terça-feira, 31 de maio de 2005

O Despertar da Primavera
Tragédia de uma Estação


O drama se deita no palco principal do Vila, encarnado por atores da Cia. Teatro dos Novos, da Cia. Novos Novos e seus ilustres convidados. Nesta sexta-feira, estréia O Despertar da Primavera, escrito pelo alemão Frank Wedekind, no século XIX. O texto aborda as pressões sociais sofridas pelos jovens, a partir das tragédias pessoais de três adolescentes no momento em que descobrem sua sexualidade e outros aspectos de sua individualidade.

Gil Vicente Tavares, diretor da montagem, justifica sua escolha por considerar o texto atual no debate sobre a fase de transição entre a infância e a idade adulta. "Estimular e incentivar a discussão de certos assuntos tabus parece que foi a intenção de Frank Wedekind, bem como é a intenção da nossa montagem, reacendendo temáticas que estarão expostas no palco através de atores que saberão e estarão vivendo, como mais ninguém, os assuntos tratados no texto", explica Gil, apontando a razão da escolha de um elenco cuja idade coincide com a de seus personagens.

O diretor optou ainda por trabalhar uma estética inspirada nos quadros de Egon Schiele, pintor austríaco contemporâneo da obra de Wedekind. A idéia é criar o clima de uma primavera um tanto sombria, de cores esmaecidas, que representam a perda da inocência e a dilaceração dos sonhos juvenis. Gil afirma ainda que o título da peça chega a ser irônico, pois pra muitos ?é o outono de suas vidas, apesar do despertar de suas descobertas, não tão primaveris como se pensa?.

A direção musical está nas mãos de Ivan Bastos e a trilha sonora será executada ao vivo, lembrando a sonoridade da música do início do século XX, como Alban Berg, compositor austríaco que serviu de inspiração à montagem e chegou a transformar em ópera uma das obras de Wedekind, Lulu, já montada em Salvador por Marcio Meirelles, que assina o cenário e o figurino.

Ah, sim, e a tradução é de Marcos Barbosa, premiado dramaturgo de Lampião e Maria Bonita, e a luz de Eduardo Tudella, mestre da iluminação, parceiro constante de Ewald Hackler, premiado diretor de Arte, que assina o texto do programa da peça - e que, além de ser alemão como o autor, forneceu ao grupo fotos raras da primeira montagem do espetáculo, em Berlim.

Deu para despertar a curiosidade?

Sex/Sab - 21h
Dom - 20h
r$ 14/ 7

segunda-feira, 30 de maio de 2005

projeto vila novos novos
Tá marcado!

Dia 19 de junho a Companhia Novos Novos apresenta a primeira mostra do projeto que vem desenvolvendo com 40 crianças de diversos bairros da periferia. Vai ser um domingo e começa às 10h, com abertura de exposição de trabalhos da garotada participante. Depois, tchan, tchan, tchan, tchan: inicia-se a apresentação, com todas as crianças em cena, mostrando o que aprenderam nas oficinas de música (Jarbas Bittencourt), dança-afro (Rejane Maia), teatro (Marinalva Batista), artes-plásticas (Marísia Motta), culinária (Bira Franco) e educação ambiental (Luciana Palmeira) .


Fotos: João Meirelles


A Companhia consegue, com esse projeto, juntar as 22 crianças de seu elenco a outras 40, que fazem as oficinas gratuitamente. Assim, a Novos Novos, atualmente, trabalha com um universo indireto de mais de 250 pessoas (incluindo-se aqui elenco, alunos das oficinas, pais, mães, irmãos e parentes próximos e referenciais das crianças). Tudo isso com o patrocínio da Coelba e do Governo do Estado da Bahia, através do Fazcultura.

Com o Projeto Vila Novos Novos, a Companhia continua apostando em sua proposta de formação do indivíduo através do contato com a arte. A idéia é proporcionar a crianças socialmente menos privilegiadas a possibilidade de ter um convívio com assuntos e práticas de educação ambiental, culinária, artes-plásticas, música, teatro e dança-afro. Desses encontros, irá resultar a exposição e a mostra do dia 19, que já está no forno.


Nada é inato: o talento é formado, a sensibilidade é construída, a inspiração adquirida.

Dia 19 de junho (domingo), a partir das 10h, esperamos você na mostra do Projeto Vila Novos Novos. Ah, depois de tanto blábláblá já ia me esquecendo: A ENTRADA É FRANCA.


Edson Rodrigues

sexta-feira, 27 de maio de 2005

saudades, petrô

Acontece amanhã (28/05) às 09 horas, na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, missa em celebração pelo mês de falecimento do mestre Petrô.

arte em discussão
1º Fórum Nacional de Performance Negra

De 30 de maio a 1º de junho, o Vila recebe o 1º Fórum Nacional de Performance Negra, que reunirá representantes de 37 grupos de artistas negros de 18 estados brasileiros, a fim de trocar experiências, discutir linguagens, questões raciais, buscar estratégias de divulgação e manutenção dos projetos e definir a participação na Marcha Zumbi +10. O Fórum será aberto ao público, com entrada franca, exceto os grupos de trabalho, no segundo dia, que serão exclusivos para os convidados.

O fórum é um primeiro movimento para se aprofundar discussões sobre a realidade dos grupos brasileiros de performance negra. O evento nasce da compreensão de que o Brasil, que abriga a segunda maior população negra do mundo, precisa ter um teatro e uma dança fortes, que expressem a tradição, a realidade e os anseios dessa população. Por conseqüência, expressem também a real formação de todos os brasileiros, já que a cultura afro-descendente é um dos principais elementos que constituíram o Brasil que hoje conhecemos.

CABARÉ DA RRRRRAÇA

Terça-feira (31), às 20:00, o público poderá conferir uma apresentação do Cabaré da RRRRRaça, o mais polêmico espetáculo do Bando de Teatro Olodum. Os ingressos serão vendidos a R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia). Garanta já o seu!

O evento é uma realização do Bando de Teatro Olodum, Companhia dos Comuns e Teatro Vila Velha, com o patrocínio do Ministério da Cultura, Fundação Cultural Palmares e Funarte. A Secretaria Municipal da Reparação (Salvador) apóia a iniciativa.

Confira a programação completa em http://www.teatrovilavelha.com.br/Agenda

quinta-feira, 26 de maio de 2005

PARA QUE TODOS SAIBAM DE UMA VEZ:
Fátima Fróes, minha mãe, recebeu alta.
48h sem febre, sem sintomas do mal.
De volta pra casa, agora.

Camilo Fróes

quarta-feira, 25 de maio de 2005

Santo Amaro no ritmo do Viladança

Parece que a equipe do Viladança enlouqueceu. Em um único final de semana, 2 oficinas e 5 apresentações no interior, mais duas na capital. É muita coisa! Muito gás, muito amor à Dança, num trabalho exaustivo, mas também satisfatório. O grupo, mais uma vez, participou do projeto Circuladô Cultural, da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

E essa "circulação" foi realmente gratificante, do ponto de vista artístico. O que ajudou a segurar o fôlego desse pessoal foi a resposta calorosa do público, que pedia autógrafos aos dançarinos e passou a chamá-los pelos nomes dos personagens. Celebridade na certa!

As oficinas ministradas pelos artistas contaram com a participação de 80 pessoas, e Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, que tinha inicialmente programado apenas duas apresentações, acabou fazendo uma extra. Público total: 821 espectadores.


O Viladança também gostou do Teatro D. Canô. Para eles, as condições da casa permitiram que a produção do espetáculo transcorresse sem problemas técnicos. A companhia pôde contar também com a competência da direção do teatro e da equipe técnica local, com a qual o trabalho aconteceu num receptivo clima de colaboração. As escolas que participaram do projeto, por sua vez, demonstraram organização no comparecimento às apresentações, e os alunos adoraram.


A Cia. Viladança, mais uma vez, fica orgulhosa de difundir o seu produto artístico junto a cidades do interior da Bahia. De acordo com Cristina Castro, em Santo Amaro, a Cia. conseguiu interagir com a comunidade, estabelecendo um elo de aproximação com a dança através do fazer e da apreciação da Arte.

terça-feira, 24 de maio de 2005

+ C.O.R.R.E.S.P.O.N.D.Ê.N.C.I.A!

Gente,
Obrigado pelo retorno.

Não tenho a menor dúvida do empenho de vocês para manter um espaço com a qualidade do Vila e uma programação de excelência. Acompanho essa luta e muitos espetáculos, sempre com alunos e ex-alunos nos elencos.
Quando estive aí, semana passada, para ver Primeiro de Abril não sabia que o espaço do passeio estava liberado para estacionamento. Só na saída vi o movimento dos carros. Isso já resolve muito o problema.
Meses atrás estive aí também e o café era ótimo, com variedade de bebidas e lanches, doces, chocolates, etc. O espaço é muito agradável, tinha várias pessoas e ficar ali um tempo ou horas era um prazer. Semana passada estava funcionando, mas timidamente. Mal tinha água. As prateleiras vazia, impressão de abandono. Fiquei triste.
Ah, vocês têm razão quanto ao conforto. A platéia não pode dormir mesmo. Claro que o conforto também passa por cadeiras, lugares marcados, etc. Mas pra mim, o grande desconforto mesmo é a bilheteria. Entendo a dificuldade com reservas. Mas nem sempre dá para passar antes e pegar os ingressos. E não foi uma vez nem duas que cheguei cerca de meia horas antes e não tinha mais ingressos. Bom, tem o deslocamento, o estacionamento dificil no centro, a expectativa... e quando chega na porta não tem mais ingresso e tem que voltar. É muito ruim. Para o teatro é ótimo ter a casa lotada. Mas para quem volta... uma tristeza. Esse não é um problema apenas de vocês. No Teatro XVIII é bem pior. Uma sugestão: pensem na possibilidade de aceitar reservas por telefone até uma hora antes do espetáculo. Se o ingresso não é retirado até uma hora antes será colocado a venda. Assim, a pessoa chega mais cedo, mas tem a garantia de ver o espetáculo.

Mas é claro que tudo isso é detalhe. O trabalho de vocês é grandioso e importante para a cidade. Continuem firme e muito sucesso. E, claro, espero continuar me emocionando com as experiências estéticas promovidas pelas diversas produções.

Ah, e mandem sempre que possivel a programação.

Abraço.

Edvaldo Couto.

sexta-feira, 20 de maio de 2005

C.O.R.R.E.S.P.O.N.D.Ê.N.C.I.A.

Vcs precisam cuidar da violência/roubos que acontecem na entrada do Passeio Público, vi uma senhora perder a bôlsa e uma amiga minha foi roubada no correntão e os ladrôes correm para a contôrno e se refugiam na ex-favela/ bôca de fumo que vcs conhecem tão bem, vou levar um bom tempo para voltar ao local !!! (Tatanka)

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Tatanka,

Sentimos muito.

Conforme esclarecido no último informativo, o Passeio Público é de responsabilidade do Governo do Estado Bahia. Nós do Vila fazemos o que está ao nosso alcance para que a situação do Passeio Público melhore. Seremos os mais beneficiados se a reforma do Passeio Público prometida pelo Governador do Estado acontecer o quanto antes.

Assaltos acontecem em todo lugar. Na passarela em frente ao Shopping Barra, na praça em frente ao Iguatemi, na frente do Aeroclube, na porta do Mercado Modelo, no Farol da Barra, no Elevador Lacerda, na porta das nossas casas... Acreditamos, inclusive, que dentro do Passeio, onde fica 18º Batalhão da Polícia Militar, dois vigilantes do Palácio da Aclamação e a equipe de segurança e portaria do Vila, estamos mais seguros

Fizemos as duas Lavagens do Passeio Público, convocamos as autoridades, ligamos para os órgãos municipais e estaduais responsáveis por todo tipo de manutenção, entramos em contato com a polícia, periodicamente chamamos a imprensa, etc. O que é bom para o Passeio é bom para nós. É importantíssimo que este espaço seja preservado, permaneça limpo e seguro. No entanto, o Teatro Vila Velha, legalmente falando, não pode contratar seguranças, fazer obras de manutenção ou decidir quem entra, quem sai e quem permanece no Passeio. Não podemos sequer ordenar o funcionamento do estacionamento.

Ficamos muito tristes que você deixe de vir. Sabemos que não é único. Nós, funcionários e artistas estamos aqui diariamente fazendo de tudo para que esta situação se reverta. E insistimos: Lutamos sempre pelo Passeio. Mas ele tem problemas que estamos impedidos de solucionar. É hora de reclamar com a pessoa certa.

Contamos com a compreensão de todos,

Equipe do Teatro Vila Velha

quinta-feira, 19 de maio de 2005

Viladança circula pelo interior

Hoje e amanhã, o Viladança leva o espetáculo infanto-juvenil Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, juntamente com oficinas de dança, à cidade de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. A companhia fará diversas apresentações para escolas da rede publica da região, numa ação que acontece através do projeto Circuladô Cultural, da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

O projeto Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, idealizado pela diretora e coreógrafa Cristina Castro, realizado pela Cia. Viladança e artistas convidados, já atingiu mais de mil pessoas, somente em Salvador, além de já ter passado também por Maceió e Aracaju, numa turnê que aconteceu em março, patrocinada pelos Correios.

Agora, integrando o Circuladô Cultural, o projeto chega também ao interior da Bahia, outro grande alvo da Companhia. "Da Ponta da Lingua a Ponta do Pé vem despertado a atenção de pais e educadores para a necessidade de aproximar as crianças e adolescentes ao universo das Artes.. Ficamos mais do que orgulhosos em estar desenvolvendo um projeto que planta sementes para um futuro mais prazeroso e rico. Levar espetáculos de qualidade para cidades do interior da Bahia é uma das principais metas da Cia. Viladança. Essa ação permite o repasse de conhecimento, o acesso a novas informações, além de possibilitar a aproximação entre as comunidades", afirma Cristina, ressaltando a importância do intercâmbio artístico e cultural entre a capital e outros municípios. Em Santo Amaro, as apresentações e oficinas acontecerão no Teatro D. Canô.

Se você é de Santo Amaro, se ligue!

Viladança no projeto Circuladô Cultural
Onde:
Teatro D. Canô (Santo Amaro)
Apresentações: quinta e sexta 10:00h e 17:00h
Ingressos: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Somente até amanhã
Diatribe de Amor contra um Homem Sentado


Jacyan Castillho, Vivianne Laert, Mariana Freire e Márcia Andrade fotografadas por João Sanches

Quatro mulheres representando diferentes facetas de uma só. Graziela, prestes a completar 25 anos de casada, volta-se para o marido e revela toda sua insatisfação com a relação hipócrita vivida por eles ao longo deste quarto de século. Em cena, histórias do presente e do passado de um amor que foi ao longo dos anos substituído por submissão, traição e humilhação, que agora explodem na revolta de uma mulher forte, irônica, inflamada.

A peça marca a formatura curso de Teatro da diretora e atriz Iara Colina, que optou por encenar o texto de um amigo de seu avô, um escritor colombiano chamado... Gabriel García Marques.

No Cabaré dos Novos, às 20:oo.
Somente até hoje e amanhã.

Nota: Gordo Neto, vencedor absoluto do troféu Razão e Sensibilidade, também fará um 3 & Pronto esse ano. Segundo ele, seu enfoque será sobre a macheza latina. Para isso, ele lançará mão de quatro atores encarnando o típico macho de sangue quente: barrigudos, com as barbas por fazer, camisas abertas, com vozes de trovão usando linguagem chula e enchendo a cara com muita cerveja, eles falam de mulher, futebol e carro. O nome do espetáculo? Diatribe de cu é rola.

sexta-feira, 13 de maio de 2005

esteja.exposto

Dança das Muitas



Ingrid Klinkby
letras


João Meirelles
música


Vânia Medeiros
comunicação


.I.M.A.G.E.N.S.

quinta-feira, 12 de maio de 2005

Primeiro de Abril URGENTE!
Apresentação extra para classe artística

Nesta sexta-feira, às 9:30, o grupo Vilavox realiza apresentação especial do espetáculo Primeiro de Abril, com ingressos a preço único promocional de R$ 5,00. Pensando em possibilitar acesso ao público formado pela classe artística, o espetáculo terá esta sessão em horário alternativo, pela manhã, no seu último final de semana em cartaz.

Lembrando:

Texto: Gordo Neto, com colaboração de Jarbas Bittencourt e elenco, a partir de livros, peças, revistas, palestras e informações da internet.
Direção: Gordo Neto
Direção Musical: Jarbas Bittencourt
Coreografia: Lauana Vilaronga
Figurino e Cenário: Marcio Meirelles e Gordo Neto
Elenco: Vilavox e convidados
Dia: Sexta-feira, 9:30
Onde: Palco Principal do Teatro Vila Velha
Contato: Gordo Neto ? 3336-1384

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Cartas Abertas em nova temporada
Elas voltaram!



Depois de lançar com grande sucesso a nova edição do projeto 3&Pronto, no mês de março, a mulhereada do espetáculo Cartas Abertas, está de volta. Com direção de Marcio Meirelles (a.k.a Mago Merlim), a peça entra nova temporada nesta quinta-feira, aqui no Cabaré dos Novos.

Em sua temporada de estréia, as Cartas Abertas foram tão bem recebidas pelo público, que no último dia teve até uma sessão extra. Agora a peça volta em novo horário (quinta-feira, 21:00), numa temporada que vai até junho. O público terá uma nova possibilidade de ficar frente a frente com a intimidade de mulheres de diversas gerações, através de sua correspondência confessional.

Venha resgatar conosco o prazer de escrever e receber cartas.

segunda-feira, 9 de maio de 2005

ANTES...


Diálogo na administração:

- Ai, estou enjoada.
- Tá grávida, Jó?
- Só se for do Espírito Santo! Oh! Não! Quer dizer, não pode mais dizer essas coisas, né?


PERFIL

Nome: Fábio Espírito Santo
Codinome: Sprite
Função: Chefe da Técnica
Tempo de Vila: É difícil dizer, ele vai e volta... Agora tá ficando, aí.
Quantas vezes assistiu ao Cabaré da RRRRRaça: Num ninho de mafagafos...
Gostamos dele porque: é um sujeito naturalmente divertido. É, ele diverte.
Dá raiva dele quando: Quando ele perde completamente a noção de realidade
O que dizem sobre ele:
"Namorar o Espírito Santo é uma experiência transcendental" (Isabela Silveira)
"Espírito é um cara que toda vez que eu brinco com ele, ele me bate" (Marcos)
"É aquele que sempre embarca nas minhas alucinações..." (Cristina Castro)

Citação: "Eu d-d-dis-discordo."


2ª Lavagem do Passeio Público
Limpinho como a gente gosta!


Família reunida - os de casa, amigos, agregados e aderentes. O Sol resplandecendo nas camisetas brancas. Teatro e música para todo mundo ver e ouvir, enchendo o espaço da praça. Gente do Vila de várias gerações - Novos de todas as idades. Alfazema para abrir caminhos e perfumar a festa, cheiro bom por onde o Bando passa com seu cortejo colorido e animado, o ponto alto com a apresentação na praça. Dia de festejar o Novo Vila, de homenagear Petrô, de dar voz à cultura popular. Cordel debaixo das árvores, com o Movimento Teatral de Brotas contando histórias de homens que preferem comer carne de veado. Com o Bando fazendo Felismina Engole Brasa e O Malandro e A Graxeira no Chumbrego da Orgia. E o povo ria! Passantes, policiais, artistas, os homens cortadores de árvores fazendo do caminhão camarote. Vendedores de picolé e de guaraná, todos paravam para assistir, nem que fosse somente um pedacinho. Tainã, do grupo Filhos da Rua, nossos vizinhos, finalizou as apresentações na arena do Passeio Público rendendo homenagens ao teatro popular com trechos de diversos textos e espetáculos.


Dança e percussão reunindo todo mundo ao comando do Bando dos maiores sorrisos. Lavamos com água e com alma a caixa d'agua do Passeio Público, ao som de palmas e gracejos, num dia surpreendentemente ensolarado em pleno outono com frente fria. De repente, sem que ninguém orientasse, a "multidão" se organiza em fila diante da saída do Cabaré dos Novos: é o caruru que se anuncia! Sem empurra-empurra, na maior civilidade, apesar da agitação de Leno com respeito à Lei dos 15 minutos, os camisas-brancas aguardavam ansiosos pelos pratinhos servidos com a bênção dos Orixás. Deu pra todo mundo e não sobrou, com direito a refrigerante Tinguá (o mió qui há!). Ainda não é a nossa reforma, mas já rolou uma poda das árvores e da grama.

Infelizmente, alguns dos ilustres convidados que marcaram presença no ano passado, não deram o ar da graça este ano...

Ano que vem tem mais!
Confira a cobertura fotográfica completa do site Espiando.


quarta-feira, 4 de maio de 2005

2ª Lavagem do Passeio Público
Lave com a gente por um Passeio melhor!

Neste sábado (07/05), a partir das 10 da manhã, tem lavagem! O povo do Vila convida o público para ver e participar de apresentações teatrais e atividades artísticas que rolam de graça no Passeio Público. Com a lavagem, comemoramos o aniversário de 7 anos da reforma que criou o Novo Vila e as melhorias implementadas desde o ano passado. A gente também aproveita a festa para fazer uma homenagem ao nosso querido Petrô, que nos deixou na última quarta.


Cordel na praça, pro povo

No ano passado, fizemos a nossa primeira lavagem, procurando chamar atenção das autoridades e do público para a necessidade de recuperar o Passeio Público, este adorável espaço de convivência. O Governo do Estado nos apoiou, prometendo a reforma do Passeio e oferecendo ajuda através da Secretaria da Cultura e Turismo. A Polícia Militar também vem fazendo sua parte, contribuindo para o impedimento de ocorrências na área, apesar do assédio dos pedintes. No entanto, o Vila, fazendo eco ao que o público vem manifestando em nossas pesquisas, continua sendo o principal responsável pelas solicitações de manutenção junto à Secretaria de Parques e Jardins e à CONDER.

Esse ano, a 2ª Lavagem comemora as obras de manutenção realizadas no prédio do Teatro Vila Velha, com patrocínio do Ministério da Cultura (R$ 220 mil - 80%) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (R$ 55 mil- 20%), e a isenção do IPTU, garantida no ano passado pela Prefeitura Municipal de Salvador. Mais uma vez, convocamos todos a ocuparem o Passeio Público, um espaço que continua merecendo atenção da sociedade. Certos do compromisso do Governo do Estado, continuamos aguardando a sua reforma, que é de grande importância do ponto de vista da revitalização dos parques, a exemplo do que já aconteceu com a Praça 2 de Julho (Campo Grande) e com o Parque da Cidade.

E agora... As Atrações!


Já confirmaram presença na 2ª Lavagem: o Bando de Teatro Olodum (com Oxente, Cordel de Novo?), os grupos Cabricultura (do Cabrito de Baixo, com a peça Felismina Engole Brasa), Movimento Teatral de Brotas e Teatro Popular Filhos da Rua, com montagens de Teatro de Rua. Também marcarão presença todos os nossos grupos residentes: Cia. Viladança, Vilavox, Cia. Teatro dos Novos, Cia Novos Novos e a irmã mais nova, A Outra Companhia de Teatro. Haverá ainda um bazar/brechó, organizado pelos artistas, cuja renda será inteiramente revertida para o Teatro. Também teremos improvisações musicais percussivas com o grupo Beje-Eró. E, para encerrar a festa, teremos um delicioso caruru, oferecido pelos próprios artistas do Vila!

REFORÇANDO:
sábado, 10h
Passeio Público

grátis!

terça-feira, 3 de maio de 2005

PROJETO O QUE CABE NESTE PALCO - ESTRÉIA
Cafezinho

Na praça, na rua, num parque, no ponto de ônibus. Ali perto da escola, na saideira do barzinho. Em qualquer canto da cidade. Um cafezinho. Garrafas térmicas e copinhos levados num carrinho que enche as ruas com a música que vem do rádio ou do cd. Trilha sonora de cenas insólitas, de cenas comuns da vida de tanta gente que passa pelas ruas. Vem daí a inspiração do Sem Companhia de Dança para realizar Cafezinho, que estréia nesta sexta-feira . Nesta entrevista, o grupo conta mais sobre o processo de criação e sua relação com o tema.

Por que Cafezinho?

A idéia para o espetáculo surgiu a partir da observação dos carrinhos ambulantes de café e as situações que acontecem ao seu redor. Cada carrinho parece um mini-trio-elétrico, com aparelho de som potente e até DVD! As músicas que saem deles acabam funcionando como trilha sonora para as mais diversas cenas que acontecem na rua, que fazem parte do cotidiano.

Vocês tomam cafezinho?

(entre risos) Sim, tomamos. Antes e depois dos ensaios, ali no Pelourinho... A gente sempre acaba tomando. Dá energia.

Fizeram algum tipo de laboratório com os vendedores?

Entramos em contato com eles e a cada final de semana, um deles participará do espetáculo, mas a idéia não gira em torno do vendedor. Foi um trabalho de observação mais externo. Trabalhamos com as músicas que eles escutam, que você ouve na rua e re-significa inúmeras situações que se passam nas proximidades.

Como assim?

Todos nós já vimos este tipo de coisa. Às vezes está tocando uma música bem romântica, enquanto acontece uma discussão que beira a violência física. Uma vez, tinha um carrinho tocando uma música zen (!) ao lado de um grupo de motoristas de táxi num daqueles acalorados debates sobre futebol.

Então poderia ser qualquer vendedor ambulante... O que há de particular nos cafezinhos?

Eles são singulares. Em primeiro lugar, vendedores ambulantes de café com esses carrinhos incrementados são encontrados somente aqui em Salvador. Eles não existem em nenhum outro lugar. Eles se movimentam pela cidade, causam uma interferência urbana com seu som potente.

Que tipo de música vocês escolheram e por que?

Escolhemos músicas de diferentes estilos, que marcam essa variedade do "repertório" dos cafezinhos. Um ritmo bem característico deles é o reggae. Eles tocam muito reggae. Mas também tem o romantismo de Roberto Carlos, o arrocha - muito arrocha! - e até Virgínia Rodrigues. Escolhemos também uma música mais pesada, uma punk-rock do grupo alemão Atari Teenage Riot.

Como o cotidiano aparece nas coreografias?

Basicamente, o que fizemos foi traduzir as cenas cotidianas que pesquisamos e criamos para a linguagem da dança. Partimos da noção de "partitura corporal", por isso, existe uma história por trás de cada movimento.

Em quanto tempo o espetáculo foi criado?

O conceito já existia há um bom tempo, mas de uns 7 meses para cá foi que realmente estivemos trabalhando na pesquisa e no processo de montagem.

Por que Sem Companhia de Dança?

Temos um ambiente criativo em que cada um pode participar ativamente do processo, onde as escolhas são feitas, podemos dizer assim, de uma maneira meio anárquica. Nosso trabalho tem como base a cooperação, rejeitamos rótulos e optamos pela liberdade de criação. Cada um dança o que quer, não fazemos seleção de elenco e todo mundo faz de tudo. O artista tem oportunidade de atuar em todas as áreas de uma produção.

Quais são as vantagens de trabalhar assim?

O espetáculo é montado de forma independente, não sai da cabeça de uma só pessoa e por isso não depende exclusivamente dela para acontecer. Ganhamos também em método, organização, aprendizado e disciplina. Temos liberdade para explorar e desenvolver nossas capacidades. Cada um traz sua bagagem e tudo isso nos traz como riqueza a variedade. O Sem Companhia de Dança alimenta a alma do artista. Fazemos pela paixão por um trabalho, pelo prazer de fazer e descobrir.

Qual a formação dos membros do grupo?

O elenco-criador do Sem Companhia de Dança reúne dançarinos de origens e formações bastante diferentes, como as Escolas de Dança da UFBA e da FUNCEB, a Cia. de Dança do SESC de Petrolina e o Curso Técnico em Balé Contemporâneo e Teatro. Já temos quatro trabalhos iniciados e Cafezinho é o primeiro a ser fechado.

+ info:
sex/sab
19h
r$5

Saudades de Petrô

meu muito querido amigo, recebi as informações sobre o falecimento de Petrovich. Sei o que ele representava para ti e para o teatro: coração, carne, osso, alma. O vejo frente de mim a noite do espectáculo pelo aniversário de 40 anos, braços abertos, sua cara pintada de alegria. Agora abro os meus fracos braços para te abraçar de longe, esperando que nesse momento triste, se lembra também da alegria.

bjos,

Patricia Fox

segunda-feira, 2 de maio de 2005

Missa para Petrô

Será celebrada nesta quarta-feira (04/05), às 10:00, na Igreja do Rosário dos Pretos.

+ manifestações de carinho para o mestre Petrô
(retiradas da comunidade Teatro na Bahia, do Orkut)

ADEUS NÃO, ATÉ BREVE...
Até breve, pois volta e meia estaremos falando, fazendo ou comentando algo sobre o Petrô. O teatro baiano se entristece, mas é feliz por ter tido esta figura entre nós.

Triste perda para o teatro baiano, em particular, e para as artes brasileiras... Uma personagem imortalizada pela originalidade!

Sua força, sua paixão e sua dedicação ao TEATRO marcam o perfil dessa personagem eterna chamada PETRÔ!!! Que os deuses do TEATRO o recebam com festa!

Petrô
Era um homem de teatro, uma memória, um arquivo vivo sobre os primeiros anos do teatro moderno na Bahia. Participou de peças amadoras, quando o teatro amador parecia ser a salvação do país; aluno de Martim Gonçalves, Ana Edler, colega de Jurema Penna, Geraldo Del Rey e tantos outros que já nos deixaram. O teatro baiano não pode esquecer essa história.

saudade...
conheci pouco petrô ...+ ele me ensinou muitas coisas de outo retrato pra cá....o enterro dele foi... inesquecivel..... muitas saudades...



Se você está no Orkut e também quer fazer parte desta comunidade, acesse: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=471268