quarta-feira, 30 de junho de 2004

Marcio Meirelles aceitou convite para assistir ao Festival D'Avignon

No dia 18, Marcio Meirelles embarca para a França, onde vai acompanhar o 58º Festival D'Avignon, realizado de 3 a 27 de julho. Segundo o Adido de Cooperação e Ação Cultural do Consulado da França para o Nordeste, René Quirin, o curriculum de Marcio Meirelles - indicado por Armindo Bião, diretor da Fundação Cultural do Estado - foi analisado e considerado muito bom pelos franceses. Ainda de acordo com René Quirin, todos os anos são escolhidos artistas que tenham visibilidade na comunidade e são recebidos como convidados na cidade de Avignon, onde assistem aos espetáculos que escolherem, dentro da programação do festival. "O nosso interesse é reforçar cada vez mais essa cooperação entre Brasil e França", diz Quirin. O Festival D'Avignon é um dos mais antigos no gênero e foi criado em 1947 por Jean Vilar e este ano terá mais de 60 atrações. Além de Teatro, haverá Dança, Música, leituras, Circo, Teatro de Rua, performances, uma instalação cinematográfica, entre outras atividades ligadas às Artes Cênicas.

Para saber mais sobre o Festival, visite o site oficial, de onde foi tirada a imagem acima. Disponível em francês e inglês.

Juliana Protásio - com informações da assessoria da FUNCEB

terça-feira, 29 de junho de 2004

Vem Aí!

Chega a noite, o Vila Velha vira uma loucura. Artistas das mais diversas formações, tribos e origens se encontram aqui no Teatro. A quantidade de pessoa andando nos palcos e corredores, cantando e trabalhando, nos lembram os tempos de Um Tal de Dom Quixote. Está todo mundo trabalhando na montagem de Auto-Retrato aos 40, que estréia no dia do aniversário do Vila, 31 de julho. O palco já está todo diferente (montado como se fosse uma avenida), os autores já entregaram seus pedaços de texto... A coisa está caminhando. E rápido! O mês de julho mesmo já está aí, na porta.

A mobilização é geral, mas nem por isso o teatro parou!
Olha só as novidades dessa semana:

Rodovia do Samba - um grupo de simpáticas vovós canta e dança o samba de São Paulo até a Bahia. Quinta (20h).
X, um ser em busca de sua identidade - é a próxima atração d'O Que Cabe Neste Palco. Sex/Sab (19h).
H2O - Uma história de amor - espetáculo da Trupe da Zequinha, vencedor do Prêmio Braskem de 2003, na categoria infantil. Sab/Dom (17h).
Pensamento do Dia:



"Na civilização técnica global, formada por tantas culturas particulares e ameaçadas por tantos conflitos, o Teatro é o construtor da esperança e uma lupa através da qual se antevê o futuro"
(Vaclav Havel)

segunda-feira, 28 de junho de 2004

a pedidos da própria...

PERFIL



Nome: Vânia da Paixão
Codinome: Maluquete
Função: "A moça do bar"
Tempo de Vila: Algo em torno de três anos
Quantas vezes assistiu ao Cabaré da RRRRRaça: +de 10... (com certeza)
Gostamos dela porque: Eis o mistério da fé. Ninguém sabe dizer, mas a maioria jura de pé junto que gosta!
Queremos matá-lo quando: Ela começa a reclamar, e reclamar, e reclamar, e reclama sem parar.
O que dizem sobre ela:
"Tem uma memória impressionante, ela pode dizer o que você comeu no bar há quinze dias atrás e se pagou na hora ou se deixou na conta" (Isabela Dantas)
"É mau-humorada mas é uma boa pessoa" (Dona Irá)
"Uma pessoa difícil de levar" (Rivaldo Rio)

Citação: "Não pode entrar no bar não que seu Marcio não gosta..."
Pensamento do Dia:



"...Também sei dizer deles que ganham o pão com o suor do seu rosto e insuportável fadiga, a decorar papés continuamente, feitos perpétuos ciganos, de terra em terra, de estalagem em estalagem, esmerando-se por agradar aos outros, porque é no agrado alheio que consiste o seu próprio bem. Têm ainda a seu favor o facto de não enganarem ninguém com o seu ofício, porque expoem a sua mercadoria na praça pública, à vista e à apreciação de todos. (...) E hão-de ganhar muito para, ao fim do ano, não ficarem tão empenhados que tenham pleitos com os credores; além disso são necessários à República como as florestas, as alamedas, as paisagens de recreio e como tudo o que honestamente nos diverte."
(Cervantes)

quarta-feira, 23 de junho de 2004

Tem linguiça na canjica!

Se você perde o sono sem saber o que é que o Teatro Vila Velha e a Alemanha têm em comum, seus problemas acabaram!

O Vila praticamente tem um pé na Alemanha. Em 96 realizamos as leituras O que o Sr. Bertolt tem a ver comigo?. Esse tal Sr. Bertolt é Bertolt Brecht (alemão). Já na montagem de A Ópera dos Três Mirréis, de Bertolt Brecht (o mesmo alemão), a música do espetáculo ficou sob a resposabilidade do Sr. Bertold Türke (outro alemão). Em 98, o Vila foi reinaugurado com Um Tal de Dom Quixote, depois de ter sido inteiramente reformado de acordo com o projeto de Carl von Hauenschild (alemão). A Ópera de Brecht (aquele alemão) foi remontada. Em 99 estreou Fausto#Zero, de Göethe (alemão) Em 2001, é a vez de Fatzer, um texto incompleto de Brecht (...), compilado por Heiner Müller (alemão). Ainda em 2001, vieram as Leituras Alemãs, com textos de Maryus Mayenburg, Albert Ostermeier e Dea Löher (alemães). A música de Relato de uma Guerra que (Não) Acabou de 2002, é de Johann Sebastian Bach (aquele músico alemão). Em 2003 o Viladança foi à Alemanha para o festival MOVE Berlin. No mesmo ano, Helena Waldmann (alemã) veio ao Brasil fazer uma parceria com Cristina Castro na montagem de Caçadores de Cabeças. Nesse momento, o teatro recebe Franziska Bornkamm (alemã), que estuda teatro em Viena (quase Alemanha)e veio fazer um estágio/intercâmbio conosco!

E pra você não pensar que tudo isso não passou de uma encheção de linguiça (alemã)...

... neste final de semana apresentamos Caçadores de Cabeças, a parceria alemã que deu ao Viladança o Prêmio UNESCO de Fomento das Artes. Sex/Sab(21h) e Dom(20h)!

terça-feira, 22 de junho de 2004

Pensamento do Dia:



"O Teatro é um grande meio de civilização, mas não prospera onde a não há."
(Almeida Garrett - introdução a Um Auto de Gil Vicente)

segunda-feira, 21 de junho de 2004

PERFIL



Nome: Cell Dantas
Codinome: Celleste
Função: Arquivista
Tempo de Vila: Uns 4 anos...
Quantas vezes assistiu ao Cabaré da RRRRRaça: Uma vez, pela metade. Devemos salientar que este sujeito ainda não viu o espetáculo na íntegra por ser um descarado sem vergonha.
Gostamos dele porque: É um cara prestativo e é o embaixador Vilavox da boa vontade.
Queremos matá-lo quando: Acidentalmente ele perde toda a lista de contatos do Teatro.
O que dizem sobre ele:
"Ele é uma pessoa muito talentosa e inteligente" (Jó Graças)
"Man, um bróder muito bacana" (Alessandro Salles)
"Cell é uma pessoa maravilhosa e compreensiva, conto com ele sempre que eu preciso" (Nalva Maria)

Citação: "Porra man... Porra... Aí, pô... Aí você tá esculhambando..."
Garimpando se acha é coisa!

(Hoje estamos imagéticos)

No fundo de um caderninho com essa capa...


...encontramos este recibo:

Recebi do sr. Glauber Rocha a quantia de C$100.000,00 (cem mil cruzeiros) como indenização pelo afastamento do ator Othon Bastos pelo prazo de 15 dias, para trabalhar como ator no filme "Deus e o diabo na terra do sol".

Carmem D. Bittencourt
ESSE TOMALADACÁ...

Trabalho trocado por um ingresso do espetáculo Cabaré da RRRRRaça

sexta-feira, 18 de junho de 2004

Pensamento do Dia:



"A arte teatral é a mais humana e a mais geral das artes.

Partir para uma guerra contra a arte de má qualidade e reclamar uma melhor, ou vituperar o gosto do povo, para que serve?

Seria melhor perguntar porque é que o povo precisa de entorpecentes..."
(Bertolt Brecht)

quinta-feira, 17 de junho de 2004

E não é que mudou de novo?

O nome do espetáculo. Era "Auto-retrato em Movimento", aí virou "Semovente", que era feio com'a peste... Agora, dizem ser definitivo, imutável, the ultimate title for a play:

AUTO-RETRATO AOS 40


Pode espalhar por aí!

Juliana Protásio

Caçando novas cabeças

No dia 26 (sábado), a apresentação de Caçadores de Cabeças vai ser aberta pro pessoal da Associação Baiana de Cinema e Vídeo. Cristina Castro acertou tudo com Pola Ribeiro e depois do espetáculo vai acontecer um debate, do qual o público também pode participar. Caçadores... tem uma ligação muito forte com o vídeo, tanto por causa das inserções de projeção nas cenas, como pelos efeitos luz e da própria encenação. A turma de vídeo fica sempre bastante entusiasmada pelo visual do espetáculo!E no ano passado, quando o Viladança enviou uma das gravações do espetáculo para propor uma apresentação lá fora, Cris lembra que as pessoas duvidavam que aquilo era real, pensavam que eram truques e efeitos de edição. Nada disso: A piração acontece no palco mesmo!!!

E quem quiser ver qual é, Caçadores... vai estar em cartaz nos dias 25, 26 e 27 próximos. Largue esse negócio de São João de lado e venha ver essa coisa surreal!

Juliana Protásio

quarta-feira, 16 de junho de 2004

Pensamento do Dia:



"Por toda a parte indolência, desordem, indisciplina, ignorância e estupidez, desdém pelo criador, ódio pela beleza, uma produção cada vez mais pateta e vã, uma crítica cada vez mais complacente, um gosto público cada vez mais pervertido: é isto o que nos indigna e nos revolta."
(Jacques Copeau)

terça-feira, 15 de junho de 2004

Carta Aberta a Lomanto por João Augusto em 1964:

Isso é aquilo: A arte o enfarte

CARTA ABERTA DIRIGIDA AO GOVERNADOR LOMANTO JUNIOR

Excelência:

Por ter a convicção de que o Teatro tem um lugar privilegiado numa sociedade de trabalho, de que Teatro não é luxo, de que Teatro (por suas virtudes próprias) deve ser levado à responsabilidade dos Poderes Públicos ? e por achar que não venho pedir favor algum, nem para o Teatro dos Novos, nem para qualquer outro grupo da Cidade mas, pelo contrário, na certeza de que ofereço mais do que peço e defendendo um dos meios que o governo deve contar para desempenhar um dos papeis que lhe cabe por obrigação (o educativo, no caso) dirijo a V. Excelência esta CARTA ABERTA, postulando o mínimo de condições materiais e econômicas que permitam ao teatro funcionar e cumprir seu verdadeiro significado entre nós.

Que força de persuasão deverei ter (ou alguém possuir) para falar com um homem público a importância do Teatro? de qualquer Arte? Quantos autores terei de citar para repetir que toda sociedade (industrial, socialista ou capitalista) coloca no número dos problemas sociais mais importantes o problema do ?lazer ativo?, das horas vagas? Quantas vezes dizer que o Teatro ultrapassa os compartimentos sociais ideológicos? Quantas vezes lembrar que não existem problemas do Teatro que possam ser focalizados sem referencia à sociedade, ao futuro de uma sociedade ou de um regime? Quantas vezes, e de que maneira fazer claro e conseqüente que qualquer orçamento que se dedique ao teatro não representa para o Estado, para a Cidade, para o Povo um luxo que vai sacrificar imperativos mais urgentes do Estado, da Cidade, do Povo? Quantas vezes?

Já o fiz uma vez (em março deste ano) quando vos enviei um "Plano de Trabalho" (Teatro-serviço público. Poderes Públicos. Poderes Privados. Falência dos Poderes. Planejamento. Fatos). Mas aquele "Plano de Trabalho", por mais que me esforçasse em ser objetivo e breve, tinha quinze páginas. E como até hoje não recebi nenhum chamado de V.Excia. e como talvez V.Excia não venha a ler esse trabalho e como não tenho nenhuma vocação para publicar coisa alguma? uso esta CARTA ABERTA para voltar ao assunto.

Muita gente diz, Excia., que a Bahia não precisa de cultura, mas de feijão. Diz que arte é "brincadeira", que o Povo não se interessa pela arte. Qualquer sociólogo apressado identifica logo o problema do teatro como um "fenômeno econômico", pontificando que o brasileiro mal tem o que comer. Mas sabemos, Excia., que não é essa a melhor razão. Os que "mal têm o que comer" dão boas rendas aos estádios de futebol. E reparai nisso: não é só no sul que isso acontece. Haja vista o último "Botafogo versus Bahia". A promoção no futebol é superior em nossa terra a qualquer promoção à cultura. (Não pensai contudo, pelo Senhor do Bomfim, que sou contra o futebol, pelo contrário.)

Quando não é com o argumento da "fome", Excia., que procuram justificar o desprestigio, a dispensa e o desinteresse pelas artes, é com o raciocínio de que somos ?um país de analfabetos?, esse escândalo da nossa cultura. Mas essa também não é a melhor razão, Excia. Os cinemas andam cheios desses "analfabetos" que fazem filas diante das bilheterias, sobretudo quando se trata de filme estrangeiro. E não é muito provável que o "brasileiro analfabeto" conheça bem o inglês e o francês, ou o italiano, já (que não sabe ler as legendas.) Outros argumentos mais diversos são usados. Nenhum deles entretanto nos dá a melhor razão.

A razão melhor, Excia., sabemos todos? é o eterno problema da Educação. Que possibilidades tem nosso Povo de se educar? Que fazem pela Cultura os Poderes Públicos? E os Podres Privados? E os Particulares? Criam procriam e prestigiam meios de deseducação. Esses meios, V. Excia. sabe quais são. Muita gente sabe. Muitos deles tratei no trabalho que vos enviei, e não vou agora repeti-los: como homem político V.Excia. deve saber muito bem que a eficiência dessa carta depende da noção que eu tenha do fato de não dizer tudo o que eu penso sobre o meu assunto.

Excia. nenhum grupo que se dedica ao teatro em nossa terra tem acolhida na Secretaria da Educação e Cultura do governo; Dessa Secretaria (para um exemplo) a Sociedade Teatro dos Novos trabalhando há quatro anos (e quem faz teatro entre nós, Excia., sabe o que isso significa, além de organização e equipe) até hoje, como único incentivo, reconhecimento, estímulos ou amparo, recebeu em 1960, a quantia de 50 mil cruzeiros pelo patrocínio de um espetáculo apresentado em Itaparica. Cito o exemplo dos "Novos", e não acredito que algum outro grupo tenha recebido outro auxilio melhor.

Também em 1960 a câmara Estadual, através de alguns de seus membros mais esclarecidos, designou ao Teatro dos Novos verba para auxilio de uma construção (notícia pública e publicada). Até hoje, Excia., a Secretaria da Fazenda não pagou aos ?Novos? toda essa verba. O Serviço Nacional de Teatro do Ministério de Educação e Cultura também ? até hoje, Excia. ? não enviou o auxilio prometido e esperado da sua Campanha Nacional de Ajuda ao Teatro.

São muitos os problemas de Teatro na Bahia. É empresa extremamente difícil e delicada fazer-se teatro entre nós. Além de vários empecilhos naturais (que existem na própria classe) há ainda a falta maior ? a falta de amparo e assistência do Governo. Porque não criar na Secretaria de Educação, Excia., um Serviço de Teatro ou um Departamento de Cultura, como os que existem no Rio, em São Paulo, no Recife? Existem já, Excia? Se existem então, porque não fazê-los funcionar e cumprir sua finalidade? Que normas, que exigências, que critério adotar, que compromissos assumir para os grupos existentes na Cidade receberem uma ajuda, mínima que seja, do governo?

Sabemos, Excia. que há um milhão de crianças sem escola na Bahia (vosso discurso de posse), mas também acreditamos no que o teatro pode significar na educação dessas crianças e na educação dos pais dessas crianças. Sabemos, Excia. que há apenas oito mil leitos hospitalares para seis milhões de habitantes (vosso discurso de posse) mas também acreditamos no que o teatro pode dar a esses seis milhões de habitantes. Conhecemos as condições sub-humanas de habitação nos Alagados: já estivemos lá fazendo Teatro, Excia. Não somos indiferentes a esses problemas maiores. Os problemas de V.Excia (como Governador) nos dizem respeito, tanto quanto diz respeito a V.Excia. Não seríamos nós portanto que iríamos lesar a solução desses problemas. Pelo contrário ? acreditamos que podemos colaborar na solução deles. É por isso, Excia., por causa disso ? que eu assino esta CARTA - :


segunda-feira, 14 de junho de 2004

PERFIL



Nome: Alexandre Marinho
Codinome: Godofredo
Função: Estagiário de Comunicação
Tempo de Vila: menos de um mês...
Quantas vezes assistiu ao Cabaré da RRRRRaça: Ainda não viu
Gostamos dele porque: Ele faz o que a gente manda e quando o esculhambamos ele ri com a gente.
Queremos matá-lo quando: Ele salva arquivos nos lugares errados e fala sempre no gerúndio.
O que dizem sobre ele:
"Estagiário tem mais é que se fudê!" (Núcleo de Comunicação do Teatro Vila Velha)
"Garoto esforçado!" (Maiana Santana)

Citação: "Vamos estar encaminhando esse material, assim que estiver sendo possível"
Pensamento do Dia:



"É preciso insistir na idéia de que o teatro tem que ser financiado. Não pode ser abandonado aos mecenas.

O teatro conserva experiências, memórias, necessárias à consciência cultural e portanto à sobrevivência da sociedade do nosso tempo."
(Peter Stein)

sábado, 12 de junho de 2004

Essa semana, depois de muita crise, muito pensamento e muita opinião, finalmente ficou definido o nome do espetáculo em comemoração aos 40 anos do Vila:

Auto-retrato em Movimento


O nome saiu no meio de um "toró de palpite", com um monte de gente enfiada na sala de Marcio, todo mundo um pouco ansioso por esse título. Da idéia de um e de outro, acabou surgindo. Então, quando já era quase festejada a descoberta, observamos que Meirelles se concentra sobre umas anotações em sua agenda. Era cálculo numerológico para saber se o nome trazia bons fluidos. Tudo aqui se define assim: signo, numerologia, orixás...

Somos marxistas místicos!, Marcio explica.

E os números disseram boa coisa, afinal. Enquanto isso, Camilo anda preocupado com uma possível demissão, já que ele ainda não sabe seu ascendente, nem seu orixá, nem...

sexta-feira, 11 de junho de 2004

Pensamento do Dia:


"O Teatro não é apenas a expressão de um povo, de uma nação, mas o testemunho mais verdadeiro e mais vivo de uma civilização".
(Louis Jouvet)

Sábado de sol. Vai o Sr.G assistir ao espetáculo infantil Monetinho, a re-montagem de uma opereta encenada originalmente em 1955. O Sr. e a Sra. G saíram de casa cedo, entusiasmadíssimos e ansiosos para ver aquela criançada toda em cena (parece que são mais de 200!). O Sr. e a Sra. G adoram teatro e adoram crianças. Os dois juntos então, que maravilha!

Pois então, não é que o Sr.G ficou sem assistir à peça? Aconteceu que o Sr. G, desavisado, saiu de casa de bermuda, assim como sua esposa. Só que ela entrou e assistiu à peça numa boa. Sabe como é, Salvador é uma cidade super formal, de outono gélido, e o pessoal lá do teatro da Hora da Criança não podia deixar passar um marmanjo de calças curtas...

?Mas era um bermudão assim, ó: no joelho! Não era short de pijama nem nada!?

A gente faz idéia, Sr. G. Vai ver eles estavam fazendo um resgate da época em que o espetáculo estreou pela primeira vez, há 50 anos atrás... Isso acontece muito por aí. Já aqui no Vila, não vemos problema nenhum na sua bermuda, nem nas suas sandálias. E também não tem problema com a sua camiseta regata, nem com o seu terno de 1 milhão de dólares. Inclusive, se quiser misturar tudo e vir de paletó e chinelo, tá valendo... Seja bem-vindo, pode entrar!

Mas finalmente, por que essa birra com perna, braço e pé de homem? Por acaso eles têm alguma coisa ofensiva que as mesmas partes do corpo da mulher não têm?

Bem, aqui no Vila tanto faz. O importante é que o público se sinta à vontade!

terça-feira, 8 de junho de 2004

No informativo TVV dessa semana...


Tudo o que tá na cozinha é pra comer?


Fenômenos de Audiência

Quando as pessoas respondem à nossa pesquisa (aquele papelzinho escrito "DIGA AÍ", que você já deve ter visto aqui no Vila), o que mais sugerem é "mais divulgação". Ok, a gente se esforça, mas sabe que não é o bastante. Pelo seguinte: enquanto a quantidade e variedade de eventos culturais cresce, o espaço para eles na mídia diminui. Entendemos que é uma questão econômica da imprensa, mas cabe a nós, como leitores e consumidores, cobrar dos meios de comunicação mais espaço para cultura.

Agora os fenômenos

No finalzinho de maio, soltamos uma notinha na imprensa sobre a tal seleção de figurantes para o filme Viva o Povo Brasileiro. O resultado foi uma enxurrada de pessoas, uns quinhentos currículos chegando, milhares de ligações! O povo dizia ter ouvido dar no rádio, na TV, no jornal... E foi só uma notinha! Enviada do mesmo jeito que enviamos material sobre os espetáculos em cartaz. No entanto, o público continua se queixando (e muito) da falta de divulgação da programação do Vila...

Será que só quando vira "cinema" é que a divulgação flui? Será que teatro não interessa mais? Será que é a agonia das pessoas atrás dos seus 15 minutos de celebridade? Ou será que o buraco é ainda mais embaixo e todas essas pessoas querem mesmo é descolar um trocado?

Uma vez Matheus Nachtergaele, Renata Sorrah e Lázaro Ramos vieram ler "A MISSÃO". Casa lotada e quem veio ver os artistas acabou escutando Heiner Müller. Isso pode dar certo. Ao invés disso, a grande maioria dos "artistas" preferem aparecer nas revistas, dizendo com quem se casou, com quem namorou, onde e em que posição. A grande maioria do que se vende é lixo. Mas as pessoas COMEM o lixo. Por que comem lixo?

Você come lixo?

...ou prefere outras iguarias? Exemplos:

Cabaré da RRRRRaça - Sex/Sab (21h) Dom (20h)
Donzelos Anônimos - Sex/Sab (19h)
Murucutu, o que não nos contaram? infanto-juvenil ? Sab/Dom (17h)


Para receber o informativo TVV toda terça-feira no seu e-mail, basta solicitá-lo através do e-mail comunicacao@teatrovilavelha.com.br

segunda-feira, 7 de junho de 2004

PASSEIO PÚBLICO - A VILA VELHA (Michel de Freitas)


O chão calçado com pedras em formato de paralelepípedo remete-nos a uma
época em que a tortura era algo comum nos pelourinhos.
As árvores frondosas dão um quê centenário ao local e o ar gélido que o
circunda, também o torna um ambiente agradabilíssimo.
O verde das folhas de Ossaim contrasta com o meio-fio branco.
Do antigo chafariz já não jorra mais água, fica sujo, clamando por uma chuva
para se sentir novamente útil.
As estátuas estão sem narizes, sem caudas, sem fragmentos de vestes, meio
cinzentas, porém com as almas preservadas.
A arte perambula pela vila velha e nela encontra-se impregnada, fazendo
ferver o sangue e pulsar os corações de pretos, amarelos, brancos, marrons,
vermelhos, Joaquins, Marias, Nanas, Márcios, Robertos, Cidas, Vilmas,
Danilos, Cláudias, Lucianas, Josés, deles, delas, o meu e o seu.

sexta-feira, 4 de junho de 2004

Serelepe é a vovozinha!

Acabei de bater um papo com as vovós espertas do grupo Vivavós. Em julho, elas vão estar apresentando o espetáculo Rodovia do Samba aqui no Vila. Fiquei impressionada com a boa energia que elas passam, uma coisa vibrante alegre... E olhe que foi só uma conversinha porque eu tive de fazer um pouco de sala enquanto Camilo, que deveria fazer fotos do grupo, terminava de resolver outros pepinos.

Fiz uma entrevista rápida, sentada entre elas. São umas 21 senhoras, na faixa entre 50 e 70 e poucos anos, se bem que tem uma "caçula", com apenas 42. Todas elas são muito ativas, bem arrumadinhas, cheirosas e bastante sorridentes, um quadro bem diferente desse que pintam sobre a terceira idade.

Estou curiosíssima para ver essas simpáticas "meninas" em cena!

Juliana Protásio

quinta-feira, 3 de junho de 2004

Vila 40 anos



Teatro para contar a história de um Teatro. É essa a idéia dos grupos residentes do Vila para comemorar seus 40 anos de fundação. No início dessa semana, os diretores e integrantes do Bando de Teatro Olodum, do Viladança, da Cia Novos Novos e do Vilavox se reuniram para traçar o plano que, em apenas 2 meses, trará a cartaz um grande espetáculo, envolvendo esses diversos artistas.

Certamente, será mais um desafio encarado de frente por esse povo de palco. A coordenação geral desse super-organismo fica por conta de Marcio Meirelles, que já assumiu papel semelhante ao dirigir Dom Quixote, na re-inauguração do Vila, há seis anos. A experiência de Meirelles e a contribuição dos outros diretores - Chica Carelli, Cristina Castro, Débora Landim, Gordo Neto e Jarbas Bittencourt ? servirá para vencer os obstáculos que devem aparecer ao longo desses 60 dias de jornada, pois a montagem deve estrear em 31 de julho, data de aniversário do Vila.

Pois bem: o espetáculo vai beber na fonte do vasto material de pesquisa acumulado ao longo dessas quatro décadas. São inúmeros documentos, cartas, recortes de jornal e fotografias que ajudarão a atual equipe artística do Vila a mapear o traçado de quem esteve por aqui no passado plantando essa semente. Ao vasculhar tudo isso, encontram-se histórias curiosas, motivações, divergências e até mesmo problemas que continuam atuais, como a falta de recursos para tocar o sonho adiante.

Com essa montagem, os artistas do Vila vão trazer ao público a história do teatro vista por dentro, revelando cada pedacinho da construção dessa paixão pelos palcos e o que motiva a luta que é manter vivo este espaço ao longo dos anos. Porque o Vila é mais do que um espaço cênico: é casa, é encubadeira e é plataforma de lançamento para a arte que se produz em Salvador e mira para o mundo.

terça-feira, 1 de junho de 2004

Bem vindo!

Nos últimos dias o Teatro Vila Velha estava mais uma vez passando pelo eficiente método Big Brother de contratação. Com a saída da chefe da administração, Isabela Dantas, que deixou nossa província da Bahia para tentar uma boa chance na terra das oportunidades, buscamos substitutos para esta função tão importante.

Foi utilizado o método Vila Big Brother de contratação que consiste em selecionar dentre os currículos os mais indicados para fazerem uma vivência dentro do teatro. Podem observar a todos enquanto são observados. Assim os candidatos têm a oportunidade de entender o funcionamento do teatro e saber se é o que eles querem de fato, e nós temos a oportunidade de conhecer melhor os candidatos para sabermos qual deles se adequa melhor à vaga.

Depois de pouco mais de uma semana de entrevistas, bate-papos e teorias como "esse teatro é uma loucura por causa disso e daquilo", o conselho dos anciões se reuniu e decidiu que o ganhador do prêmio Vila Big Brother foi o Sr. Luiz Gustavo Libório Vianna, vulgo, Gustavo.

Bem vindo, Sr. Gustavo, e há muito trabalho à sua espera.

Camilo Fróes