terça-feira, 30 de maio de 2006

Música, reflexão e otimismo tomam conta do palco do Vila


O intérprete, instrumentista e compositor Marcus Welby (foto) realiza, nesta quinta-feira, uma nova apresentação do show NÃO É SÓ UM SONHO. No repertório, canções autorais que estão gravadas em seu CD, lançado ano passado. Com estilo próprio, Welby canta e toca suas composições de ritmos variados, que vão da bossa nova ao pop rock, apresentando letras que remetem a uma reflexão social, compromisso com a natureza humana e incentivo a uma visão otimista da vida.


O público que comparecer ao Vila poderá conferir um exemplo de talento e superação de barreiras sociais. Marcus, que é deficiente visual, apresenta em sua história de vida uma constatação de que não existem limites para quem acredita em seus sonhos. Veja abaixo a letra da faixa-título de seu cd de estréia,
Não é só um sonho.


O sonho não é só um sonho
quando se quer alcançar
todos os nossos desejos
devemos conquistar
a vida só vale pra quem quer vencer
pra quem se dá chance de poder crescer
a gente só precisa acreditar
pois o dom da vida
é nos fazer conquistar
a vida é bela pra quem sabe nela viver e sonhar
as coisas da vida tem sempre a saída pra gente chegar
é tão somente a gente acreditar
o sonho não é só um sonho
quando se quer alcançar
todos os nossos desejos
evemos conquistar
a vida só vale pra quem quer vencer
pra quem se dá chance de poder crescer
a gente só precisa acreditar
pois o dom da vida/ é nos fazer conquistar
vida é bela pra quem sabe nela viver e sonhar
coisas da vida tem sempre a saída pra gente chegar
a vida é bela pra quem sabe nela viver e sonhar
as coisas da vida tem sempre a saída pra gente chegar
é tão somente a gente acreditar
é tão somente a gente acreditar.



Anote:
Show Não é só um sonho
quinta-feira - 1º/06
r$ 14/7
20h

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Você já conhece o?

Overmundo é um site de cultura colaborativo, onde todo mundo tem vez e voz para expor eventos e trabalhos que nem sempre ganham espaço na grande mídia. A graça toda está em trocar informações. Para contribuir, basta se cadastrar e mandar ver nos textos, áudio, foto, vídeo... Quase tudo pode entrar no sistema. É uma forma democrática de dar visibilidade a idéias e realizações de pessoas do Brasil que estão pensando e agindo em prol da arte e da cultura.

No Overmundo, o princípio da troca faz parte de todo o processo de publicação. Para ser disponibilizado no site, qualquer material passa por um período de edição e votação no qual todos os usuários cadastrados podem (e devem) interferir. Assim, para se inserir no sistema, cada um precisa participar ativamente do projeto, num mecanismo que promove um intercâmbio profundo de informações. Quanto mais você se integra, mais tem acesso e produz conhecimento.

Em suma: o Overmundo é um canal importante para divulgação e troca de idéias entre pensadores e produtores da cultura brasileira contemporânea. Há espaço para manifestações de todas as regiões de um país plural como o nosso. É uma maneira bem eficiente para tomar conhecimento da nossa diversidade cultural, tendo como porta-vozes as pessoas que estão diretamente envolvidas com o seu fazer cotidiano. Sem folclore. Sem maquiagem.

Para conhecer e entender melhor o funcionamento do site, acesse e participe: http://www.overmundo.com.br/estaticas/participe.php

Aos poucos, o Vila também está se inserindo neste projeto, que é mantido através de uma parceria entre a PETROBRAS e o Ministério da Cultura através da Lei Rouanet.

sexta-feira, 26 de maio de 2006

VISITAS!

Hoje o Teatro Vila Velha recebeu a visita de alunos do Colégio Militar da Bahia. Uma visita fora do comum.

De repente, não mais que de repente, ouve-se um coro cantando Endless Love na porta do banheiro do foyer. Começam as indagações: "gente, o que é isso?", "quem são essas pessoas?". E o coro se repetia disciplinadamente. "...My, endless loooooooooove!".

Nossa repórter investigativa, Benjamin, prontamente vai a campo investigar o caso. Não demora muito e a verdade vem à tona. "Já sei! Já sei! São alunos do Colégio Militar que estavam a cantarolar no Passeio Público e queriam gravar um áudio. Aí pediram pra gravar aqui dentro, e acharam uma a porta do banheiro o lugar com a acústica ideal!". E Chica liberou? "Chica ficou meio assim, mas liberou, né?".

Tem coisas, que só aqui.
Viladança no site do Ministério da Cultura

Acesse http://www.cultura.gov.br/ e confira uma bela matéria sobre o espetáculo Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore, por Glaucia Ribeiro Lira.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Jardim das Folhas Sagradas no tablado

Na noite da última quarta-feira, o Vila foi palco da primeira leitura do roteiro do filme Jardim das Folhas Sagradas, do cineasta baiano Pola Ribeiro. O diretor Marcio Meirelles será o responsável pela preparação do elenco, que será escalado por Elson Rosário.

O filme vem para desvendar os mistérios do Candomblé para a população não-iniciada, evidenciando a relação entre seus costumes e preceitos e a harmonia com a natureza. O caminho para isso é uma narrativa a respeito de um homem dividido entre as tradições da religião africana e um mundo que coloca a civilização como oposição direta às forças naturais.

A noite de quarta foi devidamente registrada pela equipe de produção, como manda o figurino dos célebres arquivos de bastidores. Em "cena", atores e atrizes do Bando de Teatro Olodum, junto com figuras de diferentes gerações do teatro baiano: Haydil Linhares, Harildo Deda, Nadja Turenko, Luis Pepeu e mais um monte de outros convidados ilustres.

Confira alguns flashes do acontecimento:


Mudanças na Lei Rouanet

Publicado no dia 28 de abril no Diário Oficial da União, através do decreto nº 5.761, as novas mudanças de aprimoramento da Lei Federal de Incentivo a Cultura, conhecida como Lei Rouanet.

Desde sua criação em 1993, a lei Rouanet nunca havia sido reformulada. O atual governo discutiu suas mudanças durante três anos, esta será a primeira mudança de três alterações. Serão realizadas novas instruções e portarias e imagina-se que o próprio texto da lei seja alterado. Após uma ampla discussão com a sociedade as alterações mais profundas serão votadas no congresso.

Vejam quais foram as mudanças realizadas na lei Rouanet divulgadas no site do Ministério da Cultura.

1) O novo Decreto regulamentador da Lei Rouanet adapta os mecanismos da Lei a um conceito mais ampliado de cultura e focaliza as ações de democratização do financiamento cultural e de acesso da população aos bens e produtos culturais:

- antes, apenas projetos eram descritos como atividades as serem apoiadas por meio da Lei. Agora, o decreto inclui programas e ações culturais;

- O Decreto adequa as finalidades do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) a um conceito mais ampliado de financiamento cultural possibilitando a alocação de recursos em projetos que se orientem, por exemplo, ao fortalecimento e articulação das cadeias produtivas e dos arranjos produtivos locais;

- reconhece a arte tecnológica como linguagem a ser beneficiada pelo Pronac e dá destaque aos projetos com foco na valorização dos artistas, técnicos e estudiosos das culturas tradicionais.

2) Para dar mais transparência à gestão do Pronac, sua execução deverá obedecer a um Plano Anual, que deverá estar de acordo com as o Plano Plurianual - PPA e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO e a Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF.

3) Posiciona o Pronac como instrumento/ferramenta do Plano Nacional de Cultura.

4) Institui a Comissão do Fundo Nacional de Cultura (FNC), que, nos moldes da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), analisará as demandas de projetos culturais, dos projetos das Secretarias e instituições vinculadas ao MinC, e será responsável pela elaboração do Plano Anual do FNC.

5) Permite o patrocínio e a doação por meio do FNC com efeitos de publicidade e abatimento no Imposto de Renda. Pessoas físicas e jurídicas podem utilizar o mecanismo:

- tal alteração possibilitará, por exemplo, a aquisição de produtos culturais e ingressos para espetáculos culturais e artísticos a fim de baratear os ingressos e aumentar o acesso da população aos bens e produtos culturais.

6) Alinhado com as políticas públicas, dentro dos objetivos do Pronac, e em articulação com instâncias dos setores culturais, o Ministério identificará as prioridades estruturantes da Cultura, arregimentará patrocinadores e lançará os editais do Mecenato:


- o mecanismo direcionará recursos àqueles proponentes que não têm condições de chegar até o patrocinador e equilibrará a distribuição regional dos recursos e por área, por exemplo.

7) Os Planos Anuais das instituições criadas pelos próprios patrocinadores passam a submeter-se às mesmas regras dos demais proponentes no quesito despesas administrativas. No decreto anterior, estas instituições poderiam utilizar até 100% do valor captado para estas despesas. O novo decreto destina o valor de até 15% do valor total.

8) Democratização do acesso aos bens e produtos culturais. O proponente deverá propor ações de ampliação da acessibilidade do público aos bens ou produtos gerados por seu projeto, tais como:

- proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas (Lei nº 10.741/03);

- proporcionar condições de acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência (Decreto nº 3.298/99);

- tornar preços de comercialização de obras ou ingressos mais acessíveis à população;

- promover distribuição gratuita de obras ou ingressos a beneficiários previamente identificados, que atendam às condições estabelecidas pelo Ministério da Cultura.

9) O patrocinador poderá ter acesso a 15% do produto cultural (antes era 25%).

10) Portaria de aprovação dos projetos culturais deverá conter o resumo do projeto cultural.

11) As contas correntes estarão concentradas em uma instituição financeira oficial credenciada pelo Ministério da Cultura. Com isso, o Minc terá maior controle sobre a movimentação dos recursos aplicados nos projetos culturais e acarretará a facilidade
operacional tanto para o proponente, quanto para o patrocinador.

12) O patrocinador estará obrigado inserir a logomarca da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Ministério da Cultura, quando realizar peças promocionais e campanhas institucionais relativas a programas e projetos culturais custeados com incentivos fiscais.

13) O Ministério da Cultura concederá anualmente o certificado de reconhecimento a investidores, beneficiários e entidades culturais que se destacarem pela contribuição à realização dos objetivos do Pronac.

14) O processo de avaliação e monitoramento de resultados ficou mais claro. O decreto estabeleceu/delineou responsabilidades e procedimentos para cadeias decisórias.

terça-feira, 23 de maio de 2006

c.o.r.r.e.s.p.o.n.d.ê.n.c.i.a.

Fiquei feliz, qdo fui com a minha filha assitir à peça Divorciadas, evangélicas e vegetarianas. Me diverti muito, mas o que mais me chamou atenção foi que vocês abordaram a alienação das pessoas, fato que toda a sociedade precisa urgente refletir de uma maneira lúdica, mas que não devemos rotular nem fazer juízo de valor quando não se segue essa ou aquela denominação religiosa.

Sugiro que vcs continuem indo aos cursinhos pré-vestibular. Aqueles dirigidos pelas comunidades mais carentes precisam ter acesso a certas informações e o teatro é o canal direto. Assisti à peça 1º de abril através da promoção feita por vocês e tive conhecimento real dos fatos que a história não escreveu. Inclusive, os fatos que ouvi serviram para fazer uma pontuação melhor no vestibular.

Sugiro ainda que as equipes externas continuem visitando esses cursinhos e que os mestres sejam os grandes incentivadores para que todas as pessoas tenham acesso ao teatro e que as comunidades carentes também possam ter acesso. Gostaria de receber os informativos pois trabalho tb na comunidade da Boca do Rio e sinto que as pessoas de um modo geral não têm lazer e se sufocam com os problemas diários. Peço que continuem com os pacotes promocionais.

Bjos no Coração de todos os artistas e todo o corpo do teatro vila velha e Jesus e Maria abençoe a todos.

Tenho 54 anos e voltei a estudar e estou no 2º semestre de ADM/Recursos Humanos. Estudando, me sinto a pessoa mais realizada do mundo.

Nanci Andrade.

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Fala Vila
O que e por que mudar a Lei Rouanet?

"A adolescente Lei Rouanet completa 15 anos em 2006 e, como toda boa debutante, vai passar por modificações de base para se adequar à nova realidade", afirma o secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira. Na próxima segunda-feira (22/05), Juca participa de um FALA VILA para fazer uma reflexão sobre a política pública de incentivo fiscal. "Acessibilidade é a palavra-chave dessas mudanças, seja para quem produz quanto para quem consome a obra artística", conclui o secretário. O bate-papo será aberto ao público em geral e acontece no Teatro Vila Velha, a partir das 20:00, com entrada franca.

Anote!
O que: Fala Vila - O que e por que mudar a Lei Rouanet
Palestrante: Juca Ferreira - secretário executivo do MINC
Dia: 22/05/2006 - segunda-feira
Horário: 20h
Onde: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha
Entrada franca

terça-feira, 16 de maio de 2006

Viladança em turnê

O grupo Viladança foi selecionado, entre outras companhias do Brasil de teatro e dança, para participar do Palco Giratório e da Mostra Brasil, dois projetos do Sesc de mobilização e infra-estrutura para circulação de espetáculos. A idéia é encontrar meios de difundir as artes cênicas, formar platéia e proporcionar o intercâmbio entre os artistas. Dessa forma, os artistas se preparam para apresentações, debates, oficinas, palestras e, acima de tudo, troca de experiências e de processos de construção de espetáculos. "É com muito orgulho e toda a energia que o Viladança divulga a arte feita na Bahia", ressalta Cristina Castro, diretora da Companhia.

A primeira parada será em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nos dias 29 a 31 de maio, onde apresentará os espetáculos José Ulisses da Silva (baseado no mito grego de Ulisses adaptado ao cotidiano) e Sagração da Vida Toda (criada a partir da composição de Stravinski, A Sagração da Primavera). Aí, o Viladança volta para Salvador para a tão esperada estréia de Aroeira: com quantos nós se faz uma árvore, no dia 16 de junho.

Depois disso, em agosto, o grupo parte para 2 meses de viagens e apresentações do Palco e da Mostra Brasil, apresentando Ulisses e Sagração. Fazem parte do roteiro do Viladança o Distrito Federal (Brasília e Taguatinga), Pernambuco (Petrolina, Triunfo, Arco Verde, Garanhuns, Caruaru e Recife), Alagoas (Maceió), Pará (Belém), Amapá (Macapá), Roraima (Boa Vista), Santa Catarina (Florianópolis), Ceará (Fortaleza), Rio de Janeiro (capital) e São Paulo (capital). Ufa!!!

O Viladança conta atualmente com o apoio da Secretaria da Cultura e Turismo do Governo da Bahia , através do Fundo Estadual de Cultura.
Fotos: Márcio Lima.
Tá chegando a hora

Daqui a exatamente um mês a Companhia Viladança vai estrear "Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore". O espetáculo, que conta com música inédita de Milton Nascimento (guardada há 15 anos pelo cantor e presenteada à companhia) será acima de tudo uma comunhão de linguagens: dança, vídeo, música, fotografia, literatura.

Com um processo criativo peculiar (os dançarinos tornaram-se peças-chave para o desenvolvimento da coreografia através de improvisações), Aroeira é o resultado de dois anos de pesquisa sobre "o que os olhos guardam".


Foto: Márcio Lima

quinta-feira, 11 de maio de 2006

RODA DE CHORO CONVIDA

A Roda de Choro recebe, no Cabaré dos Novos, sua convidada especial, a baiana Mariene de Castro no dia 16 de maio. Considerada uma cantora-intérprete, em seu repertório privilegia os ritmos nordestinos como ijexá, maracatu, samba, samba-de-roda e embolada. Ela prefere interpretar músicas de grandes compositores baianos como Caetano Veloso, Jota Velloso, Roberto Mendes, Roque Ferreira, Gerônimo e Guilherme Arantes. Não deixe de conferir!
NOVOS NOVOS
bastidores em cena



A Companhia Novos Novos de Teatro abre, de 15 a 19 de maio, inscrições para as Oficinas Básicas de Iluminação Cênica, Teatro, Cenotecnia e Contra-Regragem. São 20 vagas para as oficinas que são gratuitas e serão ministradas no Teatro Vila Velha, durante três meses, com aulas às terças e quintas-feiras, da 8h às 11h. O público alvo é formado por jovens entre 14 e 19 anos de todas as classes sociais, sendo que alunos do sistema público de ensino terão prioridade na seleção. As inscrições acontecem no Teatro Vila Velha (Passeio Público) e informações podem ser conseguidas pelo fone 3336-1384, sempre das 14h às 18h.

A iniciativa faz parte do projeto Vila Novos Novos, que pelo segundo ano tem o patrocínio da Coelba e do Governo do Estado da Bahia, através do Fazcultura. A idéia é dar noções básicas para a formação de futuros profissionais ligados à parte técnica das artes-cênicas, como a iluminação, a cenotecnia e a contra-regragem.

"Na medida em que o teatro ganha força na Bahia, abrem-se espaços para profissões dessa área. Mas é importante que as pessoas que se iniciam nessas atividades conheçam a realização teatral por dentro, reconhecendo a importância de seus diversos componentes. Assim, o iluminador tem que saber a importância do cenário e conhecer os caminhos trilhados para a realização de uma montagem teatral. Isso também vale para o cenotécnico e para o contra-regra. Por isso decidimos incorporar ao nosso projeto essas oficinas, que são uma iniciação, um primeiro passo nesse caminho de qualificação profissional", comenta Débora Landim, diretora da Companhia Novos Novos e coordenadora do projeto.

Os 20 alunos terão aulas de Iluminação Cênica com Fábio Espírito Santo, diretor, iluminador e dramaturgo conhecido na cena local e com vários trabalhos no currículo, sendo que sua peça mais recente, Divorciadas, evangélicas e vegetarianas, está em cartaz no próprio Teatro Vila Velha. A parte de Cenotecnia e Contra-Regragem será ministrada por Nietzsche, profissional ligado ao teatro e ao cinema. Já a oficina de Teatro terá coordenação de Débora Landim e contará com outros professores convidados durante o curso.

Além das aulas teóricas, os alunos terão a oportunidade de colocar em prática seus conhecimentos durante a montagem da nova peça da Companhia Novos Novos de Teatro, Diferentes iguais. Em seu elenco, os atores adolescentes da CNN. A montagem é a quarta peça do grupo e cumprirá temporada no Teatro Vila Velha durante os meses de agosto e setembro. Antes disso, o espetáculo irá estrear em Manchester, Inglaterra, em julho, durante o Contact the World, evento internacional que reunirá 12 companhias de teatro do mundo.

O Contact the World é destinado ao encontro e exposição de trabalhos de companhias de teatro voltadas ao público jovem. A Companhia Novos Novos é o único grupo brasileiro convidado. Além da Novos Novos, lá estarão outras seis companhias inglesas e mais cinco de diversas partes do mundo (África do Sul, Ruanda, Filipinas, Nova Zelândia e Índia).

Através do Contact the World, a CNN já levou representantes para a Inglaterra (duas vezes) e Argentina (uma vez). "A companhia Novos Novos está começando a ter um reconhecimento
internacional de seu trabalho e isso é um grande incentivo para nós. Mas queremos compartilhar esse crescimento com nossa comunidade. Nesse sentido, tivemos todo o apoio de nosso patrocinador, a Coelba, para realizar essas oficinas, gratuitas e voltadas para o público jovem que quer se profissionalizar dentro da arte", comenta Débora Landim para depois lembrar
que o mercado do entretenimento é reconhecido, mundialmente, como um fecundo campo para a criação de novos profissionais. "Na Europa, o mercado do entretenimento já é uma realidade ampla e diversificada e no Brasil estamos começando a vislumbrar a força dessa tendência", conclui Landim.

Companhia Novos Novos




A Companhia Novos Novos de Teatro é um grupo diferenciado. Em seu elenco há apenas crianças e adolescentes, mas em seu entorno, profissionais reconhecidos na cena local contribuem com trabalhos que ganham cada vez mais repercussão. Sua primeira peça foi Imagina só...Aventura do fazer, que ganhou o prêmio Copene de melhor espetáculo infanto-juvenil em 2001. Depois, vieram Mundo Novo Mundo e Alices e Camaleões. Nessa trajetória, a Novos Novos teve textos indicados para premiações, como também atores e
realizadores crianças (coisa inédita nos prêmios Copene e Braskem).

Recentemente, a Companhia Novos Novos lançou um livro com os textos das três peças de seu repertório (assinados por EdsonR) e um disco com as trilhas sonoras dos espetáculos (assinadas por Ray Gouveia, Jarbas Bittencourt, EdsonR e Sérgio Caparelli). O livro e o disco também tiveram o patrocínio da Coelba e do Governo do Estado da Bahia, através do Fazcultura.
GUILDA vem aí.


foto: João Meirelles


A equipe da peça GUILDA está a todo vapor preparando sua estréia. Capitaneada pelo diretor Marcelo Sousa Brito, que também integra o elenco eclético, ao lado de Vanessa Mello, Olga Lamas, Leonardo Luz, Luiz Santana e Xanda Fontes. A primeira ação da equipe que não tem patrocínio até o momento é lançar uma campanha publicitária que será publicada em jornais e sites do país para chamar a atenção do design Fernando Pires para ceder os sapatos a serem utilizados pelos personagens da peça, que estão sendo construídos a partir do conceito do corpo híbrido. O figurino da peça será criado pelo artista Silverino Oju que vai utilizar ataduras e gaze entre outros materiais. O texto é de Bertho Filho, a cenografia de Igor Souza e Marcos Nunez, a iluminação de Rivaldo Rio e a coreografia de Matias Santiago. Toda a equipe está trabalhando exaustivamente para traduzir este corpo híbrido que vem sendo pesquisado pelo diretor que conta ainda com Tatiane Carcanholo na assistência de direção.
Antes da estréia a equipe realizará intervenções por toda a cidade em lugares alternativos como praias, boites, praças, ateliês de estilistas baianos, shoppings e cinemas. Quem quiser colaborar com o espetáculo é só entrar em contato com a equipe através do e-mail marsou56@hotmail.com ? Telefone ? 71-8823-2787

A peça tem estréia prevista para o dia 12 de julho, no Cabaré dos Novos, sempre as quartas e quintas, as 20:00hs, dentro do projeto ?O que cabe neste palco?, do Teatro Vila velha.

Aguardem! Ansiosamente!

sexta-feira, 5 de maio de 2006

COMO FOI?

De como Beto largou a fotografia e veio dançar com a gente

Este é o relato de Danilo Bracchi, de como veio parar aqui no Vila Velha

Um dia disse: "Mãe, vou para a Bahia fazer teatro". Teatro. Veio de Belém para Salvador, e as coisas pareciam que não iam dar muito certo. "Fiz um curso - que eu não vou dizer qual foi - de teatro que foi muito ruim, para mim". Desiludido com o teatro, ouviu os conselhos de uma professora que disse: "Danilo, vá fazer dança que você leva jeito!". Fez uma audição de um curso da Fundação Cultural, passou. Uma das professoras era Cristina Castro. Isso foi em 98. Na primeira aula com Cristina, na hora de se apresentar, todo mundo dizendo o que fazia da vida, o que gostava, porque tava ali, porque não tava, chegou a vez dele "eu sou Danilo bracchi, não sei o quê, não sei o quê, blablabla...", quase não teve aula nesse dia. Ficaram os dois conversando sem parar. Neste ano, surgiu o Viladança. Cristina chamou Danilo, Danilo veio ver o Vila Velha recém reformado, fez audição e não passou. "Mas Cristina me chamou pra trabalhar na produção". Passada a desilusão, prestou vestibular e entrou na Escola de Teatro da UFBA ao mesmo tempo que tomava aulas com o Viladança. Foi produção de 98 (Megabytes, Exposição Sumária, Hai Kai Baião...) até Ulisses em 2002, quando libertou o doido do teatro misturado com o dançarino. Daí passou a integrar todos os elencos: Caçadores de Cabeças, Auto-Retrato aos 40 e Da Ponta da Língua à Ponta do Pé. Agora, produtor e dançarino, volta a dar vazão ao seu lado criativo na montagem do próximo espetáculo do Viladança: Aroeira - com quantos nós se faz uma árvore, que estréia 16 de junho aqui no Vila.

Danilo Bracchi, personagem do Vila.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Cabaré da RRRRaça em São Paulo

O Bando de Teatro Olodum mal chegou de Angola e já vai decolar para São Paulo, onde participa da Mostra Latino-americana de Teatro de Grupos, realizada pela Cooperativa Paulista de Teatro, de 9 a 14 de maio. O grupo abre a Mostra com Cabaré da RRRRaça, na terça-feira, às 21h, em apresentação única no Centro Cultural São Paulo, na sala Adoniran Barbosa. Dos 10 grupos que foram selecionados, apenas 5 são brasileiros. Desde o ano passado o Bando tem se esforçado para produzir seus próprios espetáculos e agora colhe os frutos dessa iniciativa. Para mais informações acesse www.centrocultural.sp.gov.br.

terça-feira, 2 de maio de 2006

Comemoração diversificada
Mulheres de todo o mundo, uni-vos!




Nesta sexta-feira, o Vila completa 8 anos de reformado e, para comemorar, a Cia. Teatro dos Novos volta a cartaz em clima leve e festivo, com a comédia Divorciadas, evangélicas e vegetarianas. Sucesso no verão, a peça entra numa temporada totalmente nova, com mudanças no cenário, no figurino e agora no palco principal do Vila. As atrizes Iara Colina, Mariana Freire e Vivianne Laert, afiadíssimas, contam agora com a participação de Luciana Comin em algumas apresentações. E a história é o seguinte: Glória está mal e encontra com Beatriz, que está pior ainda. O destino as leva até Carmem, que tem um parafuso a menos. O resto... de sexta a domingo às 20h! Assista: Divorciadas, evangélicas e vegetarianas ? de sexta a domingo, às 20h.


América Latina à beira de um ataque de nervos!


Dando uma prévia do que vem por aí nesta nova temporada de Divorciadas..., nesta quinta-feira, o autor da peça, o venezuelano Gustavo Ott, participa de um Fala Vila sobre a cultura e a dramaturgia da América Latina contemporânea. O bate-papo acontece no Cabaré dos Novos, 19h, com entrada franca.


Veja o Vila através das lentes de Márcio Lima


Desde a re-inauguração do teatro, em 1998, o fotógrafo Márcio Lima vem registrando diversas montagens que passam pelos palcos do Vila. Nesta comemoração, o seu olhar marcante também estará presente, com uma exposição com algumas das imagens mais marcantes espetáculos produzidos pelo Vila nos últimos anos. A mostra será aberta nesta sexta-feira e se estende à visitação do público ao longo do mês de maio.
Os caprichos d'A Outra

A Outra Companhia de Teatro é o caçula entre os grupos residentes do Vila. Diferente do que acontece na maioria das famílias, isso não significa que é o mais mimado. Pelo contrário: é um pessoal que rala pesado para mostrar um trabalho de qualidade, merecedor da assinatura do Vila e das atenções do público. Com apenas 3 anos de existência, a companhia vem se organizando de tal forma que revela uma noção muito madura da produção, trabalhando com acabamento cuidadoso, buscando parcerias e patrocínios que viabilizem seus sonhos artísticos.

Dentro dessa lógica, A Outra Companhia de Teatro organizou um belo portifólio, que já vem dando o que falar dentro do teatro. Concebido coletivamente e materializado por Lorena Torres Peixoto, artista plástica e cenógrafa da companhia, o material vem enchendo os olhos dos colegas. Vejam: