quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Que cultura queremos?


Assisto perplexa a um almoço em praça pública, em jornal, tevê, rodas de conversa. O almoço sobre a carne de quem tenta quebrar modelos tortos de se fazer cultura. A cultura na Bahia era como uma festa, cujo aniversariante convida 100 convidados, mas só concede a fatia do bolo para cinco, seis no máximo. Um bolo construído à custa dos 100 convidados, que quase sempre ficam a ver navios. A sentir fome. As verbas do Fazcultura dessa terra eram centralizadas em Salvador, nas mãos de pouco mais de 20 produtores. 93% da cultura da Bahia era empregada na capital. Migalhas para o restante desse estado, que é quase um continente.

O Pelourinho é hoje o “mártir” para a imprensa baiana. É também o algoz da Secretaria de Cultura do estado, que busca quebrar os vícios instaurados naquele terreno por anos. Sim, os bares estão às moscas, não há graça nenhuma hoje no Centro Histórico de Salvador. Mas é papel do governo pagar as atrações musicais que vão atrair público para as casas noturnas da região? É papel de o governo investir no mercado do entretenimento local? Quando vou aos bares do Rio Vermelho, assisto a programações culturais que os comerciantes locais viabilizam. Assim é na Ribeira, assim é na Orla, assim é em qualquer lugar dessa e de qualquer terra. No vício do Pelourinho, é papel do estado pagar as atrações musicais ou culturais para lotar os bares e restaurantes. Ou pior, investir em atrações privadas, cedendo um espaço público para produtores locais cobrarem ingressos exorbitantes. É essa a cultura que sempre foi, é essa a cultura que essa população espera?

E no meio dessa história toda, um teatro que por anos, sim, contribuiu para a cultura soteropolitana. Espaço para artistas da terra, mas mais do que isso, espaço para um público novo, que desconhecia outros palcos e que podia ali assistir a espetáculos de qualidade, a conhecer aquilo que se chama teatro. O Theatro XVIII, que hora, tem as portas fechadas foi por muito um feliz espaço que promoveu a democratização do acesso a cultura, a formação de novas platéias. Talvez, pouco aberto para artistas não tão próximos da administração do teatro, um tanto focado num séqüito, mas por outro lado, uma casa que dava acesso a um público diferente, a cidadãos que não conheciam outras salas, outros atores, outras peças. Àqueles que não dispunham de convites ou recursos para verr outros espetáculos.

Ok. Esse teatro fez muito pela cultura de Salvador, mas isso não o isenta de fiscalização, visto que há ali recursos públicos. Da mesma forma como é feito nas organizações sociais que conheço. Se eu uso um recurso que é do estado, é meu dever prestar contas. Assim como é dever do estado pedir explicações dos gastos. Se eu afirmo que vou gastar com cultura, que sentido tem eu entregar uma comprovação de agropecuária? Uma nota fiscal que não cabe para aquele universo com o qual estou afirmando trabalhar. Trabalho com organizações e recebo minha remuneração através da estrutura de pessoa jurídica. Se meu trabalho é com comunicação, só posso usar uma nota fiscal da área de comunicação. Não posso ser jornalista e dar a meu cliente uma nota fiscal da quitanda...é natural então, que meu cliente não aceite essa nota, que ele questione. Há algo de errado.

Assim, pergunto. O que há de errado com a Secretaria de Cultura proceder na letra da lei? Essa terra é tão tonta, tão tosca, que quando a lei é cumprida, as pessoas se sentem ultrajadas, humilhadas... não sei. Será que precisamos dar um jeitinho? Por mais gente boa que eu seja, se minhas contas estão pouco corretas, se a prestação não está de acordo, não posso me queixar se o meu parceiro financeiro exige o recurso de volta. Se há erros...se há pendências ou coisas questionáveis. É assim nos lugares em que trabalho, em qualquer empresa. Assim deve ser no estado. Presumo.

Mas não é o que a imprensa mostra. O Governo é execrado por cumprir sua lei. É execrado por exigir que os comerciantes invistam em seus próprios empreendimentos. Que recursos o Governo investe no Rio Vermelho? Que incentivos são dados para os bares dessa região? O que justifica um tratamento diferenciado com o Pelourinho? Sim, falta segurança... como falta segurança no próprio Rio Vermelho, no Campo Grande, na Piedade (onde morro de medo de transitar à noite), em Plataforma, no Bonfim, no Cabula. Falta segurança nessa terra inteira...o Pelourinho não deve ser privilegiado, nem mártir.

Pela primeira vez na existência dessa Bahia, acontecem encontros por várias localidades para se discutir que cultura as pessoas desse estado desejam. Que cultura queremos. Nunca vi isso aqui. Nunca me perguntaram. Nem aos amigos de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Senhor do Bonfim, entre tantos cantos...que cultura queremos, baianos? A cultura maquiada? Queremos investimentos da cultura do trio elétrico? Em blocos que cobram mais que nossos salários para tocar uma música pasteurizada? Queremos a cultura de uma dúzia de produtores endinheirados nesse estado que tem pelo menos quatro centenas de municípios? Queremos o Governo do Estado investindo em festas fechadas de camisa? É essa a cultura que queremos? Se é essa, provavelmente, esse sujeito que aí está não é a pessoa...

E quanto ao XVIII torço que volte com todo gás, abrindo as portas para tantos baianos. Mas que volte organizado, bem administrado, como deve ser qualquer instituição. Seja ela da cultura, farmácia, movimento social.

Falo como artista, moradora do Pelourinho, ativista social, freqüentadora do XVIII, sonhadora.

Mônica Santana (http://casadaatriz.blogspot.com/)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Alô, comunidade artística!


De hoje até 29 de outubro, estão abertas as inscrições para o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados 2008, que destinará recursos para o financiamento, total ou parcial, de projetos aprovados em leis de incentivo à cultura nos estados da área de atuação da empresa. No último programa, de 2007, foram aprovados 205 projetos, que receberam um total de R$ 33 milhões.

Mais informações: http://www.oi.com.br/ / http://www.oifuturo.org.br/ / faleconosco@oifuturo.org.br

NOTA OFICIAL

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia informa que:

Está sendo disseminada uma idéia de que existe uma crise na cultura daBahia. Não é verdade. O que existe é a ruptura com o modelo anterior da gestão da cultura no Estado. Para implementar o novo modelo, a Secretaria de Cultura decidiu:

1- desconcentrar para todos os 417 municípios do Estado os investimentos em cultura. 80% destes recursos ficavam concentrados emSalvador e RMS quando 80% da população encontra-se no interior.

Para tanto:

- deliberou que 50% dos recursos do Fazcultura sejam destinados a projetos realizados no interior do Estado,
- estabeleceu cotas de participação em suas seleções públicas do Fundo de Cultura, contemplando também comunidades indígenas, quilombolas e produtores do interior, inclusive da zona rural.

2 - democratizar os recursos disponíveis beneficiando um número maior de promotores da cultura em todo estado. No passado 38% dos recursos do Fundo de Cultura foram para apenas seis instituições e 40% dos recursos do Fazcultura foram para 10 proponentes.

Para tanto:

- instituiu teto de participação por proponente no Fazcultura (R$ 500mil, exceto projetos de cinema e patrimônio) e no Fundo de Cultura (R$400 mil para manutenção de instituições culturais),
- criou novas formas de apoio para projetos de pequeno valor, intercâmbio e manutenção de grupos artísticos (antiga reivindicação da classe),
- priorizou a distribuição de recursos através de editais

3 - recolocar o papel do estado no financiamento da cultura não mais como mecenas exclusivo, mas como articulador para a construção de modelos de sustentabilidade mais sólidos e maduros, estimulando adiversidade de fontes de recursos.

Para tanto:

- limitou em 80% o valor financiado para manutenção de instituições,
- firmou parceria com o Desenbahia para concessão de microcrédito para trabalhadores culturais,
- constituiu um programa de capacitação em gestão cultural

4 - priorizar o processo democrático de construção de políticas públicas para a cultura.

Para tanto:

- instituiu o Fórum de Dirigentes Municipais da Cultura, com representantes dos 26 territórios de identidade.
- reuniu, até o momento, mais de 7 mil pessoas, em 161 municípios para construção do Plano Estadual de Cultura. A estimativa é que, até ofinal de outubro, quando da realização da II Conferência Estadual deCultura, 30 mil cidadãos de 417 municípios tenham participado desse processo.

5 - encerrar o modelo patrimonialista de gerir os recursos do estado, respeitando os mecanismos de controle interno e externo e, acima de tudo, as leis constituídas arduamente através de conquistas democráticas.

A Auditoria Geral do Estado identificou irregularidades recorrentes na administração de recursos públicos por parte do Teatro XVIII e de outras instituições parceiras. A Secretaria de Cultura tem, a princípio, a certeza da idoneidade e caráter dos produtores e dirigentes dessas instituições, entendendo que a maior parte dos problemas foi gerada por falta de controle do Estado e não por má fé.

Por determinação do Secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, a secretaria está empenhada em auxiliar as instituições culturais a resolverem suas pendências. Todas as existentes no Teatro XVIII, desde2003, foram regularizadas com apoio desta gestão. Resta apenas 01 questionamento para o qual foi apresentado recurso pela administraçãodo teatro no mesmo dia em que anunciou publicamente o fechamento doXVIII.

Refere-se à nota fiscal pelo serviço de captação de recursos no valor de R$ 20.000,00, emitida pela empresa agropecuária Sanches e Souza, localizada no município de Irecê, cuja atividade é de prestação deserviços de agronomia e atividades agrícolas e pecuárias. A Auditoria Geral do Estado recomenda a devolução desse recurso por considerar a inadequação da empresa às atividades culturais. Portanto, o acesso do Theatro XVIII às verbas já aprovadas pela Secretaria de Cultura este ano dependem apenas da decisão da administração doTeatro.

O Teatro XVIII já recebeu em 2007 mais de R$ 77.455,35. Tem aprovado pelo Fundo de Cultura mais R$ 319.727,15 e também projetos aprovados pelo Fazcultura no valor de R$ 659.458,86, uma parte já com patrocínio assegurado. Por reconhecer a importância do Theatro XVIII, a Secretaria de Cultura continua compromissada a ajudar a encontrar a melhor solução para a continuidade das suas atividades culturais.

Salvador, 24 de setembro de 2007 – Assessoria de Comunicação –Secult-Ba – (71) 3116 4110 / ascom@cultura.ba.gov.br

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O VILA FALA


De como manter teatros funcionando


Viemos a público manifestar nosso sentimento com relação ao fechamento do Theatro XVIII. Nós lamentamos muito. É frustrante para nós, artistas, vermos um equipamento cultural que tem fomentado arte e cultura ao longo de dez anos ter que fechar as suas portas. Temos uma relação próxima com o XVIII, tendo em vista que ambas as casas são administradas por artistas e trabalham com grupos artísticos. O Teatro Vila Velha também está em situação delicada e também corre riscos de não conseguir se manter.

Gostaríamos, entretanto, de levantar algumas questões que nos parecem maiores do que aquilo que, a princípio, parece estar sendo discutido: o fechamento de uma casa de espetáculos com intensa atividade, há dez anos. A discussão pode e deve ser ampliada.


A relação entre isenção fiscal e cultura a que nós artistas tivemos que nos submeter nos parece ser uma delas. Outra é o entendimento do que é espaço público, espaço privado de interesse público, espaço privado de interesse privado e ainda, espaço público de interesse privado. Tudo uma grande confusão. Como se mantiveram, há anos, espaços tão próximos e tão distintos, como o XVIII e o Vila, por exemplo? As fontes de recursos pleiteadas são variadas: leis de incentivo fiscal – Fazcultura e Rouanet, fundos de cultura nas três esferas administrativas, recursos de bilheteria, do bolso... Como garantir a continuidade de um trabalho como estes dois exemplos, que são uma parte desse nosso universo cultural? Quem deve pagar por isso? O Estado, diretamente? O Estado mais a empresa privada, através da isenção fiscal? Como não depender do humor do “mercado”? Como não depender da vontade “política” de “A” ou de “B”? Até onde vão os braços do Governo (leia-se Secretaria de Cultura) na solução de problemas desta ordem? A Bahia insiste em não discutir profundamente problemas há muitos anos incrustados nessa carapaça que criamos (artistas) em defesa, normalmente, daquilo que está mais próximo a nós mesmos.

Em conformidade com o pensamento de outros espaços culturais, onde a relação entre estes espaços invariavelmente se dá com grupos artísticos, gostaríamos de discutir com os nossos pares, as formas de não deixar que o problema se agrave ainda mais. Precisamos, todos, que a situação caótica em que nos encontramos, há muito tempo, seja resolvida o mais rápido possível e para tanto propomos discutir, urgentemente, temas como, por exemplo:

- A criação de condições sociais, políticas e econômicas para construção de um estado que alimente a utopia de uma sociedade na qual a arte e a cultura sejam compreendidas como afirmação da vida e direito universal.

- O direito de produzir arte, entendida não como veículo de marketing institucional nem como um instrumento de pseudo-inclusão social, mas como elaboração, na esfera do simbólico, do nosso depoimento crítico sobre a experiência de viver numa sociedade em que a cultura é mercadoria a serviço da dominação e por isso tem a função de alimentar os valores da concorrência, da acumulação ou concentração de renda, do preconceito e da exclusão.

- O reconhecimento, por parte do Estado, da sociedade e da iniciativa privada da necessidade da cultura entendida como exercício crítico da cidadania e, consequentemente, do nosso direito de criar um teatro que corresponda a esta definição.

Para tanto seria ainda imprescindível:

- a ocupação e revitalização de espaços públicos ociosos;

- a revisão do conceito de gestão de espaços públicos e privados de interesse público existentes;

- a criação de políticas públicas para os teatros e ou sedes de grupos já existentes que cumprem a função cultural que nós especificamos;

- a criação de linhas de crédito e isenção de impostos para a aquisição, construção, reforma, manutenção e equipagem de espaços teatrais.

- a construção de novos espaços teatrais em terrenos públicos ou em terrenos privados em parceria com o poder público;

Quem são os interessados nisso tudo? O governo (estado e prefeitura)? Os teatros (públicos e privados)? Os grupos artísticos de teatro e dança? As empresas patrocinadoras de cultura? Quem?

O Vila Velha oferece o espaço físico, enquanto nossas portas estão abertas, e o apoio na organização de um seminário que possa ampliar, portanto, essa discussão.

Aguardamos contato dos interessados,

COLEGIADO DO TEATRO VILA VELHA
Chica Carelli, Cristina Castro, Débora Landim, Fábio Espírito Santo, Gordo Neto, Gustavo Libório, Jarbas Bittencourt, Jeudy Aragão, Márcia Menezes, Marísia Motta, Vinício de Oliveira Oliveira

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Sonhando da Bahia a Porto Alegre


Fotos de Márcio Lima

De 22 a 25 de Setembro, o Bando de Teatro Olodum leva para Porto Alegre o melhor espetáculo baiano do 2006. A montagem baiana do texto de William Shakespeare - Sonho de uma Noite de Verão , já foi assistida por mais de 5.000 pessoas aqui em Salvador e agora proporciona às platéias gaúchas do Festival de Teatro Porto Alegre em Cena, a diversidade, ritmo, sensualidade e o humor da peça que ganhou o prêmio Braskem na categoria melhor espetáculo adulto. O Festival reúne os mais importantes grupos teatrais do Brasil e representantes internacionais, como o Cirque De Soleil além de artistas, como o baiano Tom Zé.

O espetáculo ficará em cartaz no Teatro São Pedro em Porto Alegre, de 22 até dia 23. Além das apresentações, o Bando estará presente na cerimônia de premiação do Prêmio Braskem de Cultura e Arte do Rio Grande do Sul, no dia 25. Não é a primeira vez que o grupo leva a peça para fora da Bahia. Em 2006 o Bando se apresentou em outras cidades brasileiras, além de viajar para a Alemanha, para participar do Festspiele Ludwigshafen onde recebeu críticas positivas da imprensa e do exigente público do Festival.


Apesar de ser um clássico, Sonho de uma Noite de Verão ganha nesta versão uma cara nova que traz de volta o caráter popular do teatro de Shakespeare. O Bando de Teatro Olodum impregna o texto do dramaturgo inglês de intermináveis elementos do cotidiano e da cultura negra da Bahia "As pessoas reagem muito bem. A encenação é cheia de aspectos da linguagem popular e da estética Afro brasileira" explica Chica Carelli, coordenadora do Grupo.


A peça, que é dirigida por Márcio Meirelles, se difere de outras montagens do mesmo texto por trazer, permeando as cenas, referências bem particulares dos costumes baianos, como a dança e a música, em seus diversos gêneros e estilos sem perder a fidelidade ao texto de Shakespeare.
O elenco é formado por 22 atores e atrizes negras (sendo seis convidados), e 2 músicos, que enfrentam o desafio de narrar com autenticidade uma história que se passa em uma noite na floresta, com fadas, duendes e muita magia.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Chega ao fim o Troca-Troca

Chegou ao fim no último final de semana o Troca-Troca no Nordeste com A Outra Companhia de Teatro. O projeto realizado desde o mês de maio propôs um intercâmbio cultural entre A Outra Companhia e grupos artísticos de toda a região.

Ao longo desse período foram realizadas cinco mesas-redondas que discutiram temas relacionados ao fazer teatral, além de oficinas de aperfeiçoamento ministradas por Hebe Alves, Meran Vargens, Luiz Marfuz, Harildo Déda e Zebrinha, para A Outra Companhia e representantes de grupos do Nordeste. Com patrocínio do Programa BNB de Cultura, o projeto ofereceu também dez oficinas gratuitas de iniciação artística oferecidas pelos convidados.
Nesta última etapa aconteceu uma mesa redonda que discutiu o tema Teatro, tradição e identidade com a participação da Cia. de Danças Populares de Tuparetama (PE), da Cia. Rapsódia de Teatro (BA) e d'A Outra Companhia. Eles discutiram as identidades culturais nordestinas e as manifestações locais como mecanismo de manutenção de uma tradição.


foto: Camilo Fróes

Durante a semana, o elenco d'A Outra e seus convidados participaram de uma oficina com Zebrinha onde trabalharam com a dança afro, visando o condicionamento físico e preparação corporal, tudo regado a muito suor e ritmo.


foto: João Meirelles

Já a Cia. de Danças Populares de Tuparetama participou do projeto com todo gás e ofereceu duas oficinas de perna de pau. Uma de iniciação e outra de dança nas alturas. Foi massa!


foto: João Meirelles

E pra encerrar o projeto com chave de ouro A Outra Companhia ofereceu uma oficina de iniciação teatral. Foi um sucesso com direito a mostra no passeio público e tudo.


foto: Inácio D'eus

Enfim, agora é esperar o lançamento do DVD de registro do projeto. Mas pra você não ficar com saudade d'A Outra, dia 05 de Outubro está de volta Arlequim – servidor de dois patrões, sextas e sábados às 20h e domingo às 19h.

Olha o Vilerê aí, gente!


O projeto Vilerê – o mês da criança no Vila acaba de abrir inscrições para oficinas gratuitas de Teatro com Artes Plásticas, Ballet, Percussão e Técnicas Circenses, que vão acontecer de 06 a 28 de outubro. As aulas serão ministradas por integrantes do Bando de Teatro Olodum, da Cia. Novos Novos, do grupo Vilavox e da Cia. Viladança. No final, dia 28, às 10h, haverá uma mostra cênica, em formato de aula aberta, com o resultado do que rolou nas oficinas. As inscrições são feitas no próprio teatro, das 14h às 18h, até 05 de outubro. São 20 vagas para cada oficina, que vão privilegiar alunos da rede pública, meninos e meninas ligados a grupos artísticos de comunidades e crianças que não podem pagar pelas aulas.

Pelo terceiro ano consecutivo, o projeto Vilerê – o mês da criança no Vila coloca o teatro a serviço da garotada, oferecendo um roteiro variado. Além das oficinas, estão previstos espetáculos infantis dos grupos residentes do Vila, exposição de brinquedos e experimentos com energia elétrica, exibição de desenhos animados, Fala Vilinha e muita diversão.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Conexão dança

A Cia. Viladança vem marcando o ano de 2007 com a palavra CONEXÃO.
Com atividades de intercâmbio e formação, a Cia. estabelece fortes laços com profissionais da Bahia e do Brasil, promovendo aulas gratuitas permanentes, palestras e workshops.

No primeiro semestre, a Cia. Viladança criou o projeto Mês da dança, trazendo ao Vila artistas, pesquisadores e mestres da dança da Bahia, estabelecendo também intercâmbios com 4 grupos de Pernambuco, Brasília e Minas Gerais.

Em setembro foi a vez da Cia. Cos’é? Teatro e Dança de Minas.
Com muito gás e uma energia contagiante, a Cia. Cos’é?, sob a coordenação de Daniela Guimarães, iniciou suas atividades de intercâmbio com um workshop que deixou saudades.



Para este encontro, a Cia. Viladança, abriu vagas também a artistas da cidade, reunindo por três dias 20 profissionais de vários segmentos da dança da Bahia, como professores da Escola de Dança da Funceb, da Universidade Federal da Bahia, artistas independentes e integrantes de grupos profissionais como Grupo Vilavox, Grupo His e Grupo Dimenti.



O resultado do workshop pôde ser conferido na quarta feira (dia 12), em apresentação ao ar livre no Passeio Público logo após o pôr do sol, tendo como cenário, o mar da Bahia de Todos os Santos.



Nos dias 13, 14 15 e 16 a Cia Cos’é? apresentou Fito pelo Filo da Finestra, um espetáculo que abriu janelas e caminhos a serem percorridos pela imaginação.

“Estabelecer intercâmbios tem sido um rico aprendizado sobre a dança e sua prática em grupo. Cada artista que troca conosco deixa a sua marca de trabalho e abre um novo modelo de interface do mundo com o movimento. O trabalho da Cia Cos’é mostra de forma bem particular como é possível interagir, através da improvisação, com diversas linguagens e tecnologia, sem perder de vista a essência das artes cênicas: o homem”, diz Cristina Castro, coordenadora do Vilandaça.



Para as apresentações, a Cia. Cos’é contou com a produção local de Andréa Gama, que elaborou, junto com o Vila, um plano de formação de platéia, trazendo ao teatro 421 espectadores, dentre eles grupos e instituições da cidade como Kabun, Ilê Aiyê, Pequeno Príncipe, A Vida, Sementes do Amanhã, Corpo Diferente, E2, Herdeiros da Angola, Alunos do Ponto de Cultura do Teatro Vila Velha, Alunos da Fundação Cultural - cursos livres de dança,

Vida longa à dança na Bahia!!!!!

sábado, 15 de setembro de 2007

É hora dizer 'tchau' - Parte Dois


A saga continua e agora é nossa hora de dizer 'tchau' e de prestar uma homenagem para a sensacional Juliana Protásio!




O Vila pergunta, o que você tem a dizer sobre Jú?

Juliana que Deus ilumine seus caminhos para onde quer que você vá. Porque você é simplesmente maravilhosa. Sentirei saudades! Beijos e muito sucesso.
(Verônica)

Jú! Foi maravilhoso está contigo durante esses anos de Vila! Desejo sorte e sucesso na sua nova caminhada. Obrigada por tudo! Beijos.
(Maiana Santana)

Na linha da vida você demonstrou muitas virtudes e perseverança este é o passo principal para a Vitória do presente e o futuro guiado por Deus, boa sorte e vá em frente organizando sempre, ponto, virgula...
(Nalva)

Esquisita e normal! Juliana é igual a todo mundo, só tem uma coisa diferente, ela consegue ser esquisita e normal ao mesmo tempo! Só não sei se ela é mais esquisita do que normal, ou mais normal do que esquisita! Mais é justamente isso que eu gosto nela!
Não sei mais o que dizer, ela é uma pessoa adorável, brother!
é...é isso!
beijos e muita merda no palco da vida!
(Sandro Man)



Juliana é, definitivamente, uma das habitantes da "Bolha". Aqui na "bolha" não existem chopadas nem coisas do gênero. É um lugar onde todos se conhecem e todos são amigos. Queria agradecê-la por me fazer perceber que também sou um habitante da "bolha".
Juliana anda sempre com seu AMIGUINHO, com as músicas de The Sims dentro (que na verdade não é de The Sims coisa nenhuma, e é tudo maluquice de estagiário). Eu certamente teria mais o que escrever por aqui, mas a criatividade está me faltando. Apesar de ter convivido pouco tempo com a srta. Protásio (pouco mais de um mês, né?) aprendi uma infinidade de coisas novas (e loucas). Por fim, gostaria de desejar muito boa sorte a Ju em suas novas empreitadas de agora para frente, e... nos vemos por aí!


(Tito Ferradans)



Jú,que esse novo caminho a ser trilhado seja um reflexo das suas antigasconquistas, desejo carinhosamente muitas realizações, sorte e força. E nãose esqueça das pestinhas, capetinhas e anjinhos que perambulam nessa casaonde sonho se cria....beijinhos,


(Débora Landim e toda a Companhia Novos Novos)



Ética, muuuuuito trabalhadora e bem humorada! Tudo de bom! Ô, Ju,cadê meus DVD´s gogados?Tudo de bom pra vc, menina!Bj, Gordo.
(Gordo Neto)

Boa sorte!...nesta nova empreitada..
sentirei saudade dos papos

bjsssss

agente se ve por aí
(Jo Graças)

Juliana é uma dessas pessoas que quando a gente conhece expande-seum pouco da vida em nós. Você olha para ela e seus sinais apontam paraum estar no mundo bem especial.
(Jarbas Bittencourt)



Juliana não vai deixar a minha vida. Ela vai deixar a minha rotina. Sábado que vem, por exemplo, estaremos quebrando tudo ao som da guitarrada. Assim sendo a ficha não caiu. Não caiu mesmo.Ai meu deus, Juliana tá indo embora. O futuro é um enigma maldito, com ela aqui era tão quentinho e tranquilo.Ai meu deus, bateu um pânico, agora. Geral.É bom que ela se dê bem nesse não-sei-aonde que ela tá indo, porque senão vai rolar agressão, violência, pancadaria. Pronto, falei. :)
(Camilo Fróes)

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O Vila comunica

Olá! Com grande prazer, venho aqui me apresentar como a nova assessora de comunicação do Teatro Vila Velha. É um enorme e encantador desafio assumir esse posto depois do trabalho impecável desenvolvido por Juliana Protásio nos últimos quatro anos. Ju vai alçar novos vôos e deixar muita saudade em todos os cantos do Vila. Além de mim, tem mais gente nova no pedaço: os estagiários Lenina Uzêda, suporte na assessoria de imprensa, e Tito Ferradans, que dá apoio como webmaster. Coordenando a nossa equipe, batizada de NUCOMA (Núcleo de Comunicação e Marketing), temos o super Gordo Neto. Completando o time, está o bom e velho Camilo Fróes, nosso artista gráfico. Se precisar de alguma coisa, é só chamar. Merda pra todos nós!

Larissa Alves
comunicacao@teatrovilavelha.com.br


Da esquerda pra direita: Lenina Uzêda, Tito Ferradans e Larissa Alves

É hora de dizer 'tchau'



Queridos Vila Velhos,

Chega o momento de encerrar uma jornada para dar início a uma outra. Como "operária da cultura", vou em busca de novos rumos, levando o aprendizado que acumulei aqui ao longo dos últimos quatro anos (e um bocadinho mais) que passei no Núcleo de Comunicação do Vila. Cheguei aqui ainda verde, pouco mais que uma "foca", como dizemos no jargão jornalístico, e completei a minha formação aprendendo com vocês a desbravar esse mundo doido e cheio de desafios da comunicação, juntando forças na batalha da sobrevivência no cenário artístico.

Quatro anos num espaço dinâmico, vivo e livre como o Vila é uma vida inteira. A gente absorve um pedaço enorme de história e trava contato com tantas pessoas e situações que trazem lições que servem para lidar com praticamente tudo que vier pela frente. Antes de me fixar por aqui como parte deste organismo multifacetado e cheio de braços que é o Vila, passava pelas cadeiras da platéia, com os olhos brilhando de admiração. Obviamente, essa admiração cresceu quando cruzei a linha em direção aos bastidores e entrei em contato com esse exército do bem, formado por artistas e funcionários que fazem essa casa estar de pé, porque o Vila, muito mais que paredes de tijolos, é feito "de sangue, suor e poesia".

Me despeço da personagem que interpreto hoje com saudades antecipadas, mas com a certeza de que é para encarar outros papéis igualmente belos e importantes, quem sabe, aqui mesmo nesta história.

Um abraço forte em cada um de vocês e muita força nessa lida!

Juliana Protásio

E A Outra não pára...


Depois da alegria de ter sido selecionada no edital da Funarte para a montagem de O pique dos índios ou espingarda de Caramuru (uma homenagem a Haydil Linhares), A Outra Companhia não pára.

Neste fim de semana encerra-se o bem sucedido projeto Troca-Troca no Nordeste que promoveu um intercâmbio cultural com grupos artísticos de todos os estados da região, além de oferecer diversas oficinas gratuitas de iniciação artística para o público soteropolitano. Nos dias 15 e 16 (sábado e domingo) o grupo de Samba Chula de Pitangueira (BA) e a Cia. de Danças Populares de Tuparetama (PE), convidados da última etapa do projeto, oferecerão duas oficinas: Pernambuco Multicultural, que trabalhará danças sobre perna de pau, e Descobrindo o Samba Chula, que terá como foco a difusão da manifestação popular do recôncavo baiano. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas pelo e-mail: aoutra@gmail.com

Mas as atividades não param por aí. Encerrado o Troca-Troca o grupo volta à rotina de ensaios para re-estrear o primeiro espetáculo do seu repertório: Arlequim – Servidor de dois patrões. O espetáculo foi indicado ao Prêmio Braskem de Teatro (2004) e rendeu a Vinicio de Oliveira Oliveira o prêmio na categoria revelação.

A peça volta a cartaz a partir do dia 05 de Outubro, às 20:00 horas, no palco principal do Teatro Vila Velha, cheio de novidades. Além da renovação de parte do elenco a indumentária foi toda renovada e o figurino tem a assinatura de Luiz Santana. O texto clássico da commedia dell'art também sofreu alterações. A peça agora se passa em Salvador, os personagens de Turim são de São Paulo, e o trapalhão Arlequim é de Feira de Santana. Imaginem a confusão!

No mais está tudo igual. As extraordinária portas móveis compõem o cenário assinado por Lorena Torres Peixoto e a direção é de Vinicio de Oliveira Oliveira.

Venha torcer pelo reencontro de Florindo e Beatriz, pelo amor de Silvio e Clarisse, e pelas trapalhadas de Arlequim e Esmaraldina.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Oficinas do Vila-Ponto de Cultura enchem o teatro de caras novas


Dizer que as oficinas deram início, nesta segunda, com um grande sucesso não é exagero de 'pai' coruja. Começamos a todo gás. Além de aulas das oficinas de Iniciação à Técnica Teatral (cenografia,iluminação e sonorização) e Iniciação a Figurino e Maquiagem, os alunos terão atividades-extras neste fim de semana: eles receberam convites para ver os espetáculos Fito pelo Filo da Finestra e Ciranda do Medo, aqui no Vila, e a peça Shopping and Fucking, na Sala do Coro do TCA. A idéia é que cada uma destas montagens sirva como ponto de partida para a análise durante as aulas, além de estimular que o aluno produza uma reflexão escrita sobre o espetáculo visto.


Lembramos que as aulas de Assessoria de Imprensa para grupos artísticos começam neste sábado, com uma turma pela manhã, das 9h às12h e outra a tarde, das 14h às 17h. As pessoas podem conferir em que turma estão pelo: http://www.teatrovilavelha.com.br/oficinas/selecao.html. Vale lembrar também que a Oficina de Preparação corporal para a cena começa na segunda-feira, dia 24/09, às 9h.

Um abraço a todos,

Fábio Espírito Santo
Coordenador do Ponto de Cultura

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Essa geladeira, essa geladeira, essa geladeira...

Foto: Nicolas Soares

Livro de memórias. Uma mãe que sustenta gigolôs. Um mordomo tarado. Uma empregada chamada Goliarda e que as vezes se veste de cigana. A ligação inusitada de um amigo. Tudo isso faz parte da vida de L. e explode diante dos seus olhos, quando ela recebe, no dia do seu aniversário, um presente dado por sua mãe, A Geladeira!

Depois disso, são só surpresas! Num espaço de 10 minutos, L. fica perante sua solidão e frustrações e passa a viver com fantasmas que rondam sua cabeça. O refrigerador se torna um tormento para ela(e) que fica com medo de abrir a porta do inesperado presente.

Entre uma cena e outra, para trocar de roupa e retocar a maquiagem, tudo isso acontecendo no palco, L., que não sabe seu nome e que muda do sexo masculino para o feminino e vice-versa, o tempo todo, ainda se vê obrigada(o) a receber sua psicóloga e sua mãe que pretende extorquir dinheiro dela(e) para pagar suas aventuras sexuais.

As angústias e os sentimentos de prazer de L. são traduzidos pelos atores, que deixam passar para o público uma existência vazia e superficial da personagem, sem perder o tom irônico e divertido que já é da vida.

Imagine como seria, se algumas pessoas desse mundo recebessem de aniversário uma geladeira e a partir disso começassem a repensar suas vidas? Ah! Essa geladeira...

A Geladeira fica em cartaz no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha
até o dia 26 de setembro, sempre às terças e quartas, 20 horas.
Ingressos: R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia)


ROL DO VILA


João, Cristina Castro e Dona Val - equipe está catalogando acervo de figurino do Vila


Desde o inicio do mês foi dada a largada de mais um trabalho importante no Vila: a organização do guarda-roupas do teatro, um acervo que já contabiliza um número expressivo de 500 peças, sem contar sapatos, acessórios e outros adereços. São coisas que vêm sendo guardadas desde a reforma do teatro em 1998.

Dentro do enorme guarda-roupas do Vila são encontrados figurinos feitos para espetáculos de dança e teatro, fantasias, sapatos, adereços, e mesmo roupas do dia-a-dia que normalmente são reaproveitadas em outras montagens, trabalhos de escolas ou pequenas filmagens.

Quem encabeça este trabalho árduo de organização e catalogação de todo esse material é Cristina Castro, diretora da Cia Viladança e uma das coordenadoras de gestão e programação do Vila, formando dupla com a nossa querida Dona Val, responsável pelos camarins e guarda-roupa do Vila, além da preciosa contribuição de João (serviços gerais do Vila).

O primeiro passo já foi dado: a separação e lavagem das roupas principais. Até novembro a equipe quer deixar o grande armário da Sala João Augusto pronto para ser disponibilizado ao público e aos artistas.

Aguardem mais essa novidade do Vila!!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A incrível arte de Defenestrar (-se)

Reflexões contidas no tempo de cada autor, ator, espectador... inquietações, esperanças... saídas e encontros em janelas amanhecidas de luz, adormecidas de aconchego sonolento, moldura recíproca de perspectivas alheias. Janelas.



Nesta semana, chega a Salvador o espetáculo multimídia Fito pelo Filo da Finestra, da companhia Cos'é? O grupo mineiro se apresenta aqui no palco principal do Vila com um espetáculo que vai na janela para buscar inspiração, fazendo referência às tantas "janelas" por onde espia o ser humano. As apresentações acontecem de 13 a 16 de Setembro, sempre às 20h.

Com forte tônica na troca de experiências, a atriz-bailarina Daniela Guimarães, diretora da companhia mineira, traz na bagagem um Workshop de Criação, surgido através da afinidade de trabalho com a Diretora Cristina Castro, da Cia Viladança, residente do Teatro Vila Velha. O workshop será oferecido de 10 a 12 de Setembro, à Cia Viladança e convidados, com a proposta de experienciação cênica através de treinamento corporal, com técnicas de respiração, nova-dança e contato-improvisação, jogos e exercícios de improvisação e criação. O resultado destas experiências conduzidas com a participação dos integrantes do espetáculo - o músico Fábio Luna, a atriz-bailarina assistente Elizabeth Scaldaferri, além da própria Daniela -será um trabalho seguindoos moldes do processo de treinamento desenvolvido para o espetáculo Fito pelo Filo da Finestra (Olho pela fresta da janela).

A performance de Encerramento do Workshop , aberta ao público, acontecerá no dia 12 de Setembro às 18h, na Sala João Augusto, no Teatro Vila Velha.

Só vindo e conferindo ao sabor do desejo.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Parabéns!!!

Não, não! Não é aniversário do Vila! É que a Fundação Nacional de Arte -FUNARTE- acaba de divulgar a relação de projetos que foram aprovados pelo prêmio Myriam Muniz, dentre eles o Vilerê – O mês da Criança no Vila, que acontece logo mais, em outubro, e O pique dos índios ou a espingarda de caramuru, a próxima montagem d’A Outra Companhia de Teatro, um de nossos residentes.

O Vilerê consiste em dedicar o mês inteiro da programação do Vila à garotada, com apresentação de espetáculos e outras atividades. Este ano, serão encenadas: Áfricas (Bando de Teatro Olodum), Ciranda do Medo (Cia. Novos Novos), Rerembelde (Cia. Teatro dos Novos) e Da ponta da língua à Ponta do Pé (Cia. Viladança). Além de assistir às peças, as crianças poderão participar de oficinas, conferir a exposição de brinquedos elétricos e a exibição de animações. Também integrando a programação do Vilerê, teremos uma palestra sobre a cultura e a história africana e afro-brasileira na literatura infanto-juvenil.

O pique dos índios ou a espingarda de Caramuru, d´A Outra Companhia de Teatro, é uma montagem que homenageia Haydil Linhares, Harildo Déda e Nelcy Queiroz, artistas que trabalharam no teatro baiano nas décadas de 60, 70 e 90, através de um resgate histórico. O projeto envolve a montagem do texto da atriz e dramaturga Haydil Linhares e a realização de um seminário com a finalidade de reconstruir a história do teatro na Bahia nestes períodos, que em seguida resultará na publicação de um livro a partir dessas discussões.

O Vila está em festa! Parabéns a todos que elaboraram estes projetos vencedores e aos que continuam na batalha.

Clique aqui e confira o resultado dos editais.

TROCA TROCA vai chegando ao fim!

Aconteceu entre os dias 13 e 19 de agosto a quarta etapa do projeto Troca– Troca no Nordeste com A Outra Companhia de Teatro, projeto de intercâmbio artístico que vem acontecendo desde maio graças ao patrocínio do Programa BNB de Cultura.

Nesta etapa os convidados: Fernando Yamamoto da Cia. Clowns de Shakespeare (RN) e Fernando Arthur da Cia. Penedense de Teatro, junto com João Lima e Karina de Farias representando a Coop. Baiana de Teatro, além d'A Outra Companhia de Teatro discutiram o tema Equilibrando os pratos: criar, produzir e difundir em grupo. Na discussão os participantes da mesa bateram um papo sobre o panorama artístico da região nordeste, as estratégias de produção e atalhos de difusão do teatro de grupo.




Dando prosseguimento, A Outra Cia. e os convidados participaram de uma oficina com o ator, diretor e professor da Escola de Teatro da UFBA, Harildo Déda, que trabalhou leitura, interpretação e intenção do texto tendo como base Shakespeare.



E finalizando a fase os convidados Fernando Yamamoto e Fernando Arthur ministraram as oficinas A construção do estado de jogo como base para a criação cênica e Exercícios práticos de aquecimento para o ator.

Na próxima segunda-feira se inicia a quinta etapa e última etapa do Troca-Troca, entre os convidados, Mestre Zeca Afonso, do Samba Chula de Pitangueira de São Francisco do Conde (BA), Fabian de Queiroz e Rejânia Brito ambos da Cia. de Danças Populares de Tuparetama (PE) e como convidado local a Companhia Rapsódia de Teatro. A mesa-redonda será sobre Teatro, tradição e identidade. A programação será concluída com mais workshops gratuitos, que acontecem no final de semana. As inscrições já estão abertas pelo e-mail: aoutra@teatrovilavelha.com.br

Fiquem atentos! Começa na segunda-feira, dia 10 de setembro, logo após o feriadão!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

ATENÇÃO GRUPOS DE TEATRO DA BAHIA:

O grupo Galpão (MG) edita anualmente uma revista chamada Subtexto. Fui convidado a escrever um pequeno texto sobre o teatro de grupo local e para tanto, preciso também de informações acerca dos grupos em atividade na Bahia, para integrar um levantamento nacional, que o próprio Galpão está tentando fazer neste próximo número. Conto com a colaboração de vocês me enviando (gordoneto@gmail.com) um breve histórico dos grupos bem como a formação dos mesmos (principais artistas envolvidos) e quaisquer outras informações que acharem convenientes – como diferentes propostas de atuação dos grupos, a idade e número de integrantes, os trabalhos realizados para além dos espetáculos. A idéia é também abrir possibilidades de intercâmbio entre os grupos, fornecendo contatos telefônicos, endereços, sites e e-mails. Tenho, infelizmente, um prazo curto para tanto, por isso peço que me enviem até, no máximo, dia 10 de setembro.

Gordo Neto
Grupo VILAVOX
Residente do Vila

Passamos!


Foi com muita alegria que o grupo Vilavox recebeu a notícia de que vamos participar do Festival Nacional de Teatro da Bahia, da Cooperativa Baiana de Teatro. Nosso Canteiros de Rosa, depois de viajar por seis cidades do nordeste no primeiro semestre, volta aos palcos baianos em novembro, durante o festival!

Indicada no ano passado para as categorias de "Melhor Direção" (Jacyan Castilho) e "Especial" (Jarbas Bittencourt, pela concepção musical), no Prêmio Braskem de Teatro, a peça homenageia o escritor Guimarães Rosa inspirando-se em três contos do seu livro Primeiras Estórias: "Sorôco, Sua Mãe e Sua Filha", "Darandina" e "A Menina de Lá".

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Inscrições Prorrogadas



Atendendo a pedidos, a Braskem prorrogou as inscrições para o Prêmio Cultura e Arte. Mais informações: (71) 8741-9963 / (71) 8741-9973 / (71) 3321-0122.