terça-feira, 30 de dezembro de 2003

Lázaro Ramos na lista dos melhores



Os críticos escolhidos pelo jornal nova-iorquino Village Voice colocaram Lázaro Ramos entre os melhores atores de 2003, por sua atuação em Madame Satã. Lazinho ocupa o 16º lugar de uma lista em que constam nomes como Johnny Depp, Bill Murray, Billy Bob Thornton, Phillip Seymour Hoffman, Javier Bardem, Ewan Mcgregor, entre outros grandes astros do cinema mundial. Confiram a lista!

Juliana Protásio

sexta-feira, 26 de dezembro de 2003

Mutirão de Verão



A programação do Vila Verão vem aí com força total. Acontece, que por melhores e mais interessantes que sejam os espetáculos, no verão baiano, a concorrência entre teatro e outras ferveções como shows e festas de largo é desleal. É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, por isso é preciso muita disposição (e grana) para que a população e os turistas consigam se dividir entre tantas opções para diversão. E contra nós, tem o fato de que atrações musicais e preparativos para o carnaval são as coisas que mais ocupam a mídia. Como conseguir visibilidade e atrair o público?

É por isso que os artistas de todos os grupos residentes estarão se empenhando em divulgar seus trabalhos e também toda a programação do Amostrão. Mais concentrados do que nunca, eles estarão distribuindo agendas de programação, bônus e falando de seus espetáculos para todo mundo. Verdadeiros agentes multiplicadores de informação!

Nesse verão, se você quiser saber o que está acontecendo aqui no Vila, se quiser desconto na entrada, se quiser se divertir, use e abuse dos nossos artistas. Eles estão aqui para isso - hehehe! E nessa situação, toda ajuda é bem vinda. Se quiser também ser um divulgador do Vila, passe aqui e pegue seu bolinho de agendas, encaminhe nosso informativo para seus amigos, venha aos espetáculos!

Juliana Protásio

terça-feira, 23 de dezembro de 2003

A festa dos ratos


Ontem, aconteceu a cerimônia de entrega de presentes do Amigo Secreto dos funcionários do Teatro. Foi muito bom. Fomos todos a um bar vizinho, e com atraso de uma hora e meia, começou a confraternização, as brincadeiras, as piadas e a distribuição de brindes e troca de presentes. Foi uma forma bonita e agradável de chegar ao fim desse ano (que ainda não acabou, mas falta só um pouquinho).

Alguns dos funcionários trabalham juntos há mais de cinco anos. Acredita-se que a última festinha dos funcionários, para encerrar o ano, foi em 1997. Foi muito gratificante termos tirado do papel essa brincadeira, essa troca de agrados simbólicos. Um momento de diversão só nosso, como geralmente não acontece.

Foi uma festa simples, sem grandes surpresas, mas com muita alegria, muita risada e uma animada troca de presentes. A comemoração terminou com o planejamento (muitíssimo antecipado) de uma festa maior, melhor e mais abrangente. Quem sabe até mesmo os patrões não resolvam aparecer no final de 2004 (há quem ache que alguns vão torcer o nariz...). Mas ainda é muito cedo para se prender a estas questões, fica por enquanto afixada apenas uma regra que não pode ser mudada: alguns dos participantes faltaram, não puderam comparecer, e temos que dar um jeito nisso. Sei lá como, mas da próxima vez queremos todos!

Camilo Fróes

sexta-feira, 19 de dezembro de 2003

Preparativos de Verão

Nada de malhação de última hora, nem procura por roupas de banho ou cremes de proteção contra o sol. A movimentação aqui no Vila é toda para o Amostrão Vila Verão, bolando peças gráficas e um catatau de materiais de divulgação da programação e das oficinas que vão acontecer em janeiro e fevereiro. Janeiro vai começar bem cedo e pegando fogo por aqui. É muito espetáculo em cartaz, o palco cada hora com uma cara diferente, a atmosfera mudando de humores diariamente, com a graça do Bando, o lirismo do Vilavox, o vigor do Viladança, a vibração cheia de esperança dos Novos Novos, o acento regionalista de A Pena e a Lei, a música eclética d'Os Manga e do Aço do Açúcar e a brasilidade da Roda de Choro...

O Vila vai ferver neste verão!

Juliana Protásio

...e na produção...

Um telefonema. Maiana atende.

- Olá, eu queria saber qual é a programação pra hoje...
- Oi? [a ligação estava distante e a pessoa do outro lado da linha tinha a voz rouca]
- O que é que vai ter aí hoje?
- Hoje?, peraí... [para a sala]: hoje não tem nada não, né? [de volta ao telefone], é, hoje à noite não temos programação, só amanhã...
- Hm. Vai muito preto aí?
- Quê?!
- Esse teatro aí, vai muita gente negra, é?
- Sim! [orgulhosíssima!]
- Ah! Eu que não vou aí, esses filho da puta vão querer-
- Moço! Você vai ser processado!
- [CLANK!]

O sujeito permaneceu anônimo, e o esse causo de racismo/trote fica aqui registrado.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2003

Eu aqui totalmente embalada pelo som de Coldplay, pensado na minha vida e obviamente em teatro...
Eu sei que teatro é uma carreira extremamente difícil, com certeza, é um mundo muito árduo, não é tão fácil ganhar dinheiro nese ramo. Sei também que existe algum preconceito com as pessoas dessa área, mas não sabia que era tanto!
Estou trabalhando com uma galera nova, adolescentes e talz, e fiquei abismada em como muitos pais se portam diante do fato de seus filhos estarem envolvidos com teatro. Dói muito lá dentro.
Em que mundo vivemos afinal?? como a cultura pode ser levada tão assim, como os profissionais da arte podem ser tão mal julgados???
É um pensamento tão triste e tão retrógrado, a idéia que se tem dos artistas é de drogas e promiscuidade um "mundo alternativo", será que ninguem pensa nas contribuições dadas ao mundo????? É decepcionante saber que isso é tão presente em nossa sociedade. É triste saber que alguém fala que eu uso drogas, ou qualquer outra coisa porque eu simplesmente cometi o praseroso "erro" de me apaixonar pelo teatro, só porque eu não quero ser médica, advogada, ou engenheira, pois afinal de contas trabalhar mesmo é isso... Pra mim isso é simplesmente cair no senso comum, porque afinal de contas é o que todo mundo faz, não? Não são esses os cursos mais concorridos, mais procurados e mais dificeis? Cadê a criatividade e coragem de ir atras de melhorar a cultura nesse pais??
Talvez seja por isso que eu tenha me apaixonado tanto assim por essa carreira, para enefrentar essas pessoas que acreditam que teatro deve ser apenas um passatempo, que deve-se primeiramente ter uma profissão "de verdade", a dificulade me assusta, mas também me atrai, sei que terei que lutar muito, e por isso sei que quando conquistar o que quero a sensação será muito mais gratificante do que se eu passase no exame da OAB...
A cada dia que acordo sei que será uma nova briga, para conseguir patrocinadores, para melhorar a atuação de meus atores e para mostrar que o teatro é (graças!) um mundo alternanivo sim! Alternativo pelas suas possibilidades diversas de a cada dia ser uma pessoa diferente, um personagem novo, e de acada dia acordar disposta a mudar as cabeças duras dessas pessoas antiquadas que não conseguem ver que antes de tudo o teatro é um instrumento transformador...

Marcelle

quarta-feira, 17 de dezembro de 2003

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