quinta-feira, 27 de julho de 2006

Novos Novos desembarcam em Salvador

A Companhia anda bombando fora do Brasil. Essa foi a terceira vez que eles saíram do país neste ano. Em fevereiro eles passaram 3 semanas na Argentina, em abril foram para Leicester, na Inglaterra e agora chegaram de Manchester. Tudo parte do projeto PHACAMA para estabelecer uma ponte entre América do Sul, Inglaterra e África. Depois de Participar do Contacting the World Festival of Theatre, conhecendo e interagindo com grupos de teatro juvenil de diversas nacionalidades, eles aterrissaram em Salvador na última terça-feira, cheios de histórias para contar!

Depois de uma viagem tranqüila até Londres, descobriram que o cenário não poderia ser levado direto para Manchester e tiveram que correr atrás. Foram os últimos a embarcar no avião com direito a correria no aeroporto de sapato na mão. Para a diretora do grupo, Débora Landim, esse imprevisto foi bastante positivo. "Isso sinalizou que teríamos que estar com postura de grupo e foi o que aconteceu." Cada membro do grupo ficava responsável pela comunicação, cenário, produção interna, compras e documentação.

Mais de 200 jovens de diferentes nacionalidades. Acha que a comunicação foi difícil? Não. Eles romperam barreiras, propuzeram debates e foram até na Universidade de Manchester. Todos estavam interessados em conhecer a estrutura da Companhia Novos Novos. E o espetáculo Diferentes Iguais? Um sucesso! "Paravam a gente na rua para dizer que o show foi maravilhoso", lembra Débora. Ela acredita que o retorno positivo foi graças às coreografias, música ao vivo, o uso constante de imagens e a blablação (línguas inventadas com diversos sotaques). "Foi um aprendizado ímpar para eles", ressaltou.

Para quem ficou com vontade de assistir Diferentes iguais, a peça estréia no Brasil, aqui no Teatro Vila Velha, dia 19 de agosto, às 18h e segue temporada aos sábados e domingos, até 17 de setembro.

Foto: Márcio Lima

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Câmara Setorial de Teatro
- Representação Bahia -
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Reunião neste sábado
29/07/2006
às 10h da manhã, no Teatro Vila Velha
para debater a seguinte temática:

O que cabe à Câmara Setorial de Teatro no processo de implantação do Sistema Nacional de Cultura - histórico, atualidade e perspectivas.

A Morte no Khol dos Olhos das Meninas

Os olhos do deserto já não refletem a noite no khol dos olhos das meninas, nem desaguam líquidos no oásis das beduínas. O deserto enviuvou, secou como a vagina da Medusa a menstruar sangue dos soldados, Cristos dependurados, corpos açoitados .

Os olhos do deserto foram furados pela lança do cowboy de Édipo, pelo falo de um deus camelô, cheirado e embriagado, a vender armamentos de guerra e ações de petróleo pela TV . Vai levar, freguês? APROVEITA QUE É HOJE SÓ! Mísseis a preço de ocasião. Compra um e leva de brinde um canhão!

Os olhos do deserto se esconderam aterrados em buracos. Olhos à procura da Mãe . Querem voltar pra casa. Querem o khol, o carmim e a vulva. Querem a brisa morna das noites dos jardins da Babilônia, o calor dos seios da amada Ishtar. Exaustos, acuados, torturados, órfãos de Nabucodonosor, os olhos não querem mais o sangue viscoso do negror das florestas petrificadas em óleo.

Os olhos do deserto não querem fumaça a cegar os olhos das mesquitas, nem morte a gelar a carne das suas meninas. Querem olhar outra vez o sêmen do pênis do Eufrates a engravidar as tamareiras. Querem as fitas, os rodopios, os véus e as verduras e frutas das mulheres do mercado. Querem de volta o cio e a ternura do sândalo e das especiarias. Querem recontar estrelas e reinventar uma nova matemática.

Os olhos do deserto não querem mirar a imagem dos seus filhos mutilados em fotografias. Ao deserto basta somente mirar a Lua e parir caminhos nas estrelas...

Marcia Frazão
PROTESTO CONTRA A BARBÁRIE

Quem é mais assassino: aquele que amarra explosivos ao corpo e vai para os ares junto com eles, ou aquele que de um avião, de um tanque ou de um navio, lança uma bomba teleguiada a centenas de quilômetros de distância?

Assistimos impotentes a um ataque insano perpetrado pelos israelenses, com o aval e apoio tecnológico dos norte-americanos, aos territórios palestinos na Faixa de Gaza e no Líbano. Usando como pretexto o sequestro de um soldado destruíram o abastecimento de água e luz de mais de um milhão de pessoas, assassinaram centenas de cidadãos, puseram abaixo centenas de edificações e lançaram bombas em dezenas de alvos civis. Os milhares de refugiados, feridos e mutilados nos bombardeios não passam de pequenos efeitos colaterais, comuns neste tipo de operação, segundo declarações oficiais dos verdugos. Isso tudo por enquanto, pois parece que a sede de vingança e de aniquilação não vai parar por aí.

Por uma dessas tragédias irônicas da história humana o holocausto acompanha de perto o povo judeu: numa época foi vítima, agora transforma-se num carrasco implacável. Freud certa vez escreveu que o torturado quando assume o papel inverso torna-se ainda mais frio e cruel. Um triste e lamentável espetáculo mostrado todos os dias pelas TVs e jornais de todo o mundo: pessoas indefesas tentando se proteger de armamentos sofisticados e bombas inteligentes; feridos empilhados em hospitais improvisados e crianças com o horror estampado no rosto.

O descaso pela vida do muçulmano propagado e inculcado pela mídia norte-americana nos corações e mentes ocidentais, significa um retrocesso no processo civilizatório e um golpe fatal na aproximação necessária entre culturas distintas num mundo que tende cada vez mais a se globalizar e a interagir.

Não se trata portanto de sermos a favor ou contra o judeu, a favor ou contra o muçulmano, a favor ou contra o norte-americano.... Trata-se de sermos a favor da vida, do respeito mútuo e da dignidade humana.

O momento atual exige cada vez mais de todos os indivíduos sensatos e íntegros posições mais firmes contra a ganância desmedida e o extermínio de povos e culturas...antes que seja tarde demais...


ERLON JOSÉ PASCHOAL

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Canteiros de Rosa
PRÉ-ESTRÉIA GRÁTIS PARA TODO MUNDO


Gordo Neto, Monize Moura, Paula Lice e Roberto Brito estão em Canteiros de Rosa


Nesta quinta-feira (27/07), o nosso residente cênico-musical, o Vilavox, convida todo o público para assistir à pré-estréia de Canteiros de Rosa (esse aí da foto bonita de Márcio Lima) com entrada franca. Em seu quarto espetáculo, o grupo foi buscar na obra de Guimarães Rosa a inspiração para uma montagem que valoriza o ritmo e a sonoridade dos textos para recriar imagens do universo árido e lírico do autor.

Na peça, três histórias mostram personagens no limiar entre loucura, fantasia e realidade, com falas que sugerem movimentos de coro, silêncios ou murmúrios, tendo também versos de métrica semelhante ao cordel. Aliada à palavra, a música vocal e instrumental conduz o movimento expressivo dos personagens, que atuam no "canteiro de obras" montado pelos andaimes que compõe o cenário idealizado pela Miniusina de Criação. E esses andaimes, diante da imaginação da platéia viram casa, árvore, trem, onde os atores - que também podem ser bichos - sobem e descem vertiginosamente. A luz do espetáculo fica por conta de Fábio Espírito Santo, criador de climas e imagens em diversos espetáculos do Vila.

A apresentação gratuita é parte de uma iniciativa de formação de platéia, que prevê mais três apresentações gratuitas para comunidades de baixa renda, viabilizada graças ao patrocínio da FUNARTE através do prêmio Myriam Muniz de Teatro. Se não der para vir na pré-estréia e para quem vai querer assistir de novo, Canteiros de Rosa segue temporada de 28 de julho a 27 de agosto.

Fique por dentro e anote
Texto: Gordo Neto - livremente inspirado na obra de Guimarães Rosa
Direção: Jacyan Castilho
Música: Jarbas Bittencourt
Elenco: Vilavox
Dia: 27/07/2006
Horário: 18h
Onde: Palco principal do Teatro Vila Velha
Entrada franca

quinta-feira, 20 de julho de 2006

De manhã, 300 crianças com olhos brilhando, concentradas na peça. De tarde, 500 eufóricas ao ver a bailarina aparecer no palco. Esse foi o balanço da passagem da Companhia Viladança pela cidade de Juazeiro, na primeira parte do projeto Rodando a Bahia.

As crianças e professoras acolheram o grupo com muito carinho. Todos se disponibilizaram a dar um depoimento para a câmera e conseguimos uma entrevista até com a Secretária de Educação. A coordenadora do Centro de Cultura João Gilberto, local das apresentações e oficinas, ficou tão encantada que chegou a dizer que "gostaria de ser a Professora Lúcia" (personagem da peça Da Ponta da Língua à Ponta do Pé que tem uma maneira super especial de ensinar a história da dança). Mas isso não foi tudo que Dona Esmelinda falou que nos deixou emocionados. Ela também escreveu uma carta com seu depoimento sobre o espetáculo.

Aos atores e dançarinos do espetáculo Da Ponta da Língua à Ponta do Pé

Desde o título (altamente inteligente e sugestivo) já se vislumbra a beleza que há de vir.


Vocês não só falam e dançam com beleza e arte. Vocês escreveram no palco do Centro de Cultura João Gilberto um poema de amor à dança, e, com certeza, encantaram muitas crianças, abrindo a cabeçinha de muitos "Zés" que futuramente poderão até chegar a Leandros!!! (oxalá isso aconteça!)

Um espetáculo que parece ter recebido a orientação do mais competente educador, pois as crianças aprenderam, de forma lúdica e bem agradável, várias informações sobre a arte da dança - uma linguagem que, da ponta da língua à ponta do pé, passa pelo coração, despertando deliciosas emoções.

Moderno, dinâmico, colorido, o espetáculo é lindo, porque vocês são lindos interpretando e dançando.

Com a cumplicidade do branco que sugere a paz, das luzes que se fazem estrelas e do som que embala o corpo em doces e leves movimentos, o espetáculo que roda a Bahia através da Companhia Viladança deve ser motivo de júbilo para todos aqueles que a ele assistem.

O Centro de Cultura João Gilberto escreve, com letras de ouro, a passagem de vocês por aqui.

Obrigada a Andréa [produtora do projeto] e a todos os que, nos bastidores, brilham em cada detalhe do espetáculo no palco.

Um beijo no coração de cada um.

A Cia Viladança agora se despede de Juazeiro, não com pouca saudade, e parte para Sobradinho, onde oferecerá oficinas e realizará apresentações.

quarta-feira, 19 de julho de 2006

O QUE É QUE A OUTRA TEM FEITO

A Outra Companhia de Teatro convida o público a conhecer parte do seu processo de construção de cenas da peça O Contêiner, em uma seqüência de ensaios abertos. A montagem é baseada na história real de três africanos que decidem sair do continente como clandestinos em um navio, em busca de melhores condições de vida na Europa. Descobertos pela tripulação, os homens são presos em um contêiner no convés do navio, passando calor, frio e sem comida durante dias. Após os ensaios, as cenas serão comentadas e discutidas com professores de história e geografia. Os ensaios integram o projeto de manutenção e pesquisa d'A Outra, vencedor do Prêmio Myriam Muniz de Teatro da FUNARTE

Serviço
O que: Ensaios abertos d'O Contêiner
Texto: José Mena Abrantes
Direção: Vinício de Oliveira Oliveira
Música: João Meirelles
Elenco: A Outra Companhia de Teatro
Dia: Terças-feiras
Temporada: 01, 08 e 15/08/2006
Horário: 14h
Onde: Palco principal do Teatro Vila Velha
Ingressos: Entrada franca


NOVOS NOVOS EM MANCHESTER

Olá,

só para avisar que o pessoal da Novos Novos já se comunicou comigo e pediu para que mandasse para o Vila uma mensagem avisando a todos que estão bem.
Apresentaram a peça e, pelo que me disseram, foi ótimo. Agora, vão assistir às outras montagens da programação, dar e participar de workshops, passear e curtir a terra da monarquia e da troca da guarda-pavão.

Beijo a todos.

Edson

diferentes iguais - foto: Márcio Lima.

terça-feira, 18 de julho de 2006

Rainhas africanas desfilarão na Marquês de Sapucaí
Espetáculo Candaces é tema da Salgueiro para o Carnaval 2007


Foto da peça Candaces - a reconstrução do fogo (por Ierê Ferreira)

A passagem do grupo carioca Companhia dos Comuns por Salvador movimentou o Teatro Vila Velha. Além do sucesso do espetáculo Bakulo - Os Bem Lembrados, com três apresentações lotadas, o grupo pôde comemorar com o diretor Marcio Meirelles e com o elenco do Bando de Teatro Olodum a escolha da peça Candaces, como tema do desfile da Escola de Samba Salgueiro para o Carnaval 2007.

Candaces - a reconstrução do fogo é a segunda montagem da companhia negra e remonta ao mito das guerreiras do antigo Egito (500 a.c.), as Candaces, para retratar o universo das mulheres negras brasileiras. Com o mesmo processo de construção dos textos do Bando de Teatro Olodum, o roteiro de Candaces foi construído a partir das experiências pessoais de cada integrante do elenco e também de importantes depoimentos de mulheres negras como Zezé Mota, D. Zica da Mangueira, Elza Soares, D. Ivone Lara, Ruth de Souza, Léa Garcia, Tia Surica, Leci Brandão, Chica Xavier, entre outras.

A escolha do tema para o desfile da Salgueiro foi apresentada por Renato Lage e Márcia Lávia, carnavalescos da Escola vermelha e branca. O elenco da Cia. dos Comuns entregou a eles um material de pesquisa com vídeo da peça, textos e imagens a respeito das rainhas negras africanas como Nerfetiti, Mequeda, N´zinga, entre outras. O grupo foi oficialmente convidado para participar do desfile. A peça foi encenada em 2003 e teve quatro indicações ao Prêmio Shell, inclusive melhor direção para Marcio Meirelles e coreografia, para Zebrinha, coreógrafo do Bando de Teatro Olodum.

Saiba mais: http://www.salgueiro.com.br/

segunda-feira, 17 de julho de 2006

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Inscrições abertas!

O XIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, no Ceará, recebe as incrições de espetáculos com duração entre 30 e 90 minutos até este sábado. Grupos teatrais de todo o nordeste vão se encontrar entre os dias 15 e 23 de setembro no Teatro Municipal Rachel de Queiroz para mostrar aos jurados e ao público seus trabalhos.

A premiação está prevista da seguinte forma:
- r$5 mil para o Melhor Espetáculo escolhido pelo júri;
- r$3 mil para o espetáculo escolhido pelo voto popular;
- r$1 mil para as categorias Direção, Ator, Atriz, Atriz/Ator Coadjuvante, Cenário, Caracterização, Iluminação, Sonoplastia e Texto Original.

Acesse o site e não deixe de participar!

quinta-feira, 13 de julho de 2006

PRIMEIRAS IMAGENS

Confira a imagem do mais recente ultrassom realizado por Lorena.

Papai e mamãe estão orgulhosos do bebê!


quarta-feira, 12 de julho de 2006

VEM AÍ...




Dia: 16 de Julho (Domingo)
Horário:22h
Local:Na Off Club (Afonso Celso - Barra)
Atrações: Guilda O Show e DJ Chiquinho
Ingresso: r$ 7,00

Mais uma realização do elenco para promover o espetáculo Guilda, que estréia dia 19 de julho no Vila. Depois de assistir o espetáculo Bakulo - os bem lembrados (20h), vá conferir Guida - A Festa. Não percam!!!

terça-feira, 11 de julho de 2006



O CRIA - Centro de Referência Integral de Adolescentes - convida para a mostra de artes cênicas A Cidade CRIA Cenários de Cidadania Ano II. Seis espetáculos de atitude e muita ousadia.

Confira a programação.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

NOVOS NOVOS GANHA MUNDO



A Companhia Novos Novos toma um avião para Manchester nesta quinta-feira, onde participa de um festival de teatro juvenil com grupos da própria Inglaterra, Nova Zelândia, Escócia, Índia, África do Sul, Filipinas e Ruanda, num encontro promovido pelo Contacting The World. É lá que o grupo faz a estréia seu primeiro espetáculo direcionado para o público adolescente: Diferentes Iguais. Elaborado a partir de um intercâmbio cultural com a companhia teatral inglesa Young Blood, o espetáculo traz os adolescentes do grupo num cenário que faz referência a um picadeiro circense, abordando com leveza temas ligados à intolerância e respeito às diferenças em diversos campos sociais. A peça cumpre curta temporada no exterior e poderá ser conferida pelo público baiano a partir do dia 19 de agosto.
Casa dos Artistas tem nova programação

Bimestralmente o Teatro Popular de Ilhéus lança uma nova programação da Casa dos Artistas, sempre com novos espetáculos e aqueles que o próprio grupo mantém em cartaz. A Programação Julho Agosto será lançada na próxima sexta-feira com o espetáculo O Contador de Histórias Grapiúnas abre a temporada de julho/agosto com direito a um coquetel na Galeria Hans Koella na estréia. A montagem fica em cartaz todas as sextas-feiras de julho e agosto. O espetáculo Pega pa Capá será apresentado todos os sábados de julho.

As novidades ficam por conta das peças Nem louco nem tão pouco, com Ramon Vane, Um Uísque para o Rei Saul, da Troupe Estrasbuns de Vitória da Conquista e a volta em cartaz de Inquisição, montagem da Cia Ilheense de Teatro, agora com um espetáculo totalmente novo e ainda mais divertido. Estarão de volta os espetáculos Cálix Bento do Grupo Improviso Nordestino e Auto Falante com Lucas Oliveira. Tem também exposição na Galeria Hans Koella, com trabalhos dos artistas plásticos C. Makalé e Pedroni, com dezenas de telas e desenhos destes dois artistas que já estiveram juntos em outras exposições, aqui e em Salvador.

Os espetáculos continuam acontecendo sempre às 20 horas, com ingressos de r$10 e r$5 reais. Lembrando que estudante de escola pública não paga, basta retirar o bilhete com 1 dia de antecedência. Então, agora é só conferir! Cultura e muita diversão se encontram na Casa dos Artistas.

sexta-feira, 7 de julho de 2006

COMO FOI?

de como Dulcinéia montou no cavalo e veio sonhar com a gente

Este é o relato de Cristina Amado de Castro, de como veio parar aqui no Vila Velha

A história toda envolve um pouco de sorte. "Eu conheci o Teatro Vila Velha há muito tempo atrás... Antes da reforma". Em que ano, ninguém sabe. Tem um tempinho. "Primeiro como público, depois como artista". Artista, artista mesmo, Cristina já era muito antes de se esbarrar nesse teatro. Dela ser artista e talentosa, não somos os culpados! Não dessa vez! Sucederam-se algumas coincidências, alguns encontros bem sucedidos, e por sorte o Teatro Vila Velha estava no caminho dela. Ou ela estava bem no meio do nosso caminho. Cristina foi a academia de balé até virar bailarina. Cursou Dança na Ufba e um tempo depois acabou no Balé do Teatro Castro Alves. Conheceu América do Sul e do Norte, leste e oeste europeu e até Israel com o BTCA. Mas em algum momento do sobe e desce de avião, talvez na fila de desembarque em algum país da ex União Soviética, Cris percebeu que não queria ser dançarina. Não só. Aì é que tá a sorte. Sorte dela e nossa, que, decidindo então coreografar conheceu a Oficina Nacional de Dança e comandou uns rapazes numa coreografia de nome "Tribo" que foi apresentada uma vez só, um dia só, aqui, no Teatro Vila Velha. "Foi um marco na minha vida criativa, foi um trabalho muito decisivo na minha carreira como criadora". A outra sorte foi quando um tal diretor de teatro, Marcio Meirelles, chamou Cristina para coreografar "A Ópera dos Três Mirréis", do Bando de Teatro Olodum. Chamou, ela topou, e a partir daí, Cristina podia até não saber, mas já era do Vila. Coreografou uma coisa atrás da outra e atirou-se no projeto Baila Vila, um projeto de dança para o Vila Velha. Depois da idéia do projeto, a idéia do grupo de dança contemporânea. O Viladança. Aí se deu a transição, o salto, de lá pra cá. Deixou de ser professora de dança, deixou de coreografar aqui e ali, passou a ter um grupo, um lugar. A dedicação exclusiva ao Viladança e consequentemente ao Vila Velha, deu resultado, e quem está dizendo não somos nós, quando Da Ponta da Língua à Ponta do Pé estreou, foi recorde de público, uma parceria com a prefeitura trouxe 8800 crianças para o espetáculo e até na Unesco tinha gente aplaudindo. Teve gente na Alemanha querendo ver o Viladança, e Cristina e o Viladança foram, fizeram amigos por lá, então Helena Waldmann veio aqui fazer uma parceria para montar Caçadores de Cabeças. A coisa deu tão certo, que até um rapaz em Minas Gerais ficou impressionado com o trabalho de Cris e do Viladança. Daí tirou do bolso uma trilha que ele tinha guardada a muito tempo e pediu para Cris coreografar. Ela coreografou e o espetáculo que surgiu da união é Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore, o mais novo do Viladança, com trilha sonora de Milton Nascimento. Só até esse domingo!

Essa Cris, personagem do Vila.

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Criando laços

O Teatro Vila Velha está sempre buscando novas relações com grupos artísticos nacionais e internacionais. O Vila começa a caminhar em direção a vínculos latino-americanos com a intenção inicial de criar um maior diálogo entre grupos de teatro de diferentes países para saber o que acontece, compartilhar textos montados, promover intercâmbios e ampliar a difusão dos trabalhos artísticos. Por iniciativa do ator chileno Héctor Briones, da Companhia Teatro dos Novos, o Vila começa a se aproximar da La Hormiga Circular - uma cooperativa argentina de trabalho artístico com 15 associados que existe há 19 anos. Eles organizam oficinas e festivais e no momento estão com 10 espetáculos variados em cartaz. Saiba mais sobre estes "hermanos" no site.
ATENÇÃO POVO DO TEATRO!
Reunião da Câmara Setorial de Teatro da Bahia acontece no Vila


Neste sábado (08/07), o teatro baiano é convidado a se reunir no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha para pôr na mesa as suas demandas políticas. A partir das 11h, os representantes da Câmara Setorial de Teatro na Bahia - Hirton Fernandes, Eliene Benício, João Lima e Márcio Meirelles - se encontram para discutir e levantar temas para serem levados a Brasília ainda este mês. "É importante que os artistas participem desta reunião, porque precisamos de subsídios para participar da elaboração de políticas culturais do governo", comenta Marcio Meirelles.

As Câmaras Setoriais de Cultura, criadas pelo Ministério da Cultura, retomam em julho seu calendário anual de reuniões priorizando o processo de elaboração do Plano Nacional de Cultura e de implantação do Conselho Nacional de Políticas Culturais. Além destes dois pontos, temas transversais ? de interesse recíproco da música, do teatro, da dança, do circo, das artes visuais e da área do livro e leitura ? serão tratados de forma especial, por meio de grupos de trabalho com representantes das seis câmaras já instaladas.

As Câmaras de Teatro e Dança reúnem-se dias 19 e 20 de julho em Brasília, onde será também a reunião da Câmara de Artes Visuais, nos dias 25 e 26. Das primeiras reuniões de 2006 deverão participar diretamente o Secretário de Políticas Culturais, Alfredo Manevy (que vai apresentar a metodologia de elaboração do Plano Nacional de Cultura), e o Secretário Nacional de Fomento do MinC, Marco Acco, que irá discutir com as câmaras as mudanças na Lei Federal de Incentivo à Cultura. Além deles, o Presidente da Funarte, Antônio Grassi, acompanhará os primeiros encontros do ano.

Em sua atual estratégia de trabalho, as câmaras irão tratar também a formação de GTTs (Grupos de Temas Transversais) que deverão reunir representantes de todos os segmentos em encontros especiais para debater e formular propostas para questões comuns que necessitam de decisões no âmbito federal. Estes grupos deverão trabalhar sobre as proposições formuladas nos encontros de 2005 com relação a temas como do direito autoral, das mudanças nas legislações trabalhistas e tributária apontadas como necessárias pelos setores das artes brasileiras. E ainda com relação aos temas da formação de novos profissionais e artistas, à educação para as artes, à memória e ao patrimônio cultural.

Outro tema considerado prioritário tanto pelo Ministério como pela Funarte é a articulação destes segmentos em torno de uma ação comum de fortalecimento da chamada economia da cultura, assunto que também merecerá a criação de um grupo de trabalho específico.

Reunião da Câmara Setorial de Teatro - Bahia
Data: 08/07/2006 (sábado)
Horário: 11:00
Onde: Cabaré dos Novos - Teatro Vila Velha
Entrada franca.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

A CULTURA POPULAR NO IMAGINÁRIO AMAZÔNICO
ENCONTRO REGIONAL (ACRE E RONDÔNIA)

O Projeto "A Cultura Popular no Imaginário Amazônico", visa o desenvolvimento de painéis sobre a temática da cultura popular na Amazônia, com oficinas e apresentações, direcionados aos artistas do Acre e de Rondônia. Estímulando ações na área das Culturas Populares que valorizem a diversidade cultural, favoreçam as condições de reprodução, continuidade e florescimento de suas diferentes expressões. Foi aprovado no Edital de Concurso Público nº 02/2005 "fomento às expressões das Cultura Populares", Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura.

Serão convidados os artistas e grupos populares de diversas áreas:

- Contadores de histórias;
- Cantadores populares;
- Violeiros;
- Sanfoneiros;
- Grupos populares teatro;
- Boi bumba;
- Quadrilhas;
- Grupos folclóricos (influência nordestina na Amazônia);
- Associações de preservação do patrimônio cultural;
- Movimento Cultural da Festa do Divino do Guaporé.

A programação do encontro vai de 24 a 30 de Julho, com atividades das 8h às 22h, que acontecerão no Espaço Cultural Vrena (Rua Tobias Barreto, 18, Loteamento Boa Esperança, Bairro Tucumanzal)

Para saber mais:
Chicão Santos - ator
Tel: 69 3043.1419
Celular: 69 9957.5128
oimaginarioro@yahoo.com.br
www.oimaginarioro.cjb.net

terça-feira, 4 de julho de 2006

VILADANÇA VIAJA LOGO DEPOIS DE AROEIRA

Quem disse que vida de artista é moleza? A Companhia Viladança que o diga! Enquanto apresenta o espetáculo Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore, o elenco está ensaiando Da ponta da língua à ponta do pé, que será levado para o interior da Bahia, com o patrocínio da Chesf, através do Faz Cultura. De 17 a 28 de julho o Viladança parte para Juazeiro, Sobradinho, Senhor do Bonfim, Filadélfia e Itiúba.

Eles fazem uma pausa em agosto para participar do Palco Giratório e da Mostra Brasil do Sesc, que selecionou os espetáculos José Ulisses da Silva e Sagração da Vida Toda. A turnê será pelo Brasil, passando pelo Distrito Federal, Pernambuco, Alagoas, Pará, Amapá, Roraima, Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo. A companhia Volta a Salvador no final de setembro.

Acabou? Não. De 25 outubro a 1 de novembro o Viladança viaja para Amargosa, Ubaitaba, Ubatã e Barra da Rocha apresentando Da ponta da língua à ponta do pé. Agora acabou? Ainda não. De 6 a 11 de novembro eles estarão com o espetáculo em Paulo Afonso e Coronel João Sá.

O elenco volta para Salvador e descansa. Ninguém é de ferro, não é? Mas o descanso é curtinho porque em dezembro, Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore está de volta!

Depois...vamos esperar para ver o que aguarda o Viladança no ano de 2007.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Lázaro Ramos no Espelho
O moço pediu para a gente divulgar. Quem pode negar?

No próximo dia 15 (sábado), estréia no Canal Brasil o programa ESPELHO, idealizado, dirigido e apresentado por Lázaro Ramos. Baseado no Cabaré da Raça, peça do Bando de Teatro Olodum, ESPELHO tem um formato aberto e, nesta primeira temporada, irá discutir um assunto diferente ligado à Raça Negra em cada um de seus seis episódios. O programa traz sempre um entrevistado sobre o tema, esquetes com os atores do Bando de Teatro Olodum, opiniões do povo sobre os assuntos abordados e, no fim de cada episódio, o ator Flavio Bauraqui declama uma poesia .

O negro na História, Juventude, Teatro negro no Brasil, O Negro na mídia e Auto-estima serão os temas abordados na primeira temporada de ESPELHO, que terão como entrevistados: Ruth de Souza, Ubiratan Castro, MV Bill, Ilê Aiyê, Bando de Teatro Olodum, Companhia dos Comuns e Muniz Sodré.

"Esta é a realização de um sonho, além de poder me exercitar um pouco mais na direção (logo-logo vou fazer um longa). Trata-se também de uma oportunidade para levar aos telespectadores uma discussão mais aprofundada sobre esses temas, com humor, às vezes com um pouco de dor. Estou dando também uma entortadinha nos formatos televisivos, acho até que às vezes tem coisas que vão parecer erros, mas se você puder ver, tudo tem um porquê... E esse porquê é a reflexão", comenta um animado Lázaro.

O programa realizou ainda um concurso com a revista Raça Brasil. É só conferir nas bancas.

ESPELHO vai ao ar no sábado, às 20h, no Canal Brasil - Globosat (Net e Sky)
(com reprises no domingo, às 13hs e segunda, às 7 da manhã)

Ah! Em passagem por Salvador, Lázaro se reuniu com o coordenador da TVE Bahia, Washington de Souza Filho, para discutir a possibilidade de transmissão do programa pela emissora baiana, o que foi muito bem aceito pelo TVE graças à qualidade do projeto, o entusiasmo e dedicação do ator nesta nova empreitada.
é por essas e o outras que nós do vila acreditamos em teatro de grupo, praticamos e incentivamos. nadamos contra a maré.

Saudades do futebol

Só a pátria calçou as chuteiras nesta copa do mundo.
Os jogadores estavam de "scarpin" salto 15, se achando.
Quando vi a seleção francesa mandar a Espanha embora pra casa com um verdadeiro show de bola orquestrado pelo gênio de Zidane, que aos 34 anos colocou no bolso os ronaldos e outros que tantos considerados melhores do mundo, vaticinei que o Brasil não passaria por eles.
Não deu outra.
Uma seleção amorfa, acéfala, apática, assustada e um técnico afõnico que não foi capaz de emitir um grito sequer de incentivo ao seu time. Eu disse time? Perdão. Nada disso, uma reunião de pretensos talentos individuais que nunca foi um time, mas um aglomerado de gente que não se entende em campo e que ali estava para ganhar os milhões dos contratos publicitários e perder a copa.
Isso na verdade pouco importa para essa gente que joga no exterior.
Pátria, Brasil? O que é isso?
O futebol moderno é globalizado e a Europa é capaz de pagar milhões de euros a um chutador de bola brasileiro, alguns com muito talento quando a questão em jogo é o polpudo salário que recebem dos times-empresas europeus.
Ai sim, têm que mostrar serviço e fazer valer o seu peso em ouro.
Por aqui, ficamos nós, apaixonados pelo futebol, cento e oitenta milhões com nariz de palhaço diante do circo armado na Alemanha.
Ronaldo, o gordo, parece dono do mundo e afronta o presidente da república. Nunca jogou no passado e muito menos hoje. Fizeram dele um "fenômeno", apelido inventado pela mídia.
Ronaldo sempre foi caneleiro e não marcador de gols. Um oportunista.
Um engano, uma jogada de marketing com muita grana por detrás.
Por quê não fizeram uma seleção, um time, equipe, um conjunto com jogadores que trabalham aqui em nossa casa, dando alegria a milhões de torcedores nos campeonatos estaduais e no campeonato nacional?
Certamente teriam feito umas três equipes realmente brasileiras e não estrangeiras.
A propósito, que língua falaram em campo os nossos jogadores?

Ai que saudades de Pelé, Garrincha, Tostão e companhia...
Saudades do futebol brasileiro e sua genialidade, alegria, criatividade, improviso.

Quero esquecer essa seleção e o tal Parreira.
Já esqueci...

Pedro Paulo Cava
julho 2006.