acadêmica, e muitos outros não, que partiram para investir no fazer artístico como meio de sobrevivência.

Por isso que digo que é uma questão muito mais do funcionalismo público do que da classe artística. Porque a lei veta eles, e sua liberação abre margens para possíveis desvios sim!

O claro disso tudo é que de fato, não é exclusivo aos "funcionários públicos-artistas" a dificuldade de se manter uma pesquisa em arte, especificamente em dança. Ele ainda assim terá duas vias do governo, caso passe a ser premiado em editais, para manter seu trabalho em arte ou se sustentar. Vamo fazer campanhas também para os "cozinheiros-artístas" que trabalham a noite e não tem como freqüentar os teatros nesses horários ficando privados de muitos momentos de experiências estéticas diversas.

uma citação pessoal e rapidíssima: Nas férias passadas, uma amiga que trabalha num shopping pediu que eu desse o currículo a ela pq na empresa onde ela trabalhava estava precisando de gente. No mesmo período eu tava realizando a produção para viagem do CoMteMpu's pelo edital Ninho Reis, além dos ensaios etc. Tive que optar, mesmo que precisando "muuuuito" da grana, fiquei com minha verba "X", paro o projeto "Z" que ia acaba no tempo "y".


AGORA!!!
Reconheço, esses artistas da Funceb, do Btca, da Uneb, e os servidores pelas repartições espalhados, precisam ter a oportunidade de exercer sua função de artistas. E se realmente é uma classe específica que precisa muitas vezes desse fazer para manter suas funções no estado (como o caso de professores da rede pública e do curso técnico da Funceb), torna-se muito mais relevante e emergencial a questão. (mas emergencial tb não é "nas-coxas" - no vocabulario popular q faço parte)

SUGIRO que passemos a lutar por políticas públicas específicas para esses profissionais. Que sejam criados convênios dentro da sua própria instituição.

Que seja montado um projeto no BTCA onde os bailarinos possam desenvolver seus projetos coreográficos (solos ou grupos) ou de pesquisa em dança. Assim como na Escola de Dança da Funceb. Façamos um mapeamento (não nós do Fórum pq não somos pagos para isso, cobremos o governo e seus servidores da área de cultura) para descobrir quantos são esses "funcionários públicos-artístas". Se for preciso, monte-se editais internos a partir de parcerias com setores do Estado (como MinC, Ministério da Fazenda...) ou capital privado (se for Legal e possível). Sem tirar mais um pedaço do bolo dos artistas e pesquisadores independentes que ainda tem muito oq crescer e descentralizar...

Essa idéia de mudar a lei só resolve, na minha opinião, o problema de "de um eu ou vc" que começou a trabalhar na Funceb e agora n pode mais fazer projeto para os editais estaduais (focando bem nisso, pois ainda restam os federais, municipais e alguns poucos privados). Ou até mesmo aqueles que sempre fizeram parte dos projetos financiados por editais do estado mesmo sendo do funcionario do estado e agora n podem mais e não conseguem ver outra solução.

Questões enooooooormes!!!

Ai vem um deputado, aproveitando a crise, e promete resolver em poucos meses, mudando, batendo boca aonde for preciso etc. mas uma coisa é certa: "vamo mudar!". Ninguém se perguntou sobre esse oportunismo do referido deputado em poder fazer oposição com apoio da classe artística? E porque o Fórum de dança tem que se meter nisso então?

E outra: vamos dizer que mudemos e a partir de agora os que estão ligados a cargos na FUNCEB e diretorias, serão os vetados. Vamos ter mais produtores culturais que não tem mais atividade na área artística, ou artistas na mesma situação, ocupando os cargos da diretorias, decidindo em que investir, etc. Quem sabe faremos mais vezes como a Diretoria de Teatro, que corre boatos, que foi buscar seu representante fora pq nenhum profissional da cidade de Salvador convidado ao cargo aceitou-o pq não queria abrir mão dos editais.

Uma luta antiga dos profissionais da arte que sempre quiseram ser representados por pessoas próximas da área, artistas atuantes que conhecem o dia-a-dia desse ofício, está se perdendo com essa lei do jeito que está para o que se quer mudar.

Por que ao invés de sanar o problema de forma corriqueira, factual, instantânea, não partimos para pedir ao governo que elabore estratégias de utilização e investimento dessa mão de obra, criando convênios, projetos, ações internas na própria Fundação, e outras repartições??

Não fazer mostras "capengas" não!!! Tipo aquela mostra de fim de ano dos "talentos do governo estadual", no saguão da repartição.

Estou falando de um investimento planejado, com incentivo e fomento real a esses profissionais. Projetos capazes de serem tão bem produzidos e realizados quantos os do BTCA e outros grupos e artistas independentes do estado (que vão se multiplicando) que recebem apoios dos editais (públicos federais,estaduais e municipais, além dos privados). Em mesmo nível para todos... aumentaríamos muito mais a produção e oportunizaríamos muito mais outras vozes outras além das que o estado já contrata e que, com a mudança da lei, poderia passar a realizar editais para de apoio esses mesmos profissionais.

Enfim... convido a todos para pensarmos além da possibilidade de mudança da lei. Vamos ampliar os olhares, pensar que bandeiras queremos carregar, e se queremos carregar alguma.... de repente o melhor seríamos apresentar uma série de soluções para esse problema e não nos limitarmos a única até agora mais trabalhada: mudança de uma LEI.

É isso! Você o que pensa???? Na quarta-feira 12/03, às 12:15h o Fórum marcou uma reunião só para nos dedicarmos a pauta sobre essa questão da mudança da lei.

Podemos ir nos falando por aqui pelo email tb, quem quiser conversar to super aberto.


SAUDAÇÕES,
Sérgio Andrade
comtempus@yahoo.com.br
quevcacha@hotmail.com

ps.: repassem o email pelo forum e outros contatos afins.

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