quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A pauta esquecida da cultura


Confira no site Cultura e Mercado, textos interessantes sobre Jornalismo Cultural. Acesse: www.culturaemercado.com.br

*****

O boletim desta semana traz um especial sobre o Jornalismo Cultural em Pauta, tema debatido por Cultura e Mercado segundo o edital CULTURA E PENSAMENTO do Ministério da Cultura. Publicamos mais 4 artigos, além de um aprofundamento do questionamento sobre o tema apresentado no Forum.

No primeiro artigo, "Jornalismo cultural como exercício crítico", Célia Mota fala do exercício crítico por excelência. Os jornalistas abriram mão da função crítica e, por isso, tornaram-se apenas porta-vozes da indústria cultural.

Em "O Jornalismo cultural contra a comunicação", Daisi Vogel especula sobre a fluência cada vez mais intensificada e acelerada das informações. Os dados e informações se sucedem em quantidade e rapidez tamanha, que nada mais surpreende efetivamente, nada detém, nada contra-inclina para algum movimento reflexivo.

Em "Cidadania digital e imprensa", Sérgio Amadeu apresenta como a articulação de pessoas para as práticas colaborativas cria nuvens abertas de acesso e conexão, que se desdobra em fenômenos de solidariedade ciberespacial e que estão recolocando a cidadania no cenário digital.

Por fim, em "Amazônia, assimetrias e comunicação Narciso Freire Lobo" aborda a sociedade em rede, que tanto pode aprofundar as desigualdades e as diferenças no acesso, como pode fazer emergir possibilidades inusitadas, que, se bem aproveitadas, quebram velhos paradigmas das sociedades puramente territorializadas.

Na Tribuna, Almandrade discute como, no ambiente urbano, o espetáculo é sempre o alvo das denominadas políticas culturais que desconhecem o processo do fazer cultural e as questões mais evidentes, como a diversidade, a conservação e a transformação das linguagens artísticas e suas leituras. Boas leituras a todos!

Cultura e Mercado

Mostra do Vila Verão!


A Mostra do Vila Verão agitou o palco principal do Vila no último final de semana de janeiro.Com muita diversão e talento, os alunos das 17 oficinas emocionaram o público que lotou o teatro. No comando das apresentações, Leno Sacramento e Elaine Nascimento, que também deram a platéia motivos para boas gargalhadas.


fotos: João Meirelles

As oficinas acontecem todo verão e são sempre sinônimo de sucesso! Parabéns aos mestres, que com muita competência perpetuaram a arte e promoveram um momento inesquecível para seus pupilos. E claro, parabéns também a todos os alunos!
Ah! E para quem tem interesse no DVD com tudo que rolou na Mostra, passa aqui no Vila, no final de fevereiro que ele vai estar pronto! O pessoal do estúdio está terminando de editar!

Bom carnaval para todos e até Fevereiro!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

ÚLTIMA FEIJOADA DO VILA VERÃO!


No próximo domingo (27/01), ao meio dia, acontece a última Feijoada do Verão deste ano no Teatro Vila Velha. A festa será animada pela banda de samba partido alto Sem Destino. O público terá a última oportunidade de conferir a programação que fez sucesso nos domingos de janeiro e atraiu muita gente para sambar e degustar o delicioso feijão preparado por AC Costa, ator d'A Outra Companhia Companhia de Teatro.



Agnaldo Buiú, na peça Cabaré da Rrrrraça.

O grupo Sem Destino é encabeçado por Agnaldo Buiú, ex-integrante do Bando de Teatro Olodum e um dos artistas fundadores do grupo, tendo participado, inclusive, do espetáculo "Essa é nossa praia", primeiro encenado pelo Bando. A banda existe há mais de sete anos e tem cadeira cativa no Espaço Oficina, no Largo do Tanque. O nome do grupo vem da flexibilidade e versatilidade dos integrantes. "Onde nos chamarem para tocar, a gente vai", explica Agnaldo. Além de Buiú compõem a Sem Destino:Jeferson, no tantan e no vocal; Cavaquinho, que comanda o cavaquinho; Tiago e Brian no violão e Bra, no pandeiro e no vocal.


A programação tem garantia de muita diversão. Os ingressos custam R$10 e podem ser comprados no Vila ou com os artistas dos grupos residentes do teatro.

Programação completa!



Acabou de sair do forno a ordem das apresentações das Oficinas do Vila Verão! Foram mais de 300 alunos em 17 oficinas diferentes contemplando as áreas de teatro, música, dança, vídeo e perna de pau. Cada apresentação terá cerca de 15 minutos. Não esqueça! AMANHÃ e DOMINGO, a partir das 10 horas da manhã, no palco principal do Teatro Vila Velha! Confira nossa programação!




Alunos da oficina representação som e palavra, se preparando pra amanhã! Foto- Larissa Alves



SÁBADO – 26/01 a partir das 10:00h


1 - Vídeo

Orientadora: Maise Xavier

2 - Oficina de Teatro para iniciantes turma 1

Orientadora: Iara Colina

3 - Dança Silvestre

Orientadora: Rosângela Silvestre

4 - Oficina representação, som e palavra

Orientadores : Jacyan e Cláudio

5 - Oficina de dança contemporânea

Orientador: Leo

6 - Oficina de Teatro para iniciantes turma 2

Orientadora: Iara Colina



DOMINGO – 27/01 a partir das 10:00h


1 - Vídeo

Orientadora: Maise Xavier

2 - Oficina: Teatro Para Crianças

Orientadora: Andréa Elia

3 - Oficina de Canto

Orientador: Marcelo Jardim

4 - Oficina de Percussão

Orientador: André Luiz , Nine e Marcio

5- Oficina de Dança Afro Brasileira

Orientadora: Nildinha Fonseca

6 - Oficina o ator autor

Orientador: Berto Filho

7 - Oficina de Dança do Ventre

Orientadora: Cristiane Pinho



quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Vem ver!


FOTO: QHELE MELO

Os últimos detalhes estão sendo acertados para a Mostra das Oficinas do Vila Verão! A galera suou, batucou, ensaiou, se divertiu e aprendeu muito! A turma do professor Bertho Filho estava muito animada no ensaio de hoje, como bem dá pra ver na foto acima! Agora chegou a hora de mostrar o resultado para o público! No próximo sábado e domingo, 26 e 27 de janeiro, a partir das 10h, o palco principal do Vila vai ser todo deles! Todo mundo pode participar, a entrada é gratuita! Muito bom! Vale conferir!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

FIM DE TEMPORADA E LANÇAMENTO DE DVD




Termina no próximo dia 26, sábado, às 20 horas, no Teatro Vila Velha, a temporada de verão do espetáculo Arlequim – servidor de dois patrões. (Ft Arlequim _(285)) Junto com a última apresentação da temporada, A Outra Companhia de Teatro lança o DVD de registro do projeto Troca-Troca no Nordeste, patrocinado pelo Banco do Nordeste, através do Programa BNB Cultural 2007.



Material de divulgação do projeto no ano passado (2007).




O projeto realizou ações de intercâmbio cultural, iniciação e aperfeiçoamento artístico. Entre maio e setembro de 2007, representantes de grupos artísticos de toda a região Nordeste vieram a Salvador a convite d'A Outra Companhia para discutir questões relacionadas ao fazer artístico, de maneira teórico-prático, e refletir sobre o panorama cultural regional.

O DVD traz imagens do ciclo de mesas redondas, mediadas pel'A Outra Companhia, que discutiram os temas: Teatro e as motivações do artista; Amador ou profissional: eis a questão; Faz, desfaz, refaz: pesquisando a linguagem em grupo; Equilibrando os pratos: criar, produzir e difundir em grupo;e Teatro, tradição e identidade. Além dos grupos nordestinos convidados, participaram também das discussões grupos importantes da cena teatral baiana na atualidade como: Companhia Ziriguidum Borogodó, Companhia Finos Trapos, Grupo DIMENTI, Companhia Rapsódia de Teatro e a Cooperativa Baiana de Teatro.


Integram ainda o DVD imagens das oficinas de aperfeiçoamento artístico ministradas por Hebe Alves, Meran Vargens, Luiz Marfuz, Harildo Deda e Zebrinha, para A Outra Companhia e os artistas convidados, além das oficinas de iniciação ministradas pelos representantes dos grupos.

SERVIÇO:
O que:
Arlequim e Lançamento do DVD do Projeto Troca-Troca
Dia: 26 de janeiro
Horário: 20 horas
Onde: Teatro Vila Velha
Quanto: R$ 20,00 e R$ 10,00

Ano novo, equipe técnica nova!


A equipe reconfigurada se despede de Fábio Espírito Santo na Feijoada do Vila. Na foto, só falta Maurício.
Foto: Larissa Alves.

O Teatro Vila Velha reformulou seu quadro de profissionais de palco, som e iluminação. Fábio Espírito Santo deixa a coordenação da equipe, partindo para outros projetos, e quem encabeça o grupo agora é Rivaldo Rio. Alessandro Sales, ex-bilheteiro, agora também integra a Técnica. Dois novos estagiários, crias da oficina de Iniciação à Técnica Teatral do Ponto de Cultura, passam a compor o grupo: Thierry Brito e Guilherme Silva. Bendita entre os homens é Lorena Torres Peixoto, a nova Chefe de Palco do Vila – representante feminina da equipe. Permanecem Gilmar Gomes, Joilson Batista, Marcos Paulo Silva, Maurício Roque e Nilson Sampaio. Muito competente, a equipe tem sido vista mostrando serviço pelos palcos do Vila. Parabéns a todos e BOA SORTE!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Samba, feijão e cerveja!


As Feijoadas do Verão entraram de vez na programação dos domingos de janeiro e fizeram o maior sucesso. No último domingo, o povo se reuniu pra comer feijão e sambar ao som da banda Eu Quero é Samba. No próximo domingo acontece a ÚLTIMA EDIÇÃO da Feijoada, com muito samba no pé. Você vai ficar de fora?


Confira alguns cliques do último domingo:


Fotos: Larissa Alves.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Homenagem a Guimarães Rosa




Fotos: Carol Garcia.


Venha ver Canteiros de Rosa neste final de semana! O espetáculo, do Grupo Vilavox, é uma homenagem a Guimarães Rosa. O texto foi criado por Gordo Neto, inspirado livremente em três contos de Guimarães - Darandina, A menina de lá e Sorôco, sua mãe, sua filha - extraídos do livro Primeiras Estórias. Nessas ‘estórias’, transpostas para o palco, a proposta é realçar elementos musicais muito presentes na obra do escritor mineiro, ora traduzindo livremente um dos contos em versos de métrica semelhante ao cordel, ora sugerindo grandes movimentos de coro em silêncios ou murmúrios.




Serviço
O que:
Canteiros de Rosa
Direção: Jacyan Castilho
Elenco: Cia Vilavox
Texto: Gordo Neto
Direção Musical: Jarbas Bittencourt
Cenário: Miniusina de Criação
Figurino: Luiz Santana
Iluminação: Fábio Espírito Santo
Preparação Vocal: Marcelo Jardim
Dias: Domingos
Temporada: 06, 13, 20 e 27/01
Onde: Palco Principal do Teatro Vila Velha
Horário: 20h
Ingressos: R$ 20/10

Verão pegando fogo




Salas lotadas! É assim que estão as turmas das Oficinas Vila Verão, que estão rolando aqui no Vila. Uma delas é a oficina Projetos Culturais Incentivados, ministrada por Luiz Gustavo Libório Vianna. Guga, como é mais conhecido por aqui, coordena o setor Administrativo Financeiro do Vila. Em seu primeiro trabalho como oficineiro, ele conta que superou suas próprias expectativas. "O retorno está sendo bastante positivo. A turma está atenta, participativa. Está sendo uma experiência muito bacana", comemora.


E o janeiro está pegando fogo! Neste final de semana tem Ó Pai Ó, Arlequim – o servidor de dois patrões, Canteiros de Rosa, Áfricas e Feijoada do Verão. Vem ver!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Eu quero é samba!


Os irmãos André e Márcio Santos da banda Eu quero é samba. Foto: Qhele Melo.

As feijoadas do Vila estão fazendo o maior sucesso! O público tem comparecido em massa e não deixa o samba parar. No próximo dia 20 de janeiro, a terceira Feijoada do Verão será animada pela banda Eu quero é samba, dos irmãos André e Márcio Santos. André é músico da banda de Mariene de Castro e da Tribahia, e Márcio, além de tocar com Mariene, integra o Balé Folclórico da Bahia.

O grupo tem seis anos de carreira e busca suas referências no samba de roda. André fala, muito emocionado, das histórias de sua infância, dos sambas que arrastavam multidões nos bairros da Federação e do Engenho Velho de Brotas. Para ele, o samba está perdendo espaço no meio cultural e precisa ser resgatado. “É isso o que a gente faz. Levamos mais de 150 pessoas às ruas para dançar ao som do nosso samba, como acontecia quando ainda éramos crianças”, completa Márcio.

O nome da banda surgiu a partir das apresentações que os dois faziam em comunidades, onde o público pedia para que eles tocassem samba – e não pagade, como é de costume. “Ficávamos contentes quando o pessoal dizia ‘toca samba!’, conta Márcio. O grupo tem sete componentes: Miltinho no vocal, Éder no pandeiro, Zé no tamborim, Alexandre no cavaquinho, Paulo nas congas, André no Timbal e Márcio no surdo.

Essa é a penúltima feijoada do projeto Vila Verão e a diversão é garantida! Os ingressos custam R$10 e podem ser comprados no Vila ou com os artistas dos grupos residentes do teatro.


SERVIÇO
O que: Feijoada do Verão – Com Eu quero é samba!
Quando: 20 de janeiro, meio dia.
Quanto: R$ 10 (samba e feijoada).
Onde: Teatro Vila Velha (Passeio Público, S/N, Campo Grande)
Informações: 3083-4600.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

No mapa mundi


“No mapa mundi da minha cabeça eu avisto uma àfrica e no meu coração, outras àfricas”

Minha boca seja meu coração!

Minhas avós eram mães de Santo. Minha avó Anita era de Omolú e minha avó Eugênia de Oxum. A casa de minha avó Anita cheirava a comida de azeite e chegar ali no terreiro e olhar pro teto, aquelas bandeirolas de tirinha... Infinitas tirinhas dos meus sonhos. Às vezes brancas, às vezes coloridas, de amarelo pro azul passando no degradê pelo verde. Perdi a conta de quantas vezes eu comi caruru na bacia com mais seis meninos.

Vó Anita era de Cachoeira, terra do candomblé, vó Eugênia viveu em Itapagipe a vida toda, passando pelo Santo Antônio além do Carmo, era mais de “mesa branca”.

Sentei para ver ÁFRICAS, a ansiedade do dia da estréia não me deixou saboreá-la. Queria que terminasse logo para abraçar o Bando. Vieram a 2ª, 3ª, 4ª; 5ª vez... (Aprendi décor).

Algumas coisas foram como flechas de Cupido ou de Oxossi, ferindo direto meu coração.

Sempre acreditei como artista e educador que todo equívoco entorno da África e do negro, oriundos de toda Europa e até do Canadá, têm uma solução: investir em contar a verdade à criança e ajudá-la a desenvolver a auto-estima. Dizer à criança negra de “nariz que o boi amassou”, de cabelo pixaim e rasta: você é linda! Seu cabelo é lindo. Para ajudá-la a crescer assim, consciente de sua beleza.

Tudo em Áfricas é encantador, da feira aos contos, da música á dança, do cenário aos atores e atrizes.As estampas dos tecidos.As meninas dançando, cantando e gritando me remeteram às bacantes. O tambor-falante me remeteu ao “Meu pé de laranja-lima”.

E no final quando Cássia conta a última lenda, confesso que me transportei dalí e voltei em um instante para não perder nenhum segundo. Ela disse: E quem é Iansã? Iansã é a arte!!! A minha lágrima, contida há anos, saiu da sola dos meus pés, passou pelo meu sexo e desabou nos meus olhos. Antes, ao passar pela minha boca, as lágrimas exclamaram: Meu Deus!!!. Com esse “Meu Deus!!!”, minhas lágrimas quiseram dizer: Que bom que estou vivo para ver Áfricas. Que bom que a vida se revela a mim tão bonita agora. Foi como se o gosto do “calulú” da minha avó voltasse ao meu paladar. Rodopiei parado com todos os orixás da África.

Pense aí num homem feliz? Pensou? ...Eu sou muito mais feliz que ele!

Quero mandar um abraço pra Fábio, Auristela e Washington... E Parabéns a todos e em particular a Brás pela indicação no Braskem. Ihh, e Ciranda entrou na roda.

Lázaro Gomes Carvalho Santos

*****

Áfricas volta a cartaz nos próximos dois finais de semana, aos sábados e domingos, 16h, com ingressos a R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia). Não perca a chance de ver o primeiro infantil da história do grupo, que recebeu três indicações no Prêmio Braskem de Teatro 2007: melhor Espetáculo Infanto Juvenil, Ator Coadjuvante (Érico Brás) e na Categoria Especial, os Adereços de Zuarte Jr.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Animação é a palavra de ordem!

Com um céu ensolarado como pano de fundo, segue a 2ª semana as Oficinas Vila Verão! Segunda-feira é dia de aula de percussão e o curso, que é ministrado pelos professores Márcio, André Luiz e Nine, acontece no Passeio Público. Compondo o grupo de alunos cheios de engergia está Cristina Castro, diretora do grupo residente Viladança.


Oficina de Percussão. Foto: Larissa Alves

Segunda também é dia de aula de Teatro com a professora Iara Colina, que é atriz, diretora e integrante da Cia. Teatro dos Novos. A aula é de teatro para iniciantes e promete surpresas para a mostra dos dias 26 e 27. O que será que vem por aí?




Oficina de Teatro. Fotos: Larissa Alves

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Vem ver, criançada!




Este é o último final de semana para a criançada assistir ao espetáculo Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, da Companhia Viladança, dentro do projeto Vila Verão 2008. A peça é linda e conta a história da dança através da história do skatista Zé, que se apaixona pela bailarina Isadora. O espetáculo é a primeira ação comemorativa aos 10 anos da Companhia Viladança. Da Ponta da Língua à Ponta do Pé estará em cartaz nos dias 12 e 13 de janeiro, às 16h, e os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).



Da Ponta da Língua à Ponta do Pé. Foto: Marcelo Seixas.


Nos próximos finais de semana, volta a cartaz o espetáculo Áfricas, do Bando de Teatro Olodum, que acabou de receber três indicações ao Prêmio Braskem de Teatro 2007. A peça estará no palco do Vila nos dias 19, 20, 26 e 27 de janeiro, às 16h, com ingressos a R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia).



Áfricas. Foto: Márcio Lima.

As Oficinas Vila Verão estão bombando!

As oficinas começaram essa semana e estão a todo vapor! Com quase todas as turmas esgotadas, os cursos serão finalizados nos dias 26 e 27 de janeiro, quando acontece a mostra no palco principal do Vila! Os alunos do curso de Teatro para Atores e Dançarinos, ministrado pela professora Nehle Franke, estão muito animados e trabalhando duro! As aulas estão acontecendo nas dependências do próprio Teatro. Dá uma olhada:



Oficina de Teatro. Foto: Qhele Melo

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Mais um ano no Braskem! Parabéns Vila!

Estamos muito felizes! Na 15ª edição do Prêmio Braskem de Teatro, o Vila Velha recebeu seis indicações e confirma em mais um ano sua habilidade em abrigar grandes talentos. No prêmio Braskem 2006, concorremos com “Sonho de uma noite de Verão” e vencemos na categoria espetáculo adulto. Em 2007 os indicados são:

Na categoria Ator Coadjuvante Érico Brás, pela atuação em Áfricas. Érico é ator do Bando de Teatro Olodum e tem largo histórico no grupo. Um de seus destaques é o Reginaldo, de Ó Pai Ó.



Áfricas - Foto: Márcio Lima


Na categoria Infanto-Juvenil são duas indicações:

- Áfricas, do Bando, primeiro espetáculo infantil dos 17 anos de história do Grupo;

- Ciranda do Medo, a quinta peça do repertório da Companhia Novos Novos.

Também por Ciranda do Medo, Sônia Robatto foi indicada na categoria Texto. Sônia é uma das fundadoras do Teatro Vila Velha. Atriz, escritora e dramaturga, tem uma longa e rica história dentro das artes baiana e brasileira.



Ciranda do Medo - Foto: Márcio Lima

Na categoria Especial, Zuarte Jr. (cenógrafo de Sonho de uma Noite de Verão) concorre pelos figurinos e adereços de Áfricas e Lulu Pugliese (do grupo Tran Chan) foi indicado pela Coreografia de Ciranda do Medo.

Parabéns pelas indicações Vila Velhos!
Agora é torcer e mandar todas as energias positivas!

Áfricas é:
Texto - Chica Carelli e Bando de Teatro Olodum
Direção - Chica Carelli
Coreografia – Zebrinha
Direção musical - Jarbas Bittencourt
Iluminação - Fábio Espírito Santo e Rivaldo Rio
Figurinos e adereços - Zuarte Jr.

Ciranda do Medo é:
Texto - Sônia Robatto
Direção - Débora Landim
Coreografias - Lulu Pugliese
Direção musical - Rai Gouveia
Cenário e figurinos - Marísia Motta
Desenho de luz - Valmyr Fereira

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Geladeira no Verão



Montagem da Companhia Teatro dos Novos, grupo residente do Teatro Vila Velha, A Geladeira conta a história de L., personagem que descobre no meio de sua sala uma geladeira, presente de aniversário de sua mãe. A presença provocativa do aparelho faz a personagem entrar em um verdadeiro turbilhão existencial, levando o público a se deparar com uma série de situações surpresas, com telefonemas, visitas e encontros extraordinários, através de personagens que desfilam em cena num divertido exercício de meta-teatro. A peça marca a estréia nacional de um texto do dramaturgo franco-argentino Copi e ficará em cartaz dias 10, 16, 17, 23 e 24 de janeiro no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha (Tel: 3083-4600), sempre às quartas-feiras e quintas-feiras, às 20h. Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Serviço:

Texto: Copi
Direção: Thomas Quillardet
Elenco: Andrea Elia, Anita Bueno, Hector Briones, Rui Manthur, Sonia Robatto, Thiago Enoque e Vivianne Laert.
Assistente de direção - Felipe Assis
Dramaturgista - Cacilda Povoas
Iluminação - Fernanda Paquelet
Figurino - Luiz Santana
Dias: quartas e quintas.
Temporada: de 10/01 à 24/01
Onde: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha (Tel: 3083-4600)
Horário: 20h
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Engrossa o caldo da feijoada do Vila!



O samba não pode parar! E nesse domingo, 13 de janeiro, regado de bom feijão, quem faz o som na Feijoada do Verão é a banda de samba de mesa Cabelo Pixaim. O grupo é filho do bairro Fazenda Coutos e existe há dois anos. Tudo começou com um grupo de amigos que gostava de fazer samba, até que os convites começaram a aparecer, e hoje a Cabelo Pixaim já tem um público cativo e toca em vários eventos.

A banda é formada por Tiago no Cavaquinho, Eliel no pandeiro, César no repique, Nelson no Tantan e Érico Brás, o Reginaldo de Ó Pai Ó no surdo. “Queremos resgatar o samba dos anos 70 e 80, preservando raízes e promovendo a valorização desse ritmo tão popular”, diz Brás.

O segundo domingo da programação, que segue até dia 27 de janeiro, promete ritmo de muita animação. Os ingressos custam R$10 e podem ser comprados no Vila ou com os artistas dos grupos residentes do teatro.

E pra saber mais sobre a Cabelo Pixaim é só entrar no perfil deles no orkut: www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9203688770245439678


SERVIÇO

O que: Feijoada do Verão – Com Cabelo Pixaim.
Quando: 13 de janeiro, meio dia.
Quanto: R$ 10 (samba e feijoada).
Onde: Teatro Vila Velha.
Informações: 3083-4600.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Professora nova



Cristiane Pinho. Foto: Divulgação.


Houve uma mudança na grade de oficinas Vila Verão 2008. Quem vai ministrar a oficina de dança do Ventre não é mais Gal Sarkis e sim Cristiane Pinho. Dançarina, professora de Dança do Ventre e formada em Interpretação Teatral pela UFBA, Cristiane já realizou vários trabalhos em teatro, TV e cinema. Dedica-se também a espetáculos e pesquisas relacionados ao corpo e à criação coreográfica. Como dançarina do ventre, já se apresentou vários eventos, como o lançamento do livro "Noites Tropicais" de Nelson Motta.

Esquentou!



Fotos: Larissa Alves


A aula aberta de dança afro ministrada pela professora do Balé Folclórico da Bahia Nildinha Fonseca abriu com chave de ouro o Vila Verão 2008. Dezenas de pessoas, entre baianos, turistas, artistas e curiosos, vieram ao Passeio Público conferir a aula, que deixou sabor de quero mais. Nesta segunda-feira, foi dada a largada para as oficinas. O público vai conhecer o resultado do que está rolando nas dependências do Vila na mostra final que acontece nos dias 26 e 27 de janeiro. Até lá!

A CIDADE E A ESTÉTICA DO PROGRESSO


"A cidade tem o direito de progredir. Eu tenho o direito de não gostar daquele tipo de progresso. Tenho o direito de ficar decepcionado se não encontro lá, aquilo que eu antes encontrava."
(João Cabral de Melo Neto)


O culto da indiferença é o hábito de uma sociedade que perdeu o sentido de comunidade. O consumo é a locomotiva do progresso que faz da cidade um lugar passageiro, onde tudo pode ser destruído e construído a qualquer momento, as histórias são substituídas por outras sem perspectiva de futuro. "A forma do urbano, sua razão suprema, a saber, a simultaneidade e o encontro, não podem desaparecer" (Lefebvre). A cidade é talvez a maior vitrine, onde os episódios cotidianos da existência material são vividos e observados na indiferença do capital. A ocupação divertida do urbano, por uma população sonhadora movida pelo acaso de viver o imprevisível, foi descartada da "polis" contemporânea. A cidade é o palco da reprodução do capital e da cultura dominante, onde tudo se descobre ou se inventa, e se apaga na mesma velocidade. Tudo é vivido na condição de espetáculo como se a vida urbana fosse um conjunto de cenas de teatro. "A favela é fruto da falta de observação de que o operário existe," (Sérgio Bernardes). Ele não é um ator nem sua realidade é virtual.


A realidade se evapora no espetáculo e na velocidade da moda. O homem urbano, privilegiado por possuir as mais eficientes máquinas que facilitam a vida moderna, acabou fazendo da cidade um depósito de todo tipo de lixo. Depósito de prédios, de avenidas, de automóveis, do excesso de informações, de empregados e desempregados. O automóvel é o mais sedutor aparelho do seu cotidiano. Se o transporte de massa não teve uma evolução desejada, o automóvel; ao contrário, vem se sofisticando no design, nos acessórios e nos adornos, como se fosse uma habitação sobre rodas, dotado dos confortos domésticos. A vida, sem nenhuma indagação, depende do automóvel, até o orgasmo. A produção dessas máquinas é estimulada porque gera empregos, impostos, movimenta a economia, produz lucros, mas o número de automóveis é cada vez mais incompatível com o espaço de circulação. As mudanças são rápidas como a moda, o ambiente natural vai sendo destruído para dar lugar a mais avenidas, mais garagens e mais automóveis. Somos obrigados a consumir não só o produto, mas também a sua imagem, o simulacro da arquitetura e uma outra imagem urbana como símbolo da nova sociedade. O "triunfo do esquecimento sobre a memória, a embriaguez inculta, amnésia". (Baudrillard)

A velocidade moderna está estranhamente associada com as perdas de tempo nos deslocamentos e na burocracia. Se hoje se passa uma ou duas horas nos congestionamentos do trânsito, ninguém tem dúvida, amanhã vai ser pior. O importante é o consumo, a ética da economia da cidade. O progresso nada mais é, do que a possibilidade de ampliar o consumo. "Se os seres humanos já não sabem distinguir entre o belo e o feio, a tranqüilidade e o barulho, é porque já não conhecem a qualidade essencial da liberdade, da felicidade," (Hebert Marcuse). A repetição e a homogeneização levam ao esgotamento. E no refúgio de alguns metros quadrados, cercados de aparelhos, o homem urbano assiste a tudo, na liberdade de não sair do lugar e com a felicidade de não se envolver com nada. A cultura que inventou a beleza do silicone, tem a multidão, o trânsito, a publicidade e o turista como performance da realidade que disfarça a cidade e seu compromisso com o social e o cultural.

A arte na cidade que deveria ser a intervenção para restaurar a poética negada pelo capital e pelo consumo, em muitos momentos vem sendo utilizada, (até ingenuamente), como imagens autoritárias, encobrindo muros e alvenarias, reproduzindo imagens contraditórias com a escala urbana que mascaram a diversidade visual da cidade e privatiza o que antes era anônimo, produto de um trabalho coletivo, sem assinatura. A expropriação do espaço público, em nome da arte, faz da cidade mais um depósito de imagens que enfeitam o progresso que enterrou e poluiu os rios, devastou as áreas verdes, substituiu a beleza que a cidade conquistou com o passar do tempo, etc. Por que colorir, ou melhor, sujar de imagens todos os cantos da cidade? Por que esconder as alvenarias de pedras, incorporadas à memória urbana, com as marcas fixadas pelo tempo? Para embelezar o caminho do automóvel? Ao mesmo tempo, imagens que ignoram o olhar da velocidade. Até parece que a cidade não tem história, é um território abandonado e seus usuários ou moradores são seres desprovidos de razão e memória. Por que em vez, de decorar a cidade e massificar os sujeitos/urbanos, não se plantar árvores, limpar praias e praças, devolver a cor natural da cidade, etc. para restaurar e limpar o que foi destruído e sujo pela ideologia de um progresso devastador? Seria no mínimo um exercício de cidadania, tão carente no meio urbano.

O homem urbano é um consumidor de produtos e imagens, de lazer e de sexo. Ele acaba aceitando as imagens impostas ao seu olhar, da mesma forma que acredita no branco mais branco da publicidade do sabão em pó. Surge então a dúvida sobre essas experiências estéticas lançadas no urbano, sobre sua capacidade de enriquecer a vida cotidiana. As intervenções vão se repetindo como um vírus no tecido urbano, e o homem das cidades educado para consumir as imagens do progresso, perdeu o desejo de uma curiosidade cultural. Há uma aceitação passiva da mesma forma que se respira o monóxido de carbono como um mal necessário das cidades. O excesso de significantes cria um vazio de sentido. E diante da repetição e do vazio, a primeira imagem exótica que se destaca na monotonia da paisagem, diverte o olhar de quem passa apressado sem tempo para se dedicar ao pensamento.

Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)

Almandrade (Antônio Luiz M. Andrade)
Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta. Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia que editou a revista "Semiótica" em 1974.

PDDU é aprovado sem participação popular



Após 3 dias de intenso debate, em clima de tumultuo, violência e muita pressão o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano foi aprovado pela Câmara de vereadores. Foram 26 votos contra 14. A votação ocorreu na manhã do dia 28 de dezembro, quando as galerias da Câmara já estavam quase vazias e os vereadores exaustos, após 24 horas de trabalho ininterrupto.

Foram 273 emendas apresentadas pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça, o vereador Gilberto José, que leu o parecer, sem esconder o desconforto de ter que decidir sobre emendas tão complexas com tanta exigüidade de tempo. Designado pelo presidente a casa, o vereador Beto Gaban, membro da Comissão de Planejamento Urbano da CMS foi o relator das emendas e representou todas as outras comissões que constituem a casa. Mesmo sendo autor de várias emendas e do projeto que versa sobre a redução de recuões na área da borda Atlântica, que coincidentemente foi incorporado integralmente ao PDDU, Beto Gaban exerceu a relatoria. Os vereadores do bloco de oposição ao projeto PDDU fizeram inúmeras reinvidicações e questões de ordem a respeito, ainda sim, Gaban seguiu como relator.

A vereadora Olívia Santana, presidente da Comissão de Educação, Cultura Esporte e Lazer declarou sua indignação contra o projeto do PDDU da maneira como o executivo produziu e encaminhou para a Câmara. "É um absurdo, o Plano Diretor está eivado de vícios. Além disso é um plano que versa sobre o espaço urbano a partir da lógica do mercado. O padrão de ocupação do solo que foi adotado reserva, mais uma vez aos grandes grupos econômicos as áreas mais valorizadas da cidade, como a orla Atlântica e a Paralela, sem contrapartida significativa para a cidade. Coube as pobres, de maioria negra, contentar-se com a política de habitação de interesse social e de administração do convívio nas áreas mais degradadas. O prefeito João Henrique perdeu uma chance histórica de fazer a diferença, e estabelecer um verdadeiro pacto direcionado pelo propósito de unir a cidade repartida, segregada, brutalmente desigual, que é Salvador," declarou a vereadora.

A polêmica em torno do PDDU acontece bem antes da sua votação e aprovação. Durante os últimos meses, muitos dos vereadores afirmavam que não tinham ainda opinião definida sobre o tema e que acreditavam que deveria haver mais discussões com a população, a real interessada e por isso a urgência em convocar audiências públicas. Entretanto, no dia da votação foi possivel perceber que não houve relatório das audiências. Isto prova que as mesmas foram meramente protocolares. Todas as emendas eram de autoria de vereadores, quase todos da bancada dos 26 que fecharam questão em torno da votação favorável ao PDDU.

Como disse o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, o vereador Gilber José, durante a leitura do seu parecer, "pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto". Foi isto que aconteceu com o PDDU, na opinião de muitos dos que acompanharam as sessões. O processo de votação na Câmara de vereadores foi eivado de vícios. O presidente, Valdenor Cardoso, mesmo ciente de que o líder do governo, Sandoval Guimarães, tinha maioria para aprovar o projeto do executivo, não disfarçou a sua intolerância com a oposição feita ao projeto pelo bloco independente e resolveu prestar serviço ao governo atropelando por muitas vezes o regimento da Casa. Foram 07 recursos contra atos do presidente, apresentados pelo bloco de oposição ao PDDU à Mesa Diretora.

O bloco de oposição ao projeto do PDDU formado por 14 vereadores do PCdo B, PT, PSDB, PPS e PSB atuou de forma intensa, produzindo a maior obstrução já vista na história da Câmara. Nos três dias de discussão e votação do projeto, os vereadores do bloco fizeram uma série de denúncias sobre a impropriedade do método de discussão do PDDU, flagrantemente em desacordo com o Estatuto da Cidade, que prima pelo princípio da participação popular. Reagiram, também aos claros indícios de ingerência do setor imobiliário e do executivo na Câmara. O PDDU foi aprovado, mas foi imposto um grande desgaste ao governo Municipal e também ao legislativo.

O líder da oposição Téo Sena (PTC) foi duramente criticado por ter mudado de lado na última hora. Após ter combatido o PDDU, desde que o projeto chegou na Câmara, entrou no plenário da Sessão com a decisão de orientar a sua base para votar alinhada com o governo. Manifestantes que ocupavam as galerias gritavam " Deu, deu deu, Teo Sena se vendeu." Além de Téo Senna, foi percebida a mudança de atitude em relação aos vereadores do DEM, que durante todo o ano faziam duras críticas ao modelo do PDDU e de última hora se tornaram todos favoravéis. Essa aliança entre o prefeito João Henrique (PMDB) e dos "DEMOS" pode significar mais do que um acordo pontual para aprovoção do PDDU, pode revelar alianças futuras e ainda uma mudança de tendência política da prefeitura, se aproximando da direita.

No final da votação do PDDU foram expostas as contradições no campo do governo. O vereador Téo Sena comunicou a sua saída da liderança da oposição e a ocupação do posto, a partir de janeiro pelo vereador Paulo Magalhães, do DEM. Em seu discurso, Téo deixou transparecer que havia sido traído por seus amigos. Disse que esperava ser combatido por colegas, mas nunca por amigos, disse assim referindo-se ao seu grupo político.

O vereador Silvoney Sales, que no dia anterior fez discursos inflamados defendendo o governo e exaltando a liderança do ministro Gedel Vieira Lima, mudou o comportamento quando viu sua emenda referente à manutenção das Alamendas do Caminho das Árvores como uniresidencial, ser rejeitada pelo relator, Beto Gaban. Silvoney fez duras críticas ao relator, ao líder do governo e membro do seu parido Sandoval Guimarães e, principalmente, à secretária Kátia Carmelo, a quem chamou de mentirosa e não cumpridora de acordos.

Pesquisa do Instituto Vox Populi mostrou, em novembro, que apenas 26% da população de Salvador sabe o que é PDDU e que apenas 0,2% deu alguma contribuição para o projeto de lei. Ou seja, o PDDU foi aprovado sem participação popular.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Bom começo de Verão com feijão e samba no Vila!




Depois do sucesso da Feijoada da Sustança, que aconteceu em dezembro e reuniu cerca de 400 pessoas, o Teatro Vila Velha repete a dose e promove as Feijoadas do Verão todos os domingos do mês de janeiro (06, 13, 20 e 27), a partir do meio dia. O evento compõe o quadro de atrações do projeto Vila Verão 2008, que conta ainda com espetáculos de teatro e dança, apresentações musicais e oficinas. Os ingressos custam R$10 e podem ser comprados no Vila ou com os artistas dos grupos residentes do Teatro.

No próximo domingo, dia 06/01, a tarde será animada pelo grupo de samba duro Zumbaê. O grupo foi fundado em março de 1994 por André e Zingo e, ao longo de sua trajetória, já se apresentou em vários espaços de Salvador, sempre promovendo a valorização do samba na cidade. Seu compromisso com a alegria se estende ainda para além dos palcos: a banda administra o projeto Beje-Eró, que trabalha com crianças e adolescentes do bairro do Ogunjá, ensinando a arte do samba e promovendo a inclusão cultural.

A Zumbaê é composta por Zingo (cantor), Gladison Guegueu (marcação), Adriano, Dinho e Jorginho (Timbais), Yure (timbale) e Fernando, Nadson e Adrielle (tamborim).

A tarde será regada a feijão do bom e samba de qualidade.


SERVIÇO

O que: Feijoada do Verão – com Zumbaê
Quando: 06 de janeiro, meio dia.
Quanto: R$ 10 (samba e feijoada).
Onde: Teatro Vila Velha
Informações: 3083-4600.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Mariene de Castro cancela shows



Infelizmente, a produção da cantora Mariene de Castro cancelou as apresentações que seriam realizadas nos dias 08 e 09 de janeiro de 2008, dentro da programação do projeto Vila Verão.

Nova temporada de Verão!


Ó Paí Ó - Toda Sexta, às 20H. Foto: Marcio Lima


Começa AMANHÃ (04/01), a maratona cultural de Verão do Vila. Com Inicío às 17h , o Passeio Público será palco para uma aula aberta de dança afro ministrada pela professora do Balé Folclórico da Bahia Nildinha Fonseca. No mesmo dia, o Bando de Teatro Olodum retoma temporada do espetáculo Ó Pai Ó, às 20h, no palco principal do Vila. As duas ações marcam a abertura do projeto Vila Verão 2008, do Teatro Vila Velha.

Ao longo do projeto, o público será presenteado com uma rica programação, que vai de 04 de 27 de janeiro, com espetáculos apresentados diariamente pelos grupos artísticos residentes do teatro, além das diversas oficinas nas áreas de teatro, dança, música, entre outros e dos shows musicais. E não pára por aí! Todo domingo do mês de janeiro terá feijoada no Vila, tudo a preços super acessíveis.


Arlequim - Todo sábado, às 20h. Foto: Ricardo Borges

O formato, com uma única sessão semanal para cada um dos espetáculos, oferece ao público a oportunidade de assistir a um maior número de atrações num curto período, o que é um benefício também para o turista, que ganha com a ampliação de alternativas de lazer durante sua estadia em Salvador.


Canteiros de Rosa - Todo domingo, às 20H. Foto: Márcio Lima.




Espetáculos - Em 2008,as atrações do Vila Verão, requisitadas pelo público são: A Geladeira (Da Companhia Teatro dos Novos), Ó Paí Ó (do Bando Teatro Olodum), Arlequim - servidor de dois patres (d'A Outra Companhia de Teatro) e Canteiros de Rosa (do Vilavox). Para a criançada serão apresentados os espetáculos infanto-juvenis Da Ponta da Língua a Ponta do Pé (do Viladança) e Áfricas (do Bando Teatro Olodum).


Da Ponta da Língua à ponta do Pé - sábados e domingos, às 16H. Foto: João Meirelles.

Música - Como o verão pede música, na programaçao também tem shows. O percussinista Ramiro Musotto lança seu álbum "Civilização e Barbarye".
Oficinas de Verão - as aulas acontecem de 07 a 27 de janeiro e têm preços a partir de R$ 60. As inscrições vão até AMANHÃ, dia 04 de janeiro, das 09 as 17h, no próprio Teatro.

Feijoadas do Verão - O Vila promove, no clima de festa, as Feijoadas do Verão, todos os DOMINGOS de janeiro (06,13, 20 e 27), a partir do meio dia. A idéia é atrair boas vibrações para o ano que se inicia e também arrecadar verbas, repetindo o sucesso da Feijoada da Sustança, que aconteceu em dezembro e trouxe cerca de 400 pessoas pra comer feijão no Teatro.

Serviço:
Vila Verão 2008
Quando: De 04 a 27/01/2008
Onde: Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, Passeio Público, s/n, Salvador-Ba, Brasil.
Quanto:R$ 20/10 (programação adulta), R$ 16/08 (Áfricas), R$ 10/05 (Da Ponta da Língua), R$ 10 (Feijoadas).







quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Hora da despedida!




Gabriel Bispo estagiou com a gente aqui no Vila, no setor de documentação, durante dois anos e é chegada a hora de partir. Ele tá se formando e irá começar uma nova fase em sua vida profissional. Dizer tchau é sempre difícil, mas é muito bom saber que laços de amizade foram construídos e que sentiremos saudades! Bom sinal! E como bem diria o poeta Milton Nascimento "O trem que chega é o mesmo trem da partida". Boa sorte, Gabriel, em sua nova jornada, e que o tempo aqui no Vila lhe sirva de apoio por toda vida! Grande abraço dos amigos vila velhos!

Despedida de Gabi no fotolog dele www.fotolog. com/gabispo