terça-feira, 27 de dezembro de 2005

COMENTÁRIOS do POST ANTERIOR

Enviamos o texto abaixo para nossos amigos e espectadores que recebem o Informativo TVV e alguns deles responderam por e-mail mesmo. Para ampliar o espaço de discussões, publicamos seus comentários no post abaixo.

Confira as diversas opiniões nos "ditos" e diga você também!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

Vila dos sonhos, prostituta respeitosa e o que nós temos a dizer

Ao Jornal Correio da Bahia

Agradecemos a reportagem sobre o Teatro Vila Velha, publicada no dia de natal, no caderno Repórter. Muito justo que um teatro com a história que tem, vivida nesses 41 anos de trabalho continuo, fosse lembrado por esse caderno que se preocupa em preservar a memória da Bahia.

Entretanto, gostaríamos de falar sobre a página que tem como título: Prostituta respeitosa. Nós, do Teatro Vila Velha, nos orgulhamos muito de nossa história e de todos os que a construíram. Dentre eles Carlos Petrovich, agora encantado, no colo do universo, a olhar por nós. Petrovich fez muito mais por este teatro (e pelo teatro, cinema e educação baianos) do que permitir espetáculos pornográficos e de sexo explícito no palco do Vila. E, quando o fez, foi com a mesma grandeza de espírito que orientou toda a sua vida.

No momento em que o país se abria, em que a ditadura militar preparava sua transformação na ditadura de mercado que agora vivemos e se encerrava a censura, o cinema nacional era patrocinado pelo governo, através da Embrafilme, para fazer pornochanchadas ao invés de filmes que nos fizessem refletir sobre nossa realidade, sobre as mudanças que estavam ocorrendo. Naquele momento, vários produtores paulistas começaram a explorar o filão da comédia erótica, aberto pelo cinema também no teatro. E, como no cinema, outros foram mais adiante investindo na pornografia, com a diferença de ser ao vivo.

Quando Petrovich assumiu o Vila, herdou um teatro sucateado pelo mesmo governo que investiu no cinema pornográfico. Os mesmos descendentes da ditadura, tinham feito, através da Fundação Cultural do Estado um convênio com a Sociedade dos Novos para gerenciar o Teatro Vila Velha. Isso quase acabou com ele. Deixando-o com graves problemas em sua estrutura física, de encanamento, goteiras no teto e muitos outros além de inúmeras dívidas, porque o dinheiro para sua manutenção não era repassado. Como diz um jornal da época "O desaparelhamento do Teatro Vila Velha passa pela redução do quadro de iluminação de 40 para 10 projetores (sic), pela precariedade de outros equipamentos como trepadeiras (sic), cortinas e rotunda." E outro: "(...) um plano da Fundação Cultural do Estado da Bahia para transformar o Passeio Público num corredor cultural, com eventos acontecendo nas antigas garagens que serviam ao governo e demais edificações existentes. Isso significaria uma grande valorização de toda a área. Existia ainda uma tendência do Governo em desapropriar o teatro (Vila Velha) a baixo custo para anexá-lo ao corredor cultural (...)"

Graças a essa intenção de desapropriação, que se transformou em proposta indecente de compra, recusada pelos artistas do Vila, o teatro sofreu retaliações absurdas da administração do Passeio Público. Isso, vale lembrar, melhorou graças à interferência do secretário Paulo Gaudenzi, mas só acabou mesmo quando houve mudança no cargo de direção do Palácio da Aclamação, recentemente.

Petrovich conviveu com tudo isso. E, por amor ao teatro e não por sexo, como diz a reportagem, deixou que a tendência da época se instalasse também no Vila Velha. Foi julgado, na época, por princípios e valores moralistas, mas o teatro vivia cheio mesmo por pessoas que vinham "só por curiosidade". E assim, muitos senhores distintos aqui vieram, não com ingressos pagos, mas com convites solicitados, "só por curiosidade".

Assim, ao lado de peças para crianças e projetos de educação através da arte por ele desenvolvidos, de shows de rock e de espetáculos como "A Bofetada" - agora famosa, mas iniciando carreira na época - o Teatro Vila Velha abrigou o teatro erótico brasileiro. E daí? Entre 1985 e 1991, seis anos portanto, estiveram em nossos palcos dez comédias eróticas e duas em que havia sexo explícito. E pagamos todas as dívidas do teatro, inclusive com pessoal, consertamos os estragos do prédio e investimos em equipamento para atender minimamente à produção local.

Quando Ângela Andrade, Chica Carelli, Marcio Meirelles, o Bando de Teatro Olodum e muitos outros artistas chegaram ao Vila Velha, dispostos a trabalhar aqui, vieram para um teatro que tinha uma história de luta. E, ao contrário da Prostituta respeitosa de Sartre, nunca vendeu seus valores.

Como dissemos no início, nos orgulhamos de nossa história. E nos orgulhamos muitíssimo de Petrovich - um grande homem, um grande artista. Não à toa ele foi o Dom Quixote do espetáculo de reinauguração. É o que sempre foi. Um homem em busca de sonhos e poesia. Não cabe julgamentos moralistas para um homem assim, cujos valores morais fazem com que tenha sido, entre outras coisas, um educador modelo.

Portanto, respondendo à enquete proposta por esse jornal. Valeu. Valeu muito a pena. "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena". Entretanto propomos outra questão para a enquete: Vale a pena um grupo de artistas, renovado sempre por novos, investir suas vidas para manter um teatro como o Vila Velha, que só em 2005, fez 499 apresentações para 54.420 espectadores; 111 ações de capacitação para 4.970 pessoas em sua maioria de baixa renda, além de vários intercâmbios com instituições internacionais; abriga seis grupos residentes com 108 artistas e apóia grupos iniciantes e amadores do subúrbio e do interior do estado e conta com o patrocínio de empresas como Petrobrás, Chesf e Vivo, além do Fundo Estadual de Cultura, para sua manutenção? Vale a pena investir a vida num projeto como esse?


Equipe do Teatro Vila Velha

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

De Londres para Salvador

Quem está entre nós neste verão é a atriz Tereza Araújo (foto), que nos anos 90 participou ativamente do projeto Novo Vila e hoje mora em Londres. Residindo fora de Salvador há 6 anos, ela chega para matar as saudades da terra e aproveita a passagem para marcar presença nas Oficinas Vila Verão, colaborando com seu parceiro de trabalho, Chico Figueiredo, nas aulas de teatro com o tema Shakespeare, imagem e emoção.

Figura simpaticíssima, Tereza trabalhou com a coordenação do projeto Meia-noite se Improvisa, quando o Vila estava sendo reformado. "Juntava artistas profissionais, amadores e de sucesso. Gostava de fazer aquilo, ver a misturada de gente no palco, porque o Vila é isso!", ela se lembra. Tereza também atuou nas peças Um Tal de D. Quixote, dirigida por Marcio Meirelles, que marcou a re-inauguração do Vila, e Cuida bem de mim, de Luiz Marfuz.

"Eu sempre gostei de teatro comunitário, desse lado social"

Tereza vem espalhando sorrisos pelo teatro, atualizando todos sobre sua carreira e também sabendo notícias das mil coisas que vêm acontecendo por aqui. Nos últimos 5 anos (segundo ela, o primeiro serviu como fase de adaptação na Inglaterra), nossa querida atriz vem trabalhando com teatro "alternativo", à margem do grande centro teatral de Londres. A pequena companhia, formada por ela, Chico e um diretor inglês, vem desenvolvendo montagens multiculturais - Nelson Rodrigues em inglês, por exemplo! - e voltadas para a discussão social de temas como violência doméstica, violência estudantil, questões identitárias de refugiados políticos e de guerra. Ela conta ainda que eles realizam oficinas com essas comunidades e o público inglês, que tem uma avidez muito grande pelo diferente e pela necessidade de desinibição.

Na oficina que Chico e Tereza vão oferecer aqui no Vila, o alvo são atores que já tenham alguma experiência. Eles irão trabalhar com improvisações sobre o texto de Shakespeare, colocando o enfoque no ritmo e no som das palavras. As aulas acontecem nos dias 28 e 29 de janeiro. Saiba+.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Memória da Censura no Cinema Brasileiro

Leonor Souza Pinto, coordenadora do Projeto Memória da Censura no Cinema Brasileiro 1964-1988 manda avisar que o Bloco I do projeto já está no ar - www.memoriacinebr.com.br .

"Compartilho com vocês a emoção de estar finalmente devolvendo a nós, cidadãos brasileiros, o que nos pertence e que nos foi tirado. É pouco, frente a tudo que existe, mas é um começo"

De acordo com ela, são mais de seis mil documentos referentes à censura militar sobre o cinema brasileiro e material de imprensa sobre 175 filmes, de 25 cineastas. Tudo livre e gratuito para consulta, pesquisa, impressão e salvamento. Confira!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Quer se apresentar no Vila?
Saiba como!


O que Cabe Neste Palco 2006

Os artistas interessados em ocupar uma das pautas do projeto O que Cabe Neste Palco em 2006 têm somente até o final de janeiro para inscrever suas propostas. O projeto do Vila, que há cinco anos vem lançando peças inéditas de artistas independentes no circuito teatral, passa por uma reformulação em 2006. Serão selecionados 5 grupos (ao invés de 9, como costumava acontecer), que receberão um suporte ainda maior do Teatro Vila Velha para a realização de seus espetáculos, cujas apresentações acontecerão somente a partir do mês de julho, às quartas e quintas-feiras, às 20:00. A coordenação do projeto, formada por Marcio Meirelles e Chica Carelli, fará a avaliação seletiva no mês de fevereiro.

Encaminhe sua proposta para nós!
Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, s/n ? Passeio Público (próximo ao Hotel da Bahia).

Para saber ainda mais coisas:
71 3336-1384 / www.teatrovilavelha.com.br / exu@teatrovilavelha.com.br

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Hoje foi dia de mutirão no Vila.

Era pra ter sido ontem, foi remarcado, algumas pessoas não ficaram sabendo, outros tinham compromisso na terça de manhã, mas rolou.

Tem o depósito-oficina, o depósito lateral da saída de emergência, o depósito de material cênico, o depósito ali do fundinho, o depósito da primeira galeria, a técnica, onde alguns instrumentos também são depositados, e o depósito do céu. Que eu saiba. É possível que ainda tenha mais salas, e coisas acumuladas na segunda galeria, espalhada pelos corredores, e como chegamos de viagem agora a pouco (Bando e A Outra Companhia) tinha algumas coisas ainda na Sala João Augusto... FOi quase tudo pro palco.

O volume de coisa entulhada pra jogar fora é impressionante. Plástico-lona velho, scanner quebrado, 286, umas maquininhas que sabe-deus-pra-que-servia, pneus, palha e materiais difíceis de descrever. O comandante da operação foi Rivaldo Rio, mandando e desmandando nos seus mais de dez homens!

No fim da festa, feijão com Coca-Cola pra todo mundo. Está tudo arrumadinho. Até que venha o Amostrão e todas as outras coisas bagunçando tudo de novo e ano que vem, passaremos provavelmente pelo mesmo caos...

E o feijão estava ótimo!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

TEATRO DO PEQUENO GESTO lança Folhetim #22

Dedicada ao projeto Convite à POLITIKA!, desenvolvido pelo Teatro do Pequeno Gesto ao longo de 2005, esta edição apresenta artigos e entrevistas que procuram pensar, de modo produtivo, o sentido do teatro na nossa sociedade.

> Em Teatro e identidade coletiva. Teatro e interculturalidade, o ensaísta francês Jean-Jacques Alcandre demonstra, a partir das características da criação e da comunicação teatral, a importância do teatro tanto no processo histórico de formação dos estados nacionais quanto no interior de grupos sociais que põem à prova sua capacidade de convivência e mestiçagem.

> Ensaio sobre a poética na República de Platão, de Pedro Süssekind, ressalta o primado da verdade sobre a criação artística defendido por Platão e a crítica nietzschiana a esse conceito.

> Luiz Camillo Osório propõe, a partir do prisma da crítica, um devir político para a arte e um devir artístico para a política.

> Silvia Soter aborda a relação entre arte e sociedade sob o viés dos projetos artísticos com finalidade social, analisando a experiência da Escola de Dança da Maré.

> Silvana Garcia discute a (im)possibilidade de um teatro político nos dias de hoje.

> Na seção Em foco, o produtor e diretor Antonio Carlos Bernardes faz um balanço do Fórum das Artes-Rio e da situação atual da Cultura no município e no país.

> Christine Junqueira destaca a oportunidade do lançamento da coletânea de críticas publicadas por Yan Michalski entre 1963 e 1982 no Jornal do Brasil.

> Na entrevista, Marcio Meirelles, diretor do Bando de Teatro Olodum e do Teatro Vila Velha, de Salvador, apresenta sua trajetória teatral em consonância com a busca de um teatro que, ao mesmo tempo, reflita sobre as questões estéticas e sobre sua inserção social.

quanto custa e onde encontrar
Folhetim Teatro do Pequeno Gesto custa R$10,00 no Rio e R$12,00 nas demais cidades do Brasil. A lista completa das livrarias onde a revista está à venda pode ser consultada no site www.pequenogesto.com.br

vendas por reembolso postal
e-mail: teatro@pequenogesto.com.br
TEATRO DE CABO A RABO 2005
Ficaram as boas lembranças e promessas para o ano

Terminou ontem à noite a Mostra Teatro de Cabo a Rabo 2005, com apresentações de grupos do interior e da capital. Para os artistas, que se confraternizaram e trocaram experiências ao longo de 5 dias nas dependências do Teatro Vila Velha, o saldo foi positivo, tanto do ponto de vista artístico, quanto político.

A primeira boa notícia foi a variedade das apresentações que passaram pelo palco principal, Cabaré dos Novos e Passeio Público. Estiveram frente a frente dois projetos do Vila: o Cabo a Rabo e o Tomaladacá, que promoveram o encontro dos artistas do interior e de grupos comunitários da capital, cada um com sua forma de expressão característica. Mesmo com a predominância da estética do Cordel, os grupos mostraram grande distinção de linguagens, com espetáculos de dança contemporânea, dança de matriz afro, teatro realista, de bonecos, mamulengos, improvisações e performance.

Também tiveram um excelente resultado as oficinas de máscaras e mamulengos, que contaram com uma grande quantidade de pessoas. Um fato que nos deixou ainda mais felizes foi ter conosco, orientando uma das oficinas, a atriz Celene Guedes, que participou do antológico espetáculo Stopem! Stopem! (1968) e mora em Camaçari, onde trabalha há mais de 30 anos com um grupo de teatro.

Pela manhã, a cada dia, os grupos fizeram reuniões para discutir os espetáculos apresentados no dia anterior e a situação do cenário artístico nos diverso municípios. Nesses encontros, os artistas fizeram um levantamento de suas demandas, o que resultou numa carta, que será encaminhada aos governos municipal, estadual e federal para reivindicar a adoção de políticas favoráveis ao desenvolvimento cultural nas comunidades fora da capital.

No mais, fica um pedaço de saudade e a vontade de começar tudo de novo em 2006!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Cia Novos Novos e os Caminhos da Arte
Texto e fotos: Alexandre Marinho



Novos Novos em cena

Mês passado, foi a maior correria por aqui. Tinha criança espalhada no teatro inteiro. Cabaré, Banheiro, Escada, Camarim, Foyer, Palco Principal. Pensou em algum outro lugar? Acredite: tinha uma criança ali. Assim a Cia. Novos Novos encerrou 2005 deixando saudades com as apresentações para o Projeto Caminhos da Arte, em mais uma parceria com a Secretaria Municipal da Educação e Cultura, que trouxe não-sei-quantas crianças de escolas da rede pública municipal para assistirem a Imagina Só... Aventura do Fazer.

Outros espetáculos da Novos Novos já haviam participado do Projeto em anos anteriores. A surpresa dos alunos ao assistirem as crianças da Companhia representando no Palco encantava. A maioria deles jamais tinha sequer visitado o teatro. Ao serem perguntados com qual personagem havia maior identificação a resposta era única e sem rodeios: Pingo. A personagem que ajuda a família trabalhando na rua e estudando é reflexo da realidade de muitos desses meninos que graças ao Projeto têm oportunidade de enxergar a possibilidade de sonhar e viver com arte. Esse é sem dúvida o principal triunfo do Projeto.

Toda a maratona parece ter sido bastante cansativa, mas ao final resta à Companhia a boa sensação de que algo muito bom foi e ainda pode ser feito.

Agora o grupo se prepara para lançar, em janeiro, o cd com músicas das trilhas sonoras de seus três espetáculos. O álbum é mais um dos resultados do projeto Vila Novos Novos, que este ano contou com o patrocínio da COELBA e movimentou bastante a garotada.

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

O espetáculo virou luta



Unidade De em cena

Ontem à noite, o Teatro Vila Velha sediou o ato de doação e empréstimo de documentos sobre a história política e cultural da militância dos estudantes brasileiros. O evento, promovido em conjunto pela União Nacional dos Estudantes (UNE), Petrobras, União de Estudantes da Bahia (UEB), Fundação Roberto Marinho e os parceiros do Projeto Memória do Movimento Estudantil, contou com a participação de militantes políticos, estudantes, artistas e da imprensa, num importante passo da realização deste projeto. Com depoimentos de ativistas de grande relevância histórica no movimento e apresentações do grupo Unidade De e de artistas como Harildo Déda, Capinan, Carlinhos Cor das Águas, Roze, o ato foi uma combinação singular de poesia, política e recordações.



Militantes de diferentes épocas

Para os militantes Fernando Santana, Oliveiros Guanaes, Valdélio da Silva Santos, Lídice da Mata, Javier Alfaia, José Sérgio Gabrielli, Juremar de Oliveira e Gustavo Petta, convidados para dar depoimentos sobre sua atuação e o panorama das uniões estudantis ao longo da história recente do Brasil, foi o momento de relembrar o que muitos se referiram como "anos dourados da UNE". Para eles, o ingresso na vida política do país, no auge de sua juventude, foi uma atitude condizente com o sonho de um mundo melhor, no qual acreditam até hoje. Por isso, para alguns, seguir a carreira política foi o caminho natural, que continua sendo percorrido. Também marcaram presença no ato políticos, articuladores e antigos militantes de entidades estudantis como Carlos Sarno, Célia Bandeira, Diva Santiago (Movimento Tortura Nunca Mais), Jorge Medahuar e Nelson Pellegrino, entre outros.

Ao final do ato, foram entregues documentos diversos e objetos como uma bandeira, uma camiseta do movimento na década de 80, que serão integrados ao acervo do Projeto Memória do Movimento Estudantil, que tem por objetivo organizar um banco de dados, cujas informações poderão ser disponibilizadas em publicações e meios eletrônicos, além de criar condições para a organização de um Centro de Memória do Movimento Estudantil na futura sede da UNE, no Rio de Janeiro.


Marcio Meirelles recebe a doação da camiseta

As pessoas que têm interesse em emprestar ou doar material que pode contribuir para o acervo e pesquisa, podem obter maiores informações através do site http://www.mme.org.br/ ou pelo telefone (21) 2502-3233. A partir de agora, o Vila também é um canal de arrecadação de documentos. Entre em contato conosco!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

tudo notícia boa
Viladança é um dos vencedores do edital Funarte-Petrobras

Saiu na última quinta-feira (1°/12) a lista dos selecionados do Prêmio Funarte Petrobras de Fomento à Dança e a nossa querida companhia está entre os três ganhadores da categoria de maior valor (R$100 mil). Ao todo, foram escolhidos 22 projetos entre 251 inscritos do Brasil inteiro nas três categorias. O Viladança é o único nome baiano na lista.

Agora é pra valer: em 2006, o Viladança estréia nova montagem, com trilha sonora de Milton Nascimento. A diretora Cristina Castro e os dançarinos estão comemorando a vitória - que é sempre uma boa surpresa - conscientes de que há muito trabalho e responsabilidade pela frente. "Agora vou dar um tempo na correria das produções e me dedicar a essa criação. Milton também está muito animado!", anuncia Cris com um sorriso.

Parabéns, Viladança!

Lua nasceu!

Outra boa novidade foi o nascimento, no último final de semana, de Lua - a aguardada filhinha do diretor Gordo Neto (Vilavox/Cia. Teatro dos Novos) e da coreógrafa Lauana Vilaronga. Novatos no mundo da paternidade/maternidade, os dois estão encasulados curtindo os primeiros momentos da garotinha, que mesmo antes de sair da barriga da mãe, já trouxe muita inspiração para o pai. Na foto ao lado, a primeira imagem da Lua.

Parabéns, queridos!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Seleção para Coro do TCA

O Coro do Teatro Castro Alves é o mais novo projeto artístico do TCA. O Coro contará com 40 vozes: 20 femininas e 20 masculinas. As inscrições têm início no próximo dia 5 de dezembro, indo até 20 de janeiro de 2006. O regente será Ângelo Rafael Fonseca.

Pré-requisitos para inscrição

- Poderão se inscrever cidadãos da Republica Federativa Brasileira e estrangeiros com situação legal em conformidade com o disposto na Resolução Administrativa nº. 06, de 16 de fevereiro de 2004 do Ministério do Trabalho e Emprego.

- Ter no mínimo 02 (dois) anos de experiência em coro (comprovados por programas de concertos ou carta de recomendação do Maestro) ou curso de canto com os respectivos atestados dos professores ou instituições.

- Entregar a ficha de inscrição devidamente preenchida com uma foto 3/4.

Para saber mais:
71 3339-8067/ 3339-8052 / nucleoproducao@tca.ba.gov.br