quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

Amigo Secreto


Rolou o amigo secreto do Vila, dessa vez, aberto para os funcionários e equipe de gestão do teatro. Infelizmente, nem todos participaram. Não sei se esse sentimento é geral, mas particularmente, acredito que os que não quiseram ou não puderam participar fizeram falta. Do colegiado, só o novato (Luiz Gustavo Libório Vianna) entrou no troca-troca. Paralelo ao sorteio de amigos, aconteceu a votação de Personagens do Vila 2004, nas categorias: Amigo, Engraçado, Conversador, Crítico, Zangado, Paquerador, Figurino, Atencioso, Revelação e Enrolado.

A festa foi no dia 23 de Dezembro, num barzinho que de dia é estacionamento na frente do Minhocão, no Politeama. Chegamos fazendo bagunça, todos muito à vontade, um monte de mesa de colada uma na outra, para mais de vinte pessoas. Para a surpresa de todos, compareceram ainda: Gordo Neto acompanhado de Lauana Vilaronga, Cristina Castro, Chica Carelli e (pasmem!) Marcio Meirelles e um cara lá que eu não conheço sentado do lado de Jó.

A celebração começou com a revelação dos destaques da noite: prêmios para Gilmar (paquerador), Nalva (amiga), Luiz Gustavo Libório Vianna (figurino E revelação), Gilca (crítica), Alessandro (conversador e engraçado), Rivaldo (enrolado), Jó (atenciosa) e Maurício (zangado). Vale lembrar que Jeudy ficou com três segundos lugares.

Depois da entrega, esperamos o retardatário Márcio Pimentel chegar com pouco mais de uma hora, e são entregues os presentes com emoções, risadas e palhaçadas habituais. Foram momentos de descontração muito legais, com aquelas pequenas descobertas de ver pessoas extrovertidas sem a timidez do ambiente de trabalho. Depois dos presentes ainda vieram os brindes especiais e o grande momento da noite: A cesta de Natal. Cell Dantas levou o prêmio especial por sorteio e começamos a nos dispersar.

Foi uma boa festa. Esperamos que ano que vem tenha mais.

Camilo Fróes

OFICINAS VILA VERÃO

As inscrições já estão rolando. Desde que saiu no jornal e deu na televisão, tem sido um tsunami de ligações. Muita gente pedindo informações e vindo se matricular. Algumas pessoas estão interessadas mesmo no espírito divertido das oficinas, entrar em contato com os artistas, conhecer de perto (de dentro, aliás) o Vila. Outras levam o negócio mais "a sério". Alguns pais ligam para cá perguntando se depois das oficinas seus filhos vão fazer comerciais, atuar como modelos, aparecer na televisão... Nossa idéia não é essa e chega a ser meio complicado explicar que não é assim.

Mas o que nós oferecemos são mais de dez oficinas nas áreas de teatro, música e dança, voltadas para um público bastande diverso. As aulas acontecem de 10 a 28 de janeiro e serão dadas por artistas que já têm vasta experiência no cenário cultural de Salvador.

Se interessou? Então dê um gás, porque as inscrições vão somente até o dia 7 de janeiro!

Confira os cursos oferecidos clicando aqui.

terça-feira, 28 de dezembro de 2004

r . e . t . r . o . s . p . e . c . t . i . v . a
Passando 2004 a limpo

Com o aniversário de 40 anos do Vila, a programação do teatro em 2004 foi marcada por espetáculos comemorativos e outras atividades especiais. 2004 serviu para o Vila revisitar a história do Brasil, através da sua própria, e contar aos outros como o teatro vem se renovando até hoje.

Este foi um ano de altos e baixos para a equipe do Teatro Vila Velha, com períodos de dificuldades financeiras e homenagens prestadas por artistas e diversas entidades, assim como a concentração de muitos esforços em benefício da sociedade através das artes. No início do ano, o teatro foi penhorado por causa de uma suposta dívida de IPTU, mas na mesma época foi também homenageado pela Câmara de Vereadores e teve sua isenção tributária reconhecida pela Prefeitura. O Vila também sofreu com o estado de abandono do Passeio Público onde está situado, o que provocou a mobilização de seus artistas na 1ª Lavagem do Passeio Público e fez com que o Governo do Estado prometesse a reforma do espaço, que foi noticiada e ainda não aconteceu, mas continua sendo aguardada.

Como já faz parte da rotina proposta e mantida pelo Vila nos últimos anos, a cada semana foram apresentados em torno de nove apresentações, reunindo as mais diversas linguagens artísticas. O Vila também não perdeu de vista seu compromisso político e social, ampliando seus programas de formação de platéia e a aproximação com seu público já cativo.

Depois de todos os acontecimentos, o balanço que fazemos é que 2004 foi, entre outras coisas, um ano de reconhecimento público da importância das linhas de trabalho desenvolvidas no teatro.

Reveja conosco aquilo que marcou o ano que já está indo embora.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

E se você pudesse escolher...

... um destes espetáculos do Viladança para assistir numa mostra de Dança Contemporânea, qual você escolheria?

José ULISSES da Silva

Headhunters - Caçadores de Cabeças

CO2 - Cinco Sentidos e um pouco de Miragem
E R R A M O S !

Aqui no teatro temos um jogo. Chama-se 'o erro da agenda'. É um jogo muito interessante que agita a vida social aqui da gente, de forma que se por algum motivo, sofrermos de tédio, já sabemos que esse tédio não vai durar, porque 'o erro da agenda' vem aí para nos alegrar.

Funciona assim: Enquanto se faz a agenda, a equipe responsável pela agenda bi-mensal enlouquece atrás de datas, fotos, textos e um desenho que agrade a todos. Quando finalmente a agenda está pronta, imprime-se uma versão em preto e branco (pra economizar) da agenda para que ela possa ser revisada e vá para a gráfica livre de erros.

Cientes do jogo, durante a revisão, cada pessoa que revisa deixa passar pelo menos um erro. Assim, dias depois, quando a agenda chega pronta da gráfica, em dez mil cópias, todo o teatro se mobiliza feroz em busca do erro da agenda! É como uma gincana. Uma agitação sem igual. Saímos correndo pelo corredor gritando: "Cadê o erro da agenda? Cadê o erro da agenda?!"

Dessa vez quem descobriu foi Marcio Meirelles! Datas! Erramos datas de três espetáculos! Um errão! Todos se alegram. E agora se reunem eufóricos querendo saber como consertar? Como consertar as dez mil agendas. Já inventamos uma errata no bônus, mas não vai servir pra todo mundo. Vamos usar o velho método da etiqueta. Então compramos etiquetas e todos os funcionários, sem distinção de área de atuação se reunem apra conversar alegres no Cabaré e colar etiquetas nas agendas. O Vila é assim.

Os dias corretos de Cabaré da RRRRRaça são:

06, 07, 14, 20, 21, 27 E 28 de janeiro. Quintas e sextas, com exceção do dia 13 porque é Lavagem do Bonfim.

Os dias corretos de Essa é Nossa Praia são:

08, 15, 22 e 29 de janeiro.

Os dias corretos de Arlequim, Servidor de Dois Patrões são:

09, 16, 23 e 30 de janeiro.

As outras peças gráficas (cartaz, totem, banner interno...) e a página (www.teatrovilavelha.com.br) estão com as informações corrigidas.

"É proibido proibir"

Em 1976, o cineasta Glauber Rocha filmou os funerais do pintor Di Cavalcanti, criando um curta-metragem em sua homenagem. Di Cavalcanti di Glauber foi lançado em 1979, foi premiado no Festival de Cannes e teve sua exibição proibida no Brasil pela família do pintor.

Como Brasil é Brasil e a internet é o mundo todo... O curta agora pode ser assistido a partir deste endereço, sediado num servidor nos Estados Unidos.

O Teatro Vila Velha é contra qualquer tipo de censura, por isso, estamos divulgando o link que dá acesso ao material: http://www.dicavalcantidiglauber.us/di2.WMV

Para maiores informações sobre o filme, visite também: http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/curtas/di/di.asp


segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

Ricardo Castro faz concerto especial
no encerramento da programação 2004 do Vila

"Aquele do R$1,99?"
"Nossa, eu nem sabia que ele também tocava piano!"


Não. Não é "aquele do R$1,99", e o que esse cara mais sabe fazer na vida é tocar piano. Apesar da homonímia e da baianidade, são artistas bem diferentes. Ricardo Castro, o pianista, nasceu em Vitória da Conquista e há 20 anos mora na Europa, continente a partir do qual seu talento tornou-se conhecido internacionalmente.

Amanhã e quarta ele apresenta aqui no Vila um concerto bem pouco convencional. Juntamente com convidados como a pianista Maria João Pires, o saxofonista Rowney Scott, a cantora Jussara Silveira e a atriz Chica Carelli, Ricardo faz uma apresentação que reúne música e encenação, numa reflexão sobre sua vida e o caminho artístico que ele escolheu. O concerto Andarilho ou Músicos Andarilhos - nome ao qual se chegou depois de inúmeras mudanças - tem direção de Marcio Meirelles e textos compilados por Cacilda Povoas a partir de autores que refletem sobre a carreira musical e entrevistas do próprio Ricardo.

As apresentações encerram a programação do Vila em 2004. É um presente oferecido por Ricardo, que assim como este teatro, nasceu no marcante ano de 1964.

info:
21 e 22/12
r$ 30/15
20h

Leia a entrevista exclusiva de Ricardo Castro sobre o concerto

sexta-feira, 17 de dezembro de 2004

Um verdadeiro acontecimento! Ontem à noite, o palco do Vila abriu pro rock. Sim, isso mesmo! Guizzzmo e Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta fizeram jus ao espaço e apresentaram shows bem cuidados e com energia em rotação altíssima. Graças à estrutura do teatro, as bandas planejaram suas apresentações para realizar a gravação de áudio e vídeo com qualidade digital, que talvez venham tornar-se um DVD. A qualidade técnica das apresentações foi impecável, um presente para as bandas e para o público, ambos carentes de espaços para a realização de bons shows de rock em Salvador. O contentamento dos músicos com a oportunidade de tocar no Teatro Vila Velha era evidente, afinal, há um bom tempo o rock não passava por aqui...

Não é segredo para ninguém da cena roqueira local que o Vila tem lá suas restrições com os 'camisas pretas'. Ao contrário do que pode parecer, não se trata simplesmente de birra. Tem um monte de questões infra-estruturais que realmente complicam. O fato da platéia ser planejada para estar sentada, por exemplo. E alimentos e bebidas, então? Só quem trabalha com o Palcão pode saber o estrago que uma sujeirinha desse tipo é capaz de trazer... e a gente está acostumado a assistir aos shows agitando e tomando uma cervejinha. Sim, a preocupação de quem está nos bastidores aumenta bastante! O que importa é que todo mundo colaborou e foi compreensivo. Talvez o nosso simpático Jeudy tenha tido um pouquinho mais de trabalho, mas a tensão se dissipou e o que rolou foi uma festa bonita e eufórica.



Guizzzmo

A Guizzzmo abriu a noite com seu som irreverente: Vandex e seus contatos alienígenas. O show tem trechos narrativos, performáticos, começa em clima de "senta, que lá vem história" e segue com um rock de peso sonoro e misturado com outros ritmos. A banda é toda formada por veteranos batalhadores da cena - como não citar Apú e Mário Jorge, da lendária Úteros em Fúria? - e os caras carregam o peso da experiência roqueira com carinho. Continua sendo impagável a versão bossa-nova de "I wanna be sedated", do Ramones. Houve ainda a participação de Nancyta, outra grande figura do rock baiano. Para fechar o show, a divertidíssima Macaca, com direito à sensacional dança catártica de Vandex e a contribuição 'caribenha' de Rex.

Entre as duas apresentações, o "show do intervalo" ficou por conta do cantor e compositor Paquito. Mas quem roubou a cena mesmo foi Julinha, filha de Ed, um dos Ladrões de Bicicleta. Ela assumiu o microfone, ninguém entendeu direito, mas todo mundo achou uma fofura...


Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta

Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta entraram em cena num ritmo frenético. O show correu rápido, com uma música puxando a outra e deixando o público com pouco tempo para respirar. Platéia ligada, cantando junto e agitando como podia, balançando nas cadeiras ou dançando timidamente nas galerias. O que a banda mostrou foi muito vigor, com um vocalista possuído e todos os músicos perfeitamente sincronizados sem, no entanto, deixar que a inspiração fosse esfriada pela técnica. Fim de apresentação com muitos aplausos e um pedido quase desesperado de bis. A banda voltou ao palco para agradecer mais uma vez e pedir desculpas por não poder continuar por causa do horário, e tal, e coisa, mas... Não teve acordo: o público queria. E teve mais! Os caras fizeram mais uma música, uma mistura furiosa de samba cadenciado e rock. Sim, eles podem.

Juliana Protásio

quinta-feira, 16 de dezembro de 2004

c o r r e s p o n d ê n c i a


"Obrigado pela resposta, e nunca, mas nunca mesmo vou deixar de ir ao vila "


!!!

:: política & cultura ::
ARTISTAS REALIZAM FÓRUM DE IDÉIAS
PARA ORGANIZAR O SATED

Neste sábado (dia 18), o Fala Vila reúne a classe artística de Salvador para um debate sobre a organização do SATED, o sindicato da categoria. Com a presença de uma especialista em direito sindical, do presidente regional da CUT e do atual presidente do SATED, os artistas vão poder discutir a importância da atuação do sindicato e iniciativas para revitalizar o órgão na Bahia. O evento acontece a partir das 9:00 e vai até às 14:00, com exposições e debates, que culminam no Fórum de Idéias, um brainstorm organizado que tem por objetivo fortalecer a classe e trazer de volta o funcionamento do SATED de forma transparente e que sirva como uma representação legítima dos direitos dos artistas.

Quem quiser, pode chegar. A entrada é franca. O evento foi organizado pelos artistas Aicha Marques, Alda Valéria, André Tavares, Cristiane Barreto, Evelin Buchegger, Larissa Garcia, Marcelo Augusttu, Marcelo Sousa Brito, Mariana Freire, Marita Ventura e Rui Mantur.

Se ligue!
Fala Vila - Fórum de idéias da classe artística
Participações: Everaldo Augusto (Presidente da CUT-BA), Dra. Cláudia Bezerra (Advogada Sindical), Nilson Mendes (presidente do SATED)
Mediador: Marcio Meirelles
Data: 18/12/2004 (sábado)
Horário: Das 9:00 as 14:00
Local: Teatro Vila Velha
Entrada Franca

Para saber mais desse rebuliço:
Marita Ventura ? 9194-8290

quarta-feira, 15 de dezembro de 2004

FINAL DE SEMANA DO BANDO II
O último baba do ano

Investimento no baba: R$5,00
Passagens de ônibus: R$ 3,00
Ver Leno discursando sobre a confraternização com os amigos de chinelo não tem preço.

Estava marcado para sábado, às 9 da manhã. Por volta das 11, Leno já não aguentava mais dar a notícia às pessoas que chegavam e passava a tarefa ingrata para Didico, que pacientemente explicava que o baba só poderia acontecer depois de dois jogos de 40min cada e que Jorge Washington ainda não tinha dado sinal de vida com o churrasco, que seria feito numa churrasqueira dividida com um outro pessoal. E a água da piscina estava verde.

O tempo até que passou rápido com as incessantes piadas de Leno, a resmungar sobre a enrolação de Jorge, a falar que nada que é de graça presta e a perturbar os colegas que passavam protetor solar ou se preparavam com mil adereços para entrar em campo. Por volta de meio-dia começou o baba com performances sensacionais.

Gutemberg, a mil, era o único que jogava descalço na quadra de chão quente. Cell levou uma falta e confirmou a hipótese de mudar do Vilavox para o Viladança. Alessandro, do Bando, perdeu as contas dos tererês com uma cabeceada. E Gordo, há séculos sem jogar e com o fôlego de um asmático, não perdeu nenhuma partida...

Mas no final das contas todo mundo se divertiu e saboreou o churrasco de Jorge, feito com um tempero "todo especial", segredo do Bando. Uma festa que merece se repetir, mas agora, só ano que vem...

Juliana Protásio


segunda-feira, 13 de dezembro de 2004

FINAL DE SEMANA DO BANDO I
Ato em homenagem a Carlos Marighella

Final de tarde na sexta-feira. Um belo grupo formado por homens e mulheres vestidos de branco pela paz e por Oxalá chega ao cemitério Quinta dos Lázaros. O espírito é de celebração. Estávamos todos ali para uma homenagem a Carlos Marighella, um 'mulato baiano' que deixou seu nome marcado na história brasileira. Comunista, poeta, guerrilheiro, ativista político, pai, companheiro... Marighella deu sua própria vida pelos ideais de justiça em que acreditava.

No último dia 10, também dia Internacional dos Direitos Humanos, completaram-se 25 anos do traslado dos restos mortais do "inimigo número 1 da ditadura militar" para Salvador. O Bando de Teatro Olodum, afinado com tudo aquilo que Marighella propunha em sua luta, juntou-se seus familiares e amigos num ato em sua memória.



O Bando formou um coro com cerca de 20 vozes e percussão para cantar o poema Liberdade, escrito por Marighella em 1939, recentemente musicado por Jarbas Bittencourt. A música abriu uma sequência de discursos comemorativos, proferidos pelo deputado Emiliano José, pelo historiador Jorge Nóvoa, por Ana Guedes, do movimento Tortura Nunca Mais, pelo filho de Marighella, o advogado Carlos Augusto e Clara Charf, companheira de vida e luta do revolucionário, entre outros políticos e amigos conhecedores de sua trajetória.


O ato foi registrado por diversas equipes de TV, jornais e rádios, marcando a relevância histórica desta data para a Bahia e a nível nacional.

Juliana Protásio

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

É com Sagração da Vida Toda que Companhia Viladança encerra mais um ano de grande atividade, ao mesmo tempo em que lança a semente de seus rumos para o ano que vem. Com patrocínio dos Correios, a temporada que começa neste final de semana dá início à Turnê Nordeste do grupo, que percorrerá os estados de Sergipe e Alagoas em março de 2005. Além de Sagração..., o Viladança também leva na bagagem o projeto Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, que será apresentado para alunos de escolas públicas e grupos comunitários. Se você está em Salvador, precisa ver. É o Viladança antecipando as festas do fim de ano!

Sex/Sab (21h), Dom (20h)


segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

Teatro de Cabo a Rabo

O Projeto Teatro de Cabo a Rabo 2004, realizado pelo Teatro Vila Velha com patrocínio da COELBA através do Fazcultura, concluiu mais uma etapa com um grande encontro entre artistas de diversas cidades do interior e os da capital. Foram ao todo 4 dias de muita agitação aqui nesse teatro, com a apresentação de 7 espetáculos trazidos por grupos que entraram em contato com o pessoal do Vila a partir das oficinas que foram ministradas em diversas cidades.

Era gente pra cima e pra baixo o tempo todo, bagagem, figurino, maquiagem... Um burburinho grande, muitas caras diferentes, um clima muito alegre que misturava excitação, espírito de confraternização e o desafio de encarar o palco em outra cidade, tendo uma platéia formada, em grande parte, por artistas.



E teve ainda o Nêgo Fugido, encenação que chamou atenção do povo que andava pelo Passeio Público. Uma correria, um bafafá, uma zoeira... Teatro, dança, luta e brincadeira no meio da praça. Os Novos Novos, ainda de rosto pintado e roupa de cena, saíram para ver. Cacilda Póvoas, Chica Carelli, o pianista Ricardo Castro, todo mundo lá para assistir. Marcio Meirelles apreciava e se divertia, era o mais empolgado com a beleza da manifestação.

E ainda ontem o pessoal comentava os espetáculos. O interior mostrou a cara e fez bonito! Agora, só ano que vem...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2004

c o r r e s p o n d ê n c i a


Olá Vila velhos!

Quero parabeniza-los pela luta em fazer desse teatro, um dos melhores de Salvador.Sei que é difícil, mas apesar de tudo, vc's conseguem fazer do Vila um teatro de qualidade, com atores e peças de qualidade.Quero deixar aqui registrado o meu orgulho de ser conteporâneo do Bando de Teatro OLODUM-Grandes atores.

Fernando Monteiro

quarta-feira, 1 de dezembro de 2004

FALA VILA DE ONTEM!

Ontem foi dia de mais um Fala Vila. Desta vez, a discussão foi em torno da posição do negro nas telas e nos palcos do Brasil.

Marcio Meirelles abre a noite Cobrinha, Brás e Leda Martins Cabaré repleto! A mesa Leda Martins Cobrinha, Brás e Leda Martins


Contando com a presença do diretor da Companhia dos Comuns, Hilton Cobra, o Cobrinha, a professora Leda Martins, e mais uma vez mediando, Érico Brás. No debate foram discutidos assuntos como a importância dos grupos de teatro formado por negros, a posição da televisão brasileira como formadora de opinião, e a própria posição do negro diante deste quadro, entre outros. Bom humor cercado de bastante conteúdo marcaram a noite, que arrancou aplausos e risos do público presente, e deixaram mais uma vez perguntas no ar. Aliás, o público presente era quase genuínamente formado por negros. Por acaso?
Buxixos de corredor
(um momento coluna social)

A circulação de artistas famosos tem rolado solta por esses dias aqui no Vila.

* No último final de semana quem passou por aqui foi a global Taís Araújo, que está namorando Lázaro Ramos e aproveitou para conhecer o pessoal do Bando de Teatro Olodum, com quem ele começou sua carreira. A atriz veio assistir ao espetáculo Oxente, Cordel de Novo? e depois deu uma esticada com o pessoal num programa no melhor estilo do Bando: Samba!

* Outro que anda circulando direto por aqui é Ricardo Castro (o pianista, não aquele de R$1,99!). Esse mês ele faz duas apresentações de um concerto de piano por aqui, oferecido como um presente de aniversário para o Teatro. É que esse ano, assim como o Vila, Ricardo comemora seus 40 anos e resolveu comemorar junto com os amigos!

* E hoje de manhã, eis que Cristina Castro recebe uma estranhíssima ligação de um "comendador"... Era apenas uma brincadeira de Milton Nascimento, que telefonou para bater um papo e dar uma reforçada na idéia dos dois fazerem um "trabalhinho" juntos...