sexta-feira, 30 de junho de 2006

O Vila via satélite

Se você não sabe onde fica o Teatro Vila Velha, seus problemas acabaram! Com ajuda do Google Earth, um simpático programinha criado pela galera do Google, conseguimos esta fantástica foto de satélite que serve para orientar qualquer pessoa que conheça minimanente o centro de Salvador. Clique na imagem abaixo para ver melhor o que estamos dizendo.

Agora não tem mais desculpa. Vá ao Vila, velho!

quinta-feira, 29 de junho de 2006

BANDO. COPA. ALEMANHA. BANDO!

As atenções do Bando de Teatro Olodum estão redobradas para a Copa da Alemanha, pois, além de acompanhar a movimentada transmissão dos jogos da seleção brasileira aqui no Vila, o grupo se prepara para apresentar em terras alemãs o espetáculo Sonho de Uma Noite de Verão, peça de William Shakespeare, que já havia sido montada pelo Bando junto com a Cia. Teatro dos Novos em 1999. O grupo teatral negro mais importante da Bahia está entre as cinco companhias de teatro que integram o Projeto Copa da Cultura, do Ministério da Cultura do Brasil, que levará grupos e artistas brasileiros à Alemanha. O Bando representará a cultura nacional, através de uma montagem negra deste clássico do teatro mundial, investindo em muita dança e música brasileira, incluindo ritmos afros e até o Arrocha. O diretor Marcio Meirelles está tendo todo cuidado com a fidelidade ao texto do dramaturgo inglês e seus bem elaborados versos, ressaltados pela tradução de Bárbara Heliodora, a mais respeitada pesquisadora de Shakespeare do Brasil. A viagem será em novembro e os ensaios diários estão em ritmo intenso. A previsão do grupo é que, antes dos alemães, os baianos possam conferir a montagem no palco do Vila, em outubro.

quarta-feira, 28 de junho de 2006



Depois de o Brasil mandar a seleção de Gana de volta para casa no último jogo da Copa do Mundo, o Teatro Vila Velha convida o ganense DJ Sankofa para assistir, torcer e vibrar no confronto das quartas de final Brasil X França no Cabaré dos Novos, dia 1º de julho, a partir das 13h. Desde o primeiro jogo da seleção pentacampeã, o Vila abre as portas para todos os que quiserem curtir o telão de alta resolução e já é um sucesso de público. Para preparar o clima de semifinal, o teatro oferece a Feijoada do Hexa (r$ 5,00) e os embalos do DJ para todos os que resolverem se juntar à nossa animada torcida verde-amarela.

Copa no Vila
Dia: 1º/07 (sábado)
Horário: a partir de 13h (concentração)
Onde: Cabaré dos Novos
Entrada franca
Jardim das Folhas Sagradas

O longa metragem de Pola Ribeiro está sendo produzido aqui na Bahia e tem no candomblé o principal elemento da narrativa. O elenco está sendo preparado por Marcio Meirelles, diretor teatral e membro do colegiado que gerencia o Teatro Vila Velha. Para a nossa alegria, muitos integrantes do Bando de Teatro Olodum como Brás, Valdinéia, Auristela, Clésia e Elaine estarão presentes na telona. Além disso, poderemos conferir a atuação d'A Outra Cia de Teatro que vai fazer o papel de um grupo teatral, dentro do filme. Pois é! O Vila está crescendo mais uma vez e a prova disso é esse salto no mundo da arte de seus atores e grupos residentes. Vamos esperar e ver o produto final dessa parceria. Enquanto isso, acesse o site www.jardimdasfolhassagradas.com ou o blog para saber mais novidades e questões da arte, ecologia, cultura negra e identidade.

terça-feira, 27 de junho de 2006

Aroeira: diálogo entre linguagens "e o que sobra do amor"...

Nós só percebemos, praticamente, o passado,
o presente puro sendo o inapreensível
avanço do passado a roer o futuro...
Matéria e Memória - Henri Bergson

... Os indivíduos estão sendo, gradual mas consistentemente,
despidos da armadura protetora da cidadania e
expropriados de suas capacidades e interesses de cidadãos...
Modernidade líquida - Zygmunt Bauman


A Companhia Viladança, criadora e intérprete de Aroeira: com quantos nós se faz uma árvore, em cartaz no Teatro Vila Velha, constrói uma extensa dramaturgia para representar a memória: essa grande senhora que tanto inibe como potencializa o cotidiano de nossas ações no mundo da vida e que, tecida no tempo - como espécie de tatuagem fixada aos poucos na alma dos seres, ora recria, ora forja e traduz-se na sensação constante das lembranças de toda espécie.

A memória funda um país sem quaisquer fronteiras: não há mundo de dentro - um seu possível lugar instalado - como não há o mundo de fora; também não há tempo, tudo se dilui e se instaura numa permeabilidade inequívoca, escancarada e constante.

Aroeira traz inúmeros desafios. Desafio já presente em sua própria montagem, pois quer, inicialmente, o diálogo entre duas narrativas.

Uma é a narrativa que faz jus a essa mecânica atemporal pois, anterior e musical, criada por Milton Nascimento, veio a tornar-se, como obra de arte, disponível à leitura de Cristina Castro e seus companheiros, 15 anos depois; a outra é uma narrativa corporal a existir, a ser construída, num brevíssimo futuro (que agora já é passado), sobre algumas antigas sementes de idéias: a fotografia, a imagem, a memória... e as consequências disso tudo na vida contemporânea...

Somam-se a esse os desafios narrativos daqueles que contam, juntos, uma mesma história...

As imagens, em vídeo, frivolités, de tão delicadas, invadindo mentes e corações; o cenário e figurinos que se fundem numa mitologia própria e a luz, ao mesmo tempo vibrante, imprevisível e densa de intimidade.

Na cena, o desafio maior... cada um dos intérpretes criadores é um personagem que no seu gestual próprio, vivenciado e revivido, ao longo das várias situações do espetáculo, provoca o espectador a igualmente usar de sua memória, no reconhecimento do outro ser humano que com ele continuamente interage no mundo.

Como traduzir a vida na linguagem do corpo? Aroeira é de uma sutileza...

Seja numa quase mistura de teatro nô e kabuki, num primeiro plano no palco, em que numa linha paralela à platéia os personagens se almejam... seja no ímpeto quase sempre contido dos corpos, Aroeira orienta e desorienta, travestindo-se ininterruptamente em cenas estanques. Numa linearidade difusa e veloz aparecem tantas imagens... os padrões culturais impostos, o lugar da infância, as questões do gênero, a constatável e necessária diversidade, o consumo, a individualização massacrante num cenário ausente de projetos coletivos e... o amor.

Engraçado. Numa língua inventada por Milton, que vez por outra deixa entrever (a palavra é essa, entrever... pois vemos as palavras no gesto dos corpos) - algumas expressões lógicas - existe uma frase plausível: "...e o que sobra do amor"...

À pergunta, há uma resposta que vem. Um mesmo tema musical, tão lírico, em três interpretações diferentes, em três cenas, busca fazer uma costura peculiar no espetáculo.

E aqui, abstraindo mais uma vez, pensando, não na música, mas na essência mesma da condição de toda e qualquer linguagem a serviço da causa criadora, podemos dizer que há um inegável liame de amor em Aroeira. Denso amor no gesto que brinca, que deseja, que sustenta.

Milton que, não à toa, tem nascimento no nome, traz à história contada pelo Viladança ares, ventos de otimismo e de esperança...

Aroeira, árvore nativa da Bahia e Minas Gerais... Aroeira, o mais novo espetáculo da Companhia Viladança, junto com Milton Nascimento, em cartaz no Teatro Vila Velha, é o trânsito entre o que fomos, o que somos e o que vamos sendo sobre a mais leve possibilidade de futuro que, hoje, antevemos.


Sérgio Rivero é doutorando em comunicação pela FACOM/UFBA, professor e editor de publicações das Faculdades Jorge Amado e teve o imenso prazer de contribuir como consultor de dramaturgia em Aroeira. Este artigo foi publicado no caderno Cultural do jornal A Tarde em 24/06/2006.
COMO FOI?

de como e porque mesmo craudionor vai ficar pelado pra todo mundo ver, mês que vem.

Este é o relato de Claudionor Cavalcante Machado Júnior, de como veio parar aqui no Vila Velha

Como foi que esse rapaz fez contato com o Vila? "Não sei se a primeira vez, mas a vez mais marcante foi quando o pessoal do Vila Velha teve lá com Fausto #Zero", espetáculo da Companhia Teatro dos Novos. "Lá", no caso, é Madre de Deus, a terra de Craudionor. O ano era 1999 e Cláudio estava na platéia. Foi assim que o Vila surgiu em sua vida, mas o teatro, mesmo, já estava antes. Na mesma viagem, os artistas do Vila também assistiram a apresentações dos grupos locais. Entre eles, o grupo Filhos da Luz apresentou o espetáculo Quem Matou a Terra?. Assim, Cláudio viu o Vila e o Vila viu Cláudio. Dois anos depois, veio morar em Salvador. Fez as Oficinas Vila Verão de 2001, com Marcio Meirelles, que convidou Craudio pra fazer parte do coro de Fatzer. "Eles já estavam em processo de leitura, e aí eu vim, comecei a ensaiar com eles, a fazer essa leituras". O bicho do Vila mordeu Claudionor. Fatzer foi feito por duas companhias: A Companhia Teatro dos Novos e o Vilavox. Cláudio entrou em qual? "Acho que eu era Vilavox, mesmo. Eu cantava! Acho que era...". Mas depois de Fatzer, sumiu. O Vilavox se formou enquanto grupo, com planos de montagem de novo espetáculo, e Cláudio onde estava? "Por aí. Não me lembro bem porque foi. Dei um tempo. Mantive contato com o pessoal, mas fiquei sem vir." Teve o show de Trilhas do Vila, das canções de Jarbas Bittencourt. "Eu não participei. Daí, do show, veio a gravação do CD Trilhas do Vila. Aì eu já tinha voltado. O CD eu gravei." O magnetismo do Vila tardou, mas não falhou. Claudio voltou a tempo para a montagem de Trilhas do Vila. Pra melhorar, tinha uma menina coreografando uma cena dele, uma tal de Líria Morays. Começou a dançar para este espetáculo e se envolveu com a dançarina e com a dança. A partir daí ficou. Fez Almanaque da Lua e Primeiro de Abril. O multiclaudionor ainda é aluno da escola de teatro da UFBA, faz aulas de dança na Fundação Cultural, ensaia com o Vilavox e pra completar, agora só anda a fazer fom-fem-fim-fom-fum com uma clarineta pelos corredores do teatro. *** Neste momento Gordo entra fulmimante e intertefere na conversa dizendo: "Ele foi a sensação do Ateliê ano passado!" *** Isso sem contar que o figurino de Almanaque da Lua é dele e que nas horas vagas (e tem?) ele se dedica a ser sub-vice-suplente do substituto de secretário da Coordenação de Cultura do Município de Madre de Deus! Atualmente ensaia com o Vilavox para Canteiros de Rosa - uma homenagem a Guimarães, que estréia dia 28 de julho no palco principal do Vila Velha

Esse é Cláudio Machado, personagem do Vila.

segunda-feira, 26 de junho de 2006

AMANHÃ TEM JOGO!

Vimos através deste comunicar que, devido ao sucesso estrondoso e retumbante da temporada de jogos do Brasil na Copa do Mundo da Fifa na Alemanha, nesta terça-feira em que se dá o fenomenal duelo entre as seleções do Brasil e a representação de Gana, reuniremo-nos no Cabaré dos Novos para torcer, vibrar e emocionarmo-nos ao assistir a transmissão do jogo da nossa querida seleção.

Em caráter de estímulo e fanfarra, oferecemos para tanto, a exibição do grandioso confronto em telão de altíssima resolução e qualidade, assim como feijoada da melhor (a feijoada do hexa) a preços módicos e perfeitamente cabíveis. A saber: 5 reais.

O bar estará aberto e a disposição da nossa animada, lépida e fagueira torcida verde e amarela, com quitutes, salgados, cerveja e refrigerante a preços convidativos.

Não tem Robinho, mas tem festa! Compareça!
FALA VILA
Nos descaminhos da mente

A mente tem caminhos que a própria mente desconhece. A insanidade é o tema escolhido para o Fala Vila do dia 29 de junho, no Cabaré dos Novos, às 19h e com entrada franca. O bate-papo é a segunda realização este ano do projeto VilaJorge (parceria pedagógica e cultural entre o Teatro Vila Velha e as Faculdades Jorge Amado) e do grupo Vilavox, que compartilha o processo de construção de Canteiros de Rosa, sua quarta montagem, que estréia em 28 de julho.

Vládia Jucá, psicóloga e professora das Faculdades Jorge Amado e UNIFACS, mestre em Comunicação e Cultura Contemporânea e doutora em Saúde Pública pela UFBA é a convidada para debater, a partir de aspectos sócio-culturais, o fenômeno comumente conhecido como ?loucura?. A proposta da discussão é analisar essa situação de perda da razão que encontra significados diferentes em função do tempo e contexto local, inclusive com interpretações religiosas. "Pretendo fazer uma breve recapitulação histórica, no sentido principalmente de destacar que a loucura se tornou objeto de teorização e intervenção da medicina e da psicologia entre os séculos XVIII e XIX", explica. O bate-papo terá como referência autores da teoria psicanalítica e da antropologia médica como Michel Foucault, Sigmund Freud e Arthur Kleinman.

A mesa redonda faz parte de uma política dos grupos residentes do Teatro Vila Velha de abrir ao público o processo e construção da montagem. O primeiro encontro realizado pela parceria entre Teatro e Faculdade - Conversamentos entre linguagens (08/06) - ajudou elenco e direção a pensarem como se inspirar nos textos de Guimarães Rosa. Dessa vez, a reflexão pousa sobre o papel da loucura, já que suscitará discussões a respeito desse elemento que é essencial nas obras literárias de Guimarães. Canteiros de Rosa foi um dos espetáculos que receberam da FUNARTE o Prêmio Myriam Muniz de Teatro.

segunda-feira, 19 de junho de 2006

QUE SEMANA AGITADA!

Semana passada o Vila estava a todo vapor, com novidades e agitos para funcionários e público. Teve gente rezando, cantando, dançando, comendo, torcendo e estréia com convidados ilustres. Uma loucura só!

Primeiro foi o Santo Antônio do Vila, que começou com um tríduo de rezadeiras dois dias antes da celebração do dia santo. No dia 13, dia também da estréia do Brasil na Copa do mundo, a galera e amigos do Vila curtiram e não foi pouco. A feijoada de Chica Carelli, em comemoração ao prêmio Braskem de Teatro de melhor atriz coadjuvante por O Despertar da Primavera, fez a alegria dos funcionários, que encerraram os trabalhos às 14h e dos penetras, que não podem faltar.


verde-amarelo no Vila: clima de Copa no ar!

Depois foi a hora do jogo: 16h. O Cabaré estava todo verde e amarelo e a galera em clima de hexa. Do nada, surge Leno Sacramento para agitar a torcida com sua corneta de pressão, não deixando ninguém em paz e aliviando o clima de ansiedade. Teve direito até a uma "ôla" organizada por ele. "O jogo não teria sido o mesmo sem Leno", disse Valdinéia Soriano, do Bando. "Leno sozinho é um bloco de carnaval!", completou Isabela Silveira, d'A Outra Companhia de Teatro.

No finalzinho, lá pelas 19h, chegou a hora da festa "profana", com a banda Zé di Tonha e os comes e bebes juninos. Funcionários e amigos do Vila caíram no forró até depois das 21h. Todos curtiram muito e a banda realmente deu um show - com direito à apresentação das "tonhetes", que fizeram mil coreografias à frente do palco, contando com adeptas do Vila.

Nos dias 16, 17 e 18 foi a vez de Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore. Que bonito! Casa cheia e público satisfeito. Sem falar nas presenças ilustres no Vila: Milton Nascimento, que cedeu sua trilha para o espetáculo e Lázaro Ramos, integrante do Bando de Teatro Olodum. A Cia Viladança recebeu também convidados baianos representados pelos jornalistas, TVs que fizeram a cobertura e a parcela de artistas locais de teatro, dança e cinema e música. Estiveram presentes também a cantora Virgínia Rodrigues e o reitor da Universidade Federal da Bahia, Naomar Almeida. Iluminação, trilha, coreografia, elenco e direção estão de parabéns! O coquetel servido após a estréia também agradou quem compareceu à estréia e marcou a celebração de um processo de montagem que envolveu muita gente.


Milton Nascimento com Crisitna Castro e Virgínia Rodrigues na estréia de Aroeira



Toda a equipe que participou da montagem de Aroeira, da Cia Viladança

O Vila agradece a todos que estiveram presentes nos eventos dessa semana e que contribuíram, de uma forma ou de outra, para o sucesso deles. Que o Vila sempre tenha semanas assim!

sexta-feira, 16 de junho de 2006

AROEIRA - COM QUANTOS NÓS SE FAZ UMA ÁRVORE
O mais esperado espetáculo da Cia. Viladança estréia hoje com destaque na programação cultural de Salvador e a presença marcante de Milton Nascimento


Um espetáculo que traz fotografia, memória, sentimentos e desejo. Fotos: Márcio Lima

A montagem, contemplada com o Prêmio Funarte-Petrobras de Fomento à Dança, entra em cartaz após um processo de maturação de idéias que durou três anos, incluindo leituras, exercícios e conversas cheias de cumplicidade artística entre a diretora Cristina Castro e o compositor Milton Nascimento. Igualmente importante dentro desta criação é o trabalho dos intérpretes-criadores da companhia Viladança, que vêm há meses se dedicando a ensaios nos quais construíram, sob o olho firme de Cristina, as peças que compõe este novo trabalho.

Nos últimos dias, os ajustes finais vêm sendo acompanhados de perto por Milton Nascimento, que veio a Salvador para ver de perto o resultado da obra que teve como um dos pontos de partida a sua trilha, criada há 15 anos e guardada com zelo, esperando a parceria certa para ser usada. Milton, que já assistiu aos ensaios de passagem geral do espetáculo, se mostrou satisfeito com o resultado e declarou abertamente em entrevistas à mídia baiana sua admiração pelo trabalho de Cristina.

Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore ganhou visibilidade na mídia, tanto local, quanto nacional, como pode ser visto nos links abaixo:

Dança no Compasso de Milton (Jornal O Tempo - MG)
Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore (Notícias do MINC)
Aroeira - na Bravo Online
Álbum de movimentos (Correio da Bahia)

Os ingressos para a apresentação de estréia, hoje, estão esgotados, mas já estão sendo vendidos para as sessões do restante do final de semana, que também contarão com a presença de Milton Nascimento.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

EM TODO LUGAR

É o título da matéria do jornal mineiro O TEMPO (14/06), que revela os projetos nos quais o Bando de Teatro Olodum está envolvido . A sua bem vivida trajetória de 15 anos já lhe rendeu elogios vindos de vários cantos do mundo. Mais uma vez,a sua importância no cenário cultural é reconhecida. Veja matéria na íntegra aqui.

terça-feira, 13 de junho de 2006

Confirmadíssimo!


Milton Nascimento assiste ao primeiro final de semana de Aroeira
Foto: Remo Brandalise


O cantor e compositor Milton Nascimento estará em Salvador para conferir a estréia de Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore, espetáculo do grupo Viladança que entra em cartaz dia 16 de junho (sexta-feira) . Empolgado com a montagem dirigida por Cristina Castro, que teve como ponto de partida uma trilha sonora para balé criada por ele há 15 anos, o cantor e compositor assistirá não somente à primeira apresentação, mas também as do sábado e domingo. Também estão confirmadas as presenças do ator baiano-global Lázaro Ramos e do compositor Fausto Fawcett (aquele mesmo, adorador de louras, que criou Kathia Flávia, a Godiva do Irajá). Se todos esses famosos estão vindo de longe para conferir esta novidade, o que você está esperando? Apareça na bilheteria e garanta já o seu ingresso!

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Encontros sob o Sol

Quem lida diretamente com arte sabe que, na maioria das vezes, vida pessoal e assuntos subjetivos se misturam muito fácil com o trabalho. Essa é uma das razões pelas quais é fácil para quem circula por aqui pensar no Vila como a própria casa e tê-lo como cenário para momentos importantes na sua história de vida. Nestas salas de ensaio e apresentaçõe, nos bastidores e na cena, muita gente se encontra e se envolve em projetos que são fruto de muita paixão. E isso nem sempre fica restrito somente ao campo da arte...

É por isso que neste Dia dos Namorados gostaríamos de desejar muito mais amor e felicidade aos casais que circulam por aqui, deixando também registrados alguns dos encontros que floresceram com os raios do Sol do Vila nos últimos 8 anos:

Isabela & Fernando
Jeudy & Lara
Gordo & Lauana
Marcio & Cristina
Camila & Chambinho
Cell & Clésia
Líria & Cláudio
Bárbara & Gil Vicente
Espírito & Isabela
João & Raíssa
Valdinéia & Jarbas

sexta-feira, 9 de junho de 2006


Dando prosseguimento ao ciclo de eventos de preparação para a montagem de O Contêiner, A Outra Companhia de Teatro promove uma mesa redonda com os professores Henrique Carballal (História Cantada) e Valdemir Zamparoni (CEAO-UFBA). Neste encontro, eles falarão sobre temas como a influência do tráfico de escravos na formação do Brasil, atuais relações entre nosso país e a África, imigração e diáspora negra, entre outros que fazem parte do cotidiano da África contemporânea, com uma perspectiva que visa compreender e "desfolclorizar" o continente.



No final da década de 80, o poeta negro Landê Onawalê criou um poema que foi um verdadeiro grito contra a opressão racista daquela época. O poema "Reaja à violência racial: beije sua preta em praça pública" virou um slogan para toda uma geração de militantes que lutaram, e continuam lutando, bravamente contra o racismo na cidade de Salvador. Quase duas décadas depois, o Instituto de Mídia Étnica está reativando essa campanha, denunciando o estereotipo de casais negros nos meios de comunicação, criticando a nossa invisibilidade nas propagandas e criando elementos para elevação da auto-estima de homens e mulheres pret@s. O Racismo brasileiro se manifesta das mais variadas formas, seja nos indicadores sociais, como na saúde, educação, moradia, mas, também no campo psicológico e na afetividade, no qual o elemento negro é sempre colocado em segundo plano pelo ideal do branqueamento.

Participe desse "ato-lúdico" e diga, você também, para a sociedade brasileira que um "abraço negro, um sorriso negro ... (e um beijo negro) trazem felicidade".

O Instituto de Mídia Étnica (IME) - é uma organização do movimento negro que reúne comunicadores populares, jornalistas, publicitários (as), cineastas e demais graduandos (as) nos cursos de Comunicação Social e tem como objetivo desenvolver projetos e pesquisas nas áreas de mídia e tecnologia, buscando uma maior apropriação das Tecnologias da Informação Comunicação por parte da comunidade negra.

Participe de nosso "beijaço": dia 12 de junho às 17h30 no Passeio Público.
Contatos: midiaetnica@yahoo.com.br / Tel:. 3322-4294

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Fala Vila: Conversamentos entre linguagens

Do livro para o palco. Do livro para a tela. Literatura, cinema e teatro se encontram, dia 08 de junho, às 19h, no palco do Cabaré dos Novos para um diálogo sobre as diferentes formas de expressar a arte nos diversos meios. A convidada para esse bate-papo é Marinyze Prates, professora de literatura brasileira das Faculdades Jorge Amado, mestre e doutora em Comunicação e Cultura Contemporânea, que estuda o diálogo entre literatura e cinema no Brasil.

O debate trata da "transcriação" de textos literários, processo que vem se constituindo em uma fonte de polêmica e mal-entendidos, devido, segundo Marinyse, à uma "concepção de adaptação atrelada à idéia de fidelidade ao original". Essa utilização de documentos literários nos diferentes territórios expressionais é um fenômeno intensificado na atualidade. Em sintonia com essa questão, o Fala Vila faz uma reflexão sobre a co-autoria que envolve essa prática, em que serão considerados possíveis entrelaçamentos da obra de Guimarães Rosa com o teatro.

O evento é uma extensão do processo de pesquisa do Vilavox, que estréia Canteiros de Rosa, sua quarta montagem, em 28 de julho e uma realização do projeto VilaJorge (parceria pedagógica e cultural entre o Teatro Vila Velha e as Faculdades Jorge Amado). Faz parte também de uma política dos grupos residentes do Vila de abrir ao público o processo e construção da montagem. O Fala Vila ajudará elenco e direção a refletirem sobre o que fazer e como fazer, já que suscitará discussões a respeito desse ajuste de narrativas, pois a peça vai buscar inspiração na obra literária de Guimarães Rosa.

O projeto Fala Vila é uma iniciativa do Teatro Vila Velha, espaço que atualmente é mantido com o patrocínio Chesf, Vivo e Governo do Estado da Bahia (através do Fazcultura) e da Petrobras (através da Lei Rouanet) e sua programação conta com o patrocínio do Governo do Estado da Bahia (através do Fundo de Cultura da Bahia).

Fala Vila - Conversamentos entre linguagens
Palestrante: Marinyze Prates - mestre e doutora em Comunicação e Cultura Contemporânea
Dia: 08/06/2006 - quinta-feira
Horário: 19h
Onde: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha
Entrada franca

segunda-feira, 5 de junho de 2006

SEGUNDA CHANCE

Quem não pôde estar presente na Palestra de Juca Ferreira, secretário executivo do Ministério da Cultura, sobre as mudanças da Lei Rouanet, agora pode ouvir o Fala Vila. O Teatro Vila Velha está disponibilizando o CD com o áudio da palestra , que ocorreu dia 22 de maio, no Palco Principal. O material é gravado na hora e pode ser adquirido por uma taxa simbólica de R$3,00 (três reais). Para quem já esteve lá, ouça de novo e tire suas dúvidas.
Ato De Solidariedade
Participe conosco do ato de solidariedade/protesto pela livre expressão do pensamento e contra a prisão.
Dia 06 de junho (terça-feira), às 15:00 h, na sede do Palácio da Aclamação (entre a Casa da Itália e o Vila)
Estaremos todos lá!

Donos da Justiça, senhores da Verdade?
Por Roberto Albergaria - Professor do Depto. de Antropologia da UFBa

Um juiz federal está processando por injúria o douto polígrafo Totonho Risério, dublê de antropólogo e livre pensador anti-conformista que tanto orgulha nossa cidade letrada. O ilustre magistrado sentiu-se injuriado com as desassombradas palavras de Risério contestando sua altiloqüente argumentação em favor da demolição da Prefeitura-Cristaleira da praça municipal.
Em primeiro lugar, esta queixa-crime me parece abusiva na medida em que desloca uma importante discussão de caráter geral da esfera intelectual e política para a esfera especializada do Direito.

Autoritária criminalização da divergência intelectual... Mais um exemplo deste sufocante processo de juridicização de toda a vida social e cultural que vem caracterizando a contemporaneidade. Tendência que representa um vicioso viés, infelizmente cada vez mais freqüente entre nós. Juridismo que é uma deformação do Estado de Direito, conspirando contra a liberdade de opinião dos cidadãos e contra a própria dinâmica da comunicação.
O fato é que nem todo tipo de discussão - particularmente as que se desenvolvem abertamente através da grande mídia - deve(m) ser reduzida(s) aos seus aspectos jurídicos. Nem todas as nuances das controvérsias podendo ser reconstituídas na monocromática linguagem legal. Complexas e movimentadíssimas disputas intelectuais que se desenrolam em vários níveis - e que podem incidir, inclusive, sobre o questionamento da competência técnica dos querelantes.
Ora, não há nada de mais em se questionar a competência de um juiz nos campos da arquitetura, do urbanismo, da filosofia, da antropologia. Vivemos num mundo de especialistas -- todos nós somos incompetentes fora das nossas áreas profissionais...

No mais, as declarações do desassossegado Risério traduziam apenas objeções técnicas, antagonismo intelectual -- no seu apaixonado estilo habitual, de combativo polemista. Sua argüição nunca poderia ser tomada como uma afronta pessoal, como uma acusação moral (ou, mesmo, como uma ofensa à dignidade do cargo do magistrado).

Desta forma, o fato do juiz super-suscetível ter deslocado a polêmica sobre a Prefeitura-de-Cristal para a esfera do Direito me pareceu uma medida exagerada, descomedida mesmo.

Nociva em termos coletivos, pois entrava a liberdade de debate público dos temas de interesse da população como um todo - discussão esta que poderia ser continuada, com réplicas e tréplicas sucessivas, através dos jornais (que têm por função intermediar a confrontação das razões e paixões da gente ilustrada).

E nebulosa e penosa, também, em termos individuais. Pois pode se configurar como um exemplo de abuso de poder por parte de um magistrado - pois o Antropólogo opinante vai ser julgado pelos pares da própria autoridade criticada. E sabemos como o corporativismo é forte entre nós! A vida do pobre Risério logo estará infernizada, ficando longamente sob ameaça de punição, tendo que contratar advogado etc. Injusta forma de ganhar uma polêmica atazanando a existência do polemista contrário com um carregoso e oneroso processo!

Mais amplamente, o que está em jogo neste caso é a defesa da liberdade dos cidadãos em dissentir da Vontade - e da Verdade (absolutizada?) - dos servidores do Estado. Como, no caso, deste juiz. Será que ele coloca seu pensamento acima de qualquer discussão? Será que as bases arquiteturais, urbanísticas, filosóficas e antropológicas do seu pensamento não podem ser criticadas? Será que sua competência, que sua erudição nesta área é tão sólida assim?
Na realidade, o que nosso exigentíssimo crítico apontou foram os frágeis argumentos do juiz, foi a possível superficialidade das suas referências culturais, especialmente o uso que fez do filósofo G. Vico (de predileção do multissiente ensaísta Totonho).

No mais, assim como os juízes não podem se considerar como os donos da Justiça, tampouco devem se imaginar como senhores da Verdade. Aliás, a Verdade nas sociedades abertas é sempre plural, é sempre objeto de interpretações diversas. Verdades inevitavelmente contestáveis, discutíveis...

Portanto, compreender Risério é defender a liberdade de expressão dos intelectuais, a livre circulação das idéias na mídia e o próprio direito do cidadão em questionar as ações e argumentações dos servidores do Estado. Sejam eles membros do Executivo, do Legislativo ou do Judiciário. Isso é que é democracia real, sem formalismos e filigranas juridicistas. É esse o espírito da polis, entre gregos antigos e novos baianos verdadeiramente democratas.
NOTÍCIAS DALI
Curta Canoa Abre Inscrições

Estão abertas a partir de hoje as inscrições para o II Festival Latino-Americano de Curta-Metragens de Canoa Quebrada.

Podem ser inscritos trabalhos realizados a partir de setembro de 2004 com até 20 minutos de duração, em qualquer bitola.

Em sua primeira edição, em 2005, o Curta Canoa obteve público superior a 10 mil pessoas, as quais participaram de diversas atividades unindo a Arte à reflexão e ao clima gostoso da paradisíaca praia cearense. Debates, oficinas, apresentações culturais e exibições de filmes com a presença de diretores convidados do Brasil e da América Latina deram o tom do Festival.

O Curta Canoa marcou definitivamente seu espaço no calendário dos festivais de cinema nacionais e internacionais estreitando nossas relações artísticas com os ?hermanos? latinos e mostrando o que há de melhor nas produções de curtas-metragens.

O Festival vai acontecer de 05 a 09 de setembro com a realização de várias oficinas, debates, mostras paralelas e mesas-redondas. A Coordenação-geral é de Adriano Lima.


TOME NOTA!
II Curta Canoa
Festival Latino-Americano de Curtas-Metragens

Inscrições gratuitas
De 01 de junho a 15 de julho
Mais informações: www.curtacanoa.com.br
inscricao@curtacanoa.com.br / curtacanoa@curtacanoa.com.br
curtacanoa@fortalnet.com.br / adrianolima@fortalnet.com.br

quinta-feira, 1 de junho de 2006

COMO FOI?

De como Ig veio brincar com a gente

Este é o relato de Inácio Balbino Bezerra de Deus, de como veio parar aqui no Vila Velha

"Eu cheguei no teatro através do projeto Tomaladacá". Primeiro veio ver. Viu. "O espetáculo era do grupo Enigma, não lembro agora qual foi a peça". Depois veio participar. "Achei a proposta interessante e resolvi trazer meu grupo, o Trilharte, do Instituto Ara Ketu. Foi muito bom, porque a gente entendeu qual era a proposta do projeto, e aí a gente resolveu investir mesmo". Conta que vestiram a camisa, arrumaram depósito, se apresentaram, assistiram outros espetáculos, tudo como manda o figurino. Foi então que veio coordenar. "Gustavo e Karina estavam indo a Portugal, então me chamaram para coordenar, junto com Iara e Vinício". A princípio foi assim. Já tava dentro, mas não ficou quieto. Acabou sendo contra-regra de Fausto, depois chefe de palco de Supernova, foi da equipe de produção dos Novos Novos, do Vilavox, da mostra do projeto Teatro de Cabo a Rabo, integrou elencos... Ele não tem uma sala certa para ele, nem celular, mas está sempre por aqui pelo Vila. Recentemente integrou o elenco de Debaixo D'água em Cima D'areia d'A Outra Companhia de Teatro. "Se me perguntarem, eu digo que eu sou d'A Outra!". Além de ator, produtor, coordenador, e alguns et ceteras, Ig abriga desalojados do teatro. Foi assim quando Franziska Bornkamm veio da Áustria e não tinha piso certo, foi parar na casa de Inácio. Depois veio alemã, inglesa, alagoinhense, vão todos bater lá no serviço de hotelaria "de Deus". "Acho que o Vila Velha é um grande centro promotor de cultura. Um lugar de encontros, de idas e vindas", divaga. Atualmente anda bastante atarefado: integra equipe de produção do Viladança, e ensaia com o Bando como ator convidado, para Sonho de Uma Noite de Verão.

Inácio Deus, personagem do Vila
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