quinta-feira, 30 de junho de 2005

Teatro dói, mas é gostoso
Acidentes de percurso

Amanhã estréia Debaixo d'água em cima d'areia. Depois de todas as nóias e neuras comuns em qualquer processo criativo, a maior preocupação que aflige A Outra Companhia de Teatro neste momento é a garganta de Vinício. Sim, porque além de dirigir a peça, ele também atua na montagem, interpretando o Exu. Justo agora, o coitado foi atacado por uma dessas viroses da moda e ficou completamente afônico. E seu personagem só entra em cena feito uma boca de trio-elétrico. Pepinos.

Já a pereba na perna de Camilo tá quase boa. Pereba é modo de dizer, porque aquela "beijoca" do praticável certamente vai deixar cicatriz. Aconteceu num final de ensaio. Apenas um escorregão e lá se foi um naco da canela do menino. Ui!

Ah, e também teve um que se estabacou durante as peripécias no andaime...

Todos sobreviveram.

quarta-feira, 29 de junho de 2005

pensando a arte
I Jornada de Teatro da Bahia

Promovida pela Cooperativa Baiana de Teatro, a jornada reunirá artistas, técnicos e produtores, nos dias 30/06 e 1º/07, das 9h às 17h, no Espaço Xisto Bahia. A programação inclui painéis com os seguintes temas: Cooperativismo, Teatro de grupo e Mobilizações coletivas, além de abordar questões sobre a Câmara Setorial de Teatro. O encontro também visa a organização de um cortejo cênico no desfile em comemoração ao 2 de Julho. +info: Karina de Faria (71 9994-6971)

segunda-feira, 27 de junho de 2005

Depois do arrastapé, as estréias

São João já passou, num feriado prolongado e chuvoso de deixar todo mundo dorminhoco debaixo das cobertas. Agora é hora de voltar ao trabalho. O Vila, como é de costume, girando em altíssima, prepara duas estréias inéditas.

ESTRÉIA DO FINAL DE SEMANA:
Debaixo d'água em cima d'areia


A mais nova estripulia d'A Outra Companhia de Teatro, a caçula dos grupos residentes do Vila. Uma peça cheia de números perigosos e arriscados para contar uma história dessas que o povo conta. Numa povoadozinho-pequenininho-assim, o roubo da imagem de Mamãe, dá início a um monte de acontecimentos (MUITO!) estranhos. De olho nesse rebuliço, o mensageiro Exu resolve meter o bedelho para provocar ainda mais confusão e também trazer tudo de volta ao normal. Em cartaz sextas, sábados (21h) e domingos (20h).

ESTRÉIA DO INÍCIO DA SEMANA:
Cão!
Final de relacionamento. Um cão abandonado. Um casal remexe no passado e no presente de uma vida a dois que se deteriorou e aos poucos desgastou cada um deles. Em meio a lembranças insólitas das reuniões de família, dos filhos que não tiveram, de um acordeon, de campanhas contra fome e de cordeiros assados, a peça desnuda as facetas da relação entre homem e mulher. Essa peça tem texto vindo do Chile e integra o 3 & Pronto, por isso aproveite para ver: segundas e terças (20h).

sexta-feira, 17 de junho de 2005

Procura-se garoto de programas!!!

Precisamos de um programador que preencha os seguintes requisitos:

- domínio de programação web (PHP, ASP, etc);
- disponível;
- liberal;
- não-nômade;
- com telefone fixo;
- com telefone celular;
- acesso à internet;
- sem ataques de designer;
- não-fanático (política e ideológica e religiosamente falando);
- cumpridor de prazos;
- capacidade de articular idéias de forma clara;
- bem humorado
- residente no planeta Terra;

MISSÃO:

Executar serviço de dinamização da nossa página de programação. E somente isso.

Candidatos devem entrar em contato:

71 3336-1384
webmaster@teatrovilavelha.com.br
Novos Novos em ação

Continuam rolando as oficinas do projeto Vila Novos Novos. Toda terça e quinta, o Vila se enche de 'erês', que circulam pelos corredores com um burburinho gostoso de vozes agudinhas, provocando um fluxo diferente na rotina do teatro. Aqui eles cantam, dançam, aprendem a cozinhar, dão vazão a seu espírito criativo e juvenil. A primeira mostra desse trabalho pode ser conferida neste domingo, aqui no Vila, às 10 da manhã.



Mas o trabalho dos Novos Novos vai para além da quarta parede: as crianças também estão sendo levadas para excursões educativas, nas quais entram em contato direto com pessoas e ambientes abordados nas oficinas. A primeira saída foi para uma trilha na reserva ecológica situada na sede da COELBA. Lá, eles ouviram uma palestra sobre o meio-ambiente e tiveram a oportunidade de conhecer de perto plantas e animais nativos. Viram mudas de pau-brasil, colméias e até mesmo uma cobra! (que estava devidamente resguardada num terrário)

Outro passeio proposto pela coordenação do projeto levou as crianças ao Abrigo São Gabriel para Idosos de Jesus, no Bomfim. A idéia de colocar meninos e meninas em contato com os anciãos partiu do trabalho de resgate da memória que vem sendo desenvolvido pelo grupo. Débora Landim, diretora da Cia. Novos Novos, contou que a visita foi muito emocionante para todos e foi motivo de grande alegria para os velhinhos e velhinhas. Existe agora a idéia de fazer visitas periódicas ao abrigo, levando doações e atividades lúdicas para oferecer um pouco mais de amparo a estes idosos.

Depois desses passeios e da primeira mostra, o projeto continua com suas aulas de educação artística. A partir de agosto, a Novos Novos volta a cartaz com as 3 peças montadas por eles nesses 5 anos de atividades, incorporando a seu elenco crianças selecionadas ao longo das oficinas.

quarta-feira, 15 de junho de 2005

Das delicias de ser A Outra

Lorena Torres Peixoto e sua cria, a maquete do cenário de Debaixo d'água em cima d'areia,
a próxima montagem de A Outra Companhia de Teatro.
Da Ponta da Língua à Ponta do Pé - final de temporada!
Sábado e Domingo
17:00
r$ 7 (meia)




Aproveite e traga suas bonecas, bichos de pelúcia e amigos imaginários.
Eles são nossos convidados!


terça-feira, 14 de junho de 2005

Que beleza, Santo Antônio!



Começou o burburinho com Liga para mim, não te arrependerás, ainda com o clima de Dia dos Namorados no ar. A peça, engraçadíssima, teve uma platéia muito especial, repleta de atores do Bando, que registraram seu gosto com deliciosas gargalhadas. Excelente resposta às provocativas performances de Cida (na pele da frenética Helena), Ac (que calça é essa, Ac???) e Igor Epifânio (ô minha véia!).


Orações em vozes femininas. Leno incensando.
Na sequência, os fiéis (em sua grande maioria mulheres) se reuniram para louvar o Santo Antônio com rezas, cânticos, velas e altares luminosos. "Meninas" de todas as idades tomaram conta do foyer, numa animada celebração que ecoava pelos corredores do teatro, com direito a fogos e tudo!



Zé de Tonha fez o povo ferver no Cabaré

Mal acabou a reza, a Banda Zé de Tonha já se encontrava no Cabaré, pronta para esquentar a fogueira com seu forró. Num instante, os casais se ocuparam de dançar agarradinho, aproveitando o frio que fazia lá fora e as guloseimas juninas que animavam o paladar aqui dentro: amendoim cozido, licor, bolos típicos, munguzá...


Rivaldo capricha na caligrafia do bilhete

E para dar um empurrãozinho no trabalho do santo casamenteiro, os animados forrozeiros aprontaram uma sessão de "recados do coração". E haja caneta e papel para tanto coração interessado!
:: ACHADOS & PERDIDOS ::

Existe, no Teatro Vila Velha, um lugar chamado Camilolândia, um espaço de 3x3 metros, atrás de um armário, onde trabalha um bom pedaço do Núcleo de Comunicação do Teatro. A Camilolândia também é um lugar cheio de mistério, um receptáculo de todas as coisas que se perdem por aí. Há aqui uma caixa para guarda-chuvas, outra para pés-sem-par de meia. E para canetas Bic, como não podia deixar de ser... Há também uma coroa do figurino de Paparutas e um agdá. De vez em quando aparece alguma sacola cheia de alguma coisa, que não é de ninguém.

A última "aparição" na Camilolândia foi do manual, juntamente com a nota fiscal e a garantia de um telefone celular. Trata-se de um aparelho Nokia 2280, adqurido ano passado, nas Lojas Maia, por um cliente da operadora Vivo.

A quem interessar possa, estamos aqui para devolver.

segunda-feira, 13 de junho de 2005

c.o.r.r.e.s.p.o.n.d.ê.n.c.i.a.

Minha Querida Cristina Castro,

Apreciação do espetáculo "Da ponta da língua à ponta do pé"

Um espetáculo extremanente importante para a dança de maneira geral, pois aproxima o público de uma arte ainda vista como elitista, e o melhor com uma linguagem acessível às crianças e adolescentes. Para os que já fazem dança é esclarecedor e didático sem ser uma mera aula teórica, pelo contrário, é lúdico e possui uma estória de amor que literalmente "seduz" os que ainda não são dançarinos a prestar atenção ao espetáculo e até se interessarem em começar a dançar.

A montagem ainda aborda o preconceito em relação a homem ser dançarino, fazendo isso, ajuda a lembrar de outros preconceitos, que só fazem atrapalhar a engrenagem da vida e no caso da dança, impedir a descoberta de talentos masculinos. Em geral, o sexo masculino só ingressa no estudo acadêmico da dança, já adultos, pois, antes desta idade, ainda são freados pelas famílias.

O conceito estético e estrutura geral do espetáculo, acompanham coerentemente a linha de trabalho do Viladança, o mesmo se tratando de um infantil. O visual "clean" faz com que os adereços que vão entrando em cena se destaquem, sendo positivo, porque são importantes na narrativa e entendimento. Os dois bonecos da rádio, dão um toque de irreverência e humor na quebra do didatismo excessivo que poderia acontecer, diante do tema proposto pelo espetáculo.

As pequenas observações seriam quanto ao uso de microfones de mão, que poderiam ser substituídos por lapela para não quebrar o lúdico e a plasticidade. E a ausência no roteiro de um fator que considero relevante: o caminho de dificuldades e desafios que um dançarino percorre nas aulas, e como estas (as aulas) são essenciais para formação profissional de qualidade. Sabemos que o grande prazer da dança é o desafio do aprimoramento constante e na atualidade sabemos quantos se "aproveitam" de nossa arte, sem ter conhecimento técnico, para rotularem-se dançarinos e até professores.

A verdade é que "Da ponta da língua à ponta dos pés" consegue atingir o objetivo maior da arte: comunicação com o público, oferecendo informação associada a divertimento (A receita perfeita). E o Viladança confirma seu diferencial, fazendo uma arte mais perto do público e principalmente acessível a todas as idades e graus de conhecimento.

Na Cia. de Dança Antonio Valtter Leone, a resposta dos alunos ao espetáculo foi muito positiva. Espontaneamente manifestaram a vontade de assistir novamente e indicarem para outras pessoas. A ligação entre a escola (Cia. de Dança AVL) e o Viladança também vem fortalecendo uma ponte importante entre formação de dançarinos e mercado de trabalho, além de demonstrar união entre a classe que considero bastante egocêntrica quanto a isso.

Parabéns Cristina e ao Viladança. Mais uma vez o sucesso aconteceu!

Antonio Valtter Leone
09 de junho de 2005

sexta-feira, 10 de junho de 2005

Opinião de quem viu
Quem caiu no 1º de abril?

Ao contrário do que diz a tão conhecida brincadeira "1º de abril, passou você não viu", esta data não passou despercebida para muitos brasileiros, bem como os dias que se sucederam até o ano de 1985.Tanto que intitula o musical que teve sua estréia em 2004, 40 após o fatídico Golpe Militar que "pregou uma peça" na população brasileira. Em cartaz no Teatro Vila Velha, que comemorou o seu quadragésimo aniversário também no ano passado, "Primeiro de Abril" é encenado pelos grupos residentes do Vila, o Vilavox e a Cia Teatro dos Novos,tem a direção geral de Gordo Neto, direção musical de Jarbas Bittencourt e o seu texto é fruto de uma criação conjunta dos diretores e atores, baseado em pesquisas na internet, livros, jornais, palestras, dentre outros.

A peça traz uma visão panorâmica que pontua alguns dos principais acontecimentos do que ficou denominado (por irônico que pareça) de Revolução de 64. No que toca a política, retratou-se desde os momentos antecessores ao golpe, como a deposição de Jango do poder até os Atos Institucionais. Em se tratando de manifestações, foi citada a Marcha pela Família Com Deus pela Liberdade",financiada com o dinheiro americano,de caráter moralizante e burguês. Ademais, os momentos que mais impressionaram foram as torturas e o assassinato de um jovem estudante, que simbolizou aqueles "amigos presos, sumidos para nunca mais", como Vladimir Herzog e Carlos Marighella,manchando de vermelho (não o do comunismo) mas de sangue o lamentável período da história do Brasil. O governo ditatorial não foi um "privilégio" só nosso:outros países adotaram-no nas mais diversas e cruéis formas,como a Argentina, o Chile,o Peru e o Uruguai. No campo das artes, sentiu-se falta de um enfoque maior na música brasileira, fortemente ligada à luta pela liberdade de expressão e duramente censurada, entretanto se fizeram presentes alguns áudios daquela época, como músicas, discursos políticos e jingles, estes últimos intercalados aos AIs, dando a idéia de "entorpecimento" das camadas populares.

É mister elogiar a atuação do elenco, que prima por saber fundir teatro, música e dança como poucos, com destaques para algumas vozes individuais.O rock afinou-se perfeitamente com o espírito efervescente e explosivo proposto pelo espetáculo e que lembra a geração jovem da época, inconformada com os rumos que o País estava tomando e a presença da banda no palco é mais um elemento de destaque, o que aliás, já é marca registrada das produções do Vila. Outro componente de cena que chama a atenção é um cilindro contendo água, no qual um ator se lança a cada ato, toda vez que seu corpo amolece no sono profundo. A mensagem final se refere justamente à capacidade de sonhar, no entanto, aconselha-se fazê-lo com o "corpo rígido".

A despeito da seriedade do tema e de algumas seqüências dramáticas, "Primeiro de Abril" aborda o assunto de forma irreverente, recorrendo a várias alegorias e apostando na criatividade.O espetáculo encerrou sua segunda temporada em 2005 atraindo um público de 4.100 pessoas, composto em grande parte por estudantes.

Para os que ainda não assistiram, o grupo está fazendo sessões fechadas para escolas e faculdades, seguidas de debate.

Paloma Ayres
Notícias dos Comuns

Nessa semana, Marcio Meirelles voltou a entrar numa ponte aérea entre Salvador e Rio de Janeiro. Esse ano, ele dirige novamente os cariocas da Cia. dos Comuns, a "irmã" mais nova do Bando. O espetáculo leva o título de Bakulo - os bem lembrados e gira em torno do discurso do geógrafo baiano Milton Santos sobre temas como globalização, ocupação de territórios, cultura, futuro do mundo, comunicação entre os povos e história da diáspora negra. A montagem estréia no mês de setembro e conta ainda com o trabalho de dois outros constantes parceiros de Meirelles: Jarbas Bittencourt (direção musical) e Zebrinha (coreografia e preparação corporal).

quinta-feira, 9 de junho de 2005

A Tradição do Santo Antônio no Vila
Como conta Marísia Mota, atriz da Cia. Teatro dos Novos

"Eu e Tereza Araújo tivemos a idéia de festejar Santo Antônio no Vila. Tereza foi embora para Londres e eu continuei a festejar com trido, ou seja, sempre nos dias 11, 12, 13, quando fazemos orações, cantamos, comemos e bebemos para festejar o 'santo casamenteiro' e das causas impossíveis. Nisso já se vão 7 anos! No primeiro ano, fizemos o altar junto com algumas pessoas do elenco de Um Tal de Dom Quixote, que estava em cartaz na época (esta festa existe desde a reinauguração). Nos anos seguintes, convidamos alguns artistas plásticos, como Lígia Aguiar, Roney George, Bel Borba, Maurício Pedrosa e Flávio Lopes para fazer os altares. Como se trata de um trido, rezamos em um altar diferente a cada dia. Hoje, única artista fixa é Lígia Aguiar, que tem inovado seus altares a cada ano."

* Santo Antônio 2005 *

Dias 11 e 12 - Reza no foyer com o pessoal do Vila, às 18:15h .
Dia 13 - Reza para os mais devotos ou mais desesperados por uma santíssima intervenção, às 21:15h. Em seguida, teremos comidas e bebidas típicas. O forró fica a cargo da banda Zé de Tonha.

quarta-feira, 8 de junho de 2005

Olha o TOMALADACÁ!


Vila Voyeur


Roquildes Júnior clicado por João Meirelles

Enquanto A Outra Companhia de Teatro prepara Debaixo D'agua em cima D'areia, o ator Roquildes Júnior, que interpretou o personagem título do sucesso Arlequim servidor de dois patrões, aproveita os louros da fama para lançar sua carreira como galã. Além da preparação para entrar na pele do comerciante Neco, ele vem redobrando o cuidado com a alimentação e tem se dedicado a horas de malhação intensiva. Ex-colega de cena, o ator Ac Costa já se declara fã e confidencia: "Em alguns meios, ele já é conhecido como Gladiador".
Confira agora o resultado deste trabalho corporal no exclusivo ensaio sensual, extraído da primeira sessão de fotos para a próxima montagem.






terça-feira, 7 de junho de 2005

FRASES DAS REUNIÕES

"Eu não me filio ao SATED por que eu sou amador"
Marcio Meirelles se justificando a Gordo Neto.

"Não há nada que se possa fazer para agradar uma mulher assim!"
Camilo Fróes, sobre a dificuldade de satisfazer necessidades específicas
de determinados frequentadores do Vila

"O temperamento de Débora é uma força da natureza, se chover na cabeceira, sai de baixo!"
Jarbas Bittencourt, sobre a... previsão do tempo. Ou algo assim.

segunda-feira, 6 de junho de 2005

PERFIL

Nome: Pum Ka Chun
Codinome: Pikachu
Função: Estagiário da Técnica
Tempo de Vila: Qualquer coisa e um mês.
Quantas vezes assistiu ao Cabaré da RRRRRaça: Esse dia vai chegar...
Gostamos dele porque: Ele conserta ventiladores, e seria politicamente incorreto não gostar de um chinês.
Dá raiva dele quando: Se esconde para não tirar fotos.
O que dizem sobre ele:
"Chun é um luxo! Não é todo mundo que tem um estagiário chinês" (Marcio Meirelles)
"Abre o olho, Chun!" (Márcio Pimentel)
"Eu não sei nem que tipo de documentação eu preciso para regularizar a situação desse cara!" (Gustavo Libório)

Citação:

sexta-feira, 3 de junho de 2005

O Sucesso do Fórum :.

Com a presença do presidente da Fundação Cultural Palmares, Ubiratan Castro, foi encerrado, ao meio-dia da última terça-feira (dia 1º de junho) o I Fórum Nacional de Performance Negra, que vem acontecendo no Teatro Vila Velha desde a segunda-feira.


Ubiratan Castro - Foto: Márcio Lima

O evento foi se agigantando durante sua realização. Ao final dos trabalhos, mais de cem representantes de cerca de 50 grupos de teatro e dança, ligados à temática afro-descendente, estavam participando do Fórum. A iniciativa foi dimensionada pelo presidente da Fundação Palmares, Ubiratan Castro, como "o grande evento do primeiro semestre, ligado às artes-cênicas, que a Palmares fez questão de patrocinar".


Valdina Pinto - foto: Márcio Lima

A partir do I Fórum Nacional de Performance Negra, grupos de diversas partes do país passam a se conhecer, podendo incrementar a troca de informações e até mesmo a circulação de produções. Mais do que isso, o fórum possibilita uma primeira listagem das companhias brasileiras que desenvolvem trabalhos relacionados à cultura negra, oferecendo à sociedade uma informação inédita e de suma importância para o desenvolvimento de novas iniciativas políticas e culturais neste setor.


Leda Martins - foto: Márcio Lima

Com o encerramento do fórum, passarão a ser divulgados os documentos e conteúdos desenvolvidos nos diversos grupos de trabalho realizados durante o encontro. A idéia é que muito desse conteúdo, junto com a transcrição das palestras que compuseram a programação, virem um livro que disponibilizará a um público maior as questões levantadas e os caminhos indicados pelo fórum. Além disso, a publicação servirá para registrar este importante momento da cultura brasileira.


Abdias Nascimento - foto: Juliana Protásio

Ao final dos trabalhos, foi lida a Carta de Salvador, elaborada para ser um documento a respeito das resoluções, planejamentos e caminhos a serem trilhados depois da primeira edição do Fórum Nacional de Performance Negra. Esta carta será entregue ao Ministro da Cultura, Gilberto Gil, por uma comissão do fórum, numa proposta do próprio presidente da Palmares, Ubiratan Castro. A ida da comissão à Brasília ainda não foi agendada. O I Fórum Nacional de Performance Negra foi organizado e produzido pelo Bando de Teatro Olodum (Bahia) e Companhia dos Comuns (Rio de Janeiro) e foi realizado com o patrocínio da Funarte e Fundação Palmares, contando com o apoio da Secretaria Municipal de Reparação (Salvador).


Hilton Cobra e Marcio Meirelles - Foto: Mayse Melo / Platéia - Foto: Márcio Lima

Melodrama em cor-de-rosa
Ac Costa e Cida Oliveira interpretam um casal que arde no fogo da paixão

Com Liga para mim, não te arrependerás, a Companhia Teatro dos Novos faz uma homenagem ao melodrama, numa peça que reúne sensualidade, humor e tragédia à flor da pele. Escrita por Francisca Bernardi (Chile), traz uma intrincada teia de relações que retratam os tortuosos caminhos do amor e o medo da solidão. A montagem tem direção de Héctor Briones e fica em cartaz às segundas e terças, sempre às 20:00, aqui no Cabaré dos Novos.

A história é a seguinte: Dia dos namorados. Um programa de rádio homenageia a locutora Helena Mendez Ulloa (Cida Oliveira), estrela de programas românticos, morta um ano antes. No ar, uma senhora idosa (vivida por Igor Epifânio), mãe de Helena conta sua história de amor terminada em tragédia, trazendo à tona os personagens e as emoções envolvidos nos fatos. Numa encenação que vai e volta no tempo, a história revela um grupo de pessoas ligado por diferentes manifestações do sentimento amoroso: entre pais e filhos, entre amigos e entre amantes.

Por meio desta narrativa não-linear, a peça capta o tom melodramático das novelas latino-americanas, numa montagem marcada pela exacerbação do sofrimento, do desejo erótico e do sentimento amoroso. Héctor explica sua escolha por essa estética excessivamente romântica: "O melodrama é um gênero que trabalha com o exagero das emoções, tornando os eventos inacreditáveis, patéticos. É uma estética que tem sido bastante rejeitada, mas também é muito interessante e representativa da cultura popular latino-americana".

Outra motivação do diretor vem do jogo cênico proposto pela não-linearidade prevista pelo texto de Francisca Bernardi, uma das expoentes do teatro alternativo chileno contemporâneo. Num palco intimista como o do Cabaré dos Novos, Héctor e os atores encaram o desafio de representar a alternância de diferentes tempos narrativos e espaços. As soluções foram encontradas no pouco tempo de ensaios que faz parte da proposta do 3 & Pronto e os resultados vêm sendo aguardados com curiosidade pela própria equipe, que conta ainda com os atores Ac Costa, Mônica Mello e Rosa Espinheira.

confira:
seg/ter
20h

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Passeando na Ponta do Pé

Esse mês, o Viladança termina a temporada de Da Ponta da Língua à Ponta do Pé aqui em Salvador e já está com planos para circular pela Bahia. O projeto do grupo foi aprovado no Programa BNB de Cultura e agora os artistas começam a se preparar para levar o espetáculo, juntamente com oficinas artísticas para crianças e adolescentes do semi-árido baiano, mais uma vez, promovendo o intercâmbio cultural entre capital e interior.

O Viladança vai visitar as cidades de Rio de Contas, Brumado e Vitória da Conquista, onde fará apresentações e oferecerá oficinas de fotografia, dança, teatro e trabalhos manuais com origami. As aulas serão voltadas para a valorização da cultura local, com improvisações e captura de imagens a partir de histórias e do imaginário da região.